terça-feira, outubro 10, 2006
Heroína
quarta-feira, outubro 04, 2006
A sms
Parados, hirtos, fitamos os lábios que dão cor ao nosso desejo, mas apesar disso não lhes tocamos, talvez com medo de borrar o fresco... E a pintura entristece, perde a cor...
O nosso desejo encarece de mais uma oportunidade falhada, inútil e afastamo-nos a passo pesado, deixando para trás um quadro do qual podíamos ter sido autores, mas porque o medo nos regelou a mão, deixamos incompleto, imperfeito...
O que dizer disto?
Não é todos os dias que se recebe uma sms assim é certo.
Não fico indiferente, por mais que tentasse, a estas palavras. Haveria quem, no meu lugar, rejubilasse de alegria certamente. Também haveria quem fugisse a sete pés. E eu? Eu fico com medo. Não me iludo. Isto não é só uma simples mensagem mais carinhosa de alguém que gosta da minha companhia ou que os meus beijos lhe possam despertar a sua veia poética. Tenho consciência da sua mensagem inerente. E é daí que vem todos os meus receios. Posso até ser um digno merecedor de tão belas palavras, mas tenho muitas dúvidas se estou no meu melhor momento para as receber. Mas enfim... gosto que me supreendam e isto até pode ser um bom começo para despertar aquele meu lado mais romântico e sensível que anda para aqui escondido. Talvez, só por isso, já tenha valido a pena.
Ao mesmo tempo que acabo de ler esta mensagem no telemóvel, salta-me diante dos olhos uma notícia no “Portugal Diário” que faz referência a uma pesquisa da revista britânica «Best». Diz que 70 por cento dos casais ingleses admitem que uma «flir-delity» (fusão entre o «flirt» e a «fidelity» (fidelidade)) ajuda a fortalecer as relações duradouras e a aumentar a auto-estima.
Enquanto que mais de meio-mundo anda por aí a brincar aos “casamentos de faz-de-conta”, fiquei a pensar se em vez de estar para aqui a “queixar-me” e a levantar uma série de questões pelo o conteúdo desta sms, se não deveria considerar-me um privilegiado por receber, de vez em quando, estes pequenos grandes gestos de carinho tão raros e fora de tempo mas que me fazem sentir tão bem? Ou seja, há que esclarecer: são estas coisas tão simples da vida que nos podem fazer aumentar a nossa auto-estima, um flirt aumentará o nosso espírito de aventura e, acima de tudo, a nossa tesão. São conceitos “ligeiramente” diferentes, diga-se.
Num mundo em que as pessoas estão cada vez mais predispostas a aceitar um sinal de engate espontâneo em vez de meia dúzia de palavras bonitas e mais profundas, um acto como este é, afinal, mais que uma prova de romantismo, uma prova de surpreendente coragem.
segunda-feira, setembro 25, 2006
Caetano veio-se
Oiçam a faixa nº10 (Por quê?) e reparem na subtileza da letra.
quarta-feira, setembro 20, 2006
quinta-feira, agosto 31, 2006
terça-feira, agosto 29, 2006
"Querida, comprei um presente... para mim!"
Uma colega contava que o marido de uma das suas amigas tinha adquirido um vibrador e parece que, para espanto de todos, e especialmente da dita esposa, tal presente não era para ela, nem para qualquer possível amiga ou amante, mas para o próprio...
A minha colega disse que ficou embaraçada e não soube o que responder quando a amiga lhe questionou: “Ele é e sempre foi óptimo na cama mas... agora apareceu isto... qual será o problema dele???”
Eu se não tivesse com pressa e com pouca vontade de criar assunto para mais meia-hora de tagarelice, ainda lhe respondia: “O único problema desse senhor foi ter arranjado uma mulher desbocada e muito pouco criativa a nível sexual”.
segunda-feira, agosto 28, 2006
Génio

Larry David está por detrás (e pela frente, respectivamente) de duas das melhores séries de comédia americanas de todo o sempre: "Seinfield" e "Curb your entusiasm". A primeira, pelo menos, já toda a gente ouviu falar e dispensa comentários, a segunda passa actualmente na 2:, aos sábados, às 22:30. Chamaram-lhe: "Calma Larry". A forma como este senhor transforma um dia-a-dia repleto de coisas simples e banais em situações caricatas, é do mais genial que vi em séries do género.
Já não me ria tanta desde que vi a Alexandra Lencastre a fazer de empregada de limpeza / de supermercado, pobrezinha, ex-presidiária, amante, ... numa telenovela da TVI.
sexta-feira, agosto 25, 2006
quarta-feira, agosto 23, 2006
segunda-feira, agosto 21, 2006
FastLove
Elas (as relações) são, realmente, um fruto do acaso e do encontro de duas pessoas e vontades no momento certo. Por isso a solução, para quem esteja mesmo para aí virado, é tentar. Tentar, tentar... às tantas acaba mesmo por acontecer: aparecer outra pessoa que esteja também para aí virada.
Não podemos é projectar as nossas formas de estar nos outros, nem exigir que se guiem pelos mesmos trâmites e objectivos. E, importantíssimo: ter consciência das nossas fragilidades. Torna-se necessário controlar a forma como abrimos as nossas “defesas”, sem ninguém nos ter pedido. Se tal acontecer, é sinal de que sofremos de uma enorme carência de afectos e/ou podemos estar a procurá-los aonde eles não existem (local inadequado e/ou pessoa errada).
Também é preciso saber que nem todo o tipo de envolvimento conduz a uma relação afectiva (e efectiva) e que há tantas outras formas de estar bem com os outros.
sexta-feira, agosto 11, 2006
FastSex
O prazer, o orgasmo, o sémen, fica tudo ali, naquele local “impróprio”, e “foge-se” o mais rápido que se poder, para que aquele “sentimento de culpa” não regresse. Para isso é necessário que se restabeleça o quotidiano normal e que se mantenha inquestionável a natureza de todo aquele desejo. Assim é, de facto, mais fácil: arremedeia-se a coisa, sem pensar muito no assunto, até ao próximo “despejamento”.
E é assim tão mau só querer “despejá-los”? Claro que não, é bom, sabe bem e até os médicos recomendam. Mas é preciso ter consciência de que se é isso que se dá, será só isso que se recebe.
quarta-feira, agosto 09, 2006
"... nós só somos distraídas, pah!"
sexta-feira, agosto 04, 2006
Culpa, eu?
Ainda referente ao caso "Gis", “transcrevo” na íntegra um dos melhores artigos de opinião que li nos últimos tempos. Saiu na edição de ontem do Público e é da autoria de Madalena Barbosa, especialista em igualdade e género.Que futuro vai ser o destas crianças, que cometeram um crime grave e sério e que dele são desculpadas? Serão inimputáveis, terão pensado que Gisberta voaria para fora do poço sozinha? Que cidadãos vão ser estes?
Com certeza já toda a gente assistiu a este tipo de cena edificante: o menino, ou menina, anda correndo pela sala. Na alegria do movimento, esquece onde está e bate com a cabeça na cadeira. A mãe, ou pai, corre preocupada. Parar o choro é a urgência, o remédio é a vingança. Assiste-se então ao triste espectáculo, a mãe diz: "Má, feia cadeira que magoou o meu menino!" E bate na cadeira. A compensação oferecida à criança é, portanto, a vingança num móvel imóvel. Não se lhe diz: "Tenha cuidado, olhe para onde vai, veja o que está na sua frente, não se esqueça de onde está." Lição aprendida: a culpa é da cadeira, a consolação é a vingança. Eu não sou responsável. É o mundo material contra a "inocência".
Assim educadas as gentes, não é de espantar que ninguém nesta terra seja responsável por coisa nenhuma.
Há um acidente de estrada? A culpa é da estrada. Ou da árvore que ali estava e não devia. Há fugas de informação do Ministério Público? A culpa é dos jornalistas, ou da informação que tinha pernas. Há descalabro nas finanças? A culpa é das finanças, ou seja de ninguém, o dinheiro corre. Hoje existe mesmo uma "culpada por excelência", a informática. Foi o computador. A máquina enganou-se, eu não. E, se for caso disso, encontra-se um ou uma empregada qualquer, de preferência na base da carreira, que é responsável pelo engano. Erros de informática, erros na feitura de testes de exame, erros nas contas públicas, culpa de alguém? Nem pensar, estas coisas acontecem.
Houve já um acórdão de tribunal sobre um caso de violação de uma menina de 14 anos, em que o violador, apanhado em flagrante delito pelo pai da criança, não foi considerado culpado porque a menina era muito alta. Um metro e setenta e cinco. Logo era culpada por não se ter defendido, mesmo com 14 anos, mesmo sendo o violador um adulto da sua família. Portanto atenção meninas e meninos: acima de um metro e sessenta não há violação.
No célebre caso da criança que apanhou um choque ao carregar num botão de semáforo para atravessar a rua, a culpa foi do semáforo.
E chegamos ao absurdo. A mulher morta pelo marido, vítima de homicídio provado, foi a culpada por ter queimado o jantar. E Gisberta, espancada e atirada a um poço por um grupo de "inocentes criancinhas", foi culpada por ser o que era, pobre e transexual. Mas não só ela, o poço teve grande parte de responsabilidade. Estava ali, tinha 15 metros, era acolhedor. Sugiro que se instaure um processo ao poço. As crianças assim aprendem mais uma lição: não têm culpa, não são responsáveis. Não querem estragar-lhes o futuro.
Que futuro vai ser o destas crianças, que cometeram um crime grave e sério e que dele são desculpadas? Serão inimputáveis, terão pensado que Gisberta voaria para fora do poço sozinha? Que consciência, que cidadãos vão ser estes? Como ficará marcado este episódio na sua memória? Lição aprendida: a culpa é de Gisberta, diferente e inferior, sem importância e que não devia, à partida, existir.
Quando se trata deste tipo de crime, crimes de ódio e de género, baseados no sexo que uma pessoa ostenta ou na sua orientação sexual, é costume, brando costume, culpar-se a vítima. Normalmente mulheres, são culpadas por estar ali, por estarem assim vestidas, por não se defenderem como deveriam, por ter sorrido, ou por estarem sérias, por ter aceite uma boleia ou um convite para um copo. São culpadas e é esta a descendência de Eva.
Isto é tanto mais óbvio quanto as manifestações populares o provam: a família do agressor defende-o acerrimamente, todos dizem "não vão estragar a vida ao homem por uma coisa destas" (coisa que é estragar a vida a uma mulher). Tal como no caso das prostitutas de Bragança, a culpa é das mulheres prostitutas e não dos numerosos clientes que lá vão. A culpa é da amante e não do marido, esse que faltou à palavra, que mentiu, que enganou. Ou da circunstância: "Um homem não é de ferro." Que equivale a dizer que um homem não tem querer, nem vontade, nem capacidade de escolha. É antes governado por instintos. E por isso é um coitado. Não lhes estraguem a vida. Não têm culpa. A culpa é da cadeira.
quinta-feira, agosto 03, 2006
Menores devem ser tratados como adultos em casos de crime de sangue?
O conceito de idade da razão ajuda a ver claro: adolescentes de 12, 15 e 16 anos sabem distinguir o bem do mal, seja qual for o meio social em que vivem. Divertir-se à custa do sofrimento alheio, desrespeitar a vida humana causando ofensas à integridade física, recusar auxílio, profanar um cadáver não são brincadeiras de mau gosto. São crimes, cometidos com maldade consciente – e exigem castigo.
João Ferreira, Editor de Sociedade
NÃO
As crianças são as principais vítimas dos adultos – que, normalmente, se esquecem que também foram crianças. São fruto de uma sociedade que não as sabe acarinhar e, muitas vezes, de famílias completamente desestruturadas. Mergulhadas nesta inconsciência colectiva, andam ao deus dará. Algumas, tornam-se perigosas. Devem ser punidas, obviamente. Mas na devida proporção.
Paulo João Santos, Grande Repórter
No Caso Gisberta votava "sim", sem pestanejar.
quarta-feira, agosto 02, 2006
A “causa do costume”
Será tal causa suficiente para explicar a nossa desgraça nas estradas?
Concordo com quase todas as penalizações legais aplicadas no código da estrada, no que diz respeito ao “excesso de velocidade”, mas não consigo conduzir devagar. O facto de possuír um cadastro limpo, a nível de sinistros, com 10 anos de carta na categoria B e quase 4 anos na categoria A, não me dá o direito de cometer qualquer ilegalidade por excesso de velocidade, mas para além de enriquecer a minha companhia de seguros, tal sempre pode explicar alguma coisa... nem que seja a nível estatístico.
Eu conduzo nas estradas portuguesas. Actualmente faço em média cerca de 150 Km diários e continuo a achar que os verdadeiros assassinos em potência nas nossas estradas não mais os condutores que andam a pouco mais de 120 Km/H nas nossas auto-estradas e a pouco mais de 50 Km/H dentro das nossas localidades (informação adicional: segundo o Plano Nacional de Prevenção Rodoviária do MAI, a maioria dos acidentes dentro das localidades ocorrem por colisão e os acidentes com peões ocorrem durante o período nocturno), que aqueles que insistem em manter-se numa faixa à esquerda quando possuem uma faixa livre mais à direita, ou os que acham que o manípulo que sinaliza a mudança de direcção é um mero objecto de decoração do tablier, como o cd ou a santinha pendurados no espelho retrovisor, só para dar dois exemplos. Claro que um automobilista ou um motociclista que venha em “excesso de velocidade” e seja confrontado com uma destas “transgressões menores”, mais dificilmente conseguirá corrigir uma manobra. E quando a asneira antecedente é grande, o acidente torna-se inevitável, quer-se venha em “excesso de velocidade” a 60Km/H ou a 140Km/H, os estragos consequentes é que podem ser bem diferentes. Mas porque será que em tais situações o motivo apontado será sempre o “excesso de velocidade” e nunca uma “alergia crónica à faixa da direita” ou uma “mudança de direcção sinalizada por telepatia”, por exemplo?
Continuar a apontar a “causa do costume” como única justificação para a nossa alta taxa de sinistralidade, é o mesmo que dizer convictamente que o Benfica vai ter um início de época prometedor. Só acredita quem quer.
quinta-feira, julho 27, 2006
Porcos vs Porcas

Sinceramente não sei o que é pior:
- os “porcos” armados em púdicos, que dizem coisas tão curiosas como: “elas mostram as mamas porque sabem que isso rende... e quem as for comer ja nao acha graça nenhuma porque ja viu tudo”, o que só prova que estes novos “porcos” cibernautas andam cada vez mais exigentes, pois só “comem” aquilo que não vêm, ou seja, na prática: nada! Eu se fosse “porca” ainda respondia-lhes: “Dahhhhh... e se transarmos de luz apagada?”
- ou as próprias “porcas”, que se limitam a apresentar-se publicamente pelo o seu lado mais provocante e fútil, competindo, umas com as outras, para conseguirem os perfis mais visualizados do Hi5. E basta-lhes isso para atingirem um estado de felicidade tal que me ultrapassa. Sim... porque o silicone “rende”, muito! Um cirurgião plástico que o diga.
Por onde andava mesmo a peste suína?
terça-feira, julho 25, 2006
segunda-feira, julho 24, 2006
Papinha toda feita
“Puto até 16 anos pra kota. Manda toke ou sms pra 9 X X X X X X X X”
“Se és teen e sentes-te sozinho e carente, liga-me 9 X X X X X X X X. Sou o homem que te dará tudo o que precisas.”
Deixo aqui uma sugestão à nossa PJ. Não necessita de envolver grandes meios técnicos, financeiros e humanos. Basta, tão somente, contratarem um estagiário que tenha como única e exclusiva função, ler e anotar alguns números de telefone que vão passando pela página 603 do teletexto da SIC.
Melhor que isto: só se os pedófilos começarem a apresentar-se directamente nas nossas esquadras!
terça-feira, julho 18, 2006
Coisa feia, a inveja

O Monstro

A vida é engraçada. É dura e ao mesmo tempo é estranho como as coisas podem ser tão diferentes como imaginamos.
Era apenas uma criança quando o clube 4-H montou uma linda e gigante “roda gigante” que iluminava o céu à noite. Chamavam-lhe “O Montro”.
Achei que era a coisa mais fixe que já tinha visto.
E eu estava ansiosa por andar nela. Mas quando pude fazê-lo, fiquei com tanto medo e enjoada, que me vomitei toda, antes mesmo de ter completado uma volta.
Eu amava-a.
E uma coisa que jamais alguém conseguiu perceber em mim... ou acreditar, é que eu era capaz de aprender. Eu era capaz de me treinar para qualquer coisa.
As pessoas sempre desconfiaram das prostitutas. Nunca nos deram hipóteses, acham que escolhemos o caminho mais fácil. Mas ninguém podia imaginar a força da vontade necessária para fazer o que nós fazemos. Andar pelas ruas, noite após noite... sermos agredidas e levantarmo-nos de novo. Mas eu sabia. E passou-lhes completamente ao lado.
Não faziam ideia que eu era capaz de me disciplinar quando acreditava em algo. E eu acreditava nela.
O amor conquista tudo...
Tudo tem um lado positivo...
A fé pode mover montanhas...
O amor encontra sempre um caminho...
Tudo acontece por uma razão...
Enquanto há vida, há esperança...
Têm de nos dizer qualquer coisa, não é?
Ailleen Wuornos, prostituta, interpretada brilhantemente neste filme por Cherlize Theron, foi executada em Outubro de 2002, depois de ter confessado o assassínio de seis homens, seus clientes (incluindo um polícia). Há quem a recorde por ter sido a primeira mulher serial killer na história dos E.U.A., eu prefiro recordá-la com este filme e acima de tudo com estas palavras.
sexta-feira, julho 14, 2006
Nós, os hipertensos
A hipertensão arterial não é mais que o aumento da pressão com que o sangue circula pelas artérias do corpo humano. É, por isso, mais uma doença circulatória e nem tanto, e ao contrário do que à partida se poderia julgar, uma doença “cardíaca”. Para além de que, cerca de 95% dos casos de hipertensão, não é identificada a sua causa e chamam-na, por isso, de “essencial”.
Os hipertensos são pessoas normais, só que vivem tudo com mais intensidade e, simultaneamente, precaução que as outras pessoas, digamos, mais “normais”. Eu sou hipertenso.
Não conseguimos lidar com as situações com calma ou ligeireza. Para nós tudo é mais complexo do que aquilo que aparenta e tudo tem que ser feito o mais rapidamente e o melhor possível. Os hipertensos também são perfeccionistas e digerem os erros e as falhas de uma maneira bem diferente das outras pessoas que possuem uma tensão arterial normal ou baixa. Nós fazemos uma auto-avaliação dos nossos actos e raramente essa setença nos é favorável. O stress já nem é um problema, é um modo de vida.
Uma das piores consequências da hipertensão é a ansiedade. É terrível! Um ataque cardíaco pode matar-nos de uma vez, a ansiedade mata-nos aos poucos. É muito instável a nível da sua intensidade, mas está sempre presente e só é controlável, tal como a doença que a origina, através do uso de medicação.
E ainda há quem diga que a tensão arterial alta não causa qualquer sintoma... ou que, de certa forma, não se sinta nada?
A minha hipertensão é hereditária e essencial, não está relacionada com qualquer outra doença, tenho colesterol baixo, não tenho diabetes, nem excesso de peso, não gosto de comida salgada e os meus consumos de álcool e de tabaco sou pouco relevantes. As minhas análises, que faço dois em dois anos, são um mimo. Sou um rapazinho bastante saudável, só que ao contrário de outros em que o seu pai lhes herda um duplex num condomínio de luxo no Algarve, ou um conjunto bem razoável de dívidas para pagar, o meu passou-me uma doença incurável mas, quase, perfeitamente controlável.
Às vezes quando me sinto mais exaltado e deveria procurar acalmar-me, nem penso nos riscos consequentes desse estado de euforia. Sinto o meu coração a bater, forte e depressa, e também nem penso que ele possa estar tão perto de parar de vez.
quarta-feira, julho 12, 2006
Os Keane
“Under the Iron Sea” é um disco pop, simples, modesto e despretencioso. Aliás, tal como o seu disco anterior. Ou seja, não desilude (mas também não surpreende).
Os Keane têm tudo para ser uma boa banda a abater. A odiar, portanto. Fazem melodias que dificilmente esquecemos e as suas canções são fáceis de trautear, são um sucesso junto do grande público e isso, consequentemente ou não, assusta a crítica, mesmo aquela que acaba por passar os seus ouvidos pelos discos deste trio e afasta os ouvintes mais exigentes de música, nem que seja pelo simples facto de que os seus singles passam na RFM! No entanto, estes elitistas esquecem-se que essa mesma estação também inclui ou já incluiu nas suas playlists Pixies, Lloyd Cole e Prefab Sprout...
Ainda está para nascer alguém que me explique, sem ser por motivos preconceituosos, que não é possível gostar da pop melancólica dos Keane e simultaneamente vibrar com coisas tão díspares como o post-metal dos Isis, o art-punk dos Les Savy Fav ou indie-rock dos Tapes n’Tapes.
A penúltima faixa de “UTIS”, “Broken Toy”, com uma letra (ainda) mais deprimente e cantada por Thom Yorke seria o single alternativo do ano, mas como é cantada por um tipo que parece ter saído directamente de uma história popular da autoria de J. R. R. Tolkien, não passará, para os experts musicais, de lixo pop.
Há claras influências de U2? Sim e daí? Também me pareceu que os moços andaram a ouvir, com alguma regularidade, os discos dos anos 80 dessa banda irlandesa e não me parece que tenham tido assim uma tão má opção – no entanto, para mim, o melhor álbum dos U2 só apareceu na década seguinte e baptizaram-no de “Achtung Baby”. Continuando esta onda de comparações e por mais que custe admiti-lo, a verdade tem que ser dita: a pop dos Keane é bem mais interessante que a pop ou o rock (ou aquilo que quiserem chamar; eu tinha um nome giro, mas não se costuma inserir na classe das categorias musicais) que os U2 fazem actualmente.
terça-feira, julho 11, 2006
segunda-feira, julho 10, 2006
Ganda Crómio
quinta-feira, julho 06, 2006
terça-feira, julho 04, 2006
sexta-feira, junho 30, 2006
Post do Ano!
AS MULHERES E AS FOTOS
A Mulher é um animal que adora ver fotos. Não há qualquer dúvida nisso. Mas gosta principalmente de ver fotografias das amigas e seus filhos na praia. Ora, os filhos nesses instantâneos são um acessório, pois o que realmente as mulheres querem ver são as colegas ou amigas de fato de banho ou biquini! E pergunta o incauto leitor: “Para quê? Será que se esconde uma lésbica dentro de todas as mulheres!?” Não seja estúpido, com mil repolhos! A respostas é simples. Para se aperceberem se as mães têm pneus na barriga ou celulite nas nádegas. As fotografias vão-lhes parar à mão e, enquanto tecem rasgados elogios à crinaça, dizendo que está grande, observam minuciosamente as partes de acumulação de gordura nas mães. Bicho versátil, a Mulher, que consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo. Nos homens é tudo muito mais simples. Um gajo diz logo: “a tua mulher está gorda!” ou “a tua mulher é toda boa!” e acabou-se o assunto. Pode também dizer “a tua filha tá crescida”, o que pode não ser um elogio, mas antes um comentário rebarbado. São visões...
posted by capitulo @ 20:19
3 Cometários:
capitulo said...
Cara Cátia:Quem é a leitora? Identifique-se por favor! É que uma mulher reconhecer isso é fora do comum. Ou será antes um travesti...?Saudações blogosféricas
22 Maio, 2006 22:48
agent said...
Eu não tenho problemas desses porque nem eu nem as minhas amigas temos celulite. Por isso, geralmente, quando vemos as fotos umas das outras limitamo-nos a apreciar somente a paisagem, os fatos de banho e as pernas dos namorados, claro.
30 Junho, 2006 13:37
quarta-feira, junho 28, 2006
Ana Meloa(s)


Não deixem de visitar o site desta artista. Recomendo as fotos.
O meu sobrinho (de 11 anos), que nem é grande apreciador de música popular nacional, gosta muito dela. Agora percebo melhor porquê. Fiquei "buérérés" esclarecido!
sexta-feira, junho 23, 2006
1 ano
Conversa entre duas mulheres... de verdade
- Porquê?... nos outros dias não estou?
- Não é isso, é que hoje pareces mesmo uma mulherzinha de verdade! Não exageraste na maquilhagem... Estás cada vez mais parecida comigo. Até na maneira de vestir...
- Sabes que sempre foste a minha referência para a mulher que nunca serei... mas vou tentando. O facto de sermos irmãos também ajuda.
- Eu perdi o meu irmão querido mas ganhei uma irmã quase gémea e uma grande amiga. E tu, o que ganhaste?
- Juízo, se calhar não foi. Sei lá... ganhei um novo género e capacidade de resistência para suportar algumas adversidades consequentes.
- E homens?
- Também.
- Mas para isso não precisava de mudar de nome e colocar mamas de silicone.
- Homens de verdade?
- O que são homens de verdade?
- Mais que ninguém tu sabes... a tua transformação... ou estou enganada?
- Se um homem de verdade é aquele em que a sua mente nunca entra em conflito com o seu próprio corpo, então não estás. Não sou um homem de verdade, nem sou uma mulher de verdade! Mas na verdade, que merda serei eu?
- Se calhar podes ser isso tudo simultâneamente...
- Vê la se te decides, querida.
- Esquece... sabes bem do que falo. Tu própria já usaste este termo em conversas comigo, na tua pré-história, quando andaste perdida pelo meio gay. Não podes negar aquilo que efectivamente procuras... mas o que queria saber, é se tens encontrado?
- Não e sinceramente tenho medo que encontre um, que me apaixone por ele de tal forma que fique sujeita a fazer-lhe todas as vontades, a suportar todos os seus vícios, a desculpar todas as suas infidelidades e por aí adiante. Tudo isto sem reclamar e correndo o risco de um dia te aparecer à frente com um olho negro.
- Credo... que exagerada! Para ti todos os homens de verdade são uns filhos da puta, autoritários, infiéis...
- Não são... Tu conheces bem o homem com quem partilhas a tua cama?
- Acho que sim. Se não confiasse no Rodrigo não viveria com ele, não achas?
- Não basta confiar Sara! É preciso conhecê-lo e não te deixes impressionar pelas aparências e o que deseja à tua frente... tens que ir mais além.
- Aonde?
- Eu ia muito ao Conde Redondo e conheci muitos homens de verdade.
- Conheceste ou fodeste?
- Ambas.
- Mas como é que eu que partilho uma vida com um hà 2 anos conheço pior os homens que tu, que só lhes proporcionavas prazer por escassos minutos?
- A única diferença é que para eles é muito mais fácil revelar os seus mais intímos desejos à traveca da esquina do que com quem dormem todas as noites. Os mais intímos segredos não se contam, ou então contam-se a alguém pago para isso e predisposto a aceitá-los com mais facilidade. E o facto de se ser de um sexo incógnito ajuda muito. Podemos ser o que tu quiseres, posso ser homem ou ser mulher. Realizamos-te a tua mais secreta fantasia... Conseguimos ter essa versatilidade que tanta gente repudia ou atrai, mas que ninguém fica indiferente.
- Lindo! Assim como estás... nunca poderás ser uma mulher completa.
- Não serei. Falta-me ainda aquilo que faz a diferença entre a mulher que eu sou e a mulher que tu és. No fundo uma das razões pela qual o Rodrigo te escolheu para companheira a ti e não a mim.
- Aquilo que faz muita diferença. Ahahah...
- Isso faz uma relativa diferença, mas sinceramente não me preocupa o facto de ser preterida só pelo o facto de não ter uma racha entre as pernas. Prefiro que me admirem por outros atributos.
- Ai... Os homens só se interessam pelas nossas rachas?
- Isso é uma dúvida ou uma lamentação, querida? Não és tu que conheces melhor os tais "homens de verdade"?
sábado, junho 17, 2006
"Homophobic Thuggery"
domingo, junho 11, 2006
Oh Nelly!

Quem diria que esta senhora poderia fazer um dos discos mais viciantes deste início de verão? A mãozinha de Timbaland explica grande parte da proeza, mas ela também está a cantar melhor que nunca. Tem uma faixa com o Juanes, duas baladitas, para não variar, mas desta vez nem há hinos a pedir uma forca.
terça-feira, junho 06, 2006
Para além de ser estúpido, é burro!
Fonte da direcção nacional da PSP confirmou à Lusa a detenção de um homem, que não identificou, na sequência da promoção da reportagem "Existe extrema-direita?" transmitida ao longo do dia nos blocos noticiosos da estação estatal."
A PSP através de mandado judicial procedeu hoje à tarde em Lisboa a uma busca domiciliária da qual resultou a detenção de um homem e a apreensão de uma espingarda caçadeira e de um revólver, além de outros materiais proibidos", disse à Agência Lusa Hipólito Cunha, das Relações Públicas da PSP.
CFF.
Lusa/Cont.Agência LUSA"
Espero que lhe arranjem para companheiros de cela uns africanos ou uns emigrantes de leste... só para discutir uma meia-dúzia de ideias sobre emigração.
sábado, junho 03, 2006
Vocabimobiliário
Apartamento com vista total de mar e de serra => Apartamento que dispõe no último andar do prédio um terraço comum que possibilita ver ao fundo do horizonte, qualquer coisa que se pode identificar como um “mar” e uma “serra” mas também, com mais alguma imaginação, pode ser as maldivas e os pirinéus;
Apartamento com vista desafogada => Apartamento com vista desafogada se não estivesse em projecto construir na sua frente mais um aglomerado de prédios das mesmas dimensões do prédio aonde este se insere;
Apartamento remodelado por um arquitecto => Apartamento bem pintado, com tectos falsos e luzes embutidas, recheado com móveis modernos;
Apartamento a precisar de pequenas obras => Apartamento irremediavelmente precisa de ser reconstruído na sua totalidade (canalizações, electricidade, tectos, ...)
Apartamento numa zona calma => Apartamento localizado em zona sossegada por períodos de 10 em 10 minutos, enquanto não passa o comboio a 30 metros de distância do prédio em questão;
E por aí adiante...
As casas e as pessoas
A procura de uma casa é um processo muito semelhante á procura de uma pessoa para a nossa vida. Quando se faz uma visita a um imóvel, o seu aspecto exterior é muito importante e faz com que fiquemos logo com uma opinião generalizada de como é a casa no seu todo, mas no entanto e tal como as pessoas, depois o seu interior acaba, sempre, por nos revelar algumas surpresas, boas ou más. E não nos podemos esquecer que é lá dentro que vamos habitar.
Chegou a haver dias que visitei mais de cinco imóveis num só dia e como se pode imaginar, não é fácil memorizar todas as características de cada casa e por tal, chegava a tirar alguns apontamentos dos pormenores mais importantes para mais tarde poder fazer comparações. No entanto, não deixava ser curioso que quando saía de um imovel após a visita, conseguia com muita facilidade fazer uma análise muito prática do que tinha acabado de ver. No fundo, tudo se resumia a um gostei/não gostei. Não era necessário reflectir e, afinal de contas, não era necessário sequer ponderar os prós e os contras. Mas para além desta avaliação primária, havia todo um processo de criação de ideias que se fazia depois, já longe do meu campo visual, a nível do inconsciente. Com o conhecimento de pessoas acontece exactamente o mesmo, o primeiro contacto é fundamental na criação da nossa opinião acerca dela e quando saímos de junto dela, o nosso subconsciente trata do resto.
Isto, obviamente, permite a criação de ilusões sem limites. Basicamente quando uma casa me interessava, o que fazia posteriormente era ver-me dentro dela, habitá-la. E neste plano imaginário, tudo é irreal, sobretudo as áreas. Assim sendo, uma sala que na verdade tinha uns 26m2 cresce pelo menos mais uns 10m2 na nossa imaginação. Também há a questão dos detalhes: se uma pequena racha numa parede pode desgraçar por completo a avaliação global de uma casa, também aquele sinalzito na testa daquela pessoa, transforma-se, em segundos, numa verruga de proporções assustadoras.
Sou realista e tenho consciência que as casas, tal como as pessoas, poderão não ser para toda a vida, mas já que temos essa possibilidade de as escolher, que façamos o melhor e para o mais longo tempo possível. Por isso há que ser selectivo, mas atenção, com uns certos limites! Pois tal como dizia um dos agentes imobiliários que me mostrou casas: “se as pessoas não são perfeitas como querem encontrar uma casa nessas condições?”.
sábado, maio 06, 2006
1,423 euros
sexta-feira, maio 05, 2006
Ganhe como nós!
Entretanto o BES também já aderiu a esta modalidade de pôr os seus clientes a pagar parte dos honorários do jet-set tuga.
quinta-feira, maio 04, 2006
ETA fashion


E o que me dizem desta nova tendência de sweat com capuz e dois buraquinhos? É roupinha para se usar assim numa ida ao banco ou à ourivesaria?
sexta-feira, abril 28, 2006
A Bola (jornal)

Quando a parcialidade e o mau gosto andam de mãos dadas, o resultado nunca pode ser grande coisa.
Ver o resto da história aqui: http://odragao.blogspot.com/
Evolução
"Igreja dá luz verde aos preservativos"
“Um mal menor”?
Daqui a uns anos vão concluir que o sexo sem objectivos de procriação até “pode ser giro”, a homossexualidade pode ser “tão natural como a sua sede” e a pedofilia, para além de ser um crime, é “um pecado”!
quinta-feira, abril 27, 2006
quarta-feira, abril 26, 2006
Chegou o verão (e o escaldão)
sábado, abril 22, 2006
O que eu gosto destes "estudos"!
Um outro estudo vai comprovar que a burrice dos homens é directamente proporcional ao volume da sua conta bancária (ou dos cartões de crédito), da cilindrada do seu carro, do valor das roupas que veste e por aí fora... e inversamente proporcional ao tamanho do seu pirilau.
O Michael Moore que se cuide...
http://video.google.com/videoplay?docid=-2023320890224991194
quarta-feira, abril 19, 2006
terça-feira, abril 18, 2006
A TVI e as audiências I
domingo, abril 16, 2006
As pessoas que nunca deviam ter nascido:
- Benito Mussolini
- António O. Salazar
- Augusto Pinochet
- Pol Pot
- Mao Tsé-Tung
- Saddam Hussein
- Slobodan Milosovic
- Alexander Lukashenko
...
- o gajo responsável pela a auto-promoção na SIC; especificamente as promoções ao mundial de futebol e ao Rock in Rio. Já não posso ouvir mais aquelas músicas da treta e ainda falta tanto tempo... e nem a maioria dos canais temáticos escaparam. Acho que vou dessintonizar os canais até aos respectivos eventos. Trata-se de uma ditadura pelo o bom gosto e à minha maneira!
quinta-feira, abril 13, 2006
O Mário e a Susana
O Mário adora lutar e a adrenalina pela competição corre-lhe nas veias. O dinheiro dos prémios também é um bom incentivo. Susana gosta de o ver nos treinos mas evita os combates “a sério”, pois sofre com ele. Mário não é um “peso-pesado”, mas é um boxeur acima da média. O que lhe falta em força e em técnica, tem em agilidade e resistência. Foi vencendo algumas competições e tornou-se num atleta muito respeitado, a nível local e até mesmo a nível nacional, na categoria em que competia. No entanto, havia algo que o preocupava: “Estes gajos do leste são duros, pá... nunca lutei com nenhum, mas já os vi lutar, dentro e fora do ringue e digo-te: são fodidos!” – dizia ele aos amigos, enquanto Susana o ouvia, como sempre, impressionada. Mas Mário evitava mostrar sinais de insegurança face ao que mais temia e acrescentava: “Se tiverem o azar de me aparecerem à frente... caem no chão da mesma maneira como os outros. Ainda por cima não vou nada à bola com eles. Lá na terra deles é que estão bem...”. Susana concordava. Não compreendia como era possível que com tantas pessoas desempregadas em Portugal se desse emprego a estrangeiros. E a entidade para a qual trabalhava fazia-o deliberadamente. Eram brasileiros, russos, moldavos, eslovenos,... todos em competição directa com os portugueses. E isso perturbava e intimidava Susana.
Quis o destino que num dos torneios em que Mário participou tivesse que enfrentar um ucraniano. Este tinha um razoável historial de vitórias, tanto no seu país de origem como já na sua (curta) estadia por cá. Mas Mário não tinha um currículo inferior e como ambos tinham uma estrutura física similar, tudo levava a crer que poderiam proporcionar um combate interessante e, acima de tudo, justo.
Susana, ao contrário do que era habitual, foi assistir ao combate. Estava nervosa, aliás, estavam ambos muito nervosos. O combate decorreu nomalmente, mas notava-se uma clara superioridade na performance do boxeur de leste. Era acima de tudo mais certeiro nas investidas que fazia. Enquanto Mário, usava a sua rapidez para tentar alcançar a cara do adversário, este usava a inteligência e aproveitava todos os momentos em que Mário se descontrolava e desprotegia a cabeça para desferir golpes brutais. Mário estava nitidamente esgotado e já se socorria a golpes na nuca, nos rins e nas costas para tentar lesionar o adversário da forma menos correcta. Por isso, o árbito puniu-o várias vezes, com faltas, ao longo dos 6 assaltos em que decorreu o combate, contra a vontade da assistência que estava, na sua maioria, do lado do pugilista nacional. Terminou o combate e o ucraniano venceu, claramente, por pontos. Mário sentia-se revoltado e o seu problema não estava tanto na derrota, mas mais no individuo que o tinha derrotado. Sentiu-se humilhado e jurou vingar-se num próximo combate com outro atleta do leste europeu.
Susana, em casa, ouvia as lamentações e os desabafos do companheiro e dava-lhe todo o apoio. No trabalho, não só evitava dialogar com as duas colegas russas que tinha por perto, como tentou virar algumas outras colegas contra elas.
Tudo isto para entender as causas da xenofobia ou de qualquer outro tipo de preconceito. Há quem tenha medo de “enfrentar o outro - o desconhecido, o diferente”, mas também há quem simplesmente se deixe influenciar pelos primeiros. Todos erram por pura ignorância e estupidez.
terça-feira, abril 11, 2006
Uma história de violência

A inteligente cena final do filme, com o regresso de Tom/Joey a casa, mais que um perdão, representa a compreensão dos restantes membros da sua família. Ou seja, Cronenberg, diz-nos que é fácil de aceitarmos o lado mau dos outros porque não há ninguém que deixe de ter essa faceta mais obscura. Que a violência gera violência, já todos nós sabemos, mas o que aqui tenta-se demonstrar é que esse lado mais dissimulado que gera a violência, não é criado nem adquirido, é inato!
Não sei se concordo com esta ideia generalizada de uma raça naturalmente hipócrita, mas fiquei mais tranquilo ao lembrar-me que sempre que choro, verto lágrimas dos dois olhos e não só de um. Como o Joey.
sexta-feira, abril 07, 2006
quarta-feira, abril 05, 2006
Eu denuncio-me!
segunda-feira, abril 03, 2006
Professor X e suas muchachas
Tem um repórter de rua completamente imbecil, denominado "Professor X",
que faz perguntas do género:
- Atão pá... prontes e se ela se começar a despir a tua frente e tu... man... o que fazias?... Gostas pouco, gostas! Ahahaha...
- Já alguma vez lá na empresa o seu patrão fez-lhe uma prosposta... assim tipo, para subir horizontalmente, percebe?
- E penetrações duplas, gostas... hein?
Note-se que estas perguntas são feitas ao acaso, a qualquer transuente, de qualquer idade ou sexo, que tenha o azar de se cruzar com ele.
Como apresentadoras tem:
uma portuguesa e...

quinta-feira, março 30, 2006
Sexos
terça-feira, março 28, 2006
quinta-feira, março 23, 2006
Anúncio

A onda dos azulejos coloridos não faz bem o meu género, mas no entanto como parece-me ser uma boa oportunidade (a um preço "negociável"), decidi partilhá-lo.
terça-feira, março 21, 2006
1 poema
Há-de flutuar uma cidade
há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu... como seriam felizes as mulheres
à beira mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado
por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos... sem ninguém
e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta... dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão
(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)
um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade
Al Berto
segunda-feira, março 20, 2006
Viva o momento, ou não!?
MAIL ORIGINAL:
Exmos. Senhores,
Por falecimento da V. cliente Maria Fernanda V**** de M****** Teles, no passado dia 28 de Novembro, queiram por favor proceder ao cancelamento do respectivo contrato, a partir do corrente mês de Dezembro inclusive.
A mesma informação será enviada por correio, conforme carta anexa.
Sem outro assunto,
Alda Teles
RESPOSTA:
mailto: apoiocliente@vodafone.pt > wrote:
Muito boa tarde, como está?
Para podermos efectuar a desactivação definitiva é necessário que nos envie uma cópia da certidão de óbito do titular.
Deverá confirmar o nº de contribuinte ou nº de conta Vodafone.
Boas festas. Viva o momento, Now!
Paula Santos
Apoiocliente@vodafone.pt
Nota: Caso necessite contactar-nos novamente sobre o mesmo assunto agradecemos que faça reply deste e-mail.
NOVO MAIL DA CLIENTE:
-----Original Message----- Sent: sexta-feira, 2 de Dezembro de 2005 19:12
To:apoiocliente@vodafone.pt
Subject mailto: apoiocliente@vodafone.pt
Subject Re: Cancelamento de contrato- telefone 91*******
Boa tarde. estou bem, muito obrigada. A minha mãe faleceu, por isso estou óptima e vivo o momento, now!
Agradecia que me indicasse a morada para onde deve ser enviada a certidão de óbito.
Boas festas também para si.
sexta-feira, março 17, 2006
Ética
Passaram dois dias e, como já calculava, ninguém me contactou. Decidi escrever um e-mail dirigido ao departamento de Recursos Humanos da empresa de onde veio aquela chamada, dando-lhes conhecimento do caso. Não gosto de misturar assuntos particulares com trabalho, mas por outro lado, também considero que a ética (ou falta dela) tanto vale para a nossa vida pessoal como profissional.
Se há pessoas que me irritam, são aquelas que são dotadas de um certo tipo de despreocupação em relação às responsabilidades e compromissos que assumem nesta vida... e o pior é que se ninguém disser nada, elas continuam a achar que o que fizeram até nem foi muito grave e não têm consciência do quanto prejudicaram as outras pessoas. Como nunca são chamadas à responsabilidade, nunca são "penalizadas", também nunca irão saber a falta de civismo que isso representa.
quinta-feira, março 16, 2006
terça-feira, março 14, 2006
Hostel

Este filme, ainda por estrear no nosso país, foi um fenómeno de bilheteiras nos E.U.A. e conta com uma “mãozinha” (produção executiva) de Quentin Tarantino. Está longe de ser um dos melhores filmes de terror de sempre, mas contém uma das sequências finais (de 30 minutos) mais aterradoras e angustiantes da história do cinema do género. E, já agora, é o pior “cartão de visita” que Bratislava (Eslováquia) poderia ter.
Era mais uma OPAzinha!
"A Junta de Freguesia do Rochoso, na Guarda, tem uma dívida à Portugal Telecom de 50 mil euros em chamadas para números eróticos. Nem terrenos oferecidos à penhora são suficientes para pagar a dívida. "
fico a pensar se não éramos todos muito mais felizes se o Tio Belmiro pudesse lançar, também, uma OPAzinha, de vez em quando, sobre as autarquias deste país. Bem... todos todos não, alguns autarcas não deveriam achar muita piada à ideia e o próprio empresário já deve ter inimigos que cheguem na PT.
Se calhar aquelas milhares de reclamações...
sexta-feira, março 10, 2006
Aonde?
A família do transexual que terá sido agredido até à morte por um grupo de jovens, no Porto, admite processar o Estado português com o apoio jurídico da Associação Abraço, avança hoje o "Diário de Notícias".
"Estamos a ponderar a hipótese de entrar num processo de pedido de reparação", declarou ao DN um sobrinho do transexual, conhecido na localidade por "Gisberta". "Temos falado em entrar com um processo de reparação porque quando a Gis saiu daqui o sonho dela era comprar uma casa para a mãe. E achamos que faz sentido pedir uma indemnização para cumprir esse sonho dela", comentou Abimael Salce, que diz assumir o papel de porta-voz da família brasileira. De acordo com o DN, os familiares da vítima já solicitaram ao Governo brasileiro ajuda no acompanhamento do processo, mas ainda não terão obtido resposta.No entanto, o apoio jurídico poderá vir a ser encontrado em Portugal, através da associação Abraço que, de acordo com o DN, prestou auxílio ao transexual devido à sua infecção pelo HIV.Nas declarações prestadas ao "Diário de Notícias", o porta-voz da família do transexual manifesta-se insatisfeito com "o rumo que as coisas estão a tomar".
Aonde estava a família de Gis, se era um “sem-abrigo” e a Abraço, se era seropositivo, antes de lhe ter acontecido tal fatalidade?
quarta-feira, março 08, 2006
sábado, março 04, 2006
Renascer

O final do filme “Requiem for a dream” (2000) é magnífico. Todas as personagens principais acabam deitadas e, ao contrário do que supostamente iria acontecer, vivos, em posição embrionária.
Pareceu-me bastante óbvio que Darren Aronofsky, o realizador, quisesse passar a ideia de que aquelas quatro pessoas estariam a nascer de novo, o que não deixa de ser surpreendente, já que tudo indicava que na continuação da espiral de loucura e de sofrimento (por quatro motivos distintos) incontrolável, que eram aquelas vidas, a tragédia seria o inevitável. Mas depois há aquele pequeno “milagre” mesmo no fim, que não é mais do que um sinal de esperança para todos.
E como se traduz isto para a nossa realidade? O que parece fácil de dizer mas não tanto de fazer: a solução para uma morte predeterminada, um suicídio, passa por dar uma nova oportunidade a esta vida (única, até prova em contrário). Renascer, portanto.
quinta-feira, março 02, 2006
Preocupante
segunda-feira, fevereiro 27, 2006
Humanização
Eu, por outro lado, já tenho algumas dúvidas de que o senhor João Tomé seja "humanizável".
Vícios
.Ginásio
Deve ser o meu único vício, realmente, saudável. Mais que qualquer outra vantagem, nada se compara à boa disposição com que fico depois de uns bons 50 minutos de treino... talvez nem o sexo! Eu disse “talvez”.
.Internet
Há quem chegue ao trabalho e comece logo a discutir se o Vitor Baía já devia estar na reforma, ou se uma das colegas dos Recursos Humanos está grávida ou comeu mais que o normal no fim-de-semana ou qualquer outra razão que possa explicar aquele “inchaço” súbito... eu abstraio-me disto e ligo-me à internet! Blogues, fóruns de música, site de classificados (não... não é a secção “pessoal”, neste momento é mesmo a secção imobiliária – quero vender e comprar casa), notícias... são um dos meus maiores vícios matinais.
.Cigarros
Não sou viciado em tabaco. Desde que comecei a fumar, há 6 anos atrás, que tenho mantido a média de 2/3 cigarros diários e não faço intenções, para já, de parar. Fumo por prazer e isso só acontece, geralmente, após as refeições. Sendo assim aqueles cigarrinhos que fumo após o almoço e o jantar, valem por todos os outros que podia, eventualmente, fumar ao longo do resto do dia.
.Messenger
Os meus amigos não são um vício mas as nossas conversão são. Cada vez há menos tempo para combinar “cafés”, as sms’s e os telefonemas também nos “custam um certo tempo”, por tal recorre-se à maior invenção dos últimos tempos logo a seguir aos silicone: o messenger. Conversa-se sobre tudo e sobre nada, troca-se juras de amor e insultos, beijos e porrada, fotos do gatinho e da ratinha. Ou seja faz/diz-se tudo, ou quase tudo, que não se conseguiria fazer/dizer cara-a-cara. Hipocrisias à parte e este convívio virtual acaba até por ter o seu lado positivo...
.Seinfeld
Haveria melhor forma de acabar um dia sem ser a rir com as peripécias dos quatro malucos que compôem o elenco da melhor série cómica de sempre? A TVI passou-a há uns anos e a SIC Comédia já está a passar pela 2ª vez consecutiva, ou seja, já vi cada episódio desta série três vezes (sem contar com as repetições dos episódios, aos sábados de manhã...) e não me consigo saturar. Isto não é um vício, confesso, é uma obsessão.
Alguém que faça o obséquio de continuar... cinco boguistas, por favor. Obrigado.
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
O bom senso segue dentro de momentos...
"Minha Cara,
Das duas uma, ou a menina nunca foi "comida" como devia, ou então, coitadinha, não tem mesmo jeitinho nenhum para o sexo. Nós, homens, também lhe podemos fazer, por exemplo uma estatística de quantas mulheres são ou não boas na cama. Ou quantas fazem ou não, bons broches.
O que nunca lhe vamos poder fazer é fingir um orgasmo. Isto, claro, se conseguir que atinjamos um. Acredite que há muitos homens que perguntam as parceiras se estão contentes com o seu desempenho. E acredite também que a maior parte dos homens não teve que ler um manual para fazer bons minetes. Apenas teve que os fazer, uma e outra e outra vez. Só com treino se consegue melhorar a performance minha cara. Em segundo lugar, informo-a que, caso ainda não tenha percebido, o que você está a fazer é, muito simplesmente, a aumentar o número de homens que pratica mau sexo. Você e as mulheres como você.
Ora repare: se você finge um orgasmo de cada vez que está com um homem, em primeiro lugar, está a fazer com que o homem acredite que realmente percebe do assunto (Sim, há homens que não percebem). Em segundo lugar, está a fazer com que este mesmo homem, não se esforce o suficiente para agradar a parceira na relação seguinte.Penso que estamos ambos de acordo, quando digo que uma situação destas não é agradável, nem tão pouco desejável,certo?O meu conselho, se o quiser aceitar, é: Faça mais sexo!!! A sério, penso que você precisa. Mas faça mais sexo sem fingir orgasmos. Vai ver que a sua vida sexual vai melhorar exponencialmente, e escusa de se vir queixar para as revistas. É obvio que nem todos os homens lhe vão dar um orgasmo, ambos sabemos isso. Mas vão tentar, isso,eu garanto... E já agora. Informo-a também que não é assim tão raro uma mulher pedir ao"querido" para fazer assim ou assado. Não julgue todas as mulheres por si,"Dra.Ruth".
Um Cordial abraço,
Depois de ler coisas como: sou heterossexual «full time»; fumo, incluindo charutos; bebo; como coisas como pezinhos de coentrada, joaquinzinhos fritos e tordos em vinha d'alhos; vibro com o futebol; jogo cartas, quando arranjo três parceiros para o «bridge» ou quando, de dois em dois anos, passo à porta de um casino e me apetece jogar «black-jack»; não troco por quase nada uma caçada às perdizes entre amigos; acho a tourada um espectáculo deslumbrante, embora não perceba nada do assunto... até nem deveria achar assim tão estranho que tal texto pudesse vir do MST, mas mesmo assim tenho dúvidas de que estas linhas sejam de sua autoria.
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
3 Perguntas
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Ficção estereotipada
Ambos vão a uma festa de aniversário de um amigo do rapaz e aonde ela acaba por conhecer o ex-namorado dele e mais uma série de amigos deles, tudo bissexual (diz que é uma coisa que se pega!). Um desses amigos é, imagine-se, a Alanis Morissette (já a vi fazer de Deus, agora interpreta uma amiga freak – estava ainda no seu período de cabelo extra-longo e de regresso da sua viagem espiritual à India - bissexual, next?)! No final do episódio, Carrie, o namorado e os seus "novos amigos", terminam todos sentados no chão, entretidos com o “jogo da garrafa”. E no que consiste este jogo? É simples: alguém roda uma garrafa no chão e esta ao parar, indicará quem a rodou irá beijar (rimou... mas foi sem intenção). Chega a vez da nossa "Alanis" e quem lhe calha? A nossa Carrie, óbvio. E ela aceita? Pois claro que não, mas a “cantora” avança e dá-lhe uma grande beijoca... a actriz principal nem mexe os lábios. Sente-se incomodada, envergonhada e desiste do jogo, dizendo que vai sair para comprar tabaco (típico!). The end.
Um episódio que começou com uma interessante alusão à confusão dos géneros e à nossa predisposição para a dualidade masculina/feminina, ao ponto de Carrie perguntar: “se podermos aproveitar o melhor do outro sexo, tornando-o nosso, o sexo oposto torna-se obsoleto?”, mas que depois acaba só por propagandear uma mensagem assustadora desta nova geração (representada pelo o novo namorado) que aí vem, a que ela denominou: “geração bi”.
É triste que tenham transformado a Carrie em tão preconceituosazita personagem. Uma suposta nova-iorquina toda modernaça em que os únicos desvios à sexualidade normalizada com que (con)vive, limita-se a um simpático amigo homossexual, carequinha, rechonchudinho e cheio de tiques... parece-me pouco.
Mas o que mais me traumatizou foi aquele beijo. Foda-se! Quem é que recusa um beijo da Morissette?! Nem que seja, e em última instância, uma boa razão para que ela feche a boca e pare de cantar.
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Desabafo de segunda-feira

Segunda-feira é o melhor dia da semana para um bom desabafo. Agora dei a vez ao Eduardito, que o fez em frente a um espelho no filme do Spike Lee. Para a próxima serei eu, em frente a um monitor. Vai ser só descomprimir...
sábado, fevereiro 18, 2006
Os otários do costume
“Os Pedreiros do Costume” (Sic Radical, seg, ter, qua e sex às 01.30, sáb às 04.30 e dom às 03.30) assume-se como um “jogo interactivo cuja participação por telefone dos telespectadores é incentivada e onde há raparigas pouco vestidas que vão se insinuando atrás de tijolos digitais estrategicamente colocados no ecrã que impedem uma visão perfeita de todo o terreno de jogo... Quanto mais vezes ligarem, menos capacidade de resistência terão os tijolos que lá vão deixando umas brechas marotas”.O que eles chamam um jogo interactivo, eu chamo-lhe uma chulice, o que eles chamam telespectadores eu chamo-lhes otários e as “raparigas pouco vestidas que vão se insinuando” chamam-se, na minha terra e não só, simplesmente: strippers.
Pensando bem, esqueçam a parte dos “otários”. O preço da imbecilidade parece-me justo e não vou ser eu a explicar-lhes que sai mais caro passar os serões a fazer chamadas de valor acrescentado, enquanto se tenta ver uma ucraniana semi-despida num écran de TV, do que uma entrada directa no Passerelle e aonde sempre se pode ver o que de facto querem ver, ao vivo e a cores, e sem “tijolos digitais” pelo o meio.
Family Guy
A Sic Radical é de extremos. Continua a apostar na infantilidade e o nonsense do "Curto Circuito" (de onde veio aquele - imberbe - novo apresentador e para aonde foram o Diogo Beja e o Markl?), o inenarrável Wrestling americano e a chulice d' "Os Pedreiros do Costume" (ver o meu próximo post). Mas por outro lado, continua, e bem, com o "Gato Fedorento", o "Ali G", o "South Park", "Médicos e Estagiários" e as novas apostas: "Shameless" e o grande "Family Guy". Fico-me por esta última, na minha modesta opinião, uma das melhores séries cómicas de animação dos tempos mais recentes. Relata as peripécias da família Griffin, nomeadamente do seu chefe de família: Peter, o family guy em pessoa, uma espécie de Homer Simpson ainda mais carismático e barrigudo. Passa às sextas, às 20:30 e repete, pelo menos, aos sábados, às 11:30.Peter: Oh my god!!! Brian, there's a message in my cornflakes. It says, 'Oooooo.'
Brian: Peter, those are Cheerios.
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
MEC e o seu "Elogio ao Amor"
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito.
Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas, da lavandaria.
...
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo, de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona?
Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
...
Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
...
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Amém!
06:55 BOLETIM DAS PESCAS
07:00 OS MISTÉRIOS DE FÁTIMA
08:30 OS TRÊS PASTORINHOS: IRMÃ LÚCIA
09:00 TRANSLADAÇÃO DO CORPO DA IRMÃ LÚCIA
13:00 JORNAL DA TARDE
inclui: O TEMPO
14:10 TRANSLADAÇÃO DO CORPO DA IRMÃ LÚCIA
18:00 DANÇA COMIGO
20:00 TELEJORNAL
21:15 AS ESCOLHAS DE MARCELO REBELO DE SOUSA
21:45 CONTRA-INFORMAÇÃO FIM-DE-SEMANA
22:15 LOTAÇÃO ESGOTADA
DOCE NOVEMBRO
00:15 CASOS ARQUIVADOS
01:15 PERDIDOS
02:00 ÚLTIMA SESSÃO
TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA
04:00 TELEVENDAS
Nem quero imaginar, como seria esta mesma programação, se não o fosse (laico)...
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Os cowboys também choram

Mudem os nomes ou os géneros das personagens se quiserem. Este é um tipo de filme que toda a gente se pode relacionar, mais ainda, se tiverem passado por alguma situação em que deviam ter dito/feito algo a alguém e que só muito tempo mais tarde percebem da importância dessa acção/palavras na vida da outra pessoa e nas vossas próprias vidas.





















