quarta-feira, agosto 24, 2011
domingo, agosto 21, 2011
quarta-feira, agosto 17, 2011
Verão bucólico (versão 2011)

Na minha mais recente viagem à zona centro/interior do país, uma vez mais, fui à descoberta de algumas praias fluviais.
Tal como no litoral, também por aqui se pode encontrar locais muito mais concorridos que outros. Se bem que por estes lados, parece-me mais difícil arranjar uma justificação para esse fenómeno. A integração dos equipamentos básicos de suporte: bar, parque de merendas, casa de primeiros socorros e casas de banho, não é de todo uma razão. Já que algumas “praias” localizadas nas margens do rio Zêzere - Zaboeira (Vila de Rei) e Alqueidão (Tomar), são meros exemplos - não possuem quaisquer desses elementos e estavam à beira da lotação esgotada – as piscinas flutuantes de Zaboeira e de Fernandaires (Vila de Rei) onde já não haviam 5 cms livres para se manter de pé, quanto mais estender uma toalha, que “o digam”. Por outro lado, as praias fluviais do Troviscal (Sertã), do Pego das Cancelas (Vila de Rei), de Taberna Seca (Castelo Branco) e da Ribeira da Venda (Gavião), têm todos esses equipamentos (e mais alguns) e estavam às moscas – em alguns casos, literalmente.
A qualidade da água também não me parece que seja condicionante, pois se há locais onde o relatório anual da Administração da Região Hidrográfica do Tejo I.P. (ARHT) está afixado junto à praia e aparece na classificação um estranho... “Sem Classificação” (exemplo, Bostelim – Vila de Rei), há outras onde não consegui sequer encontrar essa informação e não deixavam de ser das mais frequentadas.
Para que conste, a bela praia de Pego das Cancelas, obteve a classificação de “Excelente” no último resumo (de 2010, para 2011) da ARHT e eu posso comprovar a nota, pois passei uma escaldante tarde a banhar-me por aquelas águas e sobrevivi para contar. Até diria que o preço que se paga por este local estar praticamente abandonado (o bar, a casa de primeiros socorros, as casas de banho e os balneários estão encerrados) é mínimo, comparado com o prazer que se pode retirar dele.
Destaco por aqui alguns desses locais por onde passei, alguns em vias de ficar esquecidos e, como expliquei no parágrafo anterior, digo isso da forma mais despreocupada possível.
Ribeira da Venda (Gavião; funciona a piscina e pouco mais; curiosidade: o respectivo parque de merendas foi inaugurado em 2000, pelo Ministro do Ambiente da altura, o ex-Primeiro Ministro Eng. José Sócrates)
Taberna Seca (arredores de Castelo Branco; foi a primeira “praia fantasma” que visitei nesta viagem, recomenda-se muita coragem para entrar nas casas de banho - daí as moscas - que parece ser o único equipamento a funcionar – e mal)
Janeiro de Cima (Serra da Gardunha; tudo no sítio, muito recomendável e muito concorrida)
Açude Pinto (Oleiros; tem parque de campismo mesmo ao lado e tem boas instalações)
Troviscal (Ribeira da Sertã, o xisto e a natureza envolvente dominam a paisagem deste pequeno paraíso fluvial, com todo o equipamento essencial disponível)
Pego das Cancelas (junto à fronteira dos concelhos de Vila de Rei, Sertã e Mação, representada pela “Ponte dos Três Concelhos”, classificado como Imóvel de Interesse Público; como disse, natureza pura e dura e nem damos por falta das instalações anexas que estavam fechadas)
Bostelim (entre Vila de Rei e a Sertã; local ideal para descansar, mais do que propriamente para ir a banhos, pois é composto por um espaço de campismo gratuito com instalações próprias)
Malhadal (Proença-a-Nova, na Ribeira do Isna; regresso a uma das primeiras praias visitadas há dois anos, com algumas melhorias no espaço envolvente que merecem ser realçadas)
Zaboeira (Vila de Rei; como desfrutar do Zêzere sem equipamentos e com uma piscina flutuante que agrada a toda a criançada e, pelos vistos, não só)
Penedo Furado (Vila de Rei, na Ribeira de Codes; tudo o que temos direito e mais uma boa vista lá do alto do Penedo)
Alqueidão (arredores de Tomar, a caminho da Serra; outra praia das margens do Zêzere, sem piscina mas com demasiadas pessoas para o espaço disponível)
quinta-feira, agosto 11, 2011
These riots? No Good (Start The Dance)

"Music for the Jilted Generation", o segundo disco dos The Prodigy, foi lançado, supostamente, como uma resposta à criminalização da cultura rave (Public Order Act 1994), que já gastava os últimos cartuchos por essa altura. Dezassete anos depois, qualquer semelhança disto com os "protestos" actuais é mera coincidência.
Mesmo que, outra influente banda inglesa, os Massive Attack, até digam verdades em parte do seu “statement” no facebook.
Mas perde-se sempre a razão quando se justifica o crime com outro crime, não?
Portanto, que fique claro: esta não é a banda sonora desses bandos de gunas oportunistas disfarçados de revolucionários!
No Good (Start The Dance) from Madrugada Eterna on Vimeo.
quarta-feira, agosto 10, 2011
E uma surpreendente batida de inverno para refrescar o dia?
O disco de estreia deste duo sueco, "Hearts", sai já para a semana, pela independente Bella Union.
terça-feira, agosto 09, 2011
terça-feira, agosto 02, 2011
segunda-feira, agosto 01, 2011
domingo, julho 31, 2011
Da desolação

A "Quinta do Valongo", em Abrigada, é um bom exemplo disso. Tenho algumas dúvidas se era esse o seu nome oficial, mas pelo menos era assim que o meu pai lhe chamava. Ele como chegou a trabalhar por lá, antes de se ter aventurado com o seu próprio negócio, terá a sua boa dose de credibilidade. Tenho vagas, mas boas, recordações de infância deste local, já que o meu pai, certamente com esperanças que me despertasse o gosto pela agro-pecuária (se assim for, o processo das desilusões começou cedo, coitado!), levou-me, em tempos de "férias grandes", algumas vezes consigo.
Sobretudo naquele tempo, esta quinta, pela sua dimensão e diversidade de negócios, era um mundo à parte. Havia sempre qualquer coisa a acontecer, qualquer coisa para ver e aprender. A começar nos vários currais e no estábulo, passando pelas casas principais (uma mais antiga, que se encontra hoje em ruínas, e outra mais recente) e os anexos, onde se incluía a casa dos caseiros (que também tinham a sua própria criação de animais), mais adiante, a casa dos outros empregados fixos (onde o meu pai trocava de roupa e aquecia o nosso almoço), depois, a grande adega e terminando num pavilhão, que, salvo erro, era onde se criavam aves - isto, de norte para sul. Lembro-me também da imagem das vinhas a perder de vista pelas encostas adjacentes e que começavam mesmo ali ao lado daquelas casas.
Pouco mais de 10 anos depois da empresa Avipor, SA - actual proprietária da quinta - ter aceite o subsídio aprovado pelos ministros da Agricultura da União Europeia para o "grande desenvolvimento do meio rural europeu" (?), o resultado está à vista. Fica uma amostra do que sobreviveu ao "desenvolvimento"... E a desolação.










sexta-feira, julho 29, 2011
quarta-feira, julho 27, 2011
Nostalgia com rasgos de camisa de flanela
Apesar de não ser propriamente um (grande) fã da banda, também não posso ficar indiferente a uma celebração deste calibre. Sobretudo pela importância que ela teve na minha adolescência, nos primeiros passos da minha "formação musical". Também pelas belas recordações que esses momentos me trazem, como foi descobrir o seu primeiro LP, "Ten", na companhia dos meus amigos da altura.
Há momentos na nossa vida que são tão importantes, que só fazem sentido quando associados a uma grande banda sonora... E o David Lynch quis saber como tudo começou.
Pearl Jam: Twenty from Victoria Taylor on Vimeo.
terça-feira, julho 26, 2011
Your pain is no credential here, it's just the shadow, shadow of my wound.
Well I stepped into an avalanche,
it covered up my soul;
when I am not this hunchback that you see,
I sleep beneath the golden hill.
You who wish to conquer pain,
you must learn, learn to serve me well.
You strike my side by accident
as you go down for your gold.
The cripple here that you clothe and feed
is neither starved nor cold;
he does not ask for your company,
not at the centre, the centre of the world.
When I am on a pedestal,
you did not raise me there.
Your laws do not compel me
to kneel grotesque and bare.
I myself am the pedestal
for this ugly hump at which you stare.
You who wish to conquer pain,
you must learn what makes me kind;
the crumbs of love that you offer me,
they're the crumbs I've left behind.
Your pain is no credential here,
it's just the shadow, shadow of my wound.
I have begun to long for you,
I who have no greed;
I have begun to ask for you,
I who have no need.
You say you've gone away from me,
but I can feel you when you breathe.
Do not dress in those rags for me,
I know you are not poor;
you don't love me quite so fiercely now
when you know that you are not sure,
it is your turn, beloved,
it is your flesh that I wear.
sábado, julho 23, 2011
quinta-feira, julho 21, 2011
A ouvir
Hooray For Earth - True Loves from Young Replicant on Vimeo.
WIDOWSPEAK - Harsh Realm from George Tanasie on Vimeo.





