domingo, maio 04, 2014
sábado, abril 26, 2014
Salvé São José!
Gostei de ver a
entrevista com a São José Correia no "Alta Definição" (SIC). Num
mundo demasiado mediático e dissimulatório como é o televisivo, não posso
deixar de elogiar uma mulher a alguns meses de completar os 40 anos, tão bela
quanto lúcida, a quem a idade não lhe serve de pretexto para criar metas
costumeiras. Descartando liminarmente as hipóteses de casamento ou de viver com
alguém que não seja "um amigo" (disse que neste momento vivia
sozinha, mas também disse que já viveu com amigos e, como tal seria a opção
mais válida para ela, admite poder voltar a fazê-lo), ou mesmo de ter um
filho... Também disse que tinha consciência de que tal não é modo de vida para
qualquer pessoa, é preciso estar em plena sintonia com consigo próprio.
Gostei
de ver a entrevista com a São José Correia ao "Alta Definição" (SIC).
Num mundo demasiado mediático e dissimulatório como é o televisivo, não
posso deixar de elogiar uma mulher a alguns meses de completar os 40
anos, tão bela quanto lúcida, a quem a idade não lhe serve de pretexto
para criar metas costumeiras. Descartando liminarmente as hipóteses de
casamento ou de viver com alguém que não seja "um amigo" (disse que
neste momento vivia sozinha, mas também disse que já viveu com amigos e,
como tal seria a opção mais válidada para ela, admite poder voltar a
fazê-lo), ou mesmo de ter um filho... Também disse que tinha consciência
de que tal não é modo de vida para qualquer pessoa, é preciso estar em
plena sintonia com consigo próprio.
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quarta-feira, abril 23, 2014
terça-feira, abril 15, 2014
terça-feira, abril 08, 2014
quinta-feira, abril 03, 2014
quarta-feira, março 26, 2014
Proença wins
Não sei se é, como já lhe chamaram, o melhor árbitro do mundo, do país ou da rua dele, mas alguém com uma postura tão descontraída quanto responsável, num mundo sisudo e pseudo-machista como é o do futebol, não deve mesmo deixar de ser bem louvado.
segunda-feira, março 24, 2014
Tremors
A música do
produtor britânico a viver actualmente em Viena, SOHN, não é fácil de catalogar.
Pode-se induzir em erro ao enquadrá-la num subgénero do downtempo. No fundo, e
sobretudo depois de ouvir o “debut” (a sair no próximo mês, via 4AD) deste
artista, associamo-la mais ao R&B do que propriamente ao IDM.
Há mesmo muito soul e muitas emoções em jogo neste belo “Tremors”, que enriquecerá por certo qualquer
discografia. Uma das grandes promessas de 2014 não fica mesmo nada mal entre outras duas referências do mesmo
ramo: James Blake e Jamie Woon.
sábado, março 22, 2014
domingo, março 16, 2014
Fazendo a festa da enguia... das outras
Domingo, 16 de Março de 2014, estamos nos últimos minutos do nosso almoço ao mesmo tempo que assistimos ao início daquele programa de variedades patrocinado pelas chamadas dos telespectadores da TVI. Desta vez, em directo da "Festa da Enguia" (ou da "Rainha do Tejo") em Salvaterra de Magos.
Diálogo entre os apresentadores Nuno Eiró (NE) e Mónica Jardim (MJ), com a participação de um senhor desconhecido (SD) que é dono de um restaurante da região - o primeiro estava em cima de um palco rodeado por centenas ("milhares"?) de pessoas, a segunda e o terceiro estavam sentados junto a uma mesa repleta de pratos de enguias:
(...)
MJ: Então diga-me lá o que é que me recomenda para começar? Uma enguia grossa ou assim mais fina?
SD: :|... Hummm... Talvez a grossa, pois...
MJ: Olha Eiró, vou começar pela grossa!
SD: :|
NE: Oh filha se vais começar pela grossa nunca mais vais querer uma fina...
Vá, mas conta lá tu também como foi a tua primeira experiência com a enguia?
MJ: Enguias destas nunca comi.
SD: :|
NE: DESTAS!?
quinta-feira, março 13, 2014
domingo, março 09, 2014
Future Islands - Portugal is waiting for you (but we wait seated)
Não quero tirar o
mérito às contratações já anunciadas para os nossos próximos festivais de verão
- sobretudo os Portishead no Marés Vivas, JT e os Arcade Fire no RiR, Erlend
Øye e os Tame Impala que voltam ao SBSR, os The War on Drugs (excelente novo
album), Parquet Courts, Elbow (outro belo novo disco acabadinho de sair),
Daughter e mais alguns no Alive, a pop a invadir Paredes de Coura com os
Chvrches e os Cut Copy e praticamente todo o cartaz do Primavera – mas eu
gostava que anunciassem algo (ainda) mais arrojado. Uma banda mesmo
desconhecida do grande público, mas que depois da sua actuação, ficássemos
todos verdadeiramente surpreendidos e profundamente comovidos – mesmo quem já
se tenha surpreendido e comovido antes com eles.
Provavelmente
estou enganado e seria um completo desperdício, porque uma banda destas nunca
conseguirá ser devidamente apreciada por entre copos com amigos e pelas euforias
típicas de um festival de verão. Tragam então os Future Islands a uma das
nossas mais modestas salas de espectáculos. Sejamos então poucos a emocionar-nos, mas
emocionemo-nos em condições e deixem o Sam Herring fazer o mesmo!
A propósito, até o
próprio David Letterman que apresenta quase-épicas actuações todas as semanas
mas ainda assim, desta vez, a avaliar pelo seu surpreendente nível de
entusiasmo, parece querer mesmo dizer: “já apresento esta merda há mais de 30
anos e finalmente apareceu-me algo genuinamente encantador!”.
terça-feira, março 04, 2014
sexta-feira, fevereiro 28, 2014
quarta-feira, fevereiro 26, 2014
quinta-feira, fevereiro 20, 2014
segunda-feira, fevereiro 17, 2014
O apuradíssimo sentido de estética do mar
Os campistas de Cortegaça, o Barbas e mais uma centena de empresários portugueses quiseram que os seus "empreendimentos" tivessem uma vista privilegiada de mar. Só que parece que este ano o mar decidiu impor alguns limites a essa vizinhança... E em alguns casos, quase aplicava o seu exigente sentido de estética. Faltou um bocadinho assim, mas haja esperanças.
Por vezes o jornalismo cheira mal mas faz bem
Há jornalismo de
merda (porque nem chega a ser jornalismo, nem nada que se pareça com tal), como isto. E há “jornalismo de investigação”, que por vezes vem da mesma escola que
o primeiro e, por isso, deverá ser também ele incluído nessa mesma categoria?
Provavelmente eu
seria a última pessoa a defender um canal como o CMTV, ou a TVI, ou qualquer
outro que mediatizou, ou posso dizer chafurdou(?) no caso das mortes no Meco. Contudo, às vezes
ponho-me a pensar se não tivesse sido esse "jornalismo de
investigação" em que ponto estaríamos neste momento.
Vamos imaginar
que os media limitavam-se a reportar este acidente fatal e não voltam a pegar
no caso. Ignorando as denúncias de rituais similares em anos anteriores, as
cenas de praxe testemunhadas nesse fim-de-semana pela vizinhança, o planeamento
por escrito dos rituais, as específicas e rigorosas hierarquias das praxes da Lusófona,
etc. Durante mais de um mês os únicos factos noticiáveis eram aquele primeiro
relatório da polícia marítima e o interminável silêncio do sobrevivente.
Dá para pôr de lado,
ou mesmo esquecer, um caso destes? Seria legítimo pedir aos pais das vítimas
que se acomodassem, pelo menos por “uns meses”, com a justificação de "um
acidente" (em tão estranhas circunstâncias)? Teriam eles, por si só,
suficientes capacidades e meios para tentar obter mais informações nesta fase
inicial? Teria o Ministério Público requerido a intervenção da Polícia Judiciária,
quando só passado um mês das ocorrências é que se soube da abertura de um
processo pelos primeiros e, nessa altura, da Procuradoria-Geral da República pouco
mais se ouviu que: "não existem, por ora, indícios de que as mortes setenham devido à prática de crime"?
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