quarta-feira, agosto 04, 2010
Vamos sair daqui (e voltar aos noventas e poucos)
Há mais que nunca - é o quinto disco de originais dos Les Savy Fav - por aqui óbvias influências de bandas de culto do rock alternativo do início da década de 90. Por falar nessa. Os Pixies, que sempre foram mestres a construir canções que, simultaneamente, conseguem ser extremamente melódicas e abrasivas, deixam sob uma banda de art-punk o seu melhor legado. Qualquer coisa menos "Bossanova" e mais "Trompe le monde", talvez.
terça-feira, agosto 03, 2010
Já não se fazem misses de cabeça oca e com objectivos utópicos como antigamente!
Miss New York 2010, Claire Buffie, is an outspoken advocate of human rights, opening the dialogue about equality amongst youth, teens and adults alike with her platform "Straight for Equality: Let's Talk." The issues of gay rights make up the civil rights movement of our generation and reach far beyond marriage equality. As Miss New York 2010, Claire aims to break the stigma of marginalized youth, eliminating discriminatory vocabulary and changing the climate in New York schools. She celebrates diversity and the things that make us all unique and strives to instill pride, dignity and respect in developing minds and compassionate hearts. This will be a year of change in New York State and Claire is ready to support this incredible movement.Em suma, uma grande mulher.
segunda-feira, agosto 02, 2010
sexta-feira, julho 30, 2010
quinta-feira, julho 29, 2010
Crónica da 23ª Pescaria à Portuguesa da Revista Fuças
Coube a Joãozinho Bettencourt de Sol a melhor pesca da noite, apesar de ter por diante a mais temida corvina brava que o conceituado Cardume do Vale das Tulipas teve a honra de apresentar. O pescador teve uma pescaria muito esforçada que só não foi melhor por culpa do peixe, que logo à terceira investida revelou indícios de desorientação. Joãozinho começou com as 3 farpas compridas da praxe, para depois cravar 5 curtas com boa preparação, no peculiar estilo clássico, entusiasmando um público que encheu o Tanque do Oceanário de Lisboa. Entre alguns apeixanados famosos, constavam: Nuno da Câmara Pereira, Isabel Angelino e Cinha Jardim, que por escassos centímetros não foi atingida por uma das galochas que Joãozinho arremessou durante a sua volta de homenagem.
A jogar em casa estavam os rapazes do Grupo de Camaroeiros Amadores de Moscavide, que tiveram uma noite menos boa. Começou com o jovem Francisco Nettto, que citou bonito, mas sem mandar na investida, deixou escapar toda a pescaria apanhando somente um fruto do mar que se encontrava a boiar por erro técnico da organização. Voltou com valentia mas ao ser enganado pelo ziguezague de um carapau enraivecido, desequilibrou-se e acabou por cair do topo do tanque. Depois desta lamentável prestação, recusou a voltar, recolhendo à enfermaria. A noite prosseguiu sempre animada pela Banda de Pífaros de Aveiras de Cima.
Verdade seja dita, a tradição voltou a brilhar no Oceanário e Portugal deve-se sentir orgulhoso por querer preservar a corvina brava (e outras espécies selvagens), que necessitam de uma farpada de vez em quando para se sentirem mais vivas e apuradas que nunca.
A jogar em casa estavam os rapazes do Grupo de Camaroeiros Amadores de Moscavide, que tiveram uma noite menos boa. Começou com o jovem Francisco Nettto, que citou bonito, mas sem mandar na investida, deixou escapar toda a pescaria apanhando somente um fruto do mar que se encontrava a boiar por erro técnico da organização. Voltou com valentia mas ao ser enganado pelo ziguezague de um carapau enraivecido, desequilibrou-se e acabou por cair do topo do tanque. Depois desta lamentável prestação, recusou a voltar, recolhendo à enfermaria. A noite prosseguiu sempre animada pela Banda de Pífaros de Aveiras de Cima.
Verdade seja dita, a tradição voltou a brilhar no Oceanário e Portugal deve-se sentir orgulhoso por querer preservar a corvina brava (e outras espécies selvagens), que necessitam de uma farpada de vez em quando para se sentirem mais vivas e apuradas que nunca.
quarta-feira, julho 28, 2010
terça-feira, julho 27, 2010
Realidades paralelas
Duas jovens escapam do seu círculo de amigos e refugiam-se na casa de banho. Lá fora, o som debitado pelas colunas tornava o diálogo impossível. Cada uma, junto do seu lavatório, fala indirectamente com a imagem da outra reflectida no espelho. Disparate em disparate, a que ria mais acaba por desabafar:
"Estive com o Daniel pela primeira vez. Ele é tão lindo... Pena que na cama aquela carinha não acompanhe o resto."
A outra não esperava que a frase da amiga terminasse daquela forma e por isso não consegue deixar de franzir a testa, até a amiga continuar:
"A pila dele é tão pequenina. Pequenina como uma lata de Pepsi!".
"Estive com o Daniel pela primeira vez. Ele é tão lindo... Pena que na cama aquela carinha não acompanhe o resto."
A outra não esperava que a frase da amiga terminasse daquela forma e por isso não consegue deixar de franzir a testa, até a amiga continuar:
"A pila dele é tão pequenina. Pequenina como uma lata de Pepsi!".
Ali mesmo ao lado, o espaço encontra-se bem mais movimentado com a entrada e saída constante de rapazes que não perdiam tempo com "conversas de lavatório" e dirigiam-se apressadamente aos urinóis e repartimentos vagos. Havia excepções: um rapaz falava descontraidamente com outro. "… Ela era toda jeitosa e a sua performance parecia estar de acordo com o seu corpo... Estava a ser mesmo espectacular, até eu ter entrado numa espécie de Túnel do Grilo...".
segunda-feira, julho 26, 2010
Gloriosas dores de crescimento
“Os Subúrbios” são um local onde, por regra, vive-se parcialmente, momentaneamente ou em transição para outro local (não necessariamente melhor). “Os Subúrbios” também são uma fase da nossa vida. Momentos de indecisão, problemas de identidade, muitas emoções, confusões passageiras e uma escola da/para’ vida. Como alguém já escreveu sobre o disco em causa: “glorious growing pains”. Quem conseguiria, melhor que os Arcade Fire, traduzir esses sentimentos em palavras?
The summer that I broke my arm
I waited for your letter
I have no feeling for you now
Now that I know you better
…
Feel like I been living in
A city with no children in it
A garden left for ruin
By your millionaire inside of a private prison
…
When you're hiding underground
The rain can't get you wet
Do you think your righteousness can pay the interest in your debt?
I have my doubts about it
'City With No Children'
In the suburbs I, I learned to drive
And you told me we’d never survive
Grab your mother’s keys we’re leavin’
…
I just can’t understand,
How I want a daughter while I’m still young?
I want to hold her hand, show her some beauty
Before this damage is done, but if it’s too much to ask
If it’s too much to ask, Send me a son
‘The Suburbs’
Now you're knocking on my door
Sayin' please come out with us tonight
But I would rather be alone
Than pretend to feel alright
'Ready To Start'
Some people say we've already lost
But they're afraid to pay the cost
For what we've lost.
'Half Light II (No Celebration)'
Here
In my place and time
And here in my own skin
I can finally begin
Let the century pass me by
Standing under a night sky
Tomorrow means nothing
'Deep Blue'
I used to write
I used to write letters
I used to sign my name
I used to sleep at night
Before the flashing lights settled deep in my brain
By the time we met the times had already changed
So I never wrote a letter
I never took my true heart I never wrote it down
So when the lights cut out
I was lost standing in the wilderness downtown
'We Used To Wait'
If I could have it back
All the time that we wasted
I'd only waste it again
'The Suburbs (Continued)'
quinta-feira, julho 22, 2010
À família convencional
Uma família convencional é aquela em que os pais deixam os seus filhos ir, sem aviso prévio, para Espanha ou para França e que acham muito normal que o único sinal de vida, em dois anos, seja duas ou três SMS a sossegá-los com um: "Tá-se bem e podem mandar à vontadinha umas massas e umas comidas pelo meu amigo rei ghob que nos vai proteger a todos de um terramoto que pode destruir 76% da faixa costeira de Portugal Continental. E continuem a carregar-me o telemóvel para que eu vos possa continuar a responder, ok? Que ghob esteja convosco, amén."?
quarta-feira, julho 21, 2010
To the unconventional family!
Este filme tem tudo para ser jeitoso. Tudo.
Já estreou nos EUA. Por cá, só lá para Novembro - no cenário mais optimista – o que dá tempo mais que suficiente para a Plataforma da Cidadania, do Casamento, do Bacalhau na Ceia de Natal, dos Passeios no Colombo ao Domingo e da Panela de Pressão organizar cinco manifestações na Av. da Liberdade e dez abaixo-assinados contra a estreia do filme.
segunda-feira, julho 19, 2010
Um sonho no Meco
Stand beside it, we can't hide the way it makes us glow
It's no good unless it grows, feel this burning love of mine
Deep inside the ever-spinning, tell me does it feel
It's no good unless it's real, hill sides burning
Wild-eyed turning till we're running from it
I'd take care of you if you'd ask me to
In a year or two
You say swimming in the lake we'll come across a snake
It is real and then it's fake, feel it's heartbeat
Feel what you heat, far so fast it feels too late
I'd take care of you if you'd ask me to
In a year or two
I'll take care of you, take care of you, that's true...
Take Care
Ouvir várias canções do disco "Teen Dream" ao mesmo tempo que o sol se ia refugiando no horizonte, para lá do Palco (EDP) e da herdade onde ele estava instalado, foi um momento mágico partilhado por uma assistência semi-encantada. Valeu cada miligrama de pó snifado involuntariamente, este, entre outros (demasiados para enumerar) momentos memoráveis.
A organização do festival está de parabéns. Mesmo consciente das condições do espaço em causa, deseja-se melhorias para futuras edições. Sobretudo a nível de condições de campismo e acessibilidades - consta que a noite passada foi um pesadelo. Curiosamente, quando praticamente tudo começou com um sonho de adolescente...
domingo, julho 18, 2010
Uma escola de alcoviteiros(as)
O jornalismo impreciso e tendencioso que começou a reinar para os lados do Público há cerca de dez anos atrás, quando – olha, um exemplo - Inês Serra Lopes publicou várias notícias/ reportagens que alertavam para uma vaga de prostituição masculina no Estádio Nacional e só descansou no dia em que um “popular” ministro da altura mandou fechar o local, revela agora óbvia descendência no i.
Interpretar situações com base nas ideias preconcebidas de quem as denúncia (ou do próprio jornalista, pois repare-se no tipo de questionário dessa peça), sem qualquer investigação de base mais aprofundada não é jornalismo, é mexerico. E enquanto estes jornalistas continuarem a deduzir que os homens só se envolvem ocasionalmente com outros homens por interesses financeiros, nunca deixaremos de estar perante uma escola de alcoviteiros(as).
Interpretar situações com base nas ideias preconcebidas de quem as denúncia (ou do próprio jornalista, pois repare-se no tipo de questionário dessa peça), sem qualquer investigação de base mais aprofundada não é jornalismo, é mexerico. E enquanto estes jornalistas continuarem a deduzir que os homens só se envolvem ocasionalmente com outros homens por interesses financeiros, nunca deixaremos de estar perante uma escola de alcoviteiros(as).
sábado, julho 17, 2010
sexta-feira, julho 16, 2010
quarta-feira, julho 14, 2010
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