quinta-feira, dezembro 31, 2015

O melhor de 2015 - singles























































quarta-feira, dezembro 30, 2015

Jack, o Sonhador






Quanto menos se souber sobre este filme antes de o ver, melhor. O sucesso da excelente experiência que pode ser a sua visualização passa sobretudo por abordá-lo na perspectiva mais pura e inocente. Como de uma criança (Jack) que celebra o seu quinto aniversário com um radiante despertar para mais um dia, como todos os anteriores: fechado num quarto com a sua mãe, desalumiado, modesto e limitado, mas ainda com espaço para uma cama, uma banheira, duas cadeiras, um roupeiro e uma pequena televisão, onde ele passa algumas horas do dia a ver desenhos animados, como “Dora, a Exploradora” (ironia das ironias).
“Room”, a segunda aventura do irlandês Lenny Abrahamson (o mesmo criador de “Frank”) por terras norte-americanas, teve estreia por cá na mais recente edição do Lisbon & Estoril Film Festival e, se não acontecer um(a) surpresa/milagre via Globos de Ouro/Óscares, só poderá ser visto pelo restante público português só lá para a primavera do próximo ano. Triste sina para uma tão jubilosa, bela e inteligente (qb) obra

terça-feira, dezembro 29, 2015

O guia que este mundo mais precisa(va)


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terça-feira, dezembro 22, 2015

Há pingos de sangue e de neve na lente da câmara de Iñárritu


Com excepção de “Amores Perros”, os filmes que vi de Alejandro González Iñárritu acabaram sempre por ser negativamente marcados pelo sentimentalismo fácil e a previsibilidade.
Uma das possíveis boas notícias é que o novo “The Revenant” (com o subtítulo português “O Renascido”) apela muito mais a uma certa espiritualidade que esse tipo de sentimentalismos... E o único facto mais previsível que encontrei foi de achar que a participação de Leonardo DiCaprio dar-lhe-á a hipótese de ir pela enésima vez com uma nomeação aos óscares (mas com a “previsibilidade” de não trazer o “boneco” para casa).
Para além de DiCaprio, convém destacar também a não menos excelente interpretação de Tom Hardy.
Realismo sobre realismo (como a estraordinária e brutal cena de ataque de uma ursa), uma esplêndida fotografia  e imagens em movimento que acompanham a acção (dentro da acção – há pingos de sangue e de neve na lente da câmara de Iñárritu) que nunca dão descanso a quem embarca nesta história de sobrevivência em condições inóspitas.