
quarta-feira, maio 23, 2007
terça-feira, maio 22, 2007
Beijinho boooommm!
“A direita portuguesa é uma espécie de herdeira do absolutismo do século XIX, mantêm o absolutismo sobre os valores e não tem um discurso de respeito dos direitos dos outros, dos direitos individuais” critica Pires de Lima, em declarações ao jornal Público, acrescentando que o CDS tem de “reconhecer o direito de uma pessoa não ser julgada pelas suas opções de vida.”
O facto de tais palavras virem de um elemento do partido mais à direita do nosso parlamento já pode ser um progresso. Agora só resta que ele, os restantes deputados do CDS e a direita conservadora em geral, entendam que uma nacionalidade ou uma orientação sexual (por exemplo) não são “opções de vida”.
Mais à frente, nessa entrevista, diz que esta preocupação com os direitos individuais não significa que o CDS não seja contra o reconhecimento desses direitos.
Então, podemos todos dormir muito mais sossegados pois vamos passar a ter um partido na AR que - apesar de acharem os nossos “direitos individuais” uma coisa imensamente aborrecida e já terem garantido que não sairá da sua bancada um único voto a favor de qualquer proposta de lei em benefício dos mesmos - vão demonstrar a sua preocupação mandando-nos uma espécie de “beijinho booommmm”. Tá a ver?
O facto de tais palavras virem de um elemento do partido mais à direita do nosso parlamento já pode ser um progresso. Agora só resta que ele, os restantes deputados do CDS e a direita conservadora em geral, entendam que uma nacionalidade ou uma orientação sexual (por exemplo) não são “opções de vida”.
Mais à frente, nessa entrevista, diz que esta preocupação com os direitos individuais não significa que o CDS não seja contra o reconhecimento desses direitos.
Então, podemos todos dormir muito mais sossegados pois vamos passar a ter um partido na AR que - apesar de acharem os nossos “direitos individuais” uma coisa imensamente aborrecida e já terem garantido que não sairá da sua bancada um único voto a favor de qualquer proposta de lei em benefício dos mesmos - vão demonstrar a sua preocupação mandando-nos uma espécie de “beijinho booommmm”. Tá a ver?
domingo, maio 20, 2007
Tradição
A tourada é uma tradição. Uma tradição que só não foi criada pela Inquisição porque, provavelmente, na Idade Média ninguém se lembrou de que os cornos dos touros podiam estar associados a Satanás.
(Já dizer que a raça do touro bravo só ainda não foi extinta porque existe as touradas é de uma hipocrisia latente. Com uma mão passa-se, carinhosamente, com a mão pelo o lombo, com a outra espeta-se-lhe um ferro!)
(Já dizer que a raça do touro bravo só ainda não foi extinta porque existe as touradas é de uma hipocrisia latente. Com uma mão passa-se, carinhosamente, com a mão pelo o lombo, com a outra espeta-se-lhe um ferro!)
quinta-feira, maio 17, 2007
O homem é um animal de competição, por natureza
Juntei-me a um grupo de “amigos” e durante uma hora, num dia de semana, jogamos uma partida de Futsal, num complexo desportivo fechado.
Do grupo, poucos são amigos meus, são mais os amigos dos amigos e mais ainda, os amigos dos amigos dos amigos. O que é certo é que o grupo tem variado e aumentado desde que se começou com estas partidas. Na prática somos uns 11 ou 12 gajos com vontade de divertirmo-nos um pouco e cansarmo-nos... muito. A relva sintética, por onde corremos, tem essa particularidade: menor aderência obriga um esforço redobrado nos arranques e paragens. Mesmo usando os famosos sapatos com pitons – que não passa de um sapatinho com saltos altos em toda a superfície da sola, e obriga imediatamente a que passemos a usar aquele caminhar desajeitado dos futebolistas... mas é puro estilo, como diz o outro – que dão um certo apoio nesta área (aderência). Convém relembrar, também, que tratando-se de um campo coberto e não tendo luz natural, obriga a que pairam sobre as nossas cabeças uma dezena de focos potentíssimos - tal permitiria que um elemento de investigação da série CSI encontrasse com facilidade, a olho nu, um pelo púbico no meio daquela relva e desvendasse mais um caso – que transformam aqueles campos numa espécie de saunas de grande escala. Passando o exagero, dá para ficarmos com a roupa encharcada de suor e perdermos uns bons quilitos.
Somos amadores nesta prática desportiva, mas também já tem aparecido, para jogar connosco, alguns jogadores federados de um clube da região. É sempre bom ter por lá alguém que nos vá ensinando como se joga decentemente. Ou pelo menos, entre fintas à Ronaldo, vão tentando. Dos 16 anos aos quarenta e muitos, há para todas as idades e estaturas. Aparentemente, aqui, não há conflitos geracionais.
É interessante perceber, analisando exclusivamente (e a maior parte destas pessoas eu só os vejo ali, naquele campo, uma vez por semana) a forma como jogam, passam a bola ou não, reclamam por uma falta, o “fair-play” em geral, como interagem com o resto da sua equipa e com a equipa adversária, como tal pode repercutir-se na sua maneira de ser e de estar em outros ambientes. Há muitos jogadores esquecem-se que o Futsal, ou o Futebol em geral, é um desporto colectivo e isso pode significar muito mais que uma forma pessoal de encarar um jogo. Pode ter reflexos em toda uma vida social.
É também curioso constatar o facto dos elementos da equipa que saem daquele campo com mais golos sofridos, sejam os mais taciturnos nos balneários. Às vezes o rancor é tanto, que se “esquecem” de despedir dos amigos! Por momentos, esquece-se afinal a razão principal pela qual estamos todos ali e a competição, por mais que não o admitamos, invade-nos totalmente o espírito durante aqueles 60 minutos de chutos numa bola.
E por falar em balneários. Quem conhece os balneários dos futebolistas, sabe que são por si só diferentes e o que se passa lá dentro não tem comparação com qualquer outro tipo de balneário. A não perder, mais pormenores, num próximo post.
Do grupo, poucos são amigos meus, são mais os amigos dos amigos e mais ainda, os amigos dos amigos dos amigos. O que é certo é que o grupo tem variado e aumentado desde que se começou com estas partidas. Na prática somos uns 11 ou 12 gajos com vontade de divertirmo-nos um pouco e cansarmo-nos... muito. A relva sintética, por onde corremos, tem essa particularidade: menor aderência obriga um esforço redobrado nos arranques e paragens. Mesmo usando os famosos sapatos com pitons – que não passa de um sapatinho com saltos altos em toda a superfície da sola, e obriga imediatamente a que passemos a usar aquele caminhar desajeitado dos futebolistas... mas é puro estilo, como diz o outro – que dão um certo apoio nesta área (aderência). Convém relembrar, também, que tratando-se de um campo coberto e não tendo luz natural, obriga a que pairam sobre as nossas cabeças uma dezena de focos potentíssimos - tal permitiria que um elemento de investigação da série CSI encontrasse com facilidade, a olho nu, um pelo púbico no meio daquela relva e desvendasse mais um caso – que transformam aqueles campos numa espécie de saunas de grande escala. Passando o exagero, dá para ficarmos com a roupa encharcada de suor e perdermos uns bons quilitos.
Somos amadores nesta prática desportiva, mas também já tem aparecido, para jogar connosco, alguns jogadores federados de um clube da região. É sempre bom ter por lá alguém que nos vá ensinando como se joga decentemente. Ou pelo menos, entre fintas à Ronaldo, vão tentando. Dos 16 anos aos quarenta e muitos, há para todas as idades e estaturas. Aparentemente, aqui, não há conflitos geracionais.
É interessante perceber, analisando exclusivamente (e a maior parte destas pessoas eu só os vejo ali, naquele campo, uma vez por semana) a forma como jogam, passam a bola ou não, reclamam por uma falta, o “fair-play” em geral, como interagem com o resto da sua equipa e com a equipa adversária, como tal pode repercutir-se na sua maneira de ser e de estar em outros ambientes. Há muitos jogadores esquecem-se que o Futsal, ou o Futebol em geral, é um desporto colectivo e isso pode significar muito mais que uma forma pessoal de encarar um jogo. Pode ter reflexos em toda uma vida social.
É também curioso constatar o facto dos elementos da equipa que saem daquele campo com mais golos sofridos, sejam os mais taciturnos nos balneários. Às vezes o rancor é tanto, que se “esquecem” de despedir dos amigos! Por momentos, esquece-se afinal a razão principal pela qual estamos todos ali e a competição, por mais que não o admitamos, invade-nos totalmente o espírito durante aqueles 60 minutos de chutos numa bola.
E por falar em balneários. Quem conhece os balneários dos futebolistas, sabe que são por si só diferentes e o que se passa lá dentro não tem comparação com qualquer outro tipo de balneário. A não perder, mais pormenores, num próximo post.
terça-feira, maio 15, 2007
:-)
Se a curto prazo houver uma súbita ausência de novos posts, informo, desde já, que é por um bom motivo!
Não é todas as semanas que o meu agregado familiar aumenta e que, consequentemente, sobre tal novo elemento recaia grande parte da minha atenção.
Nasceu não sei quando, nem sei onde, mas consta que pesa mais de tonelada e meia e é os olhos do pai... O que posso garantir mais convictamente é que a única coisa que se abriu para o “dar à luz” foi a imaginação de um designer (de olhos em bico?!) e o meu bolso. E doeu? Sim mas, como qualquer outra dor de parto, será devidamente compensada... espero.
Não é todas as semanas que o meu agregado familiar aumenta e que, consequentemente, sobre tal novo elemento recaia grande parte da minha atenção.
Nasceu não sei quando, nem sei onde, mas consta que pesa mais de tonelada e meia e é os olhos do pai... O que posso garantir mais convictamente é que a única coisa que se abriu para o “dar à luz” foi a imaginação de um designer (de olhos em bico?!) e o meu bolso. E doeu? Sim mas, como qualquer outra dor de parto, será devidamente compensada... espero.
Perfeito, perfeito era ele funcionar a leite. Assim não haveria consumos de 8 litros aos 100 (km), que me deixassem com o cabelo em pé. Às tantas optaria por comprar uma vaca como extra!
“Chorão ou não”, à noite, o meu “novo rebento”, por via das dúvidas, ficará na garagem.
“Chorão ou não”, à noite, o meu “novo rebento”, por via das dúvidas, ficará na garagem.
segunda-feira, maio 14, 2007
Um homem desadmirável
Uma das "sócias" da S. A. mais conhecida da blogosfera escreve bem que se farta. Um exemplo:
sexta-feira, maio 11, 2007
Maddie
Nós acusamos os pais de leviandade. Os ingleses acusam a nossa polícia de incompetência, reclamando que o nosso segredo de justiça é incompatível com a sua exigência mediática. Eles vão pedir a sua revisão. Como irão pedir que passemos a falar melhor inglês, a circular pela esquerda e comecemos a comer peixe frito com batatas fritas. Ah esperem... mas isso já nós, allgarvios ou não, já vamos fazendo! Será que nos obrigarão, também, a ser monárquicos?
Agora que já se sabe tudo sobre a família, onde moram, como vivem, a sua religião, a opinião dos psicólogos, dos criminalistas, dos investigadores ingleses na reforma (que se deslocaram de popósito ao Algarve), a senhora do quiosque e o homem do talho... Só falta mesmo saber o paradeiro desta criança.
Acreditem que tudo isto passa a ser insignificante quando comparável com qualquer lágrima que tenha escorrido, nesta última semana, por uma das faces deste pequeno anjo.
quarta-feira, maio 09, 2007
Cala-te e escreve!

Eduardo Madeira, humorista e escritor.
A nível de espontaneidade é um mau humorista, os seus trocadilhos são muito básicos e regra geral, as suas intervenções são de tal forma non-sense que dificilmente sairiam da boca de uma criança de 5 anos. Na televisão, humor pior que o dele só naquele programa que o Aldo Lima fazia para a RTP. No stand up comedy não consegue manter uma postura credível, atrapalha-se, descontrola-se e não consegue parar de rir. E assim, por mais piada que tenha a “piada”, o resultado final nunca passa da mediocridade. E vale a pena falar dos “Cebola-Mol”?
Por outro lado, e surpreendentemente, escreve muito bem, é directo, coerente e certeiro nos textos que publica. Com algum humor e ironia lá vai dizendo umas verdades que alguns cronistas profissionais temeriam dizer – até podem dizê-las, mas só alguns é que entenderão e sinceramente, uma verdade subentendida vale quase tanto como uma mentira camuflada. Mas nada de confusões: a origem disto tudo está mais associada à escola "Produções Fictícias" do que aos textos do “Filme da Treta”. No entanto há por aí um livro de “estórias” por descobrir...
A nível de espontaneidade é um mau humorista, os seus trocadilhos são muito básicos e regra geral, as suas intervenções são de tal forma non-sense que dificilmente sairiam da boca de uma criança de 5 anos. Na televisão, humor pior que o dele só naquele programa que o Aldo Lima fazia para a RTP. No stand up comedy não consegue manter uma postura credível, atrapalha-se, descontrola-se e não consegue parar de rir. E assim, por mais piada que tenha a “piada”, o resultado final nunca passa da mediocridade. E vale a pena falar dos “Cebola-Mol”?
Por outro lado, e surpreendentemente, escreve muito bem, é directo, coerente e certeiro nos textos que publica. Com algum humor e ironia lá vai dizendo umas verdades que alguns cronistas profissionais temeriam dizer – até podem dizê-las, mas só alguns é que entenderão e sinceramente, uma verdade subentendida vale quase tanto como uma mentira camuflada. Mas nada de confusões: a origem disto tudo está mais associada à escola "Produções Fictícias" do que aos textos do “Filme da Treta”. No entanto há por aí um livro de “estórias” por descobrir...
Felizmente um dos jornais com mais tiragem no nosso país percebeu isto a tempo e contratou-o. Há coisas, como as suas crónicas, que devem ser bem partilhadas.
Aqui está alguém que se pode aplicar a regra: perdoa-se os disparates que diz pelo bem que escreve.
Aqui está alguém que se pode aplicar a regra: perdoa-se os disparates que diz pelo bem que escreve.
segunda-feira, maio 07, 2007
Orientação Fatal
Sir John Browne, (ex-)CEO da petrolífera BP, demitiu-se na semana passada, ou pelo menos, é (só) isto que tem vindo a ser noticiado nos jornais da especialidade. As verdadeiras razões desta demissão súbita – o Sr. Browne tinha anteriormente anunciado a sua saída da BP para Julho do corrente ano – provavelmente nunca iremos ficar a saber. Mas o que se sabe então?
Resumidamente: no ano passado um diário inglês noticiou um escândalo (quem diria!?) declarando que o “big boss” da BP terá usado meios financeiros, materiais e humanos da sua empresa para iniciar um pequeno negócio chefiado por Jeff Chevalier. Pareceu-me óbvio que tal notícia não merecia o destaque de primeira página dos tabloids ingleses se na altura daquela “falcatruazita”, Mr. Browne & Mr. Chevalier, não mantivessem uma relação afectiva e, já agora, se não tivesse sido o próprio Mr. Chevalier, depois de um “divórcio” pouco litigioso, a “dar com a língua nos dentes”. No fim de contas, a descoberta da orientação sexual do “chefão” da BP causou muito mais impacto nos meios de comunicação social do que propriamente a sua gestão negligente. Aliás, para os meios de comunicação social britânicos, para o conselho de administração da empresa, que até classificou os meios usados como “unfounded or insubstantive” e para o próprio juiz que tomou conta deste processo em tribunal. Pois parece que o único facto relevante que gerou mais dúvidas em todo o processo legal desencadeado por esta fraude, prendeu-se com o facto do Sir. Browne ter mentido, em audiência, no que diz respeito ao local onde o “casal” se encontrou pela primeira vez: ele disse que foi num parque, o ex-companheiro diz que foi num clube. E... ?!
Convém relembrar que este homem, comandou esta grande multinacional durante mais de 40 anos, deixou marcas incontornáveis e inovadoras na forma como incutiu o espírito de gestão extra-petróleo com preocupações humanistas e ambientais, tendo inclusive recebido um prémio da Greenpeace. As fusões com as companhias: Amoco, Arco e Castrol também foram lideradas por ele. Por outro lado também está associado, pela negativa, enquanto chefe executivo da empresa em questão, à explosão de uma refinaria no Texas que tirou a vida a 15 pessoas e mais recentemente a um grande desastre ambiental no Alaska, num dos campos de extracção de petróleo da BP. É importante referir que o seu lugar nunca foi posto em causa após a ocorrência de qualquer uma destas situações.
O conselho de administração da BP aceitou prontamente a sua demissão acrescentando: “a tragedy that he should be compelled by his sense of honor to resign in these painful circumstances". Pois… mas as “tragédias” aconteceram em 2006 e o “tempo de honra” há muito que passou. O que era mais difícil de deixar passar depois disto era um CEO gay ou melhor: um CEO gay-não-assumido-mas-agora-muuuuuito-conhecido.
A vida privada quando interfere na vida profissional pode ser prejudicial em muitas situações. Nesta foi fatal. E quando alguém diz que “ninguém tem nada a ver com isso”, em tempos de cusquice da vida alheia, da moralidade puritana e da desconfiança generalizada, parece que já está a querer passar o seu atestado de óbito profissional.
Resumidamente: no ano passado um diário inglês noticiou um escândalo (quem diria!?) declarando que o “big boss” da BP terá usado meios financeiros, materiais e humanos da sua empresa para iniciar um pequeno negócio chefiado por Jeff Chevalier. Pareceu-me óbvio que tal notícia não merecia o destaque de primeira página dos tabloids ingleses se na altura daquela “falcatruazita”, Mr. Browne & Mr. Chevalier, não mantivessem uma relação afectiva e, já agora, se não tivesse sido o próprio Mr. Chevalier, depois de um “divórcio” pouco litigioso, a “dar com a língua nos dentes”. No fim de contas, a descoberta da orientação sexual do “chefão” da BP causou muito mais impacto nos meios de comunicação social do que propriamente a sua gestão negligente. Aliás, para os meios de comunicação social britânicos, para o conselho de administração da empresa, que até classificou os meios usados como “unfounded or insubstantive” e para o próprio juiz que tomou conta deste processo em tribunal. Pois parece que o único facto relevante que gerou mais dúvidas em todo o processo legal desencadeado por esta fraude, prendeu-se com o facto do Sir. Browne ter mentido, em audiência, no que diz respeito ao local onde o “casal” se encontrou pela primeira vez: ele disse que foi num parque, o ex-companheiro diz que foi num clube. E... ?!
Convém relembrar que este homem, comandou esta grande multinacional durante mais de 40 anos, deixou marcas incontornáveis e inovadoras na forma como incutiu o espírito de gestão extra-petróleo com preocupações humanistas e ambientais, tendo inclusive recebido um prémio da Greenpeace. As fusões com as companhias: Amoco, Arco e Castrol também foram lideradas por ele. Por outro lado também está associado, pela negativa, enquanto chefe executivo da empresa em questão, à explosão de uma refinaria no Texas que tirou a vida a 15 pessoas e mais recentemente a um grande desastre ambiental no Alaska, num dos campos de extracção de petróleo da BP. É importante referir que o seu lugar nunca foi posto em causa após a ocorrência de qualquer uma destas situações.
O conselho de administração da BP aceitou prontamente a sua demissão acrescentando: “a tragedy that he should be compelled by his sense of honor to resign in these painful circumstances". Pois… mas as “tragédias” aconteceram em 2006 e o “tempo de honra” há muito que passou. O que era mais difícil de deixar passar depois disto era um CEO gay ou melhor: um CEO gay-não-assumido-mas-agora-muuuuuito-conhecido.
A vida privada quando interfere na vida profissional pode ser prejudicial em muitas situações. Nesta foi fatal. E quando alguém diz que “ninguém tem nada a ver com isso”, em tempos de cusquice da vida alheia, da moralidade puritana e da desconfiança generalizada, parece que já está a querer passar o seu atestado de óbito profissional.
sexta-feira, maio 04, 2007
A fasquia
Já não bastava as palhaçadas do rei da ilha das bananas pequenas, Alberto João Jardim, o diploma do Sócrates e a polémica com a UnI, a bronca na CML, o cartaz do PNR, o vídeo da Elsa Raposo, o livro da Carolina Salgado, as escutas telefónicas envolvendo dirigentes desportivos e árbitros de futebol, as romarias organizadas para percorrer o Túnel do Marquês durante a sua inauguração, etc. , para considerar este 2007, um ano rico em tontices (por excelência) e ainda deparo-me com isto:
1. No dia 19 de Maio vai realizar-se, no Parque da Bela Vista, o Festival Creamfields. Supostamente um festival de música. No entanto a organização publicita agora um evento paralelo denominado “jantar no céu”. “Dinner In The Sky”, o nome original, consiste em um jantar numa mesa de 22 lugares suspensa a 50 metros do solo!
1. No dia 19 de Maio vai realizar-se, no Parque da Bela Vista, o Festival Creamfields. Supostamente um festival de música. No entanto a organização publicita agora um evento paralelo denominado “jantar no céu”. “Dinner In The Sky”, o nome original, consiste em um jantar numa mesa de 22 lugares suspensa a 50 metros do solo!
Uau! Dá vontade de perguntar: duh... nunca comeram num avião?
2. Vai realizar-se uma marcha em Lisboa e no Porto pela legalização da cannabis. A organização da marcha apela, no site oficial, para que as pessoas levem “roupa verde, tintas para o rosto - de preferência em tons de verde -, apitos de plástico, panos com slogans reivindicativos (mas não ofensivos), alegria, pequenas quantidades, djambés , pandeiretas”, entre outros “adereços”.
2. Vai realizar-se uma marcha em Lisboa e no Porto pela legalização da cannabis. A organização da marcha apela, no site oficial, para que as pessoas levem “roupa verde, tintas para o rosto - de preferência em tons de verde -, apitos de plástico, panos com slogans reivindicativos (mas não ofensivos), alegria, pequenas quantidades, djambés , pandeiretas”, entre outros “adereços”.
Oh god!
3. Recebido por e-mail e é uma notícia que circula já há alguns dias pela comunicação social:
“Apresenta aos domingos à tarde sintomas como: Taquicárdia; Aumento da tensão arterial; Tremores; Voz trémula; Falta de ar; Ruborização (corar); Náuseas; Diarreia; Mãos frias e suadas; Tensão muscular; Desconforto gastro-intestinal; Sudação excessiva (suar); Dificuldade de contacto a nível dos olhos?!
ENTÃO É PORQUE SENTE A FALTA DE PASSEAR DURANTE TODO O FIM DE SEMANA PELOS HIPERMERCADOS !!!COMBATA O SEU PROBLEMA APOIANDO A ABERTURA DOS HIPERMERCADOS 24H POR DIA!!!
Os hipermercados querem que o Governo altere a lei que os obriga a fechar aos domingos e feriados à tarde, classificando esta imposição como "discriminatória" e "anticoncorrencial". Nesse sentido, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) promove, a partir de hoje e até 20 de Maio, uma campanha de sensibilização, com recolha de assinaturas nos pontos de venda e na Internet contra a limitação de horários.”
Caramba, ainda nem chegamos a metade do ano! Na realidade, desde que organizaram (com sucesso) uma mega-feijoada sobre uma ponte, este país nunca mais foi o mesmo. O mais curioso é que parece haver entre algumas pessoas deste país uma acérrima disputa para tentar superar essa fasquia. A fasquia do ridículo e da parvoíce.
3. Recebido por e-mail e é uma notícia que circula já há alguns dias pela comunicação social:
“Apresenta aos domingos à tarde sintomas como: Taquicárdia; Aumento da tensão arterial; Tremores; Voz trémula; Falta de ar; Ruborização (corar); Náuseas; Diarreia; Mãos frias e suadas; Tensão muscular; Desconforto gastro-intestinal; Sudação excessiva (suar); Dificuldade de contacto a nível dos olhos?!
ENTÃO É PORQUE SENTE A FALTA DE PASSEAR DURANTE TODO O FIM DE SEMANA PELOS HIPERMERCADOS !!!COMBATA O SEU PROBLEMA APOIANDO A ABERTURA DOS HIPERMERCADOS 24H POR DIA!!!
Os hipermercados querem que o Governo altere a lei que os obriga a fechar aos domingos e feriados à tarde, classificando esta imposição como "discriminatória" e "anticoncorrencial". Nesse sentido, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) promove, a partir de hoje e até 20 de Maio, uma campanha de sensibilização, com recolha de assinaturas nos pontos de venda e na Internet contra a limitação de horários.”
Caramba, ainda nem chegamos a metade do ano! Na realidade, desde que organizaram (com sucesso) uma mega-feijoada sobre uma ponte, este país nunca mais foi o mesmo. O mais curioso é que parece haver entre algumas pessoas deste país uma acérrima disputa para tentar superar essa fasquia. A fasquia do ridículo e da parvoíce.
quinta-feira, maio 03, 2007
Declaração

A ideia de que o melhor rock tenha que ser tocado e/ou cantado por uma banda do sexo masculino e em inglês é um preconceito completamente ultrapassado. Poderia argumentar esta tentativa de desmistificação com vários exemplos retirados do já longo percurso da história deste estilo musical, mas vou limitar-me a fazer referência a uma das mais interessantes bandas do panorama musical actual.
As Electrelane formaram-se em 1998, em Brighton, Inglaterra. Em 2001 lançam “Rock it to the moon”, um disco de krautrock puro e duro. Um primeiro disco praticamente quase todo instrumental e, diria, face ao que fizeram posteriormente, experimental. “The power out”, o segundo disco, é o meu disco favorito destas senhoras. Juntam às guitarras e ao órgão, as letras em inglês, em alemão... e em espanhol! Rock mais directo e melódico. “On parade”, “Birds” e “Oh sombra!” são só três exemplos de clássicos instantâneos. “Axes”, de 2005, é também um disco magnífico e é uma espécie de “resumo da (melhor) matéria dada” nos dois discos anteriores. No verão do ano passado lançaram uma compilação com alguns b-sides, raridades, temas dos discos anteriores tocados ao vivo e a melhor versão de “I’m on fire” de Bruce Springsteen jamais feita.
Neste mês vão lançar “No shouts no calls”, o novo disco de originais. Outro disco quase perfeito com grandes canções rock. Talvez as mais “orelhudas” escritas por elas até hoje. Já é um dos discos deste ano.
As Electrelane formaram-se em 1998, em Brighton, Inglaterra. Em 2001 lançam “Rock it to the moon”, um disco de krautrock puro e duro. Um primeiro disco praticamente quase todo instrumental e, diria, face ao que fizeram posteriormente, experimental. “The power out”, o segundo disco, é o meu disco favorito destas senhoras. Juntam às guitarras e ao órgão, as letras em inglês, em alemão... e em espanhol! Rock mais directo e melódico. “On parade”, “Birds” e “Oh sombra!” são só três exemplos de clássicos instantâneos. “Axes”, de 2005, é também um disco magnífico e é uma espécie de “resumo da (melhor) matéria dada” nos dois discos anteriores. No verão do ano passado lançaram uma compilação com alguns b-sides, raridades, temas dos discos anteriores tocados ao vivo e a melhor versão de “I’m on fire” de Bruce Springsteen jamais feita.
Neste mês vão lançar “No shouts no calls”, o novo disco de originais. Outro disco quase perfeito com grandes canções rock. Talvez as mais “orelhudas” escritas por elas até hoje. Já é um dos discos deste ano.
Só falta mesmo anunciarem um concerto no nosso país. Ouvir os seus discos é uma experiência que me deixa extasiado, mas o que seria verdadeiramente fenomenal era vê-las a tocar ao vivo. Porque há determinadas coisas que não devem ser feitas à distância, como por exemplo uma declaração de amor. E eu preciso de lhes olhar nos olhos para dizer que as amo!
Os discos em questão estão à distância de um “save target as” neste directório.
Os discos em questão estão à distância de um “save target as” neste directório.
quarta-feira, maio 02, 2007
Amor sem limites

Actualmente passa um filme na sala 6 do cinema Alvaláxia, em Lisboa, do qual ainda não tinha ouvido falar até ao momento que passei os olhos pelo folheto de distribuição gratuita dos cinemas Millenium. “Amor Sinistro” (Grimm Love, de Martin Weisz) teve uma estreia bastante discreta (só estreou nesta sala em Lisboa e em duas no Porto). Depois de o ver, de certa forma, entendi a razão. Trata-se de um filme perturbador e de difícil “digestão”.
Lembram-se daquele caso de canibalismo que chocou a Alemanha (e o resto do mundo), há poucos anos atrás, em que um homem colocou um anúncio na internet à procura de um outro homem para o comer (acrescento: literalmente)? Pois bem, “Amor Sinistro” baseia-se neste episódio macabro. Não é um filme de terror, ou pelo menos, e para desilusão de muitos fãs do gore que rumarão até aquela sala de cinema, não há cenas visivelmente muito chocantes ou aterrorizantes mas não deixa de ser um thriller muito tenso e psicologicamente agonizante. Tentar entender as razões pela qual uma pessoa desejaria tanto comer outra e, principalmente a predisposição desta a sujeitar-se a tal acto, deve ter sido o principal objectivo do argumentista de “Amor Sinistro”. Por isso incluiu no enredo uma estudante americana, com a missão de fazer uma tese sobre o caso. Do interesse à obsessão a distância vai ser muito curta. Ela acaba por acrescentar muito pouco à história (apesar do facto de ela assumir, no início do filme, as suas dificuldades em encontrar o seu próprio amor ser um dado muito curioso) mas vai ser através dela que vamos descobrir tais causas (como não poderia deixar de ser: lá teremos que regressar ao período de infância do canibal e da sua “vítima” para entender que estavam predestinados um para o outro) e é com ela que vamos ver (e sofrer com) o vídeo do acto de canibalismo filmado pelo seu perpetuador. Ela simbolicamente representará então o nosso lado mais voyeur e perverso. Sinceramente imaginar alguém a cortar, a cozinhar e posteriormente a comer um pénis não fará parte das minhas fantasias mais recônditas e muito menos incluiria tal acto como um ritual ou sacrifício de “amor” a seguir, mas penso que tenha alcançado a ideia geral do realizador deste estranho filme.
quinta-feira, abril 26, 2007
O meu ponto R(acional)
Só me foi dada a conhecer através do sítio do Markl. Felina é criticada – quase na mesma proporção que é elogiada – porque expõe a sua intimidade num blogue. Basicamente limita-se a descrever, com muita sensualidade, os jogos sexuais com o seu parceiro e o melhor que se pode tirar disto, é entender este seu orgulho com que o faz. Orgulho por ter uma vida sexual intensa e completa, saudavelmente partilhada em forma de prosa erótica. Não se trata de uma ideia original mas, ao contrário de outros blogues da mesma “família”, há que a congratular por fazê-lo através de uma linguagem cuidada e nada vulgar. O sucesso do seu “Ponto G” já deu frutos: há um livro publicado com os relatos da sua autoria. De resto nada mais nos devia surpreender ou não fosse o sexo, nas suas múltiplas vertentes, sinónimo de sucesso em qualquer tipo de “negócio”.
Do meu ponto de vista, Felina só falha num ponto. Não está directamente relacionado com as suas “histórias quentes” e está longe de ser uma falha consciente. O erro passa acima de tudo pela percepção que os seus leitores possam ter das suas palavras, nomeadamente quando a Felina-sexual se transforma na Felina-sexóloga. Um exemplo. Num dos seus últimos posts, ela responde a um e-mail de um “fã” que lhe solicita ajuda para tentar convencer a sua parceira a fazer sexo anal. Felina aborda, e bem (há que dizê-lo), o preconceito de algumas mulheres face a esta prática sexual, digamos, menos convencional. Entrando por uma vertente pedagógica – ela assume que não tem formação na área mas em contrapartida possui uma “experiência muito sólida” – acaba por dar conselhos bastante práticos que faziam corar a mais desinibida das conselheiras do diário da “Maria”. O “problema” começa aqui. Quem lê aquelas palavras e se reveja no caso, interpreta que a recusa da namorada em fazer sexo anal é um mero problema de tabus a ultrapassar. Pode ser... mas também pode não ser. Pode haver medo... mas também pode não haver qualquer prazer. Assumir por palavras bonitas e corajosas que todo o sexo é um dogma e que o preconceito é a resposta “chapa 5” para todos os “traumas” sexuais é pura fantasia e especulação. O prazer (mutuo) deve ser a base para uma relação sexual saudável e é só isso que está aqui em questão.
Por fim, e como já disse à Felina, se uma relação entra em crise só porque alguém não tolera a não predisposição do outro para submeter-se a uma “pequena dor” durante uma prática sexual, é porque há por aí algo bem mais importante em jogo que deve ser ponderado. Mas se há acordo de ambas as partes para que o masoquismo light ou a submissão compulsiva (e inconsciente) entre na sua vida íntima, já cá não está quem escreveu isto!
Do meu ponto de vista, Felina só falha num ponto. Não está directamente relacionado com as suas “histórias quentes” e está longe de ser uma falha consciente. O erro passa acima de tudo pela percepção que os seus leitores possam ter das suas palavras, nomeadamente quando a Felina-sexual se transforma na Felina-sexóloga. Um exemplo. Num dos seus últimos posts, ela responde a um e-mail de um “fã” que lhe solicita ajuda para tentar convencer a sua parceira a fazer sexo anal. Felina aborda, e bem (há que dizê-lo), o preconceito de algumas mulheres face a esta prática sexual, digamos, menos convencional. Entrando por uma vertente pedagógica – ela assume que não tem formação na área mas em contrapartida possui uma “experiência muito sólida” – acaba por dar conselhos bastante práticos que faziam corar a mais desinibida das conselheiras do diário da “Maria”. O “problema” começa aqui. Quem lê aquelas palavras e se reveja no caso, interpreta que a recusa da namorada em fazer sexo anal é um mero problema de tabus a ultrapassar. Pode ser... mas também pode não ser. Pode haver medo... mas também pode não haver qualquer prazer. Assumir por palavras bonitas e corajosas que todo o sexo é um dogma e que o preconceito é a resposta “chapa 5” para todos os “traumas” sexuais é pura fantasia e especulação. O prazer (mutuo) deve ser a base para uma relação sexual saudável e é só isso que está aqui em questão.
Por fim, e como já disse à Felina, se uma relação entra em crise só porque alguém não tolera a não predisposição do outro para submeter-se a uma “pequena dor” durante uma prática sexual, é porque há por aí algo bem mais importante em jogo que deve ser ponderado. Mas se há acordo de ambas as partes para que o masoquismo light ou a submissão compulsiva (e inconsciente) entre na sua vida íntima, já cá não está quem escreveu isto!
terça-feira, abril 24, 2007
Olha a série fresquinha!

Só há pouco tempo tive conhecimento de que a TVI andava a passar esta bela e premiada série. Já vai na segunda época e passa por volta das 2h30! Chamaram-lhe “De mal a pior”!
Com algumas traduções de títulos de filmes e séries que aparecem por aí, fico com a sensação que a pessoa que dava nome às revistas do Parque Mayer fez uma grande escola.
Assim deixo algumas sugestões para novas séries a ser adquiridas pela TVI, a passar no próximo horário que ficar livre entre as 4 e as 5 da manhã, ou pela RTP, a passar depois da hora de almoço no primeiro e quarto domingo de cada mês ou nos dias e nas horas em que o Nuno Santos lhe apetecer.
Entourage (HBO) – A vida é lindaaa
Oleg the taxi man (Fox) – O´leg olhó taxista
Are you smarter than a 5th grader? (Fox) – És esperto como o Sócrates?
Thank God You’re here (NBC) – Valha-me Deus, tás aqui tás ali!
Drive (Fox) – Prego-a-fundo
Law & Order: Criminal Intent (NBC) – O advogado é que decide
Medium (NBC) – Esfrega-me a bola de cristal
segunda-feira, abril 23, 2007
Monday bloody monday
Não adianta mantermo-nos pacificamente no nosso lugar porque qualquer pequeno passo que possamos dar já pudemos, inconscientemente, estar no meio de mais uma batalha. Pior do que estarmos desprevenidos para uma guerra não provocada, é confrontar com um inimigo que nos estende uma mão para cumprimentar e com a outra aplica o primeiro golpe.
E as batalhas mais sangrentas não são as que se limitam a abrir novos golpes, mas aquelas que reabrem as feridas que levaram tanto tempo a sarar.
E as batalhas mais sangrentas não são as que se limitam a abrir novos golpes, mas aquelas que reabrem as feridas que levaram tanto tempo a sarar.
sexta-feira, abril 20, 2007
Causa e consequência
quarta-feira, abril 18, 2007
O melhor do pior
O balanço do mês de Março da oferta televisiva, realizado pela Associação de Telespectadores (ATV), uma das associações que representa o espectador (qual espectador?!), realça pela positiva programas como "Príncipes do nada" (RTP), "Missa dominical" (TVI) e "Livro de Reclamações" (SIC). Pela negativa, critica "Festival da canção" (RTP), "Hora H" (SIC) e "A bela e o mestre" (TVI).
Eles deviam ter que apontar um programa "menos mau" para cada canal e a "Missa" deve ser mesmo o melhor que a TVI tem para nos mostrar. Para além das pernas da Marisa Cruz, os olhos da Joana Solnado e o corpo de José Fidalgo.
Eles deviam ter que apontar um programa "menos mau" para cada canal e a "Missa" deve ser mesmo o melhor que a TVI tem para nos mostrar. Para além das pernas da Marisa Cruz, os olhos da Joana Solnado e o corpo de José Fidalgo.
segunda-feira, abril 16, 2007
É um Nissan "Cascai(s)" tá-a-ver?

A Nissan depara-se com um fenómeno anormal de procura de um veículo para o qual não estava minimamente preparada. Não estamos a falar nem de um típico veículo ligeiro, nem de um jipe, nem de um SUV… é uma mistura disto tudo! “O Melhor de vários mundos”, dizem eles. O Qashqai é um carro versátil, não catalogável, que não deixa ninguém indiferente e que acaba por abranger vários tipos de potenciais compradores. E o brilhante anúncio do “carro-skate” também marca a diferença.
Este carro tem tudo para ser um sucesso estrondoso (pelo menos enquanto não tiver concorrência) e ainda por cima tem um preço que não nos faz desaparecer do stand à mesma velocidade com que o Mourinho muda de ideias se quer ou não ficar no Chelsea. Está longe de ser um carro barato, principalmente se compararmos com os preços praticados em Espanha, mas, digamos, para o carro que é e o motor e o equipamento que tem, é menos caro. No entanto sejamos sinceros, a Nissan é uma marca nipónica bastante conceituada mas não é uma marca de “volumes”. Acomodou-se a vender veículos para nichos de mercado bastante específicos e as suas últimas apostas têm sido exclusivamente para veículos 4X4, tinha que vir agora uma espécie de carro TT, com um nome, na mesma proporção, esquisito e chique, “Cascai(s)”, quebrar-lhes a rotina.
Quer queiramos, quer não, este é o modelo mais importante que a Nissan lança nos últimos 10 anos.
O meu cunhado, vendedor da marca, disse-me que neste momento os pedidos de encomenda são tantos – para o habitual volume da Nissan – que o novo sistema informático que fornece as previsões de entregas entrou em colapso e deixou de dar dados minimamente coerentes. De qualquer forma, ele, disse-me que já houve alguém que aceitou encomendar um Qashqai com uma possível entrega para Setembro (!?). Para mim ainda mais difícil de entender que alguém aceite esperar 6 meses pela entrega de um carro, é compreender como nos nossos tempos, com tantos estudos de mercado e técnicas de produção tão desenvolvidas, uma multinacional que já anda neste negócio há tantos anos, não consegue responder eficazmente à procura de um novo modelo.
Também poderemos estar perante uma situação denominada na gíria dos vendedores por, e perdoem-me a expressão, “tesão do mijo” – a procura desenfreada no momento do lançamento dos veículos – mas há quem garanta que se trata de uma “erecção” demasiado prolongada para ser um mero fenómeno pontual.
Para quem acha que um carro destes – mais alto e pesado que os “ditos” normais – perde em aerodinâmica, estabilidade e potência (mesmo só com os 106 cavalos, nas versões com motor 1.5 dCi), nomeadamente nas curvas, sugiro que faça um test-drive. Quem já tenha conduzido este ou um Scenic ou mesmo uma Megane (penso que o motor, se não é o mesmo, deve ser muito semelhante) saberá certamente do que falo.
Existem 3 modelos: o Vísia, o Acenta e o Tekna. Do primeiro para o último, a diferença está nos equipamentos de série e opcionais, e, claro, nos preços: pode ir dos 23.949 euros, o Vísia 4X2 1.6 a gasolina, até ao Tekna 4X4 com um motor a diesel 2.0 que custa no mínimo 36.390 euros (preços de catálogo) – sem querer ferir susceptibilidades e provocar a frustração a alguém, acrescento ainda que este modelo 4X4 mais completo pode ser adquirido pelos espanhóis, mais ou menos, ao mesmo preço que um português compra um Vísia, sem extras. Informo, também, que a partir do modelo Acenta é possível encomendar este carro com tecto panorâmico e como já estive dentro de um, posso garantir-vos: é de sonho.
Mas vamos ao mais importante: a utilidade. Para que serve então este crossover, quase SUV quase jipe, se não pode sair das estradas? Serve para o resto e servirá para embelezar o nosso parque automóvel. Nem que seja para “combater” esta “praga” de carrinhas “familiares” francesas e alemãs que se vendem como pãezinhos quentes por cá. Fica então provado que a escolha de um carro, pode estar por vezes muito mais condicionada por “emoções” do que por “razões”. Como quase tudo nesta vida.
Este carro tem tudo para ser um sucesso estrondoso (pelo menos enquanto não tiver concorrência) e ainda por cima tem um preço que não nos faz desaparecer do stand à mesma velocidade com que o Mourinho muda de ideias se quer ou não ficar no Chelsea. Está longe de ser um carro barato, principalmente se compararmos com os preços praticados em Espanha, mas, digamos, para o carro que é e o motor e o equipamento que tem, é menos caro. No entanto sejamos sinceros, a Nissan é uma marca nipónica bastante conceituada mas não é uma marca de “volumes”. Acomodou-se a vender veículos para nichos de mercado bastante específicos e as suas últimas apostas têm sido exclusivamente para veículos 4X4, tinha que vir agora uma espécie de carro TT, com um nome, na mesma proporção, esquisito e chique, “Cascai(s)”, quebrar-lhes a rotina.
Quer queiramos, quer não, este é o modelo mais importante que a Nissan lança nos últimos 10 anos.
O meu cunhado, vendedor da marca, disse-me que neste momento os pedidos de encomenda são tantos – para o habitual volume da Nissan – que o novo sistema informático que fornece as previsões de entregas entrou em colapso e deixou de dar dados minimamente coerentes. De qualquer forma, ele, disse-me que já houve alguém que aceitou encomendar um Qashqai com uma possível entrega para Setembro (!?). Para mim ainda mais difícil de entender que alguém aceite esperar 6 meses pela entrega de um carro, é compreender como nos nossos tempos, com tantos estudos de mercado e técnicas de produção tão desenvolvidas, uma multinacional que já anda neste negócio há tantos anos, não consegue responder eficazmente à procura de um novo modelo.
Também poderemos estar perante uma situação denominada na gíria dos vendedores por, e perdoem-me a expressão, “tesão do mijo” – a procura desenfreada no momento do lançamento dos veículos – mas há quem garanta que se trata de uma “erecção” demasiado prolongada para ser um mero fenómeno pontual.
Para quem acha que um carro destes – mais alto e pesado que os “ditos” normais – perde em aerodinâmica, estabilidade e potência (mesmo só com os 106 cavalos, nas versões com motor 1.5 dCi), nomeadamente nas curvas, sugiro que faça um test-drive. Quem já tenha conduzido este ou um Scenic ou mesmo uma Megane (penso que o motor, se não é o mesmo, deve ser muito semelhante) saberá certamente do que falo.
Existem 3 modelos: o Vísia, o Acenta e o Tekna. Do primeiro para o último, a diferença está nos equipamentos de série e opcionais, e, claro, nos preços: pode ir dos 23.949 euros, o Vísia 4X2 1.6 a gasolina, até ao Tekna 4X4 com um motor a diesel 2.0 que custa no mínimo 36.390 euros (preços de catálogo) – sem querer ferir susceptibilidades e provocar a frustração a alguém, acrescento ainda que este modelo 4X4 mais completo pode ser adquirido pelos espanhóis, mais ou menos, ao mesmo preço que um português compra um Vísia, sem extras. Informo, também, que a partir do modelo Acenta é possível encomendar este carro com tecto panorâmico e como já estive dentro de um, posso garantir-vos: é de sonho.
Mas vamos ao mais importante: a utilidade. Para que serve então este crossover, quase SUV quase jipe, se não pode sair das estradas? Serve para o resto e servirá para embelezar o nosso parque automóvel. Nem que seja para “combater” esta “praga” de carrinhas “familiares” francesas e alemãs que se vendem como pãezinhos quentes por cá. Fica então provado que a escolha de um carro, pode estar por vezes muito mais condicionada por “emoções” do que por “razões”. Como quase tudo nesta vida.
sexta-feira, abril 13, 2007
A/C de J. Marcelino (novo director do DN, ex-director do CM)
- O João César das Neves deveria passar a ter uma rubrica diária, entre os classificados "Convívio" e a secção "Polícias e Ladrões", com os seus contos e/ou opiniões que passaria a chamar-se: "Não há almoços grátis, nem jornais isentos e muito menos deve haver desvios às normas sociais que eu defendo, Amén".
- Seguindo a lógica dos novos suplementos DN Televisão, DN Bolsa, DN Sport, DN Gente, eu sugeria, também, um DN Culinária, DN Escândalos, DN Crime à facada, DN Crime à machadada, DN Outros Crimes (menos interessantes mas que contenham muito sangue).
Para já é tudo. Obrigado.
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