quarta-feira, julho 24, 2013

TV irracional para "racionais"

Basicamente aquela coisa em forma de programa de TV que estreou esta semana e que passa diariamente em horário nobre na TVI, é tipo isto, mas sem piada e para seres supostamente racionais. Sem ofensa para os irracionais.

quarta-feira, julho 17, 2013

Olá, Oscares 2014!

"12 Years a Slave", novo filme de Steve McQueen ("Hunger", "Shame") repleto de estrelas: Pitt, Fassbender, Ejiofor, Giamatti, Paul Dano, Quvenzhane Wallis (a menina prodígio de "Beasts of the Southern Wild") ...


Da subtileza do JN


segunda-feira, junho 17, 2013

A dignidade da música


Isto, mais que uma acção de voluntariado ou um acto de cidadania, é um dos gestos mais nobres, louváveis e comoventes que se pode ter perante outra vida humana. De facto, são exemplos como estes que ainda vão dando um real valor a esse grande chavão - do tamanho das suas verdadeiras intenções - chamado “solidariedade humana”.


Julio Dantas escreveu “não há nada que valha a dignidade do silêncio”, mas afinal parece que há.

quarta-feira, junho 12, 2013

E se um desconhecido lhe oferecer uma foto do seu pénis... Isso é impulso.


Esta história conta-se em poucas palavras. Um rapaz e uma rapariga conhecem-se através de um site de encontros e no meio da conversa ele decide mandar a sua foto, ou melhor, do seu "big" pirilau. Ela fica ofendida ao ponto de considerar isto um exemplo da perpetuação da "rape culture". Não se fica por aí... Através do respectivo perfil de facebook, descobre o contacto da mãe do gajo e diz que vai partilhar com ela, aquela conversa... e a foto, claro.

Eu diria que, se não fosse este "little" contratempo, eles tinham nascido um para o outro. Seria uma espécie de casamento ideal entre o senhor acto irreflectido com a senhora descurso impensado. Só que infelizmente apareceu aquilo. Aquilo, de facto, é só um pénis, que não foi solicitado, logo ela ganha a batalha. Mas, em vez de envolver terceiros no assunto, o prémio devia ser obrigar o "violador virtual" a escrever mil vezes isto: "tenho que arranjar novos e melhores argumentos, pois o tamanho não impressiona assim tanto algumas mulheres, nomeadamente aquelas que preferem receber flores."

sexta-feira, junho 07, 2013

quinta-feira, junho 06, 2013

Metamorfose


EUA, 1939 – 1945 (2ª Guerra Mundial)





Brasil, 2013

terça-feira, junho 04, 2013

Fuças

Pior que dar um grande destaque a todas aquelas banalidades em forma de lugares-comuns que saem habitualmente da boca dos futebolistas e respectivos treinadores, só mesmo quando essa imprensa desportiva se arma numa "Caras", em versão chunga.




segunda-feira, maio 27, 2013

Da credibilidade das notas do IMDb, entre outras particularidades

Peguemos em dois filmes (com temática LGBT) recém estreados no festival de Cannes e comparemos os seus respectivos “ratings” dos utilizadores do (re)conhecido site IMDb.



“La Vie d’Adèle”, o grande vencedor do festival (Palma de Ouro) que contém (deduzo, entre muitas outras coisas interessantes) uma sequência de mais de 10 minutos de sexo entre duas raparigas, e que, segundo Vasco Câmara, foi “acabado à última hora, apresentado ainda sem genérico na competição do festival”, só estreia em França lá para Outubro, mas já foi visto até ao momento por 171 “IMDb users” (ou seja: toda a gente que foi a Cannes ver o filme e mais "alguns" são utilizadores do site!?) e 84 deles até deram nota máxima e 39, a mínima.



Já “L'inconnu du lac” do francês Alain Guiraudie (Prémio de Realização - Un Certain Regard), com um jogo de sedução entre dois homens à beira de um lago, estreia já no próximo mês (em França) e foi visto (até à data) por 25 “críticos” do IMDb - sendo que os internautas masculinos acharam-no bem menos interessante que os femininos (média de 5,8 vs. média de 8,6).

Não é preciso dizer mais nada, pois não?

O chamado síndrome do "Second Coming"

quinta-feira, maio 16, 2013

Never ending story

Dois parques de descanso desactivados na região de Viseu - um confrontado com o outro - cortam a paisagem de um dos troços do IP5 que sobreviveu à sua conversão em Auto-estrada das Beiras (A25) e que estabelece uma ligação em linha continua do litoral (Aveiro) à fronteira com Espanha (Vilar Formoso).

Enquanto que os troços remanescentes daquela que, atendendo ao grau de sinistralidade, chegou a ser considerada a estrada mais perigosa de Portugal e a 3ª a nível mundial, voltam a ser cada vez mais utilizados (sobretudo desde que foi decretado o início de cobrança de portagens na A25), já as respectivas áreas de descanso parecem continuar esquecidas ou, diria, até invisíveis aos olhos de quem por ali passa. A natureza tomou conta do local e tem dado o seu contributo para essa invisibilidade. Actualmente falta pouco para que deixemos de ver vestígios de civilização por ali.

O que a natureza não consegue camuflar são as memórias, pois estas devem continuar bem vivas nos pensamentos de quem frequentou em tempos este local. Nomeadamente os protagonistas dos vários episódios de excessos e hostilidades: de um lado, os engates entre homens (que toda a gente fez questão em catalogar e em confundir com uma orientação sexual – o Presidente da Câmara de Viseu da altura, entre outros, foi ainda mais longe), os utilizadores de um espaço público para práticas, digamos, mais privadas e por vezes obsessivas, ao ponto de invadir a privacidade de outros utilizadores que paravam naquele parque para os fins que ele foi efectivamente construído; do outro, os incomodados e os indignados com a situação provocada pelos primeiros e que inspirados pelo espírito salazarista, ao que consta ainda muito presente para aquelas bandas, e respectivas práticas dos bons costumes, decidiram sobrepor-se a qualquer força de ordem e segurança pública e organizaram uma milícia popular, com o intuito de varrer os “paneleiros” daquele local.
Do confronto, a comunicação social relatou que não foi coisa bonita de se ver num país supostamente civilizado. Muitos estragos materiais e, ainda mais, humanos.

Por isso, repito, podem mandar colocar vedações ou subir muros, podem deixar que a vegetação cubra totalmente o espaço, até podem mandar tudo abaixo, pois continuará haver, por mais uns bons anos, quem nunca esqueça aqueles parques de descanso e o que outrora ali aconteceu.

“Never ending story”, como tão bem resume aquele graffiti que encontrei numa daquelas paredes em ruínas. Parece mesmo não ter fim e solução à vista essa relação conflituosa entre a consciência dos limites da nossa sexualidade e o respeito e tolerância perante a (sexualidade) dos outros.

Contudo tenho sobre isto, pelo menos, uma certeza: pode haver uma ou mais formas de resolver os conflitos, mas sei que “construir cercas” à volta deles não é uma delas.

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quinta-feira, abril 25, 2013

Hoje já sou um bocadinho menos romeno

É por estas e por outras que de facto mais vale ficarmos quietinhos no nosso canto, poupamos uns trocos e não envergonhamos ninguém. Por exemplo, isto para mim era razão suficiente para mudar de nacionalidade:

sábado, abril 20, 2013

The world used to be silent.

“... Now it has too many voices and the noise is a constant distraction. They multiply, intensify. They will divert your attention to what’s convenient and forget to tell you about yourself. We live in an age of many stimulations. If you are focused you are harder to reach. If you are distracted you are available. You want flattery. Always looking to where it’s at. You want to take part in everything and everything to be a part of you. Your head is spinning fast at the end of your spine, until you have no face at all. And yet if the world would shut up, even for a while, perhaps we would start hearing the distant rhythm of an angry young tune, and recompose ourselves. Perhaps, having deconstructed everything, we should be thinking about putting everything back together. Silence yourself.”

sexta-feira, abril 19, 2013

Evolução?

Não, ao contrário do que se diz por aí, não são situações idênticas! As "Mães de Bragança" culparam as prostitutas de desencaminharem os tão "frágeis" maridos/filhos e lá tiveram todos (estes e as "brasileiras") que passar a fazer o servicinho na vizinha Espanha; já os alvos das críticas das "Esposas de Viseu" são mesmo os "porcos" dos seus conterrâneos. 

O único ponto comum que captei entre os dois fenómenos é mesmo a prova de que para esta boa gente, a monogamia, como modelo social único e imposto, funciona tão bem como um motor de combustão debaixo de água.

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