domingo, outubro 27, 2013
terça-feira, outubro 22, 2013
É só afecto, é só afecto
(...) Chegar aqui (táxi) e não ter rádio, (é como ) chegar a
casa e não ter lá a minha mulher, é um vazio, é um vazio.
Não estou a ver um melhor elogio a oferecer a uma esposa,
do que aquele em que a compara com um sistema de comunicação que funciona por
ondas electromagnéticas, que repete cinquenta vezes a mesma música durante um
dia e põe-nos ao corrente das novidades de hora a hora.
Se aquela mulher não se identificasse com a metáfora e tivesse direito de antena diria: “então pede à rádio comercial para te passar a ferro as
camisas e fazer-te o jantar, porque eu cá fui transmitir para outra frequência!”
terça-feira, outubro 15, 2013
sábado, outubro 12, 2013
segunda-feira, outubro 07, 2013
Mas não é uma minhoca qualquer
É daquelas que só pode funcionar à meia-hora e desde que o respectivo dono liberte, no mínimo, uns 60 euros, claro. Para uma trabalhadora tão exigente e multifacetada, só mesmo uma minhoca de luxo.
domingo, outubro 06, 2013
sexta-feira, outubro 04, 2013
domingo, setembro 29, 2013
Bom resultado qb
Uma das grandes
conclusões que se vai tirar destas eleições passa por esse facto de que nunca a
força dos independentes foi tão forte em Portugal, ou melhor, nunca o
descrédito nos nossos principais partidos políticos foi tão grande.
Parece tudo muito
bem, mas vou celebrar a vitória de um movimento independente chamado
"ex-presidente-que-está-a-ver-estas-eleições-em-directo-da-Prisão-da-Carregueira
mais à frente"?
uma
das grandes conclusões que se vai tirar destas eleições passa por aí.
Nunca a força dos independentes foi tão forte em Portugal, ou melhor,
nunca o descrédito nos nossos principais partidos políticos foi tão
grande. - See more at:
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sábado, setembro 28, 2013
Da técnica
Claro que tinha
que ver o último episódio do programa mais visto da TV portuguesa: a novela “Dancin'
Days”. Tudo “aquilo” foi hilariante, mas destaco sobretudo esta cena:
Claro
que tinha que ver o último episódio do programa mais visto da TV
portuguesa. Tudo aquilo foi hilariante, mas destaco sobretudo esta cena:
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sexta-feira, setembro 27, 2013
Tenho (algumas) saudades do Carrefour
Recordo-me como
se fosse hoje. Era um final de tarde, enquanto arrastava o carrinho com as
compras da semana, procurava uma caixa aberta e com o mínimo de fila de espera.
Achei. Enquanto confirmava se não era daquelas caixas que está aberta mas que
fecha justamente no momento que começamos a colocar os nossos produtos no
tapete, começo a fazer um exercício de memória para saber se não me esqueci de
comprar nada do que era suposto.
“Boa tarde. Tem o
cartão Família?”...
Entretanto
ouve-se por todo o supermercado a voz de uma senhora a anunciar que “chegou o
momento de anunciar mais um feliz contemplado do sorteio do nosso aniversário”.
Não ligo e continuo a despejar as coisas no tapete. Subitamente dispara o
alarme de detecção de roubo da caixa onde estava, bem como o número da
respectiva caixa começa a piscar ininterruptamente. “O que é que eu fiz?”
Depois começam a
acontecer demasiadas coisas ao mesmo tempo: era a senhora do altifalante que
não se calava com o aniversário do Carrefour, eram as pessoas nas restantes
caixas e parte da loja e do centro comercial, umas igualmente surpreendidas a olhar na minha
direcção, outras a bater palmas, era a senhora da caixa, de sorriso rasgado, a
congratular-me, o senhor que estava atrás na fila que queria cumprimentar-me...
E eu com um pacote de esparguete na mão só me apetecia fugir dali para fora. E
o alarme não parava de tocar.
Logo de seguida, pelo
corredor exterior do centro comercial, a empurrar um carrinho cheio de compras,
chega um senhor de gravata que automaticamente identifica-o com sendo
funcionário daquele local. “Parabéns... O seu prémio! Vamos tirar uma foto para
colocar no placard de honra?”. “Vamos!?” e lá fui eu, supermercado a fora, lenta
e esforçadamente, a empurrar um carrinho de compras cheio em cada mão.
Foi a primeira e
última vez que ganhei algo de significante num sorteio, sobretudo, inesperado.
E, por isso e por muitos outros motivos, gosto de recordar com algum saudosismo
a presença do Carrefour em Portugal.
Tenho saudades de
andar livremente em corredores largos (o espaço de outrora é ocupado hoje por
um Continente, uma Worten, uma agência de viagens e uma cafetaria), onde se
podia comprar de tudo, do bacalhau ao mega-plasma, do empadão de carne ao
DVD de um filme mais “indie” em promoção... Tenho saudades de comprar produtos
da marca da casa, em que às vezes nem sabia muito bem o que era, só porque alguém se
tinha esquecido de colocar o rótulo em português. Mas que me sabiam bem,
sabiam.
Foram pioneiros,
entre outras coisas, na introdução do cartão de descontos em cadeias de
supermercados em Portugal e graças (também) a isso, obrigaram os seus
adversários a mudar de estratégia. No entanto, perderam essa guerra do mercado
retalhista nacional e abandonaram o campo de batalha. Eles ficaram com os louros
dessa retirada, 662 milhões de euros para ser mais preciso, e eu fiquei com as boas
recordações, que não tem preço.
quinta-feira, setembro 26, 2013
terça-feira, setembro 24, 2013
Quase no céu
O “debut” do
quarteto de Manchester MONEY é um disco muito especial. Logo desde os primeiros
acordes percebemos que estamos perante uma experiência diferente: facilmente associaríamos
parte daquele som a outros registos indie rock, só que este “The Shadow of Heaven”
tem uma profunda componente melancólica que o coloca imediatamente noutra parteleira
– perto daquela onde estão coisas transcendentais e sobre-humanas.
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