
quarta-feira, março 04, 2009
domingo, março 01, 2009
O homem mais infeliz do mundo vai ser pai... outra vez
Vem aí a caminho o terceiro filho de Mário. Para quem desabafava que não gostava de ser pai, digamos que encarna muito bem até às últimas consequências esse papel paternal.
Antes desta novidade, em tempos, contou-me a sua mais recente aventura com uma colega da escola. Oito anos mais nova que ele, solteira, segundo ele, uma outsider face às outras “trintonas e quarentonas desinteressantes” colegas de turma. Envolveram-se num trabalho de grupo que os ajudou a aproximar, a trocar e-mails e a descobrir atracções e desejos que por outras formas mais dificilmente se revelariam. Oferecia-se para levá-la a casa e o inevitável acabou por acontecer numa dessas viagens: “Ela desviou a cabeça quando me ia despedir e beijamo-nos!”. Foi um período de felicidade para ambos, ela iludida que o teria só para si a curto prazo e ele, curiosamente, também. O tempo foi passando e ela já falava em casamento, mas ele não falava em divórcio... Daquilo que conheço do Mário, não me parece que ele seja homem para tomar “medidas extremas” que lhe façam mudar a radicalmente a sua vida, mesmo que ainda assim se considere o “o homem mais infeliz do mundo”.
Chegou o Verão (2008), as aulas terminaram e os encontros que já escasseavam, acabaram definitivamente antes das férias de Agosto. No regresso, ele tentou reacender o interesse enviando mails à sua amiga. Esta respondeu passadas duas ou três tentativas. Parece que tinha ido também de férias e terá conhecido um rapaz que assaltou, repentinamente, o seu palpitante coração. Que estava muito feliz, assim, com alguém a full-time. Mário ficou deprimido e desgostoso e, entretanto, fez mais um filho.
As pessoas enganam-se a primeira vez por ignorância, à segunda já é um pouco por parvoíce e à terceira fica em definitivo demonstrado como toda uma vida vivida inconscientemente pode ser uma sequência de erros.
Antes desta novidade, em tempos, contou-me a sua mais recente aventura com uma colega da escola. Oito anos mais nova que ele, solteira, segundo ele, uma outsider face às outras “trintonas e quarentonas desinteressantes” colegas de turma. Envolveram-se num trabalho de grupo que os ajudou a aproximar, a trocar e-mails e a descobrir atracções e desejos que por outras formas mais dificilmente se revelariam. Oferecia-se para levá-la a casa e o inevitável acabou por acontecer numa dessas viagens: “Ela desviou a cabeça quando me ia despedir e beijamo-nos!”. Foi um período de felicidade para ambos, ela iludida que o teria só para si a curto prazo e ele, curiosamente, também. O tempo foi passando e ela já falava em casamento, mas ele não falava em divórcio... Daquilo que conheço do Mário, não me parece que ele seja homem para tomar “medidas extremas” que lhe façam mudar a radicalmente a sua vida, mesmo que ainda assim se considere o “o homem mais infeliz do mundo”.
Chegou o Verão (2008), as aulas terminaram e os encontros que já escasseavam, acabaram definitivamente antes das férias de Agosto. No regresso, ele tentou reacender o interesse enviando mails à sua amiga. Esta respondeu passadas duas ou três tentativas. Parece que tinha ido também de férias e terá conhecido um rapaz que assaltou, repentinamente, o seu palpitante coração. Que estava muito feliz, assim, com alguém a full-time. Mário ficou deprimido e desgostoso e, entretanto, fez mais um filho.
As pessoas enganam-se a primeira vez por ignorância, à segunda já é um pouco por parvoíce e à terceira fica em definitivo demonstrado como toda uma vida vivida inconscientemente pode ser uma sequência de erros.
Luciana Abreu: yes, you can't go to Moscow!
Parece que não é desta que vamos mandar uma amostra do nosso melhor silicone para o euro festival! Os júris dos distritos nacionais, armados em sabichões, votaram em peso numa música simples, de cariz tradicional e muito bem composta e interpretada. Hereges! E agora, para além dos nossos emigrantes a residir em França, quem mais vai perceber que esta é uma das melhores músicas portuguesas levadas à eurovisão dos últimos 10 anos?
sábado, fevereiro 28, 2009
É de doidos! É Viana do Castelo entregue aos tipos que andam pela rua sem lavar o cabelo e a jogar malabares!
Agora a sério: PARABÉNS! Já se seguia o exemplo, já.
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
"Fiquem-se só com os cabeçudos que não ofendem ninguém"
Aproveito este episódio para relembrar que a forma como este evento é interpretado por esta cidade é magnífica. Sobretudo na parte em que as ruas se transformam numa espécie de "Finalmente" em noite de "lugar às novas", em versão muito, mas mesmo muito, ampliada. Com a particularidade destas "divas" nunca terem feito depilação na vida e beberem vinho tinto carrascão.
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Outra vez no Casino?
Sempre que quiserem ouvir umas parvoíces, metam um cardeal ao lado de uma slot machine. Depois tragam um sofá vermelho e uns beatos para que ele se sinta em casa.
terça-feira, fevereiro 17, 2009
O tal debate
Sinceramente não sei o que foi mais constrangedor de ver:
. tanta malta jovem do lado do “contra”, muito revoltados com essa possibilidade altamente ameaçadora, para as suas penosas vidinhas, de duas pessoas do mesmo sexo poderem dar o nó - bom, se pensarmos no exemplo de que uma boa quota-parte do Fórum Nacional é preenchida por putos imberbes armados em racistas e radicais modernaços, chegaremos facilmente à conclusão que a juventude nunca foi, nem será, sinónimo de sensatez;
. ou gente bem crescida e (ainda mais bem) educada a não saber o que é a bissexualidade, a fazer comparações entre o casamento homossexual e o incesto e a dizer coisas tão espantosas como: "o casamento é hoje menos seguro que um contrato de telemóveis" ou "há dois sexos e e esta dualidade deve ser valorizada".
. tanta malta jovem do lado do “contra”, muito revoltados com essa possibilidade altamente ameaçadora, para as suas penosas vidinhas, de duas pessoas do mesmo sexo poderem dar o nó - bom, se pensarmos no exemplo de que uma boa quota-parte do Fórum Nacional é preenchida por putos imberbes armados em racistas e radicais modernaços, chegaremos facilmente à conclusão que a juventude nunca foi, nem será, sinónimo de sensatez;
. ou gente bem crescida e (ainda mais bem) educada a não saber o que é a bissexualidade, a fazer comparações entre o casamento homossexual e o incesto e a dizer coisas tão espantosas como: "o casamento é hoje menos seguro que um contrato de telemóveis" ou "há dois sexos e e esta dualidade deve ser valorizada".
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Ideias infelizes
Ao ler a notícia do momento e este hilariante artigo, lembrei-me de dar mais uma ideia à revista Happy:
Sexo com adolescentes
Ter sexo com um parceiro com ar de desmamado é uma experiência especialmente excitante. Então por que não experimentar?
Hot Faça uma espera à saída da escola, depois de aliciar alguns com uns chupa-chups, seleccione só os que que preferirem colocar as mãos nas suas mamas, em vez de numa consola de playstation.
Very Hot Pratique actos sexuais com todos eles, depois escolha o mais novo para pai da sua futura criança e venda a história à publicação que lhe fizer a melhor proposta.
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
E ainda digo mais
A alma humana é assim mesmo: como uma cebola, tapa factos com factos, encobre lados maus com lados bons, esconde derrotas com vitórias; qual crise? o benfica/porto/sporting ganhou! Também admito que se assim não fosse, viveríamos sempre alimentados pela penumbra do passado e não teríamos capacidade de dar passos. Pelo menos é assim que o "outro" diz. "O caminho faz-se caminhando"? Cuidadinho com os precipícios!
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Nos outros
Nunca sabemos o que procuramos nos outros. Pode até haver uma supresa que nos coloca a pensar e repensar a vida: ou aceitamos como eles são ou mudamos o percurso do jogo. Saber contornar e respeitar as diferenças já é um bom começo.
terça-feira, fevereiro 10, 2009
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Notícia de última hora!
Foi recentemente descoberto que o Papa Bento XVI se refugia em Portugal, para meditação, sem conhecimento do público em geral, mais propriamente na zona do Douro.
O seu hobbie secreto são as vindimas e o nome de código que utiliza para não ser reconhecido é "D. Maria da Conceição".

Nobel da paz para este homem, já!

Um dos efeitos positivos da globalização é poder entender os vários pontos de contacto entre culturas tão distintas. A música urbana à escala global tem evoluído e sofrido várias influências ao longo das últimas décadas, mas cada país, de cada continente, tem conseguido manter intactas as suas bases tradicionais. Descobri recentemente os trabalhos de um DJ, com um conhecimento de World Music digno de muito respeito, que compila e mistura esta música de uma forma irrepreensível, mantendo essa heterogeneidade. Não há país do continente africano ou asiático por mais remoto que seja, ou por mais herança e estilo musical que possua, que o DJ Zhao não o descubra. Da Índia a Cuba, da Tanzânia à Jamaica, nada lhe escapa ao seu sensor musical.
Estão disponíveis via Getdarker.com duas das suas melhores compilações: a série NGOMA. O volume 1 é mais tradicionalista e globalizador, ainda que com alguns vestígios de electrónica a pairar no ar, onde se cruzam géneros tão variados como: Bongo Flava, Kizomba, Afro-Hiphop, Bhangra, Cumbia, Reggaeton, Dancehall, Rai, Arabic Pop, Balkan Beat, Genge, Kapuka, Kwaito, Jaija, Afro-House, Afro-Dub, Taraab e Gamelan. O DJ Zhao consegue a proeza de meter numa compilação, de pouco mais de uma hora, um mundo inteiro a dançar. Na segunda e mais recente edição, há uma justa (e exclusiva) homenagem ao continente africano e às mais antigas raízes da música de dança. Do Kuduro ao Minimal, do Kwaito ao Deep House, viajamos de África à Europa em escassos minutos, sendo o fluxo dos beats e a fusão de estilos o nosso meio de transporte de serviço.
Estão disponíveis via Getdarker.com duas das suas melhores compilações: a série NGOMA. O volume 1 é mais tradicionalista e globalizador, ainda que com alguns vestígios de electrónica a pairar no ar, onde se cruzam géneros tão variados como: Bongo Flava, Kizomba, Afro-Hiphop, Bhangra, Cumbia, Reggaeton, Dancehall, Rai, Arabic Pop, Balkan Beat, Genge, Kapuka, Kwaito, Jaija, Afro-House, Afro-Dub, Taraab e Gamelan. O DJ Zhao consegue a proeza de meter numa compilação, de pouco mais de uma hora, um mundo inteiro a dançar. Na segunda e mais recente edição, há uma justa (e exclusiva) homenagem ao continente africano e às mais antigas raízes da música de dança. Do Kuduro ao Minimal, do Kwaito ao Deep House, viajamos de África à Europa em escassos minutos, sendo o fluxo dos beats e a fusão de estilos o nosso meio de transporte de serviço.
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Toychilds

It's one of the best streets in the world as far as females are concerned. The girls come here looking for toys. They are toys... toy boys,… The boys on Bar Street are not prostitutes but don't be under any illusion that you are their only girlfriend.
Alguém consegue analisar este documentário imparcialmente, sem moralismos? De qualquer forma há algo aqui que ultrapassa a moral de cada um.
A situação resume-se a isto: a Turquia há muito que deixou de ser um simples destino turístico com bonitas mesquitas, hotéis baratos, muito sol e boas praias; há também os tão cobiçados jovens turcos que procuram uma boa noite de diversão, com certas contrapartidas. Entre uns “pounds” e um “passaporte para o paraíso”, as turistas britânicas são as que mais rendem em alguns locais de diversão nocturna.
O documentário é inglês (Channel 4), portanto a nossa perspectiva será sempre revelada pelo lado das senhoras e sempre na tentativa de perceber por que razão aquelas mulheres procuram diversão ou um romance (de verão) tão longe. Elas parecem ser muito seguras de si mesmas e do que podem encontrar naquele país, ou naqueles locais em particular, mas, ao longo destes mais de quarenta minutos de filme, percebe-se que é exactamente essa a sua maior fraqueza: a ilusão de que controlam os seus sentimentos.
Desta vez estas mulheres, divorciadas, não viajaram sozinhas, trouxeram os seus filhos com elas. Tudo o que possam fazer, será feito à vista dos seus descendentes, que vão de uma criança de um ano até a uma jovem de 17 anos. Um exemplo: esta última já segue as pisadas da mãe, passando noites inteiras fora do Hotel. “Ela tem 17 anos, o que poderei eu fazer?” – questiona a sua progenitora.
Do pouco que sabemos da parte deles, os “toyboys”, pelos seus depoimentos, sabe-se sobretudo que preferem as inglesas por serem “easy” e gostarem dos seus presentes (roupas, bebidas, dinheiro, muito dinheiro, ...). Mas nunca se declaram como prostitutos. E elas ainda estão mais longe de os encarar como tal.
O chocante neste documentário não é haver mulheres (e homens) a fazerem das relações descartáveis um escape para as suas vidas frustradas, mas, sim, haver crianças que as acompanham e que já se sentem revoltadas pela vida que as mães levam – veja-se bem o caso do comportamento do puto loiro de 11 anos. Este “Turkish Toyboys” desmonta isto de uma forma crua e realista.
Alguém consegue analisar este documentário imparcialmente, sem moralismos? De qualquer forma há algo aqui que ultrapassa a moral de cada um.
A situação resume-se a isto: a Turquia há muito que deixou de ser um simples destino turístico com bonitas mesquitas, hotéis baratos, muito sol e boas praias; há também os tão cobiçados jovens turcos que procuram uma boa noite de diversão, com certas contrapartidas. Entre uns “pounds” e um “passaporte para o paraíso”, as turistas britânicas são as que mais rendem em alguns locais de diversão nocturna.
O documentário é inglês (Channel 4), portanto a nossa perspectiva será sempre revelada pelo lado das senhoras e sempre na tentativa de perceber por que razão aquelas mulheres procuram diversão ou um romance (de verão) tão longe. Elas parecem ser muito seguras de si mesmas e do que podem encontrar naquele país, ou naqueles locais em particular, mas, ao longo destes mais de quarenta minutos de filme, percebe-se que é exactamente essa a sua maior fraqueza: a ilusão de que controlam os seus sentimentos.
Desta vez estas mulheres, divorciadas, não viajaram sozinhas, trouxeram os seus filhos com elas. Tudo o que possam fazer, será feito à vista dos seus descendentes, que vão de uma criança de um ano até a uma jovem de 17 anos. Um exemplo: esta última já segue as pisadas da mãe, passando noites inteiras fora do Hotel. “Ela tem 17 anos, o que poderei eu fazer?” – questiona a sua progenitora.
Do pouco que sabemos da parte deles, os “toyboys”, pelos seus depoimentos, sabe-se sobretudo que preferem as inglesas por serem “easy” e gostarem dos seus presentes (roupas, bebidas, dinheiro, muito dinheiro, ...). Mas nunca se declaram como prostitutos. E elas ainda estão mais longe de os encarar como tal.
O chocante neste documentário não é haver mulheres (e homens) a fazerem das relações descartáveis um escape para as suas vidas frustradas, mas, sim, haver crianças que as acompanham e que já se sentem revoltadas pela vida que as mães levam – veja-se bem o caso do comportamento do puto loiro de 11 anos. Este “Turkish Toyboys” desmonta isto de uma forma crua e realista.
domingo, janeiro 25, 2009
Porque há filmes que se vê uma vez e sonha-se com ele para o resto da vida e há outros que se vê todos os domingos à tarde na SIC
Ao ficar rendido com os primeiros vinte ou trinta minutos de “Slumdog Millionaire”, quase entendia toda esta excitação à volta do novo filme de Danny Boyle. Logo depois de confirmar que o fabuloso “Paper Planes” era a cereja sobre este bolinho, que é a primeira parte do grande vencedor dos Globos de Ouro, este começa a descambar incontrolavelmente. Torna-se tudo o que um filme de óscares não devia ser: lamechas e previsível. Quando se premeia comédias românticas com sabor a caril em detrimento de filmes arrebatadores, épicos, maiores que a vida, é porque definitivamente os valores que dominam esta industria já conheceram melhores dias. sexta-feira, janeiro 23, 2009
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