sábado, dezembro 25, 2010

O melhor do pop/rock de 2010 que os críticos não quiseram saber

O cúmulo da indiezice em 2010 é meter produtores de hip-hop da moda no topo de tabelas de fim de ano. Não quer isto dizer que a música que Kanye West seja menos interessante que a dos Arcade Fire, só que quem conhece a discografia de KW sabe que ele este ano limitou-se a fazer mais um disco ao seu nível. Nada de extraordinariamente inovador, muito menos a obra-prima que lhe pintam.
O facto revelante nesta história é que, enquanto os especialistas dos templos indie (Pitchforkmedia & Ca.) andavam obcecados com o endeusamento do novo messias do hip hop, a cena indie crescia mais que nunca. E não me refiro (só) a Deerhunter.

1.Light Asylum


2.Future Islands


3.Minks


4.Wolf Parade


5.The Bridgeheads


6.The Flashbulb


7.Twin Shadow


8.Warpaint


9.Weekend


10.Gayngs

terça-feira, dezembro 21, 2010

Estou tão lá... Em pesadelos!

Isto passou-se numa recente campanha (de devolução do valor do IVA) na loja Media Markt de Alfragide, que abriu, extraordinariamente, da meia-noite às três da matina:

Agora diz que a de Sintra já anunciou que vai estar aberta toda a noite de dia 23 (para 24, do presente mês). Tem todas as compras de natal para fazer e não se quer meter em confusões (diurnas)? Depois de uma noitada na discoteca, o que lhe apetece mesmo é comparar preços de LCDs?
Quem é amiga, quem é?

domingo, dezembro 19, 2010

sábado, dezembro 18, 2010

quinta-feira, dezembro 16, 2010

terça-feira, dezembro 14, 2010

i, um jornal com menos letras (e mais acção)

Pela fotografia que associaram à notícia, deduzo que haja um erro no seu título: falta um "h", depois do "p", na palavra "podem".

quarta-feira, dezembro 08, 2010

I'm daydreaming



And oh if you knew what it meant to me,
Where the air was so clear,
Oh if you knew what it meant to me,
Anywhere but here.

terça-feira, dezembro 07, 2010

domingo, dezembro 05, 2010

Lado Bosta


Ontem adormeci poucos minutos depois de ver o Lado B. No meu sonho apareceu um padre que gosta mais de mediatização que hóstias e que afirma que os homens completos, como ele, só se podem atrair por mulheres. E não é preciso ser padre para sentir uma grande tesão - foi a parte húmida do sonho - por uma actriz emergente de telenovelas, de telefilmes e de anúncios para champôs, que se fez acompanhar por um chihuahua, da família do da Paris Hilton. Quem pretende ir a Paris, de costas (mas cuidadinho para não ser despromovido da condição masculina pelo senhor prior), é um Homem-Estátua vestido de Camões, que adora sexo tântrico e de bacalhau com batatas. A parte mais agitada do sonho ocorre com o aparecimento de um pombo que solta uma enorme bosta sobre aquelas três interessantíssimas personagens. Foi pena, pois perderam uma boa demonstração de breakdance que surgiu logo de seguida.

Obrigado, Bruno Nogueira, por tornares os meus sonhos tão anti-sorumbáticos.

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Um já está

Depois deste, para quando a nacionalidade inglesa de Zezé Camarinha pelas suas "intensas e profundas relações com Inglaterra"?

Estudo EMIS - 1as. conclusões

O primeiro relatório sobre o estudo EMIS está aqui e apresenta alguns resultados interessantes. Um deles prende-se com a possível relação directa entre a % de homens que assumiram a sua homossexualidade (usou-se a pirosa e habitual tradução directa americanizada: "fora do armário") perante a sociedade e o grau de satisfação com a sua vida sexual. Por aqui, destaca-se a Holanda onde, segundo este inquérito, há 81% de gays (assumidos) e 69,2% de homens realizados sexualmente. Por outro lado, na Bósnia e na Macedónia, só, respectivamente, 7,4% e 13,6% dos homens é que assumem publicamente a sua homossexualidade e nenhum destes países atinge os 50% de inquiridos, no que toca à questão da felicidade na sua vida sexual.
Portugal, caso singular, não ultrapassa os 38,4% de homens que assumiram a sua atracção por outros homens, mas onde há 65,9% de homens satisfeitos com a sua vida sexual. E, partindo deste resultado, algumas outras questões se levantariam...

quarta-feira, dezembro 01, 2010

No hard feelings, just hard times



Emile Griffith é um famoso pugilista (sobretudo na década de 60), ex-campeão do mundo, que em 18 anos de carreira profissional, ganhou 85 - 25 por KO - dos seus 112 combates. Uma dessas vitórias ficou marcada no seu currículo por uma razão que jamais esquecerá.
Emile é homossexual e segundo os relatos da altura, Benny "Kid" Paret, o seu adversário desse fatídico dia, ter-lhe-á chamado "maricon". No assalto final/fatal, Emile perde o controlo e desfere consecutivos golpes a Peret, ao ponto deste ficar em coma. Passados alguns dias, Peret morre e tal acontecimento assombrará para sempre a vida deste campeão.
"Ring of Fire" retrata a história deste grande pugilista. Mas este documentário vale sobretudo pela sua reconciliação com o passado e que atinge o seu momento mais alto, já nos últimos minutos, com o emocionante encontro entre Griffith e o filho de Paret. A tragédia invadiu a vida destes dois homens, mas este magnífico momento demonstra como ambos souberam gerir com dignidade as suas mais profundas angústias.

(É uma pena que documentários deste calibre, sabe-se lá porquê, não passem nas salas de cinema portuguesas. Felizmente há alternativas. Ilegais, dizem eles.)

sábado, novembro 27, 2010

Até parece que foi de propósito, não foi?


Através de um reality show, um canal de televisão português mostrou no Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres como, numa relação tempestuosa, o álcool é só o rastilho que provoca a violência. A pólvora chama-se insegurança.
Mesmo que constinuasse a ser (como foi aliás) provocado pelos responsáveis do programa, o resultado, se fosse encenado, não sairia tão perfeito.

Logorama





Um dos autores desta interessante "curta animada", que ganhou este ano o Oscar nessa categoria, expliccou-a através destas palavras: logotypes are used to describe an alarming universe (similar to the one that we are living in) with all the graphic signs that accompany us everyday in our lives. This over-organized universe is violently transformed by the cataclysm becoming fantastic and absurd; it shows the victory of the creative against the rational, where nature and human fantasy triumph.