sábado, junho 04, 2016
Era só para dizer que estou muito satisfeito...
por não se terem lembrado de mandar abater todos os ursos daquela floresta onde o puto japonês foi abandonado pelos pais.
domingo, janeiro 03, 2016
O melhor de 2015 - Filmes
10. The Revenant, Alejandro González Iñárritu
9. Mia Madre, Nanni
Moretti
8. Blind, Eskil
Vogt
7. Ex Machina, Alex Garland
6. Me and Earl and the Dying Girl, Alfonso Gomez-Rejon
5. The Boy, Craig William Macneill
4. Goodnight Mommy / Ich seh, Ich seh, Severin Fiala &
Veronika Franz
3. Room, Lenny Abrahamson
2. Carol, Todd Haynes
1. Victoria, Sebastian
Schipper
Sensibilidade suprema
“Carol” vai muito
além de um drama de época ou de uma atípica (para aquela altura) história de
amor/atracção entre duas mulheres, sobretudo graças ao minucioso trabalho de
Todd Haynes. Há um engenhoso realce dos detalhes (os objectos, os gestos, os olhares,
etc) e um permanente estímulo a quase todos os sentidos.
Obviamente que
também muito se deve ao excelente trabalho da dupla de actrizes Blanchett e
Mara. Mas nada disto seria o mesmo sem o rigor e sensibilidade de alguém com
uma extraordinária capacidade para captar a discrição de um momento, como o das
escassas lágrimas que escorrem dos seus rostos, através do vidro embaciado de
um carro andamento. Não há outro realizador (vivo) a filmar com este nível de elegância
e requinte em Hollywood. Nem em Hollywood nem em qualquer outro lugar deste
planeta.
quinta-feira, dezembro 31, 2015
O melhor de 2015 - singles
44 . Foxes - Body Talk
39 . Shura - White Light
37 . Melé –Latifah
34 . Metric - The Shade
28 . Jeremih – oui
27 . Westkust – Swirl
23 . Nadine Shah – Fool
19 . Gold Class - Furlong
18 . Jamie Woon – Message
10 . M.I.A. –Borders
8 . Girl Band – Paul
1 . Mew – Rows
quarta-feira, dezembro 30, 2015
Jack, o Sonhador
Quanto menos se souber sobre este filme antes de o ver, melhor. O sucesso
da excelente experiência que pode ser a sua visualização passa sobretudo por
abordá-lo na perspectiva mais pura e inocente. Como de uma criança (Jack) que celebra
o seu quinto aniversário com um radiante despertar para mais um dia, como todos os anteriores:
fechado num quarto com a sua mãe, desalumiado,
modesto e limitado, mas ainda com espaço para uma cama, uma banheira, duas
cadeiras, um roupeiro e uma pequena televisão, onde ele passa algumas horas
do dia a ver desenhos animados, como “Dora, a Exploradora” (ironia das
ironias).
“Room”, a segunda aventura do irlandês Lenny Abrahamson (o mesmo criador de
“Frank”) por terras norte-americanas, teve estreia por cá na mais recente edição
do Lisbon & Estoril Film Festival e, se não acontecer um(a)
surpresa/milagre via Globos de Ouro/Óscares, só poderá ser visto pelo restante
público português só lá para a primavera do próximo ano. Triste sina para uma
tão jubilosa, bela e inteligente (qb) obra
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