quarta-feira, abril 30, 2008

"The Perfect Recess": :-)


terça-feira, abril 29, 2008

A minha verdade III

O homem é o único animal que pode permanecer, em termos amigáveis, ao lado das vítimas que pretende comer, antes de comê-las.

A minha verdade II

O Chocolate não engorda, quem engorda és tu

segunda-feira, abril 28, 2008

A minha verdade

Não acredito em verdades absolutas. Acredito na verdade que se vai construindo com as verdades quotidianas. As segundas são mais facilmente questionáveis que as primeiras e por isso é bem mais difícil ser fiel às constatações do quotidiano, do que ter um ideal de verdade e lutar, em abstracto, por ele.

A precariedade também é isto

(click na imagem para aumentar)

quinta-feira, abril 24, 2008

Está oficialmente aberta a nossa silly season


Em média, os portugueses têm relações sexuais com sete parceiros ao longo da vida. (...) Agostinho Gonçalves, com 55 anos, não tem qualquer problema em assumir que queria atingir o número de mulheres equivalente ao ano em que nasceu (1953) e que chegou a ter três a quatro mulheres diferentes por dia.

quarta-feira, abril 23, 2008

O homem dos setecentos ofícios

Na Sic Notícias, ontem à noite, Paulo Teixeira Pinto revelou muito de si. Sempre inteligente e com o discurso bem articulado. Escreve poesia - momento da noite: Mário Crespo leu dois dos seus poemas. Pinta - levaram alguns dos seus quadros para serem avaliados e o avaliador, sem saber quem os tinha pintado, queria comprá-los - e adora literatura e outras formas de arte. Fez referências a escritores, entre alguns, Boris Vian. Citou filósofos. Está agora à frente da editora Guimarães e prometeu reeditar toda a obra de Agustina Bessa-Luís. De política, disse que tem uma enorme consideração por Carvalho Silva da CGTP e várias figuras da esquerda, embora seja claramente um tipo de direita.

Surpreendeu-me. No entanto, se eu tivesse infortúnio de me deixar casar com alguém com a personalidade (e com o nome!?) de Paula Maria Von Hafe Teixeira da Cruz Teixeira Pinto, até aprendia a fazer tricot e tapetes de arraiolos só para não a aturar.

terça-feira, abril 22, 2008

U don't need eyes to see, u need vision!


Contagem do além


A Lisboagás (grupo Galp Energia) na sua última factura emitida, pede-me, como é usual, para facultar telefonicamente a próxima leitura do meu contador de gás. Confesso que inicialmente fiquei surpreendido com a data proposta, no entanto acabei por chegar à conclusão de que um grupo empresarial que pede aos portugueses que dêem um empurrãozito num autocarro cheio de jogadores de futebol pagos a peso de ouro e com o ego ainda maior que as suas contas bancárias, pode e deve “exigir” aos seus clientes que vivam mais 991 anos, nem que seja, para lhes fornecer uma leitura de contador. Só vejo um pequeno inconveniente: ficar impossibilitado de me ausentar e poder dar as boas vindas ao novo milénio na Austrália, como o meu espírito já tinha previamente planeado.


segunda-feira, abril 21, 2008

Tudo o que se deixa para trás nas circunstâncias do caminho


Tive problemas com adicções, consegui resolvê-los e hoje escolho ter qualidade de vida. Para poder viver o mundo como ele é. Foi uma escolha. Uma troca. Queria continuar a cantar, fazer coisas, ser feliz. (...)
Continuo a ter comportamentos que não são os mais adequados, a ser egoísta, a ter defeitos de carácter. Tento não prejudicar ninguém, mas ainda sou uma pessoa que se isola imenso, que passa muitas horas sozinho. Mesmo quando acompanhado - e os meus amigos sabem isso, que às vezes não estou lá. (...)
Sou um sonhador, estou sempre a imaginar coisas, mas agora vou pensando antes de agir, antes de tomar decisões. Outras tomo rapidamente, mas arrependo-me a seguir. Tenho uma consciência diferente. Passei coisas muito complicadas, andei com as coisas todas tortas, mas elas acabaram por se endireitar. Tudo isso foi importante para ter o que tenho hoje. (...)
(Camané in ípsilon, Público)
Tudo isso como o lixo da viagem
Deixei nas circunstâncias do caminho
Sai para as lojas, hoje, um dos discos portugueses mais importantes dos últimos tempos.

Parolicing


Para que este novo acordo ortográfico proposto seja bem consolidado, estou a tentar lembrar-me de uns termos - relacionados com qualquer invenção de origem nacional, ou que designam um pormenor técnico de uma actividade pioneira em Portugal, ou que se devam a um qualquer incomum fenómeno local ou mesmo que definam uma característica do pensamento e mentalidade ‘tuga – que os ingleses possam adoptar para a sua língua. Há a “saudade” e a “via verde” (uau!). Mas também há a casmurrice, a paspalhice, a parolice, o provincionalismo, o chicoespertismo. Já que essa espécie de jornalismo, chamado 24horas, de original tem muito pouco.

sexta-feira, abril 18, 2008

A chuva

é como as lágrimas.
Em demasia, lavam a alma mas enferrujam o coração.

quarta-feira, abril 16, 2008

A Mafalda Gameiro fica muito sexy no banco de trás de um carro


A jornalista Mafalda Gameiro - que por acaso está cada vez mais atraente – entrevistou um carjacker de cara tapada e com um revólver na mão direita, no banco de trás de um carro. É disparate perguntar quando é que a polícia conseguirá fazer também estas “entrevistas exclusivas” com criminosos supostamente difíceis de capturar?
Hoje, depois do telejornal.

terça-feira, abril 15, 2008

Jornalismo biodescartável

"Sou o escritor que mais vende em Portugal. Nos últimos quatro anos, já vendi acima de meio milhão de livros"...."Na parte que lhe cabe, poupa água. Mas pouco mais. Reciclagem? Pois, isso não. Nem vidro, nem plástico, nem papel? Nada? «Não, não faço. Sou uma pessoa normal». Muitas pessoas normais reciclam. «A média do cidadão não recicla o lixo. É muito complicado. Um saco é azul, outro é não sei o quê, aquilo é uma confusão»"(José Rodrigues dos Santos, Revista Sábado, pág. 97)

A Quercus ama o ambiente enquanto odeia a sociedade onde vive; ama a bicharada árctica enquanto despreza todos os meus hábitos. Querem o quê? Que deixe de tomar banho em nome da fraternidade que une homens e ursos? Lamento: entre o sacrossanto gelo do Árctico e a heresia ecologicamente incorrecta, escolho a segunda. Nunca um urso polar me pagou um copo pela Páscoa.

Esta nova ideologia da irresponsabilidade ambiental que “polui” por alguma classe jornalística já tresanda!

A opção de não reciclar, estar-se a marimbar para o ambiente e para os seus recursos é quase uma “causa nacional comum”, e Henrique Raposo tem plena consciência disso e rejubila-se em fazer parte dessa maioria com a sua conduta ecológica inconsciente - até lhe dá direito de colocar lá pelo meio uma piada nonsense sobre ursos polares (que nenhuma culpa têm das imbecilidades jornalísticas nacionais). Mas não se fica por aqui. Ele não suporta essa “ditadura minoritária verdinha” que “odeia a sociedade onde vive”, pois acha que viver socialmente bem e respeitar o ambiente são “equações” incompatíveis.

O fascista e os outros

O Primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas.

Em Janeiro, quando António Barreto escreveu estas palavras para o Público, tinha acabado de entrar em vigor a polémica lei antitabágica. Também estava na ordem do dia a questão das escutas ilegais, a ASAE fazia mais uma das suas operações de “limpeza” num mercado popular nos subúrbios da capital e já tinha sido publicada uma lista na net com os principais devedores do estado. Preparava-se um projecto de lei para aprovar a videovigilância sem limites e a interdição de pequenos partidos com menos de 5000 militantes inscritos.

A liberdade é uma questão para ser discutida tanto em 1974 como em 2008, não há que sentir qualquer incómodo nisso. As pessoas querem mais segurança, melhores condições de vida e de higiene em locais públicos, justiça contra os prevaricadores e passam a vida a exigir do estado estas reivindicações mas depois não aceitam que para as colocar em prática será necessário tomar certas medidas rígidas e autoritárias. Este autoritarismo assusta muita gente, é normal, mas só inconscientemente apelidaríamos de fascismo.
A. Barreto é genial a documentar o passado mas deixa muito a desejar nas suas análises ao presente.
LF Menezes quer escolher os analistas para as diversas televisões, R. Gomes da Silva (nº3 do partido), que correu com Marcelo da TVI quando era ministro dos Assuntos Parlamentares há uns anitos, vem criticar agora a contratação (através de uma produtora externa) de uma competente jornalista e com provas dadas em matérias sociais para participar num programa da RTP2 sobre bairros sociais, só porque ela supostamente é namorada de Sócrates. Coloca-se em causa “a qualidade da democracia portuguesa” ao mesmo tempo que se interdita o acesso aos jornalistas, no último congresso do seu partido na Madeira. Se Sócrates é fascista, esta trupe Menezes & Ca. é o quê?

segunda-feira, abril 14, 2008

E os tuélve pointes vão paaara...

O Festival Eurovisão da Canção nunca foi bem a minha "praia", já que o europop também nunca foi bem a minha "onda" - pior começo para um post de sempre? No entanto até achava piada à parte em que cada país revelava o resultado das votações do seu juri e não se conseguia adivinhar a quem eram atribuídas as pontuações mais elevadas.
Logo a seguir à bomba atómica, o sistema de televoto é a pior invenção do homem. Mas quem disse a esta gente que o telespectador comum do Festival da Canção percebe alguma coisa de música? Deve ter sido a mesma pessoa que disse que o Iládio Clímaco pode ser substituído, na sua apresentação, pela dupla maravilha Isabel Argelino & Jorge Gabriel sem se perder carisma. Enfim, perdeu-se (também) uma certa justiça competitiva e ganhou-se uma explícita e súbita onda de solidariedade entre os países que partilham fronteiras ou possuem mais emigrantes. Portugal, com uma concorrência ferocíssima em compadrio entre os países do leste e com um, belo e vasto mas pouco rentável nesta matéria, vizinho, chamado Oceano Atlântico, é um dos países que sai mais prejudicado deste festival. Também é certo que as músicas e os músicos que para lá se tem mandado, em sua representação, não tem ajudado e os nossos emigrantes em França e no Luxemburgo já foram mais pró-activos nesta matéria...
Isto tudo para dizer que há probabibilidades de poder vir a assistir à edição deste ano, não para torcer pela “orca santanderiana da Madeira e os seus cinco pinguins amestrados”, mas para ver a prestação do representante francês. Trata-se de Sebastien Tellier, autor do disco (e respectiva capa) mais sensual (e sexual, como o seu título faz questão de não esconder) de 2008. Divine pode ser assim a melhor canção do Eurovisão deste ano... E de muitos anos anteriores.

sexta-feira, abril 11, 2008

Um pré-adolescente à beira de um ataque de nervos

Olá sou o D., prefiro não dizer o meu nome, apesar de vocês conhecerem a minha família muito bem (ultimamente não pelas melhores razões). A minha mãe é jet-set e vai ter que passar os próximos 23 anos na prisão pois foi acusada de ter mandado limpar o sebo ao meu pai. Na semana passada, ela tentou suicidar-se, mas antes diz que escreveu uma carta para mim e para o meu irmão. Ainda não recebi nada, mas pode ser pelo atraso habitual dos correios. Acho que deve ter melhorado entretanto porque sei que fez da sua cela um centro de spa: pediu sushi para o jantar, muitos cremes de beleza, uma manicure, cabeleireira e a presença do seu dietista particular, Fernando Póvoas. Depois de perceber que a minha mãe fez do Estabelecimento Prisional de Tires a sua nova instância de férias, sosseguei e decidi não a ir visitar. Ao contrário do meu irmão, David, que por sua vez preferiu ir viver para a casa de um grande amigo dele e da minha mãe: o senhor José Castelo Branco, em vez de ficar comigo. Não sou muito de me queixar da vida mas como estou a entrar naquela fase complicada que costumam chamar de adolescência, só para descomprimir, posso ser agora um bocadinho violento? FODA-SE!

quinta-feira, abril 10, 2008

A visibilidade da popularidade/rebeldia


terça-feira, abril 08, 2008

Perspectivas


segunda-feira, abril 07, 2008

Há homens que já nascem póstumos

Coincidentemente alguns artigos que li nos jornais/revistas no passado fim-de-semana estabelecem todos um determinado perfil do que é ser um homem português hoje em dia. Começando pela hilariante crónica de Ferreira Fernandes, na revista NS do Diário de Notícias, “Encaixados até mais não”: “Vivemos dos rendimentos da fama por termos dado mundos ao mundo. Se houver um instrumento náutico que nos defina hoje, já não é o sextante nem o astrolábio. É a âncora. Não é a vela latina é o vale dos lençóis”. A crítica a esta passividade e estado de graça de apatia dos portugueses continua noutra área, “Mais de um em três portugueses nunca conheceram outro patrão senão o primeiro... Portugal é o campeão europeu de permanência no mesmo emprego: 11 anos de média”. Face também à idade tardia com que presentemente se sai de casa dos pais e o respectivo poder maternal castrador, é previsível que FF goze com o assunto: depois das saias da mãe, as calças do patrão! (Isto, obviamente, deve ser visto de uma forma muito generalista e haverá sempre vários motivos que expliquem estas tendências, no entanto concordo com parte das críticas.)

Depois de ir até à última página desta mesma revista descobrir que a Cidália (e o seu respectivo sexo) se depara com um problema de habitabilidade com os homens portugueses, pois parece que dormem muito e quando o fazem não respiram, ressonam - “ressonam, logo existem”, Marta, é obrigatório leres esta crónica, nem que seja para cobrares os direitos de autor pela solução final utilizada – chamou-me à atenção um dos temas de destaque da capa do jornal que também me parece sexualmente interessante. “Jovens – os novos clientes das prostitutas”. Duas páginas inteiras para se ficar a conhecer a história de uma prostituta novata que “bate” a zona do Técnico e tem receio de ir com a malta mais nova, pois não sabe o que eles lhes podem fazer (?); que ainda há jovens rapazes no Cacém que pagam a prostitutas da estrada que, por sua vez, os levam para um recanto de uma mata, onde há “um colchão velho rodeado de arbustos e papeis usados” e que todo aquele ambiente lhes causa muita impressão, mas tal enojamento não os impede de perder a virgindade, que é para isso que eles ali estão e lhes pagam; depois vem o relato de um mulherengo inveterado viciado em bares de strip, em que num deles, lá para os lados do Montijo, há um amigo que é segurança e à porta recomenda-lhe ir ter com a sua namorada stripper, pois consta que ela faz um “oral divinal” e no fim da noite acabam todos na casa desse tal amigo segurança, com mais algumas strippers “sem pudores” (?), numa orgia inesquecível; e por fim, o testemunho de duas prostitutas brasileiras que trabalham por conta própria, garantem que os portugueses são muito liberais no sexo: “há homens que pedem para eu só usar instrumentos neles, outros que querem que eu passeie com os meus saltos altos no corpo deles... Vocês portugueses são mesmo viciados em sexo.” Consta que sim e vocês, brasileiras, sabem bem tirar proveito disso, valeu?

Portanto, ponto da situação: os homens portugueses para além de ressonarem que nem uns porcos, são meninos da mamã, ociosos e profissionalmente inertes, mas, para compensar, são muito activos sexualmente. Nesta área começa-se por dar uma primeira queca num colchão velho no meio de uma mata lá para os lados do Cacém e acaba-se no Intendente a servir de tapete de uma prostituta brasileira fã de Nietzsche.

De circunstância

Quando alguém me persegue durante vários Km’s, com o seu carro colado à traseira do meu, em pleno dia e sob o tabuleiro da ponte 25 de Abril, e depois já com ambos os carros lado a lado, em andamento, se inicia um radical processo de engate, inconscientemente diria que se trata de uma experiência divertida, conscientemente diria que é uma insensatez. Tal como a curto prazo entendo ser uma boa receita para um ego debilitado, mas a longo prazo perceberei que quem opta por esta metodologia para tentar conhecer alguém, das duas uma, ou tem o dom da promiscuidade ou está numa daquelas fases de desespero em que se faz qualquer coisa para obter a atenção - razões estas, por si só, justificáveis para carregar a fundo no acelerador, dar uso aos 140 cavalos que me acompanham e desaparecer dali o quanto antes. “Um número de telemóvel serve” e se não me servir a cantiga, não sendo o fim do mundo para ninguém, servirá com certeza para alguém, num outro carro mais à frente.

sexta-feira, abril 04, 2008

A vida dele só tem uma cor


quarta-feira, abril 02, 2008

He has standards


Quando um anti-herói minucioso e com (muitos) princípios faz justiça pelas suas próprias mãos, o resultado só pode ser muito sanguinário. Portanto, uma série que nos ensine a matar pessoas sem sujar o chão, só pode ser uma das maiores e melhores obsessões dos últimos tempos.