sábado, janeiro 19, 2013
Tarangnam Style
Não há que
enganar: Tarantino é sinónimo de entretenimento cool. Com este “Django
Unchained”, mais uma vez, ele aborda assuntos sérios e desconfortáveis com uma ironia sem limites.
No final há sempre a vingança da praxe, mas pelo meio somos servidos por vários momentos hilariantes
(veja-se abaixo um exemplo). Depois há o estilo, tudo ali é cool, desde a vénia
do cavalinho à banda sonora, passando pelas personagens. E que personagens! E
que interpretações!
quarta-feira, janeiro 16, 2013
domingo, janeiro 13, 2013
Está-se sempre a aprender com uma certa esquerda
É assim um bocadinho para o ridícula esta guerra que esse conceituado
"pensador" de esquerda que dá pelo nome de Daniel Oliveira anda a travar
com os organizadores da petição para não abater "um cão de uma raça perigosa" que matou UMA CRIANÇA DE 18 MESES - o Daniel Oliveira usou o "bold", o Ferreira Fernandes usa-a como arma de arremesso "sentimental" para finalizar crónicas e eu uso o CAPS LOCK, que é para demonstrar também a minha sensibilidade perante todas as crianças anónimas de 18 meses, mesmo aquelas com pais irresponsáveis (como parece ser supostamente o caso).
Ainda há
pouco houve direito a tempo de antena, em horário nobre, no noticiário
da SIC. Ontem, também com o patrocínio do grupo Impresa, tivemos direito
a isto: "a vida do humano mais asqueroso vale mais do que a vida do animal doméstico de que mais gostamos. Sempre."
Em suma: sensatez e tolerância, parecem ser valores em vias de extinção nessa fauna selvagem que é uma certa esquerda portuguesa. Já se sabia que eles é que sabem "o que é ter um filho", agora ficou-se a conhecer que são eles que dominam a questão da hierarquia das vidas.
Em suma: sensatez e tolerância, parecem ser valores em vias de extinção nessa fauna selvagem que é uma certa esquerda portuguesa. Já se sabia que eles é que sabem "o que é ter um filho", agora ficou-se a conhecer que são eles que dominam a questão da hierarquia das vidas.
sexta-feira, janeiro 11, 2013
Avante camarada
A presidente da Câmara de Palmela, Ana Teresa Vicente (PCP), vai
reformar-se a partir do próximo mês de fevereiro, mas vai manter-se na
presidência do município até final do mandato, disse hoje à agência Lusa
fonte da autarquia.
Ana Teresa Vicente, de 46 anos
(faz 47 a 28 de janeiro), cumpre o terceiro e último mandato como
presidente da Câmara de Palmela, pelo que não poderá recandidatar-se ao
cargo.
De acordo lista de reformados em fevereiro da Caixa Geral de Aposentações publicada em Diário da República de 8 de janeiro, Ana Teresa Vicente vai auferir uma reforma de 1.859,67 euros.
De acordo lista de reformados em fevereiro da Caixa Geral de Aposentações publicada em Diário da República de 8 de janeiro, Ana Teresa Vicente vai auferir uma reforma de 1.859,67 euros.
Comentador do Correio da Manhã : "Cambada de gatunos!... Mas ela é toda jeitosa. Comi-a..."
Pepa Xavier: "Esse ordenadozinho dá para comprar uma mala daquelas clássicas da chanel que fica bem com tudo?"
Presidente da República: "Tais valores são perfeitamente legítimos e constitucionais. Agora deixem-me escrever aqui uma tese de 29 páginas, para mandar para o TC, a explicar porque é inconstitucional cortar em reformas a sério... Como a minha."
Assunção Esteves: "47 anos? mil e oitocentos euros? Oh minha senhora: acorde para a vida!"
Pepa Xavier: "Esse ordenadozinho dá para comprar uma mala daquelas clássicas da chanel que fica bem com tudo?"
Presidente da República: "Tais valores são perfeitamente legítimos e constitucionais. Agora deixem-me escrever aqui uma tese de 29 páginas, para mandar para o TC, a explicar porque é inconstitucional cortar em reformas a sério... Como a minha."
Assunção Esteves: "47 anos? mil e oitocentos euros? Oh minha senhora: acorde para a vida!"
segunda-feira, janeiro 07, 2013
sábado, janeiro 05, 2013
Serviço Público: 13 apostas para 2013
Para além de alguns nomes já mencionados e de uma muito aguardada e
desejada invasão nórdica pt. II (The Knife, Röyksopp, Robyn, The Radio
Dept, os novatos Kate Boy, etc), estas são as minhas 13 apostas para
2013:
13. Wildlife Control (fazem boas canções rock, no seu estilo mais "clássico")
12. The New Fabian Society (Interpol, entre outras referências ainda mais depressivas)
11. Solomon Grey (pop e eletronica, eficaz)
10. MS MR (já mui elogiados por mim aqui)
9. WIFE (ninguém vai querer saber se eu disser que é mais um retorno do trip-hop, mas se disser post-dubstep, já pode ser o começo de uma boa amizade)
8. Haim (também já são hype ou não fossem as 3 irmãs mais giras e cool da cena indie pop actual)
7. Heart-Ships (rock indie, os vídeos disponíveis do Ytube ainda não lhes fazem justiça, há que aguardar)
6. Tom Odell (voz, piano e algum ritmo, já é um sucesso)
5. Eaux (mais um início muito auspicioso em forma de EP)
4. Hookworms (também já falei deles aqui)
3. Chvrches (pop que a P4k gosta e toda a gente em geral)
2. Dan Croll (tem tudo para dar certo e ser a nova sensação indie do ano)
1. Public Service Broadcasting (God Is an Austronaut, com um impressionante trabalho de colagem de registos radiofónicos históricos - o EP do ano passado é uma obra-prima)
13. Wildlife Control (fazem boas canções rock, no seu estilo mais "clássico")
12. The New Fabian Society (Interpol, entre outras referências ainda mais depressivas)
11. Solomon Grey (pop e eletronica, eficaz)
10. MS MR (já mui elogiados por mim aqui)
9. WIFE (ninguém vai querer saber se eu disser que é mais um retorno do trip-hop, mas se disser post-dubstep, já pode ser o começo de uma boa amizade)
8. Haim (também já são hype ou não fossem as 3 irmãs mais giras e cool da cena indie pop actual)
7. Heart-Ships (rock indie, os vídeos disponíveis do Ytube ainda não lhes fazem justiça, há que aguardar)
6. Tom Odell (voz, piano e algum ritmo, já é um sucesso)
5. Eaux (mais um início muito auspicioso em forma de EP)
4. Hookworms (também já falei deles aqui)
3. Chvrches (pop que a P4k gosta e toda a gente em geral)
2. Dan Croll (tem tudo para dar certo e ser a nova sensação indie do ano)
1. Public Service Broadcasting (God Is an Austronaut, com um impressionante trabalho de colagem de registos radiofónicos históricos - o EP do ano passado é uma obra-prima)
segunda-feira, dezembro 31, 2012
Uma espécie de mártir do punk rock
G.G.
Allin is an entertainer with a message to a sick society. He makes us look at
it for what we really are. The human is just another animal who is able to
speak out freely, to express himself clearly. Make no mistake about it, behind
what he does is a brain.
John
Wayne Gacy*
Antes de se tornar internacionalmente conhecido, Todd Phillips,
o realizador da saga “A Ressaca” (está a filmar a parte 3), “Starsky &
Hutch” e “Road Trip”, fez um documentário sobre a vida de um dos punk rockers
(e a sua banda) mais controversos da história da música. Para quem conhece os
GG Allin & The Murder Junkies e os filmes de Todd Philips facilmente
estabelece alguns pontos de contacto: o grotesco e o humor (a reedição de DVD de
2007 deste documentário veio acompanhado com uma tatuagem temporária idêntica a
de GG Allin).
Os concertos dos GGA & TMJ ficaram conhecidos por
nunca terminarem. Ou melhor, terminavam, com o seu vocalista a caminho de um
hospital ou da esquadra mais próxima.
“Excessivo”, “bizarro”, “assustador”, ... Não era fácil definir ou entender a “personagem”. Até um conhecido
serial killer*, confessou ter dificuldades em lidar com ele. Ao contrário de
outros artistas rock n’roll mais ou menos consagrados, GG Allin não incentivava
a rebelião. Ele era a rebelião em pessoa. Neste documentário pode-se assistir a
algumas cenas dos seus “espetáculos” ao vivo, onde incluia: auto-mutilação,
defecação e coprofagia, agressão física contra a sua assistência, etc..
Ainda assim a banda foi sobrevivendo (e, sem ele, ainda
sobrevive) aos inúmeros escândalos, peripécias e conflitos internos (Dee Dee
Ramone chegou a integrar a banda).
O documentário também tenta descortinar as razões que
levam um rapaz “normal” de uma vila pacata do estado de New Hampshire, se ter
transformado em tão atormentado “animal”, ou melhor, “public animal no.1”, como também chegou a ser conhecido. Ele
odiava a sociedade em geral, por a considerar “doente”. Acreditava que a única
possível cura estaria no seu “rock n’roll”, sem limites, sem autoridade e
totalmente irresponsável.
O mais irónico na história da vida de GG está no seu
final. Por mais alienado e diferenciado que ele se considerasse, a sua vida não
terminou de uma forma simbólica/heróica/atípica (no palco, como ele tanto
prometeu; uma espécie de sacrifício em nome da salvação do rock), mas de uma “comum”
overdose de heroína, como tantas outras “rock stars” que criticava.
sexta-feira, dezembro 28, 2012
domingo, dezembro 23, 2012
A realidade segue dentro de momentos
“Holy Motors” começa
com alguém (o próprio realizador, Leos Carax) a levantar-se de uma cama (um
sono quase eterno de 13 anos, depois da sua última longa: “Pola X”?) e a
dirigir-se para o espaço ao lado: uma sala de cinema repleta de espectadores
completamente imóveis. O que vêm eles? Algo parecido com o que se segue?
Há um homem que ao
longo do seu dia de trabalho, desempenha vários e ambíguos papéis (a pedinte, a
personagem de “motion capture” (3D?), o assassino que recria a vítima à sua
imagem, o amante melodramático, o pai de família que vai buscar a sua filha com
problemas de auto-estima a uma festa, ...) sempre transportado numa luxuosa
limousine e a sua respectiva motorista. Cada papel poderá ter aqui a sua própria
interpretação da realidade ou das novas formas de fazer cinema. Para isso Leos tanto
recorre a imagens do quotidiano como do burlesco - num cemitério, durante uma
sessão fotográfica, a personagem interpretada pela bela Eva Mendes é raptada
por um pequeno “monstro-lunático” que a leva para o seu esconderijo subterrâneo
e onde a “obriga” a desfilar com uma burka improvisada e a servir de almofada,
quando ele decide descansar todo nu e de pénis erecto... Mas guardem um
bocadinho dessa estupefacção para a cena final.
Um filme estranho
e único, com várias cenas belíssimas e inesqueciveis, em que uma delas é puramente
musical:
sexta-feira, dezembro 21, 2012
quinta-feira, dezembro 20, 2012
Um ano musical
Através de 30 escolhas, recapitula-se um ano musical e espelha-se uma heterogeneidade de gostos e tendências que certamente não deixará de surpreender alguns. Sobretudo os que por aqui passam com menos regularidade e que desconhecem a faceta versátil do autor. :)
30. Trust – Bulbform
Já não há muito a dizer dos Trust. Em suma, esta escolha ou, uma melodia vocal em sintonia perfeita com os sintetizadores.
29. Sunglasses - Cold Showder
O melhor tema de “Wildlife”, LP de estreia desta banda de Indie Pop praticamente desconhecida (mas não devia).
28. Presk - Cerano City
Mais um exemplo perfeito de que a fronteira entre o Techno-House e o Uk Garage são mínimas. Isto entretem-me tanto que já nem preciso saber o que o Joy O(rbison) anda a fazer.
27. School of Seven Bells - Scavenger
A música que me fez voltar a querer ouvir SoSB... e a pegar no carro e começar a fazer perseguições.
26. Girl Unit - Club Rez
Isto é só uma pequena amostra do poder actual do UK Bass. Tal vindo de quem já nem tem nada para provar nessa matéria.
30. Trust – Bulbform
Já não há muito a dizer dos Trust. Em suma, esta escolha ou, uma melodia vocal em sintonia perfeita com os sintetizadores.
29. Sunglasses - Cold Showder
O melhor tema de “Wildlife”, LP de estreia desta banda de Indie Pop praticamente desconhecida (mas não devia).
28. Presk - Cerano City
Mais um exemplo perfeito de que a fronteira entre o Techno-House e o Uk Garage são mínimas. Isto entretem-me tanto que já nem preciso saber o que o Joy O(rbison) anda a fazer.
27. School of Seven Bells - Scavenger
A música que me fez voltar a querer ouvir SoSB... e a pegar no carro e começar a fazer perseguições.
26. Girl Unit - Club Rez
Isto é só uma pequena amostra do poder actual do UK Bass. Tal vindo de quem já nem tem nada para provar nessa matéria.
25. Schoolboy Q - There He Go
Nem sei o que é melhor aqui, se a utilização de um sample de uma música dos Menomena, se todo o crescente “vibe” ao longo desta troca de palavras.
“Without a gun or knife, it's just a fuckin' hit”
24. Grimes – Genesis
Também gosto muito da “Oblivion”, obviamente. Mas esta até parece a escolha mais óbvia, para além de ter o ritmo e o tempo simplesmente perfeitos.
23. Dark Dark Dark - How It Went Down
Por mais que o seu nome pareça querer indicar o contrário, esta banda não faz só músicas depressivas... Esta por acaso até é um bocadinho. Mas vive quase exclusivamente da sua simplicidade.
22. Gary Beck – Operation
Samba progressivo. Só podia ser um criativo produtor de Techno a inventá-lo.
21. Om Unit - Dark Sunrise (feat Tamara Blessa)
Banda sonora dos subúrbios de Londres. Bass e Dub, e a Tamara fala em tempos de mudança. Aparentemente, tudo se encaixa por aqui.
Nem sei o que é melhor aqui, se a utilização de um sample de uma música dos Menomena, se todo o crescente “vibe” ao longo desta troca de palavras.
“Without a gun or knife, it's just a fuckin' hit”
24. Grimes – Genesis
Também gosto muito da “Oblivion”, obviamente. Mas esta até parece a escolha mais óbvia, para além de ter o ritmo e o tempo simplesmente perfeitos.
23. Dark Dark Dark - How It Went Down
Por mais que o seu nome pareça querer indicar o contrário, esta banda não faz só músicas depressivas... Esta por acaso até é um bocadinho. Mas vive quase exclusivamente da sua simplicidade.
22. Gary Beck – Operation
Samba progressivo. Só podia ser um criativo produtor de Techno a inventá-lo.
21. Om Unit - Dark Sunrise (feat Tamara Blessa)
Banda sonora dos subúrbios de Londres. Bass e Dub, e a Tamara fala em tempos de mudança. Aparentemente, tudo se encaixa por aqui.
20. Fau & Deam - Long Trip Around You
Uma verdadeira “trip” às investidas underground da música de dança. Lembram-se daquele hit do Rui Da Silva?
19. Maximo Park - This Is What Becomes Of The Heart Broken
Agradável surpresa esta em que os MP deixam o piano dominar uma das suas melhores canções dos últimos tempos.
18. Sleepyhead – Lrdhvmrcy
Ambientes nocturnos ao som de post-dubstep não são novidade para ninguém (Burial), mas este caso chega a arrepiar de tanto “realismo” transposto para uma música.
17. Retro Stefson – Glow
Um colectivo multicultural islandês produziu um hino perfeito à boa disposição e ao mais inocente divertimento.
16. John Maus - No Title (Molly)
Com tantas, boas e novas (Cold Showers, A Place to Bury Strangers, The Soft Moon, etc) possiveis escolhas alternativas, a minha canção Post-Punk do ano foi escrita à moda antiga e por um “veterano”.
Uma verdadeira “trip” às investidas underground da música de dança. Lembram-se daquele hit do Rui Da Silva?
19. Maximo Park - This Is What Becomes Of The Heart Broken
Agradável surpresa esta em que os MP deixam o piano dominar uma das suas melhores canções dos últimos tempos.
18. Sleepyhead – Lrdhvmrcy
Ambientes nocturnos ao som de post-dubstep não são novidade para ninguém (Burial), mas este caso chega a arrepiar de tanto “realismo” transposto para uma música.
17. Retro Stefson – Glow
Um colectivo multicultural islandês produziu um hino perfeito à boa disposição e ao mais inocente divertimento.
16. John Maus - No Title (Molly)
Com tantas, boas e novas (Cold Showers, A Place to Bury Strangers, The Soft Moon, etc) possiveis escolhas alternativas, a minha canção Post-Punk do ano foi escrita à moda antiga e por um “veterano”.
15. Grizzly Bear - Half Gate
Mais uma belíssima canção dos meninos-prodígio do Indie Rock actual. Esta termina de uma forma apoteótica. Para entender a sua real dimensão, só mesmo ouvindo-a.
14. John Talabot - So Will Be Now (feat. Pional)
Quem disse que a “dance music” é descartável? Quem disse que o House deve ser monótono e aborrecido? Quem disse que não há temas (Deep) House simplesmente magistrais?
13. Beach House – Myth
Esta é “só” mais uma razão para elevar os BH ao topo da lista das melhores bandas actuais. Encontro aqui uma desvantagem: ficar demasiado habituado a tão exímio nível.
12. Gossip - Love in a Foreign Place
Os Gossip, provavelmente sob influência das mais recentes "aventuras" da sua vocalista, deixaram-se contagiar pela música pop electrónica. Com isso ficamos todos a ganhar.
11. Deadbeat – Alamut
No panorama da música electrónica, este ano também ficará marcado pelo facto de um dos melhores (senão, o melhor) produtores de Dub Techno ter regressado ao seu melhor nível. Pelo menos há este exemplo para o comprovar.
Mais uma belíssima canção dos meninos-prodígio do Indie Rock actual. Esta termina de uma forma apoteótica. Para entender a sua real dimensão, só mesmo ouvindo-a.
14. John Talabot - So Will Be Now (feat. Pional)
Quem disse que a “dance music” é descartável? Quem disse que o House deve ser monótono e aborrecido? Quem disse que não há temas (Deep) House simplesmente magistrais?
13. Beach House – Myth
Esta é “só” mais uma razão para elevar os BH ao topo da lista das melhores bandas actuais. Encontro aqui uma desvantagem: ficar demasiado habituado a tão exímio nível.
12. Gossip - Love in a Foreign Place
Os Gossip, provavelmente sob influência das mais recentes "aventuras" da sua vocalista, deixaram-se contagiar pela música pop electrónica. Com isso ficamos todos a ganhar.
11. Deadbeat – Alamut
No panorama da música electrónica, este ano também ficará marcado pelo facto de um dos melhores (senão, o melhor) produtores de Dub Techno ter regressado ao seu melhor nível. Pelo menos há este exemplo para o comprovar.
10. Kindimmer - Shadow & Construction
Um tema Tech-House orelhudo totalmente virado para as pistas de dança e com toda legitimidade para o assim ser. Só que certamente não será lá, no meio da “confusão”, que se conseguirá dar o justo valor a este “hit”.
9. Twin Shadow - Run My Heart
Canção pop naturalmente rica em elementos nostálgicos (olá anos 80!) e que me agradam sobremaneira.
8. TNGHT - Higher Ground
“Reaching for high… Reaching for high…”
Um tema Tech-House orelhudo totalmente virado para as pistas de dança e com toda legitimidade para o assim ser. Só que certamente não será lá, no meio da “confusão”, que se conseguirá dar o justo valor a este “hit”.
9. Twin Shadow - Run My Heart
Canção pop naturalmente rica em elementos nostálgicos (olá anos 80!) e que me agradam sobremaneira.
8. TNGHT - Higher Ground
“Reaching for high… Reaching for high…”
Loops atrás de loops, mas não é Juke, é Hip Hop a um ritmo alucinante e nunca antes experimentado. A experiência funcionou mesmo em pleno.
7. Kate Boy – Northern Lights
As comparações com os The Knife não se ficam pela nacionalidade e, até certo ponto, são mais que justificadas. A verdade é que mesmo hoje, depois de a ouvir umas boas dezenas de vezes sem me cansar, continuo a captar novos pormenores que me tinham escapado nas primeiras audições.
6. Cormac - Narcosa (Jennifer Cardini's Vision Of Us Remix)
Será logo de valorizar qualquer processo de remistura de uma música que lhe atribua toda uma nova identidade. Fico ainda mais feliz se, adicionalmente, ela (a remix) se transforma em algo de trascendental (como é o caso).
5. The Walkmen – Heaven
Não é fácil de escolher a minha faixa favorita do meu disco do ano. Podia dizer que ficava-me pelo tema-título para facilitar essa escolha, mas não é essa a verdade. A verdade é que esta canção pode não me levar, literalmente, aos céus, mas faz-me voltar a outros tempos...
“Remember, remember, / All we fight for.”
4. Nedry – Violaceae
De certa forma eu até entendo que os Nedry sejam subvalorizados. Já não se ouve Trip-Hop e a voz da vocalista não é “fácil” e, muito menos, elegante e nem sempre é a melhor combinação para o som da banda, admito. Mas felizmente encontrei algumas excepções.
3. Purity Ring – Saltkin
Os Purity Ring trouxeram mais ritmo e uma nova vida à “witchy eletronica”. Sim pode ser isso: bruxas a dançar a ao som do R&B mais futurista. Ora aqui está algo que não se vê todos os dias.
2. Lower Dens – Brains
Quase um ano depois de ter-me vindo parar aos ouvidos e continua a soar-me melhor que nunca. Uma canção que começa do nada e vai crescendo para tudo. Por vezes, sobretudo depois de a ouvir, continuo a ouvir o som daquele “tambor” na minha cabeça, horas a fio.
1. Hookworms - Teen Dreams
Tenho uma boa e má notícia. Começo pela má: a minha suposta música de 2012 foi editada em cassete (sério!) pela primeira vez em 2011, pelo menos é desse ano que vem o EP homónimo desta banda de Leeds, de onde foi retirado este tema. No entanto, os Hookworms só começaram a tornar-se mais conhecidos com os memoráveis (diz quem já assistiu) concertos que têm dado depois disso, sobretudo desde o passado verão. A boa notícia é que depois de eles terem anunciado que há um “Debut LP a chegar”, tornaram-se automaticamente numa das minhas grandes promessas de 2013. Bom aperitivo e o resto? Algumas gramas de Space-Rock, psicadelismo qb, umas pitadas de Krautrock, de Spacemen 3 e Spectrum e a iguaria está pronta a servir.
7. Kate Boy – Northern Lights
As comparações com os The Knife não se ficam pela nacionalidade e, até certo ponto, são mais que justificadas. A verdade é que mesmo hoje, depois de a ouvir umas boas dezenas de vezes sem me cansar, continuo a captar novos pormenores que me tinham escapado nas primeiras audições.
6. Cormac - Narcosa (Jennifer Cardini's Vision Of Us Remix)
Será logo de valorizar qualquer processo de remistura de uma música que lhe atribua toda uma nova identidade. Fico ainda mais feliz se, adicionalmente, ela (a remix) se transforma em algo de trascendental (como é o caso).
5. The Walkmen – Heaven
Não é fácil de escolher a minha faixa favorita do meu disco do ano. Podia dizer que ficava-me pelo tema-título para facilitar essa escolha, mas não é essa a verdade. A verdade é que esta canção pode não me levar, literalmente, aos céus, mas faz-me voltar a outros tempos...
“Remember, remember, / All we fight for.”
4. Nedry – Violaceae
De certa forma eu até entendo que os Nedry sejam subvalorizados. Já não se ouve Trip-Hop e a voz da vocalista não é “fácil” e, muito menos, elegante e nem sempre é a melhor combinação para o som da banda, admito. Mas felizmente encontrei algumas excepções.
3. Purity Ring – Saltkin
Os Purity Ring trouxeram mais ritmo e uma nova vida à “witchy eletronica”. Sim pode ser isso: bruxas a dançar a ao som do R&B mais futurista. Ora aqui está algo que não se vê todos os dias.
2. Lower Dens – Brains
Quase um ano depois de ter-me vindo parar aos ouvidos e continua a soar-me melhor que nunca. Uma canção que começa do nada e vai crescendo para tudo. Por vezes, sobretudo depois de a ouvir, continuo a ouvir o som daquele “tambor” na minha cabeça, horas a fio.
1. Hookworms - Teen Dreams
Tenho uma boa e má notícia. Começo pela má: a minha suposta música de 2012 foi editada em cassete (sério!) pela primeira vez em 2011, pelo menos é desse ano que vem o EP homónimo desta banda de Leeds, de onde foi retirado este tema. No entanto, os Hookworms só começaram a tornar-se mais conhecidos com os memoráveis (diz quem já assistiu) concertos que têm dado depois disso, sobretudo desde o passado verão. A boa notícia é que depois de eles terem anunciado que há um “Debut LP a chegar”, tornaram-se automaticamente numa das minhas grandes promessas de 2013. Bom aperitivo e o resto? Algumas gramas de Space-Rock, psicadelismo qb, umas pitadas de Krautrock, de Spacemen 3 e Spectrum e a iguaria está pronta a servir.
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Best Tracks of 2012
terça-feira, dezembro 18, 2012
sábado, dezembro 15, 2012
Love hurts
“Amour”
apresenta-nos um casal de octogenários, em que um se vê subitamente obrigado a
cuidar do outro, que se vai debilitando ao longo do tempo. Portanto, à partida, obriga-nos
a reflectir para além do envelhecimento, a debilidade, a doença e a morte.
Chega a ser um
filme emocionalmente muito depressivo, sobretudo para quem tenha passado por uma
experiência pessoal idêntica. Nesse ponto as excepcionais interpretações (sobretudo
as do casal... se bem que é sempre bom ver a Rita Blanco a fazer de porteira
prendada) são uma das grandes mais-valias da obra.
Por outro lado, “Amour”
poderia ser só uma bonita história de devoção, na terceira idade, como tantas
outras. Mas não o é porque temos que contar com as “impressões digitais” de
Michael Haneke. São quase imperceptíveis, mas estão lá todas: a crueldade, a
perversidade e o cinismo - para lá chegar é preciso compreender muito bem porque
ele guardou para cena final aquela em que a filha entra no apartamento, já “limpo”
e desabitado.
São “só” três características humanas que o realizador tão bem
conhece e tão bem reflecte no seu cinema. Mas quem quiser pode ficar-se só pela
história de amor incondicional, que já não fica mesmo nada mal servido.
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