sexta-feira, setembro 27, 2013

Tenho (algumas) saudades do Carrefour


Recordo-me como se fosse hoje. Era um final de tarde, enquanto arrastava o carrinho com as compras da semana, procurava uma caixa aberta e com o mínimo de fila de espera. Achei. Enquanto confirmava se não era daquelas caixas que está aberta mas que fecha justamente no momento que começamos a colocar os nossos produtos no tapete, começo a fazer um exercício de memória para saber se não me esqueci de comprar nada do que era suposto.


“Boa tarde. Tem o cartão Família?”...



Entretanto ouve-se por todo o supermercado a voz de uma senhora a anunciar que “chegou o momento de anunciar mais um feliz contemplado do sorteio do nosso aniversário”. Não ligo e continuo a despejar as coisas no tapete. Subitamente dispara o alarme de detecção de roubo da caixa onde estava, bem como o número da respectiva caixa começa a piscar ininterruptamente. “O que é que eu fiz?”

Depois começam a acontecer demasiadas coisas ao mesmo tempo: era a senhora do altifalante que não se calava com o aniversário do Carrefour, eram as pessoas nas restantes caixas e parte da loja e do centro comercial, umas igualmente surpreendidas a olhar na minha direcção, outras a bater palmas, era a senhora da caixa, de sorriso rasgado, a congratular-me, o senhor que estava atrás na fila que queria cumprimentar-me... E eu com um pacote de esparguete na mão só me apetecia fugir dali para fora. E o alarme não parava de tocar.

Logo de seguida, pelo corredor exterior do centro comercial, a empurrar um carrinho cheio de compras, chega um senhor de gravata que automaticamente identifica-o com sendo funcionário daquele local. “Parabéns... O seu prémio! Vamos tirar uma foto para colocar no placard de honra?”. “Vamos!?” e lá fui eu, supermercado a fora, lenta e esforçadamente, a empurrar um carrinho de compras cheio em cada mão.



Foi a primeira e última vez que ganhei algo de significante num sorteio, sobretudo, inesperado. E, por isso e por muitos outros motivos, gosto de recordar com algum saudosismo a presença do Carrefour em Portugal.

Tenho saudades de andar livremente em corredores largos (o espaço de outrora é ocupado hoje por um Continente, uma Worten, uma agência de viagens e uma cafetaria), onde se podia comprar de tudo, do bacalhau ao mega-plasma, do empadão de carne ao DVD de um filme mais “indie” em promoção... Tenho saudades de comprar produtos da marca da casa, em que às vezes nem sabia muito bem o que era, só porque alguém se tinha esquecido de colocar o rótulo em português. Mas que me sabiam bem, sabiam.



Foram pioneiros, entre outras coisas, na introdução do cartão de descontos em cadeias de supermercados em Portugal e graças (também) a isso, obrigaram os seus adversários a mudar de estratégia. No entanto, perderam essa guerra do mercado retalhista nacional e abandonaram o campo de batalha. Eles ficaram com os louros dessa retirada, 662 milhões de euros para ser mais preciso, e eu fiquei com as boas recordações, que não tem preço.

terça-feira, setembro 24, 2013

Quase no céu



O “debut” do quarteto de Manchester MONEY é um disco muito especial. Logo desde os primeiros acordes percebemos que estamos perante uma experiência diferente: facilmente associaríamos parte daquele som a outros registos indie rock, só que este “The Shadow of Heaven” tem uma profunda componente melancólica que o coloca imediatamente noutra parteleira – perto daquela onde estão coisas transcendentais e sobre-humanas.


domingo, setembro 22, 2013

Annabel


Caros telespectadores portugueses

Informo que a partir da próxima semana, 3 dos 4 canais (sem contar com o emocionante ARTV) a funcionar em sinal aberto em Portugal, vão começar a transmitir diariamente 17 telenovelas: RTP (3), SIC (7 - 5 delas no período das 21 e picos até à uma da manhã) e TVI (7 - só pelo seu título, recomendaria a "Deixa-m' amar"... mas passa de madrugada). 
Era só isto. Obrigado pela atenção.

que a partir da próxima semana, 3 dos 4 canais em sinal aberto em Portugal (sem contar com o emocionante ARTV) vão passar a transmitir diariamente, nada mais nem menos, que 17 telenovelas: RTP (3), SIC (7) e TVI (7 - há uma que passa de madrugada que se chama "Deixa-m' amar"). Era só isto, obrigado pela atenção. - See more at: http://forum.autohoje.com/off-topic/120447-mais-um-mau-programa-de-tv.html#sthash.BXgpi3Cg.dpuf

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que a partir da próxima semana, 3 dos 4 canais em sinal aberto em Portugal (sem contar com o emocionante ARTV) vão passar a transmitir diariamente, nada mais nem menos, que 17 telenovelas: RTP (3), SIC (7) e TVI (7 - há uma que passa de madrugada que se chama "Deixa-m' amar"). Era só isto, obrigado pela atenção. - See more at: http://forum.autohoje.com/off-topic/120447-mais-um-mau-programa-de-tv.html#sthash.BXgpi3Cg.dpuf

sábado, setembro 21, 2013

Muita loco



A paisagem de uma das longas estradas das matas nacionais na zona da Marinha Grande, que desagua numa das rotundas que dão acesso à praia do Pedrogão, é subitamente interrompida por uma pequena estrada de alcatrão com grandes pedras a bloquearem a sua passagem. Por entre grandes silvados que se expandem em todas as direcções desse caminho, ainda é possível ver lá ao fundo parte de um edifício branco. À medida que nos aproximamos dele, confirmamos a imponência daquele edifício abandonado e perdido no meio de uma floresta.

Trata-se da discoteca “Locopinha”. Isso mesmo: uma discoteca em pleno pinhal de Leiria... mas em terrenos particulares. Tudo é possível se a imaginação (e os interesses económicos) for ilimitada. Sim, já agora, e porque não um Kartódromo?







quarta-feira, setembro 18, 2013

Rir para não chorar





Eu não capto assim tantas diferenças entre os cartazes da cidade e da província. Vejo cartazes esteticamente feios ou horrorosos, acompanhados por slogans ainda piores, com pessoas mais ou menos competentes, mais ou menos ambiciosas, mais ou menos corruptas. Num dos cantos vejo a marca do patrocinador, que por acaso pode ser um símbolo de um partido, mas até podia/devia estar outra coisa qualquer do mesmo nível
Que culpa temos nós de que o nosso poder local (e central) só capte gente "deprimente" e que lhes façam cartazes a condizer?

segunda-feira, setembro 09, 2013

OK Sr. Belmiro, já entendi

Mas espero que saiba que o "marketing viral" tem as suas limitações.

segunda-feira, agosto 26, 2013

Tá a pastelar



As ideias e o tipo de jornalismo são de boa qualidade (como de resto a SIC já me tem habituado). A questão é que o objecto sobre o qual “Tá a Gravar” se debruçou é péssimo, o que me provoca uma certa desconfiança sobre as verdadeiras intenções de todo o trabalho realizado e mostrado durante todos os noticiários da semana passada.
Está ainda por aparecer uma telenovela feita em Portugal com um argumento verdadeiramente surpreendente e entusiasmante e que não se torne, logo a partir das primeiras dezenas de episódios, num “enche chouriços” proporcional às suas audiências. As suas personagens são completamente irrealistas e superficiais e demasiado presas a estereotipos. Tecnicamente, a qualidade da coisa também não cativa por aí além, mas também, perante tal público-alvo e o tipo de produção intensiva, não esperava eu outra coisa...
Portanto, quem conhece bem o resultado final do que se fala ou falou no “Tá a Gravar” e depois ouve (directamente da boca dos seus produtores, argumentistas, actores, ...) todas aquelas inúmeras virtudes do produto em questão, só pode pensar que toda aquela gente vive mesmo num mundo ficcionado.

sexta-feira, agosto 23, 2013

Férias @ Zêzere' 2013 (III)

No terceiro e último vídeo quis destacar um local que é uma referência na zona: o Hotel de águas termais da Foz da Sertã.
A música dos Goldfrapp pareceu-me estabelecer um elo perfeito entre o luxo do passado e as ruínas do presente.


terça-feira, agosto 20, 2013

O verão alternativo




Se andam à procura da banda sonora perfeita para este verão e já atingiram o vosso limite de saturação nas audições de todos os “Get Lucky” desta temporada, mas que mesmo assim sabem que eles continuarão a passar nas nossas rádios pelo menos até ao natal.... O album de estreia dos australianos RÜFÜS pode ser uma excelente opção.
Estão a ver aquele estilo contagioso indie-dance dos Cut/Copy? Tem tudo a ver. Estes RÜFÜS, para além de partilharem a mesma nacionalidade com essa banda, a música, apesar de ser (ainda) mais dançável (entre as batidas tropicais 4/4 e o deep house mais orelhudo), também não anda muito longe.
Para escutar com dedicação. Pelo menos até que qualquer rádio se lembre de pegar numa das suas músicas e decida transformá-la num “hit” insuportável.