segunda-feira, janeiro 21, 2013

Oh Homero anda cá abaixo ver isto!



Não sei se já repararam (verificando as audiências, diria que não) mas a RTP1 há já alguns dias que inaugurou a sua nova grelha de programação. Uma nova novela/série que tem como cenário principal um hospital, ou seja, a enésima variação da “Anatomia de Grey”, um programa de entretenimento da praxe para a Catarina Furtado, outro para a Sílvia Alberto, outro para o Jorge Gabriel e Sónia Araujo, uma sitcom para o Vítor Espadinha e José Pedro Gomes, outra para o Nicolau e para o Fernando Mendes, outra para a Ana Bola, etc.. Portanto: há dinheiro para tudo isso, menos para mandar alguém à Suécia, a representar o país no Festival da Eurovisão.

Felizmente ainda sobraram alguns trocos para apostar em algo verdadeiramente interessante e original. Falo obviamente na nova série com a dupla Bruno Nogueira e Gonçalo Waddington: “Odisseia” (estreou ontem, mas quase ninguém viu porque estavam a ver se a Juliana Paes se despia pela 325ª e final no último episódio de remake da “Gabriela”, que a SIC, que já não ganhava, em matéria de audiências, um domingo há mais de um ano, decidiu passar, só para roubar alguns bons milhares espectadores a essa nova “Casa dos Segredos”, em versão “ainda mais peixarada” – ufa!).

A nível do formato (o efeito "matryoshka": uma realidade dentro da ficção que por sua vez capta a realidade e por aí a fora...) tem alguns pontos de contacto com o "Extras" do/com Ricky Gervais, mas não deixa de ter a sua originalidade, já que as personagens principais deste “Odisseia” desempenham papéis supostamente “reais”, enquanto que o Ricky nunca deixou de ser “Andy Millman”, o actor/figurante na série da BBC/HBO.
Não é um programa para todo o tipo de audiências, é certo. Mas pelo menos os fãs de Bruno Nogueira estão assegurados. De certeza que gostaram, pelo menos, daquela cena do puto que vai ao colo dele na caravana... Mas há mais que isso, muito mais que o humor nonsense e autodepreciativo que fez do “O Último a Sair” uma série de referência. Senão vejamos, neste primeiro episódio, reconstruiram uma cena musical e "sentimental" do "Vicky Cristina Barcelona" do Woody Allen, só que em vez do flamenco houve direito a um "playback" da Belle Dominique. A tal cena que antecede uma outra em que, como o Waddington diria, o Javier Bardem vai meter o seu bezigrólio no tubo de vácuo da Rebecca Hall.

“Odisseia” foi o 27º programa mais visto da TV portuguesa ao longo do dia de ontem... Não entremos em guerras de audiências, com a de Tróia já muito aprendi - diria Ulisses - mas que culpa é que o Bruno Nogueira & Ca. têm, de que os portugueses só gostem de ver “piiiii”?

sábado, janeiro 19, 2013

O ano do elefante (outra vez)




Tarangnam Style



Não há que enganar: Tarantino é sinónimo de entretenimento cool. Com este “Django Unchained”, mais uma vez, ele aborda assuntos sérios e desconfortáveis com uma ironia sem limites. No final há sempre a vingança da praxe, mas pelo meio somos servidos por vários momentos hilariantes (veja-se abaixo um exemplo). Depois há o estilo, tudo ali é cool, desde a vénia do cavalinho à banda sonora, passando pelas personagens. E que personagens! E que interpretações!



domingo, janeiro 13, 2013

Está-se sempre a aprender com uma certa esquerda

É assim um bocadinho para o ridícula esta guerra que esse conceituado "pensador" de esquerda que dá pelo nome de Daniel Oliveira anda a travar com os organizadores da petição para não abater "um cão de uma raça perigosa" que matou UMA CRIANÇA DE 18 MESES - o Daniel Oliveira usou o "bold", o Ferreira Fernandes usa-a como arma de arremesso "sentimental" para finalizar crónicas e eu uso o CAPS LOCK, que é para demonstrar também a minha sensibilidade perante todas as crianças anónimas de 18 meses, mesmo aquelas com pais irresponsáveis (como parece ser supostamente o caso). 
Ainda há pouco houve direito a tempo de antena, em horário nobre, no noticiário da SIC. Ontem, também com o patrocínio do grupo Impresa, tivemos direito a isto: "a vida do humano mais asqueroso vale mais do que a vida do animal doméstico de que mais gostamos. Sempre."
Em suma: sensatez e tolerância, parecem ser valores em vias de extinção nessa fauna selvagem que é uma certa esquerda portuguesa. Já se sabia que eles é que sabem "o que é ter um filho", agora ficou-se a conhecer que são eles que dominam a questão da hierarquia das vidas.

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Avante camarada



A presidente da Câmara de Palmela, Ana Teresa Vicente (PCP), vai reformar-se a partir do próximo mês de fevereiro, mas vai manter-se na presidência do município até final do mandato, disse hoje à agência Lusa fonte da autarquia.


Ana Teresa Vicente, de 46 anos (faz 47 a 28 de janeiro), cumpre o terceiro e último mandato como presidente da Câmara de Palmela, pelo que não poderá recandidatar-se ao cargo.
De acordo lista de reformados em fevereiro da Caixa Geral de Aposentações publicada em Diário da República de 8 de janeiro, Ana Teresa Vicente vai auferir uma reforma de 1.859,67 euros.

Comentador do Correio da Manhã : "Cambada de gatunos!... Mas ela é toda jeitosa. Comi-a..."

Pepa Xavier: "Esse ordenadozinho dá para comprar uma mala daquelas clássicas da chanel que fica bem com tudo?"

Presidente da República: "Tais valores são perfeitamente legítimos e constitucionais. Agora deixem-me escrever aqui uma tese de 29 páginas, para mandar para o TC, a explicar porque é inconstitucional cortar em reformas a sério... Como a minha."

Assunção Esteves: "47 anos? mil e oitocentos euros? Oh minha senhora: acorde para a vida!" 

sábado, janeiro 05, 2013

Serviço Público: 13 apostas para 2013


Para além de alguns nomes já mencionados e de uma muito aguardada e desejada invasão nórdica pt. II (The Knife, Röyksopp, Robyn, The Radio Dept, os novatos Kate Boy, etc), estas são as minhas 13 apostas para 2013:

13. Wildlife Control (fazem boas canções rock, no seu estilo mais "clássico")


12. The New Fabian Society (Interpol, entre outras referências ainda mais depressivas)


11. Solomon Grey (pop e eletronica, eficaz)


10. MS MR (já mui elogiados por mim aqui)


9. WIFE (ninguém vai querer saber se eu disser que é mais um retorno do trip-hop, mas se disser post-dubstep, já pode ser o começo de uma boa amizade)


8. Haim (também já são hype ou não fossem as 3 irmãs mais giras e cool da cena indie pop actual)


7. Heart-Ships (rock indie, os vídeos disponíveis do Ytube ainda não lhes fazem justiça, há que aguardar)


6. Tom Odell (voz, piano e algum ritmo, já é um sucesso)


5. Eaux (mais um início muito auspicioso em forma de EP)


4. Hookworms (também já falei deles aqui)


3. Chvrches (pop que a P4k gosta e toda a gente em geral)


2. Dan Croll (tem tudo para dar certo e ser a nova sensação indie do ano)


1. Public Service Broadcasting (God Is an Austronaut, com um impressionante trabalho de colagem de registos radiofónicos históricos - o EP do ano passado é uma obra-prima)

segunda-feira, dezembro 31, 2012

Uma espécie de mártir do punk rock



G.G. Allin is an entertainer with a message to a sick society. He makes us look at it for what we really are. The human is just another animal who is able to speak out freely, to express himself clearly. Make no mistake about it, behind what he does is a brain.
John Wayne Gacy*

Antes de se tornar internacionalmente conhecido, Todd Phillips, o realizador da saga “A Ressaca” (está a filmar a parte 3), “Starsky & Hutch” e “Road Trip”, fez um documentário sobre a vida de um dos punk rockers (e a sua banda) mais controversos da história da música. Para quem conhece os GG Allin & The Murder Junkies e os filmes de Todd Philips facilmente estabelece alguns pontos de contacto: o grotesco e o humor (a reedição de DVD de 2007 deste documentário veio acompanhado com uma tatuagem temporária idêntica a de GG Allin).


Os concertos dos GGA & TMJ ficaram conhecidos por nunca terminarem. Ou melhor, terminavam, com o seu vocalista a caminho de um hospital ou da esquadra mais próxima.
“Excessivo”, “bizarro”, “assustador”, ... Não era fácil  definir ou entender a “personagem”. Até um conhecido serial killer*, confessou ter dificuldades em lidar com ele. Ao contrário de outros artistas rock n’roll mais ou menos consagrados, GG Allin não incentivava a rebelião. Ele era a rebelião em pessoa. Neste documentário pode-se assistir a algumas cenas dos seus “espetáculos” ao vivo, onde incluia: auto-mutilação, defecação e coprofagia, agressão física contra a sua assistência, etc..
Ainda assim a banda foi sobrevivendo (e, sem ele, ainda sobrevive) aos inúmeros escândalos, peripécias e conflitos internos (Dee Dee Ramone chegou a integrar a banda).

O documentário também tenta descortinar as razões que levam um rapaz “normal” de uma vila pacata do estado de New Hampshire, se ter transformado em tão atormentado “animal”, ou melhor, “public animal no.1”, como também chegou a ser conhecido. Ele odiava a sociedade em geral, por a considerar “doente”. Acreditava que a única possível cura estaria no seu “rock n’roll”, sem limites, sem autoridade e totalmente irresponsável.

O mais irónico na história da vida de GG está no seu final. Por mais alienado e diferenciado que ele se considerasse, a sua vida não terminou de uma forma simbólica/heróica/atípica (no palco, como ele tanto prometeu; uma espécie de sacrifício em nome da salvação do rock), mas de uma “comum” overdose de heroína, como tantas outras “rock stars” que criticava.

domingo, dezembro 23, 2012

A realidade segue dentro de momentos





“Holy Motors” começa com alguém (o próprio realizador, Leos Carax) a levantar-se de uma cama (um sono quase eterno de 13 anos, depois da sua última longa: “Pola X”?) e a dirigir-se para o espaço ao lado: uma sala de cinema repleta de espectadores completamente imóveis. O que vêm eles? Algo parecido com o que se segue?
Há um homem que ao longo do seu dia de trabalho, desempenha vários e ambíguos papéis (a pedinte, a personagem de “motion capture” (3D?), o assassino que recria a vítima à sua imagem, o amante melodramático, o pai de família que vai buscar a sua filha com problemas de auto-estima a uma festa, ...) sempre transportado numa luxuosa limousine e a sua respectiva motorista. Cada papel poderá ter aqui a sua própria interpretação da realidade ou das novas formas de fazer cinema. Para isso Leos tanto recorre a imagens do quotidiano como do burlesco - num cemitério, durante uma sessão fotográfica, a personagem interpretada pela bela Eva Mendes é raptada por um pequeno “monstro-lunático” que a leva para o seu esconderijo subterrâneo e onde a “obriga” a desfilar com uma burka improvisada e a servir de almofada, quando ele decide descansar todo nu e de pénis erecto... Mas guardem um bocadinho dessa estupefacção para a cena final.
Um filme estranho e único, com várias cenas belíssimas e inesqueciveis, em que uma delas é puramente musical:

quinta-feira, dezembro 20, 2012

Um ano musical

Através de 30 escolhas, recapitula-se um ano musical e espelha-se uma heterogeneidade de gostos e tendências que certamente não deixará de surpreender alguns. Sobretudo os que por aqui passam com menos regularidade e que desconhecem a faceta versátil do autor. :)

30. Trust – Bulbform

Já não há muito a dizer dos Trust. Em suma, esta escolha ou, uma melodia vocal em sintonia perfeita com os sintetizadores.

29.
Sunglasses - Cold Showder

O melhor tema de “Wildlife”, LP de estreia desta banda de Indie Pop praticamente desconhecida (mas não devia).

28.
Presk - Cerano City

Mais um exemplo perfeito de que a fronteira entre o Techno-House e o Uk Garage são mínimas. Isto entretem-me tanto que já nem preciso saber o que o Joy O(rbison) anda a fazer.

27.
School of Seven Bells - Scavenger

A música que me fez voltar a querer ouvir SoSB... e a pegar no carro e começar a fazer perseguições.

26.
Girl Unit - Club Rez

Isto é só uma pequena amostra do poder actual do UK Bass. Tal vindo de quem já nem tem nada para provar nessa matéria.

25. Schoolboy Q - There He Go

Nem sei o que é melhor aqui, se a utilização de um sample de uma música dos Menomena, se todo o crescente “vibe” ao longo desta troca de palavras.
“Without a gun or knife, it's just a fuckin' hit”

24.
Grimes – Genesis

Também gosto muito da “Oblivion”, obviamente. Mas esta até parece a escolha mais óbvia, para além de ter o ritmo e o tempo simplesmente perfeitos.

23.
Dark Dark Dark - How It Went Down

Por mais que o seu nome pareça querer indicar o contrário, esta banda não faz só músicas depressivas... Esta por acaso até é um bocadinho. Mas vive quase exclusivamente da sua simplicidade.

22.
Gary Beck – Operation

Samba progressivo. Só podia ser um criativo produtor de Techno a inventá-lo.

21.
Om Unit - Dark Sunrise (feat Tamara Blessa)

Banda sonora dos subúrbios de Londres. Bass e Dub, e a Tamara fala em tempos de mudança. Aparentemente, tudo se encaixa por aqui.

20. Fau & Deam - Long Trip Around You

Uma verdadeira “trip” às investidas underground da música de dança. Lembram-se daquele hit do Rui Da Silva?

19.
Maximo Park - This Is What Becomes Of The Heart Broken

Agradável surpresa esta em que os MP deixam o piano dominar uma das suas melhores canções dos últimos tempos.

18.
Sleepyhead – Lrdhvmrcy

Ambientes nocturnos ao som de post-dubstep não são novidade para ninguém (Burial), mas este caso chega a arrepiar de tanto “realismo” transposto para uma música.

17.
Retro Stefson – Glow

Um colectivo multicultural islandês produziu um hino perfeito à boa disposição e ao mais inocente divertimento.

16.
John Maus - No Title (Molly)

Com tantas, boas e novas (Cold Showers, A Place to Bury Strangers, The Soft Moon, etc) possiveis escolhas alternativas, a minha canção Post-Punk do ano foi escrita à moda antiga e por um “veterano”.

15. Grizzly Bear - Half Gate

Mais uma belíssima canção dos meninos-prodígio do Indie Rock actual. Esta termina de uma forma apoteótica. Para entender a sua real dimensão, só mesmo ouvindo-a.

14.
John Talabot - So Will Be Now (feat. Pional)

Quem disse que a “dance music” é descartável? Quem disse que o House deve ser monótono e aborrecido? Quem disse que não há temas (Deep) House simplesmente magistrais?

13.
Beach House – Myth

Esta é “só” mais uma razão para elevar os BH ao topo da lista das melhores bandas actuais. Encontro aqui uma desvantagem: ficar demasiado habituado a tão exímio nível.

12.
Gossip - Love in a Foreign Place

Os Gossip, provavelmente sob influência das mais recentes "aventuras" da sua vocalista, deixaram-se contagiar pela música pop electrónica. Com isso ficamos todos a ganhar.

11.
Deadbeat – Alamut

No panorama da música electrónica, este ano também ficará marcado pelo facto de um dos melhores (senão, o melhor) produtores de Dub Techno ter regressado ao seu melhor nível. Pelo menos há este exemplo para o comprovar.

10. Kindimmer - Shadow & Construction
Um tema Tech-House orelhudo totalmente virado para as pistas de dança e com toda legitimidade para o assim ser. Só que certamente não será lá, no meio da “confusão”, que se conseguirá dar o justo valor a este “hit”.

9.
Twin Shadow - Run My Heart
Canção pop naturalmente rica em elementos nostálgicos (olá anos 80!) e que me agradam sobremaneira.

8.
TNGHT - Higher Ground
“Reaching for high… Reaching for high…”
Loops atrás de loops, mas não é Juke, é Hip Hop a um ritmo alucinante e nunca antes experimentado. A experiência funcionou mesmo em pleno.

7.
Kate Boy – Northern Lights

As comparações com os The Knife não se ficam pela nacionalidade e, até certo ponto, são mais que justificadas. A verdade é que mesmo hoje, depois de a ouvir umas boas dezenas de vezes sem me cansar, continuo a captar novos pormenores que me tinham escapado nas primeiras audições.

6.
Cormac - Narcosa (Jennifer Cardini's Vision Of Us Remix)

Será logo de valorizar qualquer processo de remistura de uma música que lhe atribua toda uma nova identidade. Fico ainda mais feliz se, adicionalmente, ela (a remix) se transforma em algo de trascendental (como é o caso). 


5. The Walkmen – Heaven

Não é fácil de escolher a minha faixa favorita do meu disco do ano. Podia dizer que ficava-me pelo tema-título para facilitar essa escolha, mas não é essa a verdade. A verdade é que esta canção pode não me levar, literalmente, aos céus, mas faz-me voltar a outros tempos...
“Remember, remember, / All we fight for.”

4. Nedry – Violaceae

De certa forma eu até entendo que os Nedry sejam subvalorizados. Já não se ouve Trip-Hop e a voz da vocalista não é “fácil” e, muito menos, elegante e nem sempre é a melhor combinação para o som da banda, admito. Mas felizmente encontrei algumas excepções.

3. Purity Ring – Saltkin

Os Purity Ring trouxeram mais ritmo e uma nova vida à “witchy eletronica”. Sim pode ser isso: bruxas a dançar a ao som do R&B mais futurista. Ora aqui está algo que não se vê todos os dias.

2. Lower Dens – Brains

Quase um ano depois de ter-me vindo parar aos ouvidos e continua a soar-me melhor que nunca. Uma canção que começa do nada e vai crescendo para tudo. Por vezes, sobretudo depois de a ouvir, continuo a ouvir o som daquele “tambor” na minha cabeça, horas a fio.

1. Hookworms - Teen Dreams

Tenho uma boa e má notícia. Começo pela má: a minha suposta música de 2012 foi editada em cassete (sério!) pela primeira vez em 2011, pelo menos é desse ano que vem o EP homónimo desta banda de Leeds, de onde foi retirado este tema. No entanto, os Hookworms só começaram a tornar-se mais conhecidos com os memoráveis (diz quem já assistiu) concertos que têm dado depois disso, sobretudo desde o passado verão. A boa notícia é que depois de eles terem anunciado que há um “Debut LP a chegar”, tornaram-se automaticamente numa das minhas grandes promessas de 2013. Bom aperitivo e o resto? Algumas gramas de Space-Rock, psicadelismo qb, umas pitadas de Krautrock, de Spacemen 3 e Spectrum e a iguaria está pronta a servir.