sábado, abril 26, 2014

Salvé São José!


Gostei de ver a entrevista com a São José Correia no "Alta Definição" (SIC). Num mundo demasiado mediático e dissimulatório como é o televisivo, não posso deixar de elogiar uma mulher a alguns meses de completar os 40 anos, tão bela quanto lúcida, a quem a idade não lhe serve de pretexto para criar metas costumeiras. Descartando liminarmente as hipóteses de casamento ou de viver com alguém que não seja "um amigo" (disse que neste momento vivia sozinha, mas também disse que já viveu com amigos e, como tal seria a opção mais válida para ela, admite poder voltar a fazê-lo), ou mesmo de ter um filho... Também disse que tinha consciência de que tal não é modo de vida para qualquer pessoa, é preciso estar em plena sintonia com consigo próprio.

Gostei de ver a entrevista com a São José Correia ao "Alta Definição" (SIC). Num mundo demasiado mediático e dissimulatório como é o televisivo, não posso deixar de elogiar uma mulher a alguns meses de completar os 40 anos, tão bela quanto lúcida, a quem a idade não lhe serve de pretexto para criar metas costumeiras. Descartando liminarmente as hipóteses de casamento ou de viver com alguém que não seja "um amigo" (disse que neste momento vivia sozinha, mas também disse que já viveu com amigos e, como tal seria a opção mais válidada para ela, admite poder voltar a fazê-lo), ou mesmo de ter um filho... Também disse que tinha consciência de que tal não é modo de vida para qualquer pessoa, é preciso estar em plena sintonia com consigo próprio. - See more at: http://forum.autohoje.com/off-topic/127615-ja-podemos-ser-solteiros-sem-sermos-pressionados.html#post1067900499

quarta-feira, março 26, 2014

Proença wins

Não sei se é, como já lhe chamaram, o melhor árbitro do mundo, do país ou da rua dele, mas alguém com uma postura tão descontraída quanto responsável, num mundo sisudo e pseudo-machista como é o do futebol, não deve mesmo deixar de ser bem louvado.


segunda-feira, março 24, 2014

Tremors



A música do produtor britânico a viver actualmente em Viena, SOHN, não é fácil de catalogar. Pode-se induzir em erro ao enquadrá-la num subgénero do downtempo. No fundo, e sobretudo depois de ouvir o “debut” (a sair no próximo mês, via 4AD) deste artista, associamo-la mais ao R&B do que propriamente ao IDM.

Há mesmo muito soul e muitas emoções em jogo neste belo “Tremors”, que enriquecerá por certo qualquer discografia. Uma das grandes promessas de 2014 não fica mesmo nada mal entre outras duas referências do mesmo ramo: James Blake e Jamie Woon.  

sábado, março 22, 2014

domingo, março 16, 2014

Fazendo a festa da enguia... das outras

Domingo, 16 de Março de 2014, estamos nos últimos minutos do nosso almoço ao mesmo tempo que assistimos ao início daquele programa de variedades patrocinado pelas chamadas dos telespectadores da TVI. Desta vez, em directo da "Festa da Enguia" (ou da "Rainha do Tejo") em Salvaterra de Magos.

Diálogo entre os apresentadores Nuno Eiró (NE) e Mónica Jardim (MJ), com a participação de um senhor desconhecido (SD) que é dono de um restaurante da região - o primeiro estava em cima de um palco rodeado por centenas ("milhares"?) de pessoas, a segunda e o terceiro estavam sentados junto a uma mesa repleta de pratos de enguias:
(...)
MJ: Então diga-me lá o que é que me recomenda para começar? Uma enguia grossa ou assim mais fina?
SD: :|... Hummm... Talvez a grossa, pois...
MJ: Olha Eiró, vou começar pela grossa!
SD: :|
NE: Oh filha se vais começar pela grossa nunca mais vais querer uma fina... 
Vá, mas conta lá tu também como foi a tua primeira experiência com a enguia?
MJ: Enguias destas nunca comi.
SD: :|
NE: DESTAS!?


domingo, março 09, 2014

Future Islands - Portugal is waiting for you (but we wait seated)



Não quero tirar o mérito às contratações já anunciadas para os nossos próximos festivais de verão - sobretudo os Portishead no Marés Vivas, JT e os Arcade Fire no RiR, Erlend Øye e os Tame Impala que voltam ao SBSR, os The War on Drugs (excelente novo album), Parquet Courts, Elbow (outro belo novo disco acabadinho de sair), Daughter e mais alguns no Alive, a pop a invadir Paredes de Coura com os Chvrches e os Cut Copy e praticamente todo o cartaz do Primavera – mas eu gostava que anunciassem algo (ainda) mais arrojado. Uma banda mesmo desconhecida do grande público, mas que depois da sua actuação, ficássemos todos verdadeiramente surpreendidos e profundamente comovidos – mesmo quem já se tenha surpreendido e comovido antes com eles.
Provavelmente estou enganado e seria um completo desperdício, porque uma banda destas nunca conseguirá ser devidamente apreciada por entre copos com amigos e pelas euforias típicas de um festival de verão. Tragam então os Future Islands a uma das nossas mais modestas salas de espectáculos. Sejamos então poucos a emocionar-nos, mas emocionemo-nos em condições e deixem o Sam Herring fazer o mesmo!
A propósito, até o próprio David Letterman que apresenta quase-épicas actuações todas as semanas mas ainda assim, desta vez, a avaliar pelo seu surpreendente nível de entusiasmo, parece querer mesmo dizer: “já apresento esta merda há mais de 30 anos e finalmente apareceu-me algo genuinamente encantador!”.

sexta-feira, fevereiro 28, 2014

Isto não é sexismo,

é arte ou, na pior das hipóteses, um quebra-nozes.

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

O apuradíssimo sentido de estética do mar

Os campistas de Cortegaça, o Barbas e mais uma centena de empresários portugueses quiseram que os seus "empreendimentos" tivessem uma vista privilegiada de mar. Só que parece que este ano o mar decidiu impor alguns limites a essa vizinhança... E em alguns casos, quase aplicava o seu exigente sentido de estética. Faltou um bocadinho assim, mas haja esperanças.

Por vezes o jornalismo cheira mal mas faz bem



Há jornalismo de merda (porque nem chega a ser jornalismo, nem nada que se pareça com tal), como isto. E há “jornalismo de investigação”, que por vezes vem da mesma escola que o primeiro e, por isso, deverá ser também ele incluído nessa mesma categoria?

Provavelmente eu seria a última pessoa a defender um canal como o CMTV, ou a TVI, ou qualquer outro que mediatizou, ou posso dizer chafurdou(?) no caso das mortes no Meco. Contudo, às vezes ponho-me a pensar se não tivesse sido esse "jornalismo de investigação" em que ponto estaríamos neste momento.
Vamos imaginar que os media limitavam-se a reportar este acidente fatal e não voltam a pegar no caso. Ignorando as denúncias de rituais similares em anos anteriores, as cenas de praxe testemunhadas nesse fim-de-semana pela vizinhança, o planeamento por escrito dos rituais, as específicas e rigorosas hierarquias das praxes da Lusófona, etc. Durante mais de um mês os únicos factos noticiáveis eram aquele primeiro relatório da polícia marítima e o interminável silêncio do sobrevivente.
Dá para pôr de lado, ou mesmo esquecer, um caso destes? Seria legítimo pedir aos pais das vítimas que se acomodassem, pelo menos por “uns meses”, com a justificação de "um acidente" (em tão estranhas circunstâncias)? Teriam eles, por si só, suficientes capacidades e meios para tentar obter mais informações nesta fase inicial? Teria o Ministério Público requerido a intervenção da Polícia Judiciária, quando só passado um mês das ocorrências é que se soube da abertura de um processo pelos primeiros e, nessa altura, da Procuradoria-Geral da República pouco mais se ouviu que: "não existem, por ora, indícios de que as mortes setenham devido à prática de crime"?
 

sexta-feira, fevereiro 07, 2014