segunda-feira, julho 26, 2010

Gloriosas dores de crescimento



“Os Subúrbios” são um local onde, por regra, vive-se parcialmente, momentaneamente ou em transição para outro local (não necessariamente melhor). “Os Subúrbios” também são uma fase da nossa vida. Momentos de indecisão, problemas de identidade, muitas emoções, confusões passageiras e uma escola da/para’ vida. Como alguém já escreveu sobre o disco em causa: “glorious growing pains”. Quem conseguiria, melhor que os Arcade Fire, traduzir esses sentimentos em palavras?


The summer that I broke my arm
I waited for your letter
I have no feeling for you now
Now that I know you better

Feel like I been living in
A city with no children in it
A garden left for ruin
By your millionaire inside of a private prison

When you're hiding underground
The rain can't get you wet
Do you think your righteousness can pay the interest in your debt?
I have my doubts about it

'City With No Children'

In the suburbs I, I learned to drive
And you told me we’d never survive
Grab your mother’s keys we’re leavin’

I just can’t understand,
How I want a daughter while I’m still young?
I want to hold her hand, show her some beauty
Before this damage is done, but if it’s too much to ask
If it’s too much to ask, Send me a son
‘The Suburbs’

Now you're knocking on my door
Sayin' please come out with us tonight
But I would rather be alone
Than pretend to feel alright
'Ready To Start'

Some people say we've already lost
But they're afraid to pay the cost
For what we've lost.
'Half Light II (No Celebration)'

Here
In my place and time
And here in my own skin
I can finally begin
Let the century pass me by
Standing under a night sky
Tomorrow means nothing

'Deep Blue'

I used to write
I used to write letters
I used to sign my name
I used to sleep at night
Before the flashing lights settled deep in my brain
By the time we met the times had already changed
So I never wrote a letter
I never took my true heart I never wrote it down
So when the lights cut out
I was lost standing in the wilderness downtown
'We Used To Wait'

If I could have it back
All the time that we wasted
I'd only waste it again
'The Suburbs (Continued)'

quinta-feira, julho 22, 2010

À família convencional

Uma família convencional é aquela em que os pais deixam os seus filhos ir, sem aviso prévio, para Espanha ou para França e que acham muito normal que o único sinal de vida, em dois anos, seja duas ou três SMS a sossegá-los com um: "Tá-se bem e podem mandar à vontadinha umas massas e umas comidas pelo meu amigo rei ghob que nos vai proteger a todos de um terramoto que pode destruir 76% da faixa costeira de Portugal Continental. E continuem a carregar-me o telemóvel para que eu vos possa continuar a responder, ok? Que ghob esteja convosco, amén."?

quarta-feira, julho 21, 2010

To the unconventional family!


Este filme tem tudo para ser jeitoso. Tudo.
Já estreou nos EUA. Por cá, só lá para Novembro - no cenário mais optimista – o que dá tempo mais que suficiente para a Plataforma da Cidadania, do Casamento, do Bacalhau na Ceia de Natal, dos Passeios no Colombo ao Domingo e da Panela de Pressão organizar cinco manifestações na Av. da Liberdade e dez abaixo-assinados contra a estreia do filme.

Combate de DJing do ano: Scratch Teixeira Lopes vs. Strecht Ribeiro

segunda-feira, julho 19, 2010

Um sonho no Meco

Beach House, 16 de Junho de 2010, Festival Super Bock Super Rock @ Meco

Stand beside it, we can't hide the way it makes us glow
It's no good unless it grows, feel this burning love of mine
Deep inside the ever-spinning, tell me does it feel
It's no good unless it's real, hill sides burning
Wild-eyed turning till we're running from it
I'd take care of you if you'd ask me to
In a year or two
You say swimming in the lake we'll come across a snake
It is real and then it's fake, feel it's heartbeat
Feel what you heat, far so fast it feels too late
I'd take care of you if you'd ask me to
In a year or two
I'll take care of you, take care of you, that's true...


Take Care


Ouvir várias canções do disco "Teen Dream" ao mesmo tempo que o sol se ia refugiando no horizonte, para lá do Palco (EDP) e da herdade onde ele estava instalado, foi um momento mágico partilhado por uma assistência semi-encantada. Valeu cada miligrama de pó snifado involuntariamente, este, entre outros (demasiados para enumerar) momentos memoráveis.
A organização do festival está de parabéns. Mesmo consciente das condições do espaço em causa, deseja-se melhorias para futuras edições. Sobretudo a nível de condições de campismo e acessibilidades - consta que a noite passada foi um pesadelo. Curiosamente, quando praticamente tudo começou com um sonho de adolescente...

domingo, julho 18, 2010

Uma escola de alcoviteiros(as)

O jornalismo impreciso e tendencioso que começou a reinar para os lados do Público há cerca de dez anos atrás, quando – olha, um exemplo - Inês Serra Lopes publicou várias notícias/ reportagens que alertavam para uma vaga de prostituição masculina no Estádio Nacional e só descansou no dia em que um “popular” ministro da altura mandou fechar o local, revela agora óbvia descendência no i.
Interpretar situações com base nas ideias preconcebidas de quem as denúncia (ou do próprio jornalista, pois repare-se no tipo de questionário dessa peça), sem qualquer investigação de base mais aprofundada não é jornalismo, é mexerico. E enquanto estes jornalistas continuarem a deduzir que os homens só se envolvem ocasionalmente com outros homens por interesses financeiros, nunca deixaremos de estar perante uma escola de alcoviteiros(as).

sábado, julho 17, 2010

terça-feira, julho 13, 2010

A evolução

No mesmo dia que "leakaram" duas novas canções dos Interpol e dos The Walkmen li uma análise muito interessante (e recomendável) sobre estas duas bandas nova iorquinas. A comparabilidade entre elas pareceu-me ser à partida algo despropositada, no entanto recordando o historial de ambas as bandas acabo por admitir que há vários pontos de contacto, sobretudo se o vermos numa prespectiva de uma evolução inversamente proporcional.
Hoje, do pouco que se sabe dos seus novos discos, esta análise só pode ser feita com base em três novas músicas: duas delas que nada acrescentam ao que os Interpol já fizeram no passado - infelizmente, ambas, a léguas da qualidade de "Turn on the bright lights" - e uma dos The Walkmen, que logo na primeira audição soou-me a "Red Moon", uma das canções do brilhante "You and me". Portanto, não me restam muitas dúvidas ao escolher a banda que revela mais indícios de evolução.
E, se esta lógica bater certo, ainda nos podemos vir a orgulhar muito pela nossa capital dar nome a um certo disco.

domingo, julho 11, 2010

O que será mais ridículo: um foreigner indie a fazer canções de homenagem a um clube de futebol ou adeptos grunhos a analisar a "música exprimental"?



Nao se entende uma caralho mas BENFICAAAAAAAAAA
DragonLuixao 1
week ago 3 coronelbernardes

Bem vindo, Panda. Espero que
marques muitos golos de águia ao peito e nos ajudes a conquistar troféus.

AMO-TE BENFICA******
thepoisonwhisky 1 week ago
Melo167

@MsA8me a música é experimental, daí soar estranho à maior
parte das pessoas
Melo167 1 week ago tahtry

FORÇA BENFICA
ALLEEEEEZ! vá, a musica ta fofa
tahtry 1 week ago MsA8me

Para a
próxima pode ser que saia melhor. Mas que se lixe. o que conta é a intenção.
Fora Benfica!

MsA8me 1 week ago JoaoPQ

sábado, julho 10, 2010

É tudo uma questão de tempo


I always used to tell him that only fools could possibly escape the simple truth that now isn't simply now: it's a cold reminder. One day later than yesterday, one year later than last year, and that sooner or later it will come.
George
(Colin Firth) in "A single man"

quinta-feira, julho 08, 2010

Quando outros valores se levantam


Verdade seja dita, a Playboy Entretainment rege-se por um código de conduta, no mínimo... incoerente.
Às tantas, o problema foi mesmo aparecer mais um homem na capa de uma publicação para potenciais machos - os verdadeiros não compram revistinhas, ? Esta Playboy 'tuga já andava a abusar.

quarta-feira, julho 07, 2010

Um festival de amostras

Há quem pague 50 euros só para ver Pearl Jam, há quem pague a mesma quantia para assistir a vários concertos (de preferência, inteiros), mas haverá quem pague para assistir a um "festival de amostras"? Amostras, será o que se pode ver do desastroso resultado da programação em simultâneo de bandas de calibre e géneros similares.
Serei o único a ver uma grande diferença entre pagar para ter e desfrutar, e pagar para ter e optar? Quando se compra um carro, há os elementos de série e de opção. Os primeiros estão incluídos no preço base do bem e os segundos são pagos em acréscimo. Ora, na compra de um bilhete para um festival, as bandas em cartaz são todas "de série", porque caso contrário haveria bilhetes diferentes para cada uma das variadíssimas opções. O que se propõe com este tipo de programação é o mesmo que comprar um carro com ar condicionado de série e ele ser incompatível com o leitor de CD's (também de série). Portanto, carro pago, mas depois: ou fresquinho ou musiquinha! Isto faz sentido?
Há limites para um "festivaleiro" gerir os horários de um cartaz. Ver 25 minutos de The XX, para depois ir a correr para o palco principal para assistir só à abertura de Kasabian, pois o grande Matias Aguayo (e a sua Band) começa, noutro palco, dez minutos depois, é só um exemplo, entre tantos, de que até uma boa gestão de horários não faz milagres - a não ser que o bilhete venha com o poder da ubiquidade integrado e ninguém me avisou. E isto se não houver atrasos!
Alguns festivais de música em Portugal estão de facto a apostar na quantidade e isso seria bestial se não houvesse alguma imaturidade nos critérios da distribuição das bandas e dos respectivos horários. Para além de que, bandas novatas mas em notória ascensão como The XX, La Roux, Gossip, Simian Mobile Disco, Miike Snow, etc., nunca deviam ser remetidas para um palco secundário, em concorrência directa com bandas mais populares (ou de culto) do palco principal. Não é desprestígio. É desperdício (de talento).
De facto, não se é um Coachella ou um Primavera em 4 anos, mas sempre podia-se aprender um pouco mais com a história dos festivais de música que explicam a sua evolução com o incremento de bandas em cartaz.

domingo, julho 04, 2010

CEO, a introdução

Eric Berglund = 50 % The Tough Alliance = 100% CEO e isto é "só" o prólogo e parte do conteúdo de "White Magic":

ceo - prologue from Modular People on Vimeo.



ceo - come with me from Modular People on Vimeo.

sábado, julho 03, 2010

2 em 1

Tive necessidade de rever "Mysterious Skin", não para confirmar que é um belo filme mas para entender que se trata de uma homenagem a uma banda rock que marcou o movimento shoegaze. O inconstante (realizador) Gregg Araki não se limitou a embelezar o filme com algumas músicas dos Slowdive, como usou os títulos de outras canções desta banda para dar nome aos seus personagens. Os Ride, Curve e Sigur Rós a fechar, completam o resto do serviço com distinção.

sexta-feira, julho 02, 2010

Standing room on the plane

Parece que a Ryanair sempre vai avançar com a introdução de lugares verticais na sua frota de aviões. Os testes de segurança começam já no próximo ano.
Pelo o que contam parece-me que a poupança vai ser de ambas as partes: a companhia consegue, das dez filas de lugares sentados removidas, introduzir quinze filas de "vertical seating" e com a eliminação dos dois lavatórios, no total: 50 lugares extra em cada voo; os passageiros poupam no preço da viagem (£4 + £1 por cada xixizinho + £80 por despacho de bagagem). Portanto tudo bem, menos para a malta que costuma viajar com casa atrás e que tenha uma certa facilidade em ganhar bolhas nos pés. Para os mais incontinentes (e, só para agravar, como estes sabem tão bem que essa posição não facilita a retenção dos fluídos!) também pode não compensar.

quinta-feira, julho 01, 2010

As fotos falam por ela (ele) própria(o)

Lady Gaga, sempre predisposta a incendiar rumores e se o boato estiver correcto, irá aparecer transformada em Jo Calderone (só o nome emite sensualidade) na edição de Setembro da Vogue Hommes Japan. Está mais bonita(o) que nunca.

terça-feira, junho 29, 2010

Estados de alma na despedida


O Pepe ri-se (não mostraram o Liedson), o Eduardo chora. Isto pode explicar alguma coisa.
Cristiano Ronaldo? Ridículol. Com o Mourinho o "puto maravilha" vai ter que entrar na linha... Nem que seja na linha do banco dos suplentes.

A parte boa disto é que agora acabam-se os programas bimbos de apoio à selecção e escasseiam as lições de história da Rita Marrafa de Carvalho e os directos a toda a hora para saber se está frio em Cape Town ou o que jantou o C. Ronaldo. Enfim, resta-nos o futebol das melhores selecções do Mundo.

domingo, junho 27, 2010

Da extrapolação


O título que faz a capa da revista Visão desta semana é do mais sencionalista que tenho visto nos últimos tempos. Ao contrário do que se possa pensar com tão infeliz título (e o que dizer da foto?) para uma reportagem, o culto de Osho é, como tantos outros, um agrupamento inspirado no movimento hippie dos anos 60 com uma fortíssima inspiração ecológica, e, onde entre outras características, também há liberdade sexual, o que faz com que a poligamia seja praticada por alguns dos seus membros. Disto a um grupo que se resume à “terapia” em forma de “orgias”e “para se ser membro tem de se fazer o teste da sida”, é a prova de que tomar uma parte pelo todo é uma forma pouco honesta de promover um artigo. Mais valia anunciá-lo como uma espécie de "Boom Festival para séniores", onde o trance dá lugar ao new age, e os leitores ficariam com uma ideia mais precisa do que por lá se passa. No todo, claro.

sexta-feira, junho 25, 2010

Aphrodite II

Katy Perry, 2010.

Aphrodite


Kylie Minogue, 2010.

quinta-feira, junho 24, 2010

Alive in the crowd

A Everything Is New acaba de confirmar à BLITZ que os passes de três dias para o Optimus Alive!10 estão esgotados, à semelhança dos bilhetes para dia 10 de Julho, o dia do concerto dos Pearl Jam.

Medida responsável e consciente, esta da EIN não dar ouvidos a um grupo organizado de imberbes do Facebook que pensa num festival de música como a versão humana para uma junta de gado e ter decidido estabelecer um limite de entradas para um festival de verão. Ainda assim, 45 mil pessoas naquele espaço até me parece uma restrição algo arrojada. Diz isto quem até parece que não superou a prova da (des)organização de controlo de entradas do 10º SBSR (2004), na noite de Pixies, em que conseguiram meter 60 mil num espaço muito pouco maior que o do Optimus Alive. Vejam sempre a coisa pelo lado positivo: nestas condições ninguém passa frio!

The discipline

segunda-feira, junho 21, 2010

sábado, junho 19, 2010

Nas grandes homenagens o CM, mais uma vez, bate todos!

O seu público agradece:
Para isto já não há crise! Haja Deus!
E o Sousa Lara também (quer o prémio).

Ser alien em Mart(e)

De Las Vegas, recentemente, fiquei a saber da bizarra história de um empregado temporário da Wal-Mart que ao ser questionado, pela sua supervisora, da sua homossexualidade, passou a receber um tratamento diferente.
"I was completely ignored and shunned," he wrote in a complaint to the Nevada Equal Rights Commission. "I had nothing to do all day but wander around the store wearing a yellow vest no one else had to wear, much like Jews had to wear a yellow star of David in Hitler's Germany."
Se o objectivo era que o seu subordinado tentasse dar nas vistas entre os corredores do supermercado, esta supervisora demonstrou que, para além de estúpida e homofóbica, é incompetente, por não conhecer o perfil da clientela que frequenta o espaço onde trabalha:





Mais aqui.

Desejo sinceramente que a vítima recebe uma boa indemnização... Mas para tal é preciso que os membros do júri nunca tenham colocado os pés num dos espaços pertencentes à maior (e mais estranhamente frequentada) retalhista do mundo.

quarta-feira, junho 16, 2010

Como eles crescem



Ela, com estes surpreendentes e belíssimos 12 anos, entre muitas outras participações, já foi uma das pequenas filhas do casal americano em "Babel" e ele, com 36, também já foi o tal namorado que levava a Britney ao desespero e morte no vídeoclip desta: "Everytime".
A Sofia Coppola decidiu juntar estas duas diferentes gerações no seu próximo filme.

segunda-feira, junho 14, 2010

Estudo da EMIS

Há mais de um mês fui contactado, via e-mail, pelo Ricardo Fuertes que pertence ao GAT (Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA). O Ricardo colabora num estudo europeu chamado EMIS (European Man-For-Man Internet Sex Survey) que pretende ter informação sobre comportamentos, atitudes, informação, necessidades em prevenção de VIH e outras ISTs, outras necessidades de saúde, etc, em homens que fazem sexo com homens (ou que tenham vontade em fazê-lo). Para mais fácil entendimento, faço o quote das palavras do Ricardo.
"Existem outros estudos neste âmbito mas por primeira vez vai ser lançado um questionário online em simultâneo em 31 países europeus. Trata-se de um estudo bastante sério e ambicioso, desenvolvido por entidades como GTZ e Robert Koch Institute (Alemanha), CEEISCAT (Espanha), Maastricht University (Holanda), Regione del Veneto (Itália), Sigma Research (Reino Unido), e conta com colaborações de entidades governamentais e da sociedade civil dos restantes 26 países. Os colaborados portugueses são o GAT e o Instituto de Higiene e Medicina Tropical.
O estudo vai ser divulgado a nível europeu por dois dos principais sites de contactos gays (Manhunt e Gayromeo), mas gostaria também de contar com a participação de blogs, sites e bares locais."
A partir de hoje e até ao final do mês de Agosto, há um gif instalado, neste blog, mesmo aqui ao lado, que direcciona directamente para este questionário. Não é um questionário curto, mas é seguramente um dos mais simples, directos e dos poucos que trazem a vantagem de poder acrescentar conhecimentos sobre o VIH e outras ISTs.

A melhor filosofia

domingo, junho 13, 2010

It’s nice to be appreciated :)


Ben Cohen é um dos melhores jogadores de rugby de Inglaterra. Nesta entrevista à revista Complete ele reconhece que a sua popularidade ultrapassa a sua performance desportiva. Esta tomada de consciência devia ser um exemplo a seguir e um modelo de tolerância a ser ensinado nos balneários.

COMPETE: It’s no secret that you count a large number of gay men among your fans … and you have sort of embraced that. Was there ever any hesitation about “courting” your gay fan base?
BEN: I embrace diversity more than just a gay fanbase. I think that everyone should be able to say, think and feel the way they want to as long as no one else is hurt. I don’t think we have the right to judge what is right and wrong. I am happy and content in my life and feel that everyone should have the opportunity of feeling that way and being true to themselves.

I have never really thought about whether I court a gay fanbase. I actually find it quite amazing that people are so interested in me in that way. I don’t see it myself. But it seems that my acceptance of those who like me makes a big difference to a lot of gay men. I have had numerous e-mails, mainly from young men who have been inspired by me in some way, and so have had the courage to come out to their friends and families and so live fulfilled lives. I have also been told that I have helped parents come around to the fact that their son is gay. I have no idea how I have managed to do that, I have to confess – but if my openness has done that then it seems that it is the right way to be.


COMPETE: What do you think of the term “gay icon”?
BEN: It is not something I associate with myself really. I can only go by the response I see from the Web and articles. It is flattering of course. It’s nice to be appreciated. Everyone likes that.

COMPETE: Let’s be honest – many of these fans no nothing of rugby or sports in general. They know you because of your calendars and notoriety as a sex symbol. Any problem with that?
BEN: Ha ha. Yes, I know. I see the comments on facebook and some make me blush. My friend and colleague Jill looks after that side of things for me so I don’t see too much, but she keeps me up to date with what is going on.

When I went to France to play my rugby profile dipped, as I wasn’t playing for England at that time, but we then realized that there was a whole group of people who were more interested in me as a man rather than my status as a rugby player. I still can’t get used to that because I am either a rugby player or a dad. That’s all. We do our best to keep everyone updated with what I am up to, and with facebook and twitter Jill can let everyone know what is happening on and off pitch almost instantly. It’s incredible.


COMPETE: I’ve been told before that – simply by the nature of the sport – rugby is much more tolerant and accepting of all people. Do you find this to be true?
BEN: I can’t say if it is more tolerant than other sports, although this is something that interests me. What I can say is that in my experience, there is no pressure one way or another for men to come out and say they are gay. We don’t really see it as a problem either way. You are more likely to get a hard time over dropping a catch or having a kick charged down than anything else. Rugby is pretty straight forward really and as far as I can see, there is a good deal of acceptance all round.

sábado, junho 12, 2010

Cronenberg

O “grande público” nunca amou os filmes de David Cronenberg (DC) porque ele nunca foi realizador para estipular limites no acasalamento entre o bizarro e o real ou porque fazia questão em revelar despiedosamente as obsessões dos seus personagens, por mais esquivas ou identificáveis que elas fossem – e quanto mais identificável que possa ser uma obsessão, mais repúdio ela transmite. Hoje, o "grande público" continua a não amar os filmes de DC mas por razões diferentes, pois as suas obras também são diferentes. Apesar de se basear em histórias mais comuns, há uma ênfase sobre o lado perverso das suas personagens e um lado menos convencional das suas relações e que desilude quem espera que, por exemplo, a relação entre Nicolai e Anna, em Promessas Perigosas, fosse muito mais além que aquele magnífico mas fugaz beijo final - um beijo de passagem, como aliás se define a relação deles ao longo do filme. Há finais felizes, mas tal não significa que o sinónimo de felicidade do espectador esteja em sintonia com o do argumento.

Este realizador canadiano, actualmente, pode fazer filmes que traçam tangentes ao mainstream mas nunca deixa-os isentos da sua marca própria. Portanto, até podemos já não estar perante o tal “cinema de autor” de outros tempos, mas a essência está lá. É uma questão de estar atentos aos pormenores.
Vejamos o caso do corpo humano: em constante mutação (A mosca, M. Butterfly, Festim Nu), a servir de base de uma consola de um jogo surreal (eXistenz), em confronto com o audiovisual (Videodrome), a revelar outras formas de desejo (Crash), meio de comunicação através de tatuagens (Promessas Perigosas), entre outros exemplos de como ele pode ser um dos elos de ligação de grande parte da obra cinematográfica de DC.
A chave também está na forma como ele se debruça sobre os segredos dos relacionamentos aparentemente comuns. As histórias são cada vez mais convencionais, interpretadas por personagens, (uma vez mais) aparentemente, convencionais. Mas como todos bem sabem, as aparências iludem. E a realidade é esta: não há ninguém superior a Cronenberg a filmar tais “ilusões”.

Está neste momento a filmar “A Dangerous Method”. Do pouco que se sabe desta sua última obra é que volta a contar, pela terceira vez consecutiva, com Viggo Mortensen e que este é... Sigmund Freud. Já não me devia surpreender. Sobretudo depois de já ter visto o lado mais obscuro de um chefe de família exemplar (Uma história de violência) e a faceta mais sensível e humana de um carrasco de uma família de mafiosos russos (Promessas Perigosas). Nada é previsivelmente delineado no cinema de DC e também é isso que o torna perturbador, realista e tão interessante.

So big?

quinta-feira, junho 10, 2010

Uma viagem a meio ano musical em dez temas

Inspirando-me neste útil post do João Torgal, continuo com mais umas sugestões avulso.

Começo por esta arrepiante versão de uma grande canção dos Big Star, que comete a rara proeza de ainda ficar melhor que o original:


Chamem-lhe “Dust”, “Duet”, o que quiserem, é uma das revelações de 2010 e uma das melhores formas de recuperar o trip-hop:


Menos trip mais hop, hip!


Menos hip, mais pop.


Há temas que ninguém perde nada em não conhecer, mas há remisturas desses temas que todos podem perdem tudo em não conhecer. Este é um deles:


E este é outro:


No indie rock, seria muito mais óbvio que celebrasse o regresso dos Arcade Fire. Mas, não, fico-me por estes:


E devia ser crime não mencionar um outro regresso crucial:


Comecei com uma cover, acabo com (mais) uma remix. Mas esta não é uma remix qualquer, nem o “Kid A” é um tema qualquer.


Fora-de-horas mas não fora da lista. O techno (house e) minimal já há muito tempo que deixou de ser música exclusiva para preencher after-hours.

quarta-feira, junho 09, 2010

Crucifixos? Até os como!

Se eu podia deixar o vídeo directamente por aqui? Podia, mas não era definitivamente a mesma coisa. Seguindo o link do Blitz entretemo-nos também com a polémica da mediocridade em forma de ressuscitação dos Ace of Base vs. o maior ícone da história da pop ao quarto hit. O hiperbolismo, por regra, atinge sempre os dois lados da discussão.

segunda-feira, junho 07, 2010

A BP leva muito a sério essa história da responsabilidade por derrames, não leva?

Mantenho contactos intímos com um jornal, serei virgem?


O jornal que paga uma crónica semanal à presidente do Clube das Virgens, é o mesmo jornal que a acompanhou nesta visita e, se isso não for tudo uma enorme coincidência, será o mesmo jornal que vai cobrir (perdoai-me, face ao contexto, tal inapropriada expressão) o "grande acontecimento" por ela tão esperado. O que chamar a tão intíma relação? Eles chamam-lhe contrato de exclusividade, eu chamo-lhe fornicação: a Margarida escreve meia-dúzia de banalidades e fornica o espaço e um cachet ao CM, este por outro lado, enche-se de prazer ao preencher uma página com a ida da cronista ao Salão Erótico, entre outros interessantíssimos exclusivos. Portanto, ela, diz-se: pura e inocente, envolvendo-se com um velho sabido e rassabiado como é o CM, metaforicamente, deve ser virgem, mas nas orelhas.
Mas tropos à parte, não haverá mesmo por aí nenhum caval(h)eiro montado num cavalo branco, desejoso de ter os seus três (hum...) minutos de fama e satisfazer os desejos de tão voluptuosa e atrevida princesa, que se chegue à frente?

domingo, junho 06, 2010

Votar inconscientemente em consciência

Numa entrevista que sairá hoje na revista Pública, a deputada Assunção Cristas, do PP, diz isto:

“Eu seria favorável a um casamento [entre pessoas do mesmo sexo]. O que pode parecer uma posição estranha da minha parte. Muita gente me aborda achando que sou contra; mas não sou. Curiosamente, desagradei a toda a gente. Os que concordavam comigo reclamaram, mesmo com a declaração de voto, por acharem que isso não servia de nada. E reclamaram comigo os que achavam que eu devia ser radicalmente contra e, no final, tinha feito uma declaração de voto; então, que tivesse sido contra! Fiz o que podia fazer, de acordo com a minha consciência. Dou muito valor ao contrato com o eleitorado. É mau dizer-se uma coisa e fazer-se outra. Todos cedemos um bocadinho para que fique espelhada a sensibilidade maioritária.”

Este assunto, à partida e como a deputada refere, poderia ser só justificado com um “dou muito valor ao contrato com o eleitorado” e ficava arrumado. Mas não pode. Porque este caso é mais um exemplo de como a disciplina partidária entra em conflito com a liberdade de expressão. Por alturas da tal votação, também falei sobre isso, já que provavelmente terá sucedido um fenómeno oposto com alguns deputados do partido do governo. Portanto é perfeitamente legítimo que os leitores possam questionar a publicação: “também vão fazer reportagens sobre os muitos que, sendo contra, foram obrigados pelo PS (por exemplo) a votarem a favor?” – lê-se nos comentários.
Enalteci na altura e reforço o elogio hoje: nos antípodas desta realidade, onde se cede aos bocadinhos, estão comportamentos como o do deputado José Manuel Martins (PSD), que votou favoravelmente, ao contrário dos restantes colegas de bancada, na proposta que incluía a adopção.
E o que pensa o “eleitorado” de tudo isto? Preferirá que os deputados votem em função das linhas do partido em detrimento das suas próprias convicções? Será que gostam mais de ver os seus deputados a assumir este tipo de frontalidade nos meios de comunicação em vez de uma postura mais coerente na Assembleia da República?
Bom, o que parece-me garantido é que este tipo de actos mecanizados vêem dar razão aquele desejo popular de reduzir radicalmente o número de deputados: “para afirmar as ideias do partido não é necessária tanta gente a sugar o contribuinte”. Lêem o mesmo que eu? Depois não venham com aquela de que o povo está-se a afastar da política, "ai a credibilidade nas instituições", entre outras tretas de mau-prestador-de-serviços.

terça-feira, junho 01, 2010

Muito bem e agora só falta perceber a diferença entre uma opção e uma orientação*

Cristiano Ronaldo
* Uma orientação pode ser a homossexualidade. Já uma opção é poder escolher entre ir para o trabalho de Ferrari ou de Lamborghini.

Imaginem os Beach Boys numa "cowboyada" alternada com os The Smiths e os New Order

Já o EP do ano passado, "Summertime", anunciava que vinha por aí uma espécie de renovação do surf pop. A surpresa surge ao ouvir os restantes temas que acompanham o hit "Let's go surfing" - que a Peugeot soube inteligentemente aproveitar na promoção do seu novo crossover - e quando descobrimos que a proeza dos The Drums está também na forma como transformam baladas mid-tempo deprimentes em canções fortíssimas e viciantes. Se não desistirem às primeiras tentativas, esta poderá ser mesmo uma das melhores companhias que o próximo verão (musical) vos tem para oferecer. (A conferir também ao vivo no próximo Alive!)

domingo, maio 30, 2010

También te quiero mucho, Rihanna*



* isto hoje não podia estar mais latino!

Pressãozinha boa (mas um bocadinho hipócrita)

Notícia do dia. A gay couple jailed in Malawi after getting engaged have been pardoned by President Bingu wa Mutharika.

A tal pressão internacional. Aid donors and human rights groups have been putting pressure on his government to respect the rights of minority groups.
The UK government, Malawi's biggest donor, said it was dismayed by the sentencing, and the US labelled it a step backwards for human rights.


Os EUA e o seu bem-aventurado “faz o que eu digo, mas não o que eu faço”:
The White House is pleased to learn of President Bingu wa Mutharika's pardon of Tiwonge Chimbalanga and Steven Monjeza. These individuals were not criminals and their struggle is not unique. We must all recommit ourselves to ending the persecution and criminalization of sexual orientation and gender identity. We hope that President Mutharika's pardon marks the beginning of a new dialogue which reflects the country's history of tolerance and a new day for lesbian, gay, bisexual, and transgender rights in Malawi and around the globe.

quinta-feira, maio 27, 2010

Se é bué difícil estar aí com a mão caralho porque te sujeitas a essa tarefa?



Os fãs portugueses da nova vaga indie estão a ficar cada vez mais parecidos com os congéneres espanhóis: aproveitam os concertos para meter as conversas em dia e estão-se a marimbar se há, por ali, quem prefira ouvir uma banda, para o qual – imagine-se - até pagou bilhete, em vez de participar involuntariamente na discussão do dilema existêncial de qualquer neoindie do século XXI: lasanha do lidl vs lasanha do pingo doce... Ahh espera... Olha está ali a Fátima!

quarta-feira, maio 26, 2010

A Dido e os Faithless fazem-me lembrar aqueles casais que se divorciam, mas que de vez em quando marcam uns encontros escaldantes para matar saudades

(com um vídeo caseirinho todo janota a acompanhar e tudo, hein?)




Por falar em Dido, esta nova música, para já, pode ser só uma amostra de que a banda sonora do “Sex in The City 2” (em que, entre outras participações, também podemos contar com uma versão de Lisa Minnelli do “Single ladies ...” da Beyonce , o clássico “True Colours” da Cyndi Lauper, a Erykah Badu delirar com “Window Seat” e a Natacha Atlas com “Kidda”) será quinhentas e trinta e uma vezes melhor que o respectivo filme (que por acaso até estreia esta semana nos EUA).

segunda-feira, maio 24, 2010

Em tempos de austeridade há sempre uns que austerizam mais que outros


Curiosamente na mesma semana em que todos os noticiários abriam com a revelação das novas medidas de austeridade - ora pois vem aí tempos difíceis, e pede-se muita poupança e (obrigatória) solidariedade com a causa anti-défice e pró-rating - a Sic entrava, uma vez mais via Daniel Oliveira (o amigo íntimo que qualquer jogador de futebol profissional tem de ter), na intimidade dos “incríveis” seleccionados. São tempos de crise mas, “incrivelmente”, os jogadores da selecção nacional não se fazem de modestos no que toca a mostrar como ela (a crise, qual crise?) lhes passa completamente ao lado.
Num momento ouve-se o senhor ministro das finanças anunciar que para evitar uma calamidade nos vai ter que aumentar o IVA do pão e do leite e mais um “bocadinho” na retenção de IRS do ordenado, não muitos minutos depois vê-se o Pepe a mostrar, entre desconcertantes truques de cartas, os seus mega-plasmas e a sua frota automóvel de fazer inveja um qualquer conceituado stand. Que todos aqueles bens sejam merecidíssimos, mas os telespectadores não ficam confusos?

domingo, maio 23, 2010

sábado, maio 22, 2010

Dizem que é uma espécie de apartheid, mas em bom


A cidade de Nova Iorque é um dos principais centros financeiros, comerciais e industriais do mundo. Somente na região metropolitana, empresas, lojas e agências governamentais fornecem cerca de sete milhões de postos de trabalho. Junta-se a estes, o facto de que é a cidade com a maior taxa de densidade populacional dos EUA. Por outro lado, também é a cidade que acolhe mais turistas: 45 milhões (em 2009) - mesmo como número anual, não deixa de impressionar. Aparentemente, pelo menos até à pouco tempo, os nova-iorquinos e os turistas “conviviam”, partilhando os mesmos espaços públicos, pacificamente.
A ruptura chegou quando se aperceberam que os passeios da 5th Avenue e da 22nd Street deixaram de ser suficientemente largas para serem frequentadas harmoniosamente por residentes/trabalhadores e turistas: os primeiros constantemente atrasados para as suas very important meetings e, oh fuck, lá estão mais uns casalinhos parados no meio do passeio a tirar fotos ou semi-perdidos de mapa na mão, quando não são excursões de japoneses... Alguém surgiu com uma ideia de os separar por uma linha e aplicaram-na, para já, às duas principais artérias da cidade.
Por mim, que não sou uma coisa nem serei outra (a curto prazo), tudo bem. Mas que estou curioso para saber até onde irá este novo ideal segregacionista dos tempos modernos, lá isso estou.

Pensava eu que era um dos milagres de Jesus

domingo, maio 16, 2010

Quando é que foi a última vez que nós tivemos um "gei" no "podeg"?

- Estão todos na oposição... Monárquica!

A entrevista exclusiva no Herman 2010 com os dois responsáveis da empresa de catering que serviu a comitiva do Papa:

sábado, maio 15, 2010

Os pais de Mirandela


Os meus coleguinhas de trabalho ficaram ontem muito revoltados com a decisão da Câmara de Mirandela, ao demitir a professora de 1º ciclo básico por se ter despido para a última edição da Playboy. Dizia alguém, que com esta professora, concordaria até com umas lições suplementares de meia-hora para os filhos e hora e meia para o próprio.
Eu solidarizo-me com a causa desta bonita e bem apetrechada professora, até à parte em que se afirma por aí, tão convictamente, de que uma “aventura” extra-profissional não influencia o desempenho da actividade principal, por fazer parte da vida privada. Só que não faz. Expor-se numa revista com uma tiragem de 120 mil exemplares ultrapassa todos os limites óbvios dessa vida e, tomada a decisão, há que esperar que as consequências possam ir além da notoriedade. O que aconteceu depois em Mirandela foi qualquer coisa tão simples como isto: alguém, soberano, achou que a “aventura” desresponsabilizava a profissão e lá terá as suas razões.
Pelo que as notícias nos deixam ver, as mães de Mirandela apoiam a decisão da Câmara, ao contrário de alguns pais, dos meus camaradas de trabalho e restante trupe de "comentadores de bancada". Como disse, em parte estou com estes últimos, sobretudo pelo princípio de solidariedade com toda a gente que me apareça à frente carenciada de roupa. Antes que resfrie, no mínimo, há que partilhar um pouco do meu calor humano.
Sobre este assunto ainda subsiste uma pequena dúvida que não posso deixar de esclarecer na segunda-feira junto dos coleguinhas: e se em vez da professora Bruna, este caso tivesse como protagonista o professor Bruno, manteriam todo esse apoio e continuariam a desejar aquelas actividades (extra) extracurriculares?

terça-feira, maio 11, 2010

Quem tem medo de analogias?

A "Proposition 8" (ou o "California Marriage Protection Act") foi a proposta de uma emenda constitucional aprovada em Novembro de 2008, no estado da Califórnia, através de referendo. A medida adicionou uma nova disposição, o ponto 7.5 da Declaração de Direitos do Homem: "Only marriage between a man and a woman is valid or recognized in California" - ao restringir a definição de casamento a casais do sexo oposto, esta cláusula anulou a anterior decisão do Supremo Tribunal de Justiça que considerava constitucional o matrimónio entre pessoas do mesmo sexo.
Na altura muito se falou sobre o assunto, sobretudo no facto de cerca de 70% da comunidade negra e mais de metade da população latina ter votado a favor da proposta. Quando se trata de direitos das minorias, o progresso raramente surge na forma de um voto popular, pois até as minorias - quando o deixam de ser - também discriminam, what's new?
Na verdade, a "novidade" estava no apoio massivo de várias religiões na campanha. A Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, mais conhecida por Igreja Mórmon, foi uma das principais. "8: The Mormon Proposition" é um documentário onde se desmascara essa influência.
Foram utilizados documentos internos da igreja e registos de funcionários mórmones, para além de entrevistas com ex-membros, para se provar que com gastos na ordem dos 22 milhões de dólares, esta igreja ultrapassou os seus limites de organização religiosa sem fins lucrativos para garantir a aprovação da "Proposta 8". O filme acaba também por explorar historicamente o impacto de uma atitude intolerante desta igreja em relação aos gays, com o testemunho das tentativas de suicídio por parte de jovens mórmones, como sendo aquela, a desesperada solução para evitar os tratamentos de choque que eram sujeitos, na tentativa de "curá-los" da sua homossexualidade.
"8: The Mormon Proposition" estreia no próximo mês nos Estados Unidos, mas provavelmente, nunca será exibido por cá. Não houvesse alguém de se lembrar de fazer analogias coerentes. Ou pior, alguém pegar na ideia e desmontar os limites da influência de uma outra igreja na limitação de um direito constitucional a um grupo minoritário.

O que eu gosto de um gifzinho com gatos!

segunda-feira, maio 10, 2010

sexta-feira, maio 07, 2010

Quem ri por último, tem que rir baixinho para não acordar os vizinhos

O programa “Notícias em segunda mão” (SIC) na sua estreia, em Fevereiro, começou por passar logo a seguir ao noticiário da noite, em pleno horário nobre. Algumas semanas depois transferiram-no para depois das novelas, o que em termos práticos é algo que já vai para além da meia-noite. Umas emissões depois e já passa(va) uma hora mais tarde, depois do CSI. Portanto, hoje, os fãs da dupla Horácio e Madeira têm que esperar que passe as histórias das eternas coitadinhas chorosas (que passam a vida a lamentar-se da rica vida rica que têm) e aguardar que um grupo de investigadores descubra o culpado de um homicídio num balneário através da realização de análises de vanguarda a um vestígio de pelo púbico encontrado no chão.
Não estou a afirmar que o “Noticias...” seja melhor que os programas que o antecede, porque não está aqui em questão a qualidade do programa mas a forma como ele é tratado pelo canal de televisão que o promove. É este desrespeito perante os autores do programa e sobretudo pelo seu público que vale a pena salientar. Não é inédito e já ninguém se deixa surpreender, é certo, quando os programas de autor e/ou de humor se tornam vítimas deste constante “joguinho do share”. Por esta altura e depois do fiasco Sic Comédia, já ninguém tem dúvidas se a SIC tem ou não piada, ou ela não continuasse a fazer da guerra das audiências um assunto mesmo muito sério.




quarta-feira, maio 05, 2010

Kuniyuki Takahashi





É com prazer que partilho este projecto de Deep-House com profundas influências Jazzy ou não tivéssemos, em pleno século XXI, perante uma das primeiras provas oficiais da renovação do Chill Out. Enfim, a banda sonora perfeita para as próximas finais de tarde.

(Os eventuais interessados numa “amostra” deste disco podem solicitá-la via caixa de comentários)

terça-feira, maio 04, 2010

Oh Chely!

Para quem não sabe (ahah!), Chely Wright é uma cantora americana de música country. Também é belíssima como estas manhãs de primavera, assumiu-se como lésbica e ficou mais conhecida que antes. Tanto melhor.
Para quem ache o contrário, "AIAI os impiedosos e conservadores fãs de country!!", seis letrinhas apenas: k. d. lang.

Cenas de maxo (muito intímas)

domingo, maio 02, 2010

O Benfica vai pegar

Vandalizam-lhes casas de apoio e autocarros. As claques do outro clube continuam a lançar-lhes as habituais ameaças a quem se desloca ao Porto para assistir a "só" um jogo de futebol... O clima intimidatório não pára.
Ninguém pode parar essa onda danada? Poder, pode, Iran, mas a sua música, há que dizê-lo com toda a frontalidade, também não ajuda muito.
Os benfiquistas vão pegar, é certo. Só não se sabe bem se é o título ou se umas nódoas negras.

quinta-feira, abril 29, 2010

Aula de Economia

"... E pronto, fica assim demonstrado o corte no rating que vai lixar os portugueses em geral. Dúvidas?"