quarta-feira, fevereiro 10, 2010

O Peru já tem o seu "Brokeback Mountain"?



Co-produção entre o Peru, a Colômbia, a França e a Alemanha, realizado, escrito e produzido pelo estreante Javier Fuentes-Leon, “Contracorriente” conta-nos uma história sobrenatural sobre um triângulo amoroso, onde os mais secretos sentimentos confrontam-se com as tradições de uma bela aldeia piscatória peruana. Sagrado vs. profano? Parece-me que é muito mais do que isto.
Vai chegar à Europa durante este ano com, entre outras, uma importante vitória: Sundance Film Festival (World Cinema Dramatic Audience Award).

terça-feira, fevereiro 09, 2010

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

A própria apresentadora, com o seu habitual registo agudo, vai servir de intermediária, poupando-se nos custos das chamadas inter-transcendentais

Era um dos segredos mais bem guardados na TVI. Até hoje. As gravações começam para a semana, mas só em Março é que Júlia Pinheiro se estreia ao lado de uma médium britânica. Anne Germain vai passar mensagens aos mortos para os principiantes interessados. @ 24 Horas

sexta-feira, janeiro 29, 2010

O evolucionismo segundo os The Knife

É um disco estranho. Tanto para quem está habituado à vertente electrónica dos The Knife, ou mesmo do projecto Fever Ray (só de Karin Dreijer Andersson) , tanto para quem espera que isto possa ser um conventual disco de Ópera.
Digo isto, porque "Tomorrow, in a Year" contem ambos os estilos, por vezes misturados entre si. Há um primeiro disco em que se realça mais o âmbito deste álbum: a banda sonora de uma Ópera, baseada na obra de Charles Darwin "A origem das espécies", com toda a componente teatral que isso pressupõe e, consequentemente, com o risco, pela ausência da parte visual da peça, que os The Knife correram ao quererem transformá-lo num objecto exclusivamente musical.
É só no segundo disco que se começa a reconhecer a marca "The Knife", quando, finalmente, entra a música electrónica minimalista para juntar-se aos sons da natureza, que já eram marca constante do primeiro disco. E é sobretudo ali, naquelas seis ou sete músicas do "Lado B" de "Tomorrow..." - onde se inclui o primeiro single, soberbo do primeiro ao último segundo - que se pode voltar a contemplar todo o puro brilhantismo deste duo sueco.

terça-feira, janeiro 26, 2010

Limpeza espiritual II

Será um fantasma? Um demónio? Uma alma penada?
Não... é só a minha esposa.
:s

Limpeza espiritual


"Adolescentes rebeldes" essa incómoda enfermidade para qual parece já haver cura e que não passa por... como é que se chama aquilo que mete as crianças e os adolescentes na linha? Oh, é isso: educação. Mas para além desse "mal", a IURD promete uma solução para, entre muitos outros, casos de "Dívidas" e "Desemprego". Porque não criar um culto que prometa resolução de todos os enguiços, a que podemos estar sujeitos, por troca de um dízimozinho?

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Mas tu é que sabes

(clicar na imagem, se não tiver uma lupa à mão)

sábado, janeiro 23, 2010

Apocalypse tomorrow

A adaptação de um livro premiado com um Pulitzer em 2007, adicionando uma fotografia soberba e com, no mínimo, duas interpretações brilhantes, fazem de "The Road" ("A estrada") um dos melhores filmes sobre o apocalipse feitos até hoje. Mas é muito mais: conciso, cru e sem artifícios que pudessem desvalorizar a história do amor incondicional entre um pai e um filho. E uma superlativa prova de esforço contra a adversidade - tentando nunca perder a racionalidade, até nas mais severas das situações.
No fim, de tão realista e assombroso que é, só limitamo-nos a desejar que o futuro da humanidade não se cruze com esta "estrada".

terça-feira, janeiro 19, 2010

O mundo tal como o conhecemos

Se já muito tempo antes da catástrofe, os cruzeiros eram assim uma tão fundamental fonte de receitas para o Haiti (e não para as multinacionais que investem no turismo naquela região), porque é que este país nunca deixou de ser um dos mais pobres do mundo? Ainda assim era preciso uma razão mais coerente para conseguir justificar isto.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

The slower we move, the faster we die.



How much does your life weigh?
Imagine for a second you’re carrying a backpack. I want you to pack it with all the stuff that you have in your life. You start with the little things. The shelves, drawers, the knick-knacks. You start adding bigger stuffs. Clothes, tabletop appliances, lamps. Your TV.
The backpack should be getting pretty heavy now. You grow bigger. Your couch, your car, your home. I want you to stuff it all into that backpack.
Now, I want you to fill it with people. Start with casual acquaintances. Friends of friends. Folks around the office. And then you move into the people you trust with your most intimate secrets. Your brothers, your sisters, your children. Parents. Finally, your husband, your wife, your boyfriend, your girlfriend. Get them into that backpack.
Feel the weight of that bag. Make no mistake. Your relationships are the heaviest components of your life. All those negotiations and arguments and secrets and compromises. The slower we move, the faster we die.
Make no mistake. Moving is living.
Some animals were meant to carry each other to live symbiotically over a lifetime. Star-crossed lovers. Monogamous swans.
We are not swans. We’re sharks.

Se o planeamento de estreias de cinema não nos engana, para a semana, já se pode ver "Nas nuvens" por cá. :)

sábado, janeiro 09, 2010

A excepção


Era óbvio que os oito deputados do PS iriam aproveitar a liberdade de voto facultada e votassem a favor da proposta de legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo onde se incluía a adopção. Proposta esta que o nosso Partido Comunista decidiu abster-se, mesmo que ela até fosse da autoria dos seus "compadres ecológicos" (Verdes) e "radicais" (Bloco). Há certas questões demasiado fracturantes para qual o "nim" é a melhor resposta de escape e toda a gente reconhece o peso de um certo conservadorismo do PC. Na mesma medida que terá havido alguns deputados do PS a espernearem por não poder votar contra a proposta que acabou por ser aprovada. Oh, mas havia a disciplina de voto! Enfim, não há grandes novidades por aqui.
Também houve duas deputadas (independentes mas eleitas nas listas do PS) de um suposto Movimento que se define pelo "Humanismo e Democracia" mas que votaram contra uma proposta "humanamente" igualitária; aparentemente isto pode não fazer muito sentido mas não é surpreendente: é só o outro lado da "democracia".
A surpresa da votação de ontem tem um nome: José Eduardo Martins. Este deputado do PSD votou favoravelmente na proposta que incluía a adopção. Um acto de coragem transformado em ruptura total face à linha de pensamento (supostamente) imposta pelo facciosismo de um partido. Ou a prova de que afinal, onde menos se espera, há vida própria e ideias imparciais.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

We are our own devil

Massive Attack Paradise Circus from sabakan on Vimeo.

Ser feliz

E daí?
Circula por aí uma foto e um vídeo onde o Malato participa numa festa gay bear em Espanha e há quem fique pasmado: "será o fim da sua carreira?"(já tanta estupidez não tem fim). Se há algo a reter aqui é o seu lado pedagógico, em que milhares de pessoas vão ficar a conhecer mais uma faceta da cultura homossexual masculina que é a cena bear. De resto que o homem é gay, é do conhecimento público, e isto, a ser verdade, não altera em nada o facto dele ser um bom apresentador e praticar a sua sexualidade saudavelmente, e como bem entende.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Oh pra mim tão indie

No passado Natal foi-me oferecido um telemóvel Vodafone Indie. Este recente telemóvel touchscreen, onde tudo funciona dentro de um pequeno ecrã táctil de 2,4’’, parecia-me ser muito idêntico aos restantes modelos de telemóveis touchscreen disponíveis actualmente no mercado a preços superiores. A garantia de ser da marca da própria empresa multinacional de telecomunicações pareceu-me, também, ser à priori uma mais-valia para o produto. No entanto, o meu entusiasmo pelo presente foi subitamente assombrado quando vi parte do ecrã principal preenchido com uma barra negra, onde supostamente deveria aparecer, opcionalmente, a data, a hora e o nome da operadora. Inicialmente ainda tive algumas esperanças que tal barra desaparecesse com a ocultação daquelas três opções ou através de um qualquer ajuste nas configurações do aparelho. Mas não. Segundo os vários técnicos da loja da própria marca no Cascais Shopping, que consultei posteriormente, este modelo de telemóvel foi mesmo pensado e criado com uma barra escura a ocupar quase metade de um ecrã, que já por si só não é muito grande e o resultado (diria hilariante ou ridículo, dependendo dos pontos de vista) é o que se pode ver nas três imagens seguintes. E descubra-se as diferenças comparando com a publicidade que a Vodafone faz ao produto em causa. A comprovar igualmente pela imagem junta. Portanto parece-me pertinente a questão que deixo à Vodafone: para que serve um aparelho repleto de componentes multimédia, jogos, leitor de MP3, rádio, câmara, entre outros, com pouco mais de 0,6 MB de memória e com uma boa parte do seu ecrã principal indisponível?

domingo, dezembro 20, 2009

A petulância


Parece que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus de Nazaré, uma celebração cristã festejada, actualmente, com um consumismo desmedido. Tudo coisinhas que o autor adora/acredita, portanto.