sábado, novembro 19, 2011

A rapariga que sabia que havia uma razão para não sorrir

Já tinha falado dele por aqui. Acabei de o ver e, desde já, posso adiantar que não desilude. Mas também não surpreende.
Parte de uma ideia conceptual muito interessante (relação conflituosa entre duas irmãs, enquanto surge a ameaça de um planeta colidir com a Terra), visualmente é magnífico e a escolha musical é mesmo do outro mundo. Mas achei as interpretações pouco mais que razoáveis. A Kirsten Dunst também não precisa de se esforçar muito para se revelar, ora apática, ora melancólica e é sobretudo numa primeira parte em que ela e as suas crises existenciais (que, face às circunstâncias, até são perfeitamente justificadas) comandam todo o filme, em que este atinge o cume do aborrecimento. Ou pronto, vá, da melancolia. Mas aí a culpa nem é dela, mas de quem a orienta.

quinta-feira, novembro 17, 2011

quarta-feira, novembro 09, 2011

Something Special Sexy Wonderfull!

Miguel Campbell Something Special (Hot Creations) by Gouranga

Quando o ordenado de um deputado pode ser uma gota num oceano de preocupações

Link

Filha de Coelho com 2300 €/mês

Sinceramente, não me preocupa mesmo nada um ordenado de uma deputada em início de carreira. Preocupa-me são as trafulhices que ela poderá fazer com o poder que tem ou poderá vir a ter, sem que depois ninguém a responsabilize por isso.
Ou seja, as minhas preocupações começam assim que ela vier aqui para o continente e derem-lhe a pasta da economia e... passado uns anitos chega a presidente, por exemplo, de uma das maiores de empresa do sector energético. Ou então quando chegar a ministra do Equipamento Social e depois se cansa das funções públicas e é logo convidada para comandar uma das grandes construtoras nacionais, olha, como a Mota-Engil! Ou então se chega a Presidente da Câmara de uma das nossas grandes cidades e, findo o mandato, cai-lhe miraculosamente uma nomeação para administradora executiva da GALP em cima. Ou quando obter o diploma de licenciatura três dias antes de ser nomeada Administradora do banco do estado, que depois substitui com o cargo de vice-presidente de um dos outros grandes bancos ‘tugas, enquanto que vai sendo acusada pelo Ministério Público de três crimes de tráfico de influências num processo que envolve lavagem de dinheiro, corrupção política, evasão fiscal e robalos. Ou...

Estar online é o contrário de estar offline

segunda-feira, novembro 07, 2011

Isto não é um livro de Política


... Também não é de Mistério ou Terror, porque (já) ninguém fica surpreendido com o "twist" final. Devia ser Ficção mas, infelizmente, é um Drama (com as consequências bem reais que todos nós conhecemos).
Ainda há esperanças de que no futuro seja recordado como uma das nossas mais inspiradoras Tragicomédias? Ou continuará a ser um Manual para as novas gerações de aspirantes a governantes?

Alguns pormenores aqui.

quinta-feira, novembro 03, 2011

Outra experiência invulgar de David Lynch


Para além do disco de estreia dos Blouse, este era o outro disco que mais aguardava este ano. Apareceram-me os dois na mesma semana! :s
O do Lynch pode ser escutado aqui. Vindo de um realizador muito especial, não posso esperar algo menos que isso.

De facto, pior que Piça desempregada, é Piça morta.

quarta-feira, novembro 02, 2011

Vai-se a ver a Gisele é mesmo uma jornalista da RTP



Ou então é o auto-retrato de Duarte Lima com uma cabeleira em cima. Pura escassez de criatividade do próprio/desenhador ou algo ainda mais hilariante? Alguém parece que se divertiu com esta história e, já se sabe, que não foi a dona Rosalina.

segunda-feira, outubro 31, 2011

Cair como um homem

O homem que era só metade.

Um homem chegou aos quarenta anos e assumiu a tristeza de não ter um filho. Chamava-se Crisóstomo.

Estava sozinho, os seus amores haviam falhado e sentia que tudo lhe faltava pela metade, como se tivesse apenas metade dos olhos, metade do peito e metade das pernas, metade da casa e dos talheres, metade dos dias, metade das palavras para se explicar às pessoas.

Via-se metade ao espelho e achava tudo demasiado breve, precipitado, como se as coisas lhe fugissem, a esconderem-se para evitar a sua companhia. Via-se metade ao espelho porque se via sem mais ninguém, carregado de ausências e de silêncios como os precipícios ou poços fundos. Para dentro do homem era um sem fim, e pouco ou nada do que continha lhe servia de felicidade.

Para dentro do homem o homem caía. (...)

sexta-feira, outubro 28, 2011

A verdade, diz o outro

Não sei o que será pior, se um "pivot" televisivo ter escrito um romance de "tese", o que quer que isso seja, com o qual pretende revelar ao "grande público" a "verdade" de que Cristo não era cristão e a Virgem Maria não era virgem, se a decisão da Igreja de promover comercialmente o livro levando-o a sério.

Não tenho fé religiosa alguma (nem fé alguma na literatura, quanto mais naquilo a que o "pivot" chama de literatura, da qual só vagamente conheço um episódio erótico com "sopa de leite de mama"). A questão da virgindade de Maria é matéria de fé e não me diz, por isso, respeito. Só que, justamente por se tratar de matéria de fé, não me parece que seja coisa com que se devam fazer números de circo capazes de embasbacar o "grande público" pagante.

Por outro lado, a verdade da fé é distinta da verdade histórica ou da científica, quanto mais das "verdades" de feirantes de livros. Para se poder amar e admirar uma obra como, por exemplo, o "Génesis" (isso, sim, grande literatura) é preciso suspender a incredulidade. Não me espantará, pois, que o "pivot" venha, a seguir, denunciar mais essa "fraude" da Bíblia, "revelando" ao "grande público" a verdade sobre o Big Bang. Dispenso-me, claro, de comentar o disparate de que Jesus, por ter nascido judeu, não era... cristão.

Mas a Igreja, não poderia ela ter deixado a César o que é de César, que é como quem diz o negócio dos livros ao negócio dos livros?

terça-feira, outubro 25, 2011

Estreia da semana

Canções de desejo e submissão

Este “Work (work, work)” vem com um “press release” que o descreve mais ou menos como: "um estudo do desejo e submissão, sentimentalismo e disforia". Concordando e exemplificando, diria que esta podia ser a melhor música para se ouvir num qualquer clube mais “underground” ou em qualquer outro lugar, onde tudo o que vai acontecendo à nossa volta faz-nos facilmente perder toda a noção do tempo... Ou o disco que David Lynch - se não tivesse muito ocupado a promover o seu primeiro LP, que está prestes a sair - iria adorar descobrir... Ou o disco com que a Pitchforkmedia e a respectiva credibilidade enterraram-se ainda mais ao darem-lhe, numa escala de 0 a 10, uns míseros cinco e qualquer coisa valores.

HTRK - Bendin' by ghostly

HTRK - "Synthetik" from Ghostly International on Vimeo.

segunda-feira, outubro 24, 2011

College

... Ou até parece que o electro-pop ganhou toda uma nova vida depois de servir de banda sonora a "Drive".

College feat. Electric Youth - A Real Hero from ozan kazandere on Vimeo.



College "She Never Came Back" featuring Electric Youth from THISTIME on Vimeo.