quinta-feira, abril 30, 2009

Eu fornico, tu fornicas, ele ...

Pasmemo-nos. Há centenas de blogues, clubes e grupos orientados na vangloriarão do sexo e ninguém escreve uma linha sobre o assunto, aparece uma virgem que quer formar um clube e cria um celeuma ao nível de uma pandemia.
A integração social faz-nos seguir a corrente da maioria e automaticamente dá-nos um certo estímulo para troçarmos de quem não a segue. Pura parvoíce, quando as pessoas esquecem-se que uma sociedade torna-se mais rica pela sua pluralidade de opções e de ideais, ou quando aquelas acham que tem direito em ditar as “regras da normalidade”, para algo tão complexo e subjectivo como é o sexo e tudo o que lhe directamente diz respeito.
Sinceramente, nem sei bem se trata de uma questão de libertação dos instintos ou o tal seguimento da norma social. Só sei que em 100 anos passamos de uma ditadura da castidade supervisionada pela Igreja, que reinou até ao início do séc. XX, para uma ditadura do sexo, em que quem não fornicar como um coelho é anormal.

terça-feira, abril 28, 2009

Suínas



Ninguém vai/vem de férias em meados de Abril para Cancun! Ninguém!

sábado, abril 25, 2009

Quando uma certa despreocupação faz-me rir por momentos

Durante o dia de hoje iremos ver na TV vários comentários/filmes onde serão reconstituídos os acontecimentos de há 35 anos. Independentemente da veracidade (e fulcral importância) dos factos revelados, acho hilariante ver acontecimentos de 1974 misturados com pormenores dos tempos actuais. No interior dos edifícios vê-se rádios antigos ligados a interruptores modernos, no seu exterior, vê-se pessoas nas varandas com calças de boca-de-sino e de camisas com golas XL por debaixo de caixas de aparelhos de ar condicionado. Já cheguei a ver um chaimite a passar por um parque de estacionamento onde o carro mais antigo, que por lá se encontrava, pareceu-me ser um Golf da penúltima geração. Mas a imagem mais hilariante que a minha memória rejubila é aquela em que um dos capitães de Abril passa por uma parede onde ainda se pode ver vestígios de uma cruz suástica e da assinatura da “No Name Boys”.
Não me chamem purista, pel’ amor de Deus, só estou com vontade de me rir com tamanha despreocupação e leviandade na reconstituição de factos, supostamente, sérios.

Tenho um certo orgulho em poder revelar a mulher com o melhor físico do mundo

sexta-feira, abril 24, 2009

Já ouvi dizer tanta coisa sobre isto mas essa de ter sabor a salmão e galinha é definitivamente original

terça-feira, abril 21, 2009

É cabeleireira para dar todo um novo sentido à palavra "brushing"

Um assalto a um cabeleireiro na Rússia está a mobilizar a polícia. O crime envolve o assaltante e a cabeleireira do estabelecimento assaltado, avança o jornal G1. A cabeleireira, identificada como Olga, de 28 anos, viu o seu salão invadido por um homem na passada terça-feira, dia 14. Olga, experiente em artes marciais, conseguiu dominar Viktor, de 32 anos, e levou-o para uma sala reservada, segundo o site «life.ru». A cabeleireira utilizou um secador de cabelo para obrigar o assaltante a render-se e acabou por o prender. No entanto, não chamou a policia. Olga obrigou o assaltante a tomar Viagra para depois abusar dele várias vezes durante os dois dias seguintes.
Quando foi libertado, o assaltante dirigiu-se ao hospital para curar o pénis «magoado» e depois à esquadra para registar queixa contra a cabeleireira que, por sua vez, só no dia seguinte registou queixa contra Viktor por assalto. No entanto, a história confunde-se ainda mais porque a policia não consegue ter a certeza sobre quem é o verdadeiro criminoso deste caso de assalto que terminou em «violação».
@TVI24

sábado, abril 18, 2009

Eu ainda sou do tempo em que passavam videoclips na MTV

Face a umas certas divergências de ideias com a TV Cabo, aqui por casa só se consome quatro canais de televisão. No entanto, nas casas de outras pessoas, quando me o permitem, acabo sempre por explorar esse "território desconhecido" que são os canais por cabo.
No zapping de hoje, deparei-me com um programa onde um rapaz tinha que escolher uma entre 5 raparigas, que iam saindo continuamente do interior de um autocarro, enquanto ele as ia conhecendo e dispensando. Houve umas assim que meteram um pé fora do bus, o rapaz disparava com um “Next!”. Essas ficavam de tal forma furiosas que as suas respostas vinham acompanhadas com “piiis” pelo meio - o que até nem fugia muito da lógica dos seus discursos habituais quando não acabam de levar uma nega. No fim ele escolhe uma loira de mamas grandes para um segundo encontro ao qual aquela imediatamente recusa, preferindo os 23 dólares - o mesmo número de minutos que durou aquele encontro - de prémio. A descartabilidade das relações, dos encontros e desencontros, dos tempos que correm em forma de programa para adolescentes, permitiu-me, pelo menos, perceber que nos E.U.A. já não há limite de idade mínima para se colocar implantes mamários. Next!
Assim seguiu um programa em que um jovem escolhia o seu futuro parceiro pelo encontro que tinha com a respectiva mãe (“Met your mother”). Não há palavras para descrever o que se vê, mas resisti até ao fim. Com tantas questões feitas à mãe (do outro), tantas exigências e critérios de selecção, ele acabou por escolher o rapaz que parecia ser o seu irmão gémeo. A imagem final é hilariante: os três (rapazes e a mãe) de mão dada a correr por uma praia, com a mãe a ficar para trás. Resta saber se serão felizes para sempre ou, pelo menos, até durar o cachet do programa?
Mais tarde aparece um reality show/concurso onde duas dúzias de rapazes e raparigas disputam o coração de duas gémeas bissexuais loiras. “A Double Shot at Love”? Debita o spot: Com as Ikki twins terás duas vezes mais ciúme e drama, mas também diversão a dobrar e mais hipóteses de encontrar o amor! Numa batalha entre homens e mulheres, irão Rikki e Vikki encontrar o amor das suas vidas? Não sei, mas eu encontrei uma razão para desligar a televisão e reencontrar o tal amor. Já que o meu pode estar em qualquer lugar menos nesta MTV.

segunda-feira, abril 13, 2009

Classe!


Não encontras amor no buraco

...
If we have a hormone race
i'm bound to finish first.

Can you see in the dark?
Can you see the look on your face?
The flashing white light's been turned off,
You don't know who's in your bed.

It takes more than fucking someone you don't know to keep warm.
Do you really think that for a house-beat you'll find your love in a hole?

Oh, you won't find love in a,
Won't find love in a hole.
It takes more than fucking someone to keep yourself warm.



O disco do ano passado dos Frightened Rabbit tem meia dúzia de pérolas idênticas a “Keep Yourself Warm”. Esta, para além de ser uma boa música, contém daquelas frases que, bem assimiladas, despertam-nos para uma verdade. Por vezes, difícil de admitir.

Devido a uma viagem profissional, possivelmente, estarei sem acesso à net nos próximos dias, portanto, resta-me desejar-vos que se mantenham quentinhos. ;)

quinta-feira, abril 09, 2009

:\


quarta-feira, abril 08, 2009

Uma promissora carreira escatológica se avizinha


quinta-feira, abril 02, 2009

magnífico material inútil

Não são lindas estas pessoas dos movimentos de extremo-centro-assumidamente-de-direita que têm xis ideias para transformar o mundo em qualquer coisa mais “sei lá” cor-de-rosa (?), como diminuir o desemprego com sessões de reiki ou destribuir livros da Anita pelos doentes que estão nas filas de espera nos hospitais públicos?

quarta-feira, abril 01, 2009

Uma experiência de vida

Ricardo (nome fictício, “as usual”) é, entre muitas outras coisas, ex-toxicodependente. Não que esta característica lhe seja visível, que conste no seu B.I. ou do seu curriculum vitae. Mas é inegável que seja um marco na vida de uma pessoa e que possa dizer muito da sua personalidade.
As causas da toxicodependência podem não ser muito bem definidas ou serem uma miscelânea de probabilidades. Geralmente andam à volta do distúrbio de personalidade, seja ele causado por uma baixa auto-estima e assertividade, seja ele provocado por uma necessidade de aprovação social, pela incapacidade de assumir valores e de ter opiniões próprias com alguma autoconfiança. Mas o Ricardo fala-me exclusivamente em “medo da solidão”, o que até nem contraria qualquer uma das causas anteriormente mencionadas, mas não deixa de ser uma expressão curiosa. As drogas duras acabaram por fazer-lhe companhia cerca de 8 anos da sua vida.
Até no início foi uma pessoa atípica: não foi influenciado por amigos, as drogas entraram no corpo, conscientemente, de sua livre vontade. Saiu da casa dos pais, mas não viveu na rua, não roubou, não se prostituiu, portanto, não se refugiou nas habituais formas de obter dinheiro fácil para adquirir as doses. Gostava de conduzir e conhecia razoavelmente as artérias de Lisboa, juntando o necessário ao agradável: foi taxista!
Mesmo nestes tempos a família não desistiu dele. Procuravam-no, achavam-no, reconciliavam-se, ele prometia curar-se. Pura ilusão. Mesmo afastando-se fisicamente da grande cidade, a sua mente continuava lá e sempre que podia lá voltava. Reencontrava os amigos e o resto vinha por acréscimo. Foi um período frustrante. E para quem não tolera a frustração, as gratificações imediatas são imprescindíveis, sem avaliar as possíveis consequências negativas das mesmas a prazo, o que funciona como uma poderosa motivação para a reiniciar o consumo de drogas. Assim aconteceu com Ricardo. Até ao dia em que perdeu, para sempre, o seu irmão e o seu pai. Foi o momento chave que o fez despertar para a vida. E aquilo que tinha, naquele momento, era tudo menos isso.
Foi para um centro de recuperação com vontade e força suficiente para se curar. E conseguiu. Conseguiu muito mais que se curar da dependência. Fez as pazes com a família que lhe sobrou e com os verdadeiros amigos, assumiu, perante si e os que o rodeavam, a sua homossexualidade e encontrou a sua verdadeira aptidão profissional. Começou a ter desejos e objectivos. Porque sair de um centro de internamento e a ausência de consumo por si só não fazem a cura da doença. O restabelecimento social é imprescindível para que tal aconteça.

A frustração existe todos os dias para todas as pessoas, mas a maioria "encaixa" a dor e segue em frente à conquista ou à espera de melhores dias. Infelizmente, há sempre uma minoria que tem uma atitude intransigente não suportando viver a frustração momentânea, não lhes servindo de forma alguma a suposição de que o futuro será melhor se combaterem por ele. Um exemplo disso tudo só pode ser esta experiência de vida. E não me podia sentir mais feliz e orgulhoso pelo Ricardo fazer parte da minha.