domingo, fevereiro 20, 2011

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

terça-feira, fevereiro 15, 2011

PAN (Partido pelos Animais e pela Natureza)

Faço minhas, as palavras de Pedro Costa:

... o PAN, quer as questões que aborda, quer o seu âmbito de actuação são bem diferentes de todos os restantes restantes partidos políticos. Felizmente!Se formos aos seus estatutos podemos perceber a natureza deste novo partido. Particularmente através dos artigos 3, 4 e 5.
O PAN acredita numa visão integrada entre Homem, Natureza e Animais.
Defende que o Homem ao respeitar o animal e a natureza está igualmente a respeitar-se.
Defende o diálogo intercultural, a não exploração do Homem pelo Homem e o equilíbrio ecológico através do qual o Homem, Natureza e Animais se harmonizam e auto-sustentam.
Acredita e defende - tal como eu - na senciência do animal e luta pelos seus direitos e interesses.

O PAN é aquele partido que pode atrair para si todos os votos de descrença e descontentamento na política clássica. Aqueles votos que são anti-sistema. Como por exemplo os que votaram Nobre ou José Manuel Coelho nas recentes eleições presidenciais.
E pode ser a motivação que os abstencionistas precisavam para o deixarem de ser.


E acrescento dizendo que o congénero deste partido na Holanda tem mantido duas deputadas no parlamento (mais um no senado), desde 2006 e parece que tem feito bom trabalho em prol da causa animal.
Por cá, já temos um bom historial de partidos que defendem muito bem as causas de certos "animais", sobretudo se pertencerem à família ou ao círculo de amizades - pior fica o resto, os "rafeiros" que não fazem parte dessa "arca de noé" dos "boys for the jobs". O resultado desta já centenária simbiose humana está à vista de todos, portanto não vou deixar de rir pelo celeuma (tão tipicamente português) que um partido que protege os "outros" animais possa causar.
Já sei: estão com receio de que o PAN, quando chegar ao governo, desvie uns 5 mil milhões de euros do orçamento do estado para a União Zoófila (que está às portas da falência), não é? Ou será que o mais certinho é chegando ao poleiro, comecem a criar delegações e subdelegações da Quercus ou do "Refúgio das Patinhas" e distribuam os respectivos lugares de chefia pelos ex-membros do partido?
De facto, é preciso ter muito cuidado com as ambições desta malta que não sabe apreciar um bom bife do lombo e touradas!

Para saber mais, é só passar por aqui.

Esta é a típica reacção à música techno: inconscientemente entra-se no ritmo, para logo depois deitar abaixo

Também há aqueles que só estão lá a assistir, de passagem, que é como quem diz: para ver se sacam umas gatas.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Há sempre pessoas cinefilamente masoquistas



Dá sempre a vontade de perguntar: as pessoas não sabem ao que vão? É que não há resumo/sinopse/crítica de "127 Horas" onde não se fale de uma amputação de um braço!

Se tivesse igualmente no circuito comercial, já estou a imaginar a quantidade de mortes súbitas que, por exemplo, este filme provocaria:


Este "A Serbian Film" é excelente. Parte de um argumento um pouco básico: um pai de família, ex-porno star, que aceita entrar num novo filme, que também é um projecto misterioso, liderado por um realizador... Digamos, muito excêntrico. O filme vai transformando-se em algo mais complexo e acaba por ser uma metáfora de um país (Sérvia) muito traumatizado pelo seu passado. Tudo isto sempre acompanhado por uma fotografia e interpretações soberbas.
E agora a pergunta difícil: recomendo-o? Face ao que digo antes, tudo indicaria que sim. Mas é justamente o contrário. Este filme também revela, sem rodeios e sem censura, o lado mais perverso e sombrio do ser humano. Se são de alguma forma susceptíveis nem digo: não o vejam, digo: fujam dele! Tem imagens que eu jamais julgava ver em cinema. Tem imagens que eu jamais julgava ver, e, sinceramente, até preferia não ter visto.

É isto. Se o "127 Horas" é chocante, o "A Serbian Film" é mortal. Depois não digam que ninguém vos avisou.
PS - Faltou dizer que, ao contrário do negríssimo "Srpski Film", este "127 Horas" é muito recomendável. Há a tal cena violenta, mas logo no momento seguinte há uma expressão apaziguadora de James Franco que é imperdível - aliás como todos os restantes 90 minutos. Sempre pode-se fechar os olhos ou olhar para o lado durante dois minutos. Portanto, façam lá um quinto do esforço que fizeram para conseguir ver aquela enésima versão do "SAW" e pode ser que até sejam bem recompensados.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Andamos muito satisfeitas. E a tua Pfizer também.

Em época de crise os problemas parecem ainda não ter chegado debaixo dos lençóis nacionais. Quem o diz são as mulheres portuguesas, que num estudo sobre a satisfação sexual das europeias revelaram ser as mais satisfeitas com a sua atividade sexual.
No estudo "O que querem as mulheres?", levado a cabo pela consultora Strategy One e apoiado pela Pfizer , 88% das portuguesas confessaram-se realizadas sexualmente, sendo seguidas por 75% das espanholas e 74% das austríacas.(...)


Depois vem as explicações de Júlio Machado Vaz e não resisto completar uma delas:
"As portuguesas estão mais exigentes com a sua vida erótica e eles andam literalmente com credo na boca" e à Pfizer interessa-lhe que eles substituem o credo por um comprimido azul - que coincidência! - que essa farmacêutica vende e que costuma ser muito eficaz em certas situações "insatisfatórias". Agora a sério, ainda há alguém que acredita na imparcialidade destes estudos?

Um dia os impostos salvarão vidas

Sobre o caso da senhora que morreu em sua casa e só foi encontrada nove anos depois, destaco, para além da incompetência da GNR que só arromba uma porta quando "cheira mal", isto:

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Aprovado com distinção e louvor

Logo na primeira experiência a fórmula tinha resultado na perfeição:


Pois este novo EP da Beth Ditto, com a produção dos Simian Mobile Disco, mais que não é do que a confirmação. Ou a evidência.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Deixem a Inglaterra abanar...



... e descubram uma Polly Jane Harvey renovada.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Este programador da SIC dava um bom case study

A SIC aproveitou uma reportagem francesa sobre uma emboscada de 1969, em plena Guerra Colonial (que andou a circular pela internet há poucas semanas atrás), juntou os comentários de ex-combatentes e fez render "um peixe" de 15 minutos, por outro tanto. As imagens, anunciadas como inéditas, revelam a parte mais cruel da guerra, com soldados que tinham acabado de perder os membros, num sofrimento inexplicável, com os seus gritos de dor arrepiantes como uma prova bem audível.
Tudo isto passou poucos minutos depois das nove da noite. Este facto poderá até não surpreender o "telespectador menos susceptível", já que o noticiário (da SIC ou de qualquer outro canal português) acaba por mostrar, habitualmente, imagens quase tão violentas - o que, neste caso, fez dele um preparativo para o que vinha a seguir. Mas aposto que esse "telespectador menos sensível", que já esfregava as mãos para um serão ultra chacinante, esperava tudo menos que lá para as duas da manhã aquele canal tivesse programado o filme "Spy Kids 2".

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

:D

Sooo true.

Os Cut Copy fizeram Paste e resultou!


Fica o aviso: este Zonoscope (é mais do mesmo mas) cresce com o número de audições. Até à faixa 5 (incluída) é sempre fabuloso, sendo "Take me over" uma das músicas mais imediatas e contagiosas do disco - logo, como single é uma aposta claramente vencedora. Depois decresce um pouco o nível (até à faixa 9), mas acaba com um momento épico em forma de música com mais de 15 minutos, que faz (subitamente) lembrar que já passamos por momentos assim ao som dos LCD Soundsystem. O que é tudo, menos mau!

sábado, janeiro 29, 2011

O aprendiz e os seus mestres

Falemos de street art, não de pseudo-graffitis nem de rabiscos nonsense que alguns imberbes deixam por tudo o que é parede das nossas cidades. Não, falemos da verdadeira "arte de rua" bem pensada e bem produzida, ao ponto de ser socialmente perturbadora, politicamente incorrecta.




"Exit Through the Gift Shop" comecou por ser um documentário sobre um francês excêntrico (Thierry Guetta) obcecado por tudo o que podia filmar com a sua handycam - tinha uma especial predilecção por artistas de rua - e acabou por ser uma saborosa comédia sobre um francês excêntrico que é um autêntico falhanço enquanto realizador de documentários, mas é um potencial vencedor enquanto artista. Parece que aprendeu com os melhores que foi acompanhando nas ruas, de Space Invader ao próprio Banksy. E, este (Banksy), o realizador deste documentário, é definitivamente um dos melhores. Lembram-se daquela recente e polémica sequência de abertura dos Simpsons? E não só...


Há muitas reticências quanto à presença de Banksy, no dia 27 de Fevereiro, no Kodak Theatre para receber o "seu" Óscar, pois ele sempre preferiu conservar o anonimato... Até porque também há sérias hipóteses desse prémio escapar para as mãos de Charles Ferguson (Inside Job - A Verdade da Crise). E ninguém gosta de morrer na praia.

quinta-feira, janeiro 27, 2011

As nossas crianças não devem tomar conhecimento da realidade através de capas de revistas. Bom, se for umas maluquices da Britney já podem!

A cadeia de lojas americanas Harp decidiu censurar a capa da última edição da US Weekly, onde aparece Elton John, o esposo e o novo membro da família.



Já que se fala em US Weekly, consta que esta edição também vendeu muito, também tem um bébé e não necessitou de "escudo protector à prova de criancinhas":



Qual das duas realidades é mais chocante afinal?

quarta-feira, janeiro 26, 2011

"Tenho uma vida profissional tão ocupada que não me sobra tempo para criar duas contas de anúncios"




Para os eventuais interessados (ou diria, interessadas) informo que os anúncios do Leandro continuam activos. Parece que uma compra de mestrado e um desejo de "fujir à rotina" não são coisas para se resolver a curto prazo.