segunda-feira, dezembro 28, 2009

Oh pra mim tão indie

No passado Natal foi-me oferecido um telemóvel Vodafone Indie. Este recente telemóvel touchscreen, onde tudo funciona dentro de um pequeno ecrã táctil de 2,4’’, parecia-me ser muito idêntico aos restantes modelos de telemóveis touchscreen disponíveis actualmente no mercado a preços superiores. A garantia de ser da marca da própria empresa multinacional de telecomunicações pareceu-me, também, ser à priori uma mais-valia para o produto. No entanto, o meu entusiasmo pelo presente foi subitamente assombrado quando vi parte do ecrã principal preenchido com uma barra negra, onde supostamente deveria aparecer, opcionalmente, a data, a hora e o nome da operadora. Inicialmente ainda tive algumas esperanças que tal barra desaparecesse com a ocultação daquelas três opções ou através de um qualquer ajuste nas configurações do aparelho. Mas não. Segundo os vários técnicos da loja da própria marca no Cascais Shopping, que consultei posteriormente, este modelo de telemóvel foi mesmo pensado e criado com uma barra escura a ocupar quase metade de um ecrã, que já por si só não é muito grande e o resultado (diria hilariante ou ridículo, dependendo dos pontos de vista) é o que se pode ver nas três imagens seguintes. E descubra-se as diferenças comparando com a publicidade que a Vodafone faz ao produto em causa. A comprovar igualmente pela imagem junta. Portanto parece-me pertinente a questão que deixo à Vodafone: para que serve um aparelho repleto de componentes multimédia, jogos, leitor de MP3, rádio, câmara, entre outros, com pouco mais de 0,6 MB de memória e com uma boa parte do seu ecrã principal indisponível?

domingo, dezembro 20, 2009

A petulância


Parece que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus de Nazaré, uma celebração cristã festejada, actualmente, com um consumismo desmedido. Tudo coisinhas que o autor adora/acredita, portanto.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Das weisse Band - Eine deutsche Kindergeschichte


Parece que vamos ter que esperar mais umas semanas pela estreia de um dos filmes do ano. Depois das festividades ficaremos a saber então mais um pouco sobre a origem da maldade humana. Dá sempre jeito nos tempos que correm.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

As iniquidades dos homens estão fazendo transbordar o cálice da ira de Deus. Portanto, apeguem-se ao Senhor de todo coração, pois Ele agirá.

Tribunal confia crianças a casal homossexual

O Tribunal de Oliveira de Azeméis entregou ontem, quarta-feira, a guarda de duas meninas a um tio que vive com outro homem. A juíza entendeu que o casal homossexual tem melhores condições para tratar das crianças do que os pais.

O resto aqui (com os habituais hilariantes comentários como bónus).

sábado, dezembro 12, 2009

Com os chifres lá bem no alto

Sempre com boas recomendações no seu cardápio, o Puto acertou mais uma vez. O belo disco dos The Antlers é uma perfeita banda sonora para estes dias frios e noites geladas.
A ouvir com moderação: não me estou a lembrar de nada mais depressivo que ouvir, por exemplo, Kettering a caminho de um funeral de um familiar. No entanto, amanhã, conto sobreviver à arrojada experiência.

O júri do Prémio Pessoa devia ler mais Pessoa

Maravilhosa gente humana que vive como os cães,
Que está abaixo de todos os sistemas morais,
Para quem nenhuma religião foi feita,
Nenhuma arte criada,
Nenhuma política destinada para eles!
Como eu vos amo a todos, porque sois assim,
Nem imorais de tão baixos que sois, nem bons nem maus,
Inatingíveis por todos os progressos,
Fauna maravilhosa do fundo do mar da vida! (...)


"Ode Triunfal" - Fernando Pessoa/Álvaro de Campos

terça-feira, dezembro 08, 2009

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Inês no país do pop maravilha

As miúdas que chegaram à mais recente fase do concurso de novos talentos da SIC são todas muito bonitas. Mas se isto é um concurso em que o talento musical sobrepõe-se à imagem, a menos bonita acaba por ficar a milhas das outras.

Entre outras preciosidades, a nossa Lily Allen de 16 anos faz versões da Ella Fitzgerald como gente (muito) grande, que, segundo o pseudo-júri do programa, ninguém ("lá em casa") entendeu. Nem o próprio pseudo-júri.

sábado, dezembro 05, 2009

Ficas em casa até te decidires ser um bom profissional, que é para isso que te pagam!

Imaginem que têm uma empresa e recrutam alguém de uma outra concorrente. Achariam correcto se esse trabalhador, numa situação de disputa entre a "ex" e a actual empregadoras, assumisse uma postura de "estou dividido mas vou procurar fazer meu trabalho"? Ora nem mais.

sexta-feira, novembro 20, 2009

Saltar à vara

Até ontem na página dos Órgãos Sociais do Millennium BCP tínhamos acesso ao currículo de Armando Vara. Para quem o desconhece aqui fica parte dele:

Armando António Martins Vara

Dados pessoais:

Data de nascimento: 27 de Março de 1954
Naturalidade: Vinhais - Bragança
Nacionalidade: Portuguesa
Cargo: Vice-Presidente do Conselho de Administração Executivo
Início de Funções: 16 de Janeiro de 2008
Mandato em Curso: 2008/2010

Formação e experiência Académica

Formação:

2005 - Licenciatura em Relações Internacionais (Universidade Independente)
2004 - Pós-Graduação em Gestão Empresarial (ISCTE)


Armando Vara deve ser um case study mundial de sucesso, pois passou em poucos anos, de caixa de banco a administrador do maior banco nacional e vice-presidente do maior banco privado nacional. Ou como diz Miguel Sousa Tavares: "é uma história que, quando não possa ser explicada pelo mérito (o que, aparentemente, é regra), tem de ser levada à conta da sorte".
Também há essa tal hipótese de ser mais um caso de compadrio e tráfico de influências. Só que estes estão-nos tão entranhados que há comportamentos e casos de súbito sucesso que nem estranhamos, atribuindo-os a uma questão de "sorte", ou à nossa proverbial capacidade para o desenrascanço. Outra verdade, é que a maioria dos políticos portugueses é completamente incompetente para progredir na nossa sociedade pelos seus próprios pés. É sobretudo por isso que vão para a política.

quinta-feira, novembro 12, 2009

terça-feira, novembro 10, 2009

Se o parlamento podia aprovar uma lei sem ter que ouvir os bispos a anunciar a catástrofe social? Podia, mas não era mesma coisa.


Das palavras do Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, sublinho a afirmação final: esta espécie de apocalipse cromossomático e social, travestido de casamento gay, pode confundir as pessoas, ao ponto de igualarem os comportamentos às orientações sexuais. Nada mais errado. Qualquer ser racional saberá SEMPRE nitidamente distinguir entre um caso de pedófilia (comportamento) - e os dirigentes católicos sabem melhor que ninguém o que isso é - e a homossexualidade (orientação sexual).

domingo, novembro 08, 2009

A história de uma obsessão


O Ricardo teve entrada directa para o meu círculo de amigos por acréscimo, ou seja, por ser namorado de uma grande amiga. Desde essa altura que lhe reconheço os dotes de um bom investigador, sobretudo na área do desporto em geral, futebol em particular. Licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e tirou um mestrado em História Contemporânea pela FCSH, da Universidade Nova de Lisboa. Entretanto com mais força de vontade que apoios, apostou, também desde que o conheço, neste projecto que se concretiza agora, em parte, em livro. "O jogo de Salazar - A política e o futebol no Estado Novo" é uma análise histórica e política rigorosa de um fenómeno actual que não deixa ninguém indiferente, uma viagem obrigatória até às origens de uma certa obsessão nacional por uma modalidade desportiva.
Desde o inocente jogo de 1988 disputado entre um grupo de irmãos e amigos em Cascais até aos nossos dias, o futebol alcançou demasiado protagonismo em Portugal. O jogo em si deixou de ter tanto interesse passando a revelar-se mais importante tudo aquilo que se movimenta à sua volta. É um chorudo negócio de interesses que para alguns movimenta mais dinheiro do que paixões. E todo esse movimento acaba muitas vezes por não ser mais do que novelas de baixo nível que em nada contribuem para uma dignificação desse desporto-rei. O longo período em que Salazar esteve no poder foi determinante para a solidificação desta popularidade.
Não há muito tempo foram construídos dez estádios para o Euro 2004, em que seis deles foram financiados a 100% por fundos públicos. Tratou-se de uma questão de escolhas públicas, dirão alguns, e por vezes, mesmo que económica e financeiramente inviáveis, as escolhas públicas são legítimas. Mas, ainda que possa ter excelentes qualidades terapêuticas, um estádio de futebol nunca será equiparado a um Hospital. Este é só um pequeno exemplo da herança de uma péssima gestão de prioridades que remonta ao período a que o Ricardo se debruçou.
Ainda assim, obsessões e negociatas à parte, o Futebol, há que admiti-lo, quando é bem jogado, é dos espectáculos desportivos mais emocionantes e espectaculares que se pode assistir.