sábado, dezembro 21, 2013
quarta-feira, dezembro 18, 2013
2013 - o ano dos regressos (na música)
Não deixa de ser irónico que um ano que me prometia tantas
novidades, acaba por ser maioritariamente marcado por regressos.
Destaco o retorno do rei do pop “moderno”, JT, que decidiu incorporar, sobretudo
na primeira parte desta sua “experiência”, algumas das mais clássicas
influências do Rn’B sem perder aquele lado mais dançável que já tinhamos
conhecido nos seus discos anteriores. 2013 também foi o ano em que os Cut Copy
regressaram ao Hacienda e a todo o vibe dos gloriosos anos de “Madchester”, mas
com menos pastilhas e mais “liberta a mente” e aprecia a música. A dupla
Darkside também foi ao passado buscar algum do psicadelismo dos Pink Floyd e dos
Dire Straits mas deu-lhes um soberbo toque de modernidade. Não há ano sem uma
repescagem aos anos 80 e o melhor que ouvi neste ano nessa matéria veio da
parte dos irlandeses Girls Names. As fortes melodias de “The New Life” tiveram
origem nos “negros” dias de “Seventeen Seconds” e de “Faith” dos The Cure. Os
Arcade Fire foram ainda mais longe - à mitologia grega - na busca pela sua inspiração e voltaram mais românticos
que nunca. Mas, e por falar em romantismo, o melhor e a grande surpresa do ano estariam
para vir.
Cinematográfico, assombroso, hipnótico e incrivelmente belo são adjectivos
que servem para definir os discos de duas mulheres: Alison Goldfrapp e Julianna
Barwick, o melhor e a surpresa, respectivamente. Para além do poder vocal de
cada uma delas, toda a parte instrumental dos seus discos permite criar uma atmosfera
fantástica. Quase sobrenatural, mais em “Nepenthe” que em “Tales of Us”. Este é um
pouco mais realista: tem histórias de pessoas comuns (com uma força incomum) para
contar, portanto é perfeitamente natural que identifiquemo-nos com elas.
1. Goldfrapp - Tales of Us
2. Girls
Names - The New Life
3. Justin
Timberlake - The 20-20 Experience Part1
4. Darkside
- Psychic
5. Cut Copy
- Free Your Mind
6. Moderat
- II
7. John
Grant - Pale Green Ghosts
8. Julianna
Barwick - Nepenthe
9. Arcade
Fire - Reflektor
10. The
Boxer Rebellion – Promises
quinta-feira, dezembro 12, 2013
terça-feira, dezembro 10, 2013
domingo, dezembro 08, 2013
“O Desconhecido do Lago” - o fim, com spoilers
O filme “O Desconhecido do Lago” termina desta
forma obscura e obscurecida. Mas tinha mesmo que ser assim. Por um lado, é um fim indecifrável, sobretudo porque
o protagonista sabe que partilha o espaço com um assassino e decide sair do seu esconderijo para chamar por ele. Provavelmente,
depois da morte da “razão” (o inspector) e da “consciência” (o amigo Henri) e
iludido pelo amor, já não teria muito mais a perder.
Por outro e para
contrastar com todas as cenas diurnas, soalheiras e muito optimistas, todas as
cenas que se passavam a partir do momento em que o sol se começava a esconder
eram sempre escuras e sinistras (o trabalho de equilíbrio entre o som ambiente e
a imagem que o envolve é magnífico).
Esta obra, como
verdadeiro “thriller” que é, fica por
ali a pairar entre a vida e a morte, entre o amor e a opressão. Não precisa de
um final feliz ou esclarecedor, só precisa de passar a insegurança e o medo. E
nisso, e noutras coisas, este “L'inconnu du lac“ fá-lo com distinção.
quarta-feira, dezembro 04, 2013
Sim, sim
Vamos todos perder tempo e gastar 10 milhões de
euros a decidir se o gay X ou a lésbica Y devem ou não oficializar a
parentalidade de alguém, que é “só” o filho do(a) companheiro(a).
Isto, porque um grupo de deputados do PSD descobriu que,
por entre as suas inseguranças pessoais, tem muito tempo livre para começar a
segunda fase da sua massiva campanha de lubidriação do conceito “co-adopção” e
que Portugal tem de ser a Suiça-dos-referendos-por-dá-cá-aquela-palha da região
mediterrânica.
terça-feira, dezembro 03, 2013
segunda-feira, novembro 25, 2013
quinta-feira, novembro 21, 2013
quarta-feira, novembro 20, 2013
Sem costas e sem pudor mas com muito peito
É aproveitar enquanto há! Também ficava bem no guarda-roupa da Rita Pereira... Ou de qualquer uma das personagens dos Flintstones.
terça-feira, novembro 19, 2013
Serviço Público: 13 apostas para 2013 - Revisão
Elaborada logo nos primeiros dias do ano, pareceu-me
interessante o exercício de rever esta minha pequena lista de promessas musicais para 2013.
Como seria de esperar alguns daqueles nomes não editaram
nada de relevante ao longo do ano. Tendo alguns deles adiado a publicação dos
seus LPs para o ano que vem (Dan Croll) ou novo material até ao final do ano (The
New Fabian Society). Dos que já lançaram albuns, houve lugar para desilusões (Tom
Odell), semi-desilusões e algumas (poucas) confirmações.
Os discos dos Public Service Broadcasting e dos Hookworms
estão muito longe de serem maus (ou mesmo de serem uma desilusão), mas também não
estão ao nível da qualidade e da coerência dos Eps (passado um ano, continuo a
afirmar que o EP dos PSB é uma obra-prima!) editados anteriormente – parte das
culpas também se deve a “Psychic” do projecto Darkside que elevou demasiado a
fasquia neste campo. Mais ou menos o mesmo se aplica às irmãs Haim, quando há
um ano atrás já nos tinham dado a conhecer as melhores faixas de “Days Are Gone”.
Ou seja, deste lote, somente os MS MR e os Chvrches parecem reunir condições
para voltar a entrar numa outra minha lista de 2013, mas não me parece ser
sequer material para um Top10. Promessas... Leva-as o tempo.
segunda-feira, novembro 11, 2013
Há petróleo na Gomes da Costa?
Já há orçamento
para comprar jogos de futebol, já há carcanhol para ir outra vez à Eurovisão,
já há cheta para comprar séries internacionais que não interessam a
"ninguém" (por exemplo, o recém-estreado "Sherlock" foi visto sensivelmente por 57K
espectadores, qualquer coisa como metade das audiências dos programas infantis... da RTP2), já há
graveto para renovar temporadas de uma novela que passa em horário nobre e que
é vista nos melhores dias por 15% das audiências... Vale mesmo a pena perguntar: descobriram petróleo na Av. Gomes da Costa e não nos avisaram?
Já
há orçamento para comprar jogos de futebol, já há carcanhol para ir
outra vez à Eurovisão, já há cheta para comprar séries internacionais
que não interessam a "ninguém" (por exemplo o recém-estreado "Sherlock",
57K espectadores, metade das audiências dos programas infantis... da
RTP2), já há graveto para renovar temporadas de uma novela que passa em
horário nobre e que é vista nos melhores dias por 15% das audiências...
Vale mesmo a pena perguntar: descobriram petróleo na Gomes da Costa e
não nos avisaram?
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