quinta-feira, maio 04, 2006

ETA fashion



E o que me dizem desta nova tendência de sweat com capuz e dois buraquinhos? É roupinha para se usar assim numa ida ao banco ou à ourivesaria?
Encomendar aqui.

sexta-feira, abril 28, 2006

A Bola (jornal)


Quando a parcialidade e o mau gosto andam de mãos dadas, o resultado nunca pode ser grande coisa.
Ver o resto da história aqui: http://odragao.blogspot.com/

Serra de Sintra Witch Project

Insólito. (clicar para ver o vídeo)

Evolução


"Igreja dá luz verde aos preservativos"


“Um mal menor”?
Daqui a uns anos vão concluir que o sexo sem objectivos de procriação até “pode ser giro”, a homossexualidade pode ser “tão natural como a sua sede” e a pedofilia, para além de ser um crime, é “um pecado”!

quinta-feira, abril 27, 2006

quarta-feira, abril 26, 2006

Whitney



I learned from the best...

Chegou o verão (e o escaldão)


Oficialmente, para mim, a época balnear começou hoje. Começou bem: com um belo escaldão! A única vantagem deste deprimente estado "avermelhado" em que me encontro, é que posso ficar constrangido com qualquer situação, pois a minha cara não me vai denunciar.

sábado, abril 22, 2006

O que eu gosto destes "estudos"!

Está provado: “Mulheres que sorriem são mais inteligentes”!

Um outro estudo vai comprovar que a burrice dos homens é directamente proporcional ao volume da sua conta bancária (ou dos cartões de crédito), da cilindrada do seu carro, do valor das roupas que veste e por aí fora... e inversamente proporcional ao tamanho do seu pirilau.

O Michael Moore que se cuide...

Poderá ser só mais um documentarista com a mania das conspirações, mas esta análise não deixa de ter o seu interesse. No mínimo mostra-nos uma outra perspectiva, bem “pormenorizada”, do que aconteceu no trágico dia 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque.

http://video.google.com/videoplay?docid=-2023320890224991194

quarta-feira, abril 19, 2006

terça-feira, abril 18, 2006

A TVI e as audiências I

Há quem se emocione, há quem critique, há quem fique naquela... seja uma telenovela, seja um funeral em directo. Para eles é indiferente, desde que não deixem de ver!
Respeito? Bom senso? O que é isso?

domingo, abril 16, 2006

As pessoas que nunca deviam ter nascido:

- Adolf Hitler
- Benito Mussolini
- António O. Salazar
- Augusto Pinochet
- Pol Pot
- Mao Tsé-Tung
- Saddam Hussein
- Slobodan Milosovic
- Alexander Lukashenko
...
- o gajo responsável pela a auto-promoção na SIC; especificamente as promoções ao mundial de futebol e ao Rock in Rio. Já não posso ouvir mais aquelas músicas da treta e ainda falta tanto tempo... e nem a maioria dos canais temáticos escaparam. Acho que vou dessintonizar os canais até aos respectivos eventos. Trata-se de uma ditadura pelo o bom gosto e à minha maneira!

quinta-feira, abril 13, 2006

O Mário e a Susana

Mário tem 25 anos, trabalha numa oficina de raparação de carros e é pugilista nos tempos livres. Susana tem 23 anos e é funcionária num hipermercado. Conheceram-se há pouco tempo, sentiram-se atraídos um pelo outro e decidiram morar juntos, algures nos arredores de Lisboa. Não casaram, “juntaram-se”.
O Mário adora lutar e a adrenalina pela competição corre-lhe nas veias. O dinheiro dos prémios também é um bom incentivo. Susana gosta de o ver nos treinos mas evita os combates “a sério”, pois sofre com ele. Mário não é um “peso-pesado”, mas é um boxeur acima da média. O que lhe falta em força e em técnica, tem em agilidade e resistência. Foi vencendo algumas competições e tornou-se num atleta muito respeitado, a nível local e até mesmo a nível nacional, na categoria em que competia. No entanto, havia algo que o preocupava: “Estes gajos do leste são duros, pá... nunca lutei com nenhum, mas já os vi lutar, dentro e fora do ringue e digo-te: são fodidos!” – dizia ele aos amigos, enquanto Susana o ouvia, como sempre, impressionada. Mas Mário evitava mostrar sinais de insegurança face ao que mais temia e acrescentava: “Se tiverem o azar de me aparecerem à frente... caem no chão da mesma maneira como os outros. Ainda por cima não vou nada à bola com eles. Lá na terra deles é que estão bem...”. Susana concordava. Não compreendia como era possível que com tantas pessoas desempregadas em Portugal se desse emprego a estrangeiros. E a entidade para a qual trabalhava fazia-o deliberadamente. Eram brasileiros, russos, moldavos, eslovenos,... todos em competição directa com os portugueses. E isso perturbava e intimidava Susana.
Quis o destino que num dos torneios em que Mário participou tivesse que enfrentar um ucraniano. Este tinha um razoável historial de vitórias, tanto no seu país de origem como já na sua (curta) estadia por cá. Mas Mário não tinha um currículo inferior e como ambos tinham uma estrutura física similar, tudo levava a crer que poderiam proporcionar um combate interessante e, acima de tudo, justo.
Susana, ao contrário do que era habitual, foi assistir ao combate. Estava nervosa, aliás, estavam ambos muito nervosos. O combate decorreu nomalmente, mas notava-se uma clara superioridade na performance do boxeur de leste. Era acima de tudo mais certeiro nas investidas que fazia. Enquanto Mário, usava a sua rapidez para tentar alcançar a cara do adversário, este usava a inteligência e aproveitava todos os momentos em que Mário se descontrolava e desprotegia a cabeça para desferir golpes brutais. Mário estava nitidamente esgotado e já se socorria a golpes na nuca, nos rins e nas costas para tentar lesionar o adversário da forma menos correcta. Por isso, o árbito puniu-o várias vezes, com faltas, ao longo dos 6 assaltos em que decorreu o combate, contra a vontade da assistência que estava, na sua maioria, do lado do pugilista nacional. Terminou o combate e o ucraniano venceu, claramente, por pontos. Mário sentia-se revoltado e o seu problema não estava tanto na derrota, mas mais no individuo que o tinha derrotado. Sentiu-se humilhado e jurou vingar-se num próximo combate com outro atleta do leste europeu.
Susana, em casa, ouvia as lamentações e os desabafos do companheiro e dava-lhe todo o apoio. No trabalho, não só evitava dialogar com as duas colegas russas que tinha por perto, como tentou virar algumas outras colegas contra elas.

Tudo isto para entender as causas da xenofobia ou de qualquer outro tipo de preconceito. Há quem tenha medo de “enfrentar o outro - o desconhecido, o diferente”, mas também há quem simplesmente se deixe influenciar pelos primeiros. Todos erram por pura ignorância e estupidez.

terça-feira, abril 11, 2006

Uma história de violência


No seu último filme, David Cronenberg mostra-nos a dualidade entre o bem e o mal nos seres humanos. O bem é visível, o mal é camuflado e a violência é a exteriorização desse mal.
A inteligente cena final do filme, com o regresso de Tom/Joey a casa, mais que um perdão, representa a compreensão dos restantes membros da sua família. Ou seja, Cronenberg, diz-nos que é fácil de aceitarmos o lado mau dos outros porque não há ninguém que deixe de ter essa faceta mais obscura. Que a violência gera violência, já todos nós sabemos, mas o que aqui tenta-se demonstrar é que esse lado mais dissimulado que gera a violência, não é criado nem adquirido, é inato!
Não sei se concordo com esta ideia generalizada de uma raça naturalmente hipócrita, mas fiquei mais tranquilo ao lembrar-me que sempre que choro, verto lágrimas dos dois olhos e não só de um. Como o Joey.

quarta-feira, abril 05, 2006

Eu denuncio-me!

Relativamente ao que para aí se fala, fica a pergunta: se a Netcabo for competente no fornecimento de IP’s dos seus clientes, porque não o é a resolver os problemas relacionados com os mesmos?
Já agora, fica o aviso, se receber qualquer multa ou notificação, que não tenha como remetente um tribunal com um processo judicial em anexo, a Netcabo terá que me explicar muito bem como é que forneceu os meu dados, sem ter infringido a cláusula da confindencialidade que está no nosso contrato.

segunda-feira, abril 03, 2006

Professor X e suas muchachas

O canal "Viver", o canal mais inútil de sempre da TV Cabo, tem um programa sobre sexologia chamado "Consultório Sentimental".
Tem um repórter de rua completamente imbecil, denominado "Professor X",

que faz perguntas do género:

- Atão pá... prontes e se ela se começar a despir a tua frente e tu... man... o que fazias?... Gostas pouco, gostas! Ahahaha...

- Já alguma vez lá na empresa o seu patrão fez-lhe uma prosposta... assim tipo, para subir horizontalmente, percebe?

- E penetrações duplas, gostas... hein?

Note-se que estas perguntas são feitas ao acaso, a qualquer transuente, de qualquer idade ou sexo, que tenha o azar de se cruzar com ele.


Como apresentadoras tem:

uma portuguesa e...

uma brasileira, muito "simpáticas", mas que nunca deviam ter saído do clube de strip.

quinta-feira, março 30, 2006

Sexos

Aqui deixo um beijão e a minha resposta (feita à pressa) à B.I.T.C.H.
A revolução sexual trouxe coisas muito boas e uma delas é passarmos a encarar com carácter normativo a ideia de que uma mulher que goste tanto de sexo quanto um homem, não deixe de ser uma mulher, para ser uma ninfomaníaca ou uma “puta”. Portanto longe estamos dos tempos da censura moralista e dos ideais tradicionalistas da mulher domesticada e submissa ao seu homem, felizmente, “penso eu de que”. No entanto, o extremo disto também não me parece que seja a situação mais viável. Claro, o sexo é muito bom e a variedade, desde que em segurança (sempre!), nunca fez mal a ninguém! Agora é necessário perceber quando acaba a vontade e o desejo e começa a vulgaridade e a futilidade. E nestes assuntos da “sedução” desde há muito tempo para cá que as mulheres têm sido líderes e dado grandes lições ao sexo oposto. Por isso se o sexo feminino decidir agora enveredar por uma competição desenfriada, com os homens, pelo primeiro lugar na “corrida para a meta” da promiscuidade, as consequências disso podem ser nefastas. Perde-se muito do bom senso e da estabilidade que as mulheres dão a qualquer relação, bem como está em causa tudo aquilo que elas conquistaram no plano sexual (e não só) e que alcançaram com muita luta pela mudança de mentalidades.
Esta nova e revolucionária postura das mulheres face ao sexo, que à partida se julga ser mais um nível de emancipação, atenção, pois pode ser tão somente uma forma inconsciente de obsessão em tentar agradar os homens. E isto, para mim, tem um nome: submissão. Não tenho nada contra a submissão, como já disse por aqui, desde que seja por mútuo acordo e encarada como uma mera fantasia, mas NUNCA como uma regra imposta e inquestionável.

terça-feira, março 28, 2006

quinta-feira, março 23, 2006

Anúncio

Andava eu na minha pesquisa de anúncios (de imóveis) pelo o Ocasião, quando me deparo com este:

A onda dos azulejos coloridos não faz bem o meu género, mas no entanto como parece-me ser uma boa oportunidade (a um preço "negociável"), decidi partilhá-lo.

terça-feira, março 21, 2006

1 poema

Um poema para este dia e para todos os outros que hão-de vir.

Há-de flutuar uma cidade

há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu... como seriam felizes as mulheres
à beira mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado

por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos... sem ninguém

e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta... dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão

(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)

um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade

Al Berto

segunda-feira, março 20, 2006

Viva o momento, ou não!?

Recebido por e-mail:

MAIL ORIGINAL:
Exmos. Senhores,
Por falecimento da V. cliente Maria Fernanda V**** de M****** Teles, no passado dia 28 de Novembro, queiram por favor proceder ao cancelamento do respectivo contrato, a partir do corrente mês de Dezembro inclusive.
A mesma informação será enviada por correio, conforme carta anexa.
Sem outro assunto,
Alda Teles

RESPOSTA:
mailto: apoiocliente@vodafone.pt > wrote:
Muito boa tarde, como está?
Para podermos efectuar a desactivação definitiva é necessário que nos envie uma cópia da certidão de óbito do titular.
Deverá confirmar o nº de contribuinte ou nº de conta Vodafone.
Boas festas. Viva o momento, Now!
Paula Santos
Apoiocliente@vodafone.pt

Nota: Caso necessite contactar-nos novamente sobre o mesmo assunto agradecemos que faça reply deste e-mail.

NOVO MAIL DA CLIENTE:
-----Original Message----- Sent: sexta-feira, 2 de Dezembro de 2005 19:12
To:apoiocliente@vodafone.pt
Subject mailto: apoiocliente@vodafone.pt
Subject Re: Cancelamento de contrato- telefone 91*******

Boa tarde. estou bem, muito obrigada. A minha mãe faleceu, por isso estou óptima e vivo o momento, now!
Agradecia que me indicasse a morada para onde deve ser enviada a certidão de óbito.
Boas festas também para si.

sexta-feira, março 17, 2006

Ética

Tenho o meu apartamento para venda. Num destes dias, fui contactado por uma “senhora” que estaria interessada em visitá-lo. Fizemos a marcação para o dia seguinte, às 15:00. Não era uma hora muito favorável para mim, mas tendo em conta o objectivo final, pareceu-me que o tempo que teria de me ausentar do meu posto de trabalho para fazer a deslocação ao meu apartamento (e o mostar) compensava tudo o resto.
Então no dia seguinte, bem antes da hora marcada já estava no meu apartamento a aguardar pela visita de mais um potencial comprador. Esperei mais de 45 minutos e ninguém apareceu, nem me contactaram para desmarcar a visita. Fiquei furioso. Tinha o nome da pessoa que me tinha contactado e fui aos registos do meu telemóvel para verificar o seu número. Era um número de rede fixa. Liguei. Alguém atendeu: “PhoneHouse de Miraflores, Boa Tarde, está a falar com...”. Era uma voz masculina, era outra pessoa, perguntei pela senhora que me tinha deixado pendurado uma hora à sua espera no meu apartamento e o rapaz, gentilmente, disse-me que a colega estava de folga e só regressava no dia seguinte. Deixei-lhe um recado para me contactar e caso tivesse acontecido algum contratempo o próprio colega disponiblizou-se para me informar, porque, e acima de tudo, só precisava de uma justificação. As pessoas são livres de mudar de ideias quando quiserem e mais lhes apetecerem, mas há que ser responsável e entender que sobre aquela ideia inicial pode recaír um ou mais compromissos que necessitam de ser resolvidos antes de partir para a outra. Tão simples quanto isto.
Passaram dois dias e, como já calculava, ninguém me contactou. Decidi escrever um e-mail dirigido ao departamento de Recursos Humanos da empresa de onde veio aquela chamada, dando-lhes conhecimento do caso. Não gosto de misturar assuntos particulares com trabalho, mas por outro lado, também considero que a ética (ou falta dela) tanto vale para a nossa vida pessoal como profissional.

Se há pessoas que me irritam, são aquelas que são dotadas de um certo tipo de despreocupação em relação às responsabilidades e compromissos que assumem nesta vida... e o pior é que se ninguém disser nada, elas continuam a achar que o que fizeram até nem foi muito grave e não têm consciência do quanto prejudicaram as outras pessoas. Como nunca são chamadas à responsabilidade, nunca são "penalizadas", também nunca irão saber a falta de civismo que isso representa.

quinta-feira, março 16, 2006

Não sei se conseguem...


... mas sempre podem ir tentando.

terça-feira, março 14, 2006

Hostel


Este filme, ainda por estrear no nosso país, foi um fenómeno de bilheteiras nos E.U.A. e conta com uma “mãozinha” (produção executiva) de Quentin Tarantino. Está longe de ser um dos melhores filmes de terror de sempre, mas contém uma das sequências finais (de 30 minutos) mais aterradoras e angustiantes da história do cinema do género. E, já agora, é o pior “cartão de visita” que Bratislava (Eslováquia) poderia ter.
(700, mais mega menos mega ;) )

Era mais uma OPAzinha!

e esta:
"A presidente da Câmara Municipal de Felgueiras garantiu hoje em Tribunal viver apenas do ordenado de autarca e de uma pensão. Por isso, diz não ter meios para pagar a multa de 12.500 euros a que foi condenada por difamação."

fico a pensar se não éramos todos muito mais felizes se o Tio Belmiro pudesse lançar, também, uma OPAzinha, de vez em quando, sobre as autarquias deste país. Bem... todos todos não, alguns autarcas não deveriam achar muita piada à ideia e o próprio empresário já deve ter inimigos que cheguem na PT.

Se calhar aquelas milhares de reclamações...

Mais que não seja a OPA do Belmiro serviu para isto: Governo preocupado com qualidade do serviço da TV Cabo e da Cabovisão. Agora é só preciso ir até ao fim, perceber que não se trata de meia dúzia de reclamações e que, ao contrário do que provavelmente alguns senhores deste governo julgavam, não se trata de uma conspiração nacional organizada contra as empresas do grupo PT.

sexta-feira, março 10, 2006

Aonde?

Família do transexual morto no Porto admite processar Estado português 10.03.2006 - 10h43 Lusa

A família do transexual que terá sido agredido até à morte por um grupo de jovens, no Porto, admite processar o Estado português com o apoio jurídico da Associação Abraço, avança hoje o "Diário de Notícias".
"Estamos a ponderar a hipótese de entrar num processo de pedido de reparação", declarou ao DN um sobrinho do transexual, conhecido na localidade por "Gisberta". "Temos falado em entrar com um processo de reparação porque quando a Gis saiu daqui o sonho dela era comprar uma casa para a mãe. E achamos que faz sentido pedir uma indemnização para cumprir esse sonho dela", comentou Abimael Salce, que diz assumir o papel de porta-voz da família brasileira. De acordo com o DN, os familiares da vítima já solicitaram ao Governo brasileiro ajuda no acompanhamento do processo, mas ainda não terão obtido resposta.No entanto, o apoio jurídico poderá vir a ser encontrado em Portugal, através da associação Abraço que, de acordo com o DN, prestou auxílio ao transexual devido à sua infecção pelo HIV.Nas declarações prestadas ao "Diário de Notícias", o porta-voz da família do transexual manifesta-se insatisfeito com "o rumo que as coisas estão a tomar".
Fonte: http://www.publico.clix.pt/

Aonde estava a família de Gis, se era um “sem-abrigo” e a Abraço, se era seropositivo, antes de lhe ter acontecido tal fatalidade?

quarta-feira, março 08, 2006

sábado, março 04, 2006

Renascer


O final do filme “Requiem for a dream” (2000) é magnífico. Todas as personagens principais acabam deitadas e, ao contrário do que supostamente iria acontecer, vivos, em posição embrionária.
Pareceu-me bastante óbvio que Darren Aronofsky, o realizador, quisesse passar a ideia de que aquelas quatro pessoas estariam a nascer de novo, o que não deixa de ser surpreendente, já que tudo indicava que na continuação da espiral de loucura e de sofrimento (por quatro motivos distintos) incontrolável, que eram aquelas vidas, a tragédia seria o inevitável. Mas depois há aquele pequeno “milagre” mesmo no fim, que não é mais do que um sinal de esperança para todos.
E como se traduz isto para a nossa realidade? O que parece fácil de dizer mas não tanto de fazer: a solução para uma morte predeterminada, um suicídio, passa por dar uma nova oportunidade a esta vida (única, até prova em contrário). Renascer, portanto.

quinta-feira, março 02, 2006

Preocupante

Quando alguém diz que os jogos de computador podem ser perigosos para as crianças, referia-se a isto?

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Humanização

Relativo ao filme Transamérica que estreou a semana passada por cá, o “crítico” de cinema João Tomé do "jornal" Destak (o "jornal" com mais tiragem em Portugal e que faz concorrência directa com o Metro... em todos os caixotes do lixo do país) escreveu, numa das edições da semana passada: "...Existem, assim, semelhanças com o filme Brokeback Mountain, na tentativa de humanizar, agora, a transexualidade. Bree é uma mulher transexual..."

Eu, por outro lado, já tenho algumas dúvidas de que o senhor João Tomé seja "humanizável".

Vícios

Em resposta ao desafiado lançado pela I., aqui ficam os meus cinco principais vícios diários.

.Ginásio
Deve ser o meu único vício, realmente, saudável. Mais que qualquer outra vantagem, nada se compara à boa disposição com que fico depois de uns bons 50 minutos de treino... talvez nem o sexo! Eu disse “talvez”.

.Internet
Há quem chegue ao trabalho e comece logo a discutir se o Vitor Baía já devia estar na reforma, ou se uma das colegas dos Recursos Humanos está grávida ou comeu mais que o normal no fim-de-semana ou qualquer outra razão que possa explicar aquele “inchaço” súbito... eu abstraio-me disto e ligo-me à internet! Blogues, fóruns de música, site de classificados (não... não é a secção “pessoal”, neste momento é mesmo a secção imobiliária – quero vender e comprar casa), notícias... são um dos meus maiores vícios matinais.

.Cigarros
Não sou viciado em tabaco. Desde que comecei a fumar, há 6 anos atrás, que tenho mantido a média de 2/3 cigarros diários e não faço intenções, para já, de parar. Fumo por prazer e isso só acontece, geralmente, após as refeições. Sendo assim aqueles cigarrinhos que fumo após o almoço e o jantar, valem por todos os outros que podia, eventualmente, fumar ao longo do resto do dia.

.Messenger
Os meus amigos não são um vício mas as nossas conversão são. Cada vez há menos tempo para combinar “cafés”, as sms’s e os telefonemas também nos “custam um certo tempo”, por tal recorre-se à maior invenção dos últimos tempos logo a seguir aos silicone: o messenger. Conversa-se sobre tudo e sobre nada, troca-se juras de amor e insultos, beijos e porrada, fotos do gatinho e da ratinha. Ou seja faz/diz-se tudo, ou quase tudo, que não se conseguiria fazer/dizer cara-a-cara. Hipocrisias à parte e este convívio virtual acaba até por ter o seu lado positivo...

.Seinfeld
Haveria melhor forma de acabar um dia sem ser a rir com as peripécias dos quatro malucos que compôem o elenco da melhor série cómica de sempre? A TVI passou-a há uns anos e a SIC Comédia já está a passar pela 2ª vez consecutiva, ou seja, já vi cada episódio desta série três vezes (sem contar com as repetições dos episódios, aos sábados de manhã...) e não me consigo saturar. Isto não é um vício, confesso, é uma obsessão.

Alguém que faça o obséquio de continuar... cinco boguistas, por favor. Obrigado.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

O bom senso segue dentro de momentos...


Em resposta a este artigo de uma revista d’O Independente, recebi este e-mail:

"Minha Cara,
Tenho, sinceramente, muita pena de si...Em primeiro lugar, tive a pena de constatar que só se sentiu realizada, ou minimamente realizada, em 20% dos minetes que lhe fizeram. Concordo consigo quando diz que os homens devem perguntar às respectivas se estão contentes com o seu desempenho. Nesse caso, porque é que assume claramente que finge os seus orgasmos?
Das duas uma, ou a menina nunca foi "comida" como devia, ou então, coitadinha, não tem mesmo jeitinho nenhum para o sexo. Nós, homens, também lhe podemos fazer, por exemplo uma estatística de quantas mulheres são ou não boas na cama. Ou quantas fazem ou não, bons broches.
O que nunca lhe vamos poder fazer é fingir um orgasmo. Isto, claro, se conseguir que atinjamos um. Acredite que há muitos homens que perguntam as parceiras se estão contentes com o seu desempenho. E acredite também que a maior parte dos homens não teve que ler um manual para fazer bons minetes. Apenas teve que os fazer, uma e outra e outra vez. Só com treino se consegue melhorar a performance minha cara. Em segundo lugar, informo-a que, caso ainda não tenha percebido, o que você está a fazer é, muito simplesmente, a aumentar o número de homens que pratica mau sexo. Você e as mulheres como você.
Ora repare: se você finge um orgasmo de cada vez que está com um homem, em primeiro lugar, está a fazer com que o homem acredite que realmente percebe do assunto (Sim, há homens que não percebem). Em segundo lugar, está a fazer com que este mesmo homem, não se esforce o suficiente para agradar a parceira na relação seguinte.Penso que estamos ambos de acordo, quando digo que uma situação destas não é agradável, nem tão pouco desejável,certo?O meu conselho, se o quiser aceitar, é: Faça mais sexo!!! A sério, penso que você precisa. Mas faça mais sexo sem fingir orgasmos. Vai ver que a sua vida sexual vai melhorar exponencialmente, e escusa de se vir queixar para as revistas. É obvio que nem todos os homens lhe vão dar um orgasmo, ambos sabemos isso. Mas vão tentar, isso,eu garanto... E já agora. Informo-a também que não é assim tão raro uma mulher pedir ao"querido" para fazer assim ou assado. Não julgue todas as mulheres por si,"Dra.Ruth".
Um Cordial abraço,
Miguel Sousa Tavares"

Depois de ler coisas como: sou heterossexual «full time»; fumo, incluindo charutos; bebo; como coisas como pezinhos de coentrada, joaquinzinhos fritos e tordos em vinha d'alhos; vibro com o futebol; jogo cartas, quando arranjo três parceiros para o «bridge» ou quando, de dois em dois anos, passo à porta de um casino e me apetece jogar «black-jack»; não troco por quase nada uma caçada às perdizes entre amigos; acho a tourada um espectáculo deslumbrante, embora não perceba nada do assunto... até nem deveria achar assim tão estranho que tal texto pudesse vir do MST, mas mesmo assim tenho dúvidas de que estas linhas sejam de sua autoria.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

3 Perguntas

(...)
Em relação a isto, ainda fico com algumas dúvidas e questiono:
1) O caso "Catherine Deneuve" foi, definitivamente, esquecido... perdão, arquivado?
2) O ex-ministro retirou a peruca do seu Jaguar e os senhores inspectores ficaram convencidos?
3) Agora os miúdos do Parque vão-se rir com o quê?

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Ficção estereotipada

Vi recentemente um episódio da série “Sexo na Cidade”, que se chamava “Boy, Girl, Boy, Girl...”, em que a principal protagonista da série, a Carrie, andava a curtir com um rapazinho bem mais novo do que ela. Tal não a incomodava, nem às suas três amigas mais chegadas e sempre presentes na série. No entanto, o moço, mais tarde, conta-lhe que antes de ela, houve um ele e aí foi quase o fim do mundo... Era bissexual, portanto. E isso já fazia toda a diferença, mais uma vez: tanto para ela, como para as amigas, excepto para a Sam, claro, a personagem mais liberal da série. Depois de ouvir alguns conselhos das amigas, a cabeça de Carrie ficou ainda mais baralhada e nem mesmo depois de o seu recente boyfriend ter-lhe explicado que não se sentia atraído por sexos, mas sim por pessoas e que naquele momento só tinha olhinhos para ela, a loirinha ficou convencida.
Ambos vão a uma festa de aniversário de um amigo do rapaz e aonde ela acaba por conhecer o ex-namorado dele e mais uma série de amigos deles, tudo bissexual (diz que é uma coisa que se pega!). Um desses amigos é, imagine-se, a Alanis Morissette (já a vi fazer de Deus, agora interpreta uma amiga freak – estava ainda no seu período de cabelo extra-longo e de regresso da sua viagem espiritual à India - bissexual, next?)! No final do episódio, Carrie, o namorado e os seus "novos amigos", terminam todos sentados no chão, entretidos com o “jogo da garrafa”. E no que consiste este jogo? É simples: alguém roda uma garrafa no chão e esta ao parar, indicará quem a rodou irá beijar (rimou... mas foi sem intenção). Chega a vez da nossa "Alanis" e quem lhe calha? A nossa Carrie, óbvio. E ela aceita? Pois claro que não, mas a “cantora” avança e dá-lhe uma grande beijoca... a actriz principal nem mexe os lábios. Sente-se incomodada, envergonhada e desiste do jogo, dizendo que vai sair para comprar tabaco (típico!). The end.

Um episódio que começou com uma interessante alusão à confusão dos géneros e à nossa predisposição para a dualidade masculina/feminina, ao ponto de Carrie perguntar: “se podermos aproveitar o melhor do outro sexo, tornando-o nosso, o sexo oposto torna-se obsoleto?”, mas que depois acaba só por propagandear uma mensagem assustadora desta nova geração (representada pelo o novo namorado) que aí vem, a que ela denominou: “geração bi”.
É triste que tenham transformado a Carrie em tão preconceituosazita personagem. Uma suposta nova-iorquina toda modernaça em que os únicos desvios à sexualidade normalizada com que (con)vive, limita-se a um simpático amigo homossexual, carequinha, rechonchudinho e cheio de tiques... parece-me pouco.
Mas o que mais me traumatizou foi aquele beijo. Foda-se! Quem é que recusa um beijo da Morissette?! Nem que seja, e em última instância, uma boa razão para que ela feche a boca e pare de cantar.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Desabafo de segunda-feira


Fuck me? Fuck you! Fuck you and this whole city and everyone in it. Fuck the panhandlers, grubbing for money, and smiling at me behind my back. Fuck squeegee men dirtying up the clean windshield of my car. Get a fucking job! Fuck the Sikhs and the Pakistanis bombing down the avenues in decrepit cabs, curry steaming out their pores and stinking up my day. Terrorists in fucking training. Slow the fuck down! Fuck the Chelsea boys with their waxed chests and pumped up biceps. Going down on each other in my parks and on my piers, jingling their dicks on my Channel 35. Fuck the Korean grocers with their pyramids of overpriced fruit and their tulips and roses wrapped in plastic. Ten years in the country, still no speaky English? Fuck the Russians in Brighton Beach. Mobster thugs sitting in cafes, sipping tea in little glasses, sugar cubes between their teeth. Wheelin' and dealin' and schemin'. Go back where you fucking came from! Fuck the black-hatted Chassidim, strolling up and down 47th street in their dirty gabardine with their dandruff. Selling South African apartheid diamonds! Fuck the Wall Street brokers. Self-styled masters of the universe. Michael Douglas, Gordon Gecko wannabe motherfuckers, figuring out new ways to rob hard working people blind. Send those Enron assholes to jail for fucking life! You think Bush and Cheney didn't know about that shit? Give me a fucking break! Tyco! Inclone! Adelphia! WorldCom! Fuck the Puerto Ricans. 20 to a car, swelling up the welfare rolls, worst fuckin' parade in the city. And don't even get me started on the Dom-in-i-cans, because they make the Puerto Ricans look good. Fuck the Benson Hurst Italians with their palmaded hair, their nylon warm-up suits, and their St. Anthony medallions. Swinging their, Jason Giambi, Louisville slugger, baseball bats, trying to audition for the Sopranos. Fuck the Upper East Side wives with their Armani scarves and their fifty-dollar Balducci artichokes. Overfed faces getting pulled and lifted and stretched, all taut and shiny. You're not fooling anybody, sweetheart! Fuck the uptown brothers. They never pass the ball, they don't want to play defence, they take fives steps on every lay-up to the hoop. And then they want to turn around and blame everything on the white man. Slavery ended one hundred and thirty seven years ago. Move the fuck on! Fuck the corrupt cops with their anus violating plungers and their 41 shots, standing behind a blue wall of silence. You betray our trust! Fuck the priests who put their hands down some innocent child's pants. Fuck the church that protects them, delivering us into evil. And while you're at it, fuck JC! He got off easy! A day on the cross, a weekend in hell, and all the hallelujahs of the legioned angels for eternity! Try seven years in fuckin' Otisville, Jay! Fuck Osama Bin Laden, Alqueda, and backward-ass, cave-dwelling, fundamentalist assholes everywhere. On the names of innocent thousands murdered, I pray you spend the rest of eternity with your seventy-two whores roasting in a jet-fuelled fire in hell. You towel headed camel jockeys can kiss my royal, Irish ass! (Edward Norton, 25th Hour)

Segunda-feira é o melhor dia da semana para um bom desabafo. Agora dei a vez ao Eduardito, que o fez em frente a um espelho no filme do Spike Lee. Para a próxima serei eu, em frente a um monitor. Vai ser só descomprimir...

sábado, fevereiro 18, 2006

Os otários do costume

“Os Pedreiros do Costume” (Sic Radical, seg, ter, qua e sex às 01.30, sáb às 04.30 e dom às 03.30) assume-se como um “jogo interactivo cuja participação por telefone dos telespectadores é incentivada e onde há raparigas pouco vestidas que vão se insinuando atrás de tijolos digitais estrategicamente colocados no ecrã que impedem uma visão perfeita de todo o terreno de jogo... Quanto mais vezes ligarem, menos capacidade de resistência terão os tijolos que lá vão deixando umas brechas marotas”.

O que eles chamam um jogo interactivo, eu chamo-lhe uma chulice, o que eles chamam telespectadores eu chamo-lhes otários e as “raparigas pouco vestidas que vão se insinuando” chamam-se, na minha terra e não só, simplesmente: strippers.
Pensando bem, esqueçam a parte dos “otários”. O preço da imbecilidade parece-me justo e não vou ser eu a explicar-lhes que sai mais caro passar os serões a fazer chamadas de valor acrescentado, enquanto se tenta ver uma ucraniana semi-despida num écran de TV, do que uma entrada directa no Passerelle e aonde sempre se pode ver o que de facto querem ver, ao vivo e a cores, e sem “tijolos digitais” pelo o meio.

Family Guy

A Sic Radical é de extremos. Continua a apostar na infantilidade e o nonsense do "Curto Circuito" (de onde veio aquele - imberbe - novo apresentador e para aonde foram o Diogo Beja e o Markl?), o inenarrável Wrestling americano e a chulice d' "Os Pedreiros do Costume" (ver o meu próximo post). Mas por outro lado, continua, e bem, com o "Gato Fedorento", o "Ali G", o "South Park", "Médicos e Estagiários" e as novas apostas: "Shameless" e o grande "Family Guy". Fico-me por esta última, na minha modesta opinião, uma das melhores séries cómicas de animação dos tempos mais recentes. Relata as peripécias da família Griffin, nomeadamente do seu chefe de família: Peter, o family guy em pessoa, uma espécie de Homer Simpson ainda mais carismático e barrigudo. Passa às sextas, às 20:30 e repete, pelo menos, aos sábados, às 11:30.


Peter: Oh my god!!! Brian, there's a message in my cornflakes. It says, 'Oooooo.'
Brian: Peter, those are Cheerios.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

MEC e o seu "Elogio ao Amor"

"Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito.
Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas, da lavandaria.
...
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo, de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona?
Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
...
Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
...
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Amém!

A programação da nossa estação pública, pertencente ao nosso (suposto) Estado laico, para o próximo Domingo, dia 19, é a seguinte:

06:55 BOLETIM DAS PESCAS
07:00 OS MISTÉRIOS DE FÁTIMA
08:30 OS TRÊS PASTORINHOS: IRMÃ LÚCIA
09:00 TRANSLADAÇÃO DO CORPO DA IRMÃ LÚCIA
13:00 JORNAL DA TARDE
inclui: O TEMPO
14:10 TRANSLADAÇÃO DO CORPO DA IRMÃ LÚCIA
18:00 DANÇA COMIGO
20:00 TELEJORNAL
21:15 AS ESCOLHAS DE MARCELO REBELO DE SOUSA
21:45 CONTRA-INFORMAÇÃO FIM-DE-SEMANA
22:15 LOTAÇÃO ESGOTADA
DOCE NOVEMBRO
00:15 CASOS ARQUIVADOS
01:15 PERDIDOS
02:00 ÚLTIMA SESSÃO
TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA
04:00 TELEVENDAS

Nem quero imaginar, como seria esta mesma programação, se não o fosse (laico)...
Mas, por outro lado, estou a imaginar a cobertura, mais que completa, dada ao evento pelos noticiários, o Marcelo a rezar o terço, em directo, com a Ana Sousa Dias, os bonecos do Contra só com piadas sobre o Maomé e, no final de emissão, um Televendas especial Fátima, aonde podemos comprar velinhas e santinhos em saldos. "Perdidos", podia bem ser uma série sobre a história de uns investigadores que tinham como missão ir ao Vaticano averiguar o destino de grande parte das contribuições dos seus fiéis, mas não é.
E aquela última sessão também cai ali que nem ginjas!

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

O cúmulo da incompetência

(clicar sobre a imagem para ampliar, s.f.f.)

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Os cowboys também choram


Mudem os nomes ou os géneros das personagens se quiserem. Este é um tipo de filme que toda a gente se pode relacionar, mais ainda, se tiverem passado por alguma situação em que deviam ter dito/feito algo a alguém e que só muito tempo mais tarde percebem da importância dessa acção/palavras na vida da outra pessoa e nas vossas próprias vidas.
“O Segredo de Brokeback Mountain” para além de ser uma arrebatadora história de amor, também nos dá uma grande lição sobre sentimentos contidos (e o respectivo arrependimento).
Estreou, finalmente, ontem.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Comunicar

Nós, portugueses, para comunicarmos indirectamente uns com os outros, sabemos usar um telefone, o correio, normal e electrónico, colocamos um anúncio no jornal, ou mandamos o recado por alguém, por exemplo. Há dias que não estamos muito bem para aí virados e somos mais originais.


quarta-feira, fevereiro 08, 2006

That's somebody else's daughter!


O programa do Dr. Phill já chegou ao nosso país. Assim sendo, não posso deixar de agradecer ao canal Sic Mulher por mais um grande momento de televisão.

Durante um zapping, paro no dito canal e encontro o Sô Dôtor a conversar com um homem (aparentemente) normal:
...
Dr. Phil : Você sabe que isto da pornografia é um problema. Você tem de lutar contra ele!
Homem (aparentemente) normal: Sim, eu sei... mas é difícil.
Dr. Phil : Tenho uma fórmula simples e eficaz para você nunca mais abusar de pornografia... pense que aquelas raparigas que vê nos filmes são filhas de alguém...!!!
Público: OOOOOOOOOhh!!!
*Palmas*

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

O Exorcista (versão reduzida)

Para quem, como eu, não teve paciência para ver o original, aqui fica uma versão de 30 segundos do filme O Exorcista, animada e reinterpretada por uns coelhinhos com muito mais piada. Deliciem-se:

http://www.angryalien.com/0204/exorcistbunnies.html

-is there someone inside you!?
-sometiiimes...

As piores capas de sempre III

And the oscar goes to...

1.
Literalmente e não só, estamos mesmo perante uma obra de merda. Refiro-me só à capa, obviamente... e quem olha para isto fica com alguma vontade de ouvir o que a Millie tem para nos cantar?

sábado, fevereiro 04, 2006

As piores capas de sempre II

5.
4.
3.

2.

Decidi não colocar, para já, o primeiro lugar. Só para criar mais algum suspense...

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

As piores capas de sempre

Sempre tive um grande fascínio por capas de discos/cd's ao ponto de chegar, algumas vezes, a comprar albuns sem saber minimamente do que era composto o seu conteúdo. Já tive algumas boas supresas mas outras bem desagradáveis.
Por outro lado, há capas, que por sua vez, cumprem logo muito bem o seu papel dissuasor. Juntei umas quantas e fiz um top. \o/



10.
9.
8.
7.

6.

Os restantes cinco discos ficarão para um próximo post. Era muita emoção (e beleza) junta.

Queres procriar comigo?

... a noção constitucional de casamento (art. 36º da CRP) pressupõe claramente uma união conjugal e a possibilidade de filhos comuns, o que não dá cobertura ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. (Vital Moreira)


Jorge Miranda limita-se a confrontar esse artigo 13.º com os artigos 36.º e 67.º da mesma Constituição, que relacionam casamento e filhos, os quais só serão possíveis num casamento heterossexual, ou seja, entre um homem e uma mulher.


Com esta “trapalhada” toda, pelo menos, fiquei a perceber que todos os casamentos heterossexuais já celebrados em Portugal em que, por qualquer razão, o casal não possa ter filhos, são inconstitucionais.
Cá está e mais uma vez a teoria das prioridades a funcionar. Típico. Na ausência de outro tipo de argumentação e sempre que alguém avança com uma proposta inovadora neste país, pergunta-se: e que tal antes de pensar-se em casar os paneleiros e as fufas resolverem o problema das listas de espera nos hospitais? Ou a sinistralidade rodoviária nas nossas estradas?... até acabarem com aquilo que verdadeiramente lhes interessa: que desculpa vou arranjar lá na bancada para explicar as férias da próxima semana no Brasil?
Também é esta a teoria que se pode aplicar à interpretação dada ao Casamento, na nossa Constituição, por alguns Exmos. Srs. Drs. Constitucionalistas do nosso país: primeiro é preciso saber se o pessoal está apto para procriar... o resto logo se vê. Eu, depois do que li e ouvi nos ultimos dias, humildamente, ainda questiono: afinal de contas, há alguém que case por amor neste país?

terça-feira, janeiro 31, 2006

Há mulheres com tomates?


Parece que sim e já agora: um advogado com eles no sítio, ajuda sempre "à festa", também. Parabéns, aos três, pela coragem... porque é preciso ter força para suportar a injustiça, mas é preciso coragem para acabar com ela.

Olha quem posta também!

A propósito, também estive no parlamento. Seis meses, com as férias de Natal pelo meio. Não fiz nada. O grande problema era arrumar o carro (não havia ainda uma garagem especial para os senhores deputados) e, a seguir, o almoço, sempre uma aventura naquela parte do mundo. De resto, corria tudo bem. Assinava o "livro", porque a Assembleia da República não confia nos representantes da nação e espera (compreensivelmente) que eles não ponham lá os pés. Só encontrei esta solicitude, aos treze anos, no Liceu Camões. Nessa altura, passava as tardes no cinema, angustiado pela "falta". Em S. Bento, não faltava ou, pelo menos, não faltava muito. Lia os jornais, os que tinha trazido e os do Pacheco Pereira. Nunca levei um livro por causa da televisão, que aparentemente embirra com deputados que lêem livros. Fora isso, conversava e passeava pelos corredores. Passos perdidos, de facto. De quando em quando recebia instruções para votar assim ou assado. Sem um comentário. A direcção da bancada é que sabe e manda. Às quatro e meia da tarde, no mictório nacional, imemorialmente entupido, a urina já chegava à porta (consta que neste capítulo as coisas melhoraram). Às cinco e meia, derreado, voltava para casa. Uma vez por semana, na minha comissão, a Defesa, ouvia um general indescrito repetir o comunicado da USIA sobre a Bósnia. Não se permitiam perguntas. No dia em que me demiti, um bando de jornalistas, de microfone espetado, exigiu explicações.
vpv

segunda-feira, janeiro 30, 2006

2 de Fevereiro de 1954

Local: Avenida António Augusto de Aguiar, Lisboa

Tal como ontem, nevou em Lisboa. Tal como ontem, também em Lisboa, estacionava-se em cima dos passeios.
Pode chover, fazer sol ou cair neve, mas há hábitos que nunca mudam.
(Mais fotos do nevão de 1954 aqui.)

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Gestos

A propósito desta notícia, lembrei-me imediatamente do caso Di Canio. Paolo Di Canio é um avançado da Lazio (Itália), que de vez em quando apanha umas suspensões e multas por fazer a saudação fascista para as claques no decorrer dos jogos, mas continua a rejeitar a ideia que tal possa provocar qualquer acto mais violento. Justifica: «Sou fascista, mas não racista. Fiz a saudação para cumprimentar os meus adeptos e aqueles que partilham as minhas ideias. Mas não quero incitar à violência, muito menos ao ódio racial».

Sendo assim, parece-me justo que Cristiano Ronaldo argumente que aquele gesto que fez, quando foi substituído, não tem qualquer relacionamento com o facto do seu clube estar, na altura, a ser severamente “sodomizado” (de uma prespectiva bem futebolística, claro) pelo o S.L.B., mas sim, porque só pretendia ver de que lado estaria o vento a soprar.

Canio, pá, és lindo e o tio hitler teria muito orgulho em ti, mas preocupa-te mazé em marcar mais golos qu'é para isso que te pagam!

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Indecisão

Estou de acordo com este protesto mas fiquei indeciso. Por um lado sou contra a utilização de animais nos Circos, mas por outro lado, adoraria ver um elefante a soltar uma valente bosta em cima de qualquer elemento do jet set nacional.

Excelente notícia...

... principalmente para quem acabou de comprar, na candonga, um bilhete a um preço inflacionadíssimo para o concerto de dia 8 do próximo mês no Pavilhão Atlântico, que como toda a gente já sabe se encontra esgotado há mais de 3 meses:

Touring The Angel 2005/2006 (Depeche Mode)
LAST UPDATED: January 24th, 2006 - 8:49am (PST)

Fri, Jul 28th, 2006
Lisbon, Portugal
Alvalarde Stadium

Confirmar aqui.

(Alvalarde Stadium? Os lagartos mudaram o nome do seu estádio e eu não sabia... muito mais apropriado de facto!)

segunda-feira, janeiro 23, 2006

O Remake

Consta que as nossa últimas eleições presidenciais convenceram Sofia Coppola a fazer um remake do seu próprio filme. Posso dizer, para já, que o cartaz agrada-me, apesar de notar a ausência nele de Garcia, essa "actriz" sempre, insistentemente, presente mas sempre, sistematicamente, esquecida.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Guns n' Roses - versão 2006

Com um novo álbum a sair e uma "ligeira" mudança de visual (ver o vocalista na foto acima), parece-me pertinente perguntar:
Será que é desta que vamos ver a cara do Slash?

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Uma pequena lembrançazinha*

Relativamente ao meu suposto envolvimento em qualquer lobby gay, lembro a todos os interessados que ainda não caiu nada na minha conta bancária e, mais grave ainda: nem ninguém na minha cama.





*Gosto desta expressão. Até pode ter vários significados, mas acho um piadão quando é utilizada em anúncios de "amizade discreta e sigilosa". Já lá vai o tempo que se baixava o vidro e perguntava-se "Então oh borracho, tudo fino? Quanto levas por uma voltinha aí na tua montanha russa?"

B.M. Soundtrack



01 Gustavo Santaolalla - Opening
02 Willie Nelson - He Was a Friend of Mine
03 Gustavo Santaolalla - Brokeback Mountain 1
04 Emmylou Harris - A Love That Will Never Grow Old
05 Rufus Wainwright - King of the Road
06 Gustavo Santaolalla - Snow
07 Steve Earle - The Devil's Right Hand
08 Mary McBride - No One's Gonna Love You Like Me
09 Gustavo Santaolalla - Brokeback Mountain 2
10 Teddy Thompson - I Don't Want to Say Goodbye
11 Jackie Greene - I Will Never Let You Go
12 Gustavo Santaolalla - Riding Horses
13 The Gas Band - An Angel Went Up in Flames
14 Linda Ronstadt - It's So Easy
15 Gustavo Santaolalla - Brokeback Mountain 3
16 Rufus Wainwright - The Maker Makes
17 Gustavo Santaolalla - The Wings

Para sacar o album:
http://rapidshare.de/files/11201511/bback.part1.rar
http://rapidshare.de/files/11202761/bback.part2.rar
(password dos ficheiros .rar=znutz)

Eu não sou grande apreciador de música country, mas também não é preciso sê-lo para gostar deste disco e ir à lua e vir ao som de “The Wings”, por exemplo, tal como não é preciso ser gay para se gostar deste filme.
Alguma dúvida com a utilização do rapidshare é só deixa-la na caixa de comentários.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Interpretações

Recentemente, uma célebre animadora de rádio dos EUA (o João César das Neves lá da terra) afirmou que a homossexualidade era uma perversão: "É o que diz a Bíblia no livro do Levítico, capítulo 18, versículo 22: Tu não te deitarás com um homem como te deitarias com uma mulher: seria uma abominação. A Bíblia refere assim a questão. Ponto final!".
Alguns dias mais tarde, um ouvinte dirigiu-lhe uma carta aberta que dizia:

Obrigado por colocar tanto fervor na educação das pessoas pela Lei de Deus. Aprendo muito ouvindo o seu programa e procuro que as pessoas à minha volta a escutem também. No entanto, eu preciso de alguns conselhos quanto a outras leis bíblicas. Por exemplo, eu gostaria de vender a minha filha como serva, tal como nos é indicado no Livro do Êxodo, capítulo 21, versículo 7. Na sua opinião, qual seria o melhor preço? O Levítico também, no capítulo 25, versículo 44, ensina que posso possuir escravos, homens ou mulheres, na condição que eles sejam comprados em nações vizinhas. Um amigo meu afirma que isto é aplicável aos mexicanos, mas não aos canadianos. Poderia a senhora esclarecer-me sobre este ponto? Por que é que eu não posso possuir escravos canadianos?
Tenho um vizinho que trabalha ao sábado. O Livro do Êxodo, capítulo 25, versículo 2, diz claramente que ele deve ser condenado à morte. Sou obrigado a matá-lo eu mesmo? Poderia a senhora sossegar-me de alguma forma neste tipo de situação constrangedora?
Outra coisa: o Levítico, capítulo 21, versículo 18, diz que não podemos aproximar-nos do altar de Deus se tivermos problemas de visão. Eu preciso de óculos para ler. A minha acuidade visual teria de ser de 100%? Seria possível rever esta exigência no sentido de baixarem o limite?
Um último conselho. O meu tio não respeita o que diz o Levítico, capítulo19, versículo 19, plantando dois tipos de culturas diferentes no mesmo campo, da mesma forma que a sua esposa usa roupas feitas de diferentes tecidos: algodão e polyester. Além disso, ele passa os seus dias a maldizer e a blasfemar. Será necessário ir até ao fim do processo embaraçoso que é reunir todos os habitantes da aldeia para lapidar o meu tio e a minha tia, como prescrito no Levítico, capítulo 24, versículos 10 a 16? Não se poderia antes queimá-los vivos após uma simples reunião familiar privada, como se faz com aqueles que dormem com parentes próximos, tal como aparece indicado no livro sagrado, capítulo 20, versículo 14?

Olé, Olé...

Oh fáx'avor... são mais quatro destes:




*BEST MOTION PICTURE – DRAMA
*BEST DIRECTOR - MOTION PICTURE (ANG LEE)
*BEST SCREENPLAY - MOTION PICTURE (LARRY McMURTRY & DIANA OSSANA )
*BEST ORIGINAL SONG - MOTION PICTURE ("A LOVE THAT WILL NEVER GROW OLD" Music by: Gustavo Santaolalla; Lyrics by: Bernie Taupin )

Mais vencedores aqui.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Saldos!

Já está tudo muito "escolhido" mas ainda se pode encontrar algumas preciosidades, como estas:

L.I.E - Sem Saída de Michael Cuesta (Grande filme indie com interpretações medianas, mas uma história avassaladora que joga com as nossas suposições e coloca em causa uma série de ideias preconcebidas) - Valentim de Carvalho do Oeiras Parque, DVD, 4,99€



Grupo Musical Enygma - Dá-me Teu Coração (Música Tradicional Portuguesa no seu melhor; análise superficial da capa: a menina comeu o chouriço mas não me parece muito satisfeita, ao contrário do seu suposto sorridente proprietário e já agora, para que raio de febra estão os outros dois elementos da banda a olhar?) - Estação de Serviço da A8, K7, 2,99€

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Super Burlão

Parece que o livro do "Macaco" não está a vender grande coisa. Só tal facto pode explicar isto. Sim... porque não faz qualquer sentido alguém ter dinheiro para comprar e sustentar um Boxster e não o ter para adquirir o respectivo "selo", ou faz?

terça-feira, janeiro 10, 2006

A/C do Expresso:

Com uma legenda adequada, quero esta na próxima edição.
Sempre ao V/ dispor,
aquele abraço.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Cúmulo da parcialidade

As poucas pessoas que aindam tinham algumas dúvidas de qual seria o candidato à Presidência protegido pelo o jornal Expresso, ficaram esclarecidas este fim de semana com a publicação desta foto:

sábado, janeiro 07, 2006

Hardcore em prime-time

“Quando um dia for casada e tiver um filho, vou fazer uma sopa de peixe com o leite das minhas mamas.”

Tomás quase se engasgou com a sopa.

“Como?”

“Quero fazer uma sopa de peixe com o leite das minhas mamas”, repetiu ela, como se dissesse a coisa mais natural do mundo. Colocou a mão no seio esquerdo e espremeu-o de modo tal que o mamilo espreitou pela borda do decote. “Gostava de provar?”

Tomás sentiu uma erecção gigantesca a formar-se-lhe nas calças.

Incapaz de proferir uma palavra e com a garganta subitamente seca, fez que sim com a cabeça. Lena tirou todo o seio esquerdo para fora do decote de seda azul; era lácteo como a sopa, com um largo mamilo rosa-claro e a ponta arrebitada como uma chupeta. A sueca ergueu-se e aproximou-se do professor; em pé ao lado dele, encostou-lhe o seio à boca.

Tomás não resistiu.

Abraçou-a pela cintura e começou a chupar-lhe o mamilo saliente; o seio era quente e macio, tão imenso que afundou nele a cara. Encheu as palmas das mãos com os dois seios e apertou-os como se fossem almofadas, numa pulsão de luxúria, queria-os sentir fofos e gostosos. Enquanto ele a mamava (...).

(O Codex 632, José Rodrigues dos Santos, Gradiva, 11 ª edição, Dezembro 2005, págs. 161-162)

Ao ler isto fiquei a entender melhor aquelas expressões que o jornalista faz(ia) sempre que acaba uma reportagem com passagens de modelos e, cada vez mais, com certezas de que este senhor não deverá abandonar o meio televisivo, por nada deste mundo.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Das duas, uma


Ou O Independente anda mesmo a querer roubar leitores ao 24 Horas e ao Correio da Manhã ou este post deveria era mesmo chamar-se: "O regresso dos tachos que nunca partiram" ou "Do Elefante Branco para o Ministério da Justiça".

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Shit!

Há algo mais desanimador do que passar uma semana - principalmente depois de uma passagem de ano - enfiado num escritório, contemplando dias lindos lá fora, desejando que chegue o weekend e ver isto?


Edit: Depois de desfrutar de um magnífico dia de céu limpo, fico a pensar se alguns "senhores da meteorologia" não rendiam muito mais a servir à mesa (e, também, dispensava-se outras candidaturas).

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Procura-se... bom senso


Este anúncio, teoricamente, tinha todo o potencial para ser um sucesso. No entanto, sabemos que na prática é muito difícil alguém admitir que não é "dono de si" quando continua a fazer o que os outros querem e não propriamente aquilo que quer, pelo menos sem questionar tal facto. A "cura" não é impossível, mas não é tarefa para ser ocupada em part-time e muito menos dando uso à balança da casa de banho lá de casa (ver anúncio da mesma entidade imediatamente acima). Haja "saúde e bem-estar"... e mais bom senso, já agora.

terça-feira, janeiro 03, 2006

Foi preciso ir fazer uma passagem de ano à Nazaré para saber que:

a) “Love Generation” é o hit do momento e não foi preciso ouvi-lo 253 vezes ao longo do fim de semana, entre uma saída a um bar dançante e as festas de rua na última noite do ano, para perceber isso. Bastou ver a reacção que as pessoas têm ao ouvi-lo. Tem um ritmo e um assobio contagiante. Também tem uma letra básica, mas esquecemos isso por uns momentos e temos uma música acima de tudo optimista... aproveitei a boa onda e um dos desejos que pedi, quando soou as doze badaladas, envolvia uma conta bancária e Bob Sinclair;

b) É possível alguém com 16/17 anos “mamar” meia garrafa de Bacardi Lemon em menos de um minuto e continuar (aparente e) perfeitamente em condições;

c) Saber que o hino nacional, que passou num dos quatro palcos presentes ao longo da marginal entre o Sinclair e a Banda Eva, provoque em muita gente a tendência para fazer saudações que pensei que só iria ver dentro dos estádios de futebol ou num dia quando este país voltasse a “tempos mais obscuros”;

d) Para contrariar o frio demolidor que vem do mar e uma chuvada repentina logo no primeiro minuto de 2006, que apanhou toda a gente desprevenida e impossibilitou qualquer fuga, nada melhor que um bom mergulho em água salgada. Claro que a maioria preferiu a outra opção menos corajosa, igualmente eficaz mas de consequências variáveis: o “alcool”. Fracos!

e) É possível fazer uma rave party com uma assistência imóvel, pois alguém achou por bem que o local ideal para as pessoas dançarem seria na areia (molhada, acrescente-se), virando o mini-palco e respectivo DJ para o mar. Se fosse o DJ da noite teria pedido um subsídio de doença (reforço a ideia que a maresia naquela noite não estava para brincadeiras) e outro por fazer figura de palhaço de serviço ao colocar música que conseguisse, naquelas condições, fazer com que as pessoas tirassem os pés do chão;

f) As nazarenas são viciadas em números e em contagens, já que uma delas arrematou-me convictamente logo com uns 10.000, quando lhe perguntei se fazia ideia do número de pessoas que estariam ao longo de toda a marginal e largos adjacentes. Resta saber se esta tendência se deve à contagem que fazem às 7 saias que vestem todas as manhãs ou se às notas que perfazem as 5 centenas de euros que recebem pelo aluguer de suas casas, durante um fim-de-semana de reveillon.

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Vou só ali...

... mudar de ano já venho.

PS - Também queria dizer que ontem foi o dia mais produtivo da minha curta vida bloguiana (3 posts!). Não é para quem quer nem para quem pode, é para quem não tem mais nada para fazer!