segunda-feira, agosto 26, 2013

Tá a pastelar



As ideias e o tipo de jornalismo são de boa qualidade (como de resto a SIC já me tem habituado). A questão é que o objecto sobre o qual “Tá a Gravar” se debruçou é péssimo, o que me provoca uma certa desconfiança sobre as verdadeiras intenções de todo o trabalho realizado e mostrado durante todos os noticiários da semana passada.
Está ainda por aparecer uma telenovela feita em Portugal com um argumento verdadeiramente surpreendente e entusiasmante e que não se torne, logo a partir das primeiras dezenas de episódios, num “enche chouriços” proporcional às suas audiências. As suas personagens são completamente irrealistas e superficiais e demasiado presas a estereotipos. Tecnicamente, a qualidade da coisa também não cativa por aí além, mas também, perante tal público-alvo e o tipo de produção intensiva, não esperava eu outra coisa...
Portanto, quem conhece bem o resultado final do que se fala ou falou no “Tá a Gravar” e depois ouve (directamente da boca dos seus produtores, argumentistas, actores, ...) todas aquelas inúmeras virtudes do produto em questão, só pode pensar que toda aquela gente vive mesmo num mundo ficcionado.

sexta-feira, agosto 23, 2013

Férias @ Zêzere' 2013 (III)

No terceiro e último vídeo quis destacar um local que é uma referência na zona: o Hotel de águas termais da Foz da Sertã.
A música dos Goldfrapp pareceu-me estabelecer um elo perfeito entre o luxo do passado e as ruínas do presente.


quarta-feira, agosto 21, 2013

Férias @ Zêzere' 2013 (II)


Férias @ Zêzere' 2013 (I)

terça-feira, agosto 20, 2013

O verão alternativo




Se andam à procura da banda sonora perfeita para este verão e já atingiram o vosso limite de saturação nas audições de todos os “Get Lucky” desta temporada, mas que mesmo assim sabem que eles continuarão a passar nas nossas rádios pelo menos até ao natal.... O album de estreia dos australianos RÜFÜS pode ser uma excelente opção.
Estão a ver aquele estilo contagioso indie-dance dos Cut/Copy? Tem tudo a ver. Estes RÜFÜS, para além de partilharem a mesma nacionalidade com essa banda, a música, apesar de ser (ainda) mais dançável (entre as batidas tropicais 4/4 e o deep house mais orelhudo), também não anda muito longe.
Para escutar com dedicação. Pelo menos até que qualquer rádio se lembre de pegar numa das suas músicas e decida transformá-la num “hit” insuportável.

Constrangedor



Nível QS QS QS da língua portuguesa



segunda-feira, agosto 12, 2013

Só mesmo para rir


sábado, agosto 10, 2013

crash test dumbass


No campo, como se fosse pela primeira vez



Não diria que sejam subvalorizados, mas certamente incompreendidos. De album para album, nota-se uma certa hostilidade, por parte, tanto da crítica como dos fãs (sobretudo) do disco anterior, perante a transformação, o inesperado novo som da banda. E desta vez não vai ser diferente.

Tudo começou praticamente há 13 anos. Com o épico “Felt Mountain”, os Goldfrapp trouxeram todo um novo conceito melódico, cinematográfico e orquestral ao trip hop. Mas três anos mais tarde, quando toda a gente esperava (e desejava) uma continuação da viagem poética ao mundo do downtempo, eles lançam “Black Cherry”, um surpreendente e sensual disco de electropop.  Foi (quase) o fim do mundo, pelo menos para eles. Depois continuaram a investir no pop (“Supernature”), talvez não tão puramente comercial como hoje o conhecemos. Em 2008, novo album, novo som. É com “Seventh Tree” que a banda passeia alegremente pelos atalhos da folk mais electrónica. Mais acústica agora, com este novo e magnífico “Tales Of Us”, que em momentos recorda-me os ambientes pastorais do “Out of Season” de Beth Gibbons - mas atenção que pelo meio houve ainda mais pop dançável, com o contagiante “Head First” (2010). Uma banda em permanente mutação/renovação.

Enfim, todas estas palavras acabam por se tornar irrelevantes, quando é de música magistral e de uma voz assombrosa de que se fala.

quarta-feira, agosto 07, 2013

Devemos preocupar-nos com o facto das mulheres mais inteligentes não terem filhos?

Não - mas ainda assim vale a pena ler este artigo.

(...) 
No one ever mentions the selflessness of women who choose not to have a baby, not because they wouldn't love one, but because they don't feel they are in a position to provide that baby with the kind of life it deserves.
Anyone who is genuinely concerned with falling birthrates should be supporting policies such as paid maternity leave, subsidized day care, flexible work schedules, affordable health care and so on that would make it feasible for more women who want babies to have them. As for the women who don't, we should be grateful in the knowledge that they are intelligent enough to make the choice that is best for them and then back off with the judgement.

terça-feira, agosto 06, 2013

Estes devem ser ainda mais perigosos. Alguém que compre um e atice-o ao jornalista da TVI.


segunda-feira, agosto 05, 2013

Regresso à infância




O primeiro sinal positivo neste “Mud”, o mais recente filme de Jeff Nichols ("Take Shelter" / "O Abrigo"), são as nítidas referências às aventuras de Tom Sawyer e Huckleberry Finn de Mark Twain: dois adolescentes vindos de duas famílias disfuncionais ou não tradicionais, uma amizade e um amor incondicional, o rio Mississippi como um dos cenários principais, a descoberta das primeiras amarguras da vida adulta, os confrontos bem vs.mal e as leis da natureza vs. leis dos homens,etc.
Há que igualmente realçar as boas interpretações dos consagrados (Matthew McConaughey e Reese Witherspoon) e sobretudo dos novatos (Tye Sheridan e Jacob Lofland – o primeiro já tinha entrado no “Tree of Life” de Malick), depois junta-se a tudo isto uma boa (e bem contada) história e ficamos com um drama muito catita.

sexta-feira, agosto 02, 2013

No surprises

Cão que matou bebé em Beja entregue a Associação Animal


... E o "jornalismo" faccioso e repleto de preconceitos realizado por alguns repórteres da TVI também não.