Mas também há quem o tenha feito e tenha achado “Casino Royale” uma desilusão, por se afastar dos cânones habituais dos filmes do 007. Pois parece que este tem uma boa história e este agente secreto dá um pequeno descanso ao seu machismo e até se deixa apaixonar por uma bondete. Imagine-se.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Já não se fazem agentes como antigamente
Há quem jure a pés juntos que este é o melhor “James Bond” desde Sean Connery...
terça-feira, novembro 28, 2006
Dúvida
As pessoas que saem a meio do filme/documentário ecológico "Uma Verdade Inconveniente" (Davis Guggenheim) com o balde pipocas nas mãos, estão a detestar o filme ou, pelo contrário, estão em pulgas para pôr em prática umas ideias de reciclagem, como será o caso de transformar um balde de pipocas num cap da lacoste?
quinta-feira, novembro 23, 2006
Evolução
A ONU apresentou um novo relatório com dados sobre os casos de infecções por HIV em todo o mundo. Se os números gerais continuam assustadores, o mesmo não se pode dizer do próprio estudo em si. Nos últimos tempos tem-se notado uma certa evolução nestes estudos e estatísticas no sentido de evitarem segregações por grupos com base na orientação sexual, ou em classes sociais (ou outro critério) e sobretudo incidirem cada vez mais sobre comportamentos. E a sida é e será sempre uma consequência de um comportamento, tudo o resto serão factores a ter em conta, mas nunca serão causas directas da doença.
Assim há 25 anos atrás, quando foi diagnosticado o primeiro caso, esta doença era associada exclusivamente à comunidade gay, agora neste momento, neste relatório, para além de a relacionarmos com outros tipos de comportamentos de risco, já não se fala em “comunidades”, associam-na à prática de relações sexuais entre indivíduos do mesmo sexo. Percebe-se as diferenças? Era importante que a sociedade em geral entendesse esta evolução nestes estudos, que na prática significa e dito de forma que todos entendamos: a sida já não é (nunca foi) uma doença exclusiva dos “maricas”, mas é (sempre será) uma epidemia transmitida por qualquer homem ou mulher que arrisque a vida por uma “queca desprotegida”, entre outros comportamentos de risco.
A Sida já não é (nunca foi) uma doença exclusiva do Sr. A, homossexual, a Sida passou a ser uma doença do Sr. B, “heterossexual”, casado, pai de filhos, mas que gosta de se “aliviar” esporadicamente numa qualquer estação de serviço de auto-estrada; a Sida passou a ser uma doença do Sr. C, heterossexual, que faz da sua vida uma autêntica roleta russa ao pagar um extra à prostituta, em troca de relações sexuais sem preservativo (não esquecer que o “tiro da pistola”, nestes e noutros casos, tem um efeito exponencial em todas as direcções ou seja afectará todas as pessoas com quem este se relacionarem intimamente); a Sida passou a ser do Sr. D, bissexual, a origem e o futuro de todas as orientações sexuais possíveis e imagináveis, porque basicamente copula com tudo o que mexe e tenha olhos.
Apresentei quatro exemplos, todos homens e não foi por acaso. Admitamo-lo de uma vez: nós, homens, somos mais promíscuos e predispostos ao sexo que as mulheres. Para além de que as estatísticas estão aí e são como o algodão, não enganam.
Assim há 25 anos atrás, quando foi diagnosticado o primeiro caso, esta doença era associada exclusivamente à comunidade gay, agora neste momento, neste relatório, para além de a relacionarmos com outros tipos de comportamentos de risco, já não se fala em “comunidades”, associam-na à prática de relações sexuais entre indivíduos do mesmo sexo. Percebe-se as diferenças? Era importante que a sociedade em geral entendesse esta evolução nestes estudos, que na prática significa e dito de forma que todos entendamos: a sida já não é (nunca foi) uma doença exclusiva dos “maricas”, mas é (sempre será) uma epidemia transmitida por qualquer homem ou mulher que arrisque a vida por uma “queca desprotegida”, entre outros comportamentos de risco.
A Sida já não é (nunca foi) uma doença exclusiva do Sr. A, homossexual, a Sida passou a ser uma doença do Sr. B, “heterossexual”, casado, pai de filhos, mas que gosta de se “aliviar” esporadicamente numa qualquer estação de serviço de auto-estrada; a Sida passou a ser uma doença do Sr. C, heterossexual, que faz da sua vida uma autêntica roleta russa ao pagar um extra à prostituta, em troca de relações sexuais sem preservativo (não esquecer que o “tiro da pistola”, nestes e noutros casos, tem um efeito exponencial em todas as direcções ou seja afectará todas as pessoas com quem este se relacionarem intimamente); a Sida passou a ser do Sr. D, bissexual, a origem e o futuro de todas as orientações sexuais possíveis e imagináveis, porque basicamente copula com tudo o que mexe e tenha olhos.
Apresentei quatro exemplos, todos homens e não foi por acaso. Admitamo-lo de uma vez: nós, homens, somos mais promíscuos e predispostos ao sexo que as mulheres. Para além de que as estatísticas estão aí e são como o algodão, não enganam.
Como qualquer estudo sobre este vírus, não devemos entender isto como uma “lição de moral” mas sim como uma simples e clara tomada de consciência colectiva. E tal significa muito mais ter um autocontrolo sobre os nossos instintos e a nossa braguilha durante os 365 dias do ano, e muito menos o acto de colocar um laço vermelho na lapela do casaco, fazer “jejum sexual” ou promover uma sessão de arrependimentos para discutir os erros cometidos, tudo isto num único dia de cada ano. Sem qualquer desmérito para estes actos em si e para a importância do dia em que se celebra anualmente a (nobre) luta contra este flagelo.
segunda-feira, novembro 20, 2006
Floribela em versão hardcore
Gostei da reportagem-sic de ontem sobre o BDSM em Portugal. Pensava que só conseguiria ver em horário nobre uma mulher espezinhar um homem nas noites das entrevistas da Judite de Sousa no Canal 1 e enganei-me, vi-o explicitamente nesta peça na SIC. Não, agora a sério: foi uma reportagem isenta, muito curiosa, bem estruturada e esclarecedora.
Na minha perspectiva esta reportagem teve dois momentos altos. O primeiro, aconteceu do lado de cá quando a minha querida mãezinha, que não acompanhou a reportagem desde o início e, ao deparar-se com uma cena em que está um senhor de gatas com uma máscara e roupa interior de cabedal a levar chicotadas de uma senhora também ela bem ornamentada naquele material, fica surpreendida com o que vê:
- O que é isto?!
- É a Floribela, versão hardcore.
- Ahn!?
- Mãe é uma reportagem sobre os sado-masoquistas entre outras coisas!
- Ah... e aquilo não lhe faz doer?
- É esse o objectivo.
- Mas parece que está a dar-lhe mesmo prazer?
- Parece, parece.
- Ai não entendo! Consegues compreender isto?
- Consigo. Vou tentar explicar-lhe de uma forma fácil de entender. Sabe quando vai ao supermercado ou aquela loja de roupas que você tanto gosta e depois vem para casa queixar-se sempre dos preços das coisas e de quanto gastou e que a vida está má e por aí adiante? Ora pois bem, na semana ou mês seguinte está lá enfiada novamente.
- Ohohhh... Mas achas que tiro prazer em gastar dinheiro?
- Não... mas parece!
O segundo momento ocorreu durante a peça quando questionaram uma “dominadora”, de máscara e com uma voz ultra-sensual, como geria as respostas aos anúncios que colocava. Adorei a reposta dela:
“alguns homens respondem e confundem-me com uma queca fácil, mas estão redondamente enganados porque no melhor das hipóteses o que eu lhes darei é uma, e peço desculpas pela expressão, carga de porrada”.
Na minha perspectiva esta reportagem teve dois momentos altos. O primeiro, aconteceu do lado de cá quando a minha querida mãezinha, que não acompanhou a reportagem desde o início e, ao deparar-se com uma cena em que está um senhor de gatas com uma máscara e roupa interior de cabedal a levar chicotadas de uma senhora também ela bem ornamentada naquele material, fica surpreendida com o que vê:
- O que é isto?!
- É a Floribela, versão hardcore.
- Ahn!?
- Mãe é uma reportagem sobre os sado-masoquistas entre outras coisas!
- Ah... e aquilo não lhe faz doer?
- É esse o objectivo.
- Mas parece que está a dar-lhe mesmo prazer?
- Parece, parece.
- Ai não entendo! Consegues compreender isto?
- Consigo. Vou tentar explicar-lhe de uma forma fácil de entender. Sabe quando vai ao supermercado ou aquela loja de roupas que você tanto gosta e depois vem para casa queixar-se sempre dos preços das coisas e de quanto gastou e que a vida está má e por aí adiante? Ora pois bem, na semana ou mês seguinte está lá enfiada novamente.
- Ohohhh... Mas achas que tiro prazer em gastar dinheiro?
- Não... mas parece!
O segundo momento ocorreu durante a peça quando questionaram uma “dominadora”, de máscara e com uma voz ultra-sensual, como geria as respostas aos anúncios que colocava. Adorei a reposta dela:
“alguns homens respondem e confundem-me com uma queca fácil, mas estão redondamente enganados porque no melhor das hipóteses o que eu lhes darei é uma, e peço desculpas pela expressão, carga de porrada”.
sábado, novembro 18, 2006
Thirteen Senses
Costumas ver uma das principais “promos” de apresentação da série “Anatomia de Grey” e vibras com aquela espantosa música que passa junto com as imagens, mas não sabes de que tema se trata nem quem a interpreta?
Pois tenho que te dar uma boa e má notícia. A boa é que vais agora ficar a saber, a menos boa é que se trata de uma das músicas presentes num dos álbuns (injustamente) pouco divulgados no ano passado, pertencentes a uma das novas bandas mais subvalorizados do momento. Os Thirteen Senses são ingleses como os Coldplay, são quatro elementos como os Coldplay, fazem músicas pop-rock “orelhudas” como os Coldplay mas tiveram o azar de não terem tido o air-play dos Coldplay. “Into the Fire” é a canção que procuras e é a faixa número 1 de “The Invitation”, o primeiro disco da banda. E, na minha opinião, esta nem é das melhores músicas do disco... Disco que me fez muita companhia durante o inverno do ano passado mas, salvo erro, nem chegou a ter distribuição por cá. O que não aconteceu com “X&Y”, o disco de 2005 dos Coldplay. A julgar pelas vendas, este “distribuiu-se” até muito bem. A parte da “injustiça” aparece porque “The Invitation” é infinitamente mais coeso e intenso, e em suma melhor, que “X&Y”.
Entretanto há um album novo para sair no início do ano que vem mas se for tão mal divulgado como o anterior, nem com treze sentidos à alerta o apanhamos por cá. Salvé San Download! (Password: mp3dreaming.net)
Pois tenho que te dar uma boa e má notícia. A boa é que vais agora ficar a saber, a menos boa é que se trata de uma das músicas presentes num dos álbuns (injustamente) pouco divulgados no ano passado, pertencentes a uma das novas bandas mais subvalorizados do momento. Os Thirteen Senses são ingleses como os Coldplay, são quatro elementos como os Coldplay, fazem músicas pop-rock “orelhudas” como os Coldplay mas tiveram o azar de não terem tido o air-play dos Coldplay. “Into the Fire” é a canção que procuras e é a faixa número 1 de “The Invitation”, o primeiro disco da banda. E, na minha opinião, esta nem é das melhores músicas do disco... Disco que me fez muita companhia durante o inverno do ano passado mas, salvo erro, nem chegou a ter distribuição por cá. O que não aconteceu com “X&Y”, o disco de 2005 dos Coldplay. A julgar pelas vendas, este “distribuiu-se” até muito bem. A parte da “injustiça” aparece porque “The Invitation” é infinitamente mais coeso e intenso, e em suma melhor, que “X&Y”.
Entretanto há um album novo para sair no início do ano que vem mas se for tão mal divulgado como o anterior, nem com treze sentidos à alerta o apanhamos por cá. Salvé San Download! (Password: mp3dreaming.net)
quinta-feira, novembro 16, 2006
Qualquer semelhança com a realidade é mer(d)a (de uma) coincidência
A Fox prevê, até ao fim deste mês, emitir um programa chamado 'If I Did It, Here's How It Happened' que consiste em pôr o Sr. O. J. Simpson a explicar, em dois episódios, como teria assassinado a sua ex-mulher e respectivo amante (se o tivesse realmente feito)! Confuso, não? Um bocado, mas o título é bastante esclarecedor.
Então imaginemos que a TVI decide pegar na ideia e “espeta-nos” com o seu “Se o fizesse, era assim que acontecia”. “Convida” o Sr. X. X. Simões, que saiu ilibado de uma qualquer condenação de pedofilia, a demonstrar como engatava um miúdo e lhe propunha a troca de uma meia-horazita de abusos sexuais por um par de sapatilhas novas. Com o patrocínio dos novos ténis *incluir aqui o nome de uma boa marca à escolha que por mera coincidência era a que o puto passaria a calçar*, lá seguia programa com tudo muito explícito, tudo muito credível, ao ponto do Sr. X. X. passar, após tal “prova de esforço”, a actor profissional do canal.
Então imaginemos que a TVI decide pegar na ideia e “espeta-nos” com o seu “Se o fizesse, era assim que acontecia”. “Convida” o Sr. X. X. Simões, que saiu ilibado de uma qualquer condenação de pedofilia, a demonstrar como engatava um miúdo e lhe propunha a troca de uma meia-horazita de abusos sexuais por um par de sapatilhas novas. Com o patrocínio dos novos ténis *incluir aqui o nome de uma boa marca à escolha que por mera coincidência era a que o puto passaria a calçar*, lá seguia programa com tudo muito explícito, tudo muito credível, ao ponto do Sr. X. X. passar, após tal “prova de esforço”, a actor profissional do canal.
terça-feira, novembro 14, 2006
The feel good movie of the year!

Nunca tal me tinha acontecido numa sala de cinema. Fui ver o grande vencedor do Festival de Sundance deste ano: “Uma família à beira de um ataque de nervos” (isto não é uma tradução, é um crime e por isso algumas pessoas que traduzem os filmes em Portugal deviam ser punidas e obrigadas a assistir a 26.685 episódios da Floribela, ininterruptamente) e durante a “cena da buzina” (quem o foi ver, sabe do que falo) estive por muito pouco para sair da sala. Não conseguia parar de rir (e não era o único). Se tentasse traduzir tal cena por meia-dúzia de palavras não iria ter uma milésima da piada. Para além de que parte de uma ideia tão básica, que poderia aparecer em qualquer "American Pie" desta vida que não me arrancava um pequeno sorriso, mas enquadrada no contexto deste belo filme, com estes extraordinários actores, ficou hilariante. Fica mais que claro porque “Little Miss Sunshine” é um filme modesto em todos os seus sentidos: com tão pouco, dá-nos tanto.
Mas, atenção, em “Little Miss Sunshine” também se chora...
quinta-feira, novembro 09, 2006
O Padre Zé António
Ontem, no concurso “Um Contra Todos”, o concorrente Padre Zé António conseguiu derrotar os dois adversários que faltavam e levar os (merecidíssimos) 3000 e tal euros para a Sertã. Será seu intuito usar tal montante para custear parte da restauração da igreja local.
No dia anterior, à conversa com o Malato, o simpático Padre terá “confessado”:
“... eu para ser sincero não gosto de celebrar casamentos... aquilo é muito plástico e pouco sério!”
Tais incómodas palavras provocaram um silêncio geral na sala, incluindo no “endiabrado” apresentador... “Próxima pergunta...”
Conclusão (possível): Deus não castiga quem diz o que pensa, mesmo que tal vá contra a doutrina em que está inserido. Um exemplo a seguir, portanto.
No dia anterior, à conversa com o Malato, o simpático Padre terá “confessado”:
“... eu para ser sincero não gosto de celebrar casamentos... aquilo é muito plástico e pouco sério!”
Tais incómodas palavras provocaram um silêncio geral na sala, incluindo no “endiabrado” apresentador... “Próxima pergunta...”
Conclusão (possível): Deus não castiga quem diz o que pensa, mesmo que tal vá contra a doutrina em que está inserido. Um exemplo a seguir, portanto.
terça-feira, novembro 07, 2006
Jardins de Portugal
O Destak é dos poucos jornais onde metade de uma página destinado às “cartas de leitores” vale, por si só, mais que o restante jornal.
Um pequeno exemplo:
“Vitor Constâncio desconhecia os arredondamentos feitos para cima pela banca nos empréstimos à habitação. O Banco de Portugal é um jardim, onde Vitor Constâncio cultiva hortênsias.”
José Raimundo
Qtª das Flores
Um pequeno exemplo:
“Vitor Constâncio desconhecia os arredondamentos feitos para cima pela banca nos empréstimos à habitação. O Banco de Portugal é um jardim, onde Vitor Constâncio cultiva hortênsias.”
José Raimundo
Qtª das Flores
segunda-feira, novembro 06, 2006
Do Convento para o "Colombo"

No que toca a programação medíocre, a TVI nunca pode ficar com uma palavra por dizer. Para além dos “Morangos”, aquele canal aposta agora na “Doce Fugitiva” para tentar captar algum do histerismo juvenil que a “Floribela” está a provocar no canal concorrente.
Não faço a mínima ideia qual o assunto retratado nesta nova novela da TV do Moniz, mas pelo título, aparentemente, parece-me acertado um dos adjectivos (doce). O outro – fugitiva -, tanto quanto sei, como a moça anda “enrolada” com um dos moços dos D’zrt, às tantas pode ser só uma consequência se aquele decide cantar-lhe uma serenata. Mas isto sou só eu a dar mais ideias aos guionistas destas novelas, que, sejamos sinceros, nem será assim tão disparatada, se tivermos em consideração o que já escrevem actualmente.
As diferenças entre as protagonistas das duas novelas do horário nobre das nossas TV’s privadas parece-me mais que óbvia: uma é boazinha e a outra é boazona! Mas será só isto? Claro que não. Se alguém se lembra de fazer merchandising, como já acontece com a “Florichelas” de Carnaxide, à custa do guarda-roupa da personagem principal, passaremos a ver as nossas criancinhas a deixar as suas saias e tops com florezinhas no armário e a levar para a escola uma vestimenta de freira? Parece-me que os produtores do programa têm aqui uma óbvia limitação que urge resolver. Para além de que podem começar a pensar na forma como irão organizar as sessões de autógrafos nos centros comerciais, pois certamente o caos vai-se instalar na procura dos primeiros beijinhos. Não propriamente entre os miúdos, mas entre os próprios pais.
quinta-feira, novembro 02, 2006
It's the sense of touch

It's the sense of touch. In any real city, you walk, you know? You brush past people, people bump into you. In L.A., nobody touches you. We're always behind this metal and glass. I think we miss that touch so much, that we crash into each other, just so we can feel something.
Só agora tive oportunidade de ver o filme que “roubou” o óscar de melhor filme a “Brokeback Mountain” e tenho que admiti-lo: foi justamente roubado!
Trata-se de um filme sobre a história de várias personagens que acabam por se cruzar ao longo da sua narrativa. É por aqui que se começa a notar algumas semelhanças com “Magnólia”, a obra-prima de P. T. Anderson. Mas ao longo do filme percebe-se que as parecenças entre estes dois filmes não se limitam à sua estrutura. O arrependimento, o perdão e a redenção são sentimentos que predominam em ambos os filmes.
“Crash” mostra-nos que não há pessoas boas e pessoas más, há pessoas, como todos nós, com atitudes louváveis ou nem por isso, com preconceitos, intolerantes, que as transforma, em segundos, de bestas em bestiais e vice-versa. Nada é surpreendentemente estereotipado em “Crash” e é por isso que é tão bom.
terça-feira, outubro 31, 2006
sexta-feira, outubro 27, 2006
Este homem...
Um país velho é um país mais doente.
Um país mais pessimista.
Um país menos alegre.
Um país menos produtivo.
Um país menos viável – porque aquilo que paga as pensões dos idosos são os impostos dos que trabalham.
Era esta, portanto, uma das questões que Portugal deveria estar a debater.
E a tentar resolver. Como?
Obviamente, promovendo os nascimentos.
Facilitando a vida às mães solteiras e às mães separadas.
Incentivando as empresas a apoiar as empregadas com filhos, concedendo facilidades e criando infantários.
Estabelecendo condições especiais para as famílias numerosas.
Difundindo a ideia de que o país precisa de crianças – e que as crianças são uma fonte de alegria, energia e optimismo.
Um sinal de saúde.
Em lugar disto, porém, discute-se o aborto.
Discutem-se os casamentos de homossexuais (por natureza estéreis).
Debate-se a eutanásia.
Promove-se uma cultura da morte.
Dir-se-á, no caso do aborto, que está apenas em causa a rejeição dos julgamentos e das condenações de mulheres pela prática do aborto – e a possibilidade de as que querem abortar o poderem fazer em boas condições, em clínicas do Estado.
Só por hipocrisia se pode colocar a questão assim.
Todos já perceberam que o que está em causa é uma campanha.
O que está em curso é uma desculpabilização do aborto, para não dizer uma promoção do aborto.
Tal como há uma parada do ‘orgulho gay’, os militantes pró-aborto defendem o orgulho em abortar.Quem já não viu mulheres exibindo triunfalmente t-shirts com a frase «Eu abortei»?
Um país mais pessimista.
Um país menos alegre.
Um país menos produtivo.
Um país menos viável – porque aquilo que paga as pensões dos idosos são os impostos dos que trabalham.
Era esta, portanto, uma das questões que Portugal deveria estar a debater.
E a tentar resolver. Como?
Obviamente, promovendo os nascimentos.
Facilitando a vida às mães solteiras e às mães separadas.
Incentivando as empresas a apoiar as empregadas com filhos, concedendo facilidades e criando infantários.
Estabelecendo condições especiais para as famílias numerosas.
Difundindo a ideia de que o país precisa de crianças – e que as crianças são uma fonte de alegria, energia e optimismo.
Um sinal de saúde.
Em lugar disto, porém, discute-se o aborto.
Discutem-se os casamentos de homossexuais (por natureza estéreis).
Debate-se a eutanásia.
Promove-se uma cultura da morte.
Dir-se-á, no caso do aborto, que está apenas em causa a rejeição dos julgamentos e das condenações de mulheres pela prática do aborto – e a possibilidade de as que querem abortar o poderem fazer em boas condições, em clínicas do Estado.
Só por hipocrisia se pode colocar a questão assim.
Todos já perceberam que o que está em causa é uma campanha.
O que está em curso é uma desculpabilização do aborto, para não dizer uma promoção do aborto.
Tal como há uma parada do ‘orgulho gay’, os militantes pró-aborto defendem o orgulho em abortar.Quem já não viu mulheres exibindo triunfalmente t-shirts com a frase «Eu abortei»?
...
Mas eu pergunto: será que a esquerda quer ficar associada a uma cultura da morte?
Será que a esquerda, ao defender o aborto, a adopção por homossexuais, a liberalização das drogas, a eutanásia, quer ficar ligada ao lado mais obscuro da vida?
José António Saraiva, in Sol, de 14 de Outubro de 2006
Este homem faz analogias ao ponto de associar um aumento do desemprego com o sexo anal ou o “swing”.
Este homem tem tanta credibilidade como o discurso de um mentiroso compulsivo no dia 1 de Abril.
Este homem tem tanta credibilidade como o discurso de um mentiroso compulsivo no dia 1 de Abril.
Este homem disse que se sentia à altura de receber um prémio Nobel.
Este homem, com tanto parágrafo escrito, pega num livro do Saramago e o seu cérebro bloqueia automaticamente antes de virar uma página.
Este homem é o director do pior semanário que já passou pelas nossas bancas.
Este homem, pura e simplesmente, não existe e deve fazer parte do lado mais sombrio do nosso imaginário colectivo.
Este homem é o director do pior semanário que já passou pelas nossas bancas.
Este homem, pura e simplesmente, não existe e deve fazer parte do lado mais sombrio do nosso imaginário colectivo.
quinta-feira, outubro 26, 2006
Vou mudar de carro!
Deve chegar por cá em Janeiro do próximo ano e provavelmente não causará o impacto - efeito novidade - que o seu antecessor de 5 portas causou, mas não deixará ninguém indiferente. Trata-se, obviamente, do Type S, a versão de 3 portas da (recente) 8ª geração do Honda Civic. Limitado a dois tipos de motorizações: 1.8 a gasolina e 2.2 a diesel (140 cavalos para ambos), este novo Civic não deixa grande margem de escolhas, mas pode ser que os consumos do 1.8 deixem os especialistas dos comparativos de boca a aberta quando o testarem, como sucedeu com o Civic 1.8 de 5 portas, que já circula pelas nossas estradas há alguns meses.Adoro, esteticamente, esta nova versão do Civic. A grelha frontal, ninguém discordará: é apaixonante. Só a sua traseira gera mais controvérsia. É, talvez, demasiado inovadora e ousada, face aos seus modelos anteriores e quase tudo o que se vê no nosso parque automóvel. Mas um verdadeiro apreciador sabe, e dar-me-á com certeza razão, que os melhores traseiros são sempre os mais arrebitados! Ora pois então, é o que acontece justamente com esta nova geração de Civics: um belo carro com uma traseira ligeiramente arrebitadita.
(Entretanto chegaremos a Março e sairá o Type R, a versão desportiva, mas isso já é outra história...)
quinta-feira, outubro 19, 2006
Conversa entre duas "tias"
- Então... Conta-me... Como correu o teu encontro na outra noite?
- Horrível! Não sei o que se passou!
- Porquê?... Não te deu nem um beijo?
- Sim!!!... Beijou-me tão forte! E mordeu-me os lábios com tanta força que
pensei que me ia saltar o implante de colagénio!... Depois começou a
acariciar-me o cabelo e soltaram-se algumas extensões que tinha.
- Não me digas que terminou aí?
- Nãooo...!! Depois agarrou-me a cara entre as mãos, até que tive que lhe
pedir para parar porque estava a espalhar o botox! Além disso, as minhas
pestanas postiças ficaram coladas no seu nariz.
- E não tentou mais nada?
- Sim... começou a fazer-me festas nas pernas. Tive que o travar porque me
lembrei que não tinha tido tempo de fazer a depilação, e ao tentar pará-lo,
saltaram-me duas unhas postiças. Depois deu-lhe um ataque de luxúria
arrebatador e abraçou-me com tanta força que quase mudou a forma dos meus
implantes de silicone.
- E depois o que aconteceu?
- Pôs-se a beber champanhe do meu sapato!
- Ai... que romântico!!!
- Romântico?... quase que morre ali mesmo!
- Porquê?
- Porque engoliu o corrector de joanetes e quase que sufocou!
- E depois, o que aconteceu?
- Acreditas que se foi embora???
- Cá para mim, era gay!...
- Horrível! Não sei o que se passou!
- Porquê?... Não te deu nem um beijo?
- Sim!!!... Beijou-me tão forte! E mordeu-me os lábios com tanta força que
pensei que me ia saltar o implante de colagénio!... Depois começou a
acariciar-me o cabelo e soltaram-se algumas extensões que tinha.
- Não me digas que terminou aí?
- Nãooo...!! Depois agarrou-me a cara entre as mãos, até que tive que lhe
pedir para parar porque estava a espalhar o botox! Além disso, as minhas
pestanas postiças ficaram coladas no seu nariz.
- E não tentou mais nada?
- Sim... começou a fazer-me festas nas pernas. Tive que o travar porque me
lembrei que não tinha tido tempo de fazer a depilação, e ao tentar pará-lo,
saltaram-me duas unhas postiças. Depois deu-lhe um ataque de luxúria
arrebatador e abraçou-me com tanta força que quase mudou a forma dos meus
implantes de silicone.
- E depois o que aconteceu?
- Pôs-se a beber champanhe do meu sapato!
- Ai... que romântico!!!
- Romântico?... quase que morre ali mesmo!
- Porquê?
- Porque engoliu o corrector de joanetes e quase que sufocou!
- E depois, o que aconteceu?
- Acreditas que se foi embora???
- Cá para mim, era gay!...
terça-feira, outubro 17, 2006
As reportagens da RTP e os adolescentes
Faz amanhã oito dias que a RTP transmitiu, logo após o “Telejornal”, uma reportagem intitulada “Até ao coma alcoólico” que mostrou o que toda a gente (pelo menos os menos distraídos) já sabia:
- que há “putos e pitas” a beberem como gente grande;
- que a média de idades dos noctívagos das noites de Lisboa baixou drasticamente nos últimos anos e que para verificar tal situação basta cair, por engano, no triângulo da copofonia da capital: Cais do Sodré – Santos – Docas;
- que há alguns bares e discotecas a dedicarem-se exclusivamente a servir este tipo de clientes e que os seus proprietários, mesmo sabendo que estão a cometer duas ilegalidades, permitem a entrada de menores nos seus estabelecimentos e (mais grave ainda) fornecem-lhes, sem restrições, bebidas alcoólicas;
- que as autoridades competentes conhecendo tal situação, nada fazem para pôr um travão a isto.
Nada de novo, portanto. Não é a primeira vez que a comunicação social aborda o assunto e ainda recordo-me perfeitamente de ter lido uma reportagem, no antigo DNA, o relato incrédulo de uma jornalista numa saída à noite. Parece que as coisas não melhoraram desde então, antes pelo contrário...
Também toda a gente sabe, excepto, claro, os pais e o senhor do IGAE (Inspecção-Geral das Actividades Económicas) que foi entrevistado na peça, que às sextas-feiras há uma famosa discoteca na capital onde barram a entrada a todas as pessoas com mais de 16 anos e que promove, no seu interior, festas com “bar aberto” a uma determinada hora.
Uma coisa é não saber, outra coisa, completamente diferente, é não querer saber!
No passado domingo, a RTP voltou à carga com uma reportagem, incluída no seu noticiário da noite, sobre os novos perigos da internet junto dos adolescentes de hoje.
Parece que as “nossas jovens” (desta vez a reportagem recaiu sobretudo sobre o sexo feminino), nos intervalos dos seus comas alcoólicos, andam a fotografar-se em “poses provocantes” e a publicar essas fotos numa página de internet (hi5). Para além das fotos, segundo a reportagem, as meninas colocam no seu perfil o seu endereço de Messenger para facilitar contactos. Nada disto parecia até ser muito grave se não houvesse por este mundo da depravação virtual alguns “predadores sexuais” à caça de miúdas virgens e inocentes! E pasmemo-nos pois segundo os relatos de algumas vítimas, pelo meio das conversas no MSN elas sentem-se muito “pressionadas” (?!) a passarem-lhes o número de telemóvel e até mesmo a morada e que até acabam por descobrir que “a maioria desses tarados mentem muito” e que “a maioria até são homens casados”!
O inspector da PJ entrevistado aconselha aos pais a informarem-se destes novos perigos causados pela internet... onde? Na própria internet! Como se todos os pais dominassem todo este novo mundo como os seus próprios filhos.
Na minha adolescência os meus pais não me deram um computador mas deram-me algumas regras. Uma delas era que não podia ir a bares e discotecas enquanto não atingisse a maioridade. Claro que tal não me impossibilitou de apanhar umas “bubas” valentes, mas nunca cheguei ao coma alcoólico porque sempre tive a noção de que beber até perder os sentidos, não deve ser uma coisa assim tão divertida. E a adolescência, se não me engano, até deveria ser sinónimo de divertimento... Pois para chatices já basta a fase ulterior.
- que há “putos e pitas” a beberem como gente grande;
- que a média de idades dos noctívagos das noites de Lisboa baixou drasticamente nos últimos anos e que para verificar tal situação basta cair, por engano, no triângulo da copofonia da capital: Cais do Sodré – Santos – Docas;
- que há alguns bares e discotecas a dedicarem-se exclusivamente a servir este tipo de clientes e que os seus proprietários, mesmo sabendo que estão a cometer duas ilegalidades, permitem a entrada de menores nos seus estabelecimentos e (mais grave ainda) fornecem-lhes, sem restrições, bebidas alcoólicas;
- que as autoridades competentes conhecendo tal situação, nada fazem para pôr um travão a isto.
Nada de novo, portanto. Não é a primeira vez que a comunicação social aborda o assunto e ainda recordo-me perfeitamente de ter lido uma reportagem, no antigo DNA, o relato incrédulo de uma jornalista numa saída à noite. Parece que as coisas não melhoraram desde então, antes pelo contrário...
Também toda a gente sabe, excepto, claro, os pais e o senhor do IGAE (Inspecção-Geral das Actividades Económicas) que foi entrevistado na peça, que às sextas-feiras há uma famosa discoteca na capital onde barram a entrada a todas as pessoas com mais de 16 anos e que promove, no seu interior, festas com “bar aberto” a uma determinada hora.
Uma coisa é não saber, outra coisa, completamente diferente, é não querer saber!
No passado domingo, a RTP voltou à carga com uma reportagem, incluída no seu noticiário da noite, sobre os novos perigos da internet junto dos adolescentes de hoje.
Parece que as “nossas jovens” (desta vez a reportagem recaiu sobretudo sobre o sexo feminino), nos intervalos dos seus comas alcoólicos, andam a fotografar-se em “poses provocantes” e a publicar essas fotos numa página de internet (hi5). Para além das fotos, segundo a reportagem, as meninas colocam no seu perfil o seu endereço de Messenger para facilitar contactos. Nada disto parecia até ser muito grave se não houvesse por este mundo da depravação virtual alguns “predadores sexuais” à caça de miúdas virgens e inocentes! E pasmemo-nos pois segundo os relatos de algumas vítimas, pelo meio das conversas no MSN elas sentem-se muito “pressionadas” (?!) a passarem-lhes o número de telemóvel e até mesmo a morada e que até acabam por descobrir que “a maioria desses tarados mentem muito” e que “a maioria até são homens casados”!
O inspector da PJ entrevistado aconselha aos pais a informarem-se destes novos perigos causados pela internet... onde? Na própria internet! Como se todos os pais dominassem todo este novo mundo como os seus próprios filhos.
Na minha adolescência os meus pais não me deram um computador mas deram-me algumas regras. Uma delas era que não podia ir a bares e discotecas enquanto não atingisse a maioridade. Claro que tal não me impossibilitou de apanhar umas “bubas” valentes, mas nunca cheguei ao coma alcoólico porque sempre tive a noção de que beber até perder os sentidos, não deve ser uma coisa assim tão divertida. E a adolescência, se não me engano, até deveria ser sinónimo de divertimento... Pois para chatices já basta a fase ulterior.
terça-feira, outubro 10, 2006
Jornalismos

Os nossos jornais desportivos são um primor no que toca à originalidade das expressões utilizadas nas suas capas (para não falar da especialidade das fotos): "Este é o melhor balneário da minha carreira".
Já imaginaram se este jornalismo propaga-se a outras áreas? Poderíamos ver, por exemplo, a Beyoncé, após o concerto do ano que vem, (novamente) na capa do Blitz com o seu ar maroto e o mínimo de roupa vestida possível. Imediatamente abaixo da sua foto apareceria: "este é o melhor camarim da minha tornée... tinha uma caixa de mon cherries, um massajador facial, entre outras coisas boas.”
Heroína
Para a votação d’Os Grandes Portugueses que a RTP está a promover, estava a pensar dar o meu voto à Teresa Guilherme pelo o seu “contributo significativo ao País”.
Porque mostra mamas num canal nacional em horário nobre e não é as dela. Graças a... Penim!
quarta-feira, outubro 04, 2006
A sms
Quantas vezes não nos detemos sobre um beijo?
Parados, hirtos, fitamos os lábios que dão cor ao nosso desejo, mas apesar disso não lhes tocamos, talvez com medo de borrar o fresco... E a pintura entristece, perde a cor...
O nosso desejo encarece de mais uma oportunidade falhada, inútil e afastamo-nos a passo pesado, deixando para trás um quadro do qual podíamos ter sido autores, mas porque o medo nos regelou a mão, deixamos incompleto, imperfeito...
O que dizer disto?
Não é todos os dias que se recebe uma sms assim é certo.
Não fico indiferente, por mais que tentasse, a estas palavras. Haveria quem, no meu lugar, rejubilasse de alegria certamente. Também haveria quem fugisse a sete pés. E eu? Eu fico com medo. Não me iludo. Isto não é só uma simples mensagem mais carinhosa de alguém que gosta da minha companhia ou que os meus beijos lhe possam despertar a sua veia poética. Tenho consciência da sua mensagem inerente. E é daí que vem todos os meus receios. Posso até ser um digno merecedor de tão belas palavras, mas tenho muitas dúvidas se estou no meu melhor momento para as receber. Mas enfim... gosto que me supreendam e isto até pode ser um bom começo para despertar aquele meu lado mais romântico e sensível que anda para aqui escondido. Talvez, só por isso, já tenha valido a pena.
Ao mesmo tempo que acabo de ler esta mensagem no telemóvel, salta-me diante dos olhos uma notícia no “Portugal Diário” que faz referência a uma pesquisa da revista britânica «Best». Diz que 70 por cento dos casais ingleses admitem que uma «flir-delity» (fusão entre o «flirt» e a «fidelity» (fidelidade)) ajuda a fortalecer as relações duradouras e a aumentar a auto-estima.
Enquanto que mais de meio-mundo anda por aí a brincar aos “casamentos de faz-de-conta”, fiquei a pensar se em vez de estar para aqui a “queixar-me” e a levantar uma série de questões pelo o conteúdo desta sms, se não deveria considerar-me um privilegiado por receber, de vez em quando, estes pequenos grandes gestos de carinho tão raros e fora de tempo mas que me fazem sentir tão bem? Ou seja, há que esclarecer: são estas coisas tão simples da vida que nos podem fazer aumentar a nossa auto-estima, um flirt aumentará o nosso espírito de aventura e, acima de tudo, a nossa tesão. São conceitos “ligeiramente” diferentes, diga-se.
Num mundo em que as pessoas estão cada vez mais predispostas a aceitar um sinal de engate espontâneo em vez de meia dúzia de palavras bonitas e mais profundas, um acto como este é, afinal, mais que uma prova de romantismo, uma prova de surpreendente coragem.
Parados, hirtos, fitamos os lábios que dão cor ao nosso desejo, mas apesar disso não lhes tocamos, talvez com medo de borrar o fresco... E a pintura entristece, perde a cor...
O nosso desejo encarece de mais uma oportunidade falhada, inútil e afastamo-nos a passo pesado, deixando para trás um quadro do qual podíamos ter sido autores, mas porque o medo nos regelou a mão, deixamos incompleto, imperfeito...
O que dizer disto?
Não é todos os dias que se recebe uma sms assim é certo.
Não fico indiferente, por mais que tentasse, a estas palavras. Haveria quem, no meu lugar, rejubilasse de alegria certamente. Também haveria quem fugisse a sete pés. E eu? Eu fico com medo. Não me iludo. Isto não é só uma simples mensagem mais carinhosa de alguém que gosta da minha companhia ou que os meus beijos lhe possam despertar a sua veia poética. Tenho consciência da sua mensagem inerente. E é daí que vem todos os meus receios. Posso até ser um digno merecedor de tão belas palavras, mas tenho muitas dúvidas se estou no meu melhor momento para as receber. Mas enfim... gosto que me supreendam e isto até pode ser um bom começo para despertar aquele meu lado mais romântico e sensível que anda para aqui escondido. Talvez, só por isso, já tenha valido a pena.
Ao mesmo tempo que acabo de ler esta mensagem no telemóvel, salta-me diante dos olhos uma notícia no “Portugal Diário” que faz referência a uma pesquisa da revista britânica «Best». Diz que 70 por cento dos casais ingleses admitem que uma «flir-delity» (fusão entre o «flirt» e a «fidelity» (fidelidade)) ajuda a fortalecer as relações duradouras e a aumentar a auto-estima.
Enquanto que mais de meio-mundo anda por aí a brincar aos “casamentos de faz-de-conta”, fiquei a pensar se em vez de estar para aqui a “queixar-me” e a levantar uma série de questões pelo o conteúdo desta sms, se não deveria considerar-me um privilegiado por receber, de vez em quando, estes pequenos grandes gestos de carinho tão raros e fora de tempo mas que me fazem sentir tão bem? Ou seja, há que esclarecer: são estas coisas tão simples da vida que nos podem fazer aumentar a nossa auto-estima, um flirt aumentará o nosso espírito de aventura e, acima de tudo, a nossa tesão. São conceitos “ligeiramente” diferentes, diga-se.
Num mundo em que as pessoas estão cada vez mais predispostas a aceitar um sinal de engate espontâneo em vez de meia dúzia de palavras bonitas e mais profundas, um acto como este é, afinal, mais que uma prova de romantismo, uma prova de surpreendente coragem.
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