quarta-feira, julho 08, 2015
sexta-feira, julho 03, 2015
Some days I feel like my body is straightened
... held up by thin braces, metal spikes embrace my spine, my face, my cunt.
I can feel myself from above, but I can't see who's holding them. It would be easy to think about submission, but I don't think it's about
submission, it's about holding and being held.
(...)
(...)
segunda-feira, junho 29, 2015
Vamos à praia? Não... Get a room!
são uns metros a pé por um dia no paraíso
Esta praia é
bonita mas não é todo esse paraíso que lhe chamam.
Só confirmo os
tons turquesa do mar. De resto, da temperatura do mar e antes que se coloque um
pé dentro de água, é preciso não esquecer que estamos à beira do Oceano
Atlântico... E se estamos à procura de algum sossego, é preciso não esquecer
que estamos em Portugal, onde os aglomerados populacionais sucedem
espontaneamente por cada novidade ou fenómeno em ascensão.
Ainda assim, tal
facto acontecer ali, não deixa de ser surpreendente. Sobretudo se tivermos em
consideração as difíceis condições de acesso à praia – a parte final é um
autêntico labirinto, onde convém estar muito atento à “bolinha vermelha” (às
tantas isto também podia ser um sinal de aviso para o que se podia ver lá em
baixo) pintada em algumas pedras encontradas ao longo do percurso, já para não
falar de que este é feito em acentuado declive.
Também acredito
que muitos visitantes cheguem à praia através do mar: de barco, de kayak, de
“stand up paddle”... a nado – presenciei um pouco de tudo. O que também é certo
é que a meio de uma escaldante tarde de um dia útil, aquela suposta praia
deserta devia fazer concorrência às mais populares da vizinhança.
Eram sobretudo
casais de namorados. Aliás, para ser mais preciso, excluindo a meia dúzia de
turistas e o respectivo guia que “estacionaram” os seus kayaks na beira-mar,
esta praia era populada somente por casais com uma média de idades que rondaria
os vinte e poucos anos... E as suas infinitas “selfies”... E os “selfie
sticks”... E está mais que provado que não há limites para o narcisismo humano.
Ainda pensei se
não tinha sido inadvertidamente apanhado em plena rodagem de um remake do novo
filme do cineasta grego Yorgos Lanthimos: The Lobster.
Lá mais para o
final da tarde, quando a temperatura do ar ameaçava baixar dois ou três graus,
o clima daquela praia aqueceu. Era vê-los abraçados, enrolados, aos longos
beijos, algumas mãos que não se conseguem esconder dentro de biquínis
reduzidos, corpos semi-suados e emparelhados... Foi o momento que considerei
ideal para arranjar forças para fazer o percurso de regresso ao carro e fugir
de cena.
Olhei uma última
vez para aquele “paraíso perdido” (o da natureza, atenção) e lá fui eu, qual
bode do Atlas marroquino, declive acima!
terça-feira, junho 16, 2015
sexta-feira, junho 12, 2015
terça-feira, junho 09, 2015
quinta-feira, junho 04, 2015
Retro por retro
O novo disco de
Jamie XX é uma proposta interessante para revisitar as várias tendências da
música de dança dos anos 90, mas a verdade deve ser dita: é um disco muito
previsível e está longe de ser a revolução que muitos lhe pintam. Sem procurar
muito, algo que foi editado também nos últimos dias e mais surpreendente que
"In Colour", recomendaria como alternativa o projecto paralelo de Maya Jane Coles:
Nocturnal Sunshine.
O
novo disco de Jamie XX é uma proposta interessante para revisitar as
várias tendências da música de dança dos anos 90, mas a verdade deve ser
dita: é um disco muito previsível e está longe de ser a revolução que
muitos lhe pintam. Sem procurar muito, algo que foi editado também nos
últimos dias e mais surpreendente que "In Colour", recomendaria o
projecto paralelo de Maya Jane Coles: Nocturnal Sunshine.
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domingo, maio 10, 2015
Eu sei com quem fornicaste na noite passada
"It Follows", o mais recente fenómeno de terror americano de/para adolescentes, tinha tudo para ser bom: uma excelente técnica cinematográfica, expeditos jovens actores e uma banda sonora simultaneamente arrepiante e harmoniosa... Só lhe faltou uma boa história. Ou, vá lá, uma história razoável, coisa que uma maldição que se transmite por contacto sexual - tipo Clamídia, mas com consequências mais danosas para o contagiado, como ser perseguido por mortos-vivos desnudados - está muito longe de o ser.
quinta-feira, maio 07, 2015
Okay, my ass!
Sinceramente
acho que um dos mais claros sinais de demência desta humanidade aparecem quando
alguém escreve críticas desta natureza sobre discos do calibre de “+-“ dos Mew.
É certo que não se trata do último grito vanguardista do indie rock, (provavelmente)
nem sequer será o melhor disco desta banda dinarmarquesa, mas é mais que certo
que este disco, com canções soberbas como a "Rows", "Water
Slides" e a "Satellites", está a anos-luz de distância de ser
essa mediocridade que a maioria da crítica apregoou.
quarta-feira, maio 06, 2015
Esta vida é um paradoxo que (para o bem da nossa sanidade mental) não deve ser controvertido
Os seres humanos
são contraditórios por natureza, mas essa situação tem tendência a agravar-se quando
o mundo à sua volta torna-se ainda mais incoerente. Como alguém que deseja a
serenidade absoluta ao mesmo tempo que vai exaltando a anarquia.
Assim foi Kurt
Cobain. Alguém que utilizou o isolamento, a humilhação e a (consequente) raiva
como impulsionadores do seu processo criativo. O seu rancor não se deveu tanto a um reconhecimento ou uma integração tardia (sobretudo depois de ter
encontrado algum aparo na pior das suas companhias – não, nem foi a Courtney
Love, foi mesmo a heroína), mas sobretudo porque esse reconhecimento/integração
surgiu subitamente de uma forma estrondosa, em modo de fenómeno musical à
escala global: os Nirvana. Ninguém estaria a espera disso, principalmente o
Kurt Cobain. Num dia vives atrapalhadamente numa pequena cidade do estado de
Washington, no outro já és a porta-voz de uma geração! É aqui que a anarquia, a
pacatez e o mediatismo se tornam totalmente incompatíveis. Um conflito que a
constituição de uma família e o nascimento de uma filha não resolveram. Recordo:
era um conflito interior.
O documentário “Cobain:
Montage of Heck” também é uma viagem até ao interior da mente de um dos últimos
grandes génios da cultura norte-americana. A questão é que nem todos estaremos
preparados para uma viagem tão atormentada. Aliás, como se sabe pelo final “desta
história”, nem o próprio estaria.
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