terça-feira, março 12, 2013

Office


Sempre tive alguma curiosidade em saber o que as pessoas pensaram no momento em que lhes apareceu à frente um dos carros do Google Street View, com todos aqueles apetrechos em cima, os tais que andaram há alguns anos atrás a fotografar as nossas estradas e nos apanharam em situações pouco prestigiantes.
Um dos meus colegas disse-me que a primeira coisa que lhe passou pela cabeça era de que se tratava de um carro a anunciar uma tourada. Só que depois pensou (e viu) melhor e concluiu que não fazia muito sentido haver touradas na Buraca. Pelo menos daquelas com touros a sério.

sexta-feira, março 08, 2013

Bestas de facto

Nesta reportagem (dividida em 3 partes) da Vice ficamos a conhecer um pouco melhor alguns dos principais passatempos dos habitantes de Cabul (e arredores), a capital do Afeganistão. Para além de terem reactivado um dos desportos nacionais, o Buzkashi - algo idêntico ao Pólo mas, em vez de uma bola, joga-se com a carcaça de uma cabra sem cabeça -, as apostas em lutas entre animais gozam actualmente de uma enorme popularidade entre os afegãos. E não se ficam pelas tradicionais lutas de cães... Nem uma espécie de pardalito escapa!

Parece que o processo de democratização (ou diria ocidentalização?) do Afeganistão neste período pós-talibã e início do processo de retirada das tropas internacionais passa mais pela satisfação de certos vícios masculinos, do que propriamente pelo esforço em começar a combater as discriminações contra as mulheres (basta ouvir algumas das intervenções dos protagonistas ao longo da reportagem) ou qualquer tentativa de controlar o narcotráfico (o regime talibã tinha imposto a proibição da produção de ópio, neste momento o Afeganistão já é o principal fornecedor de ópio e heroína para todo o mundo).

Penso que ainda não é caso para dizer: “voltem, talibãs, estão perdoados!”, tanto que estes limitavam-se a justificar a proibição deste tipo de divertimentos com a imoralidade e eu acho que isto é só pura estupidez. Mas de facto, diferenças culturais à parte, há gente que parece mesmo ter a violência entranhada nos seus génes, portanto, já não há “cura” possível.






terça-feira, março 05, 2013

O golpe contra a Galp



Já nem há uma segunda-feira digna desse nome sem que os nossos “telejornais” façam uma reportagem sobre a alteração semanal de preços dos combustíveis em Portugal. A gasolina pode subir ou descer que o resultado da peça é sempre o mesmo: as mesmas perguntas e as mesmas indignações dos entrevistados. Consta que a solução passa por utilizar os postos de abastecimento low-cost, sobretudo aqueles com marca de hipermercado. Chego a ouvir alguém a jurar vingança: “Galp, nunca mais!”.

Ri-me. Portanto a revolta face à variação sistemática no preço dos combustíveis tem um nome. E esse nome por acaso “só” é a única fornecedora de combustível dos postos de abastecimento portugueses. A Petrogal/Galp é a única entidade a fazer a refinação (transformação do crude em combustível, energia, outros produtos) em território nacional, o que faz dela a única fornecedora do produto em Portugal. Isto transforma todas as outras gasolineiras em revendedoras e/ou distribuidoras dos seus produtos. O resultado final, com o qual abastecemos os nossos carros, só se destingue numa característica: os aditivos. E o respectivo preço – como a Galp, a Repsol ou a BP não têm produtos/marcas de hipermercado para promover, que interesse têm em diminuir preços?

Muitos portugueses continuarão a acreditar que ao abastecer os seus carros num outro posto não-Galp estarão a lesar aquela empresa, pelo menos até ao dia em que constatarem pelos seus próprios olhos que o camião cisterna que abastece a sua bomba predilecta do Jumbo, do Pingo Doce ou do Intermarché é exactamente o mesmo que vai encher os depósitos da Galp mais próxima e tem exactamente a mesma origem (Sines ou Matosinhos, passando depois ou não pelo centro de logística em Aveiras de Cima, via CLC). Se ainda assim restar dúvidas, nada como entender a coisa pela perspectiva financeira.

Portanto o pior está para vir. Sobretudo quando descobrirem que a única forma de lutar contra as consequências de um negócio monopolizado, com fortes indícios de cartel/conluio de preços (apesar da autoridade que analisou o caso ter dito que nem por sombras) e altamente taxado pelo nosso estado, passa por deixar o carro em casa e pegar na bicicleta ou apanhar o transporte público (se não tiver em greve, claro).

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

O homem que morreu duas vezes

"Today I'm gonna tell a story of a man drowned in a cold water of ocean after he lost his love. This is a story of man who died twice."


Apesar de tudo, um paraíso?



O lado menos negativo de ler certas notícias nos jornais e revistas é perceber que, APESAR DE TUDO, parece que ainda vivo num país que, comparado com outros, é um autêntico paraíso.
O que é que preferiam? Viver num país que vos impõe um tipo de corte de cabelo, um modo de vestir e que vos pune desumanamente ou, num em que, por exemplo, os seus ex-primeiros-ministros depois de (des)governarem mudam logo de país e, de lá mais tarde, vêm dizer que a culpa de tanto desgoverno é inteiramente desse país?












Não foi por acaso que apresentei três exemplos mais extremistas, pois a questão é mesmo tentar perceber se abdicariam de alguma das vossas liberdades individuais perante todas as promessas de uma justiça eficaz, de segurança absoluta e de prosperidade económica de um qualquer regime totalitário.
Não foi por acaso que apresentei três exemplos mais extremistas, pois a questão é mesmo tentar perceber se abdicariam de alguma das vossas liberdades individuais perante todas as promessas de uma justiça eficaz, de segurança absoluta e de prosperidade económica de um qualquer regime totalitário. - See more at: http://forum.autohoje.com/off-topic/116500-apesar-de-tudo-vivemos-num-paraiso.html#sthash.am2BhFPs.dpuf
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sexta-feira, fevereiro 15, 2013

domingo, fevereiro 10, 2013

De repente fui atingido. É a escuridão da madrugada.


O outro lado da mentira






Pode ser possível que um adolescente seja dado como desaparecido no Texas (EUA) e, três anos mais tarde, seja encontrado, desorientado, dentro de uma cabine telefónica, em Linares, no sul de Espanha? Claro que sim. Pelo menos no início, todos acreditaram nessa possibilidade. Só que, efectivamente, este foi só mais um caso protagonizado por um dos maiores “ladrões” de identidades do território europeu: Frédéric Bourdin.

No entanto o assunto-chave deste interessantíssimo documentário/thriller não é tanto entender esse comportamento camaleónico de alguém que se esconde dentro de identidades de jovens desaparecidos. O que torna a história de “The Imposter” algo verdadeiramente inquietante, é descortinar a razão que leva uma família americana a acolher e a defender, como seu filho, um estranho com poucas semelhanças físicas com o seu verdadeiro descendente e quando o próprio FBI, alertando-os, classificou ("o outro") como um sujeito potencialmente perigoso.