domingo, julho 18, 2010

Uma escola de alcoviteiros(as)

O jornalismo impreciso e tendencioso que começou a reinar para os lados do Público há cerca de dez anos atrás, quando – olha, um exemplo - Inês Serra Lopes publicou várias notícias/ reportagens que alertavam para uma vaga de prostituição masculina no Estádio Nacional e só descansou no dia em que um “popular” ministro da altura mandou fechar o local, revela agora óbvia descendência no i.
Interpretar situações com base nas ideias preconcebidas de quem as denúncia (ou do próprio jornalista, pois repare-se no tipo de questionário dessa peça), sem qualquer investigação de base mais aprofundada não é jornalismo, é mexerico. E enquanto estes jornalistas continuarem a deduzir que os homens só se envolvem ocasionalmente com outros homens por interesses financeiros, nunca deixaremos de estar perante uma escola de alcoviteiros(as).

sábado, julho 17, 2010

terça-feira, julho 13, 2010

A evolução

No mesmo dia que "leakaram" duas novas canções dos Interpol e dos The Walkmen li uma análise muito interessante (e recomendável) sobre estas duas bandas nova iorquinas. A comparabilidade entre elas pareceu-me ser à partida algo despropositada, no entanto recordando o historial de ambas as bandas acabo por admitir que há vários pontos de contacto, sobretudo se o vermos numa prespectiva de uma evolução inversamente proporcional.
Hoje, do pouco que se sabe dos seus novos discos, esta análise só pode ser feita com base em três novas músicas: duas delas que nada acrescentam ao que os Interpol já fizeram no passado - infelizmente, ambas, a léguas da qualidade de "Turn on the bright lights" - e uma dos The Walkmen, que logo na primeira audição soou-me a "Red Moon", uma das canções do brilhante "You and me". Portanto, não me restam muitas dúvidas ao escolher a banda que revela mais indícios de evolução.
E, se esta lógica bater certo, ainda nos podemos vir a orgulhar muito pela nossa capital dar nome a um certo disco.

domingo, julho 11, 2010

O que será mais ridículo: um foreigner indie a fazer canções de homenagem a um clube de futebol ou adeptos grunhos a analisar a "música exprimental"?



Nao se entende uma caralho mas BENFICAAAAAAAAAA
DragonLuixao 1
week ago 3 coronelbernardes

Bem vindo, Panda. Espero que
marques muitos golos de águia ao peito e nos ajudes a conquistar troféus.

AMO-TE BENFICA******
thepoisonwhisky 1 week ago
Melo167

@MsA8me a música é experimental, daí soar estranho à maior
parte das pessoas
Melo167 1 week ago tahtry

FORÇA BENFICA
ALLEEEEEZ! vá, a musica ta fofa
tahtry 1 week ago MsA8me

Para a
próxima pode ser que saia melhor. Mas que se lixe. o que conta é a intenção.
Fora Benfica!

MsA8me 1 week ago JoaoPQ

sábado, julho 10, 2010

É tudo uma questão de tempo


I always used to tell him that only fools could possibly escape the simple truth that now isn't simply now: it's a cold reminder. One day later than yesterday, one year later than last year, and that sooner or later it will come.
George
(Colin Firth) in "A single man"

quinta-feira, julho 08, 2010

Quando outros valores se levantam


Verdade seja dita, a Playboy Entretainment rege-se por um código de conduta, no mínimo... incoerente.
Às tantas, o problema foi mesmo aparecer mais um homem na capa de uma publicação para potenciais machos - os verdadeiros não compram revistinhas, ? Esta Playboy 'tuga já andava a abusar.

quarta-feira, julho 07, 2010

Um festival de amostras

Há quem pague 50 euros só para ver Pearl Jam, há quem pague a mesma quantia para assistir a vários concertos (de preferência, inteiros), mas haverá quem pague para assistir a um "festival de amostras"? Amostras, será o que se pode ver do desastroso resultado da programação em simultâneo de bandas de calibre e géneros similares.
Serei o único a ver uma grande diferença entre pagar para ter e desfrutar, e pagar para ter e optar? Quando se compra um carro, há os elementos de série e de opção. Os primeiros estão incluídos no preço base do bem e os segundos são pagos em acréscimo. Ora, na compra de um bilhete para um festival, as bandas em cartaz são todas "de série", porque caso contrário haveria bilhetes diferentes para cada uma das variadíssimas opções. O que se propõe com este tipo de programação é o mesmo que comprar um carro com ar condicionado de série e ele ser incompatível com o leitor de CD's (também de série). Portanto, carro pago, mas depois: ou fresquinho ou musiquinha! Isto faz sentido?
Há limites para um "festivaleiro" gerir os horários de um cartaz. Ver 25 minutos de The XX, para depois ir a correr para o palco principal para assistir só à abertura de Kasabian, pois o grande Matias Aguayo (e a sua Band) começa, noutro palco, dez minutos depois, é só um exemplo, entre tantos, de que até uma boa gestão de horários não faz milagres - a não ser que o bilhete venha com o poder da ubiquidade integrado e ninguém me avisou. E isto se não houver atrasos!
Alguns festivais de música em Portugal estão de facto a apostar na quantidade e isso seria bestial se não houvesse alguma imaturidade nos critérios da distribuição das bandas e dos respectivos horários. Para além de que, bandas novatas mas em notória ascensão como The XX, La Roux, Gossip, Simian Mobile Disco, Miike Snow, etc., nunca deviam ser remetidas para um palco secundário, em concorrência directa com bandas mais populares (ou de culto) do palco principal. Não é desprestígio. É desperdício (de talento).
De facto, não se é um Coachella ou um Primavera em 4 anos, mas sempre podia-se aprender um pouco mais com a história dos festivais de música que explicam a sua evolução com o incremento de bandas em cartaz.

domingo, julho 04, 2010

CEO, a introdução

Eric Berglund = 50 % The Tough Alliance = 100% CEO e isto é "só" o prólogo e parte do conteúdo de "White Magic":

ceo - prologue from Modular People on Vimeo.



ceo - come with me from Modular People on Vimeo.

sábado, julho 03, 2010

2 em 1

Tive necessidade de rever "Mysterious Skin", não para confirmar que é um belo filme mas para entender que se trata de uma homenagem a uma banda rock que marcou o movimento shoegaze. O inconstante (realizador) Gregg Araki não se limitou a embelezar o filme com algumas músicas dos Slowdive, como usou os títulos de outras canções desta banda para dar nome aos seus personagens. Os Ride, Curve e Sigur Rós a fechar, completam o resto do serviço com distinção.

sexta-feira, julho 02, 2010

Standing room on the plane

Parece que a Ryanair sempre vai avançar com a introdução de lugares verticais na sua frota de aviões. Os testes de segurança começam já no próximo ano.
Pelo o que contam parece-me que a poupança vai ser de ambas as partes: a companhia consegue, das dez filas de lugares sentados removidas, introduzir quinze filas de "vertical seating" e com a eliminação dos dois lavatórios, no total: 50 lugares extra em cada voo; os passageiros poupam no preço da viagem (£4 + £1 por cada xixizinho + £80 por despacho de bagagem). Portanto tudo bem, menos para a malta que costuma viajar com casa atrás e que tenha uma certa facilidade em ganhar bolhas nos pés. Para os mais incontinentes (e, só para agravar, como estes sabem tão bem que essa posição não facilita a retenção dos fluídos!) também pode não compensar.

quinta-feira, julho 01, 2010

As fotos falam por ela (ele) própria(o)

Lady Gaga, sempre predisposta a incendiar rumores e se o boato estiver correcto, irá aparecer transformada em Jo Calderone (só o nome emite sensualidade) na edição de Setembro da Vogue Hommes Japan. Está mais bonita(o) que nunca.

terça-feira, junho 29, 2010

Estados de alma na despedida


O Pepe ri-se (não mostraram o Liedson), o Eduardo chora. Isto pode explicar alguma coisa.
Cristiano Ronaldo? Ridículol. Com o Mourinho o "puto maravilha" vai ter que entrar na linha... Nem que seja na linha do banco dos suplentes.

A parte boa disto é que agora acabam-se os programas bimbos de apoio à selecção e escasseiam as lições de história da Rita Marrafa de Carvalho e os directos a toda a hora para saber se está frio em Cape Town ou o que jantou o C. Ronaldo. Enfim, resta-nos o futebol das melhores selecções do Mundo.

domingo, junho 27, 2010

Da extrapolação


O título que faz a capa da revista Visão desta semana é do mais sencionalista que tenho visto nos últimos tempos. Ao contrário do que se possa pensar com tão infeliz título (e o que dizer da foto?) para uma reportagem, o culto de Osho é, como tantos outros, um agrupamento inspirado no movimento hippie dos anos 60 com uma fortíssima inspiração ecológica, e, onde entre outras características, também há liberdade sexual, o que faz com que a poligamia seja praticada por alguns dos seus membros. Disto a um grupo que se resume à “terapia” em forma de “orgias”e “para se ser membro tem de se fazer o teste da sida”, é a prova de que tomar uma parte pelo todo é uma forma pouco honesta de promover um artigo. Mais valia anunciá-lo como uma espécie de "Boom Festival para séniores", onde o trance dá lugar ao new age, e os leitores ficariam com uma ideia mais precisa do que por lá se passa. No todo, claro.

sexta-feira, junho 25, 2010

Aphrodite II

Katy Perry, 2010.

Aphrodite


Kylie Minogue, 2010.

quinta-feira, junho 24, 2010

Alive in the crowd

A Everything Is New acaba de confirmar à BLITZ que os passes de três dias para o Optimus Alive!10 estão esgotados, à semelhança dos bilhetes para dia 10 de Julho, o dia do concerto dos Pearl Jam.

Medida responsável e consciente, esta da EIN não dar ouvidos a um grupo organizado de imberbes do Facebook que pensa num festival de música como a versão humana para uma junta de gado e ter decidido estabelecer um limite de entradas para um festival de verão. Ainda assim, 45 mil pessoas naquele espaço até me parece uma restrição algo arrojada. Diz isto quem até parece que não superou a prova da (des)organização de controlo de entradas do 10º SBSR (2004), na noite de Pixies, em que conseguiram meter 60 mil num espaço muito pouco maior que o do Optimus Alive. Vejam sempre a coisa pelo lado positivo: nestas condições ninguém passa frio!