segunda-feira, maio 10, 2010
sexta-feira, maio 07, 2010
Quem ri por último, tem que rir baixinho para não acordar os vizinhos
O programa “Notícias em segunda mão” (SIC) na sua estreia, em Fevereiro, começou por passar logo a seguir ao noticiário da noite, em pleno horário nobre. Algumas semanas depois transferiram-no para depois das novelas, o que em termos práticos é algo que já vai para além da meia-noite. Umas emissões depois e já passa(va) uma hora mais tarde, depois do CSI. Portanto, hoje, os fãs da dupla Horácio e Madeira têm que esperar que passe as histórias das eternas coitadinhas chorosas (que passam a vida a lamentar-se da rica vida rica que têm) e aguardar que um grupo de investigadores descubra o culpado de um homicídio num balneário através da realização de análises de vanguarda a um vestígio de pelo púbico encontrado no chão.
Não estou a afirmar que o “Noticias...” seja melhor que os programas que o antecede, porque não está aqui em questão a qualidade do programa mas a forma como ele é tratado pelo canal de televisão que o promove. É este desrespeito perante os autores do programa e sobretudo pelo seu público que vale a pena salientar. Não é inédito e já ninguém se deixa surpreender, é certo, quando os programas de autor e/ou de humor se tornam vítimas deste constante “joguinho do share”. Por esta altura e depois do fiasco Sic Comédia, já ninguém tem dúvidas se a SIC tem ou não piada, ou ela não continuasse a fazer da guerra das audiências um assunto mesmo muito sério.
Não estou a afirmar que o “Noticias...” seja melhor que os programas que o antecede, porque não está aqui em questão a qualidade do programa mas a forma como ele é tratado pelo canal de televisão que o promove. É este desrespeito perante os autores do programa e sobretudo pelo seu público que vale a pena salientar. Não é inédito e já ninguém se deixa surpreender, é certo, quando os programas de autor e/ou de humor se tornam vítimas deste constante “joguinho do share”. Por esta altura e depois do fiasco Sic Comédia, já ninguém tem dúvidas se a SIC tem ou não piada, ou ela não continuasse a fazer da guerra das audiências um assunto mesmo muito sério.
quarta-feira, maio 05, 2010
Kuniyuki Takahashi
É com prazer que partilho este projecto de Deep-House com profundas influências Jazzy ou não tivéssemos, em pleno século XXI, perante uma das primeiras provas oficiais da renovação do Chill Out. Enfim, a banda sonora perfeita para as próximas finais de tarde.
(Os eventuais interessados numa “amostra” deste disco podem solicitá-la via caixa de comentários)
terça-feira, maio 04, 2010
Oh Chely!
Para quem não sabe (ahah!), Chely Wright é uma cantora americana de música country. Também é belíssima como estas manhãs de primavera, assumiu-se como lésbica e ficou mais conhecida que antes. Tanto melhor.Para quem ache o contrário, "AIAI os impiedosos e conservadores fãs de country!!", seis letrinhas apenas: k. d. lang.
domingo, maio 02, 2010
O Benfica vai pegar
Vandalizam-lhes casas de apoio e autocarros. As claques do outro clube continuam a lançar-lhes as habituais ameaças a quem se desloca ao Porto para assistir a "só" um jogo de futebol... O clima intimidatório não pára.
Ninguém pode parar essa onda danada? Poder, pode, Iran, mas a sua música, há que dizê-lo com toda a frontalidade, também não ajuda muito.
Os benfiquistas vão pegar, é certo. Só não se sabe bem se é o título ou se umas nódoas negras.
quinta-feira, abril 29, 2010
Aula de Economia
"... E pronto, fica assim demonstrado o corte no rating que vai lixar os portugueses em geral. Dúvidas?"
quarta-feira, abril 28, 2010
terça-feira, abril 27, 2010
domingo, abril 25, 2010
(R)EVOLUÇÃO, sempre!
O que significa o "25 de Abril" a quem, como eu, ainda não estava por cá para o presenciar? Não será muito diferente de um "5 de Outubro" ou do "1º de Maio": um encontro de simpáticos velhinhos que o Telejornal assinala como se fosse "fait-divers". Ou, ainda melhor, um feriado que dava mais jeito que calhasse durante a semana para a malta "fazer ponte" e ir para fora.
Como se explica a falta de liberdade a quem sempre a teve? Como se explica os "direitos do trabalhadores" a quem nasceu com eles adquiridos? Por mais que se tente, não é fácil conceber o Portugal de Salazar quem nasceu no Portugal de Soares. Por isso, só trará benefícios escolher outras formas de assinalar e evocar essa mudança, que foi, de facto, uma revolução mas podia ter sido uma guerra civil ou uma transição pacífica. Para os devidos efeitos de formar consciências é um pouco indiferente, o importante é provar que valeu e valerá sempre a pena "aquilo" de que os nossos avós, pais e tios ainda falam.
Como se explica a falta de liberdade a quem sempre a teve? Como se explica os "direitos do trabalhadores" a quem nasceu com eles adquiridos? Por mais que se tente, não é fácil conceber o Portugal de Salazar quem nasceu no Portugal de Soares. Por isso, só trará benefícios escolher outras formas de assinalar e evocar essa mudança, que foi, de facto, uma revolução mas podia ter sido uma guerra civil ou uma transição pacífica. Para os devidos efeitos de formar consciências é um pouco indiferente, o importante é provar que valeu e valerá sempre a pena "aquilo" de que os nossos avós, pais e tios ainda falam.
sexta-feira, abril 23, 2010
Terrorismo virtual
Depois de um grupo extremista Islâmico americano ter emitido uma ameaça de morte (via YouTube!?) aos criadores de South Park, na noite passada, o canal Comedy Central censurou uma parte do polémico episódio. A origem da ameaça tem a ver com o facto do profeta Maomé aparecer vestido de "ursinho".Independentemente de estar aqui em causa o desrespeito (ou não, pel'amor de Maomé: é só um ursinho de peluche!) de uma das doutrinas do Corão, ceder a todo o tipo de ameaças de fundamentalistas religiosos também não me parece ser a melhor política.
Revelar o medo pode ter várias interpretações e uma delas é dar a razão ao intimidador. E isso não me parece que vá tornar este mundo mais pacífico. Antes pelo contrário.
quarta-feira, abril 21, 2010
You wanted a HIT?
segunda-feira, abril 19, 2010
Não durma (sobre os assuntos), Senhor

Mais uns "mexericos do momento":
Kentucky: Pastor Prince Wilbert Woolfolk sentenced to 20 years for raping a teenage girl;
New York: Rabbi Baruch Lebovits sentenced to 10-32 years in prison for molesting teenage boy;
Colorado: Father Paul Montez accused of stalking teenage boy and plying him with gifts and trips;
New York: Pastor Humberto Cruz sentenced to 15 years for molesting three boys;
Texas: Pastor Curtis Otha Grant charged with 14 felony counts of molesting girls;
Colorado: Pastor James Smoker convicted of physically abusing a mentally-challenged adult in his care;
Arizona: Father Dale Fushek pleads guilty of sexual assault on teenage boy. Fushek was accused of molesting seven boys, but in return for one guilty plea, the other charges were dropped;
New York: Father James McDevitt, charged with 20 counts of child molestation, is being sued by four of his alleged victims.
sábado, abril 17, 2010
quinta-feira, abril 15, 2010
DJ Tromba d'água @ Lux
Quem assistiu diz que era difícil manter os pés no chão. "Uma rajada de talento", diz o Público; "redemoinhos de prazer para os nossos sentidos" lê-se no i; "repentina queda na pressão atmosférica, súbito aumento de adrenalina" explica um fã especialista em Djs climáticos. "É tipo Boys Noize mas mais húmido", acrescenta.
quarta-feira, abril 14, 2010
O factor macho

You are what you pretend to be, so be careful what you pretend to be.
Kurt Vonnegut, “Mother Night”
“The Butch Factor” (TBF) tanto pode ser quase hora e meia de documentário a desmantelar um estereótipo, ou uns limitados 87 minutos de documentário onde se explora o tema da masculinidade, sobretudo da sua “complicada” relação com os (homens) homossexuais.
No momento em que pouco sabia sobre ele, pensava que este TBF viesse demonstrar o que toda a gente já sabe: que a homossexualidade masculina não se resume a um determinado grupo de homens com determinadas características comportamentais estereotipadas. Para tal, este filme, contrabalançava com um ou mais grupos de homens com outras características comportamentais estereotipadas.
Por acaso até é justamente assim que o documentário começa. Há várias entrevistas com homens com o tal factor extra de masculinidade, a saber: jogadores de rugby, de baseball, de futebol americano (um deles fez questão de partilhar igualmente a sua profissão principal: construtor civil, voilà), um guarda prisional e vários cowboys (os homens americanos viris por excelência não podiam faltar). Os seus testemunhos giram à volta das dificuldades (ou nem por isso) na aceitação da sua orientação sexual e da forma como ela influenciou (ou não) a sua forma de vida.
Tenho alguma dificuldade em acreditar na veracidade de alguns subprodutos culturais norte-americanos e ao ver estas entrevistas fico com uma certa ideia de um “machismo” pouco realista, quase teatral. Mas independentemente da qualidade do documentário, o que interessa saber mesmo é se debruçamo-nos sobre uma característica inata? Não e mais adiante explicarei porquê.
Os gays reforçam a sua masculinidade, como uma forma de identificação, integração ou resposta a uma ideia preconcebida, com a mesma naturalidade com que os heterossexuais aprendem a ser - e a saber reforçar igualmente a "dose" – masculinos, observando e copiando outros modelos masculinos. Numa outra vertente, da mesma forma que os homens mais efeminados, por uma questão de provocação ou outra, reforçam o seu maneirismo. Tudo isto se deve a uma teoria: a masculinidade (e o seu antónimo), mais que um dado biológico, é uma construção ideológica.
Há uma mensagem curiosa que subliminarmente o documentário pretende passar - algo que é justamente o oposto do lema do comum das relações: “os opostos atraem-se” – estes homens “hiper-masculinos” abordados em TBF são assim, pois atraem-se (e são atraídos) por homens com as mesmas características, ou seja, parece haver aqui uma regra básica de atracção: a melhor maneira de conseguir o homem que quer, é SER o homem que quer.
O documentário, para cada um dos principais e recentes grupos instituídos à margem de uma comunidade gay cada vez mais diversificada, pretende justificar as suas causas. Portanto, a “revolução dos músculos” é sobretudo uma reacção adversa à imagem que a comunicação social mostrou do homossexual dos anos 80: o andrógino ou o debilitado pela infecção do HIV/Sida. E a recente mediatização dos “Ursos”? O movimento gay “Bear” pretendeu desde sempre ser a imagem mais realística e possível da masculinidade em estado de graça: um homem rude, de barba a crescer, peludo qb, ligeira ou totalmente descuidado com o seu físico - ao mesmo tempo que o mostra despreocupada e (quase, diria) orgulhosamente.
“What needs a man to be a man?”
A masculinidade não é um conceito fixo. A masculinidade evoluiu ao longo do tempo, mas mesmo no presente ela é variável por classes, raças, localizações, idades, etc., logo está sobretudo dependente daquilo que a cultura - onde ela está inserida - permite. Qual é o ocidental que não se surpreende com o facto de, no médio oriente, dois homens passearem na rua de mãos dadas ser um acto normalíssimo? E no Tahiti? Onde um homem para ser masculino, tem que ser obrigatoriamente terno e doce, convivendo e confundindo-se pacificamente com o sexo oposto. O que sucede então com esse mito da agressividade natural dos homens?
A grande questão não é saber se o Rambo, um ficcional herói de tantos jovens, é mais viril que o homem taitiano. A grande questão é saber qual é o que se aproxima mais dessa naturalidade, da sua natureza, que é o mesmo que dizer: o que sofreu uma menor pressão por parte do ambiente que o rodeia e da educação que teve. Em suma: o que recalcou menos uma parte de si próprio.
A masculinidade e a feminilidade, portanto, não são só categorias biologicamente opostas, são, antes de mais, uma posição, um lugar na sociedade, um papel cultural. Para um homem ser homem não lhe basta ter a fórmula de cromossomas XY, ter a dose certa de testerona e ter um pénis funcional, ele precisa de superar uma série de provações e são justamente estas demonstrações que - diferem segundo os países, as épocas, as classes sociais, as raças, a idade, etc. - caracterizam a masculinidade de um indivíduo. São justamente estes testes de virilidade que fazem toda a diferença e podem explicar porque a masculinidade de um homem é mais frequentemente posta em causa que a feminilidade de uma mulher. Seria um exercício, no mínimo, espirituoso saber que actividades dariam credibilidade à feminilidade de umas "super-mulheres"? “Não sejas gajo e levanta-me esses pés neste exercício de step? Não és mulher não és nada se não fizeres este desenho em ponto-cruz em vinte minutos? És uma sapatona ou uma boa pedicure?”...
Os excessos forçados de masculinidade (ou de feminilidade), sendo eles baseados no reflexo da sua própria interpretação de masculinidade (ou de feminilidade), curiosos ou burlescos, não trazem grandes males ao mundo – podendo, no entanto, trazer ao próprio, ao aumentar a tal distância entre aquilo que se é e aquilo que se pretende ser... Certa lacuna na sinceridade, portanto.
domingo, abril 11, 2010
A 11 de Abril foi oficialmente aberta a época balnear de 2010
primeiro banho salgado, check;
primeira enchente na praia, check;
primeiro engarrafamento nas portagens da Ponte 25 de Abril, check;
primeiro escaldão, check.
primeira enchente na praia, check;
primeiro engarrafamento nas portagens da Ponte 25 de Abril, check;
primeiro escaldão, check.
sexta-feira, abril 09, 2010
quinta-feira, abril 08, 2010
"Meus Deus, pulseiras do sexo assassinas!!"
Exclamamos nós ao ler o título desta notícia do i.

Agora um pouco mais a sério: jogos em que a verdadeira e falsa inocência adolescente podem misturar-se perigosamente, e que chegam a ser fatais - já que, face ao exposto, a teoria da mera coincidência das circunstâncias das mortes parece-me ser pouco credível.
Estas pulseiras podem ser nada mas também ser tudo. Será sobretudo da responsabilidade dos que lhes estão mais próximos (pais, outros familiares, professores, etc) o advertimento das consequências do uso das mesmas, enquanto instrumentos de socialização e de integração, como se sabe, tão essencial nesta fase da vida.
quarta-feira, abril 07, 2010
Outras perguntas para António Mexia*
Bom, não seja por isso: no contexto nacional, esses "infímos" 700 mil euros de salário fixo anual continuam a ser inaceitáveis. Reconheço-lhe um papel fulcral na internacionalização da EDP, transformando-a numa das maiores multinacionais portuguesas, mas em que parte isso justifica 3,1 milhões de remunerações? Ou, reformulando a questão, que parte desses objectivos alcançados não são à custa da manutenção das tarifas mais caras da europa, da pré-histórica cobrança do "aluguer do contador", da concentração de preços com uma concorrência insignificante (Endesa), ...?
*Ou melhor, para os accionistas da EDP
*Ou melhor, para os accionistas da EDP
segunda-feira, abril 05, 2010
As casas de Sócrates
Quinhentas vezes pior que o mau gosto dos projectos que Sócrates foi responsável há mais de 25 anos, só mesmo esta agenda reles do jornal Público.
Pedo.. quê?
Todo este grandioso voto de confiança era escusado, pois já todos nós sabemos que esta Igreja não tem demonstrado outra coisa que seja viver bem com a consiência pesada ou com perdas súbitas de memória. Portanto, não é mais um, dois ou dez "mexericos do momento", que tirarão o sono aos Monsenhores Sodanos deste reino:
http://www.dallasnews.com/sharedcontent/dws/news/localnews/stories/DN-pastor_03met.ART.State.Edition1.4d0427b.html
http://www.stltoday.com/stltoday/news/stories.nsf/laworder/story/7288285BEE562E28862576F800079918?OpenDocument
http://www.vancouversun.com/news/Ontario+priest+gets+months+preying+Haitian+youths/2757938/story.html
http://www.stuff.co.nz/national/crime/3531415/Destiny-scandal-prompts-inquiry
http://www.abc.net.au/news/stories/2010/04/02/2863465.htm?section=world
http://www.abpnews.com/content/view/4978/53/
http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=125420225&ps=cprs
http://www.dallasnews.com/sharedcontent/dws/dn/latestnews/stories/040110dnmetyouthpastor.3b51cbe.html
http://abcnews.go.com/Blotter/questions-pope-benedicts-role-sex-scandal/story?id=10241536
http://aftermathnews.wordpress.com/2010/04/05/child-sex-abuse-cost-us-catholic-church-3-billion-dollars/
http://www.dallasnews.com/sharedcontent/dws/news/localnews/stories/DN-pastor_03met.ART.State.Edition1.4d0427b.html
http://www.stltoday.com/stltoday/news/stories.nsf/laworder/story/7288285BEE562E28862576F800079918?OpenDocument
http://www.vancouversun.com/news/Ontario+priest+gets+months+preying+Haitian+youths/2757938/story.html
http://www.stuff.co.nz/national/crime/3531415/Destiny-scandal-prompts-inquiry
http://www.abc.net.au/news/stories/2010/04/02/2863465.htm?section=world
http://www.abpnews.com/content/view/4978/53/
http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=125420225&ps=cprs
http://www.dallasnews.com/sharedcontent/dws/dn/latestnews/stories/040110dnmetyouthpastor.3b51cbe.html
http://abcnews.go.com/Blotter/questions-pope-benedicts-role-sex-scandal/story?id=10241536
http://aftermathnews.wordpress.com/2010/04/05/child-sex-abuse-cost-us-catholic-church-3-billion-dollars/
sábado, abril 03, 2010
sexta-feira, abril 02, 2010
quinta-feira, abril 01, 2010
Mini-guia de Férias da Páscoa'2010 para os pais portugueses
Obviamente: aqui. Mas se os vossos miúdos não gostam de acampar (mas têm alguma aptidão - juro que não me passou pela cabeça escrever "queda" - para os desportos radicais) sempre há a alternativa de Lloret de Mar, que não é muito mais que a vossa Benidorm de 1997 (lembram-se?). Se eles forem mais caseirinhos, nada que um facebook.com não os mantenha ocupados.
quarta-feira, março 31, 2010
E você, trocaria um tremendo triunfo profissional por um brutal "murro" pessoal?
Sobre os recentes e díspares acontecimentos na vida de Sandra Bullock, David Brooks escreveu um recomendável artigo para o NYT. Uma das questões que levanta está no título deste post, mas esta dicotomia entre as relações interpessoais e o sucesso económico e profissional suscita muitas mais interrogações. É sobretudo importante perceber que, contradizendo os nossos dicionários, êxito não é sinónimo de felicidade e que a maior parte das vezes, tal como aconteceu com a actriz, não temos a hipótese de escolher.
O interesse do artigo prende-se igualmente com a correspondência com outras escalas: países, fases da vida, etc. Pelo meio fala-se também de confiança, de relações sociais e, sobretudo, de felicidade.
O interesse do artigo prende-se igualmente com a correspondência com outras escalas: países, fases da vida, etc. Pelo meio fala-se também de confiança, de relações sociais e, sobretudo, de felicidade.
segunda-feira, março 29, 2010
Ninguém diria
Depois de Victor de Sousa, só faltava o Ricky Martin assumir o outro lado da sua vida loca. Antes "loca" que falsa, dirá ele aos seus filhos.
O "mea culpa" já não chega, meus senhores
Lê-se por aqui alguns vestígios de lucidez, mas, como em tantos outros assuntos polémicos, continua-se a arranjar nexos de causalidade que em nada justificam o mal feito (e, muito menos, "defendem as vítimas"). É por aqui que ainda estou a tentar entender as verdadeiras intenções desta nova corrente de pensamento católico: se o objectivo é tentar desculpabilizar, servindo-se de antigas lutas internas ou de questões fracturantes, os actos em si ou se vão fazer mesmo qualquer coisa de útil e eficaz para os evitar.
sexta-feira, março 26, 2010
Seis ou mais razões que fazem do "My One Thousand Movie" um dos meus blogues favoritos de cinema
As críticas são, ao contrário da regra que domina a crítica profissional mais clássica e erudita, muito acessíveis e objectivas, não há intermináveis descrições, nem galicismos (estão a ver aquela cena do mise-en-scène? E parti pris?), nem estudos filosóficos sobre a existência humana para demonstrar que o filme pode ser até bonzinho. Pede-se, e tem-se, sem rodeios, um resumo do argumento (sem grandes spoilers) e um ou outro comentário pessoal que poderá ajudar a justificar a partilha do filme.
Por disponibilizarem o filme numa versão light, em RealMedia, o que nos só vem ajudar na poupança de espaço do disco. Fora da concorrência directa com outros blogues mais mediáticos que partilham filmes de um ou mais gigas, ripados directamente de DVD's, com alta qualidade de som e imagem, para acabar por serem visionados num PC ou numa televisão convencional.
Sinceramente não me parece que ficamos a perder no rácio qualidade/espaço mas nada como tirar as teimas e fazer uma experiência. Para além de que, o blogue não podia ser mais esclarecedor quanto ao assunto: "se gostarem dos filmes comprem-nos, porque o original é sempre melhor".
Ao contrário de alguns promotores de festivais de cinema, têm consciência de que o cinéfilo 'tuga não nasceu poliglota e disponibilizam legendas em Português (ou Inglês, em poucos casos).
Queriam mesmo rever aquele clássico de John Ford, Douglas Sirk, Samuel Fuller, Bergman, Godard, Tarkovsky, Tati, …? Encontram lá.
E aquele filme português que não é tão publicitado por não atingir, em cartaz, a fasquia dos 35.000 espectadores? É possível que também lá esteja.
Sabem aquele "hype" que ganhou alguns prémios por vários festivais internacionais e teve uma estreia modesta e passageira em Portugal, passando só pelo "King" e no "Cidade do Porto" durante 3 ou 4 semanas - excepção para os casos em que nem sequer teve direito a estreia e só pode ser adquirido via importação na Fnac mais próxima? Também pode-se ter a sorte de o ver por lá.
O serviço público e algo mais aqui.
Por disponibilizarem o filme numa versão light, em RealMedia, o que nos só vem ajudar na poupança de espaço do disco. Fora da concorrência directa com outros blogues mais mediáticos que partilham filmes de um ou mais gigas, ripados directamente de DVD's, com alta qualidade de som e imagem, para acabar por serem visionados num PC ou numa televisão convencional.
Sinceramente não me parece que ficamos a perder no rácio qualidade/espaço mas nada como tirar as teimas e fazer uma experiência. Para além de que, o blogue não podia ser mais esclarecedor quanto ao assunto: "se gostarem dos filmes comprem-nos, porque o original é sempre melhor".
Ao contrário de alguns promotores de festivais de cinema, têm consciência de que o cinéfilo 'tuga não nasceu poliglota e disponibilizam legendas em Português (ou Inglês, em poucos casos).
Queriam mesmo rever aquele clássico de John Ford, Douglas Sirk, Samuel Fuller, Bergman, Godard, Tarkovsky, Tati, …? Encontram lá.
E aquele filme português que não é tão publicitado por não atingir, em cartaz, a fasquia dos 35.000 espectadores? É possível que também lá esteja.
Sabem aquele "hype" que ganhou alguns prémios por vários festivais internacionais e teve uma estreia modesta e passageira em Portugal, passando só pelo "King" e no "Cidade do Porto" durante 3 ou 4 semanas - excepção para os casos em que nem sequer teve direito a estreia e só pode ser adquirido via importação na Fnac mais próxima? Também pode-se ter a sorte de o ver por lá.
O serviço público e algo mais aqui.
segunda-feira, março 22, 2010
Esse estranho confronto entre as emoções e a vida quotidiana
Já não é a primeira vez que declaro por aqui que a sueca Robyn é uma das grandes revelações pop dos últimos anos. Este ano editará o segundo disco, ou melhor, para ser mais preciso: o segundo, terceiro e quarto discos. Numa entrevista que li por aqui ela confirmou que vai lançar um conjunto de músicas por cada estação que ainda nos sobra este ano. A parte ainda mais interessante da conversa chega quando lhe pedem para falar das expectativas em relação aos novos trabalhos e a uma nova música, em concreto:“I feel like the interesting thing for me is the contrast of both touching people and being really honest and true to myself, and at the same time doing something that’s fun and smart. With pop, I think you can do that, because there’s this weird clash between the emotions and everyday life.”
“People expect things of you, like kids and like marriage, and I found myself just thinking of that a lot while making this record, so the song is about that in a way, but it’s also fun. I’m playing around with the concept of being a woman, and what it means to physically be able to carry kids, but at the same time that’s not always what you see yourself as.”
Considerem-me (ainda mais) excitado.
sábado, março 20, 2010
Em continuação do post anterior
... mais que com a publicidade enganosa, a minha estupefacção relaciona-se com o facto de, em 2010, haver ainda quem se entusiasme ao som de Technotronic. Já sei: a nostalgia faz parte do nosso ADN e isto, por sua vez, faz parte da receita de sucesso de quem aposta nesta área. Que o digam os promotores de espectáculos (em geral), alguns canais de televisão, algumas rádios como a RFM e a M80, ... São opções (estratégicas), por isso não ofendo ninguém ao afirmar que também há uma certa preguiça na descoberta de novas tendências e há uma acomodação no sucesso ultra-conhecido e, logo, garantido. Em suma, não se corre o mínimo dos riscos.
Dos Technotronic a Joy Orbison, mais que os 20 anos cronológicos que os separam, há toda uma evolução na música de dança que escapa aos mais distraídos por opção.
Imprecisões lendárias
sexta-feira, março 19, 2010
terça-feira, março 16, 2010
“A vida de bairro não é fácil. O bairro tira tudo o que dá, deu-te a vida mas também a tirou..."
R.I.P. MC Snake!
Espero que a PSP não deixe de explicar também porque um condutor de um Y10 é mandado parar na Doca de Santo Amaro e só é interceptado, mortalmente, em Benfica. Que eu tenha conhecimento, às 5h da manhã, circula-se até muito bem pelo Eixo N-S ou estavam a cumprir os limites de velocidade?
sexta-feira, março 12, 2010
O videoclip que chocou José Rodrigues dos Santos
Última notícia do Telejornal de hoje: "A Lady Gaga fez um videoclip com... cenas lésbicas”! :o
Sensual. Mas, de facto, não chega ao nível dessa "cena" de fazer uma sopa de peixe com leite de mamas humanas.
quinta-feira, março 11, 2010
terça-feira, março 09, 2010
A ascensão dos hipócritas

Republican state Sen. Roy Ashburn said Monday he is gay, ending days of speculation that began after his arrest last week for investigation of driving under the influence.
Ashburn, who consistently voted against gay rights measures during his 14 years in the state Legislature, came out in an interview with KERN radio in Bakersfield, the area he represents.
"The best way to handle that is to be truthful and to say to my constituents and all who care that I am gay," he said. "But I don't think it's something that has affected, nor will it affect, how I do my job."
Ashburn has voted against a number of gay rights measures, including efforts to expand anti-discrimination laws and recognize out-of-state gay marriages. Last year, he opposed a bill to establish a day of recognition to honor slain gay rights activist Harvey Milk.
Ainda sou do tempo em que a revelação pública de uma orientação sexual alternativa, longe de uma questão de orgulho, reforçava a luta contra uma discriminação e, também, era uma demonstração pública de honestidade, por mais que privada fosse essa decisão. "Nesses tempos" o alarido à volta dessas revelações causava, no mínimo, estupefacção (nem que fosse pela coragem do acto em si).
Hoje em dia, este mesmo mundo (estranho) fica impávido e sereno perante casos de "coming out" em que o sujeito, enrascado com um caso de polícia, ao mesmo tempo que revela ser gay, assume que segue e seguirá, orgulhosamente (acrescento eu, deduzindo pelas palavras do próprio), uma política anti-gay.
Ashburn, who consistently voted against gay rights measures during his 14 years in the state Legislature, came out in an interview with KERN radio in Bakersfield, the area he represents.
"The best way to handle that is to be truthful and to say to my constituents and all who care that I am gay," he said. "But I don't think it's something that has affected, nor will it affect, how I do my job."
Ashburn has voted against a number of gay rights measures, including efforts to expand anti-discrimination laws and recognize out-of-state gay marriages. Last year, he opposed a bill to establish a day of recognition to honor slain gay rights activist Harvey Milk.
Ainda sou do tempo em que a revelação pública de uma orientação sexual alternativa, longe de uma questão de orgulho, reforçava a luta contra uma discriminação e, também, era uma demonstração pública de honestidade, por mais que privada fosse essa decisão. "Nesses tempos" o alarido à volta dessas revelações causava, no mínimo, estupefacção (nem que fosse pela coragem do acto em si).
Hoje em dia, este mesmo mundo (estranho) fica impávido e sereno perante casos de "coming out" em que o sujeito, enrascado com um caso de polícia, ao mesmo tempo que revela ser gay, assume que segue e seguirá, orgulhosamente (acrescento eu, deduzindo pelas palavras do próprio), uma política anti-gay.
Dos fãs do "faz o que eu digo, não faças o que eu faço" ao seguidores dos "vícios privados, virtudes públicas", este caso poderá abrir um precedente: o que não falta por aí é gente, mais ou menos pública, a querer tornar público o seu orgulho em trabalho de obstrução que vai contra a sua própria condição humana. Assim de repente, até me parece uma atitude digna de ficar no topo do cúmulo das incoerências mas parece que nos temos de habituar a conviver com malta que vive "orgulhosamente" assim.
segunda-feira, março 08, 2010
O perigo está em casa
"O próximo passo é a possibilidade de escolha. Ser ou não ser mãe, ser mãe e trabalhar, ter opções."
Isabel Stilwell, jornalista e escrtora portuguesa, actualmente directora do jornal Destak.
"Elas podem ser as suas piores inimigas, sempre que não têm a coragem de mostar o que valem."
Anke Trischler, gestora, fundou um projecto de inclusão social para mulheres imigrantes.
"Há uma evidência estatística de que as quotas para mulheres funcionam muito mais depressa do que quando se depende da chamada evolução natural. Ou seja da vontade dos homens."
Johanna Nelles, advogada, trabalha no departamento de igualdade de género do Conselho da Europa.
"Porque batem os homens nas mulheres? Porque ninguém os ensinou a negociar, porque ninguém os ensinou a resistir à frustação, e num tempo em que os papéis masculino e feminino já não estão previamente definidos, saber negociar é fundamental… Quando estamos numa relação, temos de ser capazes de tolerar o desapontamento, tolerar a diferença. Se não o consigo tolerar a um nível emocional, das duas uma, ou me isolo ou vou tentar controlar as pessoas à minha volta, a minha família… Não curamos ninguém… Quando ele diz que vai mudar para reconquistar a mulher, explicamos que tem de mudar para ser uma pessoa melhor, e não por ela, O mais certo é a mulher não querer voltar a vê-lo."
Paul Wolf-Light, psicólogo e escritor inglês; trabalha actualmente na reabilitação de homens condenados por violência doméstica.
Tudo isto e muito mais na estreia do programa Viewpoint, um talk show sobre direitos humanos, promovido pelo Conselho da Europa, hoje às 20:00 na Sic Mulher ou amanhã online em destak.pt. Adicionalmente passará pela primeira vez na TV a nova campanha do Conselho da Europa contra a violência doméstica: "O perigo está em casa".
Isabel Stilwell, jornalista e escrtora portuguesa, actualmente directora do jornal Destak.
"Elas podem ser as suas piores inimigas, sempre que não têm a coragem de mostar o que valem."
Anke Trischler, gestora, fundou um projecto de inclusão social para mulheres imigrantes.
"Há uma evidência estatística de que as quotas para mulheres funcionam muito mais depressa do que quando se depende da chamada evolução natural. Ou seja da vontade dos homens."
Johanna Nelles, advogada, trabalha no departamento de igualdade de género do Conselho da Europa.
"Porque batem os homens nas mulheres? Porque ninguém os ensinou a negociar, porque ninguém os ensinou a resistir à frustação, e num tempo em que os papéis masculino e feminino já não estão previamente definidos, saber negociar é fundamental… Quando estamos numa relação, temos de ser capazes de tolerar o desapontamento, tolerar a diferença. Se não o consigo tolerar a um nível emocional, das duas uma, ou me isolo ou vou tentar controlar as pessoas à minha volta, a minha família… Não curamos ninguém… Quando ele diz que vai mudar para reconquistar a mulher, explicamos que tem de mudar para ser uma pessoa melhor, e não por ela, O mais certo é a mulher não querer voltar a vê-lo."
Paul Wolf-Light, psicólogo e escritor inglês; trabalha actualmente na reabilitação de homens condenados por violência doméstica.
Tudo isto e muito mais na estreia do programa Viewpoint, um talk show sobre direitos humanos, promovido pelo Conselho da Europa, hoje às 20:00 na Sic Mulher ou amanhã online em destak.pt. Adicionalmente passará pela primeira vez na TV a nova campanha do Conselho da Europa contra a violência doméstica: "O perigo está em casa".
domingo, março 07, 2010
Há cenas assim
Pronto, já temos a "nossa" Christina Aguilera e o seu compositor/pianista/jornalista em part-time - adoro este mistifório de aptidões, sério: o Augusto Madureira já há algum tempo que deixou de ser só um mero porta-voz do jornalismo de cidadania, chegou, agora, o merecido reconhecimento - na Eurovisão.
Um bem-haja a ambos e boa sorte.
sexta-feira, março 05, 2010
quarta-feira, março 03, 2010
sábado, fevereiro 27, 2010
Ooohh, aqueles "ambientalistas chatos" tinham razão!
Fazer um campo de futebol em cima de uma ribeira? Construir grandes empreendimentos em zonas que violam claramente o PDM, como nas escarpas? Projectar rotundas em leitos de ribeiras? ...
E se eu conseguisse entrar dentro dos teus sonhos?
Consta que há influências de Ian Fleming aos irmãos Wachowski, passando, claro, por Freud. Pode ser mais um thriller mediano, mas também pode ser a primeira grande experiência metafísica hollywoodesca. Vindo de quem vem (Memento, Insomnia, ..., recentemente mais popular que nunca por ter feito uma prequela e uma sequela da série "Batman"), nunca se sabe.
terça-feira, fevereiro 23, 2010
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
Armas de arremesso
(foto retirada daqui)Mais que a estranha cumplicidade entre os grupos de manifestantes, o que mais me impressionou naquela paródia do passado sábado foi terem utilizado crianças como meio de impacto, obrigando-as a envergar cartazes com causas que desconhecem ou que não têm opinião (conscientemente) formada. Tudo isto vindo de adultos que usam o argumento do "superior interesse da criança" sempre que são confrontados com algo que vá contra o seu mundo muito certinho e perfeitinho.
"Ravelstein", no livro de Saul Bellow, diz qualquer coisa assim: por vezes os jovens têm que ser curados dos equívocos desastrosos e das "irrealidades estereotipadas" que lhes foram impostas por pais mentecaptos.
domingo, fevereiro 21, 2010
A luz da desgraça
Hoje a minha vida parece ser só um encadeado de falhanços. As mulheres que não soube amar, as oportunidades que não agarrei, os momentos de felicidade que deixei fugir...
Uma corrida cujo resultado sei, sem por isso acertar no vencedor.
Estava cego e surdo, ou foi necessária a luz da desgraça para eu ver a minha verdadeira natureza?
Uma corrida cujo resultado sei, sem por isso acertar no vencedor.
Estava cego e surdo, ou foi necessária a luz da desgraça para eu ver a minha verdadeira natureza?
...
Por detrás da cortina de pano esburacado, uma claridade leitosa anuncia o romper do dia. Doem-me os calcanhares, a minha cabeça ainda pesa uma tonelada, todo o meu corpo está encerrado numa espécie de escafandro.
A minha tarefa agora é escrever as inertes anotações de viagem de um náufrago nas praias da solidão.
@ O escafandro e a borboleta, Jean-Dominique BaubyPor detrás da cortina de pano esburacado, uma claridade leitosa anuncia o romper do dia. Doem-me os calcanhares, a minha cabeça ainda pesa uma tonelada, todo o meu corpo está encerrado numa espécie de escafandro.
A minha tarefa agora é escrever as inertes anotações de viagem de um náufrago nas praias da solidão.
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
"Huge thing"
Yours Truly Presents: The Morning Benders "Excuses" from Yours Truly on Vimeo.
Não é que ficou mesmo?!
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
terça-feira, fevereiro 16, 2010
pronto, não vou conseguir dormir nas próximas cinco noites/10
Sobretudo depois de Haute Tension, Ils, A l'íntérior e deste Martyrs, esta "nouvelle vague" do cinema de terror francês tornou-se um dos mais surpreendentes e perturbadores de sempre. Para além da sua extrema violência gráfica, contêm histórias verdadeiramente intrigantes e originais; logo, a léguas do trivial e dos remakes de quinta categoria da congénere norte-americana.
domingo, fevereiro 14, 2010
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
( ( :o ) )
Comunicado exclusivo
Já está a ser preparada uma edição especial nocturna do Sol com 150 mil exemplares, depois de a segunda ter esgotado em 23 minutos. Haverá mais pormenores sobre o alegado plano para controlar a Media Capital, mais precisamente a Romântica FM, onde se revelará o estratagema que Sócrates elaborou para hipnotizar os portugueses através da transmissão continua, via rádio, da discografia completa de José Alberto Reis. O objectivo posterior seria de sugar os resquícios de inteligência dos seus ouvintes e que, inclusivé, tal efeito dará nome à primeira página desta edição: "A SANGUESSUGA".
Neste número, o director deste semanário irá desmontar, igualmente, a conspiração política que o impossibilitou de receber um prémio Nobel.
No comunicado, também há a referência ao facto de que o DVD infantil "O Grilo Feliz" será substituído pelo DVD do filme hardcore português: "As fantasias de uma engenheira". O brinde, mais uma vez, será entregue com a troca por uma providência cautelar.
A credibilidade @ the moment
A direita organiza uma manifestação pela liberdade de expressão (que lhe interessa), a Manuela Moura Guedes foi promovida a mártir da liberdade de imprensa e um jornal liderado pelo António José Saraiva bate recordes de tiragem.
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
O Peru já tem o seu "Brokeback Mountain"?
Co-produção entre o Peru, a Colômbia, a França e a Alemanha, realizado, escrito e produzido pelo estreante Javier Fuentes-Leon, “Contracorriente” conta-nos uma história sobrenatural sobre um triângulo amoroso, onde os mais secretos sentimentos confrontam-se com as tradições de uma bela aldeia piscatória peruana. Sagrado vs. profano? Parece-me que é muito mais do que isto.
Vai chegar à Europa durante este ano com, entre outras, uma importante vitória: Sundance Film Festival (World Cinema Dramatic Audience Award).
terça-feira, fevereiro 09, 2010
Liberdade, mas não tanto
Parte da gente que apela agora à liberdade de expressão, escreveu isto em tempos:
...
...
Portanto: liberdade para todos, já (!!!)... Mas essa ideia da opinião pluralista é uma enorme chatice e os grandes grupos económicos devem ter a palavra final para decidir quem escreve nos seus orgãos de comunicação social. De preferência, só gente de direita e com apelidos bonitos, tipo burnay, bettencourt, vaz-pinto, homem-cristo e oh-valha-me-deus.
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
A própria apresentadora, com o seu habitual registo agudo, vai servir de intermediária, poupando-se nos custos das chamadas inter-transcendentais
Era um dos segredos mais bem guardados na TVI. Até hoje. As gravações começam para a semana, mas só em Março é que Júlia Pinheiro se estreia ao lado de uma médium britânica. Anne Germain vai passar mensagens aos mortos para os principiantes interessados. @ 24 Horas
terça-feira, fevereiro 02, 2010
sexta-feira, janeiro 29, 2010
O evolucionismo segundo os The Knife
É um disco estranho. Tanto para quem está habituado à vertente electrónica dos The Knife, ou mesmo do projecto Fever Ray (só de Karin Dreijer Andersson) , tanto para quem espera que isto possa ser um conventual disco de Ópera.Digo isto, porque "Tomorrow, in a Year" contem ambos os estilos, por vezes misturados entre si. Há um primeiro disco em que se realça mais o âmbito deste álbum: a banda sonora de uma Ópera, baseada na obra de Charles Darwin "A origem das espécies", com toda a componente teatral que isso pressupõe e, consequentemente, com o risco, pela ausência da parte visual da peça, que os The Knife correram ao quererem transformá-lo num objecto exclusivamente musical.
É só no segundo disco que se começa a reconhecer a marca "The Knife", quando, finalmente, entra a música electrónica minimalista para juntar-se aos sons da natureza, que já eram marca constante do primeiro disco. E é sobretudo ali, naquelas seis ou sete músicas do "Lado B" de "Tomorrow..." - onde se inclui o primeiro single, soberbo do primeiro ao último segundo - que se pode voltar a contemplar todo o puro brilhantismo deste duo sueco.
terça-feira, janeiro 26, 2010
Limpeza espiritual
"Adolescentes rebeldes" essa incómoda enfermidade para qual parece já haver cura e que não passa por... como é que se chama aquilo que mete as crianças e os adolescentes na linha? Oh, é isso: educação. Mas para além desse "mal", a IURD promete uma solução para, entre muitos outros, casos de "Dívidas" e "Desemprego". Porque não criar um culto que prometa resolução de todos os enguiços, a que podemos estar sujeitos, por troca de um dízimozinho?
segunda-feira, janeiro 25, 2010
sábado, janeiro 23, 2010
Apocalypse tomorrow
A adaptação de um livro premiado com um Pulitzer em 2007, adicionando uma fotografia soberba e com, no mínimo, duas interpretações brilhantes, fazem de "The Road" ("A estrada") um dos melhores filmes sobre o apocalipse feitos até hoje. Mas é muito mais: conciso, cru e sem artifícios que pudessem desvalorizar a história do amor incondicional entre um pai e um filho. E uma superlativa prova de esforço contra a adversidade - tentando nunca perder a racionalidade, até nas mais severas das situações.No fim, de tão realista e assombroso que é, só limitamo-nos a desejar que o futuro da humanidade não se cruze com esta "estrada".
terça-feira, janeiro 19, 2010
O mundo tal como o conhecemos
Se já muito tempo antes da catástrofe, os cruzeiros eram assim uma tão fundamental fonte de receitas para o Haiti (e não para as multinacionais que investem no turismo naquela região), porque é que este país nunca deixou de ser um dos mais pobres do mundo? Ainda assim era preciso uma razão mais coerente para conseguir justificar isto.
domingo, janeiro 17, 2010
quarta-feira, janeiro 13, 2010
The slower we move, the faster we die.
How much does your life weigh?
Imagine for a second you’re carrying a backpack. I want you to pack it with all the stuff that you have in your life. You start with the little things. The shelves, drawers, the knick-knacks. You start adding bigger stuffs. Clothes, tabletop appliances, lamps. Your TV.
The backpack should be getting pretty heavy now. You grow bigger. Your couch, your car, your home. I want you to stuff it all into that backpack.
Now, I want you to fill it with people. Start with casual acquaintances. Friends of friends. Folks around the office. And then you move into the people you trust with your most intimate secrets. Your brothers, your sisters, your children. Parents. Finally, your husband, your wife, your boyfriend, your girlfriend. Get them into that backpack.
Feel the weight of that bag. Make no mistake. Your relationships are the heaviest components of your life. All those negotiations and arguments and secrets and compromises. The slower we move, the faster we die.
Make no mistake. Moving is living.
Some animals were meant to carry each other to live symbiotically over a lifetime. Star-crossed lovers. Monogamous swans.
We are not swans. We’re sharks.
Se o planeamento de estreias de cinema não nos engana, para a semana, já se pode ver "Nas nuvens" por cá. :)
sábado, janeiro 09, 2010
A excepção

Era óbvio que os oito deputados do PS iriam aproveitar a liberdade de voto facultada e votassem a favor da proposta de legalização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo onde se incluía a adopção. Proposta esta que o nosso Partido Comunista decidiu abster-se, mesmo que ela até fosse da autoria dos seus "compadres ecológicos" (Verdes) e "radicais" (Bloco). Há certas questões demasiado fracturantes para qual o "nim" é a melhor resposta de escape e toda a gente reconhece o peso de um certo conservadorismo do PC. Na mesma medida que terá havido alguns deputados do PS a espernearem por não poder votar contra a proposta que acabou por ser aprovada. Oh, mas havia a disciplina de voto! Enfim, não há grandes novidades por aqui.
Também houve duas deputadas (independentes mas eleitas nas listas do PS) de um suposto Movimento que se define pelo "Humanismo e Democracia" mas que votaram contra uma proposta "humanamente" igualitária; aparentemente isto pode não fazer muito sentido mas não é surpreendente: é só o outro lado da "democracia".
A surpresa da votação de ontem tem um nome: José Eduardo Martins. Este deputado do PSD votou favoravelmente na proposta que incluía a adopção. Um acto de coragem transformado em ruptura total face à linha de pensamento (supostamente) imposta pelo facciosismo de um partido. Ou a prova de que afinal, onde menos se espera, há vida própria e ideias imparciais.
Também houve duas deputadas (independentes mas eleitas nas listas do PS) de um suposto Movimento que se define pelo "Humanismo e Democracia" mas que votaram contra uma proposta "humanamente" igualitária; aparentemente isto pode não fazer muito sentido mas não é surpreendente: é só o outro lado da "democracia".
A surpresa da votação de ontem tem um nome: José Eduardo Martins. Este deputado do PSD votou favoravelmente na proposta que incluía a adopção. Um acto de coragem transformado em ruptura total face à linha de pensamento (supostamente) imposta pelo facciosismo de um partido. Ou a prova de que afinal, onde menos se espera, há vida própria e ideias imparciais.
sexta-feira, janeiro 08, 2010
quinta-feira, janeiro 07, 2010
Ser feliz
Circula por aí uma foto e um vídeo onde o Malato participa numa festa gay bear em Espanha e há quem fique pasmado: "será o fim da sua carreira?"(já tanta estupidez não tem fim). Se há algo a reter aqui é o seu lado pedagógico, em que milhares de pessoas vão ficar a conhecer mais uma faceta da cultura homossexual masculina que é a cena bear. De resto que o homem é gay, é do conhecimento público, e isto, a ser verdade, não altera em nada o facto dele ser um bom apresentador e praticar a sua sexualidade saudavelmente, e como bem entende.
terça-feira, janeiro 05, 2010
segunda-feira, dezembro 28, 2009
Oh pra mim tão indie
No passado Natal foi-me oferecido um telemóvel Vodafone Indie. Este recente telemóvel touchscreen, onde tudo funciona dentro de um pequeno ecrã táctil de 2,4’’, parecia-me ser muito idêntico aos restantes modelos de telemóveis touchscreen disponíveis actualmente no mercado a preços superiores. A garantia de ser da marca da própria empresa multinacional de telecomunicações pareceu-me, também, ser à priori uma mais-valia para o produto. No entanto, o meu entusiasmo pelo presente foi subitamente assombrado quando vi parte do ecrã principal preenchido com uma barra negra, onde supostamente deveria aparecer, opcionalmente, a data, a hora e o nome da operadora. Inicialmente ainda tive algumas esperanças que tal barra desaparecesse com a ocultação daquelas três opções ou através de um qualquer ajuste nas configurações do aparelho. Mas não. Segundo os vários técnicos da loja da própria marca no Cascais Shopping, que consultei posteriormente, este modelo de telemóvel foi mesmo pensado e criado com uma barra escura a ocupar quase metade de um ecrã, que já por si só não é muito grande e o resultado (diria hilariante ou ridículo, dependendo dos pontos de vista) é o que se pode ver nas três imagens seguintes. E descubra-se as diferenças comparando com a publicidade que a Vodafone faz ao produto em causa. A comprovar igualmente pela imagem junta. 


Portanto parece-me pertinente a questão que deixo à Vodafone: para que serve um aparelho repleto de componentes multimédia, jogos, leitor de MP3, rádio, câmara, entre outros, com pouco mais de 0,6 MB de memória e com uma boa parte do seu ecrã principal indisponível?



Portanto parece-me pertinente a questão que deixo à Vodafone: para que serve um aparelho repleto de componentes multimédia, jogos, leitor de MP3, rádio, câmara, entre outros, com pouco mais de 0,6 MB de memória e com uma boa parte do seu ecrã principal indisponível?
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