quarta-feira, agosto 29, 2012

Responsabilidade, essa palavra tão bonita para decorar dicionários





Finalmente alguém entendeu que uma irracionalidade naturalmente “perigosa” não se resolve com uma irracionalidade humanamente ainda mais perigosa. Finalmente alguém entendeu que em vez de raças de cães, se deve catalogar os donos – eu até iria mais longe: a compra de certas espécies de animais deveria estar sempre sujeita à avaliação das capacidades do respectivo dono e das condições que tem para oferecer ao animal e, posteriormente, sujeito a uma fiscalização efectiva.
Enquanto por cá a culpa também não morre solteira. Morre nos canis municipais.  E face a isso, só me ocorre uma palavra: vergonhoso.
Mas o que fazer? Parece-me congénita essa viciosa tendência para falhar o alvo da culpa, sobretudo quando há seres humanos no centro do alvo e há outros seres vivos (ou objectos) por perto (e bem mais a jeito). Há miudos a morrer às dezenas nas piscinas domésticas? Culpada: a piscina, e toca a fazer umas campanhas a alertar para os seus perigos. Há putos a cair em buracos e poços por todo o lado? Tapa-se já tudo! Continua a haver gente a circular nas estradas, depois de emborcar meio garrafão de vinho tinto e meia bagaceira, e a matar quem lhe apareça à frente? A culpa é do alcool: reduza-se a taxa legal de alcoolemia e aumente-se as multas! E, agora no verão, quem não gosta de se armar em lagarto e apanhar nos lombos meio dia de torreira? Olha um melanomazinho! A culpa é “deste” sol!...

segunda-feira, agosto 27, 2012

Os The Joy Formidable também sabem fazer músicas com um certo traço épico. E os vídeos não se ficam atrás.


sexta-feira, agosto 24, 2012

Kill your kind of idol


terça-feira, agosto 21, 2012

Oh God, I was a goner!


domingo, agosto 19, 2012

Facebook: há mais de 8 anos a surrealizar por aí II














Obrigado Zuckerberg.

Facebook: há mais de 8 anos a surrealizar por aí














terça-feira, agosto 14, 2012

Acho que desvendei o mistério do euromilhões






É claro que, estatisticamente, as minhas hipóteses de ganhar um jackpot no euromilhões são praticamente nulas... Mas sinto que a minha sorte pode mudar radicalmente se comer uma vaca inteira em dois dias.

segunda-feira, agosto 13, 2012

O João Ricardo de Barros Oliveira é um artista ge-ni-al... al... al-perce... perce-bem?


terça-feira, agosto 07, 2012

Bons nomes para chamar a um atleta olímpico

Não, este post não é sobre Patrícia Mamona! Iríamos precisar de um tradutor e, portanto, nem aqui ganhamos medalhas. 
Estes sim, são os vencedores:



O pai deste também devia ser halterofilista - enquanto levantava 170 Kg, escolheu o nome para o filho. 

 

quinta-feira, agosto 02, 2012

De “Quem quiser comer o meu cu, fica com lombriga no pinto” a Francis Bacon


O nome do segundo disco dos Bonde do Rolê, a segunda banda mais internacional do Brasil dos dias de hoje (a primeira só podia ser os Cansei de Ser Sexy,?), não podia ser mais explícito: "Tropicalbacanal".
O disco é uma autêntica orgia de influências e de participações, cruzadas com a habitual irresponsabilidade, provocação e muito humor (“Oh Kanye(ê) cadê você, vem-me comer... Esse menino americano, feito gringo, chega aqui, me vira o pinto e me enche de prazer...”).
Baile funk, pop, rock , hip-hop, reggae, axé e punk. Como convidados temos à nossa disposição desde a cantora jamaicana Ce'Cile à banda punk australiana The Death Seth, passando pelo mestre Caetano Veloso ou pelo rapper Kool A.D. (Das Racist)! Tudo isto muito modernamente remisturado (por pouco que não escrevia “lubrificado”) por Diplo. O resultado é, no mínimo, curioso, mas também, como qualquer bacanal, tem momentos em que se transforma numa enorme bagunça.
Uma boa oportunidade para revisitar Francis Bacon: “a verdade surge mais facilmente do erro do que da confusão”. Infelizmente "Tropical/Bacanal" não é o “erro” que eu ansiava, mas calculo que também ainda não seja a tal “confusão” que os Bonde do Rolê desejaram.


 

Vingança da comunidade espírita elefantina?

"Pena não ter partido a tromba".

quarta-feira, agosto 01, 2012

Coisas sólidas e verdadeiras

O leitor que, à semelhança do de O'Neill, me pede a crónica que já traz engatilhada perdoar-me-á que, por uma vez, me deite no divã: estou farto de política! Eu sei que tudo é política, que, como diz Szymborska, "mesmo caminhando contra o vento/ dás passos políticos/ sobre solo político". Mas estou farto de Passos Coelho, de Seguro, de Portas, de todos eles, da 'troika', do défice, da crise, de editoriais, de analistas!

Por isso, decidi hoje falar de algo realmente importante: nasceram três melros na trepadeira do muro do meu quintal. Já suspeitávamos que alguma coisa estivesse para acontecer pois os gatos ficavam horas na marquise olhando lá para fora, atentos à inusitada actividade junto do muro e fugindo em correria para o interior da casa sempre que o melro macho, sentindo as crias ameaçadas, descia sobre eles em voo picado.

Agora os nossos novos vizinhos já voam. Fico a vê-los ir e vir, procurando laboriosamente comida, os olhos negros e brilhantes pesquisando o vasto mundo do quintal ou, se calha de sentirem que os observamos, fitando-nos com curiosidade, a cabeça ligeiramente de lado, como se se perguntassem: "E estes, quem serão?"

Em breve nos abandonarão e procurarão outro território para a sua jovem e vibrante existência. E eu tenho uma certeza: não, nem tudo é política; a política é só uma ínfima parte, a menos sólida e menos veemente, daquilo a que chamamos impropriamente vida.