quinta-feira, janeiro 16, 2014

Brincadeiras fatais



Uma humilhação pública é uma humilhação pública seja perpetuada hoje, seja feita nos “nossos tempos”. Rebaixar e deprezar publicamente vidas humanas é submete-las à sua pior condição, da forma mais cobarde possivel – não há direito a resposta, pois aproveita-se da submissão da vítima e da exaltação da assistência. Enquanto não se eliminar definitivamente qualquer tipo de actos desta natureza dos nossos estabelicimentos de ensino, iremos continuar a assistir a homicídios involuntários em várias vertentes: morre-se (se não fisicamente, aos poucos) por vergonha da humilhação e pela revolta da injustiça, morre-se enrolado numa onda durante o planeamento do ritual, ... Para quê? - See more at: http://forum.autohoje.com/off-topic/125244-o-caso-de-nelson.html#sthash.EQLts6YL.dpuf

Uma humilhação pública não é uma brincadeira e, sobretudo quem esteja ligado directamente a àreas que envolvam crianças, adolescentes e todos os problemas relacionados com essas fases da vida, deviam saber isso melhor que ninguém. 

Rebaixar e deprezar publicamente vidas humanas é submete-las à sua pior condição, da forma mais cobarde possivel – não há direito a resposta, pois aproveita-se da submissão da vítima e da exaltação da assistência. Enquanto não se eliminar definitivamente qualquer tipo de actos desta natureza dos nossos estabelecimentos de ensino, iremos continuar a assistir a homicídios involuntários em várias vertentes: morre-se (se não fisicamente, aos poucos) por vergonha da humilhação e pela revolta da injustiça, morre-se (acidentalmente ou não - não é isso que estará aqui em causa) enrolado numa onda durante o planeamento do ritual, ... Para quê? O que a nossa sociedade ganha com esta selecção tão pouco natural entre os  fortes e os fracos?

domingo, janeiro 12, 2014

Obrigadinhos...

ao Paulo Portas e às suas entradas pseudo-dramáticas em congressos do seu partido, por destruirem-me todo o ideal que tinha criado à volta de uma das melhores "intros" de todos os tempos:


Obrigadinhos ao Paulo Portas e às suas entradas pseudo-dramáticas em congressos do seu partido por destruirem-me todo o ideal que tinha de uma das melhores "intros" de todos os tempos. - See more at: http://forum.autohoje.com/off-topic/125057-musica-os-discos-de-2014-a.html#post1067727494
Obrigadinhos ao Paulo Portas e às suas entradas pseudo-dramáticas em congressos do seu partido por destruirem-me todo o ideal que tinha de uma das melhores "intros" de todos os tempos. - See more at: http://forum.autohoje.com/off-topic/125057-musica-os-discos-de-2014-a.html#post1067727494

segunda-feira, dezembro 30, 2013

Top 30' 2013 (tracks)



29. John Grant - It Doesn't Matter To Him             
               
23. Meesha - Really         
21. Coco Bryce - Honey Bee         
               
18. Run the Jewels - Get It           
               
15. The Internet - Dontcha           
14. Merchandise - Anxiety's Door             
12. Daft Punk - Get Lucky             
               
7. Glass Animals - Exxus                
6. Savages - Shut Up       
               
3. Annie - Invisible           
2. The Boxer Rebellion - Diamonds          

quarta-feira, dezembro 18, 2013

2013 - o ano dos regressos (na música)



Não deixa de ser irónico que um ano que me prometia tantas novidades, acaba por ser maioritariamente marcado por regressos. 
Destaco o retorno do rei do pop “moderno”, JT, que decidiu incorporar, sobretudo na primeira parte desta sua “experiência”, algumas das mais clássicas influências do Rn’B sem perder aquele lado mais dançável que já tinhamos conhecido nos seus discos anteriores. 2013 também foi o ano em que os Cut Copy regressaram ao Hacienda e a todo o vibe dos gloriosos anos de “Madchester”, mas com menos pastilhas e mais “liberta a mente” e aprecia a música. A dupla Darkside também foi ao passado buscar algum do psicadelismo dos Pink Floyd e dos Dire Straits mas deu-lhes um soberbo toque de modernidade. Não há ano sem uma repescagem aos anos 80 e o melhor que ouvi neste ano nessa matéria veio da parte dos irlandeses Girls Names. As fortes melodias de “The New Life” tiveram origem nos “negros” dias de “Seventeen Seconds” e de “Faith” dos The Cure. Os Arcade Fire foram ainda mais longe - à mitologia grega -  na busca pela sua inspiração e voltaram mais românticos que nunca. Mas, e por falar em romantismo, o melhor e a grande surpresa do ano estariam para vir. 
Cinematográfico, assombroso, hipnótico e incrivelmente belo são adjectivos que servem para definir os discos de duas mulheres: Alison Goldfrapp e Julianna Barwick, o melhor e a surpresa, respectivamente. Para além do poder vocal de cada uma delas, toda a parte instrumental dos seus discos permite criar uma atmosfera fantástica. Quase sobrenatural, mais em “Nepenthe” que em “Tales of Us”. Este é um pouco mais realista: tem histórias de pessoas comuns (com uma força incomum) para contar, portanto é perfeitamente natural que identifiquemo-nos com elas.

1. Goldfrapp - Tales of Us
2. Girls Names - The New Life
3. Justin Timberlake - The 20-20 Experience Part1
4. Darkside - Psychic
5. Cut Copy - Free Your Mind

6. Moderat - II
7. John Grant - Pale Green Ghosts
8. Julianna Barwick - Nepenthe
9. Arcade Fire - Reflektor
10. The Boxer Rebellion – Promises

A selecção da selecção


domingo, dezembro 08, 2013

“O Desconhecido do Lago” - o fim, com spoilers



O filme “O Desconhecido do Lago” termina desta forma obscura e obscurecida. Mas tinha mesmo que ser assim. Por um lado, é um fim indecifrável, sobretudo porque o protagonista sabe que partilha o espaço com um assassino e decide sair do seu esconderijo para chamar por ele. Provavelmente, depois da morte da “razão” (o inspector) e da “consciência” (o amigo Henri) e iludido pelo amor, já não teria muito mais a perder.
Por outro e para contrastar com todas as cenas diurnas, soalheiras e muito optimistas, todas as cenas que se passavam a partir do momento em que o sol se começava a esconder eram sempre escuras e sinistras (o trabalho de equilíbrio entre o som ambiente e a imagem que o envolve é magnífico).
Esta obra, como verdadeiro thriller que é, fica por ali a pairar entre a vida e a morte, entre o amor e a opressão. Não precisa de um final feliz ou esclarecedor, só precisa de passar a insegurança e o medo. E nisso, e noutras coisas, este “L'inconnu du lac“ fá-lo com distinção.