terça-feira, outubro 22, 2013

É só afecto, é só afecto



(...) Chegar aqui (táxi) e não ter rádio, (é como ) chegar a casa e não ter lá a minha mulher, é um vazio, é um vazio.

Não estou a ver um melhor elogio a oferecer a uma esposa, do que aquele em que a compara com um sistema de comunicação que funciona por ondas electromagnéticas, que repete cinquenta vezes a mesma música durante um dia e põe-nos ao corrente das novidades de hora a hora.
Se aquela mulher não se identificasse com a metáfora e tivesse direito de antena diria: “então pede à rádio comercial para te passar a ferro as camisas e fazer-te o jantar, porque eu cá fui transmitir para outra frequência!”

domingo, setembro 29, 2013

Bom resultado qb

Uma das grandes conclusões que se vai tirar destas eleições passa por esse facto de que nunca a força dos independentes foi tão forte em Portugal, ou melhor, nunca o descrédito nos nossos principais partidos políticos foi tão grande.
Parece tudo muito bem, mas vou celebrar a vitória de um movimento independente chamado "ex-presidente-que-está-a-ver-estas-eleições-em-directo-da-Prisão-da-Carregueira mais à frente"?
uma das grandes conclusões que se vai tirar destas eleições passa por aí. Nunca a força dos independentes foi tão forte em Portugal, ou melhor, nunca o descrédito nos nossos principais partidos políticos foi tão grande. - See more at: http://forum.autohoje.com/off-topic/115685-autarquicas-2013-a.html#sthash.HFADZYSK.dpuf

sábado, setembro 28, 2013

Da técnica


Claro que tinha que ver o último episódio do programa mais visto da TV portuguesa: a novela “Dancin' Days”. Tudo “aquilo” foi hilariante, mas destaco sobretudo esta cena:


Claro que tinha que ver o último episódio do programa mais visto da TV portuguesa. Tudo aquilo foi hilariante, mas destaco sobretudo esta cena: - See more at: http://forum.autohoje.com/off-topic/38990-videos-para-rir.html#sthash.StKbCCd3.dpuf

sexta-feira, setembro 27, 2013

Tenho (algumas) saudades do Carrefour


Recordo-me como se fosse hoje. Era um final de tarde, enquanto arrastava o carrinho com as compras da semana, procurava uma caixa aberta e com o mínimo de fila de espera. Achei. Enquanto confirmava se não era daquelas caixas que está aberta mas que fecha justamente no momento que começamos a colocar os nossos produtos no tapete, começo a fazer um exercício de memória para saber se não me esqueci de comprar nada do que era suposto.


“Boa tarde. Tem o cartão Família?”...



Entretanto ouve-se por todo o supermercado a voz de uma senhora a anunciar que “chegou o momento de anunciar mais um feliz contemplado do sorteio do nosso aniversário”. Não ligo e continuo a despejar as coisas no tapete. Subitamente dispara o alarme de detecção de roubo da caixa onde estava, bem como o número da respectiva caixa começa a piscar ininterruptamente. “O que é que eu fiz?”

Depois começam a acontecer demasiadas coisas ao mesmo tempo: era a senhora do altifalante que não se calava com o aniversário do Carrefour, eram as pessoas nas restantes caixas e parte da loja e do centro comercial, umas igualmente surpreendidas a olhar na minha direcção, outras a bater palmas, era a senhora da caixa, de sorriso rasgado, a congratular-me, o senhor que estava atrás na fila que queria cumprimentar-me... E eu com um pacote de esparguete na mão só me apetecia fugir dali para fora. E o alarme não parava de tocar.

Logo de seguida, pelo corredor exterior do centro comercial, a empurrar um carrinho cheio de compras, chega um senhor de gravata que automaticamente identifica-o com sendo funcionário daquele local. “Parabéns... O seu prémio! Vamos tirar uma foto para colocar no placard de honra?”. “Vamos!?” e lá fui eu, supermercado a fora, lenta e esforçadamente, a empurrar um carrinho de compras cheio em cada mão.



Foi a primeira e última vez que ganhei algo de significante num sorteio, sobretudo, inesperado. E, por isso e por muitos outros motivos, gosto de recordar com algum saudosismo a presença do Carrefour em Portugal.

Tenho saudades de andar livremente em corredores largos (o espaço de outrora é ocupado hoje por um Continente, uma Worten, uma agência de viagens e uma cafetaria), onde se podia comprar de tudo, do bacalhau ao mega-plasma, do empadão de carne ao DVD de um filme mais “indie” em promoção... Tenho saudades de comprar produtos da marca da casa, em que às vezes nem sabia muito bem o que era, só porque alguém se tinha esquecido de colocar o rótulo em português. Mas que me sabiam bem, sabiam.



Foram pioneiros, entre outras coisas, na introdução do cartão de descontos em cadeias de supermercados em Portugal e graças (também) a isso, obrigaram os seus adversários a mudar de estratégia. No entanto, perderam essa guerra do mercado retalhista nacional e abandonaram o campo de batalha. Eles ficaram com os louros dessa retirada, 662 milhões de euros para ser mais preciso, e eu fiquei com as boas recordações, que não tem preço.

terça-feira, setembro 24, 2013

Quase no céu



O “debut” do quarteto de Manchester MONEY é um disco muito especial. Logo desde os primeiros acordes percebemos que estamos perante uma experiência diferente: facilmente associaríamos parte daquele som a outros registos indie rock, só que este “The Shadow of Heaven” tem uma profunda componente melancólica que o coloca imediatamente noutra parteleira – perto daquela onde estão coisas transcendentais e sobre-humanas.