quarta-feira, fevereiro 08, 2006

That's somebody else's daughter!


O programa do Dr. Phill já chegou ao nosso país. Assim sendo, não posso deixar de agradecer ao canal Sic Mulher por mais um grande momento de televisão.

Durante um zapping, paro no dito canal e encontro o Sô Dôtor a conversar com um homem (aparentemente) normal:
...
Dr. Phil : Você sabe que isto da pornografia é um problema. Você tem de lutar contra ele!
Homem (aparentemente) normal: Sim, eu sei... mas é difícil.
Dr. Phil : Tenho uma fórmula simples e eficaz para você nunca mais abusar de pornografia... pense que aquelas raparigas que vê nos filmes são filhas de alguém...!!!
Público: OOOOOOOOOhh!!!
*Palmas*

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

O Exorcista (versão reduzida)

Para quem, como eu, não teve paciência para ver o original, aqui fica uma versão de 30 segundos do filme O Exorcista, animada e reinterpretada por uns coelhinhos com muito mais piada. Deliciem-se:

http://www.angryalien.com/0204/exorcistbunnies.html

-is there someone inside you!?
-sometiiimes...

As piores capas de sempre III

And the oscar goes to...

1.
Literalmente e não só, estamos mesmo perante uma obra de merda. Refiro-me só à capa, obviamente... e quem olha para isto fica com alguma vontade de ouvir o que a Millie tem para nos cantar?

sábado, fevereiro 04, 2006

As piores capas de sempre II

5.
4.
3.

2.

Decidi não colocar, para já, o primeiro lugar. Só para criar mais algum suspense...

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

As piores capas de sempre

Sempre tive um grande fascínio por capas de discos/cd's ao ponto de chegar, algumas vezes, a comprar albuns sem saber minimamente do que era composto o seu conteúdo. Já tive algumas boas supresas mas outras bem desagradáveis.
Por outro lado, há capas, que por sua vez, cumprem logo muito bem o seu papel dissuasor. Juntei umas quantas e fiz um top. \o/



10.
9.
8.
7.

6.

Os restantes cinco discos ficarão para um próximo post. Era muita emoção (e beleza) junta.

Queres procriar comigo?

... a noção constitucional de casamento (art. 36º da CRP) pressupõe claramente uma união conjugal e a possibilidade de filhos comuns, o que não dá cobertura ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. (Vital Moreira)


Jorge Miranda limita-se a confrontar esse artigo 13.º com os artigos 36.º e 67.º da mesma Constituição, que relacionam casamento e filhos, os quais só serão possíveis num casamento heterossexual, ou seja, entre um homem e uma mulher.


Com esta “trapalhada” toda, pelo menos, fiquei a perceber que todos os casamentos heterossexuais já celebrados em Portugal em que, por qualquer razão, o casal não possa ter filhos, são inconstitucionais.
Cá está e mais uma vez a teoria das prioridades a funcionar. Típico. Na ausência de outro tipo de argumentação e sempre que alguém avança com uma proposta inovadora neste país, pergunta-se: e que tal antes de pensar-se em casar os paneleiros e as fufas resolverem o problema das listas de espera nos hospitais? Ou a sinistralidade rodoviária nas nossas estradas?... até acabarem com aquilo que verdadeiramente lhes interessa: que desculpa vou arranjar lá na bancada para explicar as férias da próxima semana no Brasil?
Também é esta a teoria que se pode aplicar à interpretação dada ao Casamento, na nossa Constituição, por alguns Exmos. Srs. Drs. Constitucionalistas do nosso país: primeiro é preciso saber se o pessoal está apto para procriar... o resto logo se vê. Eu, depois do que li e ouvi nos ultimos dias, humildamente, ainda questiono: afinal de contas, há alguém que case por amor neste país?

terça-feira, janeiro 31, 2006

Há mulheres com tomates?


Parece que sim e já agora: um advogado com eles no sítio, ajuda sempre "à festa", também. Parabéns, aos três, pela coragem... porque é preciso ter força para suportar a injustiça, mas é preciso coragem para acabar com ela.

Olha quem posta também!

A propósito, também estive no parlamento. Seis meses, com as férias de Natal pelo meio. Não fiz nada. O grande problema era arrumar o carro (não havia ainda uma garagem especial para os senhores deputados) e, a seguir, o almoço, sempre uma aventura naquela parte do mundo. De resto, corria tudo bem. Assinava o "livro", porque a Assembleia da República não confia nos representantes da nação e espera (compreensivelmente) que eles não ponham lá os pés. Só encontrei esta solicitude, aos treze anos, no Liceu Camões. Nessa altura, passava as tardes no cinema, angustiado pela "falta". Em S. Bento, não faltava ou, pelo menos, não faltava muito. Lia os jornais, os que tinha trazido e os do Pacheco Pereira. Nunca levei um livro por causa da televisão, que aparentemente embirra com deputados que lêem livros. Fora isso, conversava e passeava pelos corredores. Passos perdidos, de facto. De quando em quando recebia instruções para votar assim ou assado. Sem um comentário. A direcção da bancada é que sabe e manda. Às quatro e meia da tarde, no mictório nacional, imemorialmente entupido, a urina já chegava à porta (consta que neste capítulo as coisas melhoraram). Às cinco e meia, derreado, voltava para casa. Uma vez por semana, na minha comissão, a Defesa, ouvia um general indescrito repetir o comunicado da USIA sobre a Bósnia. Não se permitiam perguntas. No dia em que me demiti, um bando de jornalistas, de microfone espetado, exigiu explicações.
vpv

segunda-feira, janeiro 30, 2006

2 de Fevereiro de 1954

Local: Avenida António Augusto de Aguiar, Lisboa

Tal como ontem, nevou em Lisboa. Tal como ontem, também em Lisboa, estacionava-se em cima dos passeios.
Pode chover, fazer sol ou cair neve, mas há hábitos que nunca mudam.
(Mais fotos do nevão de 1954 aqui.)

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Gestos

A propósito desta notícia, lembrei-me imediatamente do caso Di Canio. Paolo Di Canio é um avançado da Lazio (Itália), que de vez em quando apanha umas suspensões e multas por fazer a saudação fascista para as claques no decorrer dos jogos, mas continua a rejeitar a ideia que tal possa provocar qualquer acto mais violento. Justifica: «Sou fascista, mas não racista. Fiz a saudação para cumprimentar os meus adeptos e aqueles que partilham as minhas ideias. Mas não quero incitar à violência, muito menos ao ódio racial».

Sendo assim, parece-me justo que Cristiano Ronaldo argumente que aquele gesto que fez, quando foi substituído, não tem qualquer relacionamento com o facto do seu clube estar, na altura, a ser severamente “sodomizado” (de uma prespectiva bem futebolística, claro) pelo o S.L.B., mas sim, porque só pretendia ver de que lado estaria o vento a soprar.

Canio, pá, és lindo e o tio hitler teria muito orgulho em ti, mas preocupa-te mazé em marcar mais golos qu'é para isso que te pagam!

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Indecisão

Estou de acordo com este protesto mas fiquei indeciso. Por um lado sou contra a utilização de animais nos Circos, mas por outro lado, adoraria ver um elefante a soltar uma valente bosta em cima de qualquer elemento do jet set nacional.

Excelente notícia...

... principalmente para quem acabou de comprar, na candonga, um bilhete a um preço inflacionadíssimo para o concerto de dia 8 do próximo mês no Pavilhão Atlântico, que como toda a gente já sabe se encontra esgotado há mais de 3 meses:

Touring The Angel 2005/2006 (Depeche Mode)
LAST UPDATED: January 24th, 2006 - 8:49am (PST)

Fri, Jul 28th, 2006
Lisbon, Portugal
Alvalarde Stadium

Confirmar aqui.

(Alvalarde Stadium? Os lagartos mudaram o nome do seu estádio e eu não sabia... muito mais apropriado de facto!)

segunda-feira, janeiro 23, 2006

O Remake

Consta que as nossa últimas eleições presidenciais convenceram Sofia Coppola a fazer um remake do seu próprio filme. Posso dizer, para já, que o cartaz agrada-me, apesar de notar a ausência nele de Garcia, essa "actriz" sempre, insistentemente, presente mas sempre, sistematicamente, esquecida.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Guns n' Roses - versão 2006

Com um novo álbum a sair e uma "ligeira" mudança de visual (ver o vocalista na foto acima), parece-me pertinente perguntar:
Será que é desta que vamos ver a cara do Slash?

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Uma pequena lembrançazinha*

Relativamente ao meu suposto envolvimento em qualquer lobby gay, lembro a todos os interessados que ainda não caiu nada na minha conta bancária e, mais grave ainda: nem ninguém na minha cama.





*Gosto desta expressão. Até pode ter vários significados, mas acho um piadão quando é utilizada em anúncios de "amizade discreta e sigilosa". Já lá vai o tempo que se baixava o vidro e perguntava-se "Então oh borracho, tudo fino? Quanto levas por uma voltinha aí na tua montanha russa?"

B.M. Soundtrack



01 Gustavo Santaolalla - Opening
02 Willie Nelson - He Was a Friend of Mine
03 Gustavo Santaolalla - Brokeback Mountain 1
04 Emmylou Harris - A Love That Will Never Grow Old
05 Rufus Wainwright - King of the Road
06 Gustavo Santaolalla - Snow
07 Steve Earle - The Devil's Right Hand
08 Mary McBride - No One's Gonna Love You Like Me
09 Gustavo Santaolalla - Brokeback Mountain 2
10 Teddy Thompson - I Don't Want to Say Goodbye
11 Jackie Greene - I Will Never Let You Go
12 Gustavo Santaolalla - Riding Horses
13 The Gas Band - An Angel Went Up in Flames
14 Linda Ronstadt - It's So Easy
15 Gustavo Santaolalla - Brokeback Mountain 3
16 Rufus Wainwright - The Maker Makes
17 Gustavo Santaolalla - The Wings

Para sacar o album:
http://rapidshare.de/files/11201511/bback.part1.rar
http://rapidshare.de/files/11202761/bback.part2.rar
(password dos ficheiros .rar=znutz)

Eu não sou grande apreciador de música country, mas também não é preciso sê-lo para gostar deste disco e ir à lua e vir ao som de “The Wings”, por exemplo, tal como não é preciso ser gay para se gostar deste filme.
Alguma dúvida com a utilização do rapidshare é só deixa-la na caixa de comentários.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Interpretações

Recentemente, uma célebre animadora de rádio dos EUA (o João César das Neves lá da terra) afirmou que a homossexualidade era uma perversão: "É o que diz a Bíblia no livro do Levítico, capítulo 18, versículo 22: Tu não te deitarás com um homem como te deitarias com uma mulher: seria uma abominação. A Bíblia refere assim a questão. Ponto final!".
Alguns dias mais tarde, um ouvinte dirigiu-lhe uma carta aberta que dizia:

Obrigado por colocar tanto fervor na educação das pessoas pela Lei de Deus. Aprendo muito ouvindo o seu programa e procuro que as pessoas à minha volta a escutem também. No entanto, eu preciso de alguns conselhos quanto a outras leis bíblicas. Por exemplo, eu gostaria de vender a minha filha como serva, tal como nos é indicado no Livro do Êxodo, capítulo 21, versículo 7. Na sua opinião, qual seria o melhor preço? O Levítico também, no capítulo 25, versículo 44, ensina que posso possuir escravos, homens ou mulheres, na condição que eles sejam comprados em nações vizinhas. Um amigo meu afirma que isto é aplicável aos mexicanos, mas não aos canadianos. Poderia a senhora esclarecer-me sobre este ponto? Por que é que eu não posso possuir escravos canadianos?
Tenho um vizinho que trabalha ao sábado. O Livro do Êxodo, capítulo 25, versículo 2, diz claramente que ele deve ser condenado à morte. Sou obrigado a matá-lo eu mesmo? Poderia a senhora sossegar-me de alguma forma neste tipo de situação constrangedora?
Outra coisa: o Levítico, capítulo 21, versículo 18, diz que não podemos aproximar-nos do altar de Deus se tivermos problemas de visão. Eu preciso de óculos para ler. A minha acuidade visual teria de ser de 100%? Seria possível rever esta exigência no sentido de baixarem o limite?
Um último conselho. O meu tio não respeita o que diz o Levítico, capítulo19, versículo 19, plantando dois tipos de culturas diferentes no mesmo campo, da mesma forma que a sua esposa usa roupas feitas de diferentes tecidos: algodão e polyester. Além disso, ele passa os seus dias a maldizer e a blasfemar. Será necessário ir até ao fim do processo embaraçoso que é reunir todos os habitantes da aldeia para lapidar o meu tio e a minha tia, como prescrito no Levítico, capítulo 24, versículos 10 a 16? Não se poderia antes queimá-los vivos após uma simples reunião familiar privada, como se faz com aqueles que dormem com parentes próximos, tal como aparece indicado no livro sagrado, capítulo 20, versículo 14?

Olé, Olé...

Oh fáx'avor... são mais quatro destes:




*BEST MOTION PICTURE – DRAMA
*BEST DIRECTOR - MOTION PICTURE (ANG LEE)
*BEST SCREENPLAY - MOTION PICTURE (LARRY McMURTRY & DIANA OSSANA )
*BEST ORIGINAL SONG - MOTION PICTURE ("A LOVE THAT WILL NEVER GROW OLD" Music by: Gustavo Santaolalla; Lyrics by: Bernie Taupin )

Mais vencedores aqui.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Saldos!

Já está tudo muito "escolhido" mas ainda se pode encontrar algumas preciosidades, como estas:

L.I.E - Sem Saída de Michael Cuesta (Grande filme indie com interpretações medianas, mas uma história avassaladora que joga com as nossas suposições e coloca em causa uma série de ideias preconcebidas) - Valentim de Carvalho do Oeiras Parque, DVD, 4,99€



Grupo Musical Enygma - Dá-me Teu Coração (Música Tradicional Portuguesa no seu melhor; análise superficial da capa: a menina comeu o chouriço mas não me parece muito satisfeita, ao contrário do seu suposto sorridente proprietário e já agora, para que raio de febra estão os outros dois elementos da banda a olhar?) - Estação de Serviço da A8, K7, 2,99€

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Super Burlão

Parece que o livro do "Macaco" não está a vender grande coisa. Só tal facto pode explicar isto. Sim... porque não faz qualquer sentido alguém ter dinheiro para comprar e sustentar um Boxster e não o ter para adquirir o respectivo "selo", ou faz?

terça-feira, janeiro 10, 2006

A/C do Expresso:

Com uma legenda adequada, quero esta na próxima edição.
Sempre ao V/ dispor,
aquele abraço.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Cúmulo da parcialidade

As poucas pessoas que aindam tinham algumas dúvidas de qual seria o candidato à Presidência protegido pelo o jornal Expresso, ficaram esclarecidas este fim de semana com a publicação desta foto:

sábado, janeiro 07, 2006

Hardcore em prime-time

“Quando um dia for casada e tiver um filho, vou fazer uma sopa de peixe com o leite das minhas mamas.”

Tomás quase se engasgou com a sopa.

“Como?”

“Quero fazer uma sopa de peixe com o leite das minhas mamas”, repetiu ela, como se dissesse a coisa mais natural do mundo. Colocou a mão no seio esquerdo e espremeu-o de modo tal que o mamilo espreitou pela borda do decote. “Gostava de provar?”

Tomás sentiu uma erecção gigantesca a formar-se-lhe nas calças.

Incapaz de proferir uma palavra e com a garganta subitamente seca, fez que sim com a cabeça. Lena tirou todo o seio esquerdo para fora do decote de seda azul; era lácteo como a sopa, com um largo mamilo rosa-claro e a ponta arrebitada como uma chupeta. A sueca ergueu-se e aproximou-se do professor; em pé ao lado dele, encostou-lhe o seio à boca.

Tomás não resistiu.

Abraçou-a pela cintura e começou a chupar-lhe o mamilo saliente; o seio era quente e macio, tão imenso que afundou nele a cara. Encheu as palmas das mãos com os dois seios e apertou-os como se fossem almofadas, numa pulsão de luxúria, queria-os sentir fofos e gostosos. Enquanto ele a mamava (...).

(O Codex 632, José Rodrigues dos Santos, Gradiva, 11 ª edição, Dezembro 2005, págs. 161-162)

Ao ler isto fiquei a entender melhor aquelas expressões que o jornalista faz(ia) sempre que acaba uma reportagem com passagens de modelos e, cada vez mais, com certezas de que este senhor não deverá abandonar o meio televisivo, por nada deste mundo.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Das duas, uma


Ou O Independente anda mesmo a querer roubar leitores ao 24 Horas e ao Correio da Manhã ou este post deveria era mesmo chamar-se: "O regresso dos tachos que nunca partiram" ou "Do Elefante Branco para o Ministério da Justiça".

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Shit!

Há algo mais desanimador do que passar uma semana - principalmente depois de uma passagem de ano - enfiado num escritório, contemplando dias lindos lá fora, desejando que chegue o weekend e ver isto?


Edit: Depois de desfrutar de um magnífico dia de céu limpo, fico a pensar se alguns "senhores da meteorologia" não rendiam muito mais a servir à mesa (e, também, dispensava-se outras candidaturas).

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Procura-se... bom senso


Este anúncio, teoricamente, tinha todo o potencial para ser um sucesso. No entanto, sabemos que na prática é muito difícil alguém admitir que não é "dono de si" quando continua a fazer o que os outros querem e não propriamente aquilo que quer, pelo menos sem questionar tal facto. A "cura" não é impossível, mas não é tarefa para ser ocupada em part-time e muito menos dando uso à balança da casa de banho lá de casa (ver anúncio da mesma entidade imediatamente acima). Haja "saúde e bem-estar"... e mais bom senso, já agora.

terça-feira, janeiro 03, 2006

Foi preciso ir fazer uma passagem de ano à Nazaré para saber que:

a) “Love Generation” é o hit do momento e não foi preciso ouvi-lo 253 vezes ao longo do fim de semana, entre uma saída a um bar dançante e as festas de rua na última noite do ano, para perceber isso. Bastou ver a reacção que as pessoas têm ao ouvi-lo. Tem um ritmo e um assobio contagiante. Também tem uma letra básica, mas esquecemos isso por uns momentos e temos uma música acima de tudo optimista... aproveitei a boa onda e um dos desejos que pedi, quando soou as doze badaladas, envolvia uma conta bancária e Bob Sinclair;

b) É possível alguém com 16/17 anos “mamar” meia garrafa de Bacardi Lemon em menos de um minuto e continuar (aparente e) perfeitamente em condições;

c) Saber que o hino nacional, que passou num dos quatro palcos presentes ao longo da marginal entre o Sinclair e a Banda Eva, provoque em muita gente a tendência para fazer saudações que pensei que só iria ver dentro dos estádios de futebol ou num dia quando este país voltasse a “tempos mais obscuros”;

d) Para contrariar o frio demolidor que vem do mar e uma chuvada repentina logo no primeiro minuto de 2006, que apanhou toda a gente desprevenida e impossibilitou qualquer fuga, nada melhor que um bom mergulho em água salgada. Claro que a maioria preferiu a outra opção menos corajosa, igualmente eficaz mas de consequências variáveis: o “alcool”. Fracos!

e) É possível fazer uma rave party com uma assistência imóvel, pois alguém achou por bem que o local ideal para as pessoas dançarem seria na areia (molhada, acrescente-se), virando o mini-palco e respectivo DJ para o mar. Se fosse o DJ da noite teria pedido um subsídio de doença (reforço a ideia que a maresia naquela noite não estava para brincadeiras) e outro por fazer figura de palhaço de serviço ao colocar música que conseguisse, naquelas condições, fazer com que as pessoas tirassem os pés do chão;

f) As nazarenas são viciadas em números e em contagens, já que uma delas arrematou-me convictamente logo com uns 10.000, quando lhe perguntei se fazia ideia do número de pessoas que estariam ao longo de toda a marginal e largos adjacentes. Resta saber se esta tendência se deve à contagem que fazem às 7 saias que vestem todas as manhãs ou se às notas que perfazem as 5 centenas de euros que recebem pelo aluguer de suas casas, durante um fim-de-semana de reveillon.

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Vou só ali...

... mudar de ano já venho.

PS - Também queria dizer que ontem foi o dia mais produtivo da minha curta vida bloguiana (3 posts!). Não é para quem quer nem para quem pode, é para quem não tem mais nada para fazer!

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Pergunta do dia

Ao fim de 24 dias todos os kits de natal do Rock in Rio-Lisboa foram comprados superando todas as expectativas para esta iniciativa. O público aderiu em força à sugestão da organização tendo esgotado em poucos dias os 10 mil kits disponíveis na Fnac.

Como é que se compra um kit (t-shirt + bilhete diário) para um evento que só ocorrerá daqui a 6 meses, sem haver sequer um terço de bandas confirmadas e as que estão (Carlos Santana, Ivete Sangalo, Xutos & Pontapés e Jota Quest), são de um gosto, no mínimo, duvidoso?
Resposta: Com cartão de crédito, obviamente.

Hierarquias

Na empresa alguém agarra no telefone e diz:
- "PAULINHA!, MEXE O CU E TRÁS-ME UM CAFE COM DOIS PASTEIS DE NATA ANDA, LINDONA! JÁ!!!
Do outro lado da linha telefónica ouve-se uma voz de macho que responde:
-"FILHO DA PUTA, ENGANASTE-TE NA EXTENSÃO! SABES COM QUEM ESTAS A FALAR???!!! ESTÁS A FALAR COM O DIRECTOR GERAL IMBECIL!!!
O outro, passado uns segundos, responde:
- E TU Ó MEU CORNO DA MERDA? GRANDE CABRÃO!!! SABES COM QUEM ESTÁS A FALAR?
O director geral responde:
- NÃO!!!
E o empregado diz:
- Uff, ao menos isso! - ... e desliga!!!

Sons de 2005

Talvez nem sejam os melhores, mas serão certamente os discos que mais me surpreenderam e rodaram por aqui:


Sufjan Stevens - (Come on feel the) Illinoise



Electrelane - Axes


Antony and the Johnsons - I am a bird now


Animal Collective - Feels


Bloc Party - Silent Alarm

terça-feira, dezembro 27, 2005

Os Sobreviventes

Jarawa, Onge, Sentinelese, Shompen e Great Andamanese são as cinco tribos que povoam as Ilhas de Andaman e Nicobar (India) na Baía de Bengala, Oceano Indíco. Tratam-se de indígenas que vivem primitivamente e até muito recentemente isolados da civilização. Toda aquela região estaria perto do epicentro do terramoto asiático que ocorreu há um ano atrás e onde o consequente tsunami provocou ondas com mais de 10 metros, e o mais lógico seria que, face ao que aconteceu em outras zonas mais civilizadas no sudoeste asiático, não sobrevivesse qualquer pessoa. Aconteceu o oposto. Não há registos de qualquer óbito. Como foi possível que os nativos que estão a milhares de anos da nossa civilização, das nossas tecnologias que permitem prever tsunamis, tivessem sido todos salvo ao contrário do que aconteceu nas zonas mais urbanizadas?

Não são poucos os geólogos que consideram pelo menos aceitável a probabilidade de que os deslocamentos das placas subterrâneas que precedem as erupções vulcânicas e os terramotos possam ser detectados por animais, muito antes dos humanos e as máquinas que eles inventaram. O assunto nunca foi estudado profundamente, mas os indícios de que os bichos têm predisposição para sentir esse tipo de coisas são imensos. E mais uma vez temos a confirmação: todos os animais (elefantes e leopardos, na sua maioria) que se encontravam no Yala National Park, a maior reserva natural do Sri Lanka conseguiram-se salvar do tsunami porque pressentiram algo fora do normal e fugiram para áreas mais altas. Terá sido justamente isso que aconteceu com as tribos das Ilhas da Baía de Bengala: serviram-se dos seus mais básicos instintos? Obviamente que são casos (e instintos) diferentes, mas o que no fundo salvou todos aqueles animais e humanos foi o seu contacto permanente com a natureza, os seus ciclos e alertas. Ou seja, enquanto numa qualquer praia da Ilha de Ko Phi Phi (aonde foi filmado “A Praia”, de Danny Boyle), na Tailândia, quando a maré subita e estranhamente vazou, a maioria dos habitantes e turistas que por lá se encontravam permaneceram (até há quem tenha aproveitado para seguir a maré para apanhar os peixe que iam ficando ao longo da praia!) no local e mantiveram-se estupidificados a olhar para o mar enquanto ele já apresentava sinais da sua revolta a poucos centenas de metros da costa; nas Ilhas de Andaman e Nicobar, os seus nativos fugiram imediatamente para as altas florestas logo que o mar começou a recuar daquela forma assustadora.

Ao contrário dos animais, não foram os instintos inatos que os salvaram desta catástrofe, mas os ensinamentos que passaram de geração em geração, alguns associados a mitos e histórias ancestrais, que se baseiam, acima de tudo, num grande respeito pela natureza. Isto mais do que uma grande lição ou uma versão moderna da revolta dos Deuses com uma nova “Arca de Noé”, é um valente murro no nosso estômago “inteligente” ocidental!

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Aos adolescentes de hoje e de ontem...

Num dos últimos programas da Oprah que vi, abordou-se alguns dos problemas que as adolescentes americanas (o programa é americano mas estou em crer que tais problemas são, seguramente, globais) atravessam nessa fase da vida, nos dias de hoje.
Mais que qualquer outro assunto, o sexo foi dos que mais me chamou a atenção, pois se as primeiras experiências sexuais associadas à descoberta dos seus próprios corpos podem ser daquelas experiências únicas e maravilhosas, também podem ser perigosamente traumatizantes. O testemunho de uma das adolescentes convidadas, que confessou ser viciada em sexo e numa “estranha” vontade constante de agradar os rapazes e, que por mais que quisesse, não conseguia parar, foi fulcral para demonstrar isso. A psicóloga de serviço explicou, fria mas eficazmente, que tais problemas eram cada vez mais comuns entre as adolescentes dos tempos de hoje e tal acontecia, e tentando transcrever o que foi dito: “porque vocês tratam o vosso corpo como um caixote do lixo... um caixote do lixo que reflecte as vossas inseguranças e que só recolhe o sémen e todas as inseguranças dos rapazes... o resultado é que vocês ficam frustradas e deprimidas porque não recebem o que verdadeiramente mais desejam nesta idade e os rapazes ficam mais fortes e seguros que nunca”. Quando acabou o programa, ao fazer zapping por outros canais, parei na MTV e ao ver alguns videoclips americanos, nomeadamente de hip-hop, percebi que não precisamos de procurar muito para constatar que tal facto é uma realidade.
Penso que toda a parafernália de informação e imagens que as adolescentes de hoje recebem do exterior está a ser assimilada, por elas, de uma forma errada e isto associado ao estereótipo da supremacia masculina enraizado na nossa sociedade, só faz com que o “objecto” que pretendem (inocentemente) conquistar as descredibilize e as vulgarize e passe a ter um papel de dominador. E repare-se o quanto é grande a diferença entre conquistar e dominar! A submissão poderá funcionar muito bem como uma fantasia (e desde que todas as pessoas envolvidas assim o desejem) mas NUNCA como uma regra ou mesmo um modo de vida, e muito menos nestas idades.
Este fenómeno é um círculo vicioso assustador, já que a insegurança e a submissão passam a andar fatalmente de “mãos dadas” e deixará marcas para o resto da vida, mas, acrescente-se: isto não é uma questão exclusiva da adolescência.

A Educação II

A Educação I

terça-feira, dezembro 20, 2005

O António não morreu!

Eu quase que jurava que tinha visto o gajo a fazer de recruta e a trocar uns “mimos” com o José Castelo Branco numa caserna, enquanto tentava comer a Romana... das duas uma: ou este actor, com toda a sua versatilidade, é mesmo brilhante, ou isto tudo poderá ser fruto da minha fértil imaginação.

segunda-feira, dezembro 19, 2005

California Dream


"No passado, Portugal foi um País de sucesso. Dizia-se mesmo que Portugal era a Califórnia da Europa. Porque é que não podemos voltar a esse tempo?"

questionou o candidato presidencial Cavaco Silva, numa referência implícita aos 10 anos em que foi primeiro-ministro, de 1985 a 1995.

Agora entendemos todos porque Santana mandou plantar as palmeiras na Figueira: aquilo era para ser a Laguna Beach cá do sítio. E o “novo” Casal Ventoso, com todo o seu “potencial”, seria a nossa Hollywood. As letras gigantes de “Windy Village” também não ficariam mal ali para as encostas de Monsanto.
Para além de a A2 ser uma cópia descarada da Route 66. Só se colocou portagens para distinguir!



Give me King Cakesss!!! (Our new governator said)

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Aviso

Ao meu boss, que por sinal é um grande fã de Sean Connery: numa próxima sexta-feira à tarde em que se lembre de pedir um trabalho “urgentíssimo”, para ser apresentado na segunda-feira seguinte às 10 da matina, pergunto-lhe se conhece este filme:


ZARDOZ, John Boorman (1974)

Eu posso passar um fim-de-semana lixado, mas ele terá pesadelos para o resto da vida.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Estacionamentos

Parece que se encontrou uma solução para os problemas de falta de estacionamentos na cidade de Lisboa:

quarta-feira, dezembro 14, 2005

O amor é eterno?

Cientistas italianos descobriram a fórmula da paixão, ou melhor, do “amor romântico” (?). Parece que o “Factor de Crescimento Nervoso” existe em maior quantidade no cérebro humano durante a fase inicial do relacionamento amoroso entre dois seres humanos, revela um estudo de investigadores da Universidade de Pavia.


Desde do primeiro momento que cheguei aquela festa de aniversário que reparei neles. Passaram grande parte da noite junto da mesa central, aonde se encontrava a maior parte da comida. Ora sentavam-se, ora levantavam-se sempre que alguém os ia cumprimentar ou “só para meter conversa”:
- Então Dona Almerinda, isso vai ou quê?
- Olha o João... não vale a pena levantar-se... está cada vez mais jovem! Tem que me contar o seu segredo...
Tratava-se de um casal simpático de sexagenários. Não comunicavam muito entre si mas passaram grande parte do fim de tarde (e princípio da noite) juntos e, dada a sua estratégica localização, não isolados do resto dos convidados.
Numa das vezes que me dirigi à tal mesa, a Dona Almerinda já lá se encontrava e trocamos sorrisos e uns breves cumprimentos. Ao mesmo tempo que escolhia meticulosamente uns doces para um prato, dizia-me:
- Tenho que ter cuidado... ele tem diabetes, não quero que o homem me fique pior!
- Pois... tem que ter cuidado com isso.
- Ainda por cima ele é guloso. Vou-lhe só deixar provar um pouco desta tarde de maçã que me parece o menos açucarado do que está por aqui.
Entretanto chegou a filha:
- A mãe sempre cuidadosa... – E olhando para o prato, ainda disse – veja lá, você também não pode abusar!
- Eu sei filha, mas tenho que ter mais cuidado com ele do que comigo. Ele está pior que eu!
- Acho bem. Mas não se descuide da sua, por ficar só a pensar na saúde dele! – Opinou a filha.
- Oh filha, não te preocupes que para o ano estamos cá todos outra vez, se Deus quiser e se não quiser, não estamos. Prontos!
- Ai... já não se ama como antigamente, já viste? – Virando-se a filha para mim e esperando a minha concordância a tal afirmação. E foi nesse momento que a mãe exclama:
- Oh rapariga, a gente já não se gosta assim...! Nos primeiros tempos sim, acredito que tenha havido muito amor entre nós, mas agora... há carinho, há atenção, há companhia, ... – Dizia ela enquanto olhava para o marido.
- E há amizade! – Rematei eu.
- Exactamente. Somos muito amigos, eu olho por ele e ele vai olhando por mim. Desde que lhe começou a aparecer alguns problemas que a minha vida se tornou um desassosssego... mas também não vejo outra vida para mim.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

O presente que não quero receber neste natal

"Fernando Madureira - O Líder", será lançado na próxima quarta-feira, dia 14 de Dezembro, no Estádio do Dragão, no Porta 29 Café (entre as portas 3 e 4), pelas 18h30.
O livro da autoria de Filipe Bastos, editado por 'O Gaiense', tem 272 páginas e relata as vivências de Fernando Madureira (Macaco), líder da claque Super Dragões, desde os primeiros passos na Ribeira até ao topo do Mundo, na final da Taça Intercontinental, em Yokohama.

Apesar de não o querer ler, não deixo de ter alguma curiosidade em relação aos assuntos (educativos) que serão abordados. Palpites?

- Como gamar uns chocolates e cerveja nas estações de serviço a caminho dos jogos;

- "Pedrada ao alvo" em três lições: 1ª autocarros; 2ª lampiões; 3ª (só para especialistas e depois de passarem, com distinção, as duas anteriores) cabeça dos lampiões;

- Como lixar o melhor treinador do mundo, mandando umas "bocas" e metendo a namorada na história;

...

Resistente!

Imagine-se que encontro um amigo num bar e, depois de o cumprimentar, reparo que está com um olho negro. Pergunto:
- O que foi que te aconteceu?
- Levei com um frango congelado na cara, pah! - responde o meu amigo.
- Mas como foi que isso aconteceu?
- É que ontem minha mulher estava de mini-saia... e ela abaixou-se para ir ao congelador para tirar qualquer coisa. Eu estava atrás dela e não resisti, agarrei-lhe logo ali...
- A sério?
- Claro! E ela não queria, remexia-se, e eu fiquei com mais tesão ainda... e mais ela gritava, mais eu continuava...
- Fod...!
- E ela debatia-se como uma louca, e eu cada vez com mais tesão...
- Bem... estou a imaginar a cena!?
- E então, enquanto eu me preparava para a comer, ela conseguiu alcançar um frango congelado e mandou-me-o à cara!
- Xxxiça! A tua mulher não gosta de sexo?
- No Carrefour não...

quinta-feira, dezembro 08, 2005

O que é aquilo?

- É o Super-Homem?
- É o submarino do Paulo Portas?
- É o TGV?
- É o buraco orçamental?
- É o bolo rei de Cavaco Silva?
- Não, é só mais um avião da CIA! Baah!

terça-feira, dezembro 06, 2005

Duas marcianas numa disco alternativa

“... mas tinha assim umas camas lá no primeiro andar para o pessoal relaxar... a música também era muito esquisita, não percebo como é que aquela gente consegue dançar ao som daquilo mas enfim...”

Estavam duas colegas a contar as suas últimas aventuras a um outro colega, quando entrei na cafetaria do escritório aonde trabalho. Nem precisei de me mostrar minimamente interessado, para ser puxado para a conversa:
- Oh (agent) tu já foste ao Lux? – perguntou uma delas
- Já... mas já lá não vou há muito tempo...
- E gostavas daquilo?
- Ya, cheguei a lá ir algumas vezes.
- A sério?... Mas porque deixaste de lá ir?
- Sei lá... se calhar porque achava as entradas e os consumos estupidamente caros e as bichas...
- Aiiiii...! Também notaste? Havia tantas!?
- Não falava “dessas”... Das bichas... Das filas para entrar, no bar, nos “cabides”... Fiquei sem paciência para aquilo.
- Pois... mas não achaste que a maioria das pessoas eram assim... muito esquisitas? E aquela música...
- Mas vocês vêm de que planeta?... Costumam fazer isso muitas vezes?
Calaram-se e olharam uma para a outra ... e o meu colega riu-se. Até que a outra colega, que ainda não tinha dito nada, perguntou:
- Isso o quê?
- Ir para discotecas/bares sem se informarem previamente do tipo de “fauna” que frequenta e o tipo de música que se ouve?!
- Ahhh... Já tinhamos ouvido falar que aquilo era giro e muito bem frequentado e decidimos exprimentar. Por exemplo, este Verão também não conhecíamos e fomos ao encerramento da Casa do Castelo... e adoramos não foi? – A outra confirmou.
- ...

Sorri. A conversa continuou enquanto eu enchia um copo com água e ainda ouvi mais algumas pequenas “críticas”. Pensava entretanto que, provalmente, depois desta desilusão, aquelas duas jeitosas nunca mais arriscariam sair do eixo 24 de Julho – Docas, do qual aliás, nunca deveriam ter saído.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Anónimos

Ainda a propósito do Dia Mundial de Luta Contra a Sida, veio daqui o melhor texto que encontrei pela comunidade blogueira e diz o seguinte:
Tenho 32 anos. Ou seja, sou da geração que apanhou com o virús na cara. Não sou daqueles que pode dizer "coitadinho de tal, tem SIDA". Sou dos que dizem "tenho sorte, não me calhou". E lembro-me como se fosse hoje de uma conversa na Praça das Flores: "O Variações morreu. Tinha uma doença que apanhou por causa de umas tintas para o cabelo". Os anos passaram e eu já sei muito bem o que são as tintas para o cabelo. E também sei muito bem o que é uma contagem de CD-4, os anti-retrovirais, o AZT, os inibidores de protease, a carga viral e o diabo a quatro. E sei o que é ir ao Curry Cabral ou ao Egas Moniz e entrar nas unidades infecto-contagiosas. E também sei o que é ver os fantasmas - quando não são os nossos amigos são sempre fantasmas - a lutar contra si próprios. Contra o medo. Sim, esse que vai ter tudo. Pois é, para mim a SIDA não é um estranho. É a cara do F, do J, da M, do N... A bem dizer, é a cara do abecedário quase todo. E pergunto: porque é que depois de tantos anos continuo a escondê-los atrás de iniciais? E porque é que depois de tantos anos muitos continuam a achar que eles não passam de iniciais?
FTA

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Outro candidato a Belém



Parece que o P.N.R. também já tem o seu candidato à Presidência da República. Para além deste cartaz, enviaram-me também por e-mail, a informação de que esta bandeira nacional seria a que se encontra no alto do Parque Eduardo VII. Sendo assim, para tirar a foto, deduzo eu, este senhor terá que se ter sentado, nada mais nada menos, em cima da estátua de João Cutileiro. Isso explica aquele olhar "penetrante" e, também, parece querer apontar o próximo a sentar-se.

Eu passo!

quarta-feira, novembro 30, 2005

A publicidade, outra vez


Mais uma vez um anúncio, aliás a sua música, fez-me descobrir um artista. Trata-se do anúncio do LCD Bravia da Sony, a música é “Heartbeats” e o dito cujo chama-se José González. O pequeno (pouco mais de 30 minutos) e grande album deste senhor pode ser obtido aqui (rapidshare; ficheiro .rar; muito boa qualidade sonora - média: 380 Kbps; password: loft).

one night to be confuse
done night to speed up truth
we had a promise made
four hands and then away

both under influense
we had devine scent
to know what to say
mind is a razorblade

to call for hands of above
to lean on
wouldn't be good enough
for me, no
(...)


terça-feira, novembro 29, 2005

Diálogo patrocinado pelo Movimento P.O.U.C.O.F.O.D.E.*

- Pai, o que é a Páscoa?
- Ora, Páscoa é.... bem... é uma festa religiosa!
- Igual ao Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Maria, vem cá!
- Sim?
- Explica a esta criança o que é ressurreição para eu poder ler o meu jornal descansado.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendido?
- Mais ou menos... Mãe, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me diga uma coisa destas! Coelho! Jesus Cristo é o Pai do Céu! Nem parece que este menino foi baptizado! Jorge, este menino não pode crescer assim, sem ir à missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensaste se ele diz uma asneira destas na escola? Deus me perdoe! Amanhã vou matricular esta criança na catequese!
- Mãe, mas o Pai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Vais estudar isso na catequese. É a Trindade: Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Fátima?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que na Trindade fica o Espírito Santo?
- Não é o Banco Espírito Santo que fica na Trindade, meu filho. É o Espírito Santo de Deus. É uma coisa muito complicada, nem a mãe entende muito bem, para falar a verdade nem ninguém, nem quem inventou esta asneira a compreende. Mas se perguntar à catecista ela explica muito bem!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- (gritando) Eu sei lá! É uma tradição. É igual ao Pai Natal, só que em vez de presentes, ele traz ovinhos.
- O coelho põe ovos?
- Chega! Deixa-me ir fazer o almoço que eu não aguento mais!
- Pai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era, era melhor, ou então peru.
- Pai, Jesus nasceu no dia 25 de Dezembro, não é? Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês?
- ??????? Sabes que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Um dia depois, portanto!
- (gritando) Não, filho! Três dias!
- Então morreu na quarta-feira.
- Não! Morreu na sexta-feira santa. Ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, miúdo, já me confundiste! Morreu na sexta-feira e ressuscitou no sábado, três dias depois!
- Como!?!? Como!?!?
- Pergunte à sua professora da catequese!
- Pai, então por que amarraram um monte de bonecos de pano na rua?
- É que hoje é sábado de aleluia, e a aldeia vai fingir que vai bater em Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!
- Então por que eles não lhe batem no dia certo?
- É, boa pergunta.
- Pai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, porquê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele tinha no apelido Coelho. Só assim esta coisa do coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Coitada!
- Coitada de quem?
- Da tua professora da catequese!!!


*Pelo O Uso do Crucifixo Obrigatório Fora Ou Dentro da Escola

segunda-feira, novembro 28, 2005

sexta-feira, novembro 25, 2005

Coerência

Não posso deixar de louvar o belo trabalho do(s) dono(s) do blogue Kapa, que, aos poucos, tem vindo a recuperar os artigos que saíram na revista com o mesmo nome, no início dos anos 90.
Para quem, como eu, nessa altura não era mais do que um (distraído) adolescente que ocupava muito pouco dos seus tempos livres a ler, e o pouco que lia era por imposição escolar(!), é óptimo poder, hoje em dia, “saborear” os excelentes textos da autoria de A. J. Rafael, Miguel Esteves Cardoso (ver aqui também), Carlos Quevedo, Vasco Pulido Valente, Pedro Rolo Duarte ou... imagine-se, Paulo Portas!
Deste cronista, pode-se ler, logo na edição nº1 desta revista, um artigo (“Quando eu tinha 12 anos”) em que explica porque não gostava de revolucionários – logo no início do texto percebe-se que a aparência e postura descuidadas de Vasco Gonçalves terão sido a principal causa de tal trauma - e consequentemente, se tornou (logo aos 12 anos!?), um fã da “direita moderna”.

“Lembro-me perfeitamente. Como se fosse hoje. Vasco Gonçalves apareceu na televisão mais despenteado do que nunca. Parecia sentado numa cadeira, mas na verdade deitava-se nela. Fazia gestos brutos e metralhava palavras de irritação geral com o mundo. Havia baba e raiva. Ele coçava-se e a câmara tremia. Punha e tirava os óculos ao compasso dos amores e dos ódios.
(...)
A aparição do companheiro Vasco teve o efeito de me decidir. A imagem dele faz parte da minha memória do mal. Porque há sempre um momento, sei que Vasco Gonçalves teve a maior importância na minha iniciação militante. Se a primeira vez é importante, ele foi a minha primeira vez em política. Podia tê-lo seguido e ficaria do lado de lá da barricada: talvez fosse hoje um desses homens de esquerda que todos os dias matam a sombra, apagam o lastro e gozam o sistema. Mas não. Devo a Vasco Gonçalves o facto de ser uma criatura irremediavelmente de direita.
Olhei para ele e fiquei contra-revolucionário. Daí para a frente, passei a desconfiar dos militares e a detestar o comunismo. Quanto aos militares, façam lá o que fizerem as fardas oficiais, quero-os longe.”

Mas...?

Fico-me por aqui!

PS1 – O resto do texto/conto está muito bom e tem um final feliz mas dramático: ele escolhe Sá Carneiro em detrimento de Mário Soares e Freitas do Amaral.

PS2 – Confesso que até nem poderei ter tido uma adolescência perfeita (podia ter jogado menos à bola com os amigos e ter lido mais, por exemplo) mas pelo menos não me arrependo da pouca televisão que vi, pois parece que isso sempre pode ter demasiadas repercussões no nosso futuro (profissional, também) e ser perigosamente castrador.

quinta-feira, novembro 24, 2005

Um nanosegundo é...

... a fracção de tempo que decorre entre o semáforo ficar verde e o carro de trás buzinar.

Que tal variar um pouco?

terça-feira, novembro 22, 2005

Declaração

A partir de hoje, este blogue e seu respectivo proprietário, associa-se à causa do bom gosto e das boas maneiras e proíbe qualquer manifestação de afectos e pior ainda... de “afectos”. Exactamente com aspas, para vincar bem as diferenças, pois uma coisa é, num liceu, um jovem garanhão comer, quase literalmente, a sua “gaja”, e outra, são duas moças exibirem-se sexualmente através de beijos e apalpões e pior que tudo isso: tal comportamento afectar todos à sua volta (todos nós sabemos as insónias e os “traumas” que tal imagem causa a tanto homem!). Para quem, mesmo com este claro exemplo, não perceber bem as diferenças, que pergunte directamente ao Miguel Sousa Tavares. Porque de afectos e de “afectos”, de futebol em geral e do F.C. do Porto em especial, de férias judiciais, da situação privilegiada dos professores do nosso país, da diferença traumática (os abalos e os danos) de ser violado por um homem ou por uma mulher e, por um preto ou um branco (acrescento eu, porque me parece lógico pela mesma ordem de pensamento), de TGV´s e aeroportos ele percebe melhor que ninguém!

Assim, como vale mais evitar caír numa ditadura bem-pensante do que entrar em ideologias do que é politicamente correcto e do bom-senso, proponho aos meus visitantes então, que deixemos os abraços e os beijos para momentos mais intímos e que nos comentários se passe a usar só “cumprimentos” ou, talvez, um “aperto de mão” em ocasiões e épocas especiais e só entre pessoas de sexo diferente.
Cordialmente, agradecido.





(Era só o que faltava! ;))

segunda-feira, novembro 21, 2005

A maior árvore de natal da Europa

Decidam-se!

O proprietário deste blogue tem o prazer de divulgar, em regime de exclusividade, o último comunicado do nosso Big Boss, mais uma vez, através da sua assistente de direcção preferida, essa mesmo: a tão nossa Alexandra Solnado.
Xaninha,
Avisa aí os teus conterrâneos que nem Eu os entendo: se não chove é porque não chove, se mando-vos chuva é este suplício! Decidam-se de uma vez... depois envia-me uma msg, tá?
jinhos
Christ

sexta-feira, novembro 18, 2005

Um Toblerone


O Padre Dinis era novo na freguesia tendo substituído o velho padre Eustácio. Dinis estava uma bela tarde no confessionário, quando surge um jovem para a confissão:
- Sr. Padre vinha confessar-me...
- Diz lá rapaz que pecado cometeste?
- Ai Sr. padre, ontem à noite estive a sós com a minha namorada e...depois tive relações sexuais com ela.
- Mas ter relações sexuais não é pecado.
- Mas Sr. Padre é que meti o pén.. no an.. da minha namorada. Queria que me desse a penitência. O Padre Dinis fica atrapalhado mas grita para a sacristia:
- Oh sacristão, o que é que o padre Eustácio dava pela prática de sexo anal?
- Dava-me um chocolate Toblerone, Sr. Padre...

quinta-feira, novembro 17, 2005

Aluga-se carro "armadilhado"...

O texto que se segue foi por mim recebido, via e-mail, há alguns dias atrás e faz parte daquele lote de correio que se costuma receber em catadupa, para nos alertar de ou para qualquer coisa e que geralmente nos surpreende sempre pela a confidencialidade da sua informação, e, salvo algumas excepções, nunca se apresentam assinados.

Novas armadilhas Brigada de Trânsito

NÃO TENHAM JUÍZO, NÃO!!!!!
Por este andar, no fim do ano estamos todos sem carta e sem carro para pagar as multas. Recentemente, por ter contactos com agentes da autoridade GNR, foi-me "facultada" informação preocupante para quem anda na estrada e que para isso as Brigadas têm:
- Carros Novos;
- Novos Modos de Actuação;
- Detectores de Radares (Caça-B.T.)
- Radares Digitais;
- Bases de Dados Directas;

Na BT tem viaturas:
- Audi's A4, A6, A8 (sim A8!)
- VW's Golf
- Renault's Laguna
- Subaru's Impreza WRX (mas também há quem diga que já existem STi's)
- Skoda's Octavia (carrinhas c/ 2 ocupantes, cadeirinha de bébe atrás,autocolante de "Bebé a Bordo" e melhor que tudo, radares à frente e atrás. Têm ordens para não parar viaturas, filmam e mandam para casa).
- Opel Astra (8 viaturas)
- Toyota's Corolla (Atenção que têm olheiros nas Auto-Estradas que rola sempre a 120kmh com comerciais, sozinhos e enviam informações digitalmente para os Impreza, Avensis, BMW, Audis, Nissan Almera e Primera (A1 e A2 cinzas, brancos, azul claros, e pretos).

Modos de actuação:
Actualmente há ordens para não mandar parar nas Auto-Estradas! Assim, não há maneira de contestar a actuação dos agentes, que fazem o filme e enviam directamente para a DGV. Depois, a DGV abre o processo e envia para o proprietário da viatura(mesmo que não sejao proprio tem informar quem foi o "artista", caso contrário paga o dono!). Mais radares fixos estão a ser colocados na A1, A2, nas pontes, que depois enviam para o comando da BT tudo o que captam.
Já os há também na CREL, CRIL, IC19, IC20 (costa da caparica), A5, A8, A23, IP3, IP5 e Via do Infante Algarve).

Detectores de radar:
Dão jeito, mas também dão belas multas que podem chegar aos 5000 EUR a BT tem nos BMW, Audis, Imprezas, Toyotas e Golf, detectores para esses aparelhos e podem legalmente mandar parar a viatura, e com 99.8% de certeza apreender o veículo para inspecção da DGV... Depois queixem-se! - (o meu irmão ficou sem um Clio para pagar a coima,chegou aos 4800 EUR mais as custas do processo).

Há também agora um gabinete nacional na DGV, que canaliza informações diversas a outros departamentos e instituições nacionais, pelo que no final deste ano vão dar cabo de nós! As infracções ao código da estrada vão passar para uma base de dados nacional, à qual as seguradoras podem aceder sempre que haja renovação ou alteração do seguro e mesmo que não tenhamos acidentes....voilá.... agravamento no seguro pois temos multas pendentes ou já pagas mas somos já "criminosos"! (cada vez melhor...). Isto aplica-se para o ano também no selo municipal (para o comprar temos que pedir uma certidão do cadastro do condutor/viatura na DGV e só depois podemos comprar o selo (agravamentos até 100%).
Última hora!
Cuidado com os Seat Leon, pretos, cinzas claro e azuis... PSP Divisão de Trânsito tem uns "diabos camuflados" a circular em Lisboa tal e qual como a BT - Toyota Avensis, os tem nas Auto-estradas a circular...
Os Seat têm dupla centralina, preparados pela Seat Motosport e os Toyota foram preparados pela Toyota Racing-Germany(ou TTE) com potências bem engraçadas... Seat Leon (bem normal -exterior) têm meus senhores um motor 2.0 (Gasolina) com 280 CV e TDI com 180CV. Os Toyota só os há a Gasóleo e têm todos 200 CV... Atenção também aos Astra da BT... Há lá uns "diabos camuflados" e já vi um em operação Stop na Ponte 25 Abril que apanhou um Saxo Cup roubado na saída do Fogueteiro com 9 tiros no carro e veio colado a ele a 232 Km/h (está filmado) passou na SIC a semana passada num programa sobre a criminalidade na sociedade Portuguesa....
Um Leon da PSP e um Avensis da BT... Os novos pirilampos estão o máximo, e as sirenes podem fazer tanto barulho que nem se ouve quase-nada!!! Já agora, eu sei do que estou a falar... trabalho há 8 anos nas equipas de vigilância da DGV...


Anónimo por motivos obvios...

PS: Depois de lerem a descrição acima, enviem esta informação para o máximo de amigos e conhecidos.


A ser verdade o que o senhor “Anónimo por motivos óbvios” escreve, eu questiono: esta nossa Brigada de Trânsito é um corpo de segurança militarizado, ou um stand com viaturas de alta cilindrada e/ou desportivas para aluguer e com circulação limitada aos principais itinerários e auto-estradas do nosso país, sendo este e-mail, não mais do que uma forma descarada de fazer publicidade gratuita à frota existente?

segunda-feira, novembro 14, 2005

sábado, novembro 12, 2005

Impulsos Fatais

Tive conhecimento desta notícia através do Pópulo e tal como ML e todas as pessoas que comentaram o seu post, também eu não pude deixar de ficar muito chocado, mas nem tanto surpreendido.
O facto de o uso do preservativo ser actualmente uma prática comumente aceite, não significa que tal seja praticada, ou seja, ninguém duvida da indispensabilidade do seu uso mas ainda há algumas pessoas, que nesses momentos mais intensos, se esquecem de tudo o que é indispensável saber, para além de receber (e dar) prazer.
E porquê?
Longe de limitarmos este problema a causas de falta de informação, educação, inteligência ou outra, devemos pensar que todo o acto sexual em si é composto de impulsos e estes, como se sabe, são geralmente instantâneos e pouco ou nada reflectidos. Assim sendo, não me surpreende que muito boa gente naqueles momentos mais "quentes" se deixem levar por eles (aqui está: os impulsos) e nem pensem nas consequências.
Chocamo-nos, também, pelo o facto de ser, nomeadamente, os homens casados a pedirem às prostitutas relações sem protecção, porque sabemos perfeitamente que não é só a vida dele (cliente) e dela (prostituta) que está aqui directamente também em causa.

quinta-feira, novembro 10, 2005

A petição


To: SIC RADICAL
Esta petição vem no sentido de pedir ao actual director da SIC RADICAL a reposição do DAILY SHOW no referido canal e no(s) dia(s)/horário(s) que sempre ocupou... Não estamos, contudo, a pedir para acabarem com qualquer outro programa ou que determinado é mau, isso é para os espectadores decidirem, apenas queremos a volta do DAILY SHOW. Esta petição e as suas assinaturas serão depois enviadas para o e-mail do director da SIC RADICAL e-pombo@sicradical.pt.


Os interessados podem assinar esta petição aqui e divulga-la, por favor.
Obrigado.

quarta-feira, novembro 09, 2005

E os supositórios, contam?



Zézé Camarinha lamenta que "muitas mulheres, nos dias de hoje, cheguem a casa e encontrem os seus homens com um parceiro na cama. Outras passam meses sem ter relações sexuais. Há muita gente infeliz e desesperada por este tipo de situações e o Instituto de Salvação dos Homens - que tem registado uma grande aceitação entre as mulheres - pretende dar respostas, através de acompanhamento médico e psicológico e outro tipo de ajudas".
O Instituto "está a dar os primeiros passos com vista à legalização", e Zézé Camarinha já definiu uma das regras para a aceitação de sócios. "Os homens precisam de trazer uma declaração médica a garantir que nunca foram penetrados no ânus. Não queremos infiltrados..."

Há uns que contrariam as suas frustações incendiando carros, há outros que só dizem merda!

terça-feira, novembro 08, 2005

Vergonhoso!

"O Exército dos EUA utilizou grandes quantidades de químicos, incluindo uma variante do Napalm, durante a ofensiva levado a cabo em Novembro de 2004 contra a cidade de Fallujah, no centro do Iraque, segundo uma reportagem da televisão italiana RAI.
O uso destas armas químicas já havia sido denunciado por fontes próximas aos insurgentes. Em resposta às acusações, o Exército dos EUA não negou a utilização de uma destas substâncias, o fósforo branco, porém assegurou que não se trata de uma «arma ilegal» alegando que apenas a usou para iluminar posições inimigas.
A reportagem, intitulada «O massacre escondido», que será transmitida na íntegra esta terça-feira mas cujo conteúdo foi antecipado na véspera, inclui, entre outros documentos, uma entrevista a um soldado norte-americano que combateu em Fallujah e que confirmou o uso destes químicos.
«Ouvi a ordem para estarmos atentos porque tinham acabado de usar o fósforo branco sobre Fallujah. Na gíria militar é conhecida como “Willy Pete”».
«O fósforo queima o corpo, derrete a carne até aos ossos», declarou o soldado ao enviado especial da RAI.
«Vi corpos queimados de mulheres e crianças», acrescentou o militar.
«O fósforo estala e forma uma nuvem que se propaga num raio de 150 metros», precisou.
A reportagem mostra também filmagens e fotografias tiradas no Iraque após os bombardeamentos de Novembro de 2004, e torna público um documento que prova que foi usado no Iraque uma versão do Napalm – a substância empregue nas bombas incendiárias na guerra do Vietname – denominada MK77.
O uso destas armas sobre civis está proibido pelas convenções da ONU de 1980, e o de substâncias químicas por um outro acordo internacional assinado pelos EUA em 1997."

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=200507

Imagens do jornalista que denuncia: aqui.

segunda-feira, novembro 07, 2005

Ode ao Norte

Um destes dias partilhei com um amigo aquilo que sentia pela região norte do nosso país e lembro-me o quanto difícil foi arranjar explicações para tais sentimentos, pois tal me parecia, de certa forma, inexplicável. Sempre que visitava (e visito) esta região descubro coisas novas e, salvo raras excepções, sempre agradavelmente surpreendentes e encantadoras. Seja uma terrinha nova, uma vila ou uma cidade, uma expressão nortenha, uma tasca, uma iguaria... Seja o carinho, a hospitalidade e a humildade de mais um(a) amigo/a. Viajo sempre com uma grande ansiedade e os trezentos e tais quilómetros fazem-se com o melhor das disposições. Mas o mais difícil de explicar são as despedidas. Pois é, o regresso deixa-me deprimido e nostálgico e fico sem palavras para definir o que sinto pelo o que deixei para trás. Nenhuma outra região em Portugal me deixa assim.
Entretanto, ele passou-me este artigo do Miguel Esteves Cardoso que saíu na revista Capa K há quinze anos atrás, que poderá explicar, em parte, estas emoções e do qual partilho por aqui, de seguida, alguns parágrafos.
"(...)No norte a comida é melhor. O vinho é melhor. O serviço é melhor. Os preços são mais baixos. Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia. Estas são as verdades do Norte de Portugal. Mas há uma verdade maior. É que só o Norte existe. As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que é do Sul como se diz que é do Norte. No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.
(...)No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa. O Norte cheira a dinheiro e a alecrim. O asseio não é asséptico – cheira a cunhas, a conhecimentos e arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade.
(...)O Norte é a nossa verdade. Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque era do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e cabeça quente, os seus pedaços e pormenores.Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o “O Norte”. Defendem o Norte em Portugal como os portugueses haviam de defender Portugal no mundo.Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular – o nome da sua terrinha – para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.
O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo para adivinhar.
O nome do Norte é Portugal. Portugal, com nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer “Portugal” e “Portugueses”. No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como “Norte”. Como se fosse assim que chamassem uns pelos os outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?"
in "Norte, Nome de Portugal", Miguel Esteves Cardoso, Revista Capa K, Novembro 1990
Zé, muito obrigado!

sexta-feira, novembro 04, 2005

Somos todos efémeres

Trata-se de um album de 2004 mas só este ano está a ser devidamente reconhecido. Refiro-me a Joyful Rebellion dos K-OS. Hip-hop de boa qualidade muito longe dos estereótipos gangsta.

A faixa nº7, “The Love Song”, é a música do momento e faz a banda sonora do novo anúncio da Vodafone: “Viva o momento. Now”. Aquele da Efémera, que narra a história do pequeno insecto, aparentemente frágil, mas que sabe utilizar do melhor modo cada momento da sua curta vida. Um belo spot publicitário e uma grande lição de vida.
Mas há quem prefira “a vida como ela é” (passe a publicidade novamente) e nem sabe o que perde.

Quem pretender fazer o download deste album, faça o obséquio de ir por aqui.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Tacho nº 22 237


Ainda estou em estado de choque... tecnológico?!

terça-feira, novembro 01, 2005

O concerto



Quem são estes cromos que vão abrir o espetáculo para os grandes The Room 74? :roll: