terça-feira, março 31, 2009
sábado, março 28, 2009
quinta-feira, março 26, 2009
Serviço público, sim
domingo, março 22, 2009
What causes homophobia?
sexta-feira, março 20, 2009
O informador toca sempre duas vezes
quinta-feira, março 19, 2009
segunda-feira, março 16, 2009
A nossa Alexandra Solnado nunca vai conseguir atingir este nível
sexta-feira, março 13, 2009
O jogo dos estereótipos

Revi Elephant de Gus Van Sant. Convém referir o nome do realizador pois o nome da obra pode ser confundido com um telefilme da BBC, com o mesmo título, realizado por Alan Clark. Obra experimental, esta, que serviu de inspiração para fazer um filme (a sério) que retrata o tiroteio ocorrido no liceu de Columbine (EUA). Mas os dois filmes têm diferenças abissais.
Van Sant aproveita a ideia da visão pelas várias perspectivas e dos longos planos - os travellings - que acompanham as personagens, mas introduz-lhe uma característica mais contemplativa sobre os momentos que antecedem o massacre. Em vez de tentar procurar as causas daquelas mortes, Elephant é antes uma espécie de homenagem às vidas (que se perderam). Só um dos principais protagonistas acaba por sobreviver: o louro que - parecia até prever tais acontecimentos - termina o filme, tristíssimo, a contemplar a sua escola de fora, com a mão do pai sobre as suas costas. Redenção e/ou esperança?
O mais curioso deste filme americano é que segue o argumento de acordo com grande parte dos factos noticiados na altura mas depois “brinca” com alguns estereótipos básicos daquela realidade – os miúdos assassinos, no filme de Gus, gostam (e tocam) música clássica, é o exemplo mais descarado.
Muita gente deve ter levantado algumas questões com a ocorrência, esta semana, de um semelhante caso num liceu alemão: Que música ouviria Tim? Que jogos colocava na sua PlayStation? Ninguém questiona se o pai lhe dava tanto carinho como acesso às suas armas.
quarta-feira, março 11, 2009
Que karma!
domingo, março 08, 2009
Dia internacional das "parvas"*
* Segundo Maria Filomena Mónica ("As mulheres portuguesas são parvas")
quinta-feira, março 05, 2009
Achtung baby!
quarta-feira, março 04, 2009
domingo, março 01, 2009
O homem mais infeliz do mundo vai ser pai... outra vez
Antes desta novidade, em tempos, contou-me a sua mais recente aventura com uma colega da escola. Oito anos mais nova que ele, solteira, segundo ele, uma outsider face às outras “trintonas e quarentonas desinteressantes” colegas de turma. Envolveram-se num trabalho de grupo que os ajudou a aproximar, a trocar e-mails e a descobrir atracções e desejos que por outras formas mais dificilmente se revelariam. Oferecia-se para levá-la a casa e o inevitável acabou por acontecer numa dessas viagens: “Ela desviou a cabeça quando me ia despedir e beijamo-nos!”. Foi um período de felicidade para ambos, ela iludida que o teria só para si a curto prazo e ele, curiosamente, também. O tempo foi passando e ela já falava em casamento, mas ele não falava em divórcio... Daquilo que conheço do Mário, não me parece que ele seja homem para tomar “medidas extremas” que lhe façam mudar a radicalmente a sua vida, mesmo que ainda assim se considere o “o homem mais infeliz do mundo”.
Chegou o Verão (2008), as aulas terminaram e os encontros que já escasseavam, acabaram definitivamente antes das férias de Agosto. No regresso, ele tentou reacender o interesse enviando mails à sua amiga. Esta respondeu passadas duas ou três tentativas. Parece que tinha ido também de férias e terá conhecido um rapaz que assaltou, repentinamente, o seu palpitante coração. Que estava muito feliz, assim, com alguém a full-time. Mário ficou deprimido e desgostoso e, entretanto, fez mais um filho.
As pessoas enganam-se a primeira vez por ignorância, à segunda já é um pouco por parvoíce e à terceira fica em definitivo demonstrado como toda uma vida vivida inconscientemente pode ser uma sequência de erros.
Luciana Abreu: yes, you can't go to Moscow!
sábado, fevereiro 28, 2009
É de doidos! É Viana do Castelo entregue aos tipos que andam pela rua sem lavar o cabelo e a jogar malabares!
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
"Fiquem-se só com os cabeçudos que não ofendem ninguém"
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Outra vez no Casino?
terça-feira, fevereiro 17, 2009
O tal debate
. tanta malta jovem do lado do “contra”, muito revoltados com essa possibilidade altamente ameaçadora, para as suas penosas vidinhas, de duas pessoas do mesmo sexo poderem dar o nó - bom, se pensarmos no exemplo de que uma boa quota-parte do Fórum Nacional é preenchida por putos imberbes armados em racistas e radicais modernaços, chegaremos facilmente à conclusão que a juventude nunca foi, nem será, sinónimo de sensatez;
. ou gente bem crescida e (ainda mais bem) educada a não saber o que é a bissexualidade, a fazer comparações entre o casamento homossexual e o incesto e a dizer coisas tão espantosas como: "o casamento é hoje menos seguro que um contrato de telemóveis" ou "há dois sexos e e esta dualidade deve ser valorizada".
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Ideias infelizes
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
E ainda digo mais
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Nos outros
terça-feira, fevereiro 10, 2009
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Notícia de última hora!

Nobel da paz para este homem, já!

Estão disponíveis via Getdarker.com duas das suas melhores compilações: a série NGOMA. O volume 1 é mais tradicionalista e globalizador, ainda que com alguns vestígios de electrónica a pairar no ar, onde se cruzam géneros tão variados como: Bongo Flava, Kizomba, Afro-Hiphop, Bhangra, Cumbia, Reggaeton, Dancehall, Rai, Arabic Pop, Balkan Beat, Genge, Kapuka, Kwaito, Jaija, Afro-House, Afro-Dub, Taraab e Gamelan. O DJ Zhao consegue a proeza de meter numa compilação, de pouco mais de uma hora, um mundo inteiro a dançar. Na segunda e mais recente edição, há uma justa (e exclusiva) homenagem ao continente africano e às mais antigas raízes da música de dança. Do Kuduro ao Minimal, do Kwaito ao Deep House, viajamos de África à Europa em escassos minutos, sendo o fluxo dos beats e a fusão de estilos o nosso meio de transporte de serviço.
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Toychilds

Alguém consegue analisar este documentário imparcialmente, sem moralismos? De qualquer forma há algo aqui que ultrapassa a moral de cada um.
A situação resume-se a isto: a Turquia há muito que deixou de ser um simples destino turístico com bonitas mesquitas, hotéis baratos, muito sol e boas praias; há também os tão cobiçados jovens turcos que procuram uma boa noite de diversão, com certas contrapartidas. Entre uns “pounds” e um “passaporte para o paraíso”, as turistas britânicas são as que mais rendem em alguns locais de diversão nocturna.
O documentário é inglês (Channel 4), portanto a nossa perspectiva será sempre revelada pelo lado das senhoras e sempre na tentativa de perceber por que razão aquelas mulheres procuram diversão ou um romance (de verão) tão longe. Elas parecem ser muito seguras de si mesmas e do que podem encontrar naquele país, ou naqueles locais em particular, mas, ao longo destes mais de quarenta minutos de filme, percebe-se que é exactamente essa a sua maior fraqueza: a ilusão de que controlam os seus sentimentos.
Desta vez estas mulheres, divorciadas, não viajaram sozinhas, trouxeram os seus filhos com elas. Tudo o que possam fazer, será feito à vista dos seus descendentes, que vão de uma criança de um ano até a uma jovem de 17 anos. Um exemplo: esta última já segue as pisadas da mãe, passando noites inteiras fora do Hotel. “Ela tem 17 anos, o que poderei eu fazer?” – questiona a sua progenitora.
Do pouco que sabemos da parte deles, os “toyboys”, pelos seus depoimentos, sabe-se sobretudo que preferem as inglesas por serem “easy” e gostarem dos seus presentes (roupas, bebidas, dinheiro, muito dinheiro, ...). Mas nunca se declaram como prostitutos. E elas ainda estão mais longe de os encarar como tal.
O chocante neste documentário não é haver mulheres (e homens) a fazerem das relações descartáveis um escape para as suas vidas frustradas, mas, sim, haver crianças que as acompanham e que já se sentem revoltadas pela vida que as mães levam – veja-se bem o caso do comportamento do puto loiro de 11 anos. Este “Turkish Toyboys” desmonta isto de uma forma crua e realista.
domingo, janeiro 25, 2009
Porque há filmes que se vê uma vez e sonha-se com ele para o resto da vida e há outros que se vê todos os domingos à tarde na SIC
Ao ficar rendido com os primeiros vinte ou trinta minutos de “Slumdog Millionaire”, quase entendia toda esta excitação à volta do novo filme de Danny Boyle. Logo depois de confirmar que o fabuloso “Paper Planes” era a cereja sobre este bolinho, que é a primeira parte do grande vencedor dos Globos de Ouro, este começa a descambar incontrolavelmente. Torna-se tudo o que um filme de óscares não devia ser: lamechas e previsível. Quando se premeia comédias românticas com sabor a caril em detrimento de filmes arrebatadores, épicos, maiores que a vida, é porque definitivamente os valores que dominam esta industria já conheceram melhores dias. sexta-feira, janeiro 23, 2009
quinta-feira, janeiro 22, 2009
O jogo das atracções
Juan Antonio: I am Juan Antonio, and you are?Cristina: Cristina and this is my friend Vicky.
Juan Antonio: I would like to invite you both to spend the weekend. We'll eat well, we'll drink wine, we'll make love.
Vicky: Who.. who exactly is going to "make love?"
Juan Antonio: Hopefully the three of us.
Vicky: Uh.. this guy, he doesn't beat around the bush. Look señor, maybe in a different life.
…
Vicky: I think that you are so hurting from the failure of your marriage to marry Elena.... And to be perfect frank Juan Antonio, I'm engaged to be married.
Juan Antonio: And you?
Cristina: I'll go to your room, but you have to seduce me.
Woody Allen demonstra, desta vez, como é que três mulheres tão diferentes podem apaixonar-se pelo mesmo homem e como é que este atinge a felicidade plena quando as aproxima. Mas não há futuros simplistas nem perfeitos... Porque nós não somos simplistas e, muito menos, perfeitos.
"Vicky Cristina Barcelona" estreia hoje e é muito recomendável.
segunda-feira, janeiro 19, 2009
Ouvir para não ver
quarta-feira, janeiro 14, 2009
As jovens cristãs portuguesas têm todo o direito de escolher um marido de merda, desde que não seja um cabrão de um muçulmano
[Modo popular] Já punha a gaita a render, já! [Modo popular]
domingo, janeiro 11, 2009
A máscara
sexta-feira, janeiro 09, 2009
E agora quem bate uma sou eu!
Algumas pessoas usam a internet para desenvolver personalidades paralelas e é curioso verificar o seu antagonismo, quando se compara a verdadeira com a clonada. Aquela pequena mentira de tirar uns anitos à idade passa a ser completamente insignificante comparada com outras falsidades que se arranjam por aí no plano cibernético. A parte mais interessante desta questão passa pelo objectivo de não tanto querer iludir o outro, mas a si proprio. Sim, porque isto também está relacionado com a auto-estima! Da masturbação “sexual” à intelectual tudo serve para dilatar o ego.
Mas, felizmente, na internet também há muita coisa boa. Só que ela não aparece fruto do acaso. Sendo uma criação humana, é importante que se perceba que continuando a usá-la hipocritamente, através dos seus variadíssimos meios - sejam por blogues, fóruns, chats, "messengers", caixas de opiniões, etc., onde o espaço é público e livre -, ela nunca deixará de ser muito mais do que um saco de lixo de frustações.
quarta-feira, janeiro 07, 2009
A idade do vício
terça-feira, janeiro 06, 2009
terça-feira, dezembro 30, 2008
Uma imagem para 2008

segunda-feira, dezembro 29, 2008
sexta-feira, dezembro 19, 2008
O que fazer com os nossos animais: rentabilizamo-los ou desprezamo-los?
Foi exactamente isso que fiz. Este cruzado de Dogue Alemão passará já este Natal num lar que lhe dará todo o carinho que um animal merece. Bem longe da rua e de um incerto futuro.
quarta-feira, dezembro 17, 2008
Medo da vida

You're afraid of life.
“Fome” (Steve McQueen) é um filme duríssimo. Faz-nos recuar aos inícios dos anos 80 e relata-nos a história de um grupo de prisioneiros do IRA que protestam contra o facto de não lhes atribuírem o estatuto de presos políticos. Recusam-se a tomar banho, a vestirem as fardas e já no final do filme iniciam uma greve de fome, que acaba por ser fatal para alguns deles.
A primeira ideia que me veio à memória durante a sua visualização chegou em forma de livro: “Se isto é um homem” de Primo Levi. Ambos revelam o que acontece quando o corpo e a mente são levados ao limite. O limite da degradação da condição humana. No filme, por vontade própria; no livro, pela infelicidade de não se ter nascido de “raça pura”.
Quando as nossas inquestionáveis crenças destroem a capacidade de pensar, realisticamente, sobre as consequências das nossas acções, não admira que – é aqui que entra a teoria do Padre - tenhamos mais medo da vida, do que da morte.
segunda-feira, dezembro 15, 2008
domingo, dezembro 14, 2008
quarta-feira, dezembro 10, 2008
'Bute lá fazer uma revoluçãozinha
Um dos mais curiosos feedbacks a este documentário apareceu há alguns meses atrás num artigo do New York Times. O filme acaba por ser um mero pretexto para que o jornalista introduza uma série de estudos sobre o tema. Há um especial destaque dado ao que as mulheres heterossexuais pensam disto tudo. Ou melhor, que “desejam” disto tudo. Por exemplo, a Dra. Meredith Chivers, investigadora do Center for Addiction and Mental Health da Universidade de Toronto conclui:
Heterosexual women were no more excited by athletic naked men doing yoga or tossing stones into the ocean than they were by the control footage: long pans of the snowcapped Himalayas. When straight women viewed a video of a naked woman doing calisthenics, on the other hand, their blood flow increased significantly.
What really matters to women at least in the somewhat artificial setting of watching movies while intimately hooked up to a device called a photoplethysmograph, is not the gender of the actor, but the degree of sensuality. Even more than the naked exercisers, they were aroused by videos of masturbation, and more still by graphic videos of couples making love. Women with women, men with men, men with women: it did not seem to matter much to her female subjects.
“Women physically don’t seem to differentiate between genders in their sex responses, at least heterosexual women don’t,”(…) “For heterosexual women, gender didn’t matter. They responded to the level of activity.”
Mais à frente ela confirma a ideia, também com base em mais estudos, de que os homens que se consideram bissexuais acabam por ter sempre uma certa inclinação para alguém do seu próprio sexo. E depois regressa às mulheres ou para ser mais correcto, às mulheres heterossexuais, sublinhando que as suas atracções funcionam de uma forma muito diferente. Ou pelo menos não funcionam de uma forma muito linear.
Um outro estudo, neste caso, de Lisa M. Diamond, da Universidade do Utah, também confirmou tal facto.
Straight and gay men, as well as lesbians, were more predictably aroused by images of their preferred sex.
segunda-feira, dezembro 08, 2008
O que pode sair do cruzamento de um humorista marciano e uma locutora de rádio que passa parte dos seus dias a flagelar concorrentes numa cave?
sábado, dezembro 06, 2008
8 dos melhores filmes de 2008 estreiam em Portugal lá para 2012, isto se houver vaga ou o mundo não acabar entretanto
Man on Wire (James Marsh)
Milk (Gus Van Sant)
The Wrestler (Darren Aronofsky)
Mister Lonely (Harmony Korine)
Slumdog Millionaire (Danny Boyle)
Bi the Way (Brittany Blockman/Josephine Decker) *
Vicky Cristina Barcelona (Woody Allen)
The Last Mistress (Catherine Breillat)
*Este aqui, já visto por esse "imenso" público que tem possibilidades de ir assistir a uma sessão ao fim da tarde num festival gay e lésbico em Lisboa, merece um post só para ele. É aguardar.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Pormenores
A Mafalda Gameiro é a minha heroína do século XXI
terça-feira, dezembro 02, 2008
Quando, na realidade, não se sente falta de "alguém" mas de "algo"

Um dos melhores diálogos do primeiro episódio da segunda temporada de Dexter surge, curiosamente, entre a irmã (Debra) e a namorada (Rita) do nosso herói. Num bar, ambas desabafam sobre os seus miseráveis passados: Rita e o seu ex-marido violento... Deb e o seu ex-namorado serial killer.
Rita: "Paul was so horrible to me, but sometimes... and don't tell Dexter... I find myself missing the good parts of him."
Deb: "It's not him that you miss, 'cause what he had to offer wasn't real. The way he made you feel about yourself? That was real."
quinta-feira, novembro 27, 2008
Aviso
quarta-feira, novembro 26, 2008
segunda-feira, novembro 24, 2008
Aranhas e baleias
sábado, novembro 22, 2008
O lado desconhecido é sempre o mais apelativo
- Hey... Já viram quem está por ali sentado numa daquelas mesas do fundo?!
Os nossos olhares concentraram-se na referida (e devidamente apontada) zona... Com o nosso súbito silêncio a música que vinha do palco pareceu querer soar mais alto. Desconhecendo a pessoa em questão, não pude participar no seguinte diálogo que se perseguiu:
- Pá. É aquele actor dos “Malucos do Riso”!
- Hã?
- Quem?
- “Oh Costa, a vida coooosta!”
- Ah esse!
- Pois é... É mesmo, aquele bigode não engana.
- Diz que nasceu por aqui e agora veio morar para estas bandas de novo.
- Tem uma “bruta” de uma vivenda... Ali para cima...
- Consta que sim, consta que sim. O velhote merece!
- O meu pai diz que ele é paneleiro!
- Quê?... A sério?
- Também já ouvi dizer isso...
- Sim, diz que o tem visto a entrar na casa dele, de carro, com outro gajo ao lado...
- Isso não quer dizer nada...
- Pois não, mas também ouvi dizer outras coisas...
- Ahh é actor e tal...
(Risos)
Foi assim que fiquei a saber quem era Pedro Pinheiro, figura pública residente numa terra que se orgulhava de o receber como convidado especial - durante o espectáculo de variedades, o seu nome foi referido por alguém que estava no palco e consequentemente aplaudido pela restante assistência e ele, discretamente, acenou da sua mesa, sem se levantar. No entanto, os seus conterrâneos não deixavam de criar suspeições (literalmente, pelas suas costas) sobre a sua vida mais íntima.
A nossa cultura puramente popular, vive muito disto: exalta os seus heróis pela sua bravura, para assim que puder espetar-lhes umas farpas pelas suas aparências.
O povo gosta de os ver brilhar, ao mesmo tempo que mantém um certo fascínio mórbido pelas suas obscuridades...
“Era solteiro e não deixa filhos.”
O Correio da Manhã, como referência popular que é, acaba por passar a informação peculiar, a que as pessoas mais querem saber. Fez infinitas dobragens, foi actor de novelas, séries e filmes (há um filme sobre Amália ainda por estrear no início do próximo mês em que ele participou), foi encenador e escritor de peças de teatro radiofónico, mas, segundo o “perfil” do CM, tudo isso passa a ser secundário quando se morre sozinho e sem descendentes? O que interessa ser uma pessoa com talento e morar numa grande casa se depois leva lá para dentro pessoas muito “suspeitas”?
quinta-feira, novembro 20, 2008
Globalizar (ou encher chouriços) por aí

Meu Deus, não há local no mundo que lhes escape! As novelas da tvi são um verdadeiro emplastro à escala global.
terça-feira, novembro 18, 2008
Pedro Pinheiro, actor, (1939-2008)
segunda-feira, novembro 17, 2008
Companheiros de curto prazo
sexta-feira, novembro 14, 2008
terça-feira, novembro 11, 2008
Entre a razão e o coração

segunda-feira, novembro 10, 2008
Saia da rotina e afunde mais um banco!
sexta-feira, novembro 07, 2008
A nossa vida é (naturalmente) dramática mas não precisa de ser assim tanto
quinta-feira, novembro 06, 2008
Ser maxo é... nunca desperdiçar escasso talento
in ZÉZÉ CAMARINHA - O último macho man português
Ser maxo é... escolher um bom inspirador
Ser maxo é... deixá-las a subir pelas paredes
quarta-feira, novembro 05, 2008
terça-feira, novembro 04, 2008
Be Shô See (versão 2008)

segunda-feira, novembro 03, 2008
Amor,
Vamos por partes. Primeiro caso, alguém que só dá notícias quando está só, triste ou aparece de relance no Telejornal, demonstra o óbvio: o desespero por uma auto-estima que já teve melhores dias e precisa da (com)paixão de outrem para a elevar. Estranhas os seus súbitos entusiasmos que dão, depois, lugar aos longos e estranhos silêncios? Não estranhes, linda, tudo isso é variável com os ciclos da auto-estima da pessoa em questão. Um diagnóstico semelhante pode-se apresentar ao outro caso. Um caso mais complicado, já que necessita de ti para muito mais que valorizar o seu ego. Esta última personagem precisa de uma razão para dar sentido à sua vida e relação monótonas e encontrou em ti um escape para tudo isso. Tudo isso, para além da atracção sexual para a qual não há explicação nem, aparentemente, grandes complicações, segundo me parece – os instintos não se explicam, vá lá, entendem-se.
Ficar na defensiva é uma opção, como tu até sugeres, desde que se tenha plena consciência do que se quer e do que se pode realmente obter. Se assim for, estamos conversados. Agora espero é que também saibas que não é fácil deixar de criar expectativas face às circunstâncias que descreveste, quando num dia nós podemos ser a melhor coisa do mundo, para no seguinte passarmos à frustração de uma nula existência – o problema disto está nas promessas poderem ser tão estupidamente provisórias e as palavras bonitas serem ditas de forma tão inconsciente!
A diferença abismal entre pessoas equilibradas e as que não são, está directamente relacionada com a consistência dos seus sentimentos e dos seus respectivos discursos. Portanto, a tarefa de entender estes “seres estranhos” que nos aparecem à frente, nesta vida, até é mais fácil que parece.
E perguntas tu, e muito bem, no fim: “onde entro eu nisto? Quem somos nós, então, nestes “filmes”? Pouco mais que meros figurantes. Pessoas de passagem em vidas desnorteadas, complexas e confusas. E, sinceramente, amor, nós merecemos muito mais que isso.
sexta-feira, outubro 31, 2008
Não, isto chama-se genialidade, Nuno!
Aliar a criatividade de bons textos à genialidade das interpretações é coisa que não tem sido fácil de encontrar pela programação da televisão nacional. Nem que seja para contrariar tendências e mentalidades, Os Contemporâneos não têm feito mais nada que tudo isso nos últimos tempos! Sobretudo neste sketch que o Nuno Markl se refere. Estão todos de parabéns!
quinta-feira, outubro 30, 2008
quarta-feira, outubro 29, 2008
Comentários, where are uuu?
Se este mundo não é infinitamente injusto vou ali só dar a volta ao mundo em executiva e já venho.
Resumindo, um azar nunca vem só. Um pobre para além de não bastar sê-lo, tem muito menos possibilidades de prevaricar com estilo.
terça-feira, outubro 28, 2008
O Correio da Manhã tem ainda tanto que aprender

Se o gajo comeu-as ou não pouco interessa, o importante é saber o que a esposa de um family man and anti-poverty campaigner pensa das suas brincadeiras com duas teenagers num yacht Cyan, £12million, 140ft with six cabins...
segunda-feira, outubro 27, 2008
sábado, outubro 25, 2008
Tipo de colegas: agente da Bimby
Tenho uma colega que é agente da Bimby. Já passou a fase da tentativa de impingir a toda a gente a máquina doméstica que faz tudo menos aspirar, passar a ferro e pouco mais. Agora fala a toda a hora do que consegue fazer com aquilo. Gelados, arroz de pato, bolo de chocolate, pão de 632 cereais, caipirinhas, sopa de meloa, creme anti-rugas, Já conseguiu converter um terço do escritório em “bimbalhões” e é essa a má notícia: eles estão a propagar-se.Acredito nos magníficos resultados que este milagroso electrodoméstico possa produzir, pois já o vi funcionar in loco. No entanto também já me apercebi que algumas pessoas assim que se adaptam a ele, perdem algumas das mais básicas capacidades humanas. Ainda esta semana a “coleguinha”, desabafa o seu desespero na busca pela internet de uma receita bimby para fazer um cozido à portuguesa. Perguntei-lhe: “Por acaso sabes o que é um tacho? Esse utensílio doméstico que dá para ferver água e meter uma série de alimentos lá para dentro?”
sexta-feira, outubro 24, 2008
Quando for grande e gestor também vou querer O GRANDE LIVRO DO BÉBÉ!!!
quarta-feira, outubro 22, 2008
Escafodeu-se em sessenta e tal segundos!
O que nos é apresentado aqui é um gajo armado em realizador, com muitos amigos, meia dúzia de trocos e tempo a mais entre as mãos - o que não seria mau noutras circunstâncias e se ele se esforçasse para arranjar uma boa equipa técnica para o ajudar. Isto é qualidade youtube, coisa que os padres amaros, sortes nulas e conversas da treta, pelo menos, não eram.
É óbvio que o ICA não deve financiar só um cinema erudito e intelectual. Pode e deve apostar em cinema independente, de autor, de entretenimento esclarecido ou imberbe; pois se é isso que a maioria gosta de ver em cinema: consuma-se o que é nosso. Acho que deve é haver limites. E o mínimo pedido aqui era ter uma noção do que é fazer um filme em condições, por mais descomprometido que ele possa ser.
Do argumento deste projecto retiro um aspecto que me agrada bastante, que espero não ser falacioso: a caracterização dos personagens tipicamente portuguesas. Se não aprendemos nada por aqui, pelo menos divertimo-nos com um chico-espertismo bem declarado, por exemplo. (Já não me agrada tanto a “pornografia” gratuita, que tem vindo a ser um cliché nesta nova geração de cinema português, mas isso já é outra conversa.)
segunda-feira, outubro 20, 2008
Poder da imagem VS Poder da palavra
“Gomorra” já estreou por cá há várias semanas, mas só hoje me apeteceu falar dele. Não que ele não tivesse merecido qualquer referência antes, pelo contrário: estamos perante um dos melhores filmes deste ano. Não dá que pensar quando um ser humano numa expressão artística revê-se como um assassino e noutra como um herói?
























