terça-feira, abril 21, 2009

É cabeleireira para dar todo um novo sentido à palavra "brushing"

Um assalto a um cabeleireiro na Rússia está a mobilizar a polícia. O crime envolve o assaltante e a cabeleireira do estabelecimento assaltado, avança o jornal G1. A cabeleireira, identificada como Olga, de 28 anos, viu o seu salão invadido por um homem na passada terça-feira, dia 14. Olga, experiente em artes marciais, conseguiu dominar Viktor, de 32 anos, e levou-o para uma sala reservada, segundo o site «life.ru». A cabeleireira utilizou um secador de cabelo para obrigar o assaltante a render-se e acabou por o prender. No entanto, não chamou a policia. Olga obrigou o assaltante a tomar Viagra para depois abusar dele várias vezes durante os dois dias seguintes.
Quando foi libertado, o assaltante dirigiu-se ao hospital para curar o pénis «magoado» e depois à esquadra para registar queixa contra a cabeleireira que, por sua vez, só no dia seguinte registou queixa contra Viktor por assalto. No entanto, a história confunde-se ainda mais porque a policia não consegue ter a certeza sobre quem é o verdadeiro criminoso deste caso de assalto que terminou em «violação».
@TVI24

sábado, abril 18, 2009

Eu ainda sou do tempo em que passavam videoclips na MTV

Face a umas certas divergências de ideias com a TV Cabo, aqui por casa só se consome quatro canais de televisão. No entanto, nas casas de outras pessoas, quando me o permitem, acabo sempre por explorar esse "território desconhecido" que são os canais por cabo.
No zapping de hoje, deparei-me com um programa onde um rapaz tinha que escolher uma entre 5 raparigas, que iam saindo continuamente do interior de um autocarro, enquanto ele as ia conhecendo e dispensando. Houve umas assim que meteram um pé fora do bus, o rapaz disparava com um “Next!”. Essas ficavam de tal forma furiosas que as suas respostas vinham acompanhadas com “piiis” pelo meio - o que até nem fugia muito da lógica dos seus discursos habituais quando não acabam de levar uma nega. No fim ele escolhe uma loira de mamas grandes para um segundo encontro ao qual aquela imediatamente recusa, preferindo os 23 dólares - o mesmo número de minutos que durou aquele encontro - de prémio. A descartabilidade das relações, dos encontros e desencontros, dos tempos que correm em forma de programa para adolescentes, permitiu-me, pelo menos, perceber que nos E.U.A. já não há limite de idade mínima para se colocar implantes mamários. Next!
Assim seguiu um programa em que um jovem escolhia o seu futuro parceiro pelo encontro que tinha com a respectiva mãe (“Met your mother”). Não há palavras para descrever o que se vê, mas resisti até ao fim. Com tantas questões feitas à mãe (do outro), tantas exigências e critérios de selecção, ele acabou por escolher o rapaz que parecia ser o seu irmão gémeo. A imagem final é hilariante: os três (rapazes e a mãe) de mão dada a correr por uma praia, com a mãe a ficar para trás. Resta saber se serão felizes para sempre ou, pelo menos, até durar o cachet do programa?
Mais tarde aparece um reality show/concurso onde duas dúzias de rapazes e raparigas disputam o coração de duas gémeas bissexuais loiras. “A Double Shot at Love”? Debita o spot: Com as Ikki twins terás duas vezes mais ciúme e drama, mas também diversão a dobrar e mais hipóteses de encontrar o amor! Numa batalha entre homens e mulheres, irão Rikki e Vikki encontrar o amor das suas vidas? Não sei, mas eu encontrei uma razão para desligar a televisão e reencontrar o tal amor. Já que o meu pode estar em qualquer lugar menos nesta MTV.

segunda-feira, abril 13, 2009

Classe!


Não encontras amor no buraco

...
If we have a hormone race
i'm bound to finish first.

Can you see in the dark?
Can you see the look on your face?
The flashing white light's been turned off,
You don't know who's in your bed.

It takes more than fucking someone you don't know to keep warm.
Do you really think that for a house-beat you'll find your love in a hole?

Oh, you won't find love in a,
Won't find love in a hole.
It takes more than fucking someone to keep yourself warm.



O disco do ano passado dos Frightened Rabbit tem meia dúzia de pérolas idênticas a “Keep Yourself Warm”. Esta, para além de ser uma boa música, contém daquelas frases que, bem assimiladas, despertam-nos para uma verdade. Por vezes, difícil de admitir.

Devido a uma viagem profissional, possivelmente, estarei sem acesso à net nos próximos dias, portanto, resta-me desejar-vos que se mantenham quentinhos. ;)

quinta-feira, abril 09, 2009

quinta-feira, abril 02, 2009

magnífico material inútil

Não são lindas estas pessoas dos movimentos de extremo-centro-assumidamente-de-direita que têm xis ideias para transformar o mundo em qualquer coisa mais “sei lá” cor-de-rosa (?), como diminuir o desemprego com sessões de reiki ou destribuir livros da Anita pelos doentes que estão nas filas de espera nos hospitais públicos?

quarta-feira, abril 01, 2009

Uma experiência de vida

Ricardo (nome fictício, “as usual”) é, entre muitas outras coisas, ex-toxicodependente. Não que esta característica lhe seja visível, que conste no seu B.I. ou do seu curriculum vitae. Mas é inegável que seja um marco na vida de uma pessoa e que possa dizer muito da sua personalidade.
As causas da toxicodependência podem não ser muito bem definidas ou serem uma miscelânea de probabilidades. Geralmente andam à volta do distúrbio de personalidade, seja ele causado por uma baixa auto-estima e assertividade, seja ele provocado por uma necessidade de aprovação social, pela incapacidade de assumir valores e de ter opiniões próprias com alguma autoconfiança. Mas o Ricardo fala-me exclusivamente em “medo da solidão”, o que até nem contraria qualquer uma das causas anteriormente mencionadas, mas não deixa de ser uma expressão curiosa. As drogas duras acabaram por fazer-lhe companhia cerca de 8 anos da sua vida.
Até no início foi uma pessoa atípica: não foi influenciado por amigos, as drogas entraram no corpo, conscientemente, de sua livre vontade. Saiu da casa dos pais, mas não viveu na rua, não roubou, não se prostituiu, portanto, não se refugiou nas habituais formas de obter dinheiro fácil para adquirir as doses. Gostava de conduzir e conhecia razoavelmente as artérias de Lisboa, juntando o necessário ao agradável: foi taxista!
Mesmo nestes tempos a família não desistiu dele. Procuravam-no, achavam-no, reconciliavam-se, ele prometia curar-se. Pura ilusão. Mesmo afastando-se fisicamente da grande cidade, a sua mente continuava lá e sempre que podia lá voltava. Reencontrava os amigos e o resto vinha por acréscimo. Foi um período frustrante. E para quem não tolera a frustração, as gratificações imediatas são imprescindíveis, sem avaliar as possíveis consequências negativas das mesmas a prazo, o que funciona como uma poderosa motivação para a reiniciar o consumo de drogas. Assim aconteceu com Ricardo. Até ao dia em que perdeu, para sempre, o seu irmão e o seu pai. Foi o momento chave que o fez despertar para a vida. E aquilo que tinha, naquele momento, era tudo menos isso.
Foi para um centro de recuperação com vontade e força suficiente para se curar. E conseguiu. Conseguiu muito mais que se curar da dependência. Fez as pazes com a família que lhe sobrou e com os verdadeiros amigos, assumiu, perante si e os que o rodeavam, a sua homossexualidade e encontrou a sua verdadeira aptidão profissional. Começou a ter desejos e objectivos. Porque sair de um centro de internamento e a ausência de consumo por si só não fazem a cura da doença. O restabelecimento social é imprescindível para que tal aconteça.

A frustração existe todos os dias para todas as pessoas, mas a maioria "encaixa" a dor e segue em frente à conquista ou à espera de melhores dias. Infelizmente, há sempre uma minoria que tem uma atitude intransigente não suportando viver a frustração momentânea, não lhes servindo de forma alguma a suposição de que o futuro será melhor se combaterem por ele. Um exemplo disso tudo só pode ser esta experiência de vida. E não me podia sentir mais feliz e orgulhoso pelo Ricardo fazer parte da minha.

quinta-feira, março 26, 2009

Serviço público, sim

O episódio d'"A Guerra", a série da RTP1 da autoria de Joaquim Furtado, de ontem, vem comprovar porque estamos perante uma das mais excepcionais séries documentais da televisão portuguesa. No final, aquele pormenor da queda da lágrima no casaco do pai do jovem militar homenageado não chegará certamente para demonstrar tamanha genialidade. Mas ajuda.

domingo, março 22, 2009

What causes homophobia?

What is it that makes a heterosexual man worry? I think it's because men know that deep down we have weak sales resistance. We'reconstantly buying shoes that hurt us, pants that don't fit right. Men think,"Obviously I can be talked into anything. What if I accidentally wander intosome sort of homosexual store, thinking it's a shoe store, and the salesmangoes, 'Just hold this guy's hand, walk around the store a little bit, see howyou feel. No obligation, no pressure, just try it. Would you like to see himin a sandal?'"
Seinfeld, Season III, Episódio 1
:D

O fair play de Pedro Silva

sexta-feira, março 20, 2009

O informador toca sempre duas vezes

Entretanto Mário Machado foi detido. Há - o próprio e restantes amigos do PNR em geral e Fórum Nacional em especial - quem diga por saber demais, há - a PJ - quem diga por ter cometido alguns crimes, nomeadamente tentativa de homicídio. A verdade é que há uma estranha coincidência na sucessão dos dois acontecimentos - a revelação dos documentos e a detenção. Resta saber quem quererá beneficiar dela.
Para isto tomar proporções ainda mais divertidas era este enigma ser resolvido quando o informador voltar a apitar e escolher alguém igualmente pouco polémico e muito credível para passar mais informações bombásticas. E em vez de virem embrulhadas num cobertor, virem num bico de uma cegonha? Só por acaso, alguém tem por aí a morada do Cláudio Ramos?

quinta-feira, março 19, 2009

segunda-feira, março 16, 2009

A nossa Alexandra Solnado nunca vai conseguir atingir este nível


... She’s mellowed into a completely different person from the one who was married to Guy Ritchie. She never used to like cooking but now she has really got into it. They laugh a lot and enjoy staying in.

sexta-feira, março 13, 2009

O jogo dos estereótipos


Revi Elephant de Gus Van Sant. Convém referir o nome do realizador pois o nome da obra pode ser confundido com um telefilme da BBC, com o mesmo título, realizado por Alan Clark. Obra experimental, esta, que serviu de inspiração para fazer um filme (a sério) que retrata o tiroteio ocorrido no liceu de Columbine (EUA). Mas os dois filmes têm diferenças abissais.
Van Sant aproveita a ideia da visão pelas várias perspectivas e dos longos planos - os travellings - que acompanham as personagens, mas introduz-lhe uma característica mais contemplativa sobre os momentos que antecedem o massacre. Em vez de tentar procurar as causas daquelas mortes, Elephant é antes uma espécie de homenagem às vidas (que se perderam). Só um dos principais protagonistas acaba por sobreviver: o louro que - parecia até prever tais acontecimentos - termina o filme, tristíssimo, a contemplar a sua escola de fora, com a mão do pai sobre as suas costas. Redenção e/ou esperança?
O mais curioso deste filme americano é que segue o argumento de acordo com grande parte dos factos noticiados na altura mas depois “brinca” com alguns estereótipos básicos daquela realidade – os miúdos assassinos, no filme de Gus, gostam (e tocam) música clássica, é o exemplo mais descarado.
Muita gente deve ter levantado algumas questões com a ocorrência, esta semana, de um semelhante caso num liceu alemão: Que música ouviria Tim? Que jogos colocava na sua PlayStation? Ninguém questiona se o pai lhe dava tanto carinho como acesso às suas armas.

quarta-feira, março 11, 2009

Que karma!

Disseram-me que aqui há uns 35 anos, a revista "Século Ilustrado" promoveu um concurso em que oferecia uma iogurteira a quem fosse capaz de adivinhar as seguintes letras do seguinte desafio: "_ _ _ _ _ _ _ do Sporting". A população inteira escreveu nos cupôes a palavra "Coitado". E dez milhões ganharam, explicando assim porque não há nenhum lar português sem uma iogurteira. E o "Século Ilustrado" foi à falência.

domingo, março 08, 2009

Dia internacional das "parvas"*

(...) De certa forma, o destino das raparigas na casa dos trinta ou quarenta anos corre o risco de ser pior do que o meu. Quando casei, o que de mim se esperava, além da procriação continuada, era que passasse o dia a arrumar a casa, a cozinhar pratos requintados e a vigiar a despensa. Hoje, a estas tarefas vieram juntar-se outras. As mulheres modernas são também supostas ser boas na cama, profissionais competentes e estrelas nos salões. Mas isto é uma utopia.
(...) Sei que sou contra todas as injustiças e, entre elas, contra a ideologia que nos quer manter encerradas numa Casa de Bonecas. Ao longo dos anos, tenho ouvido de tudo, incluindo mulheres que dizem estar contra a emancipação feminina. Pensei então que não valia a pena perder tempo com tontas. Mais madura, considero hoje que o melhor é retirar-lhes o direito ao voto, o direito ao divórcio e a protecção legal contra a violência doméstica. Se gostam de ser escravas, que o sejam. Acabou-se o tempo das contemporizações. Quem luta, têm direitos; quem se resigna, fica de fora.

* Segundo Maria Filomena Mónica ("As mulheres portuguesas são parvas")

quinta-feira, março 05, 2009

Achtung baby!

Quando os melhores produtores alemães de música electrónica da actualidade - Modeselektor e Apparat - se juntam, o resultado - Moderat - só pode ser genial.

Emplastro em versão hardcore

quarta-feira, março 04, 2009

Exorcismo à moda do norte



Resultado da sessão: um "chega-para-lá" e a Carolina foi parar às urgências do hospital com dores de cabeça, um inchaço e ... perda de audição!

domingo, março 01, 2009

O homem mais infeliz do mundo vai ser pai... outra vez

Vem aí a caminho o terceiro filho de Mário. Para quem desabafava que não gostava de ser pai, digamos que encarna muito bem até às últimas consequências esse papel paternal.
Antes desta novidade, em tempos, contou-me a sua mais recente aventura com uma colega da escola. Oito anos mais nova que ele, solteira, segundo ele, uma outsider face às outras “trintonas e quarentonas desinteressantes” colegas de turma. Envolveram-se num trabalho de grupo que os ajudou a aproximar, a trocar e-mails e a descobrir atracções e desejos que por outras formas mais dificilmente se revelariam. Oferecia-se para levá-la a casa e o inevitável acabou por acontecer numa dessas viagens: “Ela desviou a cabeça quando me ia despedir e beijamo-nos!”. Foi um período de felicidade para ambos, ela iludida que o teria só para si a curto prazo e ele, curiosamente, também. O tempo foi passando e ela já falava em casamento, mas ele não falava em divórcio... Daquilo que conheço do Mário, não me parece que ele seja homem para tomar “medidas extremas” que lhe façam mudar a radicalmente a sua vida, mesmo que ainda assim se considere o “o homem mais infeliz do mundo”.
Chegou o Verão (2008), as aulas terminaram e os encontros que já escasseavam, acabaram definitivamente antes das férias de Agosto. No regresso, ele tentou reacender o interesse enviando mails à sua amiga. Esta respondeu passadas duas ou três tentativas. Parece que tinha ido também de férias e terá conhecido um rapaz que assaltou, repentinamente, o seu palpitante coração. Que estava muito feliz, assim, com alguém a full-time. Mário ficou deprimido e desgostoso e, entretanto, fez mais um filho.

As pessoas enganam-se a primeira vez por ignorância, à segunda já é um pouco por parvoíce e à terceira fica em definitivo demonstrado como toda uma vida vivida inconscientemente pode ser uma sequência de erros.

Luciana Abreu: yes, you can't go to Moscow!

Parece que não é desta que vamos mandar uma amostra do nosso melhor silicone para o euro festival! Os júris dos distritos nacionais, armados em sabichões, votaram em peso numa música simples, de cariz tradicional e muito bem composta e interpretada. Hereges! E agora, para além dos nossos emigrantes a residir em França, quem mais vai perceber que esta é uma das melhores músicas portuguesas levadas à eurovisão dos últimos 10 anos?

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

"Fiquem-se só com os cabeçudos que não ofendem ninguém"

Aproveito este episódio para relembrar que a forma como este evento é interpretado por esta cidade é magnífica. Sobretudo na parte em que as ruas se transformam numa espécie de "Finalmente" em noite de "lugar às novas", em versão muito, mas mesmo muito, ampliada. Com a particularidade destas "divas" nunca terem feito depilação na vida e beberem vinho tinto carrascão.

O lojista é o nosso melhor guia espiritual!


quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Outra vez no Casino?

Sempre que quiserem ouvir umas parvoíces, metam um cardeal ao lado de uma slot machine. Depois tragam um sofá vermelho e uns beatos para que ele se sinta em casa.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

O tal debate

Sinceramente não sei o que foi mais constrangedor de ver:
. tanta malta jovem do lado do “contra”, muito revoltados com essa possibilidade altamente ameaçadora, para as suas penosas vidinhas, de duas pessoas do mesmo sexo poderem dar o nó - bom, se pensarmos no exemplo de que uma boa quota-parte do Fórum Nacional é preenchida por putos imberbes armados em racistas e radicais modernaços, chegaremos facilmente à conclusão que a juventude nunca foi, nem será, sinónimo de sensatez;
. ou gente bem crescida e (ainda mais bem) educada a não saber o que é a bissexualidade, a fazer comparações entre o casamento homossexual e o incesto e a dizer coisas tão espantosas como: "o casamento é hoje menos seguro que um contrato de telemóveis" ou "há dois sexos e e esta dualidade deve ser valorizada".

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Ideias infelizes

Ao ler a notícia do momento e este hilariante artigo, lembrei-me de dar mais uma ideia à revista Happy:
Sexo com adolescentes
Ter sexo com um parceiro com ar de desmamado é uma experiência especialmente excitante. Então por que não experimentar?
Hot Faça uma espera à saída da escola, depois de aliciar alguns com uns chupa-chups, seleccione só os que que preferirem colocar as mãos nas suas mamas, em vez de numa consola de playstation.
Very Hot Pratique actos sexuais com todos eles, depois escolha o mais novo para pai da sua futura criança e venda a história à publicação que lhe fizer a melhor proposta.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

E ainda digo mais

A alma humana é assim mesmo: como uma cebola, tapa factos com factos, encobre lados maus com lados bons, esconde derrotas com vitórias; qual crise? o benfica/porto/sporting ganhou! Também admito que se assim não fosse, viveríamos sempre alimentados pela penumbra do passado e não teríamos capacidade de dar passos. Pelo menos é assim que o "outro" diz. "O caminho faz-se caminhando"? Cuidadinho com os precipícios!

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Nos outros

Nunca sabemos o que procuramos nos outros. Pode até haver uma supresa que nos coloca a pensar e repensar a vida: ou aceitamos como eles são ou mudamos o percurso do jogo. Saber contornar e respeitar as diferenças já é um bom começo.

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Os Pet Shop Boys já não faziam um single assim praí desde 1989!

Love etc.

Too much of anything is never enough
Too much of everything is never enough

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

"A vida privada de Salazar"

Parece que o gajo andou por aí a foder algo mais que um país.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Notícia de última hora!

Foi recentemente descoberto que o Papa Bento XVI se refugia em Portugal, para meditação, sem conhecimento do público em geral, mais propriamente na zona do Douro.
O seu hobbie secreto são as vindimas e o nome de código que utiliza para não ser reconhecido é "D. Maria da Conceição".

Nobel da paz para este homem, já!


Um dos efeitos positivos da globalização é poder entender os vários pontos de contacto entre culturas tão distintas. A música urbana à escala global tem evoluído e sofrido várias influências ao longo das últimas décadas, mas cada país, de cada continente, tem conseguido manter intactas as suas bases tradicionais. Descobri recentemente os trabalhos de um DJ, com um conhecimento de World Music digno de muito respeito, que compila e mistura esta música de uma forma irrepreensível, mantendo essa heterogeneidade. Não há país do continente africano ou asiático por mais remoto que seja, ou por mais herança e estilo musical que possua, que o DJ Zhao não o descubra. Da Índia a Cuba, da Tanzânia à Jamaica, nada lhe escapa ao seu sensor musical.
Estão disponíveis via Getdarker.com duas das suas melhores compilações: a série NGOMA. O volume 1 é mais tradicionalista e globalizador, ainda que com alguns vestígios de electrónica a pairar no ar, onde se cruzam géneros tão variados como: Bongo Flava, Kizomba, Afro-Hiphop, Bhangra, Cumbia, Reggaeton, Dancehall, Rai, Arabic Pop, Balkan Beat, Genge, Kapuka, Kwaito, Jaija, Afro-House, Afro-Dub, Taraab e Gamelan. O DJ Zhao consegue a proeza de meter numa compilação, de pouco mais de uma hora, um mundo inteiro a dançar. Na segunda e mais recente edição, há uma justa (e exclusiva) homenagem ao continente africano e às mais antigas raízes da música de dança. Do Kuduro ao Minimal, do Kwaito ao Deep House, viajamos de África à Europa em escassos minutos, sendo o fluxo dos beats e a fusão de estilos o nosso meio de transporte de serviço.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Toychilds


It's one of the best streets in the world as far as females are concerned. The girls come here looking for toys. They are toys... toy boys,… The boys on Bar Street are not prostitutes but don't be under any illusion that you are their only girlfriend.

Alguém consegue analisar este documentário imparcialmente, sem moralismos? De qualquer forma há algo aqui que ultrapassa a moral de cada um.

A situação resume-se a isto: a Turquia há muito que deixou de ser um simples destino turístico com bonitas mesquitas, hotéis baratos, muito sol e boas praias; há também os tão cobiçados jovens turcos que procuram uma boa noite de diversão, com certas contrapartidas. Entre uns “pounds” e um “passaporte para o paraíso”, as turistas britânicas são as que mais rendem em alguns locais de diversão nocturna.
O documentário é inglês (Channel 4), portanto a nossa perspectiva será sempre revelada pelo lado das senhoras e sempre na tentativa de perceber por que razão aquelas mulheres procuram diversão ou um romance (de verão) tão longe. Elas parecem ser muito seguras de si mesmas e do que podem encontrar naquele país, ou naqueles locais em particular, mas, ao longo destes mais de quarenta minutos de filme, percebe-se que é exactamente essa a sua maior fraqueza: a ilusão de que controlam os seus sentimentos.
Desta vez estas mulheres, divorciadas, não viajaram sozinhas, trouxeram os seus filhos com elas. Tudo o que possam fazer, será feito à vista dos seus descendentes, que vão de uma criança de um ano até a uma jovem de 17 anos. Um exemplo: esta última já segue as pisadas da mãe, passando noites inteiras fora do Hotel. “Ela tem 17 anos, o que poderei eu fazer?” – questiona a sua progenitora.
Do pouco que sabemos da parte deles, os “toyboys”, pelos seus depoimentos, sabe-se sobretudo que preferem as inglesas por serem “easy” e gostarem dos seus presentes (roupas, bebidas, dinheiro, muito dinheiro, ...). Mas nunca se declaram como prostitutos. E elas ainda estão mais longe de os encarar como tal.

O chocante neste documentário não é haver mulheres (e homens) a fazerem das relações descartáveis um escape para as suas vidas frustradas, mas, sim, haver crianças que as acompanham e que já se sentem revoltadas pela vida que as mães levam – veja-se bem o caso do comportamento do puto loiro de 11 anos. Este “Turkish Toyboys” desmonta isto de uma forma crua e realista.

domingo, janeiro 25, 2009

Porque há filmes que se vê uma vez e sonha-se com ele para o resto da vida e há outros que se vê todos os domingos à tarde na SIC

Ao ficar rendido com os primeiros vinte ou trinta minutos de “Slumdog Millionaire”, quase entendia toda esta excitação à volta do novo filme de Danny Boyle. Logo depois de confirmar que o fabuloso “Paper Planes” era a cereja sobre este bolinho, que é a primeira parte do grande vencedor dos Globos de Ouro, este começa a descambar incontrolavelmente. Torna-se tudo o que um filme de óscares não devia ser: lamechas e previsível. Quando se premeia comédias românticas com sabor a caril em detrimento de filmes arrebatadores, épicos, maiores que a vida, é porque definitivamente os valores que dominam esta industria já conheceram melhores dias.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

quinta-feira, janeiro 22, 2009

O jogo das atracções

Juan Antonio: I am Juan Antonio, and you are?
Cristina: Cristina and this is my friend Vicky.
Juan Antonio: I would like to invite you both to spend the weekend. We'll eat well, we'll drink wine, we'll make love.
Vicky: Who.. who exactly is going to "make love?"
Juan Antonio: Hopefully the three of us.
Vicky: Uh.. this guy, he doesn't beat around the bush. Look señor, maybe in a different life.

Vicky: I think that you are so hurting from the failure of your marriage to marry Elena.... And to be perfect frank Juan Antonio, I'm engaged to be married.
Juan Antonio: And you?
Cristina: I'll go to your room, but you have to seduce me.

Woody Allen demonstra, desta vez, como é que três mulheres tão diferentes podem apaixonar-se pelo mesmo homem e como é que este atinge a felicidade plena quando as aproxima. Mas não há futuros simplistas nem perfeitos... Porque nós não somos simplistas e, muito menos, perfeitos.
"Vicky Cristina Barcelona" estreia hoje e é muito recomendável.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Ouvir para não ver

Não são poucos os medíocres filmes em que só a sua banda sonora escapa. Uma música não salva um filme mas pode servir bem como prémio de consolação pela estopada que se está a ver. Na semana passada emprestaram-me o DVD do thriller “Mr. Brooks”. Bom argumento mas ia a meio e já estava a começar a adivinhar as cenas seguintes - e se há coisa que me agrada em cinema é o seu efeito surpresa. Quase no final, aí sim, quando menos esperava, arranca uma música que me volta a captar a atenção para o filme. Reconheci a voz mas estaria longe de identificar a banda. Esta magnífica canção vai crescendo ao mesmo tempo que as imagens vão ficando mais intensas. Só que estamos a ver um filme de suspense, há que não esquecer, e o auge desta brutal música atinge-se quando o protagonista principal do filme debruça-se sobre a filha para lhe dar um beijo de boas noites e aquela espeta-lhe uma tesoura na garganta (lol). O delírio musical prossegue enquanto o homem derrama sangue por tudo o que é quarto – a filha fica serenamente a assistir. Nos créditos finais desvendei o enigma musical: The Veils - Vicious Traditions. Mais uma daquelas bandas que poucos conhecem mas que toda a gente já ouviu, pelo menos, uma música, graças a um anúncio comercial, como é o caso.
Situação semelhante aconteceu ao ver o trailer de um filme a estrear, nos EUA, na próxima primavera. Trata-se de mais um remake de um dos mestres americanos de Terror, Wes Craven - na versão deste ano, ele fica-se pela produção – “The Last House On The Left”. Mais uma vez as cenas mais emocionantes e, neste caso, assustadoras arrancam ao som de uma música calma, ao sabor de um piano e de uma voz quente feminina. Ao mesmo tempo que vejo gente a levar facadas, a apanhar choques e com a cabeça no microondas (lol, hilariante outra vez) entre outro tipo de fustigamentos, descubro com muito agrado uma versão minimalista de “Sweet child O’ mine”, dos Guns n’ Roses. Uma cover dos Taken by Trees, outra banda que ninguém conhece. Liderada pela ex-vocalista dos The Croncretes, outra banda quase desconhecida, que toda a gente já a ouviu no smash-hit “Young Folks” de Peter, Bjorn & John. Mais uma vez graças a um anúncio televisivo de uma rede de telemóveis. Há coincidências...

quarta-feira, janeiro 14, 2009

As jovens cristãs portuguesas têm todo o direito de escolher um marido de merda, desde que não seja um cabrão de um muçulmano

Nunca ouvi o senhor cardeal, ou qualquer outro responsável da igreja católica portuguesa, preocupado com as estatísticas da violência doméstica no nosso país e recomendar cuidado às meninas portuguesas antes de se casarem com um português. E não são poucas as que se metem num monte de sarilhos, que nem Alá nem Buda nem Deus nem Jeová sabem onde acaba. Mas, ok.

[Modo popular] Já punha a gaita a render, já! [Modo popular]

Ora através de uma rápida análise aos cachets dos nossos músicos por alguns dos seus concertos do ano passado, chego à seguinte conclusão: se alguém paga seja lá o que for aos hands on approach para tocarem ao vivo, tudo o resto parece-me perfeitamente justificável. Até mesmo uma "banda de gaitas" por 6000 euros... Já agora, isto dá quanto por gaita?

domingo, janeiro 11, 2009

A máscara

Raramente perco o programa "Os segredos da Magia" (SIC, passa aos sábados à noite). Gosto sobretudo da parte em que o mágico termina o seu truque, cruza os braços e duas vistosas assistentes, em trajes minimalistas, enroscam-se nele. Deve ser por isso que ele usa a máscara: para não se ver corar.
Quando não é para encobrir o seu embaraço, é para tapar um tubinho por onde passa o oxigénio que o permite permanecer dentro de um tanque cheio de água. Se eles não revelassem aquele truque, toda a gente acreditava que um mágico conseguiria sobreviver mais de 18 minutos sem respirar, claro.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

E agora quem bate uma sou eu!

Acredito não estar a ser demasiado radicalista ao afirmar que o mundo virtual, da net em geral, é sustentado por ilusões. Para atingir determinados propósitos, que por si só podem não ser os mais sinceros, as pessoas fazem de tudo. Incluindo não serem elas próprias. Quem está do outro lado acredita. Acredita sobretudo naquilo que lhe mais convém. E o que lhes convém acaba por não ser nem o que a outra parte pretende ser e, muito menos, aquilo que na realidade o é. Confusos? É natural. Este círculo vicioso de tretas e fantasias baralha tudo e todos. Sobretudo quem pretende encará-lo, como encara tudo o resto na sua vida, com seriedade.
Algumas pessoas usam a internet para desenvolver personalidades paralelas e é curioso verificar o seu antagonismo, quando se compara a verdadeira com a clonada. Aquela pequena mentira de tirar uns anitos à idade passa a ser completamente insignificante comparada com outras falsidades que se arranjam por aí no plano cibernético. A parte mais interessante desta questão passa pelo objectivo de não tanto querer iludir o outro, mas a si proprio. Sim, porque isto também está relacionado com a auto-estima! Da masturbação “sexual” à intelectual tudo serve para dilatar o ego.
Mas, felizmente, na internet também há muita coisa boa. Só que ela não aparece fruto do acaso. Sendo uma criação humana, é importante que se perceba que continuando a usá-la hipocritamente, através dos seus variadíssimos meios - sejam por blogues, fóruns, chats, "messengers", caixas de opiniões, etc., onde o espaço é público e livre -, ela nunca deixará de ser muito mais do que um saco de lixo de frustações.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

A idade do vício

Da primeira vez que uma pessoa se apaixona sente-se infelicíssima, porque pensa que não vai sobreviver a tão "estranho" e brutal sentimento. Da segunda, e talvez da terceira, sente-se feliz, porque sabe que o amor nunca a dominará por completo - há quem não consiga atingir este controlo tão cedo (ou nunca). No entanto, chega uma altura que o ânimo e a energia escasseiam, em que já não se acredita que o amor que se sente possa ser sincero. Porque o amor, puro e duro, depende da inocência. E onde é que esta está, quando se vai amar apenas por vício?

terça-feira, janeiro 06, 2009

terça-feira, dezembro 30, 2008

Uma imagem para 2008


Foi preciso dois robots revelarem-nos a insignificância das novas tecnologias - que supostamente nos mantém virtualmente em contacto uns com os outros, mas mais que não fazem do que nos afastar do mundo (real) - face ao contacto directo de um simples toque entre mãos. Uma metáfora cinematográfica que espelha a mais pura das verdades: estamos mais evoluídos, mas nunca estivemos tão longe daquelas “mãos dadas”, que Wall-E adorava ver, sempre que punha a funcionar a sua velhinha cassete de VHS de “Hello, Dolly!”.

Temos mais e melhores meios que nos aproximam uns dos outros. No entanto, limitamo-nos a usá-los para tranquilizar a nossa consciência face a qualquer compromisso que tentamos manter com os outros. Um dia quando percebermos que o envio de um SMS ou mesmo uma chamada "a marcar o ponto", está muito longe de ser uma demonstração de afecto válida, pode já ser tarde demais.
Até lá, vamos continuando a fingir que somos máquinas.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

O que fazer com os nossos animais: rentabilizamo-los ou desprezamo-los?

O mundo da venda de animais domésticos trilha-se por caminhos muito nebulosos. Desconheço a legislação em vigor mas parece-me obvio que, tratando-se de um contrato comercial, seja obrigatório a emissão de um documento que oficialize a venda. Resta saber, dos inúmeros cachorros e gatinhos que se vendem diariamente por , quantas facturas são emitidas? O nosso estado fará ideia do valor desta suposta fonte de rendimento que lhe escapa pelos escorregadios dedos da sua “eficaz” mão tributária?
Se vejo, também por , criadores a vender ninhadas de 10 cães a mais de 500 euros por animal, é só fazer bem as contas e perceber o quão rentáveis podem ser estes “negócios animalescos” de luxo.
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Em contraste, num outro mundo (completamente à parte), o dos canis municipais e outros centros e associações de recolha de animais abandonados vive-se na extrema miséria. Falta tudo: condições em geral, espaço, comida, medicamentos e sobretudo uma companhia humana. Sempre na eminência de um triste final: o abate. Quem conhece bem este mundo sabe o esforço que algum voluntariado faz para constantemente salvar vidas desse cruel destino.
Seguindo esta premissa, deixo aqui uma recomendação para um original presente natalício. Em vez de se perder tempo e paciência nos grandes aglomerados comerciais que nesta época ficam mais concorridos que nunca, porque não fazer um pequeno desvio e passar pelo canil/gatil mais próximo e adoptar um animal para oferecer alguém que precise de uma boa companhia e tenha boas condições para o manter? Seria um presente financeiramente imbatível e faria, garantidamente, dois seres vivos muito felizes.
Foi exactamente isso que fiz. Este cruzado de Dogue Alemão passará já este Natal num lar que lhe dará todo o carinho que um animal merece. Bem longe da rua e de um incerto futuro.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Medo da vida


Um padre durante uma longa conversa com um prisioneiro revoltado diz-lhe isto:
You're afraid of life.

Fome” (Steve McQueen) é um filme duríssimo. Faz-nos recuar aos inícios dos anos 80 e relata-nos a história de um grupo de prisioneiros do IRA que protestam contra o facto de não lhes atribuírem o estatuto de presos políticos. Recusam-se a tomar banho, a vestirem as fardas e já no final do filme iniciam uma greve de fome, que acaba por ser fatal para alguns deles.
A primeira ideia que me veio à memória durante a sua visualização chegou em forma de livro: “Se isto é um homem” de Primo Levi. Ambos revelam o que acontece quando o corpo e a mente são levados ao limite. O limite da degradação da condição humana. No filme, por vontade própria; no livro, pela infelicidade de não se ter nascido de “raça pura”.

Quando as nossas inquestionáveis crenças destroem a capacidade de pensar, realisticamente, sobre as consequências das nossas acções, não admira que – é aqui que entra a teoria do Padre - tenhamos mais medo da vida, do que da morte.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Bushtrix


A propósito disto, claro.

domingo, dezembro 14, 2008

Boas ideias

inspirado em:
O Manoel de Oliveira se quiser pode entrar por uma multiópticas a dentro, com uma mochila, e enfardar óculos lá para dentro à vontade... então é "desconto igual a idade". E para o ano ainda lhe dão troco.
@ Os Contemporâneos

quarta-feira, dezembro 10, 2008

'Bute lá fazer uma revoluçãozinha

Bi the Way é um interessante olhar documental sobre a bissexualidade. A bissexualidade nos tempos que correm, nos Estados Unidos, para ser mais preciso. As duas realizadoras, Brittany Blockman/Josephine Decker, viajaram pela América com o intuito de recolher uma série de depoimentos de gente (mais ou menos) anónima e de alguns especialistas. Para que no fim tentamos perceber se o assunto é mesmo só uma moda efémera de uma “whatever generation” ou já um reflexo de uma mudança de mentalidades. Com este documentário não se espere muitas respostas concretas, mas só pelo facto de partir do princípio de que não há uma sexualidade única e homogénea, já vale bem a pena o tempo dispendido com ele. Uma revolução sexual que passa pela libertação de velhos e caducos dogmas é sempre bem vinda. Mesmo que esta tenha em Lindsay Lohan ou num beijo de duas popstars como imagens simbólicas? Sim, creio que sim.

Um dos mais curiosos feedbacks a este documentário apareceu há alguns meses atrás num artigo do New York Times. O filme acaba por ser um mero pretexto para que o jornalista introduza uma série de estudos sobre o tema. Há um especial destaque dado ao que as mulheres heterossexuais pensam disto tudo. Ou melhor, que “desejam” disto tudo. Por exemplo, a Dra. Meredith Chivers, investigadora do Center for Addiction and Mental Health da Universidade de Toronto conclui:

Heterosexual women were no more excited by athletic naked men doing yoga or tossing stones into the ocean than they were by the control footage: long pans of the snowcapped Himalayas. When straight women viewed a video of a naked woman doing calisthenics, on the other hand, their blood flow increased significantly.
What really matters to women at least in the somewhat artificial setting of watching movies while intimately hooked up to a device called a photoplethysmograph, is not the gender of the actor, but the degree of sensuality. Even more than the naked exercisers, they were aroused by videos of masturbation, and more still by graphic videos of couples making love. Women with women, men with men, men with women: it did not seem to matter much to her female subjects.
“Women physically don’t seem to differentiate between genders in their sex responses, at least heterosexual women don’t,”(…) “For heterosexual women, gender didn’t matter. They responded to the level of activity.”


Mais à frente ela confirma a ideia, também com base em mais estudos, de que os homens que se consideram bissexuais acabam por ter sempre uma certa inclinação para alguém do seu próprio sexo. E depois regressa às mulheres ou para ser mais correcto, às mulheres heterossexuais, sublinhando que as suas atracções funcionam de uma forma muito diferente. Ou pelo menos não funcionam de uma forma muito linear.
Um outro estudo, neste caso, de Lisa M. Diamond, da Universidade do Utah, também confirmou tal facto.

Straight and gay men, as well as lesbians, were more predictably aroused by images of their preferred sex.

O infortúnio de um país pode muito bem começar durante a partilha de um pastel de feijão

segunda-feira, dezembro 08, 2008

sábado, dezembro 06, 2008

8 dos melhores filmes de 2008 estreiam em Portugal lá para 2012, isto se houver vaga ou o mundo não acabar entretanto

Se este mundo fosse perfeito, em vez das estopadas em forma de fitas cinematográficas que estreiam semanalmente por cá, já tinhamos tido o prazer de ver:

Man on Wire (James Marsh)
Milk (Gus Van Sant)
The Wrestler (Darren Aronofsky)
Mister Lonely (Harmony Korine)
Slumdog Millionaire (Danny Boyle)
Bi the Way (Brittany Blockman/Josephine Decker) *
Vicky Cristina Barcelona (Woody Allen)
The Last Mistress (Catherine Breillat)

*Este aqui, já visto por esse "imenso" público que tem possibilidades de ir assistir a uma sessão ao fim da tarde num festival gay e lésbico em Lisboa, merece um post só para ele. É aguardar.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Pormenores


Em continuação do post anterior chamo a atenção desta reportagem para o facto da Mafalda continuar mais bela que nunca e um dos senhores criminosos usar o passa-montanhas ao avesso.

A Mafalda Gameiro é a minha heroína do século XXI















Mais uma vez a jornalista Mafalda Gameiro (“Em reportagem”, RTP1) conseguiu fazer uma daquelas proezas que a nossa polícia afadiga-se para conseguir: uma entevista exclusiva com dois membros de um gangue especialista em tráfico de armas. Até consegue mais. Obriga-os a confessar todos os crimes virados para a parede. Assim mesmo, de castigo.

terça-feira, dezembro 02, 2008

Quando, na realidade, não se sente falta de "alguém" mas de "algo"



Um dos melhores diálogos do primeiro episódio da segunda temporada de Dexter surge, curiosamente, entre a irmã (Debra) e a namorada (Rita) do nosso herói. Num bar, ambas desabafam sobre os seus miseráveis passados: Rita e o seu ex-marido violento... Deb e o seu ex-namorado serial killer.

Rita: "Paul was so horrible to me, but sometimes... and don't tell Dexter... I find myself missing the good parts of him."
Deb: "It's not him that you miss, 'cause what he had to offer wasn't real. The way he made you feel about yourself? That was real."

quinta-feira, novembro 27, 2008

Aviso

Segundo os Maias este blogue (e o mundo em geral) vai acabar a 21 de Dezembro de 2012. :(
A boa notícia é que o Roland Emmerich deixará de fazer filmes sobre o fim do mundo. :)

quarta-feira, novembro 26, 2008

segunda-feira, novembro 24, 2008

Aranhas e baleias

O confronto de uma suposta ou verdadeira inocência com a pura zombaria pode resultar em situações antagónicas: ou estupidamente hilariantes ou estupidamente cruéis. O respeito depois faz toda a diferença.

sábado, novembro 22, 2008

O lado desconhecido é sempre o mais apelativo

A única vez que vi Pedro Pinheiro, sem ondas electromagnéticas pelo meio, foi durante uma amena noite de Agosto, há alguns anos atrás, numa daquelas romarias de verão de aldeia. Era a noite que encerrava aquela festa popular e, por tal, era também a mais concorrida. Enquanto pelo palco desfilavam dois ou três artistas, mais ou menos - pelo menos para mim - conhecidos do panorama “pimba” nacional, eu e um vasto grupo de amigos e amigas confraternizávamos pela zona adjacente ao bar, e mais afastado do local onde o espectáculo decorria. A nossa animação foi subitamente interrompida pela interpelação de um dos elementos do meu grupo:
- Hey... Já viram quem está por ali sentado numa daquelas mesas do fundo?!
Os nossos olhares concentraram-se na referida (e devidamente apontada) zona... Com o nosso súbito silêncio a música que vinha do palco pareceu querer soar mais alto. Desconhecendo a pessoa em questão, não pude participar no seguinte diálogo que se perseguiu:
- Pá. É aquele actor dos “Malucos do Riso”!
- Hã?
- Quem?
- “Oh Costa, a vida coooosta!”
- Ah esse!
- Pois é... É mesmo, aquele bigode não engana.
- Diz que nasceu por aqui e agora veio morar para estas bandas de novo.
- Tem uma “bruta” de uma vivenda... Ali para cima...
- Consta que sim, consta que sim. O velhote merece!
- O meu pai diz que ele é paneleiro!
- Quê?... A sério?
- Também já ouvi dizer isso...
- Sim, diz que o tem visto a entrar na casa dele, de carro, com outro gajo ao lado...
- Isso não quer dizer nada...
- Pois não, mas também ouvi dizer outras coisas...
- Ahh é actor e tal...
(Risos)
Foi assim que fiquei a saber quem era Pedro Pinheiro, figura pública residente numa terra que se orgulhava de o receber como convidado especial - durante o espectáculo de variedades, o seu nome foi referido por alguém que estava no palco e consequentemente aplaudido pela restante assistência e ele, discretamente, acenou da sua mesa, sem se levantar. No entanto, os seus conterrâneos não deixavam de criar suspeições (literalmente, pelas suas costas) sobre a sua vida mais íntima.
A nossa cultura puramente popular, vive muito disto: exalta os seus heróis pela sua bravura, para assim que puder espetar-lhes umas farpas pelas suas aparências.
O povo gosta de os ver brilhar, ao mesmo tempo que mantém um certo fascínio mórbido pelas suas obscuridades...

“Era solteiro e não deixa filhos.”
O Correio da Manhã, como referência popular que é, acaba por passar a informação peculiar, a que as pessoas mais querem saber. Fez infinitas dobragens, foi actor de novelas, séries e filmes (há um filme sobre Amália ainda por estrear no início do próximo mês em que ele participou), foi encenador e escritor de peças de teatro radiofónico, mas, segundo o “perfil” do CM, tudo isso passa a ser secundário quando se morre sozinho e sem descendentes? O que interessa ser uma pessoa com talento e morar numa grande casa se depois leva lá para dentro pessoas muito “suspeitas”?

quinta-feira, novembro 20, 2008

Globalizar (ou encher chouriços) por aí


Depois de terem estagiado por cá, depois de terem passado pelo Brasil, pelos Açores, por África (lembram-se daquele hilariante momento televisivo nacional onde se viu uma espécie de ataque de um leão?!), pelos Estados Unidos (nem as torres gémeas escaparam), mais recentemente, pela Índia, as novelas da tvi chegaram finalmente à Madeira.
Meu Deus, não há local no mundo que lhes escape! As novelas da tvi são um verdadeiro emplastro à escala global.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Artista que é artista tem que ter muito sentido de humor

não é?

Companheiros de curto prazo

Durante um zapping no final de tarde televisiva de ontem deparei-me com um programa especializado em caça. Estava na RTP2 e o programa em causa chama-se: "Couto & Coutadas". A apresentadora é gira, uma subespécie de Soraia Chaves, em versão rural, de olhar igualmente expressivo mas bem menos atrevido. Começam logo por ser interessantes as intervenções dos caçadores que debitam frases simples e sem grande preocupação gramatical, enquanto os vemos em acção. Fala-se, depois, das novas tendências na roupa para esta época (?)... "os camuflados que se usam na caça tem que dar uma sensação de floresta". Também gosto da relevância e do respeito que dão aos seus "companheiros de caça" - os cães. Enquanto um dos intervenientes ia dando dicas de como tratar bem dos cachorros, veio-me à memória várias imagens dos carros de caçadores com os seus mini-atrelados onde os seus “companheiros” viajavam amontoados... Bom, mal por mal, pelo menos aqueles regressavam. É que a minha experiência de vida no campo, também me permitiu confrontar com a ainda mais triste e dura realidade dos infortúnios cães que são “esquecidos” pelos seus donos (caçadores) em coutada alheia.

sexta-feira, novembro 14, 2008

terça-feira, novembro 11, 2008

Porque recordar é (sobre)viver:

Entre a razão e o coração


... ela escolhe quase sempre a primeira. Porque sabe que, independentemente da escolha, sai sempre magoada e a dor física é passageira.
Weeds é mesmo uma grande série, Puto.

segunda-feira, novembro 10, 2008

Saia da rotina e afunde mais um banco!

Como esta moderníssima promo do programa "Prós e Contras" pretende querer aplicar-se a todos os casos que se leva a discussão, logo, para o programa desta noite a mensagem é: quem nunca quis ser um desleixado presidente de um Banco e pedir um plano poupança reforma no valor mínimo de 10 milhões de euros que atire a primeira pedra!
Será mesmo preciso vestir (ou despir) o fato e a gravata para entender o outro lado?

sexta-feira, novembro 07, 2008

A nossa vida é (naturalmente) dramática mas não precisa de ser assim tanto

Para algumas pessoas, paixão é sinónimo de insegurança levado ao ponto de questionar constantemente os sentimentos do outro ou de equiparar formas de demonstrar tal humano sentimento. A parte desestabilizadora desta questão começa quando este estado de instabilidade emocional passa a ser revelado por todo um grau de dramatismo que assusta qualquer um (directamente envolvido). Porque no fundo uma coisa é viver uma paixão séria, sem desconfianças constantes e tragédias eminentes, outra bem diferente é fazer disso a nossa própria novela da noite.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Ser maxo é... nunca desperdiçar escasso talento

Casar é que não. Era como ter os U2 a actuar todas as noites para a mesma pessoa!
in ZÉZÉ CAMARINHA - O último macho man português

Ser maxo é... escolher um bom inspirador

Espero que este meu testemunho sirva para inspirar todos aqueles que ainda gostam de mulheres.
in ZÉZÉ CAMARINHA - O último macho man português

Ser maxo é... deixá-las a subir pelas paredes

Final da noite e depois do Bananas fechar ela chega ao pé de mim e convida-me para um cafezinho em casa dela. As coisas estavam a mudar. Já era ela a querer a minha companhia. O meu esquema estava a resultar e, em breve, iria trazer-me resultados. Despedi-me de toda a gente e fui para casa dela. Cheguei à porta e dei a machadada final. Não quis subir. chama-se "técnica da negação", elas estão convencidas que são boas e que um gajo está pelo beicinho, e é quando lhes damos para trás. A bifa que não estava nada á espera fico muito admirada e perguntou-me se não gostava dela.
in ZÉZÉ CAMARINHA - O último macho man português

terça-feira, novembro 04, 2008

Be Shô See (versão 2008)


Só ontem tive a possibilidade de constatar que “Vip Manicure” (SIC) é a brejeirice do ano. Podia ficar-me pelos péssimos textos e cenários, mas nada supera o constrangimento de ver a Rueff debitar piadas revisteiras. O que podia ter por ali alguma piada, já foi mais que visto e revisto: imitação da Amy Winehouse decadente ou do travesti do "Finalmente". A interpelação aos VIP podia render também alguma coisa se estes tivessem um discurso mais natural. Não acontece, pelo contrário. A palhaçada é tanta que cheguei a temer que às tantas entrava, de rompante, cenário adentro a Marina Mota, o João Baião e meia dúzia de dançarinas semi-desnudas cheias de plumas. Enganei-me. Desta vez, foi só o José Castelo Branco.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Amor,

enquanto lia e relia as tuas palavras, acreditas que me identifiquei com elas? Numa outra perspectiva, mas sentimentalmente é algo que passa muito por aí, sim.
Vamos por partes. Primeiro caso, alguém que só dá notícias quando está só, triste ou aparece de relance no Telejornal, demonstra o óbvio: o desespero por uma auto-estima que já teve melhores dias e precisa da (com)paixão de outrem para a elevar. Estranhas os seus súbitos entusiasmos que dão, depois, lugar aos longos e estranhos silêncios? Não estranhes, linda, tudo isso é variável com os ciclos da auto-estima da pessoa em questão. Um diagnóstico semelhante pode-se apresentar ao outro caso. Um caso mais complicado, já que necessita de ti para muito mais que valorizar o seu ego. Esta última personagem precisa de uma razão para dar sentido à sua vida e relação monótonas e encontrou em ti um escape para tudo isso. Tudo isso, para além da atracção sexual para a qual não há explicação nem, aparentemente, grandes complicações, segundo me parece – os instintos não se explicam, vá lá, entendem-se.
Ficar na defensiva é uma opção, como tu até sugeres, desde que se tenha plena consciência do que se quer e do que se pode realmente obter. Se assim for, estamos conversados. Agora espero é que também saibas que não é fácil deixar de criar expectativas face às circunstâncias que descreveste, quando num dia nós podemos ser a melhor coisa do mundo, para no seguinte passarmos à frustração de uma nula existência – o problema disto está nas promessas poderem ser tão estupidamente provisórias e as palavras bonitas serem ditas de forma tão inconsciente!
A diferença abismal entre pessoas equilibradas e as que não são, está directamente relacionada com a consistência dos seus sentimentos e dos seus respectivos discursos. Portanto, a tarefa de entender estes “seres estranhos” que nos aparecem à frente, nesta vida, até é mais fácil que parece.
E perguntas tu, e muito bem, no fim: “onde entro eu nisto? Quem somos nós, então, nestes “filmes”? Pouco mais que meros figurantes. Pessoas de passagem em vidas desnorteadas, complexas e confusas. E, sinceramente, amor, nós merecemos muito mais que isso.
(Respondi por aqui porque sei que me lês e porque quero revelar publicamente a minha tentativa de ser um bom conselheiro, mesmo tendo a plena consciência que estou longe de o ser, de alguém que adoro. E porque como ninguém está imune a relacionamentos destes, nada como partilhá-los para que a identificação seja o melhor remédio.)