
O final do filme “Requiem for a dream” (2000) é magnífico. Todas as personagens principais acabam deitadas e, ao contrário do que supostamente iria acontecer, vivos, em posição embrionária.
Pareceu-me bastante óbvio que Darren Aronofsky, o realizador, quisesse passar a ideia de que aquelas quatro pessoas estariam a nascer de novo, o que não deixa de ser surpreendente, já que tudo indicava que na continuação da espiral de loucura e de sofrimento (por quatro motivos distintos) incontrolável, que eram aquelas vidas, a tragédia seria o inevitável. Mas depois há aquele pequeno “milagre” mesmo no fim, que não é mais do que um sinal de esperança para todos.
E como se traduz isto para a nossa realidade? O que parece fácil de dizer mas não tanto de fazer: a solução para uma morte predeterminada, um suicídio, passa por dar uma nova oportunidade a esta vida (única, até prova em contrário). Renascer, portanto.
curioso, eu intepreto mais as posições fetais como negações do ser, vontade de voltar ao ventre materno onde ainda se está protegido e onde ainda não se É.
ResponderEliminarOu seja, mais vontade de nunca ter nascido do que de voltar a nascer.
"YOU SMUG FUCK!"
ResponderEliminarDaniel, é outra perspectiva... hey, li um (não sei se tens mais!?) dos teus livros há algum tempo atrás e achei-o bem porreiro. Congrats!
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