sexta-feira, dezembro 21, 2012
quinta-feira, dezembro 20, 2012
Um ano musical
Através de 30 escolhas, recapitula-se um ano musical e espelha-se uma heterogeneidade de gostos e tendências que certamente não deixará de surpreender alguns. Sobretudo os que por aqui passam com menos regularidade e que desconhecem a faceta versátil do autor. :)
30. Trust – Bulbform
Já não há muito a dizer dos Trust. Em suma, esta escolha ou, uma melodia vocal em sintonia perfeita com os sintetizadores.
29. Sunglasses - Cold Showder
O melhor tema de “Wildlife”, LP de estreia desta banda de Indie Pop praticamente desconhecida (mas não devia).
28. Presk - Cerano City
Mais um exemplo perfeito de que a fronteira entre o Techno-House e o Uk Garage são mínimas. Isto entretem-me tanto que já nem preciso saber o que o Joy O(rbison) anda a fazer.
27. School of Seven Bells - Scavenger
A música que me fez voltar a querer ouvir SoSB... e a pegar no carro e começar a fazer perseguições.
26. Girl Unit - Club Rez
Isto é só uma pequena amostra do poder actual do UK Bass. Tal vindo de quem já nem tem nada para provar nessa matéria.
30. Trust – Bulbform
Já não há muito a dizer dos Trust. Em suma, esta escolha ou, uma melodia vocal em sintonia perfeita com os sintetizadores.
29. Sunglasses - Cold Showder
O melhor tema de “Wildlife”, LP de estreia desta banda de Indie Pop praticamente desconhecida (mas não devia).
28. Presk - Cerano City
Mais um exemplo perfeito de que a fronteira entre o Techno-House e o Uk Garage são mínimas. Isto entretem-me tanto que já nem preciso saber o que o Joy O(rbison) anda a fazer.
27. School of Seven Bells - Scavenger
A música que me fez voltar a querer ouvir SoSB... e a pegar no carro e começar a fazer perseguições.
26. Girl Unit - Club Rez
Isto é só uma pequena amostra do poder actual do UK Bass. Tal vindo de quem já nem tem nada para provar nessa matéria.
25. Schoolboy Q - There He Go
Nem sei o que é melhor aqui, se a utilização de um sample de uma música dos Menomena, se todo o crescente “vibe” ao longo desta troca de palavras.
“Without a gun or knife, it's just a fuckin' hit”
24. Grimes – Genesis
Também gosto muito da “Oblivion”, obviamente. Mas esta até parece a escolha mais óbvia, para além de ter o ritmo e o tempo simplesmente perfeitos.
23. Dark Dark Dark - How It Went Down
Por mais que o seu nome pareça querer indicar o contrário, esta banda não faz só músicas depressivas... Esta por acaso até é um bocadinho. Mas vive quase exclusivamente da sua simplicidade.
22. Gary Beck – Operation
Samba progressivo. Só podia ser um criativo produtor de Techno a inventá-lo.
21. Om Unit - Dark Sunrise (feat Tamara Blessa)
Banda sonora dos subúrbios de Londres. Bass e Dub, e a Tamara fala em tempos de mudança. Aparentemente, tudo se encaixa por aqui.
Nem sei o que é melhor aqui, se a utilização de um sample de uma música dos Menomena, se todo o crescente “vibe” ao longo desta troca de palavras.
“Without a gun or knife, it's just a fuckin' hit”
24. Grimes – Genesis
Também gosto muito da “Oblivion”, obviamente. Mas esta até parece a escolha mais óbvia, para além de ter o ritmo e o tempo simplesmente perfeitos.
23. Dark Dark Dark - How It Went Down
Por mais que o seu nome pareça querer indicar o contrário, esta banda não faz só músicas depressivas... Esta por acaso até é um bocadinho. Mas vive quase exclusivamente da sua simplicidade.
22. Gary Beck – Operation
Samba progressivo. Só podia ser um criativo produtor de Techno a inventá-lo.
21. Om Unit - Dark Sunrise (feat Tamara Blessa)
Banda sonora dos subúrbios de Londres. Bass e Dub, e a Tamara fala em tempos de mudança. Aparentemente, tudo se encaixa por aqui.
20. Fau & Deam - Long Trip Around You
Uma verdadeira “trip” às investidas underground da música de dança. Lembram-se daquele hit do Rui Da Silva?
19. Maximo Park - This Is What Becomes Of The Heart Broken
Agradável surpresa esta em que os MP deixam o piano dominar uma das suas melhores canções dos últimos tempos.
18. Sleepyhead – Lrdhvmrcy
Ambientes nocturnos ao som de post-dubstep não são novidade para ninguém (Burial), mas este caso chega a arrepiar de tanto “realismo” transposto para uma música.
17. Retro Stefson – Glow
Um colectivo multicultural islandês produziu um hino perfeito à boa disposição e ao mais inocente divertimento.
16. John Maus - No Title (Molly)
Com tantas, boas e novas (Cold Showers, A Place to Bury Strangers, The Soft Moon, etc) possiveis escolhas alternativas, a minha canção Post-Punk do ano foi escrita à moda antiga e por um “veterano”.
Uma verdadeira “trip” às investidas underground da música de dança. Lembram-se daquele hit do Rui Da Silva?
19. Maximo Park - This Is What Becomes Of The Heart Broken
Agradável surpresa esta em que os MP deixam o piano dominar uma das suas melhores canções dos últimos tempos.
18. Sleepyhead – Lrdhvmrcy
Ambientes nocturnos ao som de post-dubstep não são novidade para ninguém (Burial), mas este caso chega a arrepiar de tanto “realismo” transposto para uma música.
17. Retro Stefson – Glow
Um colectivo multicultural islandês produziu um hino perfeito à boa disposição e ao mais inocente divertimento.
16. John Maus - No Title (Molly)
Com tantas, boas e novas (Cold Showers, A Place to Bury Strangers, The Soft Moon, etc) possiveis escolhas alternativas, a minha canção Post-Punk do ano foi escrita à moda antiga e por um “veterano”.
15. Grizzly Bear - Half Gate
Mais uma belíssima canção dos meninos-prodígio do Indie Rock actual. Esta termina de uma forma apoteótica. Para entender a sua real dimensão, só mesmo ouvindo-a.
14. John Talabot - So Will Be Now (feat. Pional)
Quem disse que a “dance music” é descartável? Quem disse que o House deve ser monótono e aborrecido? Quem disse que não há temas (Deep) House simplesmente magistrais?
13. Beach House – Myth
Esta é “só” mais uma razão para elevar os BH ao topo da lista das melhores bandas actuais. Encontro aqui uma desvantagem: ficar demasiado habituado a tão exímio nível.
12. Gossip - Love in a Foreign Place
Os Gossip, provavelmente sob influência das mais recentes "aventuras" da sua vocalista, deixaram-se contagiar pela música pop electrónica. Com isso ficamos todos a ganhar.
11. Deadbeat – Alamut
No panorama da música electrónica, este ano também ficará marcado pelo facto de um dos melhores (senão, o melhor) produtores de Dub Techno ter regressado ao seu melhor nível. Pelo menos há este exemplo para o comprovar.
Mais uma belíssima canção dos meninos-prodígio do Indie Rock actual. Esta termina de uma forma apoteótica. Para entender a sua real dimensão, só mesmo ouvindo-a.
14. John Talabot - So Will Be Now (feat. Pional)
Quem disse que a “dance music” é descartável? Quem disse que o House deve ser monótono e aborrecido? Quem disse que não há temas (Deep) House simplesmente magistrais?
13. Beach House – Myth
Esta é “só” mais uma razão para elevar os BH ao topo da lista das melhores bandas actuais. Encontro aqui uma desvantagem: ficar demasiado habituado a tão exímio nível.
12. Gossip - Love in a Foreign Place
Os Gossip, provavelmente sob influência das mais recentes "aventuras" da sua vocalista, deixaram-se contagiar pela música pop electrónica. Com isso ficamos todos a ganhar.
11. Deadbeat – Alamut
No panorama da música electrónica, este ano também ficará marcado pelo facto de um dos melhores (senão, o melhor) produtores de Dub Techno ter regressado ao seu melhor nível. Pelo menos há este exemplo para o comprovar.
10. Kindimmer - Shadow & Construction
Um tema Tech-House orelhudo totalmente virado para as pistas de dança e com toda legitimidade para o assim ser. Só que certamente não será lá, no meio da “confusão”, que se conseguirá dar o justo valor a este “hit”.
9. Twin Shadow - Run My Heart
Canção pop naturalmente rica em elementos nostálgicos (olá anos 80!) e que me agradam sobremaneira.
8. TNGHT - Higher Ground
“Reaching for high… Reaching for high…”
Um tema Tech-House orelhudo totalmente virado para as pistas de dança e com toda legitimidade para o assim ser. Só que certamente não será lá, no meio da “confusão”, que se conseguirá dar o justo valor a este “hit”.
9. Twin Shadow - Run My Heart
Canção pop naturalmente rica em elementos nostálgicos (olá anos 80!) e que me agradam sobremaneira.
8. TNGHT - Higher Ground
“Reaching for high… Reaching for high…”
Loops atrás de loops, mas não é Juke, é Hip Hop a um ritmo alucinante e nunca antes experimentado. A experiência funcionou mesmo em pleno.
7. Kate Boy – Northern Lights
As comparações com os The Knife não se ficam pela nacionalidade e, até certo ponto, são mais que justificadas. A verdade é que mesmo hoje, depois de a ouvir umas boas dezenas de vezes sem me cansar, continuo a captar novos pormenores que me tinham escapado nas primeiras audições.
6. Cormac - Narcosa (Jennifer Cardini's Vision Of Us Remix)
Será logo de valorizar qualquer processo de remistura de uma música que lhe atribua toda uma nova identidade. Fico ainda mais feliz se, adicionalmente, ela (a remix) se transforma em algo de trascendental (como é o caso).
5. The Walkmen – Heaven
Não é fácil de escolher a minha faixa favorita do meu disco do ano. Podia dizer que ficava-me pelo tema-título para facilitar essa escolha, mas não é essa a verdade. A verdade é que esta canção pode não me levar, literalmente, aos céus, mas faz-me voltar a outros tempos...
“Remember, remember, / All we fight for.”
4. Nedry – Violaceae
De certa forma eu até entendo que os Nedry sejam subvalorizados. Já não se ouve Trip-Hop e a voz da vocalista não é “fácil” e, muito menos, elegante e nem sempre é a melhor combinação para o som da banda, admito. Mas felizmente encontrei algumas excepções.
3. Purity Ring – Saltkin
Os Purity Ring trouxeram mais ritmo e uma nova vida à “witchy eletronica”. Sim pode ser isso: bruxas a dançar a ao som do R&B mais futurista. Ora aqui está algo que não se vê todos os dias.
2. Lower Dens – Brains
Quase um ano depois de ter-me vindo parar aos ouvidos e continua a soar-me melhor que nunca. Uma canção que começa do nada e vai crescendo para tudo. Por vezes, sobretudo depois de a ouvir, continuo a ouvir o som daquele “tambor” na minha cabeça, horas a fio.
1. Hookworms - Teen Dreams
Tenho uma boa e má notícia. Começo pela má: a minha suposta música de 2012 foi editada em cassete (sério!) pela primeira vez em 2011, pelo menos é desse ano que vem o EP homónimo desta banda de Leeds, de onde foi retirado este tema. No entanto, os Hookworms só começaram a tornar-se mais conhecidos com os memoráveis (diz quem já assistiu) concertos que têm dado depois disso, sobretudo desde o passado verão. A boa notícia é que depois de eles terem anunciado que há um “Debut LP a chegar”, tornaram-se automaticamente numa das minhas grandes promessas de 2013. Bom aperitivo e o resto? Algumas gramas de Space-Rock, psicadelismo qb, umas pitadas de Krautrock, de Spacemen 3 e Spectrum e a iguaria está pronta a servir.
7. Kate Boy – Northern Lights
As comparações com os The Knife não se ficam pela nacionalidade e, até certo ponto, são mais que justificadas. A verdade é que mesmo hoje, depois de a ouvir umas boas dezenas de vezes sem me cansar, continuo a captar novos pormenores que me tinham escapado nas primeiras audições.
6. Cormac - Narcosa (Jennifer Cardini's Vision Of Us Remix)
Será logo de valorizar qualquer processo de remistura de uma música que lhe atribua toda uma nova identidade. Fico ainda mais feliz se, adicionalmente, ela (a remix) se transforma em algo de trascendental (como é o caso).
5. The Walkmen – Heaven
Não é fácil de escolher a minha faixa favorita do meu disco do ano. Podia dizer que ficava-me pelo tema-título para facilitar essa escolha, mas não é essa a verdade. A verdade é que esta canção pode não me levar, literalmente, aos céus, mas faz-me voltar a outros tempos...
“Remember, remember, / All we fight for.”
4. Nedry – Violaceae
De certa forma eu até entendo que os Nedry sejam subvalorizados. Já não se ouve Trip-Hop e a voz da vocalista não é “fácil” e, muito menos, elegante e nem sempre é a melhor combinação para o som da banda, admito. Mas felizmente encontrei algumas excepções.
3. Purity Ring – Saltkin
Os Purity Ring trouxeram mais ritmo e uma nova vida à “witchy eletronica”. Sim pode ser isso: bruxas a dançar a ao som do R&B mais futurista. Ora aqui está algo que não se vê todos os dias.
2. Lower Dens – Brains
Quase um ano depois de ter-me vindo parar aos ouvidos e continua a soar-me melhor que nunca. Uma canção que começa do nada e vai crescendo para tudo. Por vezes, sobretudo depois de a ouvir, continuo a ouvir o som daquele “tambor” na minha cabeça, horas a fio.
1. Hookworms - Teen Dreams
Tenho uma boa e má notícia. Começo pela má: a minha suposta música de 2012 foi editada em cassete (sério!) pela primeira vez em 2011, pelo menos é desse ano que vem o EP homónimo desta banda de Leeds, de onde foi retirado este tema. No entanto, os Hookworms só começaram a tornar-se mais conhecidos com os memoráveis (diz quem já assistiu) concertos que têm dado depois disso, sobretudo desde o passado verão. A boa notícia é que depois de eles terem anunciado que há um “Debut LP a chegar”, tornaram-se automaticamente numa das minhas grandes promessas de 2013. Bom aperitivo e o resto? Algumas gramas de Space-Rock, psicadelismo qb, umas pitadas de Krautrock, de Spacemen 3 e Spectrum e a iguaria está pronta a servir.
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Best Tracks of 2012
terça-feira, dezembro 18, 2012
sábado, dezembro 15, 2012
Love hurts
“Amour”
apresenta-nos um casal de octogenários, em que um se vê subitamente obrigado a
cuidar do outro, que se vai debilitando ao longo do tempo. Portanto, à partida, obriga-nos
a reflectir para além do envelhecimento, a debilidade, a doença e a morte.
Chega a ser um
filme emocionalmente muito depressivo, sobretudo para quem tenha passado por uma
experiência pessoal idêntica. Nesse ponto as excepcionais interpretações (sobretudo
as do casal... se bem que é sempre bom ver a Rita Blanco a fazer de porteira
prendada) são uma das grandes mais-valias da obra.
Por outro lado, “Amour”
poderia ser só uma bonita história de devoção, na terceira idade, como tantas
outras. Mas não o é porque temos que contar com as “impressões digitais” de
Michael Haneke. São quase imperceptíveis, mas estão lá todas: a crueldade, a
perversidade e o cinismo - para lá chegar é preciso compreender muito bem porque
ele guardou para cena final aquela em que a filha entra no apartamento, já “limpo”
e desabitado.
São “só” três características humanas que o realizador tão bem
conhece e tão bem reflecte no seu cinema. Mas quem quiser pode ficar-se só pela
história de amor incondicional, que já não fica mesmo nada mal servido.
quarta-feira, dezembro 12, 2012
terça-feira, dezembro 11, 2012
segunda-feira, dezembro 10, 2012
quarta-feira, dezembro 05, 2012
segunda-feira, dezembro 03, 2012
Festivais de verão são para meninos...
Festivais de inverno são para senhoras e senhores.
Podia limitar-me a
sugerir duas das principais revelações deste ano do indie-pop-rock britânico: Alt-J
e Django Django (22h45 e 23:05, dia 7 e 8 de Dezembro, respectivamente, ambos no Teatro
Tivoli), ou, na electrónica, uma interessante surpresa e uma confirmação (para
os mais distraídos: a revelação de 2010): The 2 Bears e Light Asylum (23h45 e 00h05, dia
7 e 8, respectivamente, ambos na Sala Super Bock Super Rock - Ateneu Comercial
de Lisboa), ou ficar-me pela marca nacional ou pelas belas paisagens minimalistas
electro-folk de Noiserv (22h20, dia 8, S. Jorge - Sala Manoel de Oliveira)...
Mas nem é preciso chegar a tanto, só o primeiro EP do duo pop nova-iorquino Ms Mr
(Dia 8, 00:50, Estação do Rossio - Vodafone
FM), vale o preço do ingresso (40 euricos, Vodafone Mexefest 2012 – Lisboa). Se forem tão bons
ao vivo como em disco, temos o festival ganho.
MS MR -
Hurricane from MS MR on Vimeo.
sábado, novembro 24, 2012
Os ricos também têm coração
The Queen of
Versailles é um documentário que acompanha, ao longo de mais de dois anos, a
vida luxuosa do bilionário David Siegel, dono de uma das maiores de empresas americanas
de time-sharing (“Westgate Resorts”) e da sua esposa, “ex-miss Florida’ 93”,
trinta anos mais nova que ele. Uma das suas mais recentes excentricidades é a
construção da “Biggest House In America”, que será a nova morada deste casal, das
suas 8 crianças (7 filhos e uma sobrinha), dos seus inúmeros cães (entre outros
animais mais ou menos exóticos: vê-se várias fotos de David com um leão e um
tigre branco), empregados, ... Uma grande mansão inspirada em Versailles, com
mais de 8000 metros quadrados!
Tudo isto leva a
crer que o filme foca-se exclusivamente nos excessos de uma família que vive abastadamente
o seu “american dream”. Também, mas não só. Assim começa, pelo menos. Entretanto
chegamos a Setembro de 2008, mais precisamente ao momento-chave da última grande
crise financeira. Relembro que grande parte do rendimento desta família provém
das receitas do negócio de time-sharing. Negócio este demasidado dependente do
crédito bancário, que, como todos bem sabemos, deixou de ser o mesmo desde esses
malogrados dias.
A partir daqui, nada
mais será como dantes para esta família. São estas transformações que tornam
este filme brilhante. Ou seja, parte-se de algo previsível (um casamento de
interesses e uma família fútil e materialista - pensamos nós que assim é) que se
vai descontruindo em algo totalmente surpreendente e atípico, sobretudo para
ambientes “familiares” desta natureza. Vai-se revelando o lado mais intimista e
sentimental daquele casal em “crise” (em todos os sentidos) e isso faz-nos
estabelecer uma certa cumplicidade para com eles. Não chegamos a ver momentos
de desespero, mas eles chegam a partilhar algumas “pseudo-zangas” por causa da “luz
acesa” desnecessária e muitos momentos caricatos. Como aquele em que se
descobre, num aquário, um “lagarto” (pareceu-me ser uma iguana) morto, sem água
e sem comida (supostamente essa fazia parte das responsabilidades de alguma das
muitas criadas entretanto despedidas). “Quem é que matou o lagarto?” – pergunta
a mãe aos actuais habitantes da casa. Um dos filhos aproxima-se, olha para o interior
do aquário e diz: “Eu nem sabia que tinhamos um lagarto”.
sexta-feira, novembro 23, 2012
Caros amigos mutualistas do Montepio
Certamente por esta hora já terão recebido na vossa caixa
de correio uma correspondência onde é solicitado a vossa participação nas eleições
dos orgãos do "nosso" banco. A acompanhar os boletins de voto, vêm três
livrinhos, um para cada candidatura. Depois de ter gasto alguns minutos com
eles, penso já estar em condições de elaborar um resumo das propostas
apresentadas - no fundo, tudo aquilo que todos nós mais precisávamos neste
momento.
Lista A (direcção actual) - algumas fotos de senhores
engravatados, excepto o Padre Melicias, com direito a legenda; não sabia que o
Moita Flores também andava por aqui (não devia ficar surpreendido, pois ele já
tinha provado antes que consegue ser mais omnipresente que Deus); a foto do
conselho geral faz-me lembrar a fila matinal de um qualquer posto de saúde;
depois, blabla, gráficos com linhas sempre a subir, blabla, mais gráficos com
linhas a subir; vote no seu montepio; fim.
Lista B – logo na primeira página mais senhores
engravatados com ar muito sério e credível, o senhor do canto direito é o Bart
Simpson com óculos; os nossos compromissos, proteger as famílias, a educação
dos nossos filhos e envelhecimento com dignidade (no doubt of that); reformas
orgânicas, blabla; assembleia geral, mais senhores engravatados e duas
senhoras, tudo de doutores para cima; CA: os senhores da primeira página com as
respectivas habilitações, fica-se a saber que o nosso Bart quer ser vogal e é
licenciado em economia e blabla; por fim, os orgãos sociais, finalmente aparece
alguém não engravatado... espera, é licenciado em medicina? Finalmente encontro
o verdadeiro doutor... Também sem gravata e com ar assustado (há razões para
isso?) aparece, mesmo lá em baixo e no fim do livro, o suplente, empregado
fabril, trabalhador em linha montagem e produção na Philips Portuguesa, o único
quadro sem título. :(
Lista C – bom grafismo, letras grandes e começam bem,
logo a cascar na direcção actual; lema da campanha é repetido até à exaustão,
página sim página não; finalmente aparecem as fotos... “credo”... a média de
idades ronda os 70 anos, todos membros da CGTP-IN; foto de grupo, engravatados
mas ao estilo, diria, mais clássico; suplentes, finalmente alguém com menos de
40 anos e ainda por cima é gira :), chama-se Lúcia, advogada e com um curriculo cheio de coisas importantes e
bonitas, não é sindicalista (iupiiii); blblabla finalmente aparece o que queria
saber: quadro comparativo das remunerações pagas ao CA, Montepio versus CGD, em
2011, uiui: Montepio, 5 membros, 2 milhões e tal de euros, CGD, 9 membros, 1
milhão e oitocentos e tal - motivo mais que suficiente para recomeçar o
cascanço na direcção actual; por fim, novo apelo ao voto, com alguns erros
ortográficos e o endereço do sítio oficial com um arroba!? (Deviam ter
adicionado à lista de candidatura um revisor de texto.)
Boa votação.
De nada.
quinta-feira, novembro 22, 2012
Groove is in the north of europe
Outra das grandes surpresas musicais de 2012 aparece em forma de colectivo multicultural que mistura ritmos funk com melodias pop viciantes. São os Retro Stefson. De Reykjavik para o mundo.
Retro Stefson - Glow from Magnus Leifsson on Vimeo.
Retro Stefson - Glow from Magnus Leifsson on Vimeo.
quarta-feira, novembro 21, 2012
Prima de Cristiano Ronaldo a full-time, concorrente de reality show a part-time, sub-espécie de namorada marota nos tempos livres
As redes sociais
revelam tudo, inclusivé o lado mais picante e o lado mais sombrio de cada um dos
seus participantes. Ninguém sai ileso desta recente forma de socialização.
Não,
não gostas, Tracy.
Tudo começa com
uma inocente troca de mimos mas depois a coisa, mais dia menos dia, começa a
descambar para a pornografia doméstica. Ora mando-te uma “pic” da minha “waxed
pussy”, ora manda-me uma foto do teu “dick” – assim mesmo em inglês, os orgãos
são luso-descendentes, mas o fenómeno é global. “Está mole”? Deixa lá que eu te vou entretendo com a minha
colecção de cuequinhas com florzinhas e porquinhos.
Até que não virá
grande mal ao mundo começar a partilhar, mesmo que por meios virtuais, a sua
intimidade com a “cara-metade”. O pior é que não é só isso. Nunca é só isso.
O que se destaca
ao longo daquela espécie de diálogo e daquelas sessões de pseudo-erotismo “da
cueca colorida” é uma perigosa falta de auto-estima, de uma parte, e uma grandessíssima
filha-da-putice, da outra – sim, porque este material não “leaka” na net por
milagre.
Pronto, é esta a
parte desagradável da brincadeira. De resto, depois de exemplos como este, já
ninguém pode acusar estes jovens de hoje em dia de não se “entregarem” muito
nas suas relações.
segunda-feira, novembro 19, 2012
Momento Decathlon
- Queria um daqueles gorros tipo ninja.
- "Passa-montanhas"?
- Não. Mas vou passar por algumas ourivesarias e sucursais de instituições bancárias.
- "Passa-montanhas"?
- Não. Mas vou passar por algumas ourivesarias e sucursais de instituições bancárias.
sábado, novembro 17, 2012
Homenagem ao músico desconhecido
Num meio
altamente mediático e sencionalista como é o musical, não deixa de ser curioso
que haja quem prefira o anonimato.
Desde o final do
mês de Maio que um produtor de música electrónica tem deixado alguns dos seus
trabalhos na sua conta de Youtube. Ele é o “desconhecido” e as suas músicas não
têm nome, há tão somente um cardinal e um número.
Já ouvimos este
som antes, onde Burial foi pioneiro. Será ele? Verdade seja dita que entretanto
tem aparecido por aí cópias bem menos convincentes que esta. Depois há esta
frase, com que Unknown fez acompanhar o anúncio da edição do seu primeiro EP (“#001-004”),
que tem tanto de misteriosa como de esclarecedora:
“This is my new project, I want to remain anonymous and let
the music speak for itself”
Se a verdadeira natureza
do criador é incerta, o mesmo não se pode dizer do seu talento. E, para os
devidos efeitos, só isso é que interessa.
sexta-feira, novembro 16, 2012
segunda-feira, novembro 12, 2012
Everything we touch turns to gold...
... Basicamente é essa a feliz realidade da pop "made in Sweden (& Australia, neste caso)".
KATE BOY - NORTHERN LIGHTS from SIKOW on Vimeo.
sexta-feira, novembro 09, 2012
2ª Temporada, finalmente

O meu programa estreia dia 19 do corrente mês. Feriado em Odivelas e na Trofa, Dia da Bandeira no Brasil e Dia Internacional do Homem nos seguintes países: Trinidad e Tobago, Jamaica, Austrália, Índia, Itália, Estados Unidos, Nova Zelândia, Brasil, Moldávia, Haiti, São Cristóvão e Nevis, Portugal, Singapura, Malta, África do Sul, Gana, Botswana, Angola, Zimbabwe, Croácia, Uganda , Chile, Hungria, Irlanda, Peru, Canadá, China, Vietnã, Paquistão, Dinamarca, Suécia, Noruega, Guiana, Holanda, Bélgica, Geórgia, Argentina, México, Alemanha, Áustria, Finlândia, Espanha, França e Reino Unido. Não percam.
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