E foi, só que Maya, no seu “Noite das Estrelas” (CMTV) chamou a atenção (aos mais distraídos) para algo quase tão importante quanto um carcinoma basocelular: o outfit da Felipa combina muito bem com o seu hematoma.
Foi um prazer...
quarta-feira, março 18, 2026
domingo, fevereiro 08, 2026
Best of 2025 - tracks
49. Scratch Massive - Sakura
48. NewDad - Roobosh
47. MOLIY & Silent Addy, Skillibeng, Shenseea - SHAKE IT
TO THE MAX (REMIX)
46. Leadley - ZOMBIE
45. Kangding Ray - Ultramaximized Trance Demo
44. Remy Bond - Simple Girl
43. Naomi Sharon - Can We Do This Over
42. Prewn - System
41. Bad Bunny - Baile Inolvidable
40. Aly & AJ - Places To Run
39. CMAT - Lord, Let That Tesla Crash
38. Gatlin - If She Was A Boy
37. Maruja - Look Down On Us
36. DJ Koze - Buschtaxi
35. Chloe Qisha - The Boys
34. Sorry - Waxwing
33. So Below - Murder
32. Smerz - Feisty
31. Broncho - Funny
30. Danny L Harle & TDJ - Shoreline
29. Baby Nova - Killed For Sport
28. LOADED HONEY - TOKYO RAIN
27. Computer - I'll Follow
26. SENTRIES - Nails
25. Audrey Hobert - Wet Hair
24. Death in Vegas - Hazel
23. Marta & Tricky - Surface
22. EERA - Honey, do you see me?
21. Haute & Freddy - Shy Girl
20. Alison Goldfrapp - Strange Things Happen
19. Lonnie Holley - Seeds
18. Jazzy, Spriitzz - Can't Deny It
17. Pale Blue Eyes - Our Lost Words
16. Pulp - Spike Island
15. Joy Crookes - Brave
14. Carminho - Canção à Ausente
13. Nyxy Nyx - hold me (I'm shaking)
12. Tate McRae - Sports car
11. Alessia Cara - (Isn't It) Obvious
10. Deftones - departing the body
9. Florence + the Machine - Sympathy Magic
8. Anna von Hausswolff - The Iconoclast
7. ROSALIA - Mio
Cristo Piange Diamanti
6. Ethel Cain -
Waco, Texas
5. Fever Ray - Now's The Only Time I Know (Radical Romantics
Session)
4. Faouzia -
UNETHICAL
3. Deafheaven -
Amethyst
2. Natalia
Lafourcade & Israel Fernández - Amor Clandestino
1. Debbii Dawson - You Killed The Music
quinta-feira, janeiro 22, 2026
segunda-feira, janeiro 12, 2026
Best of 2025 - Films
10. Nickel Boys, RaMell Ross
9. Misericordia, Alain
Guiraudie
8. Sirāt, Óliver Laxe
7. One Battle After Another,
Paul Thomas Anderson
6. The Girl with the Needle
(Pigen med nålen), Magnus von Horn
5. Father (Otec), Tereza Nvotová
4. The Brutalist, Brady
Corbet
3. No Other Choice (어쩔수가없다), Park Chan-wook
2. The History of Sound,
Oliver Hermanus
1. It Was Just an Accident (یک تصادف ساده), Jafar Panahi
terça-feira, dezembro 30, 2025
Best of 2025 - Albums
sábado, dezembro 27, 2025
Best of 2025 - EPs
terça-feira, dezembro 23, 2025
É a economia, imbecis!
Há verdades incómodas que insistem em sobreviver a governos, programas eleitorais e conferências de imprensa. Uma delas é a lei da oferta e da procura. Outra é que ignorá-la não a faz desaparecer — apenas torna os resultados mais caros. Ainda assim, a política de habitação em Portugal parece empenhada em testar até onde vai a paciência da economia.
O atual Governo decidiu enfrentar o problema dos preços da habitação com uma estratégia engenhosa: facilitar a compra de casas esperando que isso as torne mais baratas. Para tal, isentou jovens do IMT e do Imposto do Selo e acrescentou uma garantia pública de até 15% do valor do crédito à habitação. A ideia implícita parece ser a de que, se mais pessoas conseguirem comprar casa, então — por algum mecanismo místico ainda não descrito em manuais de economia — os preços acabarão por cair.
A economia, ingrata como sempre, recusou colaborar.
Num mercado onde a oferta de habitação é estruturalmente escassa e reage lentamente, reduzir impostos sobre a compra não torna as casas mais acessíveis; torna os compradores capazes de pagar mais por elas. O resultado não é uma descida de preços, mas sim a sua adaptação ascendente. O subsídio não desaparece: é incorporado no preço. O jovem agradece, o vendedor agradece ainda mais, e o mercado segue imperturbável.
Esta conclusão não é fruto de cinismo ideológico, mas de evidência empírica. Um estudo citado pelo jornal Público mostra que a poupança proporcionada pela isenção de IMT é totalmente absorvida pela subida dos preços em poucos meses — três a quatro meses nos imóveis mais baratos, cerca de quinze meses nos mais caros. Ou seja, o Estado alivia o jovem hoje para que o mercado lhe cobre amanhã, com juros implícitos.
O mais fascinante nesta abordagem é a insistência em tratar um problema de escassez de oferta como se fosse um problema de falta de procura. Em vez de construir mais, libertar solo urbano, reformar seriamente o licenciamento ou investir de forma consistente em habitação pública, opta-se por tornar o crédito mais fácil e os impostos mais baixos. É como tentar baixar o preço dos bilhetes para um concerto esgotado… oferecendo cartões de crédito a quem ainda está na fila.
Há ainda a ironia suprema: estas medidas são apresentadas como combate à especulação. Na prática, fazem exatamente o contrário. Aumentam a concorrência entre compradores, reforçam expectativas de preços mais elevados e sinalizam ao mercado que o Estado está disponível para apoiar a procura sempre que os preços sobem — uma garantia implícita que qualquer especulador entende perfeitamente.
Nada disto significa que apoiar jovens seja errado. Significa apenas que subsidiar a procura não é política de controlo de preços. É política de redistribuição disfarçada, frequentemente regressiva, e quase sempre ineficaz num mercado rígido. Ajuda alguns a entrar hoje, empurra outros para fora amanhã, e não resolve o problema central: há poucas casas para muitas pessoas.
No fim, a lei da oferta e da procura mantém-se teimosamente intacta, apesar dos comunicados de imprensa. E a habitação em Portugal continua extremamente cara não porque a economia falhou, mas porque se insiste em legislar como se ela não existisse.





