sexta-feira, agosto 28, 2015

Serin ou não serin, eis a questão




Finalmente... e antes que a falta de apetite sexual destruísse mais relações! Talvez a solução pudesse passar por uma mudança de comportamento do parceiro (ou mesmo de parceiro), mas essas hipóteses não caem no âmbito da ciência, nem dão lucros às farmacêuticas.
Depois do "Viagra", dos respectivos genéricos, dos anúncios de Futre a passar na TV de 5 em 5 minutos... Agora o “Flibanserin”, e entende-se essa disseminada e inescapável mensagem de que todos nós devemos andar sempre plenamente satisfeitos. E sempre ainda mais satisfeitos e saciados. Isto associado a uma ideia de aceitação universal de como a nossa vida (até a mais íntima) deve ser/parecer sempre um caso de sucesso (como o de Futre e das suas garinas) ao ser julgados por, supostamente, alguém, ou por nós próprios. E ainda mais a ideia de que desejar e ser desejado deve ser o apogeu da nossa realização pessoal, como se a felicidade só pudesse existir com a garantia de uma validação externa.
“Ser sexy” e disponível já não é só um objectivo para teenagers, e não tão menos jovens, concretizarem via Facebook, à noite nas discotecas ou pelos dias quentes e de exaltação do Sudoeste, passou a ser um estado que devemos almejar eternamente. Ou pelo menos até ao último segundo antes do nosso coração, extenuado, parar de vez.

terça-feira, agosto 18, 2015

quarta-feira, agosto 12, 2015

A segunda temporada de True Detective acabou e

da completa ausência de mistério e de "sentido de localização" à enxurrada de nomes de personagens mencionados que nunca aparecem, nem se entende bem qual a sua ligação com o enredo da história e onde tudo parece convergir para uma gigantesca trapalhada, escapou a banda sonora... e imagens aéreas de carros a circular em auto-estradas. 


da completa ausência de mistério e de "sentido de localização" à enxurrada de nomes de personagens mencionados que nunca aparecem, nem se entende bem qual a sua ligação com o enredo da história, tudo parece convergir para uma gigantesca trapalhada, por onde pouco mais escapa que a banda sonora e imagens aéreas de carros a circular em auto-estradas. - See more at: http://forum.autohoje.com/showthread.php?t=2666&p=1068629642&posted=1#post1068629642

quinta-feira, agosto 06, 2015

Porque é que os Girl Band são só a melhor coisinha que o rock viu nascer nos últimos anos?


(Mas recomenda-se que se escute também os dois EPs já editados)

A desilusão das desilusões

não foi terem finalmente constatado que Lenny Kravitz não passa de um artista medíocre e, por isso, sobrevalorizado; foi terem descoberto que ele usa um cock ring (pensem pelo menos duas vezes antes de clicar aí e se querem mesmo ver um anel numa pila "sobrevalorizada" - ou não fosse essa a função de um cock ring).

quarta-feira, julho 29, 2015

O tal dentista do Minnesota que matou e esfolou um leão no Zimbabwe


ficou muito chateado com o alarido mediático provocado pelo seu hobbie e já respondeu:

“I deeply regret that my pursuit of an activity that I love and practice responsibly and legally resulted in the taking of this lion”

para quem não percebeu, eu traduzo:

"Desculpem lá qualquer coisinha se o meu divertido, viril e legal passatempo tirou a vida a esse leão"

Por acaso não haverá no Minnesota alguém com um hobbie semelhante? Como não deve haver assim muitos animais selvagens por lá, que tal dentistas broncos?

ficou muito chateado com o alarido mediático provocado pelo seu hobbie e já respondeu:

“I deeply regret that my pursuit of an activity that I love and practice responsibly and legally resulted in the taking of this lion”

para quem não percebeu, eu traduzo:

"Desculpem lá qualquer coisinha se o meu divertido, viril e legal passatempo tirou a vida desse leão"

Por acaso não haverá no Minnesota alguém com um hobbie semelhante? Como não deve haver assim muitos animais selvagens por lá, que tal dentistas broncos? - See more at: http://forum.autohoje.com/showthread.php?t=138348&p=1068608903#post1068608903
ficou muito chateado com o alarido mediático provocado pelo seu hobbie e já respondeu:

“I deeply regret that my pursuit of an activity that I love and practice responsibly and legally resulted in the taking of this lion”

para quem não percebeu, eu traduzo:

"Desculpem lá qualquer coisinha se o meu divertido, viril e legal passatempo tirou a vida desse leão"

Por acaso não haverá no Minnesota alguém com um hobbie semelhante? Como não deve haver assim muitos animais selvagens por lá, que tal dentistas broncos? - See more at: http://forum.autohoje.com/showthread.php?t=138348&p=1068608903#post1068608903

quinta-feira, julho 16, 2015

Isto de andar por aí no engate tem muito que se lhe diga (II)



(...)
Mas eu também fiz algumas coisas lixadas. Uma vez em que voltei da estrada, disse olá e subi para aliviar a tripa e quando estava ali sentado reparei numa grande pilha de revistas de caça e de pesca ao lado da sanita. E então quando acabei, puxei as calças para cima e saí a perguntar aos berros quem era o pescador de rolha no cu com quem ela andava a foder. Fartei-me de berrar. É mesmo o teu género, ir sacar um panhonhas incapaz de fazer um lançamento com mosca ou de largar um cagalhão. Estou mesmo a vê-lo ali sentado, a cara toda vermelha, a ler alguma coisa sobre a perigosa pesca ao lúcio nas águas tempestuosas do Norte. Disse-lhe que era o que ela merecia, que bastava olhar para ela para ver que o destino dela era ser fodida por um daqueles gasolineiros borbulhentos que vão à pesca nas revistas e que são incapazes de largar um cagalhão. Então ela pôs-se a chorar, a chorar e passado uma hora lembrei-me que eu é que tinha feito uma assinatura de todas aquelas revistas de caça e de pesca e quando lhe pedi desculpa ela não quis saber e eu fiquei mesmo na merda.
(...) 

Falconer”, John Cheever – Sextante Editora

quarta-feira, julho 15, 2015

Isto de andar por aí no engate tem muito que se lhe diga



(...)
Vai então que ela diz aos amigos, em voz muito alta, que não queria sobremesa, que ia meter-se no carro e ficar sozinha em casa a ler. Disse aquilo tudo de maneira que ele a ouvisse e ficasse a saber que não havia marido nem filhos por perto. Ela conhecia o empregado do bar e sabia que ele passava ao tal sujeito o endereço dela. Foi para casa, enfiou um roupão e às tantas tocou a campainha e lá estava ele. E então mesmo ali na entrada ele desatou a beijá-la, a pôr a mão dela na piça dele e a despir as calças, mesmo ali na entrada, e então ela reparou que se ele era realmente muito bonito era também muito porco. Disse que ele não devia tomar um banho há mais de um mês. Mal lhe chegou aquele pivete, ela errefeceu um bocado e começou a pensar numa maneira de o levar para o duche. Então ele continuou aos beijos e a tirar a roupa e o cheiro cada vez pior e então ela sugeriu que talvez ele quisesse tomar um banho. Vai então ele ficou furioso e disse que o que precisava era de uma cona e não de uma mãe, que a mãe dele lhe dizia quando é que devia tomar banho, que não andava pelos bares à procura de putas para que elas lhe dissessem quando é que devia tomar banho ou cortar o cabelo ou lavar os dentes. E então vestiu-se e foi-se embora e ela contou-me tudo para me mostrar que isto de andar por aí no engate tem muito que se lhe diga.
(…)

Falconer”, John Cheever – Sextante Editora

sexta-feira, julho 03, 2015

Some days I feel like my body is straightened

... held up by thin braces, metal spikes embrace my spine, my face, my cunt. I can feel myself from above, but I can't see who's holding them. It would be easy to think about submission, but I don't think it's about submission, it's about holding and being held.

(...)