sexta-feira, setembro 10, 2010
quinta-feira, setembro 09, 2010
quarta-feira, setembro 08, 2010
Estava aqui a pensar em fazer também uma petição para defender a pesca apeada no Guincho
Entre uma preenchidíssima agenda com as árduas tarefas que são exigidas a um Presidente de Câmara de uma capital de distrito, a escrita de crónicas e colunas de opinião para jornais, romances policiais intercalados com guiões de novelas históricas, o comentário televisivo sobre qualquer crime mediático que necessite de uma avaliação rápida e experiente, parece que ainda sobra um tempinho a Francisco Moita Flores para angariar cem mil assinaturas em defesa das Touradas. Não sei o que é que os colegas maçons andam a meter na bebida do mais popular ex-agente da PJ, mas já reduziam a dose. Para o bem de todos, animais e escalabitanos incluídos.
terça-feira, setembro 07, 2010
sábado, setembro 04, 2010
E se os réus tivessem sido absolvidos, haveria o despedimento colectivo da redacção?

...
Neste longo processo, o CM desempenhou a função que lhe está destinada: liderar o fluxo informativo dos grandes casos de interesse público. Sem tibiezas. Seguindo sempre critérios estritamente jornalísticos. Para o CM não há intocáveis. Todos os cidadãos estão igualmente obrigados perante as grandes normas que regem qualquer sociedade civilizada e democrática.
Durante toda a fase de investigação deste caso, deste hediondo escândalo, os jornalistas do CM nunca cederam ao facilitismo nem ao medo. Ameaças, intimidações ou cantos de sereia passaram-nos sempre ao lado. Nada nos desviou do caminho dos factos, argumentos ou pistas lançados por acusadores ou defesas. Fomos alvo de intimidações, aliciamentos e até furto seguido de campanha difamatória.
No momento em que o tribunal fixa os crimes que considera provados, o CM enaltece a coragem e a busca de rigor do seu grupo de jornalistas.
E agradece ao Leitor a confiança, que sempre faremos por merecer.
Octávio Ribeiro, Director do Correio da Manhã
"Portugal ficou melhor", mas o mesmo não se pode dizer de um certo jornalismo...
Neste longo processo, o CM desempenhou a função que lhe está destinada: liderar o fluxo informativo dos grandes casos de interesse público. Sem tibiezas. Seguindo sempre critérios estritamente jornalísticos. Para o CM não há intocáveis. Todos os cidadãos estão igualmente obrigados perante as grandes normas que regem qualquer sociedade civilizada e democrática.
Durante toda a fase de investigação deste caso, deste hediondo escândalo, os jornalistas do CM nunca cederam ao facilitismo nem ao medo. Ameaças, intimidações ou cantos de sereia passaram-nos sempre ao lado. Nada nos desviou do caminho dos factos, argumentos ou pistas lançados por acusadores ou defesas. Fomos alvo de intimidações, aliciamentos e até furto seguido de campanha difamatória.
No momento em que o tribunal fixa os crimes que considera provados, o CM enaltece a coragem e a busca de rigor do seu grupo de jornalistas.
E agradece ao Leitor a confiança, que sempre faremos por merecer.
Octávio Ribeiro, Director do Correio da Manhã
"Portugal ficou melhor", mas o mesmo não se pode dizer de um certo jornalismo...
sexta-feira, setembro 03, 2010
Alguns esclarecimentos sobre generalizações jornalísticas
É importante que as pessoas entendam que a pedofilia em Portugal não começou nem terminou com o processo "Casa Pia". As reportagens que o Público e o Expresso convenientemente publicaram nos últimos dias demonstram-no bem. Mas é preciso distinguir, nestes locais alvos de reportagem, três tipos de fenómenos. A prostituição masculina em que os sujeitos são maiores domina toda a área (Parque Eduardo VII). Os engates homossexuais de circunstância, internacionalmente conhecidos por "cruising", sem interesses económicos, também são abundantes em certas zonas do Parque, mas estão mais concentrados nas zonas da Cidade Universitária, Campo Grande, antiga Feira Popular, Estação Fluvial de Belém, etc. Por fim e em muito menor escala face aos anteriores, existe a prostituição com menores, cada vez mais escassa com a constante vigilância policial nocturna nos pontos tradicionais. Acho fundamental saber distinguir muito bem cada um destes casos pois, como foi revelado, funcionam em conjunturas desiguais e podem ter motivações muito diferentes. O facilitismo das generalizações jornalísticas pode dar azo a confusões desnecessárias.
O Expresso revela que a prostituição infantil passou das ruas para os Motéis, mas a pedofilia organizada - chamemo-lhes assim para distinguir dos outros casos não voluntários - nunca foi um fenómeno (generalizado) de rua. Mesmo no Parque, os "putos" nunca foram bem recebidos pelos seus "colegas" mais velhos e a PSP sempre fez de tudo para que desaparecessem do local, não tanto pela prostituição mas sobretudo porque estariam associados a várias denúncias de assaltos. Portanto, desde sempre que os contactos por redes organizadas (uma delas pode ficar hoje a conhecer a sua sentença) era a forma mais segura e discreta de marcação de encontros. Actualmente, faz concorrência com os adolescentes "freelancer" que desenvolveram o seu "negócio" via chats e redes sociais, usando para tal certos códigos, de forma a não denunciar os clientes às autoridades, que já se aperceberam da proliferação virtual do fenómeno.
O Expresso revela que a prostituição infantil passou das ruas para os Motéis, mas a pedofilia organizada - chamemo-lhes assim para distinguir dos outros casos não voluntários - nunca foi um fenómeno (generalizado) de rua. Mesmo no Parque, os "putos" nunca foram bem recebidos pelos seus "colegas" mais velhos e a PSP sempre fez de tudo para que desaparecessem do local, não tanto pela prostituição mas sobretudo porque estariam associados a várias denúncias de assaltos. Portanto, desde sempre que os contactos por redes organizadas (uma delas pode ficar hoje a conhecer a sua sentença) era a forma mais segura e discreta de marcação de encontros. Actualmente, faz concorrência com os adolescentes "freelancer" que desenvolveram o seu "negócio" via chats e redes sociais, usando para tal certos códigos, de forma a não denunciar os clientes às autoridades, que já se aperceberam da proliferação virtual do fenómeno.
quinta-feira, setembro 02, 2010
I wanna see your peacock, cock, cock
Katy Perry - Peacock from Club Music on Vimeo.
Are you brave enough to let me see your peacock?
what you're waiting for, it's time for you to show it off
Don't be a shy kinda guy I'll bet it's beautiful
Come on baby let me see
Whatchu hidin' underneath
(...)
oh my good no exaggeration
boy all this time was worth the waiting
i just shared a tear
i'm so unprepared
you've got the finest architecture
end of the rainbow looking treasure
such a sight to see
and this awfully
: p
quarta-feira, setembro 01, 2010
Este mundo precisa de mais Marcos Ferreiras
Não deve haver por aí assim tantos casos de génios em potência com uma atitude tão não pretensiosa e prepotente. É mesmo isso: uma inspiração.
Quais Arcade Fire, o fenómeno “contemporâneo” de Santa Maria da Feira salvou este verão tórrido!
terça-feira, agosto 31, 2010
Tocando estranhos

Num dos seus últimos projectos, o fotógrafo nova-iorquino Richard Renaldi, juntava vários estranhos que ia encontrando pelas ruas e pedia-lhes para que se tocassem. "Touching Strangers" parte desta interessantíssima premissa, que é devidamente explicada pelo seu criador:
"I meet two or more people on the street who are strangers to each other, and to me. I ask them if they will pose for a photograph together with the stipulation that they must touch each other in some manner. Frequently, I instruct or coach the subjects how to touch. Just as often, I let their tentative physical exploration play out before my camera with no interference...Touching Strangers encourages viewers to think about how we relate physically to one another, and to entertain the possibility that there is unlimited potential for new relationships with almost everybody passing by."
"I meet two or more people on the street who are strangers to each other, and to me. I ask them if they will pose for a photograph together with the stipulation that they must touch each other in some manner. Frequently, I instruct or coach the subjects how to touch. Just as often, I let their tentative physical exploration play out before my camera with no interference...Touching Strangers encourages viewers to think about how we relate physically to one another, and to entertain the possibility that there is unlimited potential for new relationships with almost everybody passing by."
Pretende-se aqui colocar em causa as regras codificadas sobre a forma como podemos tocar os outros sem ficarmos inconfortáveis e sem atingir um certo grau de intimidade (dos outros). Este jogo de limites está patente nas fotos, mais que no toque em si, na própria expressão de cada sujeito.
sexta-feira, agosto 27, 2010
quinta-feira, agosto 26, 2010
Oh, eles voltaram mais alegres* que nunca!
* nesse sentido, no outro e com umas pitadas de sentido humor, nesta nova versão de Brokeback Mountain.
quarta-feira, agosto 25, 2010
Yes, I’m delighted
Trata-se de um EP, com 8 músicas e como dura, aproximadamente, 60 minutos, passaria muito bem até como um LP. Não é uma desilusão – é quase espontâneo trazer o “Illinois” à conversa e usá-lo como elemento de comparação sempre que o Sufjan faz novos discos - mas também não surpreende por aí além, excepto numa música que se extende para lá dos 17 minutos, que é sublime e até diria, se não achasse que aparentemente poderia estar a ser influenciado pelo entusiasmo precoce das primeiras audições: é uma das canções mais bonitas que já ouvi nesta vida! E se eu já ouvi tantas! terça-feira, agosto 24, 2010
( o ) ( o )
Vários pares de maminhas à espreita depois disto, fica definitivamente provado que as decisões da Direcção de Programas da TVI estão mesmo dependentes das preocupações e dos gostos dos pais do público-alvo dos "Morangos". Já as mães não devem ter voto na matéria, para não variar.segunda-feira, agosto 23, 2010
O amor pode ser tão simples quanto isto
Best Coast - When I'm With You from Pete Ohs on Vimeo.
The world is lazy
but you and me
We're just crazy
So when I'm with you, I have fun
Yeah when I'm with you, I have fun
Este sonho não é para mim
Passam na TV, no mesmo dia da semana e quase à mesma hora, dois concursos associados ao mundo da moda: o da RTP para estilistas, o da SIC para modelos. O primeiro, e apesar de ser minimalistamente conduzido por uma Nayma apática, parece-me ser bem mais interessante que o segundo. No entanto foi a ver o segundo que tirei a grande ilação da noite. A saber.
"À procura do sonho (Face Model Of The Year 2010)" é um concurso normalíssimo de descoberta de novos talentos para a passerelle. Há dois grupos, um de rapazes e outro de raparigas, uns com um registo de pós-adolescência mais visível que outros, mas não sobram dúvidas de que todos estão ali para procurar um "sonho", que pode virar pesadelo (recordo-me do drama da concorrente que na mesma semana ficou com um desgostoso e radical novo corte de cabelo e um passaporte para regressar a casa). Na edição de ontem, sob os desígnios da sessão fotográfica, os quatro elementos da natureza eram o mote. Para cada elemento, um fotógrafo e quatro modelos. Logo à partida, pareceu-me óbvio que a prova seria limitada, sobretudo ao profissionalismo do fotógrafo e às suas ideias e exigências. Portanto, fica provado que, até num mundo tão "objectivista" como é a moda, a sorte também é um factor a ter em conta. Que o digam os concorrentes bafejados pelo "Fogo" e pelo respectivo fotógrafo, que utilizou como único cenário o fumo artificial e era esse o único obstáculo daqueles modelos: ingerir fumo (?), já que a maquilhagem, o outfit e a pose banal fizeram o resto. Pior cenário deparou-se quem lhe calhou a prova fotográfica dentro de um tanque de água fria ("Água") ou os que tinham de saltar de uma plataforma para um colchão ("Ar"). Mas os resultados que acabaram por surtir mais efeitos negativos, foram os realizados no campo ("Terra"), não tanto devido à prova em si mas às exigências da fotógrafa. Um dos modelos não conseguiu chegar ao nível de "macho latino" solicitado pela profissional e uma das concorrentes não demonstrou grandes dotes de expressividade ao longo da sessão, aliás - tudo isto palavras da própria fotógrafa - naquela rapariga só as pernas lhe pareciam de valor. No fundo, pensei, passa-se o mesmo com certos fotógrafos: só se aproveita a máquina fotográfica.
Sessões terminadas, chegou a vez do júri fazer a sua avaliação. Naquele, reconhece-se imediatamente a Fátima Lopes (a estilista), os restantes dois elementos são-me desconhecidos - se bem que ambos captam-me a atenção, a senhora porque pareceu-me uma versão zen d'"a amiga Olga" (Cardoso) e o rapaz porque tinha uma t-shirt curiosa, criativa. Foi entrando um concorrente de cada vez e foi-lhes dito, tudo o aquilo que os fotógrafos foram desabafando ao longo das sessões. Logo, não havendo novidades, a quem correu pior a prova, foi eliminado do concurso. Curiosamente foi o que sucedeu a dois dos jovens que tinha achado que o resultado final tinha sido longamente superado e apresentaram fotos magníficas: o rapaz que não conseguiu fazer um ar "de macho-latino", que, no entanto, a nível de masculinidade (e naturalidade) teria tanto para ensinar aos que permaneceram em concurso e a rapariga "inexpressiva", que me surpreendeu... Pelo seu olhar profundo e porque é dona de umas belíssimas e longas pernas que nunca tremem sobre saltos altos (portanto, a léguas de outras finalistas que nem dois segundos aguentam sobre saltos).
Enfim, acho que todos aprenderam mais qualquer coisa. Até eu. Aprendi que, segundo estes critérios de avaliação, não percebo patavina do assunto e que devia arranjar algo mais interessante para fazer ao domingo à noite.
"À procura do sonho (Face Model Of The Year 2010)" é um concurso normalíssimo de descoberta de novos talentos para a passerelle. Há dois grupos, um de rapazes e outro de raparigas, uns com um registo de pós-adolescência mais visível que outros, mas não sobram dúvidas de que todos estão ali para procurar um "sonho", que pode virar pesadelo (recordo-me do drama da concorrente que na mesma semana ficou com um desgostoso e radical novo corte de cabelo e um passaporte para regressar a casa). Na edição de ontem, sob os desígnios da sessão fotográfica, os quatro elementos da natureza eram o mote. Para cada elemento, um fotógrafo e quatro modelos. Logo à partida, pareceu-me óbvio que a prova seria limitada, sobretudo ao profissionalismo do fotógrafo e às suas ideias e exigências. Portanto, fica provado que, até num mundo tão "objectivista" como é a moda, a sorte também é um factor a ter em conta. Que o digam os concorrentes bafejados pelo "Fogo" e pelo respectivo fotógrafo, que utilizou como único cenário o fumo artificial e era esse o único obstáculo daqueles modelos: ingerir fumo (?), já que a maquilhagem, o outfit e a pose banal fizeram o resto. Pior cenário deparou-se quem lhe calhou a prova fotográfica dentro de um tanque de água fria ("Água") ou os que tinham de saltar de uma plataforma para um colchão ("Ar"). Mas os resultados que acabaram por surtir mais efeitos negativos, foram os realizados no campo ("Terra"), não tanto devido à prova em si mas às exigências da fotógrafa. Um dos modelos não conseguiu chegar ao nível de "macho latino" solicitado pela profissional e uma das concorrentes não demonstrou grandes dotes de expressividade ao longo da sessão, aliás - tudo isto palavras da própria fotógrafa - naquela rapariga só as pernas lhe pareciam de valor. No fundo, pensei, passa-se o mesmo com certos fotógrafos: só se aproveita a máquina fotográfica.
Sessões terminadas, chegou a vez do júri fazer a sua avaliação. Naquele, reconhece-se imediatamente a Fátima Lopes (a estilista), os restantes dois elementos são-me desconhecidos - se bem que ambos captam-me a atenção, a senhora porque pareceu-me uma versão zen d'"a amiga Olga" (Cardoso) e o rapaz porque tinha uma t-shirt curiosa, criativa. Foi entrando um concorrente de cada vez e foi-lhes dito, tudo o aquilo que os fotógrafos foram desabafando ao longo das sessões. Logo, não havendo novidades, a quem correu pior a prova, foi eliminado do concurso. Curiosamente foi o que sucedeu a dois dos jovens que tinha achado que o resultado final tinha sido longamente superado e apresentaram fotos magníficas: o rapaz que não conseguiu fazer um ar "de macho-latino", que, no entanto, a nível de masculinidade (e naturalidade) teria tanto para ensinar aos que permaneceram em concurso e a rapariga "inexpressiva", que me surpreendeu... Pelo seu olhar profundo e porque é dona de umas belíssimas e longas pernas que nunca tremem sobre saltos altos (portanto, a léguas de outras finalistas que nem dois segundos aguentam sobre saltos).
Enfim, acho que todos aprenderam mais qualquer coisa. Até eu. Aprendi que, segundo estes critérios de avaliação, não percebo patavina do assunto e que devia arranjar algo mais interessante para fazer ao domingo à noite.
sábado, agosto 21, 2010
quinta-feira, agosto 19, 2010
Nunca uma investigação de paternidade rendeu tanto em Portugal
O grupo de música popular portuguesa Chave d'Ouro acaba de ascender ao primeiro lugar do top de álbuns mais vendidos em Portugal, destronando assim The Suburbs , dos Arcade Fire . Conhecidos pelo êxito dos bailaricos de verão "O Pai da Criança (Quem Será?)" , os Chave d'Ouro já venderam 10 mil cópias (o correspondente a Disco de Ouro) do seu primeiro álbum, editado em 2009 e reeditado este ano com um novo tema, " A Mãe da Criança (Quem Será?)" , revela o Diário de Notícias. @ Blitz
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