quarta-feira, abril 29, 2015
sexta-feira, abril 24, 2015
quarta-feira, abril 15, 2015
We all think that we're nobody but everybody is somebody else's somebody
(...)
We either think that we're invincible or that we are invisible
When realistically we're somewhere in between
We all think that we're nobody but everybody is somebody else's somebody
Don't ask me what I really mean
I am just a reflection
Of what you really wanna see
So take what you want from me
When realistically we're somewhere in between
We all think that we're nobody but everybody is somebody else's somebody
Don't ask me what I really mean
I am just a reflection
Of what you really wanna see
So take what you want from me
So take what you want from me
(...)
domingo, abril 12, 2015
A linguagem universal do amor e do ódio
Ainda sobre as
relações intrínsecas entre as misérias social e moral... Lembrei-me de um filme
ucraniano que vi recentemente. “The Tribe” relata a história de integração de
um jovem numa escola, ou mais concretamente, num grupo (numa “tribo”) com alunos
provenientes de classes baixas e com condições especiais, neste caso: a surdez.
Durante todo o filme não se fala (nem se escuta) uma única palavra; todos os
protagonistas comunicam por linguagem gestual e os seus diálogos tornam este
filme num desafio muito interessante para a sua assistência. No entanto, mesmo
que os únicos e perceptíveis sons que saiam daquelas bocas sejam de exclamação,
raiva e dor (um aborto é sempre uma situação desagradável de se ver em cinema,
a cena de aborto neste filme eleva para um outro patamar qualquer nível de desconfortabilidade
que se possa ter), toda a narrativa do filme é facilmente compreensível. Aliás,
em termos de intercomunicação (e não só), “The Tribe” deve ser bastante superior
a qualquer um dos filmes que estão em cartaz este momento em Portugal.
Trata-se, também
por isso, de um filme cru, ríspido e muito violento e no meio de
um ambiente gélido, ocupado por seres humanos insensíveis “em construção”, entra
uma emoção em jogo, que vai tornar a história ainda mais devastadora e trágica.
Sobretudo, porque uma paixão facilmente se converte em obsessão e não se
encontra um amante mais fiel e indestrutível que um obsessivo.
THE TRIBE TRAILER 2014 from Oleksiy Yevtukh on Vimeo.
sexta-feira, abril 10, 2015
Da miséria moral
Desemprego, álcool,
droga... A comunicação social evidencia o quadro de miséria social, quando o
crime acontece sobretudo pela miséria moral. É sempre mais fácil tentar desculpabilizar
parte da tragédia, colocando essas culpas numa entidade abstracta, em
detrimento de algo material, reconhecível e acessível, como outro ser humano.
Perverso e egoísta, ao ponto de utilizar um filho como "arma de
arremesso" para atingir o outro progenitor. Infelizmente, é o que há mais
por aí nesta sociedade, com os desfechos mais ou menos macabros que se conhecem
(ou não).
quarta-feira, abril 01, 2015
segunda-feira, março 30, 2015
quinta-feira, março 26, 2015
sexta-feira, março 20, 2015
quarta-feira, março 11, 2015
Trailer do ano (do documentário do ano)
Kurt Cobain: Montage of Heck (estreia prevista para 4 de Maio, no canal HBO)
terça-feira, março 03, 2015
segunda-feira, março 02, 2015
A vingança é um prato que se serve frio, mas, ao servi-lo, também se pode morrer congelado
“Relatos
Selvagens”, do argentino Damián Szifron (e co-produzido por Pedro Almodóvar), é
composto por seis histórias surrealistas de vingança com muito sarcasmo e com o
dobro de humor.
Todos os
protagonistas deste filme estão à beira do abismo, e é justamente nesses
momentos que eles revelam o seu lado perverso, animalesco, selvagem, onde
parece haver um certo desejo em acentuar ainda mais o seu descontrolo. Há muito
pouco de racional neste filme e há quem o critique por aquelas pessoas não
terem profundidade (“figuras sem passado, sem memória”)... Porque não se pede à National Geographic para
fazer telenovelas com uma manada de elefantes?
Enfim, em todos
os seus sentidos, um filme bestial.
sexta-feira, fevereiro 27, 2015
Nós somos apenas um conjunto de corpos... e alguns de nós têm pénis
Depois de ver a sua
primeira temporada, consigo perceber porque o relato intimista da vida de uma “atípica”
família de classe média americana é tão impopular quanto premiada (ganhou,
entre outros, o Globo de Ouro e o Satellite Award para a melhor série do ano). “Transparent”
(Amazon) é uma série muito mais educativa do que de entretenimento.
O pai desta
família, interpretado por um inacreditável Jeffrey Tambor (também recebeu um
Globo de Ouro por este papel), decide, após algumas investidas no mesmo sentido
no passado, transformar-se numa mulher... que continua a ter atracção por
mulheres. Interpreto isto como sendo uma espécie de veneração suprema do
mundo feminino, ao ponto de querer transformar-se (visualmente, sobretudo) numa mulher. É aqui que se aprende a diferença entre identidade
sexual e identidade de género. No entanto, a complexidade desta personagem não
se fica por aqui, aliás, a complexidade da vida íntima acaba por ser um facto comum
aos seus três filhos.
Estamos perante
uma série que desafia as noções mais básicas do que é um género, ou melhor, como
os órgãos sexuais e os cromossomas acabam por ser insuficientes para qualificar
um género. É aqui que se aprende e celebra a ideia de que somos todos, acima de
todas e quaisquer outras catalogações, seres humanos. Como alguém diz lá pelo
meio: “We’re just a bunch of bodies... and some of us have penis”.
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