No papel, faz sentido. Na prática… ficam as dúvidas.
É que a confiança dos munícipes não nasce apenas de comunicados formais ou de boletins municipais bem compostos. Constrói-se — ou desgasta-se — ao longo do tempo. E quando existem episódios polémicos associados ao uso de dinheiros públicos, mesmo que não diretamente ligados ao IMI, é inevitável que surja um certo ceticismo.
Assim instala-se uma dúvida incómoda, difícil de ignorar: estará este esforço adicional dos munícipes a ser canalizado com o rigor que se apregoa… ou limita-se a contribuir para certos “hábitos” difíceis de largar?
A verdade é que não há provas de qualquer relação direta entre a subida do imposto e usos indevidos de fundos. Mas também é verdade que, quando se pede mais aos contribuintes, o mínimo exigível é mais transparência — não apenas a estritamente legal, mas aquela que realmente convence.
Porque pagar mais IMI pode até ser aceitável. O que já custa mais é pagar… e continuar com dúvidas.






