segunda-feira, novembro 07, 2011

Isto não é um livro de Política


... Também não é de Mistério ou Terror, porque (já) ninguém fica surpreendido com o "twist" final. Devia ser Ficção mas, infelizmente, é um Drama (com as consequências bem reais que todos nós conhecemos).
Ainda há esperanças de que no futuro seja recordado como uma das nossas mais inspiradoras Tragicomédias? Ou continuará a ser um Manual para as novas gerações de aspirantes a governantes?

Alguns pormenores aqui.

sexta-feira, novembro 04, 2011

quinta-feira, novembro 03, 2011

Outra experiência invulgar de David Lynch


Para além do disco de estreia dos Blouse, este era o outro disco que mais aguardava este ano. Apareceram-me os dois na mesma semana! :s
O do Lynch pode ser escutado aqui. Vindo de um realizador muito especial, não posso esperar algo menos que isso.

De facto, pior que Piça desempregada, é Piça morta.

quarta-feira, novembro 02, 2011

Vai-se a ver a Gisele é mesmo uma jornalista da RTP



Ou então é o auto-retrato de Duarte Lima com uma cabeleira em cima. Pura escassez de criatividade do próprio/desenhador ou algo ainda mais hilariante? Alguém parece que se divertiu com esta história e, já se sabe, que não foi a dona Rosalina.

segunda-feira, outubro 31, 2011

Cair como um homem

O homem que era só metade.

Um homem chegou aos quarenta anos e assumiu a tristeza de não ter um filho. Chamava-se Crisóstomo.

Estava sozinho, os seus amores haviam falhado e sentia que tudo lhe faltava pela metade, como se tivesse apenas metade dos olhos, metade do peito e metade das pernas, metade da casa e dos talheres, metade dos dias, metade das palavras para se explicar às pessoas.

Via-se metade ao espelho e achava tudo demasiado breve, precipitado, como se as coisas lhe fugissem, a esconderem-se para evitar a sua companhia. Via-se metade ao espelho porque se via sem mais ninguém, carregado de ausências e de silêncios como os precipícios ou poços fundos. Para dentro do homem era um sem fim, e pouco ou nada do que continha lhe servia de felicidade.

Para dentro do homem o homem caía. (...)

sexta-feira, outubro 28, 2011

A verdade, diz o outro

Não sei o que será pior, se um "pivot" televisivo ter escrito um romance de "tese", o que quer que isso seja, com o qual pretende revelar ao "grande público" a "verdade" de que Cristo não era cristão e a Virgem Maria não era virgem, se a decisão da Igreja de promover comercialmente o livro levando-o a sério.

Não tenho fé religiosa alguma (nem fé alguma na literatura, quanto mais naquilo a que o "pivot" chama de literatura, da qual só vagamente conheço um episódio erótico com "sopa de leite de mama"). A questão da virgindade de Maria é matéria de fé e não me diz, por isso, respeito. Só que, justamente por se tratar de matéria de fé, não me parece que seja coisa com que se devam fazer números de circo capazes de embasbacar o "grande público" pagante.

Por outro lado, a verdade da fé é distinta da verdade histórica ou da científica, quanto mais das "verdades" de feirantes de livros. Para se poder amar e admirar uma obra como, por exemplo, o "Génesis" (isso, sim, grande literatura) é preciso suspender a incredulidade. Não me espantará, pois, que o "pivot" venha, a seguir, denunciar mais essa "fraude" da Bíblia, "revelando" ao "grande público" a verdade sobre o Big Bang. Dispenso-me, claro, de comentar o disparate de que Jesus, por ter nascido judeu, não era... cristão.

Mas a Igreja, não poderia ela ter deixado a César o que é de César, que é como quem diz o negócio dos livros ao negócio dos livros?

terça-feira, outubro 25, 2011

Estreia da semana

Canções de desejo e submissão

Este “Work (work, work)” vem com um “press release” que o descreve mais ou menos como: "um estudo do desejo e submissão, sentimentalismo e disforia". Concordando e exemplificando, diria que esta podia ser a melhor música para se ouvir num qualquer clube mais “underground” ou em qualquer outro lugar, onde tudo o que vai acontecendo à nossa volta faz-nos facilmente perder toda a noção do tempo... Ou o disco que David Lynch - se não tivesse muito ocupado a promover o seu primeiro LP, que está prestes a sair - iria adorar descobrir... Ou o disco com que a Pitchforkmedia e a respectiva credibilidade enterraram-se ainda mais ao darem-lhe, numa escala de 0 a 10, uns míseros cinco e qualquer coisa valores.

HTRK - Bendin' by ghostly

HTRK - "Synthetik" from Ghostly International on Vimeo.

segunda-feira, outubro 24, 2011

College

... Ou até parece que o electro-pop ganhou toda uma nova vida depois de servir de banda sonora a "Drive".

College feat. Electric Youth - A Real Hero from ozan kazandere on Vimeo.



College "She Never Came Back" featuring Electric Youth from THISTIME on Vimeo.


sexta-feira, outubro 21, 2011

Fazer parte do problema mas nem tanto da solução

Câmara de Barcelos aprova manutenção dos subsídios de férias e de Natal para funcionários

Há muita gente que continua a achar que essa história da "crise" é um problema exclusivamente de Lisboa, e, deduzo que, estão a contar que sejam só os alfacinhas miraculosamente a resolvê-la.

Para estas coisas fazem questão em demarcar-se do resto do país. Parece que apostaram num sector (têxtil) que já teve melhores dias e acham que essa é razão mais que suficiente para lhes dar a tal excepção. Mas isso só demonstra como não conhecem - nem querem conhecer - as outras realidades do país.

Para outras, sobretudo quando a tal verba ou o subsidiozinho tarda em chegar, é vê-los, danados, a bordo do seu topo de gama a caminho da capital.

quarta-feira, outubro 19, 2011

Give us the wind, give us the wind, give us the storm

Future Islands - Give Us the Wind from Thrill Jockey Records on Vimeo.



We set out to find something to hold
When seeking truth the answer is the road
When seeking wisdom the journey is your home
Fight through the wind, fight through the rain
Fight through the cold

segunda-feira, outubro 17, 2011

Do grotesco


Assumir que as nossas diferenças, desigualdades e desejos sexuais não são assentes apenas nas características fisiológicas ou do inconsciente, deslocando-os da natureza e reconhecendo-os na sociedade, demanda um exercício de revisão profunda da moralidade ocidental na qual estamos inevitavelmente submersos.


A pornografia e o grotesco evocam um prazer específico: o prazer da confusão de valores e padrões, da transgressão estética e sexual. O prazer de colocar em cena aquilo que se pressupõe que estivesse “fora de cena”*.

* “Obsceno” deriva do latim “scena”, significa o que deveria estar “fora de cena”

Isto e muito mais na edição zero da nova e interessante revista (in)visível. Este número é exclusivamente dedicado à pornografia.

sexta-feira, outubro 14, 2011

quinta-feira, outubro 13, 2011

quarta-feira, outubro 12, 2011

E por dois pardais, dá-me o auto-rádio e o pneu subselente?


Troco pelas seguintes raças

Periquitos

Canarios

Mandarins

Caturras

Roseicoilis

Ring neck adultos

Alexandrinos Adultos

Diamantes gould com muda feita

Diamantes Estrelas

Diamantes papagaios

Papagaios cinzentos de cauda vermelha

Malta da passarada, responder aqui.

Mas enquanto não aparece vou praticando com esta, miau?

segunda-feira, outubro 10, 2011

Entre quatro paredes

Os Massive Attack e Burial lançam esta semana um EP partilhado de edição (muito) limitada. Uma das faixas é uma recriação do fabuloso single "Paradise Circus". A outra é esta:



A voz é de Hope Sandoval (Mazzy Star) e o resto anda um pouco à volta do universo dos criadores acima mencionados. Excelente música de escape, no escuro, entre quatro paredes.

sexta-feira, outubro 07, 2011

Amadurecer


Enquanto o anterior, “In Evening Air”, apresentava vários e excelentes momentos do lado mais dançável do new-wave e synth-pop. “On the Water”, é bem mais moderado nesse lado mais físico - se bem que ainda assim tem o brilhante single “Balance” para matar algumas saudades – mas não deixa de ser um álbum (emocionalmente) contagiante. Portanto, tudo leva a crer que num ano, os Future Islands amadureceram.

Esse nítido crescimento intelectual da banda também se justifica por estarmos perante um disco mais calmo, seguro e introspectivo. E uma autêntica experiência emocional: assim que os sintetizadores chegam-nos aos ouvidos, a nostalgia vai-nos, lentamente, preenchendo a alma.


You can change your life

It just takes time

A little trust and your time

quinta-feira, outubro 06, 2011

segunda-feira, outubro 03, 2011

De Pardielas para o mundo (das duas rodas)




Da minha mui querida zona do Zêzere, mais propriamente de Pardielas (Carvalhais), vem um bom exemplo de como dar utilidade a um local "abandonado": em 2009, a antiga escola primária foi convertida no Moto Clube de Ferreira do Zêzere.
Sempre se disse que nunca é tarde para aprender... Nem que seja a bela arte de "deitar" nas curvas.

sábado, outubro 01, 2011

Ou vão para a mata de Coina esfregar-se nos pinheiros umas das outras se estão com comichãozinha...

Entretanto na borda da estrada...

- Estás com tosse? Porque não chupas um Dr. Bayard?
- Oh m'lher, até chupava! Mas ele não passa por aqui.

sexta-feira, setembro 30, 2011

Quer dançar?

What is love?

2º Relatório Comunitário do EMIS (Inquérito Europeu na Internet para Homens que têm Sexo com Homens)

Foi publicado o 2º relatório comunitário do EMIS (European MSM Internet Survey). Este relatório, à semelhança do primeiro - Dezembro 2010 - foi criado para retornar alguma informação aos participantes sobre a evolução do estudo e do projecto. Relatórios e artigos mais formais e científicos serão publicados a partir de Novembro de 2011.

Entre outras conclusões, pode-se ler:

Em cada país, um número significativo de homens que responderam ao
questionário do EMIS, não se identificaram como “gay ou homossexual”.
Isto significa claramente que alcançámos grupos diversificados de
homens que têm sexo com homens. Na verdade, cerca de 15% de todos os
entrevistados relataram ter tido sexo com uma mulher nos doze meses
anteriores à conclusão do inquérito. Como mostra a tabela na página três,
este dado varia desde um mínimo de ‘um em cada dez “ homens na Bélgica
(.be), Holanda (.nl), Polónia (.pl) e França (.fr) até uma máximo de ‘mais de
um quarto’ dos participantes na Eslovénia (.si), Bulgária (.bg) Roménia (.ro) e
Bósnia e Herzegovina (.ba).

terça-feira, setembro 27, 2011

The coolest film of the year


A combinação quase perfeita entre uma versão moderna da fábula d’”a rã e o escorpião”, algumas perseguições de carros que não envergonhariam Luc Besson e a música synth-pop, resultam surpreendentemente num dos melhores thrillers que vi este ano.

O melhor de “Drive” também passa pela criação de um herói (Ryan Gosling) com características invulgares. O seu carácter calmo, introspectivo,... e de palito entre os dentes, dá todo o carisma que um filme de acção em slowmotion - como este por vezes pretende ser - precisa. Depois também há uma bonita relação platónica pelo meio, onde a química resulta mais pelos olhares do que pelos escassos diálogos.

Esqueçam tudo o que viram (ou não) em produtos de temática semelhante, mas ocos na sua substância, aka “The Fast and The Furious” e afins. Aqui a tensão é mesmo real e este realizador dinamarquês soube gerir o tempo e o espaço, como raramente se vê em filmes do género. “Drive” é, sobretudo visualmente, uma obra arrebatadora.

domingo, setembro 25, 2011

A vida para além do abandono










O tempo sempre será cúmplice do processo de continuidade da vida, até nos locais que consideramos mortos há muito tempo.

sexta-feira, setembro 23, 2011

O meu 2011 não seria o mesmo sem isto

How It Ended - The Drums from Umberto Picchiotti on Vimeo.



So do you remember the old times
Those were the only times
The only times
I don’t know how it ended
I don’t know where you ran to
I’ll always be right here
I don’t know how it ended
I don’t know where you ran to
I’ll always be right here

Pois contas

You can't blame the mind for dreamin' like it does



There's no vow to make you honest
There's no confession that will make you pure
Can't blame the mind for searchin' for the cure

sábado, setembro 17, 2011

Oh. É o Banksy (que contrariando os hábitos dos seus conterrâneos, fugiu do Algarve e escolheu a zona centro do nosso país para fazer férias)!


Pinturas-mistério intrigam habitantes de Leiria

Pelo material utilizado e o próprio resultado final, nota-se que há, pelo menos, fortes influências dele. E ainda bem. Qualquer coisinha mais elaborada que os habituais rabiscos nonsense que crescem diariamente nas paredes das nossas cidades, é sempre bem-vinda.

sexta-feira, setembro 16, 2011

Eu sobrevivi ao SNS! (II)

Actualizando esta aventura, entretanto, recebi uma resposta do ACES – Agrupamento Centros de Saúde Grande Lisboa III, a que o URAP, Centro de Oftalmologia de Lisboa, pertence - à minha exposição e fui à consulta marcada, no passado dia 13 (e não no dia 20, como tinha mencionado antes).

Na carta recebida, a Directora do ACES tenta justificar a demora com a recente entrada em funcionamento do novo software de gestão de doentes (com o curioso nome: “Sonho”) e a ausência do Dr. Henrique Bonhorst, com a sua “doença súbita”, que terá sido comunicada ao Centro Oftalmológico “nessa manhã” – teria sido interessante especificar a hora, pois a minha mãe só foi informada perto da uma hora da tarde.

Chegou o dia da nova consulta. Desta vez fizemos questão de ir bem mais cedo, conseguindo a proeza de termos recebido uma das dez primeiras senhas. No entanto, o suplício que se seguiu foi muito semelhante ao da minha anterior visita.

Passavam alguns minutos das nove horas, tínhamos passado a fase de selecção do 5º piso sem grandes problemas e já estávamos no 7º a aguardar consulta. Uma das funcionárias que nos atendeu da outra vez (naquele piso), que neste dia andava numa correria de andar em andar sem muito bem se entender com que propósito, dirigiu-se à minha mãe e pediu-lhe o cartão de consultas, fazendo-lhe uma série de perguntas (se já tinha a operação (?) marcada, qual era o seu centro de saúde,... e uma das melhores: quem é que tinha marcado aquela consulta - curiosamente tinha sido ela). Passaram mais de 45 minutos e a minha mãe, vendo outros pacientes a serem chamados para a respectiva consulta, já mostrava alguns sinais de impaciência. E eu, temendo o pior, dirigi-me à funcionária (fixa) do andar e perguntei-lhe se havia alguma razão para o atraso da consulta e a (razão) que levou a sua colega solicitar o cartão à minha mãe. Aquela ficou sem respostas mas ao perceber de que médico se tratava, pediu-nos para que nos acompanhasse. Entramos numa pequena sala, onde não estava muito mais que um armário metálico, de onde retirou uma agenda. Disse-nos: “... É que o Dr. Henrique ligou a dizer que não pode vir... Ligou mesmo há pouco... Por isso vamos ter escolher outra data”. Eu fiquei estupefacto, mas estranhamente sereno e deixei-lhe continuar com todos os procedimentos normais de marcação de uma nova consulta – tudo isto, relembro, numa sala à parte, longe dos ouvidos e olhares dos outros pacientes. O acto de entrega de um novo cartão de consultas fez-me despertar para a realidade e questionei-lhe: “O livro de reclamações ainda se encontra no oitavo piso?” Ela confirmou. ’“E o outro cartão... E a sua colega, onde estão?” Pediu-me para perguntar por ambos no piso inicial (quinto).

Lá fomos. Já no piso em que tudo e mais alguma coisa acontece, onde ainda estavam alguns pacientes a aguardar despacho, quando uma das senhoras se preparava para proclamar a sua tirada habitual do “em frente deste balcão só quero pessoas com o número de senha pedida!”, chegou a minha vez de subir o tom de voz e reclamar a situação que estava a viver. Foi remédio santo, obtive toda a atenção de ambas as funcionárias (e não só): enquanto uma já se preparava para encontrar, para o próprio dia, um médico substituto; a outra foi logo à procura da colega que tinha escapado com o cartão (encontrou-a, mas ninguém, inclusive a própria, que é senhora de poucas palavras, foi-me capaz de explicar o que tinha andado a fazer, durante quase duas horas com um cartão de consultas).

Quando parecia já tudo estar a entrar dentro dos eixos, surge o imprevisto do dia: ninguém consegue encontrar o processo da minha mãe para passar ao novo médico, onde se inclui o exame feito há muitos meses atrás (o tal que está para ser visto pelo médico desde Junho - data da primeira consulta em que ele também não compareceu). Ambas as funcionárias do quinto piso lamentam, e até incentivam-me para que proceda com outra reclamação (consta que os processos clínicos não faz parte das suas responsabilidades). Não é que desta vez fiz-lhes a vontade? Subi logo para o oitavo andar. E, nesta reclamação, por outras palavras e de uma forma mais detalhada, deixei escrita a grande questão: de que lhes serve um novo sistema informático que é um “Sonho”, se continuam a ter funcionários que são um autêntico “Pesadelo”?

quinta-feira, setembro 15, 2011

Pelas Linhas da Nostalgia

Nos últimos 20 anos , Portugal perdeu 700 Kms de vias férreas, desactivadas em nome da boa gestão, do controlo do défice e dessa abstracção onde tudo cabe chamada progresso. À evidência, nem o país ficou mais rico, nem as populações mais bem servidas.



"Passeios a pé nas vias férreas abandonadas", o seu subtítulo diz tudo. Ou diria: dizia? Este belo livro foi lançado em 2008 (escrito durante os dois anos anteriores) e desde essa altura até hoje, a maioria dos trajectos propostos foram convertidos em ecopistas e/ou ciclovias - como acontece com a recentemente inaugurada (mega) ciclovia de mais de 70 Km(!) na linha do Dão. Fico feliz por saber que se está a dar alguma utilidade pública aqueles espaços, mas não se estará a perder a verdadeira essência do passeio pelas vias férreas e natureza envolvente?
Ainda assim as suas extraordinárias fotos e a sua muito acessível narrativa que vai descrevendo os percursos dos locais a passar, continuam, mesmo nos dias de hoje, a apelar para que se agarre na mochila e se vá passar uns dias fora.

Perdemos um guia turístico, ganhamos um registo histórico. Perdemos linhas de comboio, ganhamos a esperança no aperfeiçoamento de toda uma nova geração de ciclistas de longa distância. Diz que é o balanço do tal progresso.

sábado, setembro 10, 2011

Podia ser o novo anúncio da Pantene

... Mas é o novo single dos Alpines. Trazem-nos toda uma nova força (capilar?) à pop electrónica inglesa.


segunda-feira, setembro 05, 2011

Levar o caos para as ruas, mas no bom sentido

No mês passado as ruas de algumas cidades britânicas foram tomadas pelos “putos revoltosos“ com o intuito de “take stuff”. O novo documentário de Banksy foi concebido com um pressuposto inverso: invadir as ruas com o objectivo de “give something back”. O resultado final é muito mais interessante (e hilariante).

“The Antics Roadshow” passou na noite de 13 de Agosto, no Channel 4 e pode ser visto na integra aqui:

Channel4 - The Antics Roadshow [compiled by Banksy] from Christian Ziron on Vimeo.

sábado, setembro 03, 2011

sexta-feira, setembro 02, 2011

E il leone d'oro va al...

Esta semana começou um dos mais importantes festivais internacionais de cinema - o de Veneza - onde competem, para ganhar o famoso "leão de ouro", algumas das mais importantes referências do cinema contemporâneo. Abriu com o novo filme de George Clooney, mas a concorrência só fica feroz quando entra em jogo os novos filmes de David Cronenberg, Roman Polanski, Johnnie To, Abel Ferrara e Todd Solondz.
Mas as grandes surpresas podem aparecer de onde menos se espera. Eu, sem ter posto os olhos em qualquer um, aposto já em dois: "Alpeis" do grego Giorgos Lanthimos (se for tão bom como o "Canino"...) e o "Killer Joe" de William Friedkin (o veterano realizador dos clássicos "O Exorcista" e "Os Incorruptíveis Contra a Droga", entre outros).
A maioria dos trailers das longas metragens em competição podem ser vistos aqui. E podemos acompanhar algumas reacções, quase em directo, por alguns jornalistas que por lá andam nestes intensos dias - como acontece com o caso de Vasco Câmara, do Público.

quarta-feira, agosto 31, 2011

As pessoas quando perdem peso também perdem a honestidade?




Quando o caso Weiner ainda está bem presente na memória dos americanos, surge nos "tabloids" uma nova história com algumas semelhanças.

O senador de Porto Rico pelo New Progressive Party (de orientação republicana), Roberto Arango, é a mais recente vítima da exposição pública dos seus desejos mais recônditos. Nos últimos dias, mesmo antes de renunciar ao cargo, Arango, acabou por admitir que era mesmo ele que aparecia nas fotos que constam de um perfil de um site de “engate gay”.

Pode-se relembrar que ele votou a favor da “Resolution 99” (que bloqueava qualquer tentativa de legalizar o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, em Porto Rico), mas isso é insuficiente para definir a sua personalidade, é certo. Tal como o facto de ele ter sido vice-presidente da campanha, no seu estado, em 2004, que conduziu à reeleição de Bush (e Cheeney)...

Só com base no seu currículo podemos tirar conclusões precipitadas, mas a sua mais recente (e, diria, hilariante?) declaração deixa poucas margens para dúvidas...

"You know I've been losing weight. As I shed that weight, I've been taking pictures. I don't remember taking this particular picture but I'm not gonna say I didn't take it. I'd tell you if I remembered taking the picture but I don't."

domingo, agosto 28, 2011

Gabriel



(A melhor "costela" dos Hot Chip fez um hit de verão!)

quinta-feira, agosto 25, 2011

De facto, o que dizer de uma empresa que acha que os seus acionistas são tanto ou mais sensíveis à “arte fálica” do que aos seus resultados líquidos?

A Companhia de Seguros Tranquilidade proibiu à última hora uma exposição no seu Espaço de Arte quando descobriu que ela tinha temática homossexual. Fez bem, sou cliente da Tranquilidade e sinto-me mais tranquilo. Antes não me sentia pois, ao preencher a papelada, verifiquei com estranheza e preocupação que a Tranquilidade não me perguntava se eu não seria, por acaso, gay. Ora tanto eu, segurado, como a pessoa segura poderíamos bem ser "bichas" e isso afrontaria aquilo que a Tranquilidade chama de "valores da empresa", secção vida íntima alheia.

A decisão de proibição (ou "cancelamento", que é palavra menos feia) da exposição "P-town", resultado de uma residência dos artistas João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira na cidade norte-americana de Provincetown, esclareceu finalmente as minhas dúvidas sobre a masculinidade dos "valores" da Tranquilidade. (Diga-se "en passant" que o Acordo Ortográfico perdeu uma boa oportunidade para pôr os pontos nos ii e mudar o género da palavra "masculinidade", já que o facto de ser do género feminino pode gerar equívocos em espíritos fracos).

É bom saber que, na "coutada do macho ibérico", há uma empresa que se mantém fiel aos viris valores ancestrais e tem a coragem de, como nos saudosos anos 40 na Alemanha e na URSS, "cancelar" a "arte degenerada".

Porque não se dedicam os artistas a pintar pores-do-sol e retratos dos 'stakeholders' do Grupo Espírito Santo?