Não é novidade que todo o tipo de fanatismo religioso pode ser perigoso. Ontem à noite na RTP2, passou um documentário da HBO que mostrava isso numa prespectiva americana. Levanta-se a questão: os “fanáticos” religiosos norte-americanos são perigosos? Se interpretarmos o que aconteceu em Jonestown (ver o documentário de hoje à noite, no mesmo canal), por exemplo, como uma das possíveis consequências, sim, muito!
O caso dos “sacerdotes” ultra-conservadores mediáticos quererem misturar a religião com a política vigente para além de ser muito previsível, se não é perigoso, é, no mínimo, desastroso para a sociedade “moderna” americana.
Viu-se neste “Amigos de Deus” o poder da influência imposta pela fé de mãos dadas com a obsessão em estado puro, bem como:
- as palavras de ordem dos grupos pro-life afirmando que o aborto é o holocausto americano, com cartazes bem explícitos nesse sentido;
- os concertos da “battlecry.org” onde se juntam uns bons milhares de teenagers a saltar/berrar/chorar - não me pareciam estar sob influência de qualquer substância que se justifique ficarem naquele estado, nem que tivesse em cima daquele palco o Joe Satriani!;
- o crescimento da cadeia “drive-in prayers”, que consiste em rezar dentro do carro em sintonia com uma senhora do outro lado de uma cabine fechada – hilariante (também)!;
- a associação de envagelistas “Pro-Creationism/Anti-Evolution” dando uma palestra numa grande sala repleta de crianças: “Did your grandaddy seems like this? (O vosso avô é parecido com isto? e mostra-se numa tela gigante a foto de um primata). Resultado: risada geral da assistência.
(...)
Que cada um tire as suas próprias conclusões.
O caso dos “sacerdotes” ultra-conservadores mediáticos quererem misturar a religião com a política vigente para além de ser muito previsível, se não é perigoso, é, no mínimo, desastroso para a sociedade “moderna” americana.
Viu-se neste “Amigos de Deus” o poder da influência imposta pela fé de mãos dadas com a obsessão em estado puro, bem como:
- as palavras de ordem dos grupos pro-life afirmando que o aborto é o holocausto americano, com cartazes bem explícitos nesse sentido;
- os concertos da “battlecry.org” onde se juntam uns bons milhares de teenagers a saltar/berrar/chorar - não me pareciam estar sob influência de qualquer substância que se justifique ficarem naquele estado, nem que tivesse em cima daquele palco o Joe Satriani!;
- o crescimento da cadeia “drive-in prayers”, que consiste em rezar dentro do carro em sintonia com uma senhora do outro lado de uma cabine fechada – hilariante (também)!;
- a associação de envagelistas “Pro-Creationism/Anti-Evolution” dando uma palestra numa grande sala repleta de crianças: “Did your grandaddy seems like this? (O vosso avô é parecido com isto? e mostra-se numa tela gigante a foto de um primata). Resultado: risada geral da assistência.
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Que cada um tire as suas próprias conclusões.
Ao mesmo tempo que me ria de todo aquele circo, não pude deixar de me sentir um pouco assustado. A maior parte dos argumentos apresentados pelos líderes são ridículos e herméticos. Como é possível as pessoas se deixarem manipular daquela maneira? Este documentário não me deixou com melhor impressão dos norte-americanos, de certeza.
ResponderEliminarFoi tocante a parte final, onde um defensor dos direitos dos homossexuais ficou desolado com a exclusão dos mesmos por essas igrejas.
Texto bem escrito e conteúdo bem posicionada. Maravilha! Parabéns!
ResponderEliminarCarlos.
http://recife-night-day.blogspot.com/