sexta-feira, setembro 23, 2011

You can't blame the mind for dreamin' like it does



There's no vow to make you honest
There's no confession that will make you pure
Can't blame the mind for searchin' for the cure

sábado, setembro 17, 2011

Oh. É o Banksy (que contrariando os hábitos dos seus conterrâneos, fugiu do Algarve e escolheu a zona centro do nosso país para fazer férias)!


Pinturas-mistério intrigam habitantes de Leiria

Pelo material utilizado e o próprio resultado final, nota-se que há, pelo menos, fortes influências dele. E ainda bem. Qualquer coisinha mais elaborada que os habituais rabiscos nonsense que crescem diariamente nas paredes das nossas cidades, é sempre bem-vinda.

sexta-feira, setembro 16, 2011

Eu sobrevivi ao SNS! (II)

Actualizando esta aventura, entretanto, recebi uma resposta do ACES – Agrupamento Centros de Saúde Grande Lisboa III, a que o URAP, Centro de Oftalmologia de Lisboa, pertence - à minha exposição e fui à consulta marcada, no passado dia 13 (e não no dia 20, como tinha mencionado antes).

Na carta recebida, a Directora do ACES tenta justificar a demora com a recente entrada em funcionamento do novo software de gestão de doentes (com o curioso nome: “Sonho”) e a ausência do Dr. Henrique Bonhorst, com a sua “doença súbita”, que terá sido comunicada ao Centro Oftalmológico “nessa manhã” – teria sido interessante especificar a hora, pois a minha mãe só foi informada perto da uma hora da tarde.

Chegou o dia da nova consulta. Desta vez fizemos questão de ir bem mais cedo, conseguindo a proeza de termos recebido uma das dez primeiras senhas. No entanto, o suplício que se seguiu foi muito semelhante ao da minha anterior visita.

Passavam alguns minutos das nove horas, tínhamos passado a fase de selecção do 5º piso sem grandes problemas e já estávamos no 7º a aguardar consulta. Uma das funcionárias que nos atendeu da outra vez (naquele piso), que neste dia andava numa correria de andar em andar sem muito bem se entender com que propósito, dirigiu-se à minha mãe e pediu-lhe o cartão de consultas, fazendo-lhe uma série de perguntas (se já tinha a operação (?) marcada, qual era o seu centro de saúde,... e uma das melhores: quem é que tinha marcado aquela consulta - curiosamente tinha sido ela). Passaram mais de 45 minutos e a minha mãe, vendo outros pacientes a serem chamados para a respectiva consulta, já mostrava alguns sinais de impaciência. E eu, temendo o pior, dirigi-me à funcionária (fixa) do andar e perguntei-lhe se havia alguma razão para o atraso da consulta e a (razão) que levou a sua colega solicitar o cartão à minha mãe. Aquela ficou sem respostas mas ao perceber de que médico se tratava, pediu-nos para que nos acompanhasse. Entramos numa pequena sala, onde não estava muito mais que um armário metálico, de onde retirou uma agenda. Disse-nos: “... É que o Dr. Henrique ligou a dizer que não pode vir... Ligou mesmo há pouco... Por isso vamos ter escolher outra data”. Eu fiquei estupefacto, mas estranhamente sereno e deixei-lhe continuar com todos os procedimentos normais de marcação de uma nova consulta – tudo isto, relembro, numa sala à parte, longe dos ouvidos e olhares dos outros pacientes. O acto de entrega de um novo cartão de consultas fez-me despertar para a realidade e questionei-lhe: “O livro de reclamações ainda se encontra no oitavo piso?” Ela confirmou. ’“E o outro cartão... E a sua colega, onde estão?” Pediu-me para perguntar por ambos no piso inicial (quinto).

Lá fomos. Já no piso em que tudo e mais alguma coisa acontece, onde ainda estavam alguns pacientes a aguardar despacho, quando uma das senhoras se preparava para proclamar a sua tirada habitual do “em frente deste balcão só quero pessoas com o número de senha pedida!”, chegou a minha vez de subir o tom de voz e reclamar a situação que estava a viver. Foi remédio santo, obtive toda a atenção de ambas as funcionárias (e não só): enquanto uma já se preparava para encontrar, para o próprio dia, um médico substituto; a outra foi logo à procura da colega que tinha escapado com o cartão (encontrou-a, mas ninguém, inclusive a própria, que é senhora de poucas palavras, foi-me capaz de explicar o que tinha andado a fazer, durante quase duas horas com um cartão de consultas).

Quando parecia já tudo estar a entrar dentro dos eixos, surge o imprevisto do dia: ninguém consegue encontrar o processo da minha mãe para passar ao novo médico, onde se inclui o exame feito há muitos meses atrás (o tal que está para ser visto pelo médico desde Junho - data da primeira consulta em que ele também não compareceu). Ambas as funcionárias do quinto piso lamentam, e até incentivam-me para que proceda com outra reclamação (consta que os processos clínicos não faz parte das suas responsabilidades). Não é que desta vez fiz-lhes a vontade? Subi logo para o oitavo andar. E, nesta reclamação, por outras palavras e de uma forma mais detalhada, deixei escrita a grande questão: de que lhes serve um novo sistema informático que é um “Sonho”, se continuam a ter funcionários que são um autêntico “Pesadelo”?

quinta-feira, setembro 15, 2011

Pelas Linhas da Nostalgia

Nos últimos 20 anos , Portugal perdeu 700 Kms de vias férreas, desactivadas em nome da boa gestão, do controlo do défice e dessa abstracção onde tudo cabe chamada progresso. À evidência, nem o país ficou mais rico, nem as populações mais bem servidas.



"Passeios a pé nas vias férreas abandonadas", o seu subtítulo diz tudo. Ou diria: dizia? Este belo livro foi lançado em 2008 (escrito durante os dois anos anteriores) e desde essa altura até hoje, a maioria dos trajectos propostos foram convertidos em ecopistas e/ou ciclovias - como acontece com a recentemente inaugurada (mega) ciclovia de mais de 70 Km(!) na linha do Dão. Fico feliz por saber que se está a dar alguma utilidade pública aqueles espaços, mas não se estará a perder a verdadeira essência do passeio pelas vias férreas e natureza envolvente?
Ainda assim as suas extraordinárias fotos e a sua muito acessível narrativa que vai descrevendo os percursos dos locais a passar, continuam, mesmo nos dias de hoje, a apelar para que se agarre na mochila e se vá passar uns dias fora.

Perdemos um guia turístico, ganhamos um registo histórico. Perdemos linhas de comboio, ganhamos a esperança no aperfeiçoamento de toda uma nova geração de ciclistas de longa distância. Diz que é o balanço do tal progresso.

sábado, setembro 10, 2011

Podia ser o novo anúncio da Pantene

... Mas é o novo single dos Alpines. Trazem-nos toda uma nova força (capilar?) à pop electrónica inglesa.


segunda-feira, setembro 05, 2011

Levar o caos para as ruas, mas no bom sentido

No mês passado as ruas de algumas cidades britânicas foram tomadas pelos “putos revoltosos“ com o intuito de “take stuff”. O novo documentário de Banksy foi concebido com um pressuposto inverso: invadir as ruas com o objectivo de “give something back”. O resultado final é muito mais interessante (e hilariante).

“The Antics Roadshow” passou na noite de 13 de Agosto, no Channel 4 e pode ser visto na integra aqui:

Channel4 - The Antics Roadshow [compiled by Banksy] from Christian Ziron on Vimeo.

sexta-feira, setembro 02, 2011

E il leone d'oro va al...

Esta semana começou um dos mais importantes festivais internacionais de cinema - o de Veneza - onde competem, para ganhar o famoso "leão de ouro", algumas das mais importantes referências do cinema contemporâneo. Abriu com o novo filme de George Clooney, mas a concorrência só fica feroz quando entra em jogo os novos filmes de David Cronenberg, Roman Polanski, Johnnie To, Abel Ferrara e Todd Solondz.
Mas as grandes surpresas podem aparecer de onde menos se espera. Eu, sem ter posto os olhos em qualquer um, aposto já em dois: "Alpeis" do grego Giorgos Lanthimos (se for tão bom como o "Canino"...) e o "Killer Joe" de William Friedkin (o veterano realizador dos clássicos "O Exorcista" e "Os Incorruptíveis Contra a Droga", entre outros).
A maioria dos trailers das longas metragens em competição podem ser vistos aqui. E podemos acompanhar algumas reacções, quase em directo, por alguns jornalistas que por lá andam nestes intensos dias - como acontece com o caso de Vasco Câmara, do Público.

quarta-feira, agosto 31, 2011

As pessoas quando perdem peso também perdem a honestidade?




Quando o caso Weiner ainda está bem presente na memória dos americanos, surge nos "tabloids" uma nova história com algumas semelhanças.

O senador de Porto Rico pelo New Progressive Party (de orientação republicana), Roberto Arango, é a mais recente vítima da exposição pública dos seus desejos mais recônditos. Nos últimos dias, mesmo antes de renunciar ao cargo, Arango, acabou por admitir que era mesmo ele que aparecia nas fotos que constam de um perfil de um site de “engate gay”.

Pode-se relembrar que ele votou a favor da “Resolution 99” (que bloqueava qualquer tentativa de legalizar o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, em Porto Rico), mas isso é insuficiente para definir a sua personalidade, é certo. Tal como o facto de ele ter sido vice-presidente da campanha, no seu estado, em 2004, que conduziu à reeleição de Bush (e Cheeney)...

Só com base no seu currículo podemos tirar conclusões precipitadas, mas a sua mais recente (e, diria, hilariante?) declaração deixa poucas margens para dúvidas...

"You know I've been losing weight. As I shed that weight, I've been taking pictures. I don't remember taking this particular picture but I'm not gonna say I didn't take it. I'd tell you if I remembered taking the picture but I don't."

domingo, agosto 28, 2011

Gabriel



(A melhor "costela" dos Hot Chip fez um hit de verão!)

quinta-feira, agosto 25, 2011

De facto, o que dizer de uma empresa que acha que os seus acionistas são tanto ou mais sensíveis à “arte fálica” do que aos seus resultados líquidos?

A Companhia de Seguros Tranquilidade proibiu à última hora uma exposição no seu Espaço de Arte quando descobriu que ela tinha temática homossexual. Fez bem, sou cliente da Tranquilidade e sinto-me mais tranquilo. Antes não me sentia pois, ao preencher a papelada, verifiquei com estranheza e preocupação que a Tranquilidade não me perguntava se eu não seria, por acaso, gay. Ora tanto eu, segurado, como a pessoa segura poderíamos bem ser "bichas" e isso afrontaria aquilo que a Tranquilidade chama de "valores da empresa", secção vida íntima alheia.

A decisão de proibição (ou "cancelamento", que é palavra menos feia) da exposição "P-town", resultado de uma residência dos artistas João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira na cidade norte-americana de Provincetown, esclareceu finalmente as minhas dúvidas sobre a masculinidade dos "valores" da Tranquilidade. (Diga-se "en passant" que o Acordo Ortográfico perdeu uma boa oportunidade para pôr os pontos nos ii e mudar o género da palavra "masculinidade", já que o facto de ser do género feminino pode gerar equívocos em espíritos fracos).

É bom saber que, na "coutada do macho ibérico", há uma empresa que se mantém fiel aos viris valores ancestrais e tem a coragem de, como nos saudosos anos 40 na Alemanha e na URSS, "cancelar" a "arte degenerada".

Porque não se dedicam os artistas a pintar pores-do-sol e retratos dos 'stakeholders' do Grupo Espírito Santo?

quarta-feira, agosto 24, 2011

Loca loca voy me a gritar

CSS - La Liberación from Manuel Paredes on Vimeo.



Grita grita mami /Mami mami mami grita / La la la liberación / Te te te liberes!
(in "La Liberación", a melhor faixa do novo disco dos Cansei de Ser Sexy)

One squeeze stand


quarta-feira, agosto 17, 2011

Verão bucólico (versão 2011)

Na minha mais recente viagem à zona centro/interior do país, uma vez mais, fui à descoberta de algumas praias fluviais.

Tal como no litoral, também por aqui se pode encontrar locais muito mais concorridos que outros. Se bem que por estes lados, parece-me mais difícil arranjar uma justificação para esse fenómeno. A integração dos equipamentos básicos de suporte: bar, parque de merendas, casa de primeiros socorros e casas de banho, não é de todo uma razão. Já que algumas “praias” localizadas nas margens do rio Zêzere - Zaboeira (Vila de Rei) e Alqueidão (Tomar), são meros exemplos - não possuem quaisquer desses elementos e estavam à beira da lotação esgotada – as piscinas flutuantes de Zaboeira e de Fernandaires (Vila de Rei) onde já não haviam 5 cms livres para se manter de pé, quanto mais estender uma toalha, que “o digam”. Por outro lado, as praias fluviais do Troviscal (Sertã), do Pego das Cancelas (Vila de Rei), de Taberna Seca (Castelo Branco) e da Ribeira da Venda (Gavião), têm todos esses equipamentos (e mais alguns) e estavam às moscas – em alguns casos, literalmente.

A qualidade da água também não me parece que seja condicionante, pois se há locais onde o relatório anual da Administração da Região Hidrográfica do Tejo I.P. (ARHT) está afixado junto à praia e aparece na classificação um estranho... “Sem Classificação” (exemplo, Bostelim – Vila de Rei), há outras onde não consegui sequer encontrar essa informação e não deixavam de ser das mais frequentadas.

Para que conste, a bela praia de Pego das Cancelas, obteve a classificação de “Excelente” no último resumo (de 2010, para 2011) da ARHT e eu posso comprovar a nota, pois passei uma escaldante tarde a banhar-me por aquelas águas e sobrevivi para contar. Até diria que o preço que se paga por este local estar praticamente abandonado (o bar, a casa de primeiros socorros, as casas de banho e os balneários estão encerrados) é mínimo, comparado com o prazer que se pode retirar dele.

Destaco por aqui alguns desses locais por onde passei, alguns em vias de ficar esquecidos e, como expliquei no parágrafo anterior, digo isso da forma mais despreocupada possível.

Ortiga (Mação; bem equipada, até demais: o potente equipamento de som ouve-se num raio de vários quilómetros, portanto, não se iludem com a foto, pois é tudo menos sinónimo de sossego)


Ribeira da Venda (Gavião; funciona a piscina e pouco mais; curiosidade: o respectivo parque de merendas foi inaugurado em 2000, pelo Ministro do Ambiente da altura, o ex-Primeiro Ministro Eng. José Sócrates)


Taberna Seca (arredores de Castelo Branco; foi a primeira “praia fantasma” que visitei nesta viagem, recomenda-se muita coragem para entrar nas casas de banho - daí as moscas - que parece ser o único equipamento a funcionar – e mal)


Janeiro de Cima (Serra da Gardunha; tudo no sítio, muito recomendável e muito concorrida)


Açude Pinto (Oleiros; tem parque de campismo mesmo ao lado e tem boas instalações)



Troviscal (Ribeira da Sertã, o xisto e a natureza envolvente dominam a paisagem deste pequeno paraíso fluvial, com todo o equipamento essencial disponível)








Pego das Cancelas (junto à fronteira dos concelhos de Vila de Rei, Sertã e Mação, representada pela “Ponte dos Três Concelhos”, classificado como Imóvel de Interesse Público; como disse, natureza pura e dura e nem damos por falta das instalações anexas que estavam fechadas)





Bostelim (entre Vila de Rei e a Sertã; local ideal para descansar, mais do que propriamente para ir a banhos, pois é composto por um espaço de campismo gratuito com instalações próprias)


Malhadal (Proença-a-Nova, na Ribeira do Isna; regresso a uma das primeiras praias visitadas há dois anos, com algumas melhorias no espaço envolvente que merecem ser realçadas)



Zaboeira (Vila de Rei; como desfrutar do Zêzere sem equipamentos e com uma piscina flutuante que agrada a toda a criançada e, pelos vistos, não só)




Penedo Furado (Vila de Rei, na Ribeira de Codes; tudo o que temos direito e mais uma boa vista lá do alto do Penedo)




Alqueidão (arredores de Tomar, a caminho da Serra; outra praia das margens do Zêzere, sem piscina mas com demasiadas pessoas para o espaço disponível)


Um problema de escassez de transportes públicos ou, simplesmente, de mentalidade?