quarta-feira, fevereiro 27, 2013
sábado, fevereiro 23, 2013
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
sexta-feira, fevereiro 15, 2013
terça-feira, fevereiro 12, 2013
domingo, fevereiro 10, 2013
O outro lado da mentira
Pode ser possível
que um adolescente seja dado como desaparecido no Texas (EUA) e, três anos mais
tarde, seja encontrado, desorientado, dentro de uma cabine telefónica, em Linares,
no sul de Espanha? Claro que sim. Pelo menos no início, todos acreditaram nessa
possibilidade. Só que, efectivamente, este foi só mais um caso protagonizado
por um dos maiores “ladrões” de identidades do território europeu: Frédéric Bourdin.
No entanto o assunto-chave deste interessantíssimo documentário/thriller não é tanto
entender esse comportamento camaleónico de alguém que se esconde dentro de
identidades de jovens desaparecidos. O que torna a história de “The
Imposter” algo verdadeiramente inquietante, é descortinar a razão que leva uma família americana a acolher e a
defender, como seu filho, um estranho com poucas semelhanças físicas com o
seu verdadeiro descendente e quando o próprio FBI, alertando-os, classificou ("o outro") como
um sujeito potencialmente perigoso.
sexta-feira, fevereiro 08, 2013
domingo, fevereiro 03, 2013
quarta-feira, janeiro 30, 2013
Por um Norte sem desnorte
Muito se falou em tirar outros proveitos económicos do nosso
mar, para além da pesca e do turismo algarvio, mas foi preciso vir alguém de
fora (patrocinado por alguém de dentro) para nos dar uma lição de como fazer bem
as coisas.
Eu até tenho medo de perguntar: quando é que os
governantes deste país vão perceber que se realizarem as obras de ordenamento
da costa em prol da criação de spots de surf estão a criar uma mina de ouro
para o pais?
O problema é que há muito boa gente com responsabilidades
sobre o assunto que entende (ou lhe é feito entender a troco de "qualquer
coisa") que essas "obras de ordenamento da costa" também podem
ser sinónimo de "aprovação da licença de construção de um grande
condomínio fechado com vista para o mar". Veja-se um caso recente que se
passou na zona da Ericeira.
O que os nossos governantes devem entender, antes demais
ou antes de assinar seja lá o que for, é que a razão que leva os turistas a
visitarem este tipo de zonas é, precisamente, a natureza, no seu estado mais puro.
Se é para verem aglomerados de betão - mesmo aqueles que dizem que ficam muito bem
enquadrados na paisagem - aposto que preferem ficar lá na terra deles.
Se por um lado acho toda esta publicidade gratuita à
Nazaré ou, para ser mais específico, à Praia do Norte, devido às grandes
proezas do McNamara (com respectivo patrocínio da ZON), muito positiva para a
zona. Por outro, temo o pior. E o pior não é a especulação (e exploração)
imobiliária na Nazaré e, já por falta de espaço desta, do Sítio, pois isso é um
dado mais que adquirido desde há muitos anos para cá. O que me preocupa verdadeiramente
é que toda aquela zona de vegetação que protege uma das mais bonitas praias “selvagens”
deste país comece a ser posta em causa... E isso, depois do que tenho visto por
lá, sinceramente, acho que já esteve muito mais longe de acontecer.
domingo, janeiro 27, 2013
O que (não) se aprende com os erros do passado?
As causas do mais
recente flagelo numa discoteca de Santa Maria, Rio Grande do Sul (Brasil) não
são muito diferentes das que provocaram idênticas tragédias em Buenos Aires (Argentina), em Perm(Rússia) ou em Rhode Island (EUA). Não é preciso ser especialista da temática para
concluir que fazer "experiências" pirotécnicas em espaços fechados só pode dar “besteira”, no
entanto parece que os mesmos erros sucedem-se. Nos próximos dias,
certamente, muito falar-se-á das questões de segurança no locais de diversão
nocturna e depois tudo ficará na mesma e daqui a uns tempos uma nova catástrofe,
de maiores ou menores dimensões, ocorrerá. Ainda podíamos descartar com a
desculpa de não haver imagens daqueles momentos infernais para suportar os “estudos”,
mas há. E são deveras explícitas.
O incêndio que
destruiu o "nightclub" The Station (Rhode Island), há praticamente
dez anos, está documentado no Youtube. Talvez o que mais me surpreenda nesse
vídeo seja a rapidez com que tudo aconteceu, como prova o facto da filmagem não
ter interrupções. Por momentos lembra um daqueles filmes "low budget"
feito de suposto "video footage" que esgotam sessões de cinema por todo
lado. Parece que afinal não é preciso passar por hollywood para vermos um filme de terror "realista", filmado "amadoramente" e com cenas muito angustiantes.
Até diria que
quase tudo neste "thriller" é perfeito (no sentido cinematográfico),
não fosse ele real e ter revelado uma enorme tragédia. Existe essa imagem simbólica, em
que o "realizador" pára e pousa a câmara. Ouve-se uns pequenos
suspiros e desabafos... Mas depois opta por continuar. Essa pausa também deve
ter servido para ele se conscientalizar da importância das imagens que tinha
acabado de captar. No fim de contas, pergunto eu, para quê?
segunda-feira, janeiro 21, 2013
Oh Homero anda cá abaixo ver isto!
Não sei se já repararam (verificando as audiências, diria
que não) mas a RTP1 há já alguns dias que inaugurou a sua nova grelha de programação. Uma
nova novela/série que tem como cenário principal um hospital, ou seja, a enésima variação da “Anatomia de Grey”, um programa de entretenimento da praxe para a
Catarina Furtado, outro para a Sílvia Alberto, outro para o Jorge Gabriel e Sónia
Araujo, uma sitcom para o Vítor Espadinha e José Pedro Gomes, outra para o
Nicolau e para o Fernando Mendes, outra para a Ana Bola, etc.. Portanto: há
dinheiro para tudo isso, menos para mandar alguém à Suécia, a representar o país
no Festival da Eurovisão.
Felizmente ainda sobraram alguns trocos para
apostar em algo verdadeiramente interessante e original. Falo obviamente na
nova série com a dupla Bruno Nogueira e Gonçalo Waddington: “Odisseia” (estreou
ontem, mas quase ninguém viu porque estavam a ver se a Juliana Paes se despia
pela 325ª e final no último episódio de remake da “Gabriela”, que a SIC, que
já não ganhava, em matéria de audiências, um domingo há mais de um ano, decidiu
passar, só para roubar alguns bons milhares espectadores a essa nova “Casa dos
Segredos”, em versão “ainda mais peixarada” – ufa!).
A nível do formato (o efeito "matryoshka": uma realidade
dentro da ficção que por sua vez capta a realidade e por aí a fora...) tem alguns
pontos de contacto com o "Extras" do/com Ricky Gervais, mas não deixa
de ter a sua originalidade, já que as personagens principais deste “Odisseia” desempenham
papéis supostamente “reais”, enquanto que o Ricky nunca deixou de ser “Andy
Millman”, o actor/figurante na série da BBC/HBO.
Não é um programa para todo o tipo de audiências, é certo.
Mas pelo menos os fãs de Bruno Nogueira estão assegurados. De certeza que
gostaram, pelo menos, daquela cena do puto que vai ao colo dele na caravana... Mas há mais
que isso, muito mais que o humor nonsense e autodepreciativo que fez do “O Último
a Sair” uma série de referência. Senão vejamos, neste primeiro episódio, reconstruiram
uma cena musical e "sentimental" do "Vicky Cristina
Barcelona" do Woody Allen, só que em vez do flamenco houve direito a um
"playback" da Belle Dominique. A tal cena que antecede uma outra em
que, como o Waddington diria, o Javier Bardem vai meter o seu bezigrólio no
tubo de vácuo da Rebecca Hall.
“Odisseia” foi o 27º programa mais visto da TV portuguesa
ao longo do dia de ontem... Não entremos em guerras de audiências, com a de Tróia
já muito aprendi - diria Ulisses - mas que culpa é que o Bruno Nogueira & Ca. têm,
de que os portugueses só gostem de ver “piiiii”?
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