terça-feira, julho 31, 2007

Mãããee, eu quero um detector, de um detector, de um detector... de radares!

Os radares e tudo começou com os malditos radares! Podia ser uma longa fila de trânsito, mas não, o verdadeiro pesadelo dos “aceleras”, foi essa invenção demoníaca que a nossa autoridade usa para controlar os limites de velocidade mais comumente designados por radares. Fala-se actualmente muito dos novos, os fixos, que se encontram espalhados pela cidade de Lisboa. Alguns deles muito discutíveis, outros absurdos. Existe alguma unanimidade na sua condenação, mas se há quem nada faça contra esta ditadura da velocidade também há quem faça algo mais para tentar contornar o problema, para além de mandar “postas de pescada” para o vizinho do lado. Já existem petições para alargar os tais limites a circular pela internet, por exemplo. Estes estão previamente assinalados, mas convém não esquecer de todos os outros. Pela nossa saúdinha (financeira e não só), convém mesmo não esquecer, mesmo com as dezenas de e-mails recebidos denunciando a sua localização. Aqueles que todos tememos, aqueles que não se vêm, uma espécie de Kinder Surpresa, em que o ovo é um carro não identificado da Brigada de Trânsito (BT) e a surpresa está lá dentro: um radarzinho fantástico que regista a nossa matrícula mesmo que passemos por ele a mais de 200 Km/H e o brinde é logo entregue alguns metros mais à frente por um senhor agente da autoridade. Não há volta a dar: estamos todos bem controlados e tramados!
Estamos? Obviamente que neste país ninguém gosta de fazer figura de parvo, muito menos a 50 Km/H. Não é que afinal já encontraram solução para isto. Eureka: os detectores de radares! Já se vende por tudo o que é lado. Um amigo meu comprou um sistema Home Cinema por um sítio de venda online e não é que veio um aparelhito desses como oferta? E não é que eu experimentei-o? E não é que aquilo funciona mesmo? Pelo menos apita que se dana, aliás, qual Júlia Pinheiro em dia de menstruação, o meu carro com aquele aparelho passou a ser oficialmente a viatura com mais barulhos irritantes à face da terra. São os sensores de estacionamento, são os sensores de portas e vidros abertos, de chave na ignição, de cintos não encaixados, de luzes acesas... Não há um quilómetro percorrido, uma manobra feita, em que não se oiça um barulho agudo! Aquele detector detecta mesmo tudo: radares fixos e móveis, nem os radares das portagens escapam – não fossemos nós esquecer de pagar a portagem. Para quem não quiser arriscar e tentar fazer a coisa menos “ilegal”, há quem já tenha tido a ideia de inserir toda a informação das coordenadas dos radares espalhados pelo país nos mui úteis sistemas GPS. Para isso basta fazer o download dos packs disponíveis em alguns sites da net. Pode ser um meio menos ilegal mas é, também, certamente o método menos eficaz.
Claro que a polícia sempre atenta a todos os meios de fuga não podia ficar a ver-nos passar (literalmente, a apitar) e ficar de braços cruzados. (Como se aqueles apitos estridentes não fossem por si só uma forma de auto-denúncia.) Consta que já há por aí carros da BT artilhados com detectores de detectores de radares!
E por aí a fora... Vamos chegar a um ponto em que um carro irá deixar de ser somente avaliado pelo seu motor, segurança e conforto de condução, para ser escolhido com base na capacidade de detecção dos detectores, dos detectores, dos detectores... de radares. Ah, e tudo começou com os malditos radares!

segunda-feira, julho 30, 2007

Muito para além do bacalhau assado

Gostando-se ou não deles – eu fico-me num “nim” absoluto, pois se há canções que muito admiro, há outras que acho medíocres – há que congratulá-los pela forma como investiram as suas carreiras. Os The Gift arriscaram e venceram. São um sucesso a nível nacional e segundo a reportagem especial que passou na noite passada na SIC, também começam-no a ser em Espanha. Pelo menos já esgotam salas com mais de 1500 pessoas em Madrid. É um óptimo indicador ou não nos podemos esquecer o feito que é conseguir penetrar num mercado discográfico como o espanhol. Mas tal aplica-se tanto ao som tuga como a qualquer outra língua que não seja o castelhano. De qualquer forma a música da banda mais internacional de Alcobaça é, como diz o último disco, “fácil de entender”, tem boas orquestrações, os refrães ficam no ouvido e a voz da Sónia é forte e não deixa ninguém indiferente. Não quero dizer com isto que a fórmula usada seja razão suficiente para ir além fronteiras. Nem por sombras. É preciso muita força de vontade, alguns contactos e ainda mais investimentos. Foi basicamente isso que os The Gift fizeram e, que aparentemente, conseguiram e, por exemplo, que o Pedro Abrunhosa, fez e não conseguiu.
Antes dos The Gift, houve a Amália, os Madredeus e a Marisa (e o Rui da Silva, lol, porque não?). Estes pelo menos foram os casos mais mediáticos. Numa leitura superficial: o que destinge aquela banda de todos os outros exemplos está relacionado com o seu registo pop. Também não é facil entrar em mercados externos onde o único “produto” pop comercializável é o proveniente dos “States” ou de Inglaterra. Quase tudo o resto que possa sair daqui insere-se na catalogação mais generalista que existe (à face da terra) e que alguém teve a infeliz ideia de chamar: World Music! Como se tudo o que não estivesse nessa lista não fosse música deste mundo! Bem há uns certos casos... Adiante. As letras em inglês poderiam ser um pormenor a ter em consideração mas não o é – e tal já ficou provado pelos “outros nossos motivos de orgulho” – como factor preferencial para uma exportação de sucesso.
A qualidade também deveria ser o tal “factor”. Mas poderíamos exportar José Mário Branco, Sérgio Godinho, Sam the kid ou os Clã? Há “produtos” por mais bons que sejam que parecem perder todo o seu sentido fora do seu contexto e realidade social. No entanto pensando desta forma nunca Antônio Carlos Jobim e Caetano Veloso teriam dado a conhecer a sua MPB (Música Popular Brasileira) ao resto do mundo.
Não nos falta por aqui material em condições para competir lá fora. Actualmente, os Buraka Som Sistema, por exemplo, já conseguem tirar algum proveito do seu kuduro progressivo em algumas zonas da Europa. E o rock? Em 1998 uma banda de Vila do Conde lançou um disco chamado “The privilege of making the wrong choice” (título por si só brilhante!). A banda chamava-se (e chama-se, mas não com os mesmos elementos da constituição original) Zen, eu tive (e tenho) o privilégio de ouvir aquele CD e achar que este foi (e é) o melhor disco rock feito jamais por cá e se ouve alguma má escolha, terá sido a de não o mostrarem a quem de direito no estrangeiro, ou de lhe terem colocado o muito usual rótulo: “É português? Não presta!”.
Um representante da EMI espanhola que foi entrevistado durante a reportagem, num momento de maior exaltação pós-concerto dos The Gift, exclama: “Ainda bem que os portugueses arranjaram algo de muito bom para nos oferecer... Para além de bacalhau assado...” O nosso triste “fado” também pode ser esse: o de não nos querem ver para além do nosso rico “bacalhau assado”. Assim não há “iguaria”, por melhor que seja, que consiga vingar.

sexta-feira, julho 27, 2007

Portugal na vanguarda da investigação genética


A/C da TVI

Enquanto decidem se vão ou não começar a passar a série “The Office” (versão americana) como têm vindo a anunciar há duas semanas consecutivas (para as “noites” de quinta-feira) em tudo o que é programação, inclusive na vossa respectiva página de teletexto podiam ir pensando em:
- aumentar o volume do microfone da Júlia Pinheiro nos vossos estúdios de Queluz. É que, mesmo abrindo as janelas todas, não a consigo ouvir em perfeitas condições aqui em Oeiras;
- acrescentar meio minuto ao período de publicidade no intervalo dos filmes que passam no vosso canal, assim dá tempo de assar um frango e fazer uma saladita e digerir esta refeição lentamente. Depois da digestão bem feita, antes de o filme recomeçar, preciso do meio minuto para preparar umas pipocas, pois entretanto o estômago já começa a pedir algum aconchego.

terça-feira, julho 24, 2007

Os “fanáticos” religiosos norte-americanos são perigosos?

Não é novidade que todo o tipo de fanatismo religioso pode ser perigoso. Ontem à noite na RTP2, passou um documentário da HBO que mostrava isso numa prespectiva americana. Levanta-se a questão: os “fanáticos” religiosos norte-americanos são perigosos? Se interpretarmos o que aconteceu em Jonestown (ver o documentário de hoje à noite, no mesmo canal), por exemplo, como uma das possíveis consequências, sim, muito!
O caso dos “sacerdotes” ultra-conservadores mediáticos quererem misturar a religião com a política vigente para além de ser muito previsível, se não é perigoso, é, no mínimo, desastroso para a sociedade “moderna” americana.
Viu-se neste “Amigos de Deus” o poder da influência imposta pela fé de mãos dadas com a obsessão em estado puro, bem como:
- as palavras de ordem dos grupos pro-life afirmando que o aborto é o holocausto americano, com cartazes bem explícitos nesse sentido;
- os concertos da “battlecry.org” onde se juntam uns bons milhares de teenagers a saltar/berrar/chorar - não me pareciam estar sob influência de qualquer substância que se justifique ficarem naquele estado, nem que tivesse em cima daquele palco o Joe Satriani!;
- o crescimento da cadeia “drive-in prayers”, que consiste em rezar dentro do carro em sintonia com uma senhora do outro lado de uma cabine fechada – hilariante (também)!;
- a associação de envagelistas “Pro-Creationism/Anti-Evolution” dando uma palestra numa grande sala repleta de crianças: “Did your grandaddy seems like this? (O vosso avô é parecido com isto? e mostra-se numa tela gigante a foto de um primata). Resultado: risada geral da assistência.
(...)

Que cada um tire as suas próprias conclusões.

segunda-feira, julho 23, 2007

Super Flop

A Super Bock tem o dom de conseguir todos os anos por esta época mandar fazer o anúncio mais parolo, com a música mais parola (pelo menos não os podemos acusar de incoerência), que se pode ver e ouvir na TV. É tão redutora esta perspectiva “trolhista” de como a cervejeira e a respectiva empresa de publicidade vê os seus potenciais consumidores, que até dá mais vontade de dizer: “Põe-te a milhas”!

Não é preciso ser um génio

Há empresas incompetentes, como a TV Cabo, por exemplo, em que sempre temos a opção de não contratar os seus serviços. Há alternativas. Podemos ter a sorte de morar numa zona onde há outra empresa a prestar o mesmo tipo de serviços com melhor qualidade, o que não me parece ser nada difícil, ou então, simplesmente prescindir dos seus serviços e esperar por um milagre. No caso da Brisa a situação é relativamente diferente. Ok, temos sempre a opção de circular em estradas nacionais, mas podemos estar perante a situação de que uma estrada nacional não seja por si só uma alternativa a uma auto-estrada. É o caso de ela se situar entre dois populosos - e na periferia de mais outros dois - concelhos do distrito de Lisboa, ou seja, como acontece com a A5. A Marginal (N6) com as suas infinitas limitações não é, racionalizando bem, nem nunca foi nem nunca será, uma alternativa à A5.
O que se passou no início do passado fim-de-semana na A5 foi, no mínimo, vergonhoso. A Brisa decidiu, para proceder a obras de beneficiação do pavimento, encerrar, nesta auto-estrada, 4 das 6 faixas de rodagem entre Linda-a-Velha e o Estádio Nacional durante mais de 24 horas non-stop.
Não é preciso ser um génio para perceber o tipo de consequências que isto traz e para prever que tal provoque filas intermináveis num raio de muitos quilómetros adjacentes à área das obras durante o período diurno de uma auto-estrada de grande movimento, mesmo aos fins-de-semana, como é a A5. Porque não é preciso ser um génio para perceber que há alguns tipos de trabalhos que compensariam serem feitos, em vez de um dia, em duas ou mais noites. Não é preciso ser um génio para trabalhar na Brisa, mas em certos e determinados cargos, um pouco pouco mais de inteligência dava cá um jeitaço... Um pouco mais de “inteligência” do que aquela que se limita a manter a cobrança de portagens em situações tão débeis como esta, por exemplo. Uma “chico-espertice”, aliás, que pode ter os dias contados: http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=250561&idCanal=11 .
Os residentes dos concelhos de Oeiras e Cascais, por esta e mais uma outra razão e, já agora, por pagarem as portagens por km mais caras deste país, quando morrerem deveriam ter uma entrada directa no céu. Com muito caviar e uma garrafinha de Dom Pérignon da Moët et Chandon, mas sem portagens!

sexta-feira, julho 20, 2007

The J. J. Abrams Godzilla Project

O produtor executivo da série Lost, J. J. Abrams, já anda envolvido num projecto paralelo para cinema. Aparece agora creditado como produtor de um filme com um dos trailers mais badalados dos últimos tempos. Ainda não há título oficial mas tem sido apresentado com a data da sua futura estreia: 1-18-08 (18 de Janeiro do próximo ano, portanto). Diz-se que vai ser o filme-catástrofe mais alternativo de sempre e a mim, por enquanto, parece-me só o cruzamento do Godzilla com o The Blair Witch Project.

Ver o trailer aqui, já que não é todos os dias que se vê a cabeça da Estátua da Liberdade a voar pelos céus de Nova Iorque. E também entra gajos(as) giros(as)! :´)

quinta-feira, julho 19, 2007

Há umas que enchem chouriços, há outras que dão palmadinhas nas costas

A novela “Páginas da Vida” que a SIC passava (e passa – hoje é reposto o último episódio e transmitirão um suposto “epílogo”) em horário nobre, chegou ao fim.
Por norma, não gosto de novelas. Tenho aversão a histórias estereotipadas, com personagens limitados e presos a um argumento irrealista e muito, mas mesmo muito, previsível. É por essa razão que não vejo telenovelas. No entanto chamaram-me à atenção para esta. Diziam-me que era moderna e inovadora, que rompia com os tradicionais clichés das novelas da Globo. Passei os olhos por alguns episódios e, por uma vez ou outra, fiquei surpreendido com os temas com que alguns personagens se relacionavam. Gostava, sobretudo, dos minutos finais, onde alguém pessoalmente partilhava uma "página" da sua vida.
Trissomia 21, a adopção, o HIV, o racismo, os casais homossexuais... De certa forma é óptima iniciativa abordar-se estes assuntos numa novela de prime-time, mas também é preciso ter atenção à forma como eles são abordados. Se é muito agradável ver uma criança “especial” bem integrada num ambiente familiar acolhedor e em todo o enredo da história em geral, já coloco reticências a toda artificialidade de gestos e palavras que lhe incutiram. O problema dos argumentistas das novelas é sempre o mesmo: nunca saberem onde acaba a realidade e começa a palhaçada. Porque se realmente o objectivo é mudar mentalidades, instruir, há que fazê-lo com seriedade e preocupar-se, por exemplo, com a abordagem das principais causas do problema em questão. Pelo contrário, se parte para a escrita de uma novela com os propósitos que nunca irão para além do entretenimento light e de contar a história “perfeitinha e cor-de-rosa” que se limita a tocar muito ao de leve em alguns desvios à regra só para parecer diferente e “moderno”, vale mais evitar vulgarizar esses assuntos importantes, deixá-los para outro tipo de programas e ficar-se somente pela enésima variação da história da Floribela para graúdos.

segunda-feira, julho 16, 2007

A maioria dos lisboetas querem saber da sua cidade?

Tendo em consideração os valores da abstenção nas eleições de ontem, aparentemente, nem por isso, mas parece – pelo que se viu na TV, durante as intervenções junto dos “apoiantes” de António Costa - que os septuagenários de Famalicão, Cabeceiras de Basto e do Alandroal, querem.


sexta-feira, julho 13, 2007

Já me transferiam para Marte

Dominam as conversas de almoço dos meus colegas de trabalho e os temas de fóruns na internet, fazem notícias de primeira página em tudo o que é jornal desportivo, recebem igual destaque nos “telejornais”... Obviamente que só poderia estar a falar da contratação e transferência de jogadores entre clubes de futebol. Até a Judite de Sousa quer saber quem são os novos reforços do Benfica!
Fora da época de jogos, os verdadeiros adeptos da “bola” arranjaram um tema substituto para as suas discussões, que por vezes conseguem ser ainda mais acesas que qualquer grande derby de fim-de-semana.
Não os entendo. Defende-se que a compra de determinado jogador possa ser, de facto, a solução milagrosa para a próxima época. Opina-se sobre o favoritismo de um em detrimento de outro que o clube rival foi buscar. Os futebolistas estrangeiros já são vistos como futuros craques e há clubes que praticamente todos os dias anunciam uma novidade para o seu plantel. Por exemplo, o F. C. do Porto, para acelerar o processo de contratações e evitar burocracias, está a pensar abrir uma delegação da embaixada da Argentina no Estádio do Dragão. Discute-se, convictamente, negócios de milhões dos outros como se fossem deles. Fala-se em “ética” e “amor à nova camisola” ao mesmo tempo que se muda de clube (quase) com a mesma rapidez com que o Paulo Portas fica bronzeado e ignora-se, por exemplo, o caso do tal avançado brasileiro, segundo melhor goleador da época passada do S. C. de Braga, que foi “passar férias” à terra natal, não mais regressou e consta que já é titular de uma grande equipa do... Chipre! Enfim, fala-se tanto e eu sinto-me um verdadeiro alienígena ao tentar compreender este “futebolês”.

E o festival de verão do ano é...


segunda-feira, julho 09, 2007

O capuchinho do século XXI faz sexo virtual!

Menores têm sexo virtual a troco de carregamentos de telemóvel !?

Novidade!?
A imagem do lobo e do capuchinho vermelho que acompanha esta notícia na edição de ontem do DN explica tudo. Depois das histórias, também já reveladas na comunicação social, das “porcas no Hi5” e dos “engates nos chats de teletexto (da SIC e TVI)”, até quando os pais (e jornalistas) deste país vão ficar de braços cruzados a rabujar contra os “patifes da internet” e a achar que os seus filhos continuam a ser meras vítimas inocentes destas histórias?

Os falsos individualistas

Ora aqui se apresenta um exemplo de como uma bela ideia pode-se transformar num belo disparate. A reportagem até parte de um pressuposto muito interessante: dar a conhecer melhor os individualistas numa sociedade que sempre teve uma grande tradição em princípios colectivos, como é a nossa.
Na última edição da revista “Sábado” pode-se ler um artigo intitulado “Mais vale só que acompanhado” que retrata a vida de quatro portugueses (auto-)denominados “individualistas”. A Célia, de 32 anos, administrativa, é a primeira a ser abordada e diz que adora ir jantar fora, ir ao cinema e ir à praia... sozinha! Confessa que tem amigos mas que “recusa imensos convites porque quando estou só, muita coisa pode acontecer”, continua: “é incrível como os rapazes se metem com uma rapariga que encontram sozinha”. Humm... Lamentavelmente vou ter que ser eu a transmitir a novidade à Sra. Jornalista da “Sábado” e à própria Célia: isto não é individualismo, é uma manobra de engate. Batidíssima, diga-se de passagem.
Fiquei com esperanças de que os próximos casos apresentados dessem um bom contributo do que é ser individualista em Portugal mas, antes pelo contrário, são ainda piores! O próximo testemunho diz que só gosta de fazer surf (e pouco mais) sozinho, “para o resto prefere ter companhia”. Ok. Mas qual era a ideia oposta? Levar a namorada, a passear, na ponta da prancha? Seguinte! A senhora “secretária” de 46 anos diz que adora fazer grandes jantaradas para os amigos mas que desistiu de ir ao cinema acompanhada, pois “detesta conversas durante os filmes”. Eu agradeço profundamente o seu acto cívico, mas tal por si só não faz desta senhora uma individualista por natureza. Por fim, o “estudante” de 25 anos diz que viaja muito e sempre sozinho e que nos locais que visita acaba sempre por conhecer futuros amigos. “Quando se está sozinho, as pessoas aproximam-se mais”. É verdade, e por falar nisso, já conhece a Célia?
Um individualista não é, de todo, um solitário mas há que esclarecer o seguinte: as pessoas estão mais autónomas é um facto – positivo, na minha modesta opinião - mas isso não chega para alcançarmos uma definição perfeita de individualismo e muito menos quando se baseia, unicamente, num acto isolado. Por essa lógica, imaginemos que estávamos numa amena cavaqueira com o nosso grupo de amigos num bar e nos dava aquele “apertozinho na bexiga”, ao mesmo tempo que dizíamos que íamos “só ali ao privado”, automaticamente recairia sobre nós a acusação de sermos uns “grandessíssimos individualistas incontinentes”, ou qualquer coisa parecida.

quinta-feira, julho 05, 2007

Paranóia parte... tudo?

Aprender hoje, praticar amanhã

Partindo do pressuposto que, ao contrário da capacidade dos nossos discos rígidos, o espaço cibernético é ilimitado e que a (consequente) criação de directórios - index - de ficheiros tem crescido vertiginosamente nos últimos tempos em páginas pessoais (e não só), faz algum sentido que “amanhã” quando procurarmos um ficheiro recorramos a um motor de pesquisa mais eficiente em vez de procurá-lo pelo e-mule, limewire ou outros softwares p2p similares.
Na minha opinião, passa, então, por aqui o futuro de partilha de informação áudio e vídeo, via internet. Obviamente que a busca para dar bons resultados necessita de ser bem desenvolvida. Por isso é fundamental restringir da melhor forma as nossas pesquisas. Aqui fica então um pequeno e instrutivo vídeo (em inglês):

http://www.break.com/index/cool-google-search-trick1.html

segunda-feira, julho 02, 2007

Rosa XXXoque



Sim, o equipamento secundário do Benfica para a próxima época é cor-de-rosa e daí?

A conjugação com o cinzento até fica bem catita e este clube já teve equipamentos bem mais medonhos. Para não falar que na falta de qualquer camisolita destas, sempre se pode pegar numa do equipamento principal, lavá-la a 90º e obter-se o "rosinha" pretendido. Poupa-se uns trocos e os nossos jogadores da Luz irão surpreender tudo e todos quando chegarem aos relvados vestidos com um magnífico (e muito sexy) "top".

domingo, julho 01, 2007

Satriani on the Space

No JN, na crítica aos concertos do primeiro dia do festival Super Bock Super Rock deste ano pode-se ler este hilariante parágrafo: