quinta-feira, março 30, 2006

Sexos

Aqui deixo um beijão e a minha resposta (feita à pressa) à B.I.T.C.H.
A revolução sexual trouxe coisas muito boas e uma delas é passarmos a encarar com carácter normativo a ideia de que uma mulher que goste tanto de sexo quanto um homem, não deixe de ser uma mulher, para ser uma ninfomaníaca ou uma “puta”. Portanto longe estamos dos tempos da censura moralista e dos ideais tradicionalistas da mulher domesticada e submissa ao seu homem, felizmente, “penso eu de que”. No entanto, o extremo disto também não me parece que seja a situação mais viável. Claro, o sexo é muito bom e a variedade, desde que em segurança (sempre!), nunca fez mal a ninguém! Agora é necessário perceber quando acaba a vontade e o desejo e começa a vulgaridade e a futilidade. E nestes assuntos da “sedução” desde há muito tempo para cá que as mulheres têm sido líderes e dado grandes lições ao sexo oposto. Por isso se o sexo feminino decidir agora enveredar por uma competição desenfriada, com os homens, pelo primeiro lugar na “corrida para a meta” da promiscuidade, as consequências disso podem ser nefastas. Perde-se muito do bom senso e da estabilidade que as mulheres dão a qualquer relação, bem como está em causa tudo aquilo que elas conquistaram no plano sexual (e não só) e que alcançaram com muita luta pela mudança de mentalidades.
Esta nova e revolucionária postura das mulheres face ao sexo, que à partida se julga ser mais um nível de emancipação, atenção, pois pode ser tão somente uma forma inconsciente de obsessão em tentar agradar os homens. E isto, para mim, tem um nome: submissão. Não tenho nada contra a submissão, como já disse por aqui, desde que seja por mútuo acordo e encarada como uma mera fantasia, mas NUNCA como uma regra imposta e inquestionável.

terça-feira, março 28, 2006

Björk vs P. Diddy

quinta-feira, março 23, 2006

Anúncio

Andava eu na minha pesquisa de anúncios (de imóveis) pelo o Ocasião, quando me deparo com este:

A onda dos azulejos coloridos não faz bem o meu género, mas no entanto como parece-me ser uma boa oportunidade (a um preço "negociável"), decidi partilhá-lo.

terça-feira, março 21, 2006

1 poema

Um poema para este dia e para todos os outros que hão-de vir.

Há-de flutuar uma cidade

há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu... como seriam felizes as mulheres
à beira mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado

por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos... sem ninguém

e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta... dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão

(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)

um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade

Al Berto

segunda-feira, março 20, 2006

Viva o momento, ou não!?

Recebido por e-mail:

MAIL ORIGINAL:
Exmos. Senhores,
Por falecimento da V. cliente Maria Fernanda V**** de M****** Teles, no passado dia 28 de Novembro, queiram por favor proceder ao cancelamento do respectivo contrato, a partir do corrente mês de Dezembro inclusive.
A mesma informação será enviada por correio, conforme carta anexa.
Sem outro assunto,
Alda Teles

RESPOSTA:
mailto: apoiocliente@vodafone.pt > wrote:
Muito boa tarde, como está?
Para podermos efectuar a desactivação definitiva é necessário que nos envie uma cópia da certidão de óbito do titular.
Deverá confirmar o nº de contribuinte ou nº de conta Vodafone.
Boas festas. Viva o momento, Now!
Paula Santos
Apoiocliente@vodafone.pt

Nota: Caso necessite contactar-nos novamente sobre o mesmo assunto agradecemos que faça reply deste e-mail.

NOVO MAIL DA CLIENTE:
-----Original Message----- Sent: sexta-feira, 2 de Dezembro de 2005 19:12
To:apoiocliente@vodafone.pt
Subject mailto: apoiocliente@vodafone.pt
Subject Re: Cancelamento de contrato- telefone 91*******

Boa tarde. estou bem, muito obrigada. A minha mãe faleceu, por isso estou óptima e vivo o momento, now!
Agradecia que me indicasse a morada para onde deve ser enviada a certidão de óbito.
Boas festas também para si.

sexta-feira, março 17, 2006

Ética

Tenho o meu apartamento para venda. Num destes dias, fui contactado por uma “senhora” que estaria interessada em visitá-lo. Fizemos a marcação para o dia seguinte, às 15:00. Não era uma hora muito favorável para mim, mas tendo em conta o objectivo final, pareceu-me que o tempo que teria de me ausentar do meu posto de trabalho para fazer a deslocação ao meu apartamento (e o mostar) compensava tudo o resto.
Então no dia seguinte, bem antes da hora marcada já estava no meu apartamento a aguardar pela visita de mais um potencial comprador. Esperei mais de 45 minutos e ninguém apareceu, nem me contactaram para desmarcar a visita. Fiquei furioso. Tinha o nome da pessoa que me tinha contactado e fui aos registos do meu telemóvel para verificar o seu número. Era um número de rede fixa. Liguei. Alguém atendeu: “PhoneHouse de Miraflores, Boa Tarde, está a falar com...”. Era uma voz masculina, era outra pessoa, perguntei pela senhora que me tinha deixado pendurado uma hora à sua espera no meu apartamento e o rapaz, gentilmente, disse-me que a colega estava de folga e só regressava no dia seguinte. Deixei-lhe um recado para me contactar e caso tivesse acontecido algum contratempo o próprio colega disponiblizou-se para me informar, porque, e acima de tudo, só precisava de uma justificação. As pessoas são livres de mudar de ideias quando quiserem e mais lhes apetecerem, mas há que ser responsável e entender que sobre aquela ideia inicial pode recaír um ou mais compromissos que necessitam de ser resolvidos antes de partir para a outra. Tão simples quanto isto.
Passaram dois dias e, como já calculava, ninguém me contactou. Decidi escrever um e-mail dirigido ao departamento de Recursos Humanos da empresa de onde veio aquela chamada, dando-lhes conhecimento do caso. Não gosto de misturar assuntos particulares com trabalho, mas por outro lado, também considero que a ética (ou falta dela) tanto vale para a nossa vida pessoal como profissional.

Se há pessoas que me irritam, são aquelas que são dotadas de um certo tipo de despreocupação em relação às responsabilidades e compromissos que assumem nesta vida... e o pior é que se ninguém disser nada, elas continuam a achar que o que fizeram até nem foi muito grave e não têm consciência do quanto prejudicaram as outras pessoas. Como nunca são chamadas à responsabilidade, nunca são "penalizadas", também nunca irão saber a falta de civismo que isso representa.

quinta-feira, março 16, 2006

Não sei se conseguem...


... mas sempre podem ir tentando.

terça-feira, março 14, 2006

Hostel


Este filme, ainda por estrear no nosso país, foi um fenómeno de bilheteiras nos E.U.A. e conta com uma “mãozinha” (produção executiva) de Quentin Tarantino. Está longe de ser um dos melhores filmes de terror de sempre, mas contém uma das sequências finais (de 30 minutos) mais aterradoras e angustiantes da história do cinema do género. E, já agora, é o pior “cartão de visita” que Bratislava (Eslováquia) poderia ter.
(700, mais mega menos mega ;) )

Era mais uma OPAzinha!

e esta:
"A presidente da Câmara Municipal de Felgueiras garantiu hoje em Tribunal viver apenas do ordenado de autarca e de uma pensão. Por isso, diz não ter meios para pagar a multa de 12.500 euros a que foi condenada por difamação."

fico a pensar se não éramos todos muito mais felizes se o Tio Belmiro pudesse lançar, também, uma OPAzinha, de vez em quando, sobre as autarquias deste país. Bem... todos todos não, alguns autarcas não deveriam achar muita piada à ideia e o próprio empresário já deve ter inimigos que cheguem na PT.

Se calhar aquelas milhares de reclamações...

Mais que não seja a OPA do Belmiro serviu para isto: Governo preocupado com qualidade do serviço da TV Cabo e da Cabovisão. Agora é só preciso ir até ao fim, perceber que não se trata de meia dúzia de reclamações e que, ao contrário do que provavelmente alguns senhores deste governo julgavam, não se trata de uma conspiração nacional organizada contra as empresas do grupo PT.

sexta-feira, março 10, 2006

Aonde?

Família do transexual morto no Porto admite processar Estado português 10.03.2006 - 10h43 Lusa

A família do transexual que terá sido agredido até à morte por um grupo de jovens, no Porto, admite processar o Estado português com o apoio jurídico da Associação Abraço, avança hoje o "Diário de Notícias".
"Estamos a ponderar a hipótese de entrar num processo de pedido de reparação", declarou ao DN um sobrinho do transexual, conhecido na localidade por "Gisberta". "Temos falado em entrar com um processo de reparação porque quando a Gis saiu daqui o sonho dela era comprar uma casa para a mãe. E achamos que faz sentido pedir uma indemnização para cumprir esse sonho dela", comentou Abimael Salce, que diz assumir o papel de porta-voz da família brasileira. De acordo com o DN, os familiares da vítima já solicitaram ao Governo brasileiro ajuda no acompanhamento do processo, mas ainda não terão obtido resposta.No entanto, o apoio jurídico poderá vir a ser encontrado em Portugal, através da associação Abraço que, de acordo com o DN, prestou auxílio ao transexual devido à sua infecção pelo HIV.Nas declarações prestadas ao "Diário de Notícias", o porta-voz da família do transexual manifesta-se insatisfeito com "o rumo que as coisas estão a tomar".
Fonte: http://www.publico.clix.pt/

Aonde estava a família de Gis, se era um “sem-abrigo” e a Abraço, se era seropositivo, antes de lhe ter acontecido tal fatalidade?

quarta-feira, março 08, 2006

Queres ser basofe, man?

sábado, março 04, 2006

Renascer


O final do filme “Requiem for a dream” (2000) é magnífico. Todas as personagens principais acabam deitadas e, ao contrário do que supostamente iria acontecer, vivos, em posição embrionária.
Pareceu-me bastante óbvio que Darren Aronofsky, o realizador, quisesse passar a ideia de que aquelas quatro pessoas estariam a nascer de novo, o que não deixa de ser surpreendente, já que tudo indicava que na continuação da espiral de loucura e de sofrimento (por quatro motivos distintos) incontrolável, que eram aquelas vidas, a tragédia seria o inevitável. Mas depois há aquele pequeno “milagre” mesmo no fim, que não é mais do que um sinal de esperança para todos.
E como se traduz isto para a nossa realidade? O que parece fácil de dizer mas não tanto de fazer: a solução para uma morte predeterminada, um suicídio, passa por dar uma nova oportunidade a esta vida (única, até prova em contrário). Renascer, portanto.

quinta-feira, março 02, 2006

Preocupante

Quando alguém diz que os jogos de computador podem ser perigosos para as crianças, referia-se a isto?