terça-feira, outubro 19, 2010

Madeira II


Ponta de São Lourenço

domingo, outubro 17, 2010

O mesmo não se pode dizer em relação ao "entre-se" pela gramática

Daqui.

Madeira

Trata-se da minha estreia por terras da Madeira. Como primeiras impressões, para além da constatação da beleza natural da ilha, sou surpreendido com um dialecto local cerrado que me escapa por entre os ouvidos. Necessito urgentemente de um serviço de tradução rápida, semelhante ao que as televisões regularmente usam quando passam reportagens em algumas ilhas dos Açores.
Há simpatia e humildade quase na mesma proporção de bananeiras e os condutores de velocidades radicais contrastam com a pacificidade que esta ilha transmite. Também noto alguma rigidez, que pode ter ficado logo demonstrada num pacato cafezito, não muito longe do aeroporto, onde vi negado o pedido de uma simples torrada, quando a tosta mista consta da ementa. Entretanto fiquei a saber que alguém terá passado por uma experiência idêntica ao pedir um bitoque sem ovo. Consta que só o bitoque (simples, reforce-se) estaria tabelado. Não tem preço, também, estas hilariantes particularidades de um povo!

quinta-feira, outubro 14, 2010

Diz que vão sair de um buraco para se meter noutro



De facto, são nestes momentos que ficamos a conhecer a natureza humana. O Ferreira Fernandes já escreveu qualquer coisa bonita e importante sobre o assunto. Mas entretanto há outras curiosidades. Como esse súbito desejo de oficializar os relacionamentos quando se está em situações limite. Com isto houve quem descobrisse que o seu marido (mineiro) tinha uma amante. Mas algumas outras chilenas (e não só) descobriram a fórmula mágica para fazer os seus homens casar. Parece que basta soterrá-los durantes 2 meses que eles renascem, de barbinha feita e de óculos da Tifosi, a trautear a marcha nupcial.

quarta-feira, outubro 13, 2010

Declaração amigável


Mesmo longe das suas contabilidades, um Técnico de Contas nunca deixa de declarar a verdade dos factos. Mas, por mais amigável que ele possa ser, isso pode-lhe trazer certos dissabores.

terça-feira, outubro 12, 2010

Os homens segundo Inês Pedrosa


Por alturas do lançamento do seu mais recente livro, Inês Pedrosa disse isto à Time Out:

"Não há géneros, há pessoas. O que me interessou perceber neste livro – e eu escrevo para me aproximar daquilo que não percebo – foi como lidar com o conceito de amizade entre os homens. A amizade é a matriz das relações neste início de século. A possibilidade de escolher as pessoas que povoam a nossa biografia mudou a nossa vida. E a amizade surge dessa dispersão, é o que perdura."

Mas o seu livro revela uma nítida diferença de géneros (ou pelo menos de comportamentos), ao qual ela tenta justificar:

"Há uma diferença no entendimento da amizade. As mulheres são mais frontais, mais exigentes, os afectos são mais cultivados, e os cortes são por isso mais radicais."

É por isso que cada um dos personagens (homens) de "Os Íntimos" sente-se confortável entre amigos. Mesmo quando está perdido, há uma parede sólida para reconhecer, tactear e prosseguir:

Somos libertários e conservadores, cavalheiros e carroceiros, apreciamos um sentido de tribo que já não se usa nem se defende, a não ser forrado de penas e cercado por cubatas. Sabemos destrinçar o bem do mal, separar as espinhas de uma cabeça de peixe, dizer se um vinho presta só pela cor e pelo cheiro, chegar ao osso de um leitão. Guiamo-nos por saberes arcaicos sem nos rendermos ao engodo do arcaísmo que encadeia a era em que nos coube nascer. Gozamos um privilégio de existir num país amestrado pela liberdade, embora cerimonioso e parco com ela. É o que se pode ler na página 25 deste interessante livro. É interessante e está irrepreensivelmente bem escrito, é outro facto, mas vive demasiado dos estereótipo. E há por lá tantos...

Um homem que não saiba guardar um segredo não é bem um homem. O secretismo é uma das pedras basilares da masculinidade, tal como o respeito pelas hierarquias e pela autoridade. A compaixão é uma armadilha do mulherio que deita tudo a perder.

As mulheres são muito dadas à correspondência. Os Correios deviam ter promoções especiais para mulheres. Podem ser as primeiras a agarrar-se ao email, ao facebook e ao twitter, mas continuam a gostar de escolher selos, postais, cartões e papel perfumado. São imbatíveis em correspondência amorosa, e têm consciência disso.

segunda-feira, outubro 11, 2010

Too sexy for my scanner


Não há vegans gordos, PETA?
No entanto parece que a publicidade está a ser recusada nos aeroportos porque a imagem é "too sexy". Cuidado, porque isto é gente para ter um ataque cardíaco ao folhear um catálogo da Victoria's Secret.

quinta-feira, outubro 07, 2010

Ao herói anónimo


Era véspera de feriado e esta podia ser a melhor justificação para que naquela manhã de segunda-feira, o tráfego rodoviário na Ponte 25 de Abril para Lisboa, estivesse menos compacto que o habitual. Alguns desses automobilistas, após pagamento da portagem, entram apressadamente no tabuleiro da ponte, sem no entanto deixar de estranhar a presença de um homem que se desloca pela berma, a pé, no mesmo sentido do trânsito. Esta estranheza dura poucos segundos, pelo menos até que os compromissos pessoais voltem a assolar os seus pensamentos, para além do desejo de aproveitar o bom escoamento do trânsito daquele atípico dia útil.

João, caminha cabisbaixo, abstraído dos carros que circulam velozmente à sua esquerda. Sentia o corpo dormente e a alma entorpecida pelos mais recentes acontecimentos. Os mesmos acontecimentos que não o deixavam dormir há quase 48 horas. Estava a passar por um processo devastador de divórcio, que o deixaram arrasado e desmotivado. Enquanto foi casado o seu grupo de amigos nunca parou de crescer, no entanto, após o anúncio da separação, aquelas amizades, possivelmente, para evitar os conflitos propícios de tomar uma das partes, foram-se gradualmente afastando. Mais isolado que nunca, sem a possibilidade de poder estar com os filhos como desejaria, a vida nunca lhe tinha deixado de fazer tanto sentido como aquela fase que atravessava e só encontrava lógica num objectivo... Foi por isso que tinha saído de sua casa naquela manhã de segunda-feira e é a razão pela qual continua a caminhar, convicto - e agora olhando em frente e para cima - ao longo daquela enorme ponte de aço. Passados alguns minutos, pára, sem nunca deixar de olhar para o horizonte. Algumas nuvens cobriam o céu azul que, de certa forma, o tranquiliza. Também contempla o Rio Tejo - o mesmo que está acerca de 190 metros abaixo do local onde se encontra. Tinha chegado o momento. Ao consciencializar-se que já não haveria ponto de retorno, emociona-se e chora pela última vez, ao mesmo tempo que se vai segurando firmemente a um dos fios de aço paralelos (que fazem a ligação a um dos cabos principais de suspensão da ponte), para facilitar a levitação da perna esquerda...

O autocarro nº 162 da Transportes Sul do Tejo recebeu os seus últimos passageiros nas imediações do local das portagens. Estava a ser um percurso normal, com a anormalidade do cumprimento de horários de chegada aos apeadeiros. Assim que deu entrada na ponte, o seu motorista é surpreendido por um repentino abrandamento da marcha dos carros que seguiam à sua frente. Alguns metros mais à frente pôde constatar o motivo: estava um homem de meia-idade a preparar-se para saltar da plataforma da ponte. Não hesita. Pára o autocarro, abre a porta e sai em direcção do suicida, deixando os seus passageiros boquiabertos e uma fila de condutores impacientes atrás de si.
Encontra um homem no seu mais elevado nível de desespero. Chora descontroladamente e está a poucos segundos de se precipitar para o salto. O motorista nem pensa nas consequências que a sua aproximação possa ter naquele homem. Não há tempo para indecisões, bruscamente agarra-o, puxa-o para si e dá-lhe um forte abraço. Foi forte, mas também foi sobretudo longo e sentido. Prolonga-se até sentir que estavam ambos, à sua maneira e nas devidas proporções, mais calmos.
Até chegar uma ambulância (que alguém terá chamado via 112), aqueles dois homens ainda tiveram tempo para trocar algumas palavras. O motorista tentando sempre convencer o homem de que a esperança nunca morre e, se não houvesse qualquer outra causa, seria por ela, que deveria continuar a viver.



Esta pequena história podia ser ficção, mas não é. Aconteceu segunda-feira passada. E dedico este post à bravura do herói desconhecido, em geral, e àquele condutor do autocarro nº162 da TST, em especial. Ser herói hoje, pode passar por essa simplicidade de deixar o conforto do assento do nosso carro, parando o trânsito, para ir dar um abraço a alguém. Imagine-se que isso até pode dar-lhe outro sentido à vida. Não valerá a pena?

terça-feira, outubro 05, 2010

Estudos

(clicar para ampliar)
As principais conclusões do grande estudo, realizado pela Universidade do Indiana, sobre os comportamentos sexuais dos americanos, o National Survey of Sexual Health and Behavior (NSSHB), parecem-me pouco surpreendentes e, algumas delas até, acabam por descredibilizar os seus resultados e dar razão às minhas piores suspeitas acerca da verosimilitude de alguns destes inquéritos – como já tinha acontecido aliás com este realizado recentemente no Reino Unido.
Senão, leia-se:
- 1 of 4 acts of vaginal intercourse are condom protected (1 in 3 among singles).
- About 85% of men report that their partner had an orgasm at the most recent sexual event; this compares to the 64% of women who report having had an orgasm at their most recent sexual event. (A difference that is too large to be accounted for by some of the men having had male partners at their most recent event.)
- Men are more likely to orgasm when sex includes vaginal intercourse; women are more likely to orgasm when they engage in a variety of sex acts and when oral sex or vaginal intercourse is included.
- While about 7% of adult women and 8% of men identify as gay, lesbian or bisexual, the proportion of individuals in the U.S. who have had same-gender sexual interactions at some point in their lives is higher.
(…)



Numa sociedade de aparências até faz todo o sentido dizer que só 8% dos americanos têm ou tiveram experiências homossexuais, pois, obviamente, esta percentagem não inclui quem faz de uma orientação sexual, um hobbie secreto e alternativo. Esta ausência de realismo deve-se sobretudo a alguns dos métodos de recolha utilizados na obtenção das respostas. Por exemplo, um questionário cara-a-cara, ou até mesmo via telefone, não dá a privacidade que este tipo de assuntos exige. Para além de que, nem estes estudos, nem qualquer outros até hoje realizados, jamais podem garantir a total sinceridade da resposta do entrevistado. Assim sendo, continuaremos a debruçar-nos sobre resultados ligeiramente tendenciosos e, pior: socialmente correctos.

Falando agora de outras investigações mais interessantes, o Ricardo Fuertes, do GAT Portugal, enviou-me há dias algumas novidades sobre o estudo que falei, por aqui, no passado mês de Junho.

De acordo com os coordenadores do EMIS “este é o maior estudo internacional
jamais realizado sobre homossexualidade masculina”.
Portugal esteve bem representado com mais de 5 400 respostas. Se tivermos
em conta o número de habitantes de cada país, Portugal foi o 4º país com maior
participação (atrás da Alemanha, Suíça e Luxemburgo), com 5,1 respostas por cada
10 000 habitantes.
Os 18 distritos de Portugal e as duas regiões autónomas estiveram representadas,
assim como os HSH estrangeiros residentes em Portugal (foram recebidas
respostas de residentes em Portugal nascidos em 50 países). Também existiu uma
elevada participação de HSH que vivem com VIH (7%).
Os resultados do EMIS fornecerão dados relevantes para a planificação e
implementação de intervenções de prevenção e de serviços de saúde sexual para
HSH.
O GAT e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto estão muito satisfeitos
por fazer parte deste estudo pan-europeu, e agradecem às entidades envolvidas
na sua divulgação e às pessoas que aceitaram responder ao questionário.
Para mais informações sobre o Projecto EMIS consulte o site www.emis-
project.eu e ou entre em contacto com os parceiros portugueses através do e-mail
ricardofuertes@gatportugal.org.
Alguns resultados e relatórios preliminares serão publicados a partir de Dezembro
deste ano.

segunda-feira, outubro 04, 2010

Um big churrasco na "Casa dos Degredos"


O novo "Big Brother" é afinal um "Bunny Ranch" à portuguesa. Senão veja-se: o que faz uma playmate, uma acompanhante de luxo, alguém que já teve mais de 250 relacionamentos, alguém que teve um caso com um jogador de futebol da selecção portuguesa, um ex-dono de um bar de alterne, um ex-assaltante de bancos, um pastor de "Baiãoe" (que só veio uma vez ao sul, nomeadamente ao Montijo, para comprar porcos), dois irmãos gémeos directamente saídos da escola de seguranças de casas de animação nocturna do norte, dois casais, um falso, outro verdadeiro mas armado em falso, alguém com um transtorno obsessivo-compulsivo, (…) no mesmo espaço? Serão estas pessoas, certamente, tantas outras coisas, mas foi por "isto" que foram contratados e são estes os seus segredos prontos a serem revelados.
Antes, na outra "Casa", a química ia acontecendo ao sabor do acaso e da saturação de estar limitado ao espaço de alguns metros quadrados, nesta "Casa dos Segredos" dispensa-se os preliminares (a organização do programa tratou disso), para que o resultado não seja outro que um "grande churrasco". É só isso que nós, uns mais "abutres" que outros, queremos comer, enquanto, para já, salivamos cá do alto com os belos nacos que vão sendo colocados em cima da grelha.
Venham para a mesa que a paparoca vai ser servida no canal do costume... E ninguém pode dizer que não sabe qual é a ementa.

sábado, outubro 02, 2010

quinta-feira, setembro 30, 2010

A latosa

Das medidas de austeridade apresentadas, destaco favoravelmente a redução progressiva dos salários dos funcionários públicos acima dos 1500 euros, mas por outro lado, continuo a achar, nestas condições, um erro o aumento de impostos indirectos (IVA e logo 2 pontos percentuais?!).
Poderia até congratular o Sr. Teixeira do Santos por finalmente ter incluído um tal "imposto sobre o sector financeiro" no pacote, não tivesse ele sido anunciado de tal forma, sem qualquer detalhe e objectividade. Assim, faz transparecer que esta é mais uma daquelas medidas só para acalmar consciências (sobretudo as de esquerda, que já a pedem há tanto tempo). Seria esta a primeira medida a não passar do papel dos compromissos?

A dívida da Estradas de Portugal (EP) disparou mais de 30 vezes num curto espaço de cinco anos. Segundo o seu relatório e contas referente a 2009, o endividamento da empresa responsável pelo sector rodoviário em Portugal passou de 50,5 milhões de euros em 2005, primeiro ano em que contraiu empréstimos, para 1.507,3 milhões de euros no final do ano passado.
Já em 2010, na Comissão Parlamentar de Obras Públicas, Almerindo Marques, presidente da EP, admitiu desde logo que a sua empresa iria ultrapassar o limite de crescimento imposto pelo PEC relativamente ao endividamento das empresas públicas: 7%. Pelo que soube hoje no noticiário matinal da RTP, segundo as mais recentes estimativas, essa percentagem já ultrapassou os 40%! A ANA, a Refer e a Transtejo estão num caminho idêntico (mas não com um desfasamento tão dilatado desses 7% exigidos).

Ora, se as suas próprias empresas e entidades, algumas aparentemente com estatutos e regras muito próprias e independentes - sempre que falo disto, vem-me à memória o caso do Sr. Viegas Vasconcelos, ex-presidente da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos) que demitiu-se e foi para casa ganhar 12.000 euros mensais durante 2 anos, porque assim estava consagrado nos estatutos dessa entidade pública, ao contrário do que diz o estatuto do gestor público - não cumprem os compromissos estabelecidos nos pactos propostos para reduzir o défice, com que direito (ou latosa) pode vir agora o Sr. Ministro das Finanças pedir mais sacrifícios do lado da receita?

Resumindo: as receitas públicas, bem ou mal, justa ou injustamente, com os aumentos dos impostos, continuam asseguradas, a grande questão é que, pelos vistos, não podemos dizer o mesmo do lado de todas as despesas.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Não eramos nós que tinhamos um "big issue" com o bullying?

"Now, I am also the commander in chief of an armed forces that is in the midst of one war and wrapping up another one. So I don't think it's too much to ask, to say 'Let's do this in an orderly way' — to ensure, by the way, that gays and lesbians who are serving honorably in our armed forces aren't subject to harassment and bullying and a whole bunch of other stuff once we implement the policy. I use that as an example because on each of these areas, even those where we did not get some grand legislative victory, we have made progress. We have moved in the right direction." (Barack Obama, falando sobre a regra DADT, na Rolling Stone)

Porreiro, pá. Agora é preciso voltar a sua atenção para as escolas. Isto se quer que os seus putos mantenham-se vivos até chegar à idade de ir para a "tropa". Infelizmente, já não vai ser o caso deste, deste e deste...
Acreditem: o nosso bullying é uma espécie de palmadinha nas costas, quando comparado com o de uma certa realidade norte-americana. A incompetência das direcções destas escolas face a estes recentes casos, revela que, nos estados mais conservadores, o lobby das associações pró-família-tradicional-cristã está bastante bem integrado na sociedade.

terça-feira, setembro 28, 2010

E assim se cozem as linhas do desejo

when you were young
and your excitement showed
but as time goes by
does it outgrow

is that the way things go
forever reaching for the goal
forever fading black
comes a glow

segunda-feira, setembro 27, 2010

Como diz um colega: "na América é tudo em grande e assustador, a começar nas mamas das gaijas..."

... e acabar nos fenómenos meteorológicos, completo eu.

Mais fotos deste fenómeno: aqui.

Boucherices


"Olha, vais continuar nessa onda hippie-freaky-chique de esquerda ou emitas a madonna?... Queres salvar focas ou cantar música pop?" - Idolos 2010

domingo, setembro 26, 2010

quinta-feira, setembro 23, 2010

Natasha Bedingfield, 2010


Natasha Bedingfield - Strip Me from lovekeepscalling on Vimeo.



Everyday I fight for
All my future somethings
A thousand little awards
I have to choose between
I could spend a lifetime
Earning things I don’t need
That’s like chasing rainbows
And coming home empty
And if you strip me,
Strip it all away
If you strip me,
What would you find
If you strip me,
Strip it all away
Ill be alright
Take what you want
Steal my pride
Build me up
Or cut me down to size
Shut me out
But I’ll just scream
Im only one voice in a million
But you aint taking that from me


Natasha Bedingfield - Touch (HQ) from Henrietta-Aime-Fumer_Tv on Vimeo.



Every choice we make
And every road we take
Every interaction
Starts a chain reaction
We're both affected when we least expect it
And then when we touched
And it all connected

O Jeunet fez outro filme para sonhar



Lisboa 15 de Outubro 22:00 Cinema São Jorge (sala 1).Guimarães 21 de Outubro 21:30 Centro Cultural Vila Flor.Porto 22 de Outubro 19:30 Passos Manuel.Faro 24 de Outubro 21:30 Teatro Municipal de Faro.Coimbra 09 de Novembro 21:00 Teatro Académico de Gil Vicente.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Um país a duas velocidades



Estes 1667 euros fazem-me lembrar a história dos dois pobres que tinham para partilhar dois frangos, em que um deles comeu tudo, restando nada para o outro. Depois veio um senhor das estatísticas, faz a média e declara que cada um comeu um frango. Por outro lado, a história desses 583 euros mais a norte, terá sido mesmo uma "criação" das multinacionais ou não dever-se-á mais a uma certa subjugação a uma relação quase feudal, liderada por essa entidade tão venerada e comummente conhecida por "grande empresário do norte"? Depois, parte-se sempre do (mau) princípio de que o valor do salário é o único indicador que estabelece uma relação directa e proporcional com a qualidade de vida.

Ia falar outra vez no trânsito, mas isso não é um problema para um Gestor de Projecto de Oeiras que, ganhando acima da média, trabalhará certamente também muito acima da média, só circula na A5 a partir das 8 horas da noite e aí, se não houver acidentes, os 10Km, que tem de percorrer até chegar a casa, conseguem ser realizados em menos de meia-hora. Ao chegar ao seu T2, com acabamentos de luxo e piscina no condomínio que nunca foi por si estreada, que lhe custou mais de 300 mil euros e que continuará hipotecado durante vários anos numa instituição bancária, tem o resto do serão para comer qualquer coisa preparado pela empregada, enquanto lê os emails e prepara as reuniões do dia seguinte. Dorme e o pesadelo recomeça na manhã seguinte (quando o horário de entrada é mais universal e menos flexível), na A5… Como é mesmo a vida em Freixo de Espada à Cinta?
No Freixo não há mercado para Consultores SAP, mas ninguém escolhe o Freixo para engolir SAPos. É mais uma trutazinha fresca no forno.

(Hora de ponta em Freixo de Espada à Cinta)

terça-feira, setembro 21, 2010

segunda-feira, setembro 20, 2010

sexta-feira, setembro 17, 2010

Ainda um pouco mais sobre a verdade

As mais recentes informações que tenho obtido sobre o caso do meu post anterior não podiam ser mais tristes.
O irmão de Júlio Manuel Olivares, Carlos Olivares, tem feito algumas actualizações via Facebook:

Júlio Olivares ACTUALIZAÇAO: O Julio Olivares foi encontrado, no seu quarto de Hotel na Mission St em S. Francisco - USA, no dia 04 Agosto 2010. A Polícia de S. Francisco estima que o Júlio tenha morrido no dia 01 de Agosto de 2010
10/9 às 9:35 ·
Júlio Olivares - MISSA DO 30º DIA
Sábado, 04 Setembro, na Igreja de S. Jorge de Arroios em Lisboa, pelas 16H00
3/9 às 23:51 ·



Soube igualmente que está a ser desenvolvida uma peça jornalística sobre este caso e, uma vez mais, o seu irmão, apela para o caso de alguém ter qualquer informação adicional sobre este processo ou sobre o próprio Júlio, que a remeta para este mail.
Espero que tenha encontrado finalmente a paz que há tanto ansiava e que este "mundo dos vivos há muito lhe negara". Deixo-vos com as palavras que ele deixou em tempos, de uma forma mais pessoal a um grupo de "amigos virtuais", no qual eu orgulhosamente pertencia. Apesar das nossas tentativas de obter mais esclarecimentos, estas acabaram por ser mesmo as suas últimas frases naquele espaço que partilhávamos há alguns anos e que ele sempre soube gerir de uma forma muito digna e responsável.

O lugar onde estamos na vida em cada momento é um produto das nossas qualidades, dos nossos erros, das nossas felicidades - que é como quem diz sorte - e das nossas infelicidades - azares.
Qualidades tive as que tive, erros cometi poucos, felicidades não foram muitas, e infelicidades mais do que as que julgo ter merecido. O lugar onde esse produto me traz hoje é, de acordo com os meus conceitos de dignidade e honra, um beco sem saída. Assim, com serenidade, decidi que é aqui que desço do comboio da vida, algo cuja possibilidade antecipava há mais de um ano.
Não, não padeço de qualquer doença, nem estou tão pouco vivo um momento de depressão aguda. A minha história fica por aí, contada em livro, e talvez um dia tenham a oportunidade de entender esta decisão.
A todos uma longa e feliz vida.

quinta-feira, setembro 16, 2010

Perder a tua vida por uma mentira, perder umas horas da minha por uma verdade

Carlos Cruz adicionou recentemente no seu site a referência (Ponto7) a um caso de um cidadão português que escreveu um livro - disponível para download aqui - onde é relatada a sua história de luta contra um suposto erro judicial, segundo o ex-apresentador de TV, "monstruoso". Tal como o seu, deduzimos. Daí o copy/paste directo do Facebook. Com um pouco mais de busca no Google (ou de leitura do livro), conseguia-se perceber, do que ali está, aquilo que foi efectivamente dito pelo seu autor ou o que não passa de boato.

Já o li e não noto grandes identificações com o processo Casa Pia, a não ser o facto do sujeito em causa ter sido acusado de abuso sexual de um menor - o seu sobrinho de 3 anos. No entanto o "efeito Casa Pia" até é explicado pelas suas palavras: "durante anos inúmeras crianças à guarda do Estado foram abusadas e violadas - na Casa Pia e sabe-se lá onde mais - o que só foi possível devido à inércia ou incompetência daquelas entidades, elas olham e actuam hoje em casos como este com um sentido, não de justiça, mas justiceiro - tomada de acções por sentimentos de injustiça". Assim, condenações desta natureza servem "tristemente, o interesse estatístico do Ministério Público" e a sua boa imagem, acrescento eu. O MP não pode ser assim tão vulnerável a tanta mediatização, pois não? Pois não, mas os casos do carro alegórico do Carnaval de Torres Vedras no ano passado que, em uma questão de horas, deixou de ser "pornográfico" (e proibido) e passou a ser uma "sátira" (e permitido) ou o da menina "Esmeralda" que transformou o Sargento Luís de "temido sequestrador" em "bom samaritano" - são dois meros exemplos - não abonam muito a seu favor.
De resto, trata-se de uma dramática história contada na 3ª pessoa - ao longo dos seus 29 capítulos é notório que se trata de um relato pessoalíssimo - que culmina com o suicídio do protagonista em S. Francisco, nos EUA.

Há em todo este processo momentos perturbantes e surreais. Desde uma Polícia Judiciária que se baseia num questionário intimidador da praxe, onde a questão da orientação sexual parece ganhar uma relevância tal ao ponto de se prescindir das buscas ao domicílio (qual investigação de computadores pessoais?) na procura de qualquer indício, para suportar a acusação. Depois de tantos casos, uns mais "maddietizáveis" que outros, e haverá ainda alguém que fique surpreendido com a incompetência e o preconceito em parte da investigação criminal portuguesa? E o que dizer daquele procurador do Ministério Público que considera muito consistentes e inquestionáveis as memórias dos 3 anos de um rapaz de 12? "Aquela criança não mente"! Nem sob a influência de outrém e de 25 mil euros de pena indemnizatória "chapa cinco"?!

Por vezes a realidade é tão ou mais cruel que a ficção, que se torna inacreditável. Essa pode ser uma reacção típica de quem acaba de ler estas cento e vinte e tal páginas, evitando tomar uma posição só com base nos factos expostos e de cair no erro comum de precipitação de qualquer julgamento popular. Por outro lado, outra das ilações a tirar da leitura de "Sem Culpa", a ser verdade tudo o que por lá está escrito e sendo aquela a posição de um suposto sistema judicial justo, credível e integro, de facto, antes a morte que tal sorte.

sábado, setembro 11, 2010

Oportunismo muito à frente

Em Stonycreek Township, Pennsylvania, no local onde, há 9 anos, despenhou-se o Voo 93 da United Airlines, um grupo de católicos aproveitou para - além de oferecer a Jesus um chapéu todo aerodinâmico - homenagear não os que morreram, mas os que não chegam a nascer. Boa técnica persuasora: antes de abortar, pense bem se não poderá estar a tirar a vida a um potencial heroizinho... Ou a um radical religioso!

sexta-feira, setembro 10, 2010

quinta-feira, setembro 09, 2010

quarta-feira, setembro 08, 2010

Estava aqui a pensar em fazer também uma petição para defender a pesca apeada no Guincho

Entre uma preenchidíssima agenda com as árduas tarefas que são exigidas a um Presidente de Câmara de uma capital de distrito, a escrita de crónicas e colunas de opinião para jornais, romances policiais intercalados com guiões de novelas históricas, o comentário televisivo sobre qualquer crime mediático que necessite de uma avaliação rápida e experiente, parece que ainda sobra um tempinho a Francisco Moita Flores para angariar cem mil assinaturas em defesa das Touradas. Não sei o que é que os colegas maçons andam a meter na bebida do mais popular ex-agente da PJ, mas já reduziam a dose. Para o bem de todos, animais e escalabitanos incluídos.

sexta-feira, setembro 03, 2010

Alguns esclarecimentos sobre generalizações jornalísticas

É importante que as pessoas entendam que a pedofilia em Portugal não começou nem terminou com o processo "Casa Pia". As reportagens que o Público e o Expresso convenientemente publicaram nos últimos dias demonstram-no bem. Mas é preciso distinguir, nestes locais alvos de reportagem, três tipos de fenómenos. A prostituição masculina em que os sujeitos são maiores domina toda a área (Parque Eduardo VII). Os engates homossexuais de circunstância, internacionalmente conhecidos por "cruising", sem interesses económicos, também são abundantes em certas zonas do Parque, mas estão mais concentrados nas zonas da Cidade Universitária, Campo Grande, antiga Feira Popular, Estação Fluvial de Belém, etc. Por fim e em muito menor escala face aos anteriores, existe a prostituição com menores, cada vez mais escassa com a constante vigilância policial nocturna nos pontos tradicionais. Acho fundamental saber distinguir muito bem cada um destes casos pois, como foi revelado, funcionam em conjunturas desiguais e podem ter motivações muito diferentes. O facilitismo das generalizações jornalísticas pode dar azo a confusões desnecessárias.
O Expresso revela que a prostituição infantil passou das ruas para os Motéis, mas a pedofilia organizada - chamemo-lhes assim para distinguir dos outros casos não voluntários - nunca foi um fenómeno (generalizado) de rua. Mesmo no Parque, os "putos" nunca foram bem recebidos pelos seus "colegas" mais velhos e a PSP sempre fez de tudo para que desaparecessem do local, não tanto pela prostituição mas sobretudo porque estariam associados a várias denúncias de assaltos. Portanto, desde sempre que os contactos por redes organizadas (uma delas pode ficar hoje a conhecer a sua sentença) era a forma mais segura e discreta de marcação de encontros. Actualmente, faz concorrência com os adolescentes "freelancer" que desenvolveram o seu "negócio" via chats e redes sociais, usando para tal certos códigos, de forma a não denunciar os clientes às autoridades, que já se aperceberam da proliferação virtual do fenómeno.

quinta-feira, setembro 02, 2010

I wanna see your peacock, cock, cock

Katy Perry - Peacock from Club Music on Vimeo.



Are you brave enough to let me see your peacock?
what you're waiting for, it's time for you to show it off
Don't be a shy kinda guy I'll bet it's beautiful
Come on baby let me see
Whatchu hidin' underneath
(...)

oh my good no exaggeration
boy all this time was worth the waiting
i just shared a tear
i'm so unprepared
you've got the finest architecture
end of the rainbow looking treasure
such a sight to see
and this awfully

: p

quarta-feira, setembro 01, 2010

Para um atrevido apresentador, uma cautelosa pivot

Este mundo precisa de mais Marcos Ferreiras



Não deve haver por aí assim tantos casos de génios em potência com uma atitude tão não pretensiosa e prepotente. É mesmo isso: uma inspiração.
Quais Arcade Fire, o fenómeno “contemporâneo” de Santa Maria da Feira salvou este verão tórrido!

terça-feira, agosto 31, 2010

Tocando estranhos


Num dos seus últimos projectos, o fotógrafo nova-iorquino Richard Renaldi, juntava vários estranhos que ia encontrando pelas ruas e pedia-lhes para que se tocassem. "Touching Strangers" parte desta interessantíssima premissa, que é devidamente explicada pelo seu criador:

"I meet two or more people on the street who are strangers to each other, and to me. I ask them if they will pose for a photograph together with the stipulation that they must touch each other in some manner. Frequently, I instruct or coach the subjects how to touch. Just as often, I let their tentative physical exploration play out before my camera with no interference...Touching Strangers encourages viewers to think about how we relate physically to one another, and to entertain the possibility that there is unlimited potential for new relationships with almost everybody passing by."


Pretende-se aqui colocar em causa as regras codificadas sobre a forma como podemos tocar os outros sem ficarmos inconfortáveis e sem atingir um certo grau de intimidade (dos outros). Este jogo de limites está patente nas fotos, mais que no toque em si, na própria expressão de cada sujeito.

Vá, agora todos ...

quinta-feira, agosto 26, 2010

Oh, eles voltaram mais alegres* que nunca!



* nesse sentido, no outro e com umas pitadas de sentido humor, nesta nova versão de Brokeback Mountain.

quarta-feira, agosto 25, 2010

Yes, I’m delighted

Trata-se de um EP, com 8 músicas e como dura, aproximadamente, 60 minutos, passaria muito bem até como um LP. Não é uma desilusão – é quase espontâneo trazer o “Illinois” à conversa e usá-lo como elemento de comparação sempre que o Sufjan faz novos discos - mas também não surpreende por aí além, excepto numa música que se extende para lá dos 17 minutos, que é sublime e até diria, se não achasse que aparentemente poderia estar a ser influenciado pelo entusiasmo precoce das primeiras audições: é uma das canções mais bonitas que já ouvi nesta vida! E se eu já ouvi tantas!

terça-feira, agosto 24, 2010

( o ) ( o )

Vários pares de maminhas à espreita depois disto, fica definitivamente provado que as decisões da Direcção de Programas da TVI estão mesmo dependentes das preocupações e dos gostos dos pais do público-alvo dos "Morangos". Já as mães não devem ter voto na matéria, para não variar.

segunda-feira, agosto 23, 2010

O amor pode ser tão simples quanto isto

Best Coast - When I'm With You from Pete Ohs on Vimeo.



The world is lazy
but you and me
We're just crazy


So when I'm with you, I have fun
Yeah when I'm with you, I have fun

Este sonho não é para mim

Passam na TV, no mesmo dia da semana e quase à mesma hora, dois concursos associados ao mundo da moda: o da RTP para estilistas, o da SIC para modelos. O primeiro, e apesar de ser minimalistamente conduzido por uma Nayma apática, parece-me ser bem mais interessante que o segundo. No entanto foi a ver o segundo que tirei a grande ilação da noite. A saber.
"À procura do sonho (Face Model Of The Year 2010)" é um concurso normalíssimo de descoberta de novos talentos para a passerelle. Há dois grupos, um de rapazes e outro de raparigas, uns com um registo de pós-adolescência mais visível que outros, mas não sobram dúvidas de que todos estão ali para procurar um "sonho", que pode virar pesadelo (recordo-me do drama da concorrente que na mesma semana ficou com um desgostoso e radical novo corte de cabelo e um passaporte para regressar a casa). Na edição de ontem, sob os desígnios da sessão fotográfica, os quatro elementos da natureza eram o mote. Para cada elemento, um fotógrafo e quatro modelos. Logo à partida, pareceu-me óbvio que a prova seria limitada, sobretudo ao profissionalismo do fotógrafo e às suas ideias e exigências. Portanto, fica provado que, até num mundo tão "objectivista" como é a moda, a sorte também é um factor a ter em conta. Que o digam os concorrentes bafejados pelo "Fogo" e pelo respectivo fotógrafo, que utilizou como único cenário o fumo artificial e era esse o único obstáculo daqueles modelos: ingerir fumo (?), já que a maquilhagem, o outfit e a pose banal fizeram o resto. Pior cenário deparou-se quem lhe calhou a prova fotográfica dentro de um tanque de água fria ("Água") ou os que tinham de saltar de uma plataforma para um colchão ("Ar"). Mas os resultados que acabaram por surtir mais efeitos negativos, foram os realizados no campo ("Terra"), não tanto devido à prova em si mas às exigências da fotógrafa. Um dos modelos não conseguiu chegar ao nível de "macho latino" solicitado pela profissional e uma das concorrentes não demonstrou grandes dotes de expressividade ao longo da sessão, aliás - tudo isto palavras da própria fotógrafa - naquela rapariga só as pernas lhe pareciam de valor. No fundo, pensei, passa-se o mesmo com certos fotógrafos: só se aproveita a máquina fotográfica.
Sessões terminadas, chegou a vez do júri fazer a sua avaliação. Naquele, reconhece-se imediatamente a Fátima Lopes (a estilista), os restantes dois elementos são-me desconhecidos - se bem que ambos captam-me a atenção, a senhora porque pareceu-me uma versão zen d'"a amiga Olga" (Cardoso) e o rapaz porque tinha uma t-shirt curiosa, criativa. Foi entrando um concorrente de cada vez e foi-lhes dito, tudo o aquilo que os fotógrafos foram desabafando ao longo das sessões. Logo, não havendo novidades, a quem correu pior a prova, foi eliminado do concurso. Curiosamente foi o que sucedeu a dois dos jovens que tinha achado que o resultado final tinha sido longamente superado e apresentaram fotos magníficas: o rapaz que não conseguiu fazer um ar "de macho-latino", que, no entanto, a nível de masculinidade (e naturalidade) teria tanto para ensinar aos que permaneceram em concurso e a rapariga "inexpressiva", que me surpreendeu... Pelo seu olhar profundo e porque é dona de umas belíssimas e longas pernas que nunca tremem sobre saltos altos (portanto, a léguas de outras finalistas que nem dois segundos aguentam sobre saltos).
Enfim, acho que todos aprenderam mais qualquer coisa. Até eu. Aprendi que, segundo estes critérios de avaliação, não percebo patavina do assunto e que devia arranjar algo mais interessante para fazer ao domingo à noite.

quinta-feira, agosto 19, 2010

Nunca uma investigação de paternidade rendeu tanto em Portugal

O grupo de música popular portuguesa Chave d'Ouro acaba de ascender ao primeiro lugar do top de álbuns mais vendidos em Portugal, destronando assim The Suburbs , dos Arcade Fire . Conhecidos pelo êxito dos bailaricos de verão "O Pai da Criança (Quem Será?)" , os Chave d'Ouro já venderam 10 mil cópias (o correspondente a Disco de Ouro) do seu primeiro álbum, editado em 2009 e reeditado este ano com um novo tema, " A Mãe da Criança (Quem Será?)" , revela o Diário de Notícias. @ Blitz

10+1 cenas que nunca vou conseguir entender:


1 - Esse “jornalismo” que a SIC ocupa os últimos minutos dos seus principais noticiários, qualquer coisa entitulada “O melhor e o pior do Verão”(?);
2 – As funções de um Polícia Municipal;
3 – O acordo ortográfico, de fato;

4 – O rabo da Catarina Furtado no anúncio da CGD;
5 – Como é que, em 1971, o Elton John conseguiu entrar em Portugal para ir actuar no 1º festival de Vilar de Mouros, quando logo “desde o começo causou má impressão, com os seus modos soberbos e as suas exigências: carro de luxo para as deslocações, quartos de luxo para os acompanhantes e guarda-costas, etc.” – é o que consta do extenso relatório da PIDE sobre o festival;
6 – Enchentes de Agosto em tudo o que é praia... Os campos e as montanhas estão todos a arder, não é considerada uma argumentação válida;
7 – Conseguir ler uma crónica do Pedro Paixão inteira sem tomar previamente duas pastilhas para o enjoo;
8 – O fim dos chumbos nas escolas;
9 – A genialidade supra-suma dos The National;
10 – A franja da Constança Cunha e Sá;
E, obviamente, o LOST!

Isto é para me convencer que tenho andado a perder uma grande série?

really?!

terça-feira, agosto 17, 2010

Uma mãos-largas

Gratuito, não digo, mas se aplicassem preços especiais de viagens para as ilhas, não fariam nada que no nosso país vizinho já não faz há anos!

Não diria que é um cartaz Pessimus, mas que é assim para o Limitadus, lá isso é

Nos antípodas daquilo que nos fazem crer como sendo "a referência na área da música electrónica" (Soulwax? E haverá algum festival de música em Portugal em que os 2 Many DJ's não passem discos?) há, por exemplo, esta mixtape, que não é mais que uma selecção cronológica musical demonstrativa de que essa evolução da música electrónica deve-se muito pouco ao electro-house. Do 2-step garage ao Minimal, passando obviamente pelo Dubstep, há todo um vasto mundo por descobrir e apostar, senhores organizadores de festivais de "música electrónica de referência".

'tá armado em esquisito, o outro!

domingo, agosto 15, 2010

Um balde de água fria

Atrai-nos com os primeiros episódios das melhores séries (Mad Men, 30 Rock, Curb Your Enthusiasm ou as mais ou menos fieis Weeds e Dexter) depois vai continuando a seduzir-nos até ao fim da primeira época. A segunda temporada é a concretização de todo o entusiasmo com uma infinita tesão até ao seu último episódio. Até que chega o momento em que as substitui pela Supernatural, a Chuck ou a Bones e é sempre a descer!
No dia em que precisar de um bom exemplo para um anticlímax não me esquecerei de uma certa programação da RTP2.

quinta-feira, agosto 12, 2010

Culpem a mãezinha!

Já não há mês de Agosto sem um incêndio em Belas (Sintra). Costuma ser entre os dias 21 e 23, mas desta vez antecipou-se, aproveitando a onda de calor... Falo da "mãe-natureza", claro, essa oportunista e corrupta. Dizem as más línguas que estabeleceu uma forte aliança de interesses com os responsáveis pela limpeza das matas e florestas e que tem no seu círculo de amantes: vários madeireiros, empresários de grandes empreendimentos e de construtoras.
Diz-se também por aí que essa "senhora" não é modesta a pedir presentes a quem cai nas suas graças. Entre outras oportunidades, fez-se proprietária de uma bela moradia no condomínio privado "Marina do Guincho" (também chamado "Malveira-Guincho"), construído em pleno parque natural Sintra-Cascais alguns anos depois de vários incêndios terem ocorrido na zona. Ah, malvada sejas, que já te cansaste das vistas sobre o Guincho!

quarta-feira, agosto 11, 2010

Vai ser encantador (filhadaputa da loucura)

Não deixa de ser interessante a forma como este grupo denomina os seus ciclomotores de 4 rodas: "Papa-Reformas" mas entre parênteses. Vá lá, não foi "Mata-Velhos" com um ponto de exclamação por pouco. Também convém relembrar outra das finalidades de uma concentração (um passeio, claro, mais uma vez apresentado também entre parênteses), não vá as pessoas ficarem baralhadas e pensarem que não há mais nada para além do almoço e da tixchrt.

terça-feira, agosto 10, 2010

Vestir de preconceitos

O que dizer de um senhor que - numa praia de tradição e prática naturista - acha uma provocação as pessoas irem nuas para a iágua?
A tacanhice explica que Portugal, com esta costa imensa, só tenha seis praias naturistas oficiais, segundo a respectiva Federação, todas elas localizadas na região sul. Mas não explicará certamente tudo.
Do outro lado da barricada, há a legitimidade em denunciar certos excessos. Só perdem a razão quando generalizam, é que meter tudo no mesmo saco dá muito jeito quando a intenção não é outra senão mandar pauladas a quem pense de maneira diferente.
A solução para este impasse não foge muito do habitual: mais bom senso para as partes directamente envolvidas e punho firme para o poder local. Isto para evitar que as coisas tomem proporções mais grandes, senão terei que me chatear um bocadinho, ok?

segunda-feira, agosto 09, 2010

O melhor concelho precisa de um bom conselho


O concelho de Oeiras depois de ter sido eleito o "Melhor concelho para estudar", o "Melhor Concelho para trabalhar", o "Município de excelência", entre outros prestigiados galardões, aparece agora no 2º lugar da lista dos concelhos com maior poder de compra de Portugal, segundo um estudo do INE. Ninguém fica surpreendido com o feito, tendo em conta que a partir de finais dos anos oitenta, Oeiras constituiu-se como pólo económico autónomo na Área Metropolitana de Lisboa, apostando no desenvolvimento de actividades terciárias ligadas à Ciência e Investigação e às Tecnologias de Informação e Comunicação, diz o Wikipédia. Eu confirmo e acrescento que este crescimento do número de aglomerados empresariais tem uma relação directa com o aumento da migração dos seus trabalhadores para as zonas de proximidade com o local de trabalho - segundo também o INE (dados de 2009), Oeiras já ocupa o 5º lugar da lista de concelhos portugueses com maior densidade populacional.
A questão que me parece pertinente é saber se este "Silicon Valley 'tuga" terá infraestruturas suficientes para suportar o dinamismo que um tecido empresarial deste calibre exige? Ou melhor, é importante que se diga que há aqui, de facto, várias multinacionais e grandes empresas nacionais que pagam acima da média, mas também era bom que se explicasse, a quem desconhece, que seus respectivos trabalhadores, clientes e fornecedores, para aceder às suas instalações, podem demorar um certo tempo (também) acima da média.
Este estudo aparece numa altura do ano em metade desta gente estará de férias e, quem por aqui passa hoje, não fica com a ínfima ideia do inferno que são os congestionamentos todas as manhãs e finais de tarde na "famosa" A5, nas rotundas junto aos principais parques, em Oeiras / Porto Salvo (Tagus, Lagoas e Quinta da Fonte) e Linda-a-velha (Arquiparques I e II, Duo Miraflores Premium, Edifício Monsanto), na Avenida do Forte e Outurela em Carnaxide (Parque Suécia, Holanda e Neopark), etc. A juntar a isto, também não é demais relembrar que Oeiras serve de "ponte" de acesso a um dos outros povoados concelhos do distrito de Lisboa: Cascais, e de "muleta" a parte do superpovoado concelho de Sintra, ou não fosse o tormento da A5 a tal pseudo-alternativa ao suplício do IC19.
Enfim, no dia em que Oeiras ganhar o prémio do "Melhor concelho para estudar, trabalhar… e deslocar", serei a primeiro cidadão morador deste concelho a recomendá-lo.

sexta-feira, agosto 06, 2010

quarta-feira, agosto 04, 2010

Eu e o meu casaco vs. o resto do mundo

Vamos sair daqui (e voltar aos noventas e poucos)



Há mais que nunca - é o quinto disco de originais dos Les Savy Fav - por aqui óbvias influências de bandas de culto do rock alternativo do início da década de 90. Por falar nessa. Os Pixies, que sempre foram mestres a construir canções que, simultaneamente, conseguem ser extremamente melódicas e abrasivas, deixam sob uma banda de art-punk o seu melhor legado. Qualquer coisa menos "Bossanova" e mais "Trompe le monde", talvez.

sexta-feira, julho 30, 2010

quinta-feira, julho 29, 2010

Crónica da 23ª Pescaria à Portuguesa da Revista Fuças

Coube a Joãozinho Bettencourt de Sol a melhor pesca da noite, apesar de ter por diante a mais temida corvina brava que o conceituado Cardume do Vale das Tulipas teve a honra de apresentar. O pescador teve uma pescaria muito esforçada que só não foi melhor por culpa do peixe, que logo à terceira investida revelou indícios de desorientação. Joãozinho começou com as 3 farpas compridas da praxe, para depois cravar 5 curtas com boa preparação, no peculiar estilo clássico, entusiasmando um público que encheu o Tanque do Oceanário de Lisboa. Entre alguns apeixanados famosos, constavam: Nuno da Câmara Pereira, Isabel Angelino e Cinha Jardim, que por escassos centímetros não foi atingida por uma das galochas que Joãozinho arremessou durante a sua volta de homenagem.
A jogar em casa estavam os rapazes do Grupo de Camaroeiros Amadores de Moscavide, que tiveram uma noite menos boa. Começou com o jovem Francisco Nettto, que citou bonito, mas sem mandar na investida, deixou escapar toda a pescaria apanhando somente um fruto do mar que se encontrava a boiar por erro técnico da organização. Voltou com valentia mas ao ser enganado pelo ziguezague de um carapau enraivecido, desequilibrou-se e acabou por cair do topo do tanque. Depois desta lamentável prestação, recusou a voltar, recolhendo à enfermaria. A noite prosseguiu sempre animada pela Banda de Pífaros de Aveiras de Cima.
Verdade seja dita, a tradição voltou a brilhar no Oceanário e Portugal deve-se sentir orgulhoso por querer preservar a corvina brava (e outras espécies selvagens), que necessitam de uma farpada de vez em quando para se sentirem mais vivas e apuradas que nunca.

terça-feira, julho 27, 2010

Com três letrinhas apenas

CARIBOU - Sun from Caribou on Vimeo.

Realidades paralelas

Duas jovens escapam do seu círculo de amigos e refugiam-se na casa de banho. Lá fora, o som debitado pelas colunas tornava o diálogo impossível. Cada uma, junto do seu lavatório, fala indirectamente com a imagem da outra reflectida no espelho. Disparate em disparate, a que ria mais acaba por desabafar:
"Estive com o Daniel pela primeira vez. Ele é tão lindo... Pena que na cama aquela carinha não acompanhe o resto."
A outra não esperava que a frase da amiga terminasse daquela forma e por isso não consegue deixar de franzir a testa, até a amiga continuar:
"A pila dele é tão pequenina. Pequenina como uma lata de Pepsi!".

Ali mesmo ao lado, o espaço encontra-se bem mais movimentado com a entrada e saída constante de rapazes que não perdiam tempo com "conversas de lavatório" e dirigiam-se apressadamente aos urinóis e repartimentos vagos. Havia excepções: um rapaz falava descontraidamente com outro. "… Ela era toda jeitosa e a sua performance parecia estar de acordo com o seu corpo... Estava a ser mesmo espectacular, até eu ter entrado numa espécie de Túnel do Grilo...".

segunda-feira, julho 26, 2010

Gloriosas dores de crescimento



“Os Subúrbios” são um local onde, por regra, vive-se parcialmente, momentaneamente ou em transição para outro local (não necessariamente melhor). “Os Subúrbios” também são uma fase da nossa vida. Momentos de indecisão, problemas de identidade, muitas emoções, confusões passageiras e uma escola da/para’ vida. Como alguém já escreveu sobre o disco em causa: “glorious growing pains”. Quem conseguiria, melhor que os Arcade Fire, traduzir esses sentimentos em palavras?


The summer that I broke my arm
I waited for your letter
I have no feeling for you now
Now that I know you better

Feel like I been living in
A city with no children in it
A garden left for ruin
By your millionaire inside of a private prison

When you're hiding underground
The rain can't get you wet
Do you think your righteousness can pay the interest in your debt?
I have my doubts about it

'City With No Children'

In the suburbs I, I learned to drive
And you told me we’d never survive
Grab your mother’s keys we’re leavin’

I just can’t understand,
How I want a daughter while I’m still young?
I want to hold her hand, show her some beauty
Before this damage is done, but if it’s too much to ask
If it’s too much to ask, Send me a son
‘The Suburbs’

Now you're knocking on my door
Sayin' please come out with us tonight
But I would rather be alone
Than pretend to feel alright
'Ready To Start'

Some people say we've already lost
But they're afraid to pay the cost
For what we've lost.
'Half Light II (No Celebration)'

Here
In my place and time
And here in my own skin
I can finally begin
Let the century pass me by
Standing under a night sky
Tomorrow means nothing

'Deep Blue'

I used to write
I used to write letters
I used to sign my name
I used to sleep at night
Before the flashing lights settled deep in my brain
By the time we met the times had already changed
So I never wrote a letter
I never took my true heart I never wrote it down
So when the lights cut out
I was lost standing in the wilderness downtown
'We Used To Wait'

If I could have it back
All the time that we wasted
I'd only waste it again
'The Suburbs (Continued)'

quinta-feira, julho 22, 2010

À família convencional

Uma família convencional é aquela em que os pais deixam os seus filhos ir, sem aviso prévio, para Espanha ou para França e que acham muito normal que o único sinal de vida, em dois anos, seja duas ou três SMS a sossegá-los com um: "Tá-se bem e podem mandar à vontadinha umas massas e umas comidas pelo meu amigo rei ghob que nos vai proteger a todos de um terramoto que pode destruir 76% da faixa costeira de Portugal Continental. E continuem a carregar-me o telemóvel para que eu vos possa continuar a responder, ok? Que ghob esteja convosco, amén."?

quarta-feira, julho 21, 2010

To the unconventional family!


Este filme tem tudo para ser jeitoso. Tudo.
Já estreou nos EUA. Por cá, só lá para Novembro - no cenário mais optimista – o que dá tempo mais que suficiente para a Plataforma da Cidadania, do Casamento, do Bacalhau na Ceia de Natal, dos Passeios no Colombo ao Domingo e da Panela de Pressão organizar cinco manifestações na Av. da Liberdade e dez abaixo-assinados contra a estreia do filme.

Combate de DJing do ano: Scratch Teixeira Lopes vs. Strecht Ribeiro

segunda-feira, julho 19, 2010

Um sonho no Meco

Beach House, 16 de Junho de 2010, Festival Super Bock Super Rock @ Meco

Stand beside it, we can't hide the way it makes us glow
It's no good unless it grows, feel this burning love of mine
Deep inside the ever-spinning, tell me does it feel
It's no good unless it's real, hill sides burning
Wild-eyed turning till we're running from it
I'd take care of you if you'd ask me to
In a year or two
You say swimming in the lake we'll come across a snake
It is real and then it's fake, feel it's heartbeat
Feel what you heat, far so fast it feels too late
I'd take care of you if you'd ask me to
In a year or two
I'll take care of you, take care of you, that's true...


Take Care


Ouvir várias canções do disco "Teen Dream" ao mesmo tempo que o sol se ia refugiando no horizonte, para lá do Palco (EDP) e da herdade onde ele estava instalado, foi um momento mágico partilhado por uma assistência semi-encantada. Valeu cada miligrama de pó snifado involuntariamente, este, entre outros (demasiados para enumerar) momentos memoráveis.
A organização do festival está de parabéns. Mesmo consciente das condições do espaço em causa, deseja-se melhorias para futuras edições. Sobretudo a nível de condições de campismo e acessibilidades - consta que a noite passada foi um pesadelo. Curiosamente, quando praticamente tudo começou com um sonho de adolescente...

domingo, julho 18, 2010

Uma escola de alcoviteiros(as)

O jornalismo impreciso e tendencioso que começou a reinar para os lados do Público há cerca de dez anos atrás, quando – olha, um exemplo - Inês Serra Lopes publicou várias notícias/ reportagens que alertavam para uma vaga de prostituição masculina no Estádio Nacional e só descansou no dia em que um “popular” ministro da altura mandou fechar o local, revela agora óbvia descendência no i.
Interpretar situações com base nas ideias preconcebidas de quem as denúncia (ou do próprio jornalista, pois repare-se no tipo de questionário dessa peça), sem qualquer investigação de base mais aprofundada não é jornalismo, é mexerico. E enquanto estes jornalistas continuarem a deduzir que os homens só se envolvem ocasionalmente com outros homens por interesses financeiros, nunca deixaremos de estar perante uma escola de alcoviteiros(as).

sábado, julho 17, 2010