sábado, agosto 10, 2013

crash test dumbass


No campo, como se fosse pela primeira vez



Não diria que sejam subvalorizados, mas certamente incompreendidos. De album para album, nota-se uma certa hostilidade, por parte, tanto da crítica como dos fãs (sobretudo) do disco anterior, perante a transformação, o inesperado novo som da banda. E desta vez não vai ser diferente.

Tudo começou praticamente há 13 anos. Com o épico “Felt Mountain”, os Goldfrapp trouxeram todo um novo conceito melódico, cinematográfico e orquestral ao trip hop. Mas três anos mais tarde, quando toda a gente esperava (e desejava) uma continuação da viagem poética ao mundo do downtempo, eles lançam “Black Cherry”, um surpreendente e sensual disco de electropop.  Foi (quase) o fim do mundo, pelo menos para eles. Depois continuaram a investir no pop (“Supernature”), talvez não tão puramente comercial como hoje o conhecemos. Em 2008, novo album, novo som. É com “Seventh Tree” que a banda passeia alegremente pelos atalhos da folk mais electrónica. Mais acústica agora, com este novo e magnífico “Tales Of Us”, que em momentos recorda-me os ambientes pastorais do “Out of Season” de Beth Gibbons - mas atenção que pelo meio houve ainda mais pop dançável, com o contagiante “Head First” (2010). Uma banda em permanente mutação/renovação.

Enfim, todas estas palavras acabam por se tornar irrelevantes, quando é de música magistral e de uma voz assombrosa de que se fala.

quarta-feira, agosto 07, 2013

Devemos preocupar-nos com o facto das mulheres mais inteligentes não terem filhos?

Não - mas ainda assim vale a pena ler este artigo.

(...) 
No one ever mentions the selflessness of women who choose not to have a baby, not because they wouldn't love one, but because they don't feel they are in a position to provide that baby with the kind of life it deserves.
Anyone who is genuinely concerned with falling birthrates should be supporting policies such as paid maternity leave, subsidized day care, flexible work schedules, affordable health care and so on that would make it feasible for more women who want babies to have them. As for the women who don't, we should be grateful in the knowledge that they are intelligent enough to make the choice that is best for them and then back off with the judgement.

segunda-feira, agosto 05, 2013

Regresso à infância




O primeiro sinal positivo neste “Mud”, o mais recente filme de Jeff Nichols ("Take Shelter" / "O Abrigo"), são as nítidas referências às aventuras de Tom Sawyer e Huckleberry Finn de Mark Twain: dois adolescentes vindos de duas famílias disfuncionais ou não tradicionais, uma amizade e um amor incondicional, o rio Mississippi como um dos cenários principais, a descoberta das primeiras amarguras da vida adulta, os confrontos bem vs.mal e as leis da natureza vs. leis dos homens,etc.
Há que igualmente realçar as boas interpretações dos consagrados (Matthew McConaughey e Reese Witherspoon) e sobretudo dos novatos (Tye Sheridan e Jacob Lofland – o primeiro já tinha entrado no “Tree of Life” de Malick), depois junta-se a tudo isto uma boa (e bem contada) história e ficamos com um drama muito catita.

sexta-feira, agosto 02, 2013

No surprises

Cão que matou bebé em Beja entregue a Associação Animal


... E o "jornalismo" faccioso e repleto de preconceitos realizado por alguns repórteres da TVI também não.

quarta-feira, julho 31, 2013

A vida de um estranho que roubou o meu telemóvel, mas não o meu egocentrismo

A história pode-se resumir a isto: numa noite de "excessos" uma turista despiu-se, foi tomar um banho nocturno no mar de Ibiza, ficou sem o telemóvel e o homem que o roubou esqueceu-se de desligar a opção de sincronização das fotos. Este é o resultado: 

Portanto, um rapaz rouba-me o telemóvel e o que é que eu faço?
a) denuncio-o à polícia;
b) junto um grupo de amigos e vamos à caça do gajo;
c) crio um blog onde vou publicando as fotos que o novo dono (que até pode nem ser a mesma pessoa que o roubou) vai tirando.

Opto pela c) obviamente. E se ele me mandar o seu número, sou gajo para lhe fazer um carregamento.

sábado, julho 27, 2013

I’m wasting my young years

It doesn’t matter here
I’m chasing more ideas
It doesn’t matter here



quarta-feira, julho 24, 2013

TV irracional para "racionais"

Basicamente aquela coisa em forma de programa de TV que estreou esta semana e que passa diariamente em horário nobre na TVI, é tipo isto, mas sem piada e para seres supostamente racionais. Sem ofensa para os irracionais.

quarta-feira, julho 17, 2013

Olá, Oscares 2014!

"12 Years a Slave", novo filme de Steve McQueen ("Hunger", "Shame") repleto de estrelas: Pitt, Fassbender, Ejiofor, Giamatti, Paul Dano, Quvenzhane Wallis (a menina prodígio de "Beasts of the Southern Wild") ...


Da subtileza do JN


terça-feira, julho 09, 2013

quinta-feira, julho 04, 2013

quarta-feira, junho 26, 2013

sexta-feira, junho 21, 2013

segunda-feira, junho 17, 2013

A dignidade da música


Isto, mais que uma acção de voluntariado ou um acto de cidadania, é um dos gestos mais nobres, louváveis e comoventes que se pode ter perante outra vida humana. De facto, são exemplos como estes que ainda vão dando um real valor a esse grande chavão - do tamanho das suas verdadeiras intenções - chamado “solidariedade humana”.


Julio Dantas escreveu “não há nada que valha a dignidade do silêncio”, mas afinal parece que há.

quarta-feira, junho 12, 2013

E se um desconhecido lhe oferecer uma foto do seu pénis... Isso é impulso.


Esta história conta-se em poucas palavras. Um rapaz e uma rapariga conhecem-se através de um site de encontros e no meio da conversa ele decide mandar a sua foto, ou melhor, do seu "big" pirilau. Ela fica ofendida ao ponto de considerar isto um exemplo da perpetuação da "rape culture". Não se fica por aí... Através do respectivo perfil de facebook, descobre o contacto da mãe do gajo e diz que vai partilhar com ela, aquela conversa... e a foto, claro.

Eu diria que, se não fosse este "little" contratempo, eles tinham nascido um para o outro. Seria uma espécie de casamento ideal entre o senhor acto irreflectido com a senhora descurso impensado. Só que infelizmente apareceu aquilo. Aquilo, de facto, é só um pénis, que não foi solicitado, logo ela ganha a batalha. Mas, em vez de envolver terceiros no assunto, o prémio devia ser obrigar o "violador virtual" a escrever mil vezes isto: "tenho que arranjar novos e melhores argumentos, pois o tamanho não impressiona assim tanto algumas mulheres, nomeadamente aquelas que preferem receber flores."

sexta-feira, junho 07, 2013

I'm no good next to Diamonds

When I'm too close to start to fade

quinta-feira, junho 06, 2013

Metamorfose


EUA, 1939 – 1945 (2ª Guerra Mundial)





Brasil, 2013

terça-feira, junho 04, 2013

Fuças

Pior que dar um grande destaque a todas aquelas banalidades em forma de lugares-comuns que saem habitualmente da boca dos futebolistas e respectivos treinadores, só mesmo quando essa imprensa desportiva se arma numa "Caras", em versão chunga.




segunda-feira, maio 27, 2013

Da credibilidade das notas do IMDb, entre outras particularidades

Peguemos em dois filmes (com temática LGBT) recém estreados no festival de Cannes e comparemos os seus respectivos “ratings” dos utilizadores do (re)conhecido site IMDb.



“La Vie d’Adèle”, o grande vencedor do festival (Palma de Ouro) que contém (deduzo, entre muitas outras coisas interessantes) uma sequência de mais de 10 minutos de sexo entre duas raparigas, e que, segundo Vasco Câmara, foi “acabado à última hora, apresentado ainda sem genérico na competição do festival”, só estreia em França lá para Outubro, mas já foi visto até ao momento por 171 “IMDb users” (ou seja: toda a gente que foi a Cannes ver o filme e mais "alguns" são utilizadores do site!?) e 84 deles até deram nota máxima e 39, a mínima.



Já “L'inconnu du lac” do francês Alain Guiraudie (Prémio de Realização - Un Certain Regard), com um jogo de sedução entre dois homens à beira de um lago, estreia já no próximo mês (em França) e foi visto (até à data) por 25 “críticos” do IMDb - sendo que os internautas masculinos acharam-no bem menos interessante que os femininos (média de 5,8 vs. média de 8,6).

Não é preciso dizer mais nada, pois não?

O chamado síndrome do "Second Coming"

quinta-feira, maio 16, 2013

Never ending story

Dois parques de descanso desactivados na região de Viseu - um confrontado com o outro - cortam a paisagem de um dos troços do IP5 que sobreviveu à sua conversão em Auto-estrada das Beiras (A25) e que estabelece uma ligação em linha continua do litoral (Aveiro) à fronteira com Espanha (Vilar Formoso).

Enquanto que os troços remanescentes daquela que, atendendo ao grau de sinistralidade, chegou a ser considerada a estrada mais perigosa de Portugal e a 3ª a nível mundial, voltam a ser cada vez mais utilizados (sobretudo desde que foi decretado o início de cobrança de portagens na A25), já as respectivas áreas de descanso parecem continuar esquecidas ou, diria, até invisíveis aos olhos de quem por ali passa. A natureza tomou conta do local e tem dado o seu contributo para essa invisibilidade. Actualmente falta pouco para que deixemos de ver vestígios de civilização por ali.

O que a natureza não consegue camuflar são as memórias, pois estas devem continuar bem vivas nos pensamentos de quem frequentou em tempos este local. Nomeadamente os protagonistas dos vários episódios de excessos e hostilidades: de um lado, os engates entre homens (que toda a gente fez questão em catalogar e em confundir com uma orientação sexual – o Presidente da Câmara de Viseu da altura, entre outros, foi ainda mais longe), os utilizadores de um espaço público para práticas, digamos, mais privadas e por vezes obsessivas, ao ponto de invadir a privacidade de outros utilizadores que paravam naquele parque para os fins que ele foi efectivamente construído; do outro, os incomodados e os indignados com a situação provocada pelos primeiros e que inspirados pelo espírito salazarista, ao que consta ainda muito presente para aquelas bandas, e respectivas práticas dos bons costumes, decidiram sobrepor-se a qualquer força de ordem e segurança pública e organizaram uma milícia popular, com o intuito de varrer os “paneleiros” daquele local.
Do confronto, a comunicação social relatou que não foi coisa bonita de se ver num país supostamente civilizado. Muitos estragos materiais e, ainda mais, humanos.

Por isso, repito, podem mandar colocar vedações ou subir muros, podem deixar que a vegetação cubra totalmente o espaço, até podem mandar tudo abaixo, pois continuará haver, por mais uns bons anos, quem nunca esqueça aqueles parques de descanso e o que outrora ali aconteceu.

“Never ending story”, como tão bem resume aquele graffiti que encontrei numa daquelas paredes em ruínas. Parece mesmo não ter fim e solução à vista essa relação conflituosa entre a consciência dos limites da nossa sexualidade e o respeito e tolerância perante a (sexualidade) dos outros.

Contudo tenho sobre isto, pelo menos, uma certeza: pode haver uma ou mais formas de resolver os conflitos, mas sei que “construir cercas” à volta deles não é uma delas.

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